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Natural regeneration of Ocotea odorifera (Vell.) Rohwer (Lauraceae) in Araucaria Forest, Parana State, Brazil/Regeneracao natural de ocotea odorifera (Vell.) Rohwer (Lauraceae) em Floresta Ombrofila Mista, Parana, Brasil.

INTRODUCAO

A cobertura do bioma Mata Atlantica corresponde a 13,04% do territorio brasileiro, ocupando uma area de 11.110.182 [km.sup.2], que se estende ao longo da costa litoranea, desde o Estado do Rio Grande do Norte ate o Rio Grande do Sul (INSTITUTO BRASILEIRO DE FLORESTAS, 2014). Os fragmentos remanescentes se apresentam como um mosaico com extensas areas degradadas permeadas por pequenas areas conservadas, distribuidas principalmente nas regioes sul e sudeste (ZAU, 1998; FRANKE et al., 2005). Estima-se que apenas 7% da cobertura original da Mata Atlantica permaneca conservada, sendo considerado uma das regioes com maior biodiversidade e uma das mais ameacadas do mundo (MYERS et al., 2000; GALINDO-LEAL; CAMARA, 2005).

A Mata Atlantica e composta por diferentes fitofisionomias, entre elas a Floresta Ombrofila Mista (FOM) ou Floresta com Araucaria, que e caracterizada como um ambiente estruturalmente complexo que abriga diversas comunidades biologicas (NASCIMENTO; LONGHI; BRENA, 2001). No Parana, a FOM recobria originalmente uma area correspondente a 37% da superficie do estado, estando restrita aos remanescentes segmentados que conservam apenas 0,8% da cobertura original (CASTELA; BRITEZ, 2004). Dentre as especies que contribuem para a caracterizacao dessa fitofisionomia florestal encontra-se a Ocotea odorifera (Vell.) Rohwer (canela-sassafras) (SANTA-CATARINA; MACIEL; PEDROTTI, 2001; DALMASO et al., 2013), que apresenta um amplo historico de exploracao devido ao seu valor madeireiro e farmaceutico, o que resultou na inclusao da especie nas listas de ameacadas de extincao do Parana e do Brasil (OBRZUT; CARVALHO, 2001; INSTITUTO AMBIENTAL DO PARANA, 2008; BRASIL, 2014).

Ocotea odorifera e uma especie perenifolia, heliofita e aromatica originaria da Mata Atlantica e endemica do Brasil (SANTA-CATARINA; MACIEL; PEDROTTI, 2001; LORENZI, 2008; DALMASO et al., 2013) que apresenta entre 8 e 25 m de altura, com tronco tortuoso (LORENZI, 2008). Apresenta inflorescencias paniculadas terminais, composta por flores pequenas, hermafroditas, perfumadas e de coloracao branco-amarelada (LORENZI; MATOS, 2002). Os frutos sao envolvidos por uma cupula e possuem cerca de 2,0 cm de comprimento por 1,3 cm de diametro enquanto os diasporos possuem 1,2 cm de comprimento por 0,9 cm de largura, com cotiledones crassos e superficie lisa, encerrando uma pequena plumula e radicula (CETNARSKI-FILHO; NOGUEIRA, 2005). As folhas sao elipticas e obovadas, lanceoladas a oblanceoladas, glabras, apresentando de 7 a 14 cm de comprimento (LORENZI, 2008).

A floracao e frutificacao ocorrem em diferentes epocas do ano (QUINET; ANDREATA, 2002; BROTTO; CERVI; SANTOS, 2013), com predominio nos meses de agosto-setembro e abril-julho, respectivamente. O estabelecimento de associacoes simbioticas com fungos micorrizicos arbusculares deve ocorrer para o desenvolvimento ideal, o que dificulta o manejo de mudas, uma vez que a retirada do substrato impede a interacao entre a planta e o fungo (CARVALHO, 2005).

Distribui-se desde o sul da Bahia ate o Rio Grande do Sul, nos biomas Amazonia, Cerrado e Mata Atlantica. A maior concentracao encontra-se na regiao sul, com ampla distribuicao no Estado do Parana, ocorrendo com maior representatividade na Floresta Ombrofila Mista e Floresta Ombrofila Densa (CETNARSKI-FILHO; NOGUEIRA, 2005; BROTTO; CERVI; SANTOS, 2013; DALMASO et al., 2013; QUINET et al., 2014).

