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Number of repetitions in different percentage of maximum load of neuromuscular exercises/Numero de repeticoes em diferentes porcentagens de carga maxima de exercicios neuromusculares.

Introducao

Os exercicios resistidos caracterizam-se por contracoes voluntarias da musculatura esqueletica de um determinado segmento corporal contra alguma resistencia externa. Esta oposicao e oferecida por pesos livres ou por outros equipamentos, como aparelhos de mecanoterapia, elasticos, ou resistencia manual (1).

Especificamente os exercicios resistidos com pesos (ERP), tambem denominados de exercicios neuromusculares, quando prescritos e supervisionados de maneira correta, provocam efeitos favoraveis em diversos componentes da saude. Alem de minimizar os fatores desencadeantes de doencas cardiovasculares, promovem aumento da forca muscular e da qualidade de vida (2,3).

No entanto, esses efeitos dependem da manipulacao de algumas variaveis, como o numero de repeticoes, series, sobrecarga, intervalos entre as series, sequencia dos exercicios e velocidade de execucao dos movimentos (4,5). A combinacao adequada dessas variaveis vai determinar os ganhos com o ERP (6).

O American College of Sports Medicine, recomenda que os ERP sejam realizados com tres series de oito a dez repeticoes, com frequencia de dois a tres dias por semana, para adultos jovens saudaveis, para ganho de forca e hipertrofia (7). Por outro lado, alguns estudos encontraram respostas mais expressivas com a utilizacao de alto numero de repeticoes (2,8).

Santos et al. (9) observaram em seu estudo, diferencas quanto ao numero maximo de repeticoes com a mesma porcentagem de carga, em individuos com cardiomiopatia chagasica em diferentes movimentos. Os autores concluiram que o mesmo numero de repeticoes pode subestimar ou superestimar a capacidade desses individuos.

No entanto, os estudos que avaliaram o numero de repeticoes maximas, o fizeram comparando um unico movimento entre os participantes (2,7,8). Esses estudos nao investigaram se o mesmo individuo apresentou numero de repeticoes maximas diferentes em movimentos distintos. Tampouco analisaram o efeito de cargas de baixa, moderada e alta resistencia para verificar as diferencas entre o numero de repeticoes. Sendo assim, o objetivo deste estudo foi comparar o numero de repeticoes maximas em diferentes movimentos e porcentagens da carga maxima em jovens sedentarios sadios.

Material e Metodos

Tipo de estudo

Estudo transversal analitico realizado no Laboratorio de Pesquisa e Fisiologia do Exercicio da Faculdade Social, BA, Brasil, no periodo de abril a setembro de 2012.

Amostra

A populacao estudada foi composta por voluntarios autodeclarados saudaveis, com idade entre 18 e 30 anos, classificados como sedentarios pelo questionario internacional de atividade fisica--versao longa. Foram considerados criterios de exclusao a presenca de qualquer alteracao cardiovascular, pulmonar, neurologica ou musculoesqueletica que inviabilizasse a pratica do ERP.

Protocolo de Coleta de Dados

Inicialmente os individuos responderam ao Questionario Internacional de Atividade Fisica-versao longa e a um questionario padrao, no qual foram coletadas informacoes gerais sobre a amostra. Posteriormente, todos os sujeitos foram submetidos ao teste de carga maxima predita e a tres protocolos de repeticao maxima.

Para determinacao da carga maxima predita foi utilizada a seguinte equacao de 1RM: carga maxima = carga percebida / [100%--(numero de repeticoes x 2)], proposta por Adams em 1994 (10). Essa equacao prediz que, a cada repeticao realizada com a carga percebida para determinado movimento, a carga suportada cai cerca de 2%. A precisao dessa equacao foi demonstrada por Lacio et. al. 201011, apresentando indice de correlacao de 0,94 quando comparada com o teste de 1RM propriamente dito, para o exercicio de supino reto em individuos ja praticantes do treinamento de forca.

Os movimentos utilizados no protocolo foram os seguintes: Flexao de Cotovelo (FC) com o ombro na posicao anatomica, Extensao de Cotovelo (EC) com o ombro em maxima flexao e Abducao do Ombro (AO) sobre o plano frontal partindo da posicao anatomica ate 90[degrees]. Todos os movimentos eram executados em ortostase pelo membro dominante em frente ao espelho. A relacao de velocidade de contracao respectivamente entre a fase concentrica e excentrica do movimento, foi monitorada por um examinador com cronometro digital Kikos CR20 (Sao Paulo, SP), respeitando a proporcao de 1:2, ou seja, fase excentrica realizada de forma mais lenta.

Para se encontrar a carga predita empregada na equacao de estimativa da carga maxima, foram utilizados coeficientes de acordo com o sexo para cada movimento, descrito por Lombardi 198912 como observado no Quadro 1.

Na realizacao do teste de predicao da carga maxima, multiplicou-se a massa de cada individuo pelo coeficiente estabelecido de cada movimento (Quadro 1). Com o valor da carga teste encontrada, solicitava-se ao voluntario que ele realizasse o numero maximo de repeticoes ate a falha concentrica em tempo livre. Esse valor era posteriormente utilizado para determinar a carga maxima predita, ajustada de acordo com a Tabela 1, tambem proposta por Lombardi 198912.

Antes de realizarem o teste de carga maxima predita, os voluntarios eram submetidos a uma serie de aquecimento, que consistia de 15 repeticoes com 30% da carga percebida. Em seguida, o voluntario era instruido a realizar o maior numero de repeticoes possiveis com 100% da carga percebida, sem compensacoes na execucao.

Protocolo de Coletas da Repeticao Maxima

A mensuracao das repeticoes maximas foi realizada em nove encontros, nos quais os participantes eram instruidos a realizar o maior numero de repeticoes de cada movimento ate a falha concentrica.

O primeiro encontro foi realizado sete dias apos o teste de carga maxima predita. Uma semana depois acontecia o segundo, e assim sucessivamente ate o nono encontro. Foi realizado no dia do primeiro encontro o sorteio para saber a ordem da carga utilizada (50%, 70% ou 90% da maxima predita) e do movimento a ser realizado (flexao ou extensao de cotovelo ou abducao frontal do ombro). Dessa forma, anulava-se o vies da ordem dos protocolos. O intervalo de uma semana entre as coletas foi importante para que nao fossem geradas adaptacoes neurais e metabolicas, evitando com isso vies de afericao.

Tratamento dos dados

Foram realizados testes de simetria e curtose e o teste de Shapiro-Wilk antes das analises, para identificacao da normalidade dos dados. Como os valores apresentaram distribuicao normal e simetrica, os dados foram descritos em media e desvio padrao. Para comparacao dos valores da repeticao maxima entre os tres movimentos avaliados em cada porcentagem, foi utilizado a ANOVA one-way com pos-hoc de Tukey. Para comparacao entre os valores da repeticao maxima em cada movimento, considerando as tres porcentagens de carga, tambem foi utilizado a ANOVA one-way com pos-hoc de Tukey. Adotado nivel de significancia de 5%. Todas as analises foram realizadas no programa BioEstat 5.0.

Aspectos eticos

Todos os voluntarios foram esclarecidos sobre os objetivos do estudo e sobre os riscos e beneficios dos procedimentos em linguagem acessivel. Assinaram o termo de consentimento livre esclarecido elaborado com base na Declaracao de Helsinque e na Resolucao 466/12 do Conselho Nacional de Saude. Este projeto foi submetido e aprovado pelo Comite de Etica e Pesquisa da Faculdade de Tecnologia e Ciencia de Salvador--FTC protocolo 3189\2011.

Resultados

A amostra foi constituida por 26 individuos, 18 do sexo feminino. Os dados a seguir representam a caracterizacao da amostra em media e desvio padrao: Idade (anos): 25 [+ or -] 4,7; Altura (m): 1,70 [+ or -] 0,1; Massa (kg): 65 [+ or -] 9,3; Indice de Massa Corporea (kg/[m.sup.2]): 22 [+ or -] 2,9.