A especie foi amplamente explorada devido a producao do oleo essencial volatil, cujo principal componente quimico e o safrol, utilizado na fabricacao de inseticidas, cosmeticos e produtos farmaceuticos (DALMASO et al., 2013), principalmente medicamentos com propriedades sudorificas, antirreumaticas, antissifiliticas e diureticas (CASTELLANI et al., 2006). A exploracao teve seu apice nas decadas de 40 a 70 (SANTA-CATARINA; MACIEL; PEDROTTI, 2001), que aliada a ausencia de aplicacao de tecnicas adequadas de manejo, levou a progressiva diminuicao das populacoes e a consequente inclusao da especie na lista de ameacadas de extincao do Brasil e Parana. A producao irregular de sementes, o grande distanciamento entre as arvores, a reducao das populacoes dos agentes polinizadores e dispersores e o baixo vigor das sementes sao as maiores ameacas a perpetuacao da Ocotea odorifera (CARVALHO, 2005). Atualmente, o uso para fins comerciais encontra-se restrito por lei, sendo permitido somente em casos excepcionais como obras de utilidade publica ou retirada de individuos que representem risco a integridade de patrimonios publicos, particulares ou a vida humana (DALMASO et al., 2013).

Em florestas tropicais, a dinamica e estrutura das comunidades e populacoes arboreas se apresentam como um reflexo da perturbacao historica e das pressoes antropicas, uma vez que as mudancas na densidade de individuos sao fortemente influenciados por fatores ambientais bioticos e abioticos (MACHADO et al., 2010). O desenvolvimento das florestas e analisado pela distribuicao de idades, inferidas a partir do tamanho, pelos padroes de distribuicao e pelos processos de dispersao dos organismos, representado pela regeneracao natural (CALDATO; LONGHI; FLOSS, 1999; VENTUROLI; FELFILI; FAGG, 2011).

A regeneracao natural representa um mecanismo importante para a sobrevivencia, desenvolvimento e manutencao dos ecossistemas florestais, indicando o potencial de recrutamento de novos individuos. Constitui um aspecto efetivo para diagnosticar a conservacao do fragmento e a sua resposta frente a perturbacoes naturais ou antropicas, sendo um elemento-chave para a preservacao, conservacao e recuperacao das florestas (SILVA et al., 2007; PALUDO; MANTOVANI; REIS, 2011).

A partir do conhecimento de aspectos da regeneracao, podem ser identificadas as potencialidades e possibilidades para a criacao de estrategias de manejo em prol de um sistema sustentavel (VAN GROENENDAEL; BULLOCK; PEREZ-JIMENEZ, 1996). A geracao, recuperacao e sistematizacao dos conhecimentos sobre a Ocotea odorifera atuam como uma ferramenta na implantacao de programas de conservacao e manejo que garantam a perpetuacao e visem diminuir o risco de extincao.

Sob essa perspectiva, a presente pesquisa tem como o objetivo avaliar a regeneracao natural da Ocotea odorifera (Lauraceae) na Reserva Particular do Patrimonio Natural (RPPN) Uru, Municipio da Lapa, Parana, Brasil.

MATERIAL E METODOS

Area de estudo

A Reserva Particular do Patrimonio Natural (RPPN) Uru e a Unidade de Conservacao contemplada na presente pesquisa. O fragmento de 128,67 ha de area conservada esta localizado no municipio da Lapa, Estado do Parana sob as coordenadas 25[degrees]48'11" S e 49[degrees]41'27" W (Figura 1), inserida na Area de Protecao Ambiental (APA) da Escarpa Devoniana. Situa-se na regiao geografica do Segundo Planalto Paranaense na regiao fisiografica dos Campos Gerais, embora apresente caracteristicas de Primeiro Planalto (INSTITUTO CHICO MENDES DE CONSERVACAO DA BIODIVERSIDADE, 2014). Sua criacao foi formalizada pelo Decreto no. 1922, de 5 de junho de 1996 e tem como objetivo assegurar a protecao do limite natural entre os planaltos paranaenses e locais de beleza cenica e vestigios arqueologicos e pre-historicos (INSTITUTO CHICO MENDES DE CONSERVACAO DA BIODIVERSIDADE, 2014).