A analise dos dados presentes na Tabela 2 demonstra que existe variacao no numero alcancado de repeticoes maximas em cada movimento com a mesma porcentagem de carga maxima. Observa-se tambem, que o movimento que apresentou maior numero de repeticoes foi, flexao de cotovelo em todas as tres porcentagens utilizadas.

Na Tabela 3 compara-se o numero de repeticoes maximas entre os movimentos em cada porcentagem da carga maxima. Percebe-se que em todos os niveis da carga maxima, existe diferenca estatistica significante quando se compara os movimentos de flexao do cotovelo com a extensao do cotovelo e a abducao do ombro. Por outro lado, nao houve relevancia estatistica na comparacao da extensao do cotovelo com a abducao do ombro.

A tabela 4 apresenta as comparacoes dos valores das repeticoes de cada movimento a partir das diferentes porcentagens da carga maxima. Observa-se que ocorreu diferenca estatistica significante em todos os movimentos quando comparado porcentagens de 50% com 70% e de 50% com 90% da carga maxima. No entanto, nao foi verificada diferenca estatistica entre as porcentagens de 70% e 90%.

Discussao

A analise dos dados deste estudo permite sugerir que existe diferenca no numero de repeticoes maximas de movimentos neuromusculares em jovens saudaveis, considerando a mesma ou diferentes porcentagens de carga maxima predita. Algumas inferencias podem ser levantadas para explicar esses achados.

Shimano e cols. (13), avaliaram o numero de repeticoes com 60%, 80% e 90% da carga maxima em homens treinados e nao treinados. Eles concluiram que um maior numero de repeticoes foi encontrado em exercicios realizados por musculos com maior volume de massa muscular. Esses resultados sao semelhantes aos do presente estudo, no qual se observa que o movimento que apresentou maior numero de repeticoes, em todas as porcentagens da carga maxima, foi flexao de cotovelo (Tabela 2). Sabe-se que a massa muscular dos flexores de cotovelo e maior que a dos abdutores de ombro e extensores de cotovelo (14,15).

Somado a esse conceito, o numero consideravel de musculos agonistas na flexao de cotovelo pode ser outra explicacao plausivel do porque nesse movimento os voluntarios alcancaram numero maior de repeticoes. Durante a flexao de cotovelo, o agonista principal e o musculo braquial seguido dos musculos biceps braquial, braquiorradial e pronador redondo. Ja para a abducao do ombro e extensao de cotovelo o numero de agonistas e menor. Respectivamente, tem-se como agonistas desses movimentos o supra-espinhal, a cabeca longa do biceps braquial e o deltoide; o triceps braquial e o anconeo (16,17).

Outro aspecto a ser considerado e a acao reduzida dos musculos agonistas secundarios durante a fase excentrica do movimento de flexao de cotovelo. Tais musculos sao mais poupados nessa fase, o que possibilita maior rendimento em movimentos com maior numero de musculos agonistas secundarios. Isso aumenta a efetividade desses musculos na fase concentrica e retarda a fadiga muscular. Em movimentos nos quais os agonistas executam contracoes excentricas com mais intensidade, como na abducao do ombro e extensao do cotovelo, a fadiga e mais precoce, ja que um numero menor de agonistas secundarios participa desses movimentos (16,17).

Outro motivo que pode influenciar na supremacia dos musculos flexores do cotovelo e que os mesmos sao mais funcionais que os demais musculos que realizam a extensao de cotovelo e a abducao do ombro. Devido a grande mobilidade do ombro, dificilmente e visualizado o movimento de abducao de forma isolada, havendo na maioria das vezes, movimentos combinados de flexo-abducao. Na comparacao com o ombro, o cotovelo possui apenas um grau de liberdade, o que o limita de certa forma realizar movimentos combinados dentro da mesma articulacao.

Tal fato poderia inferir semelhanca entre a performance dos flexores e extensores do cotovelo. No entanto, isso nao foi constatado nos resultados deste estudo. Isso se explica pelo motivo de que a maioria das atividades de vida diaria em atos como se alimentar, suspender, pegar, puxar segurar e limpar; exijam ativacao da musculatura flexora em maior e da extensora em menor intensidade e volume. Mesmo na extensao de cotovelo para a posicao anatomica, temos a atividade dos musculos flexores agindo como reguladores do movimento, uma vez que a propria gravidade se encarrega de estender a articulacao sem necessidade de ativacao do triceps e anconeo. Tais situacoes geram maior adaptacao neural e metabolica dos musculos flexores comparados aos extensores promovendo maior resistencia e forca muscular.

Ainda existe outra explicacao para os resultados deste estudo. Na composicao histoquimica do biceps com o triceps braquial foi observado que o biceps possui predominio maior de fibras oxidativas que o triceps. Isso remete a ideia de que a flexao do cotovelo utilize musculos com predominio aerobico, o que lhe confere mais resistencia (18,19).

Por fim nota-se como vantagem final o fato de que os flexores do cotovelo tambem possuem musculatura com maior comprimento e, portanto, maior vantagem mecanica de torque quando comparada aos abdutores do ombro e extensores do cotovelo.

Os resultados do presente estudo corroboram com os resultados de outros trabalhos. Hoeger et al (20,21), 1987 e 1990 avaliaram o numero de repeticoes maximas alcancadas por individuos em sete exercicios diferentes a partir de 60%, 80% e 90% da carga maxima determinada pelo teste de 1RM. Os autores concluiram que o numero de repeticoes variou nas diferentes porcentagens entre os movimentos. Ainda o mesmo resultado foi observado no trabalho de Santos e cols. (9), no qual foi verificado maior numero de repeticoes no movimento de flexao de joelho quando comparado com a flexao e abducao de ombro e flexao de coxofemoral em individuos com doenca de chagas.

Outro aspecto relevante dos resultados deste trabalho foi a verificacao de que houve significancia estatistica quando se analisa o numero de repeticoes na comparacao entre 50% com 70% assim como na comparacao entre 50% e 90% da carga maxima (Tabela 4), em todos os movimentos. Porem, nao se verificou diferenca na comparacao entre 70% e 90%. Esses resultados sao importantes porque com base neles, pode-se inferir, que a sobrecarga muscular imposta com 70% e 90% da carga maxima predita e semelhante. Isso implica diretamente na prescricao dos ERP para ganho de forca e hipertrofia. Se a sobrecarga muscular e semelhante para essas porcentagens, seriam elas entao, tambem semelhantes nos ganhos de forca e hipertrofia? Alguns estudos apontam que treinamentos com sobrecargas de 60% e 70% da carga maxima provocam aumento significativo da forca e massa muscular, mesmo em individuos previamente treinados (22,23).

Em consonancia com a hipotese supracitada, um estudo realizado em 201524 constatou que individuos treinados, submetidos a exercicios resistidos de alta ou baixa intensidade, apresentaram ganhos similares do ponto de vista de adaptacoes neuromusculares, inclusive com melhora da resistencia e consequentemente maior efetividade em alguns tipos de contracao para o grupo submetido ao treino de baixa intensidade. Foi sugerido que em ambas as intensidades podem ser verificadas alteracoes musculares hipertroficas, o que nos faz acreditar que existe realmente uma possibilidade de estresse muscular semelhante, nos percentuais de 70% e 90% da carga maxima encontradas neste estudo.

Ainda, ao se analisar os efeitos cardiovasculares sabe-se que quanto maior a carga, maior o incremento pressorico arterial e maior o risco de acidente vascular encefalico. Ademais, maior carga implica em maior sobrecarga articular. Muitos praticantes de ERP apresentam ao longo dos anos disfuncoes articulares oriundas da sobrecarga imposta pelo ERP. Cargas menores seriam possivelmente menos lesivas e trariam possivelmente os mesmos resultados para forca e hipertrofia (24,25,26,27).