A cobertura vegetal da area e caracterizada como Floresta Ombrofila Mista (FOM), com manchas de Estepe Gramineo-lenhosa, representando um remanescente importante para a manutencao dos ecossistemas pela presenca de um ecotono (LEITE; KLEIN, 1990; IBGE, 2012; KOZERA et al., 2012). Possui conectividade com o entorno, especialmente com o Parque Estadual do Monge, Unidade de Conservacao de 333 ha limitrofe a RPPN Uru.

Esta inserida na bacia hidrografica do rio Iguacu, dando origem a nascentes e pequenos riachos que sao drenados em direcao ao rio da Estiva, um dos tributarios do rio da Varzea, que constituiu um dos principais afluentes do rio Iguacu (INSTITUTO CHICO MENDES DE CONSERVACAO DA BIODIVERSIDADE, 2014).

O clima da regiao, segundo a classificacao de Koppen, e do tipo Cfb--clima temperado umido com verao temperado, apresentando inverno seco e com geadas e verao fresco e umido com chuvas distribuidas uniformemente ao longo do ano. O mes mais quente e fevereiro, com temperatura media de 22[degrees]C e o mes mais frio e julho, com temperatura media de 18[degrees]C. O municipio da Lapa apresenta um regime de chuvas de 1.200 mm a 1.360 mm ao ano, sendo o mes de agosto o mais seco (INSTITUTO CHICO MENDES DE CONSERVACAO DA BIODIVERSIDADE, 2014).

O solo da area de estudo e caracterizado como Cambissolo Haplico Tb Distrofico, com argila de alta atividade e baixa saturacao por bases. Devido a heterogeneidade de sua origem, suas caracteristicas como drenagem e profundidade apresentam grande variacao de um local para outro. Nas areas de entorno e possivel encontrar Neossolos, caracterizados por apresentar menos de 20 cm de espessura, com pouca alteracao do material de origem, mineral ou organico, devido a resistencia ao intemperismo ou pela baixa atuacao dos processos pedogeneticos (INSTITUTO CHICO MENDES DE CONSERVACAO DA BIODIVERSIDADE, 2014).

Coleta dos dados

A distribuicao da especie foi avaliada com base nos registros museologicos nacionais, obtidos por meio do Centro de Referencia em Informacao Ambiental (CRIA), que forneceu dados para a analise comparativa da distribuicao da especie no Brasil, especialmente na regiao sul. Os registros da especie para o municipio da Lapa e regiao foram levantados a partir dos registros no Museu Botanico Municipal de Curitiba (MBM).

A metodologia empregada para analise da regeneracao natural foi uma adaptacao da utilizada por Cetnarski-Filho e Nogueira (2004), com a definicao de 10 parcelas circulares com 40 m de diametro, o que correspondeu a 12.560 [m.sup.2] (1,26 ha) de area amostral, estabelecidas na area de estudo de acordo com a presenca de arvores-matrizes de sementes (Figura 1A). O centro da parcela foi definido como o tronco central da arvore-matriz, a partir do qual foram demarcados os quatro eixos principais norte-sul e lesteoeste, formando quatro quadrantes. Em cada quadrante, foram estabelecidos cinco raios consecutivos de quatro metros, totalizando 20 m de raio (Figura 1B).

Para os individuos com ate 2 m de altura foram mensurados a altura e diametro a altura do solo (DAS) com auxilio de fita metrica e paquimetro e a localizacao na parcela foi estimada por meio da marcacao em papel milimetrado. Foi mensurada a altura e o perimetro a altura do peito (PAP) das arvores-matrizes de sementes, e a area de projecao da copa foi estimada com a marcacao em papel milimetrado a cada 45[degrees] em relacao ao tronco central. A espessura da serapilheira foi mensurada em centimetros e a luminosidade foi medida em lux com luximetro [C]Iluminar, ambos em cinco repeticoes por parcela, as quais geraram um valor medio. As medicoes de luminosidade ocorreram em um unico dia em um intervalo de duas horas, evitando divergencias de acordo com as condicoes climaticas e a espessura da serapilheira foi medida a dois metros de distancia do tronco central, em cinco direcoes. Os individuos amostrados foram classificados em quatro classes etarias de acordo com a altura, seguindo o proposto por Caldato, Longhi e Floss (1999): 1) Juvenil I (0 a 0,50 m de altura); 2) Juvenil II (0,51 a 1 m de altura); 3) Juvenil III (1 a 1,5 m de altura); e 4) Juvenil IV (1,5 a 2 m de altura).

Analise dos dados

O grau de dispersao de Ocotea odorifera na area foi obtido por meio da utilizacao do Indice de Morisita (Id) (KREBS, 1999), que apresenta qualidade na deteccao do grau de dispersao para amostras que variam em numero de individuos e media, expressando seus resultados de 0 a 1, indicando distribuicao aleatoria e agrupamento maximo, respectivamente.

Foram considerados os parametros fitossociologicos (MUELLER-DOMBOIS; ELLENBERG, 1974), tais como o numero de individuos e densidade, e abioticos representados pela serapilheira e luminosidade. Para a analise estatistica, utilizaram-se os testes de ANOVA, Tukey e correlacao linear de Pearson (r), feitos com auxilio do software SPSS Statistics 17.0 Softonic[R]. O teste de ANOVA teve como funcao comparar, em termos probabilisticos, as medias dos parametros mensurados das populacoes submetidas a amostragem, considerando um nivel de significancia a = 0,05 (5%). O coeficiente de correlacao linear de Pearson (r) foi utilizado para verificar a relacao entre as variaveis fitossociologicas e ambientais analisadas e a influencia de uma sobre a outra.

RESULTADOS E DISCUSSAO

Distribuicao

Existem, atualmente, 867 registros de Ocotea odorifera compilados em 47 colecoes nacionais. A ocorrencia da especie esta confirmada em 216 municipios brasileiros, distribuidos em 16 Estados, sendo Sao Paulo o estado com maior representatividade (197), seguido por Minas Gerais (177), Santa Catarina (155) e Parana (143). Os demais estados apresentaram menos de 100 registros cada, com destaque para o Para e Rio Grande do Norte, com apenas um (CENTRO DE REFERENCIA EM INFORMACAO AMBIENTAL, 2014). Os dados museologicos apontaram o predominio da ocorrencia da especie nas regioes litoraneas, caracterizadas pelo dominio do bioma Mata Atlantica, com destaque para as regioes sul e sudeste. No Museu Botanico de Curitiba constaram 81 registros de Ocotea odorifera oriundas do sul do Brasil, com predominio de distribuicao nos Estados do Parana e Santa Catarina. Das 81 exsicatas, 46 tem coletas no Parana, e apenas uma no municipio da Lapa, datada em 1974. A distribuicao no Estado demonstra maior concentracao na regiao leste, onde se encontra estabelecida a Floresta Ombrofila Mista e Floresta Ombrofila Densa (CARVALHO, 2005; BROTTO; CERVI; SANTOS, 2013).

Regeneracao natural

Nas 10 parcelas analisadas foram mensurados 2.033 individuos de Ocotea odorifera oriundos da regeneracao natural. A densidade media foi de 0,16 ind./[m.sup.2] (77,6 ind/ha), sendo que a parcela mais numerosa apresentou 438 regenerantes e densidade de 0,34 ind/[m.sup.2] (164,9 ind/ha), e a menos numerosa 0,005 ind/[m.sup.2] (2,4 ind/ha), com seis regenerantes mensurados. As arvores-matrizes de sementes selecionadas apresentaram 16,4 m de altura media e PAP medio de 136,8 cm (Tabela 1).

A distribuicao das arvores-matrizes de sementes e regeneracao natural na RPPN Uru esteve restrita a Floresta Ombrofila Mista em estagio avancado de sucessao, nao sendo observada a ocorrencia da especie nas areas de Estepe Gramineo-lenhosa e em estagios sucessionais medio e inicial. A constatacao concorda com o proposto por Carvalho (2005), que classifica Ocotea odorifera como uma especie secundaria tardia ou climax.

A espessura media da serapilheira foi de 4,3 cm, sendo que as unidades amostrais com serapilheira mais espessa foram aquelas em que a regeneracao natural foi mais expressiva. A correlacao linear de Pearson (r), com valor de r = 0,85 (P=0,002), indicou correlacao entre a espessura da serapilheira e o numero de individuos regenerantes. As parcelas com maior numero de regenerantes nao foram influenciadas pela luminosidade, que apresentou media de 294,07 lux, demonstrando pouca influencia deste fator abiotico na distribuicao da regeneracao, o que tambem e corroborado pelo valor de correlacao de Pearson, com valor r = 0,14 (P = 0,696).