Algumas perguntas ficam a serem respondidas por outros trabalhos. Como a predominancia de voluntarios foi do sexo feminino, nao houve a possibilidade de se avaliar o numero de repeticoes levando em consideracao o genero. Outro ponto e que apenas voluntarios que nao praticavam ERP foram avaliados. Futuros trabalhos provavelmente contemplem essas questoes.

As limitacoes deste trabalho se referem principalmente as caracteristicas da amostra selecionada. Como os participantes eram jovens, sadios e sedentarios esses dados nao podem ser extrapolados para outras populacoes como idosos, individuos que realizem exercicios neuromusculares ou pessoas com disfuncoes especialmente neuromusculares. Outra limitacao foi a avaliacao da carga maxima com base em um teste de predicao, o qual pode nao representar um valor real dos movimentos avaliados, embora metodos de predicao de carga maxima sejam com frequencia utilizados em pesquisas e na pratica clinica (28). Existe tambem a limitacao quanto a analise estatistica empregada. Como nao foi realizada a estatistica multivariada as amostras nao apresentam resultados independentes.

Portanto, nota-se que ainda existe deficit na literatura sobre trabalhos que abordem as variaveis de prescricao do exercicio neuromuscular. Assim, espera-se que novas pesquisas sejam realizadas com o objetivo de promover bases suficientes para elaboracao de protocolos de exercicios mais especificos e individualizados.

Conclusao

Os resultados deste estudo permitem concluir que existe diferenca no numero de repeticoes maximas na execucao de movimentos neuromusculares, realizados a partir de diferentes intensidades da carga maxima.

DOI:10.5585/ConsSaude.v14n4.5848

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Jefferson Petto [1], Luciano Sa Teles de Almeida Santos [2], Vinicius Afonso Gomes [3], Francisco Tiago Oliveira de Oliveira [4], Natalia da Luz Garcia [5], Alan Carlos Nery dos Santos [6]

[1] Doutor em Medicina e Saude Humana; Professor Colaborador do Programa de Pos-Graduacao Stricto-Senso da Escola Bahiana de Medicina e Saude Publica EBMSP, Salvador, BA--Brasil; Coordenador do Grupo de Fisioterapia e Pesquisa Cardiovascular (GFPEC) [da] Faculdade Social. Salvador, BA--Brasil.

[2] Especialista em Fisioterapia Hospitalar; Pesquisador Colaborador do GFPEC da Faculdade Social. Salvador, BA--Brasil.

[3] Especialista em Fisioterapia Hospitalar; Pesquisador Colaborador do GFPEC da Faculdade Social. Salvador, BA--Brasil; Nucleo de Ensino e Pesquisa do Hospital da Cidade. Salvador, BA--Brasil.

[4] Especialista em Fisiologia do Exercicio; Pesquisador Colaborador do GFPEC da Faculdade Social. Salvador, BA--Brasil.

[5] Especialista em Fisioterapia Hospitalar; Pesquisadora Colaboradora do GFPEC da Faculdade Social. Salvador, BA--Brasil.

[6] Especialista em Fisiologia do Exercicio; Discente do Programa de Pos-Graduacao Stricto-Senso da (EBMSP); Pesquisador Colaborador do GFPEC da Faculdade Social. Salvador, BA--Brasil.