A analise quantitativa dos fatores abioticos sobre a regeneracao natural na area de estudo revelou que a espessura da serapilheira influenciou na abundancia dos regenerantes e que nao houve correlacao estatisticamente significativa entre a intensidade luminosa e a densidade de individuos mensurados. Tais resultados confrontam com o descrito por Cetnarski-Filho e Nogueira (2004) em estudo desenvolvido com a regeneracao natural da Ocotea odorifera em Tijucas do Sul--PR, em que a espessura da serapilheira nao influenciou na regeneracao natural. Os autores justificam a variacao de abundancia de individuos entre as parcelas, pela possivel interferencia de fatores como agua, declividade e predacao por animais, porem, nao foi feita analise quantitativa de tais parametros.

Foi possivel constatar um padrao ambiental para as unidades amostrais com maior abundancia de individuos, que fornecem um ambiente umido e com grande quantidade de materia organica em decomposicao. De acordo com Pereira et al. (2013), o processo de decomposicao promovido pela atividade microbiana tem relacao direta com a composicao quimica do solo, o que fomece as condicoes adequadas para a germinacao e desenvolvimento da Ocotea odorifera. Carvalho (2005) indica a necessidade da investigacao da presenca de fungos micorrizicos nas raizes de Ocotea odorifera, evidenciando uma possivel dependencia entre o desenvolvimento e a presenca destes organismos. Os individuos regenerantes apresentaram-se mais abundantes nas regioes com grande quantidade e variedade de fungos, especialmente os basidiomicetos, observaveis em campo. A associacao estabelecida entre os fungos e a Ocotea odorifera representa um nicho de pesquisa a ser explorado, visando a otimizacao da conservacao da especie e ampliacao das possibilidades de cultura in vitro.

A estimativa da posicao em relacao ao centro da parcela permitiu constatar um acrescimo no numero de juvenis conforme aumento da distancia do tronco central (Figura 2).

A altura e PAP das arvores-matrizes de sementes nao influenciaram na regeneracao natural, uma vez que parcelas contendo individuos de mesmo porte apresentaram numero de individuos variaveis e a maior parte (77%) dos regenerantes foi encontrada fora da area de projecao da copa.

O aumento no numero de plantas encontradas nas areas mais distantes do centro da parcela indica um possivel efeito de escape de predacao junto a planta-matriz (NASCIMENTO; CARVALHO; LEAO, 2002), tentativas de dispersao, o que evita a competicao intraespecifica e possibilita a colonizacao de novos ambientes (SANTOS et al., 2011), alem de associacoes micorrizicas diferenciadas (CARVALHO, 2005). Os mecanismos de dispersao sao diretamente influenciados pelas variacoes morfologicas das sementes, determinando a distancia a que podem ser dispersas e, consequentemente, a distribuicao dos novos individuos (SALM, 2005).

Segundo Janzen (1970), a reducao das populacoes de dispersores nas florestas da America do Sul acarretam na diminuicao do espectro de dispersao das sementes, acarretando na germinacao proxima a planta-matriz, na qual a taxa de mortalidade e alta. Em fragmentos conservados, como a RPPN Uru, tal realidade e atenuada pelo suporte ambiental fornecido as populacoes de dispersores, o que e potencializado pela conectividade estabelecida com o entorno. A presenca dos corredores ecologicos permite diferentes categorias de protecao e manejo (BRASIL, 2007; BROCARDO; CANDIDO JUNIOR, 2012), evidenciando a necessidade do desenvolvimento de pesquisas que fornecam subsidios para a implantacao de acoes de conservacao.

O Indice de Morisita obtido foi de 1,16, indicando um padrao de distribuicao do tipo agregado, o que corrobora os estudos de Cetnarski-Filho e Nogueira (2004), no qual observaram este mesmo padrao para Ocotea odorifera em Floresta Ombrofila Mista alterada com a retirada de madeira na decada de 1970. Observado tambem para outras especies arboreas, como Araucaria angustifolia e Campomanesia xanthocarpa (NASCIMENTO; LONGHI; BRENA, 2001), o padrao agregado e caracterizado pela formacao de manchas, indicando que a especie ocorre em locais semelhantes dentro da area de estudo, seguindo as especificidades e exigencias para a manutencao da populacao, ou seja, a possibilidade de ocorrencia de um individuo e aumentada pela presenca de outro. O conhecimento do padrao de distribuicao e considerado a chave para a solucao dos problemas tipicos das florestas tropicais, pois fornece informacoes que podem ser utilizadas na identificacao de possiveis especificidades quanto a fatores ambientais, alem de fornecer informacoes sobre os mecanismos e dispersao e regeneracao, subsidiando o desenvolvimento de pesquisas conservacionista (BARROS; MACHADO, 1984).