Endereco para Correspondencia

Jefferson Petto

Faculdade Social--FSBA

Av. Oceanica, 2717--Ondina

40170-110--Salvador--BA--Brasil.

gfpecba@bol.com.br
Tabela 1: Ajuste da carga maxima predita
(Lombardi 1989)12

Repeticoes    Ajuste
Completadas   em Kg

<7            -6,75
8-9           -4,50
10-11         -2,25
16-17         +2,25
18-19         +4,50
>20           +6,75

Tabela 2: Analise descritiva do numero de repeticoes
maximas nos tres movimentos

Porcentagem   Movimento   Minimo   Maximo   Media   DP
da CM

                 FC         18       30      25     5,7
50%              EC         9        18      14     2,3
                 AO         8        17      12     2,7

                 FC         13       26      19     4,1
70%              EC         6        18      11     3,1
                 AO         4        13       8     2,9

                 FC         8        26      16     5,5
90%              EC         4        18       8     3,9
                 AO         3        10       6     2,1

CM = Carga Maxima; DP = Desvio Padrao; AO = Abducao do
Ombro; FC = Flexao do Cotovelo; EC = Extensao do Cotovelo.

Tabela 3: Comparacao do numero de
repeticoes maximas entre os movimentos
em cada porcentagem da carga maxima

CM (%)   Comparacoes            Media e DP                 Valor
                                                           de p *
          1      2            1                 2

          FC     EC                      14 [+ or -] 2,4   < 0,05
50%              AO    25 [+ or -] 5,8   12 [+ or -] 2,8   < 0,05
          EC     AO    14 [+ or -] 2,4   12 [+ or -] 2,8   > 0,05
          FC     EC                      11 [+ or -] 3,2   < 0,05
70%              AO    19 [+ or -] 4,1   8 [+ or -] 2,9    < 0,05
          EC     AO    11 [+ or -] 3,2   8 [+ or -] 2,9    > 0,05
          FC     EC                      8 [+ or -] 3,9    < 0,05
90%              AO    16 [+ or -] 5,6   6 [+ or -] 2,1    < 0,05
          EC     AO    8 [+ or -] 3,9    6 [+ or -] 2,1    > 0,05

* ANOVA (Pos-Hoc de Tukey). Siglas: CM = Carga
Maxima; DP = Desvio Padrao; AO = Abducao do
Ombro; FC = Flexao do Cotovelo; EC = Extensao do
Cotovelo.

Tabela 4: Comparacao das medias
do numero de repeticoes maximas de
cada movimento a partir de diferentes
intensidades da carga maxima

Movimento                 Porcentagem da CM                 Valor
                         (Media [+ or -] DP)                de p *

            50% (25 [+ or -] 5,7)   70% (19 [+ or -] 4,1)   < 0,05
FC                                  90% (16 [+ or -] 5,5)   < 0,05
            70% (19 [+ or -] 4,1)   90% (16 [+ or -] 5,5)   > 0,05

            50% (14 [+ or -] 2,4)   70% (11 [+ or -] 3,1)   < 0,05
EC                                  90% (8 [+ or -] 3,9)    < 0,05
            70% (11 [+ or -] 3,1)   90% (8 [+ or -] 3,9)    > 0,05

            50% (12 [+ or -] 2,7)   70% (8 [+ or -] 2,9)    < 0,05
AO                                  90% (6 [+ or -] 2,1)    < 0,05
            70% (8 [+ or -] 2,9)    90% (6 [+ or -] 2,1)    > 0,05

* ANOVA (Pos-Hoc de Tukey). Siglas: CM = Carga
Maxima; DP = Desvio Padrao; AO = Abducao do
Ombro; FC = Flexao do Cotovelo; EC = Extensao do
Cotovelo.

Quadro 1: Coeficientes da carga predita
para exercicios resistidos por sexo

Sexo             Movimento              Coeficiente

Feminino     Flexao de Cotovelo    0,035 x massa corporal
            Extensao de Cotovelo   0,06 x massa corporal
              Abducao de Ombro     0,08 x massa corporal

Masculino    Flexao de Cotovelo    0,06 x massa corporal
            Extensao de Cotovelo   0,09 x massa corporal
              Abducao de Ombro     0,10 x massa corporal
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Author:Petto, Jefferson; Santos, Luciano Sa Teles de Almeida; Gomes, Vinicius Afonso; de Oliveira, Francisc
Publication:Revista Exacta
Date:Apr 1, 2016
Words:4183
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