Ao todo foram identificados 909 (44,7%) individuos enquadrados na classe Juvenil I--0 a 0,50 m de altura; 759 (37,3%) na classe Juvenil II--0,51 a 1 m; 260 (12,8%) na classe Juvenil III--1,01 a 1,5 m; e 105 (5,2%) na classe Juvenil IV--1,5 a 2 m de altura (Figura 3).

As populacoes naturais apresentam dois padroes distintos de crescimento, que podem ser combinados ou alternados de acordo com as caracteristicas da populacao e principalmente do meio (ODUM, 1988). A forma S ou sigmoide e representada pelas oscilacoes atenuadas entre as classes de idade e a forma J e caracteristica de organismos que apresentam oscilacoes bruscas em sua distribuicao etaria (BOTREL et al., 2002).

O padrao de crescimento observado para a regeneracao natural de Ocotea odorifera na presente pesquisa tende para uma forma exponencial negativa, caracterizada como J-invertido, em que e constatada maior abundancia na classe Juvenil I e um decrescimo regular nas classes, conforme o aumento da amplitude em altura, o que e considerado um padrao para as florestas estaveis e com idade e composicao de especies variadas (RODE et al., 2010; RESENDE et al., 2012; DALMASO et al., 2013). Embora a maior quantidade de individuos pertencentes a classes etarias menores possa sugerir que a perpetuacao da especie esta garantida, a capacidade de competicao dentro do nicho ecologico e um fator imprescindivel para a manutencao das populacoes (MACHADO et al., 2010). Isso pode explicar a diminuicao da abundancia nas classes de tamanho superior, determinando a estrutura etaria da populacao observada. O padrao J-invertido foi observado para populacoes de Ocotea odorifera (CETNARSKI-FILHO; NOGUEIRA, 2004; DALMASO et al., 2013), Ocotea porosa (CALDATO; LONGHI; FLOSS, 1999), Matayba elaeagnoides (LINGNER et al., 2007), Araucaria angustifolia (RIBEIRO et al., 2013), e outras especies caracteristicas da Floresta Ombrofila Mista.

O modelo de distribuicao tipo J-invertido sugere que a populacao apresenta um quadro de estabilidade e autorregeneracao, existindo um equilibrio entre a mortalidade e o recrutamento de novos individuos (SOUZA; SOUZA; MEIRA NETO, 2012). A abundancia de individuos jovens representa uma estrategia adaptativa que garante a continuidade temporal da especie no ambiente, mas para que isso ocorra, deve ser capaz de promover a manutencao de sua populacao por meio de uma grande producao de sementes, taxa de germinacao satisfatoria e mortalidade decrescente (RESENDE et al., 2012). O ciclo reprodutivo de Ocotea odorifera e caracterizado pela irregularidade, o que reflete em uma producao inconstante de sementes, que somado a necessidade da associacao com fungos micorrizicos restringe ainda mais suas possibilidades de desenvolvimento.

CONCLUSOES

A regeneracao natural de Ocotea odorifera na RPPN Uru esteve concentrada nas areas de Floresta Ombrofila Mista em estagio avancado de sucessao e a espessura da serapilheira influenciou na abundancia dos regenerantes. Houve acrescimo da populacao, conforme aumento da distancia da arvore-matriz central e o padrao de crescimento observado foi o J-invertido, comum a populacoes estaveis que apresentam potencial de regeneracao constante. O padrao de distribuicao foi tipo agregado, caracterizado pela ocorrencia em grupos, formando manchas de acordo com as exigencias e especificidades de desenvolvimento da especie. Pelas caracteristicas apresentadas, a populacao estudada de Ocotea odorifera mostrou estar em equilibrio com o ambiente local; sendo o elevado numero de regenerantes juvenis I e II, um possivel indicativo da estrategia adaptativa que garante a continuidade temporal da especie no ambiente avaliado.

A implantacao de estrategias que objetivem a perpetuacao da especie nos fragmentos de Floresta Ombrofila Mista remanescentes indica a importancia do desenvolvimento de pesquisas que permitam o reconhecimento das possibilidades e potencialidades ecologicas da Ocotea odorifera, especialmente quanto a sua capacidade regenerativa.

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Larissa Amanda Bett (1) Dayane May (2)

(1) Biologa, Mestre em Biotecnologia Industrial, Universidade Positivo, Rua Prof. Pedro Viriato Parigot de Souza, 5300, CEP 81280-330, Curitiba (PR), Brasil. larissabett@hotmail.com

(2) Biologa, Dr, Professora de Ciencias Biologicas Universidade Positivo, Rua Prof. Pedro Viriato Parigot de Souza, 5300, CEP 81280-330, Curitiba (PR), Brasil. dayanemay@hotmail.com

Recebido para publicacao em 12/12/2014 e aceito em 31/07/2015

Caption: FIGURE 1: Sample units of natural regeneration of Ocotea odorifera in the Uru PNHR, Lapa, Parana state, Brazil (coordinates 25[degrees]48'11"S e 49[degrees]41'27"W). A: Distribution of sample units in the study area. B: Schematic of the plots.

FIGURA 1: Unidades amostrais da regeneracao natural de Ocotea odorifera na RPPN Uru, municipio da Lapa, Parana, Brasil (coordenadas 25[degrees]48'11" S e 49[degrees]41'27" W). A: Distribuicao das unidades amostrais na area de estudo. B: Esquematizacao das parcelas.

Caption: FIGURE 2: Distance of natural regeneration of Ocotea odorifera in the plot center in PNHR Uru, Lapa, Parana state, Brazil.

FIGURA 2: Distancia da regeneracao natural da Ocotea odorifera em relacao ao centro da parcela na RPPN Uru, Lapa, Parana, Brasil.

Caption: FIGURE 3: Frequency of individuals of Ocotea odorifera belonging age groups I, II, III and IV (N=2.033).

FIGURA 3: Frequencia de individuos de Ocotea odorifera pertencentes as classes etarias I, II, III e IV (N=2033).
TABLE 1: Height and Circumference at Breast Height (CBH) of Ocotea
odorifera matrix, number of individuals, height, Diameter Ground
Height (DGH) and density of regenerating, litter thickness and light
intensity in the ten plots sampled in PNHR Uru, Lapa, Parana state,
Brazil. * Branched stems.

TABELA 1: Altura e perimetro a altura do peito (PAP) das
arvores-matrizes de Ocotea odorifera, seguida pelo seu numero de
individuos, altura, diametro a altura do solo (DAS) e densidade dos
regenerantes, espessura da serapilheira e intensidade luminosa nas
dez parcelas amostradas na RPPN Uru, Lapa, Parana, Brasil. * Caules
ramificados.

                       Arvore-matriz

Parcela   Altura (m)           PAP (cm)

1            15,0               130,0
2            17,0               216,0
3            14,0               104,0
4            18,0               118,0
5            15,0               210,0
6            17,0      36,0+115,0+140,0+202,0 *
7            16,0        108,0+119,0+137,0 *
8            15,0            122,0+49,0 *
9            22,0               202,0
10           15,0         109,0+76,0+170,0 *
Media        16,4               136,83

                              Regeneracao

                                               Densidade
                    Altura media   DAS medio   (ind/[m.
Parcela   N. ind.       (cm)         (cm)       sup.2])

1           20          48,2         0,46        0,02
2            6         114,0         0,65        0,005
3           438         72,6         1,01        0,35
4           413         79,4         0,70        0,33
5           216         44,9         0,50        0,17
6           280         63,6         0,63        0,22
7           297         53,4         0,54        0,24
8           80          47,7         0,44        0,06
9           222         69,9         0,61        0,18
10          61          69,9         0,73        0,05
Media      204,1        66,4         0,63        0,16

                 Abioticos

          Serapilheira
Parcela       (cm)       Luz (lux)

1             3,1         282,98
2             2,8         294,17
3             5,8         301,64
4             7,2         288,93
5             4,3         282,68
6             4,9         295,83
7             5,0         301,62
8             4,7         329,93
9             3,6         299,42
10            1,8         263,46
Media         4,3         294,07

O teste de ANOVA apontou diferenca significativa (P=0,019) no que
diz respeito as medias obtidas para as parcelas amostradas,
comprovado ainda por meio do teste post-hoc de Tukey.
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Author:Bett, Larissa Amanda; May, Dayane
Publication:Ciencia Florestal
Article Type:Ensayo
Date:Apr 1, 2017
Words:5609
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