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NUTRITIONAL REQUIREMENTS OF Dipteryx alata SEEDLINGS GROWN UNDER NUTRIENT-LIMITING CONDITIONS/EXIGENCIAS NUTRICIONAIS DE MUDAS DE Dipteryx alata SOB LIMITACAO NUTRICIONAL.

INTRODUCAO

O bioma Cerrado--com sua grande variabilidade de habitat--e considerado um dos hotspots mundiais de diversidade (MYERS et al., 2000). Estima-se que a sua flora possua aproximadamente 12 mil especies de plantas (MENDONCA et al., 2008). As populacoes regionais utilizam esta flora para as mais diversas finalidades, destacando-se os usos alimentar e medicinal. Diversas especies medicinais e frutiferas nativas do bioma Cerrado apresentam alto potencial para utilizacao economica. No entanto, este bioma vem sofrendo exploracoes extensivas e predatorias, tornando imprescindivel o aprimoramento de tecnologias que possibilitem o uso racional destas areas e de sua vegetacao (ULHOA, 1997).

Dipteryx alata Vogel, conhecida vulgarmente como baru, cumbaru, barujo, feijao- coco, castanhade-burro, pau-cumaru ou imburana-brava, e uma especie arborea da familia Fabaceae- Faboideae. Possui altura media de 15 m, podendo alcancar 25 m em solos ferteis, com tronco de 0,40 a 0,70 m de diametro e folhas compostas, alado-pecioladas e glabras (LORENZI, 2008). Os frutos sao legumes monospermos e indeiscentes, de polpa seca, com endocarpo lenhoso protegendo a unica semente (amendoa) (LORENZI et al., 2006). E uma arvore perenifolia, heliofila e seletiva xerofita que ocorre nos estados de Minas Gerais, Sao Paulo, Goias, Tocantins, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, em solos bem drenados do bioma Cerrado (SANO; RIBEIRO; BRITO, 2004; LORENZI, 2008).

O baru e uma especie promissora para o cultivo, devido ao seu uso multiplo, alta taxa de germinacao de sementes e de estabelecimento de mudas (SANO; RIBEIRO; BRITO, 2004). A polpa e a semente de baru sao energeticas, nutritivas e ricas em minerais com grande potencial para uso na alimentacao humana e animal (FREITAS et al., 2012). A polpa e consumida ao natural, bem como na forma de doces e geleias e a amendoa e consumida in natura ou torrada (LORENZI et al., 2006). Apesar de suas propriedades nutricionais, o baru nao e um produto alimentar de rotina, por isso, ele apresenta potencial ate mesmo para a producao de biodiesel (BATISTA et al., 2012). Apresenta tambem o potencial de uso na industria de medicamentos (ESTEVES-PEDRO et al., 2012) e como madeira para construcao (MARTINOTTO et al., 2012). Segundo Heringer (1978), o baru e tambem uma especie indicada para a recuperacao de areas degradadas, pois apresenta bom crescimento, baixa exigencia de adubacao e de manutencao e alta producao de massa foliar. Outra caracteristica que torna o baru uma especie promissora para o uso em programas de recuperacao de areas degradadas e o fato de ser uma das poucas especies que apresenta frutos com polpa carnosa durante a estacao seca no bioma Cerrado, sendo especie importante para a alimentacao da fauna nessa epoca (SANO; RIBEIRO; BRITO, 2004).

Dados oficiais sobre a producao e comercializacao de baru sao escassos. Porem, grande parte desta producao e do comercio baseia-se na extracao, o que, se for feito em excesso e prejudicial a conservacao da especie (CRUZ et al., 2011b). Segundo Arakaki et al. (2009), a importancia ecologica, economica e social do baru pode contribuir para a manutencao dos fragmentos florestais remanescentes do Cerrado. Para Vera et al. (2009), estudos que ampliem o conhecimento das especies do Cerrado podem ajudar na preservacao do Bioma, tanto na disponibilizacao de alternativas de renda pela utilizacao dos recursos naturais disponiveis, quanto na demonstracao dos beneficios nutricionais do fruto, o que justificaria o melhoramento genetico das especies e posterior cultivo economico. No entanto, pouco ou nada se sabe sobre os aspectos silviculturais do baru, principalmente sobre as suas exigencias nutricionais.

O plantio de especies florestais nativas e uma atividade que, alem de repor os recursos florestais, pode atenuar os impactos ambientais decorrentes do extrativismo. Entretanto, o seu sucesso depende, entre outros fatores, do conhecimento acerca das necessidades nutricionais da especie a ser utilizada (SILVA et al., 2007). Segundo Cruz et al. (2011a), o conhecimento a respeito das especies florestais nativas e ainda incipiente, sendo, portanto, necessario para uma adequada recomendacao da adubacao, tendo em vista que as especies florestais possuem exigencias nutricionais diferenciadas.

Segundo Silva et al. (2012), devido a baixa fertilidade da maioria dos solos brasileiros, as praticas de calagem e adubacao sao indispensaveis para fornecer os nutrientes que nao estao em concentracoes satisfatorias para atender a demanda das plantas nas areas de reflorestamento.

A tecnica do elemento faltante, tambem conhecida como diagnose por omissao, e uma metodologia usada para a identificacao das exigencias nutricionais de especies vegetais. Essa tecnica envolve o crescimento de uma planta, sob condicoes de campo ou casa de vegetacao, em que e testado um tratamento completo (com todos os nutrientes) e uma serie de tratamentos, nos quais e omitido um nutriente de cada vez (SANCHES; SALINAS, 1981; BRAGA et al., 1995; SILVA; GONCALVES; PINHO, 2005; SKREBSKY et al., 2008; MORETTI et al., 2011). De acordo com Skrebsky et al. (2008), por meio dessa tecnica de diagnose, e possivel determinar quais sao os nutrientes limitantes ao crescimento e ao estado nutricional das plantas em qualquer tipo de solo. Segundo Malavolta (1980), este metodo tambem fornece informacoes semiquantitativas, relacionadas com os nutrientes que podem limitar o desenvolvimento da planta.

Sendo assim, este trabalho teve por objetivo avaliar os requerimentos nutricionais e o efeito da limitacao de nutrientes no crescimento de mudas de Dipteryx alata em casa de vegetacao.

MATERIAL E METODOS

O trabalho foi conduzido em casa de vegetacao no Departamento de Ciencias Florestais da Universidade Federal de Lavras (UFLA). Utilizou-se, como substrato, uma amostra de Latossolo Vermelho distrofico tipico (LVd), de textura muito argilosa, com baixa disponibilidade de nutrientes, coletada no municipio de Lavras--MG, na camada de 20-40 cm de profundidade.

Apos secagem ao ar livre, o solo foi peneirado e acondicionado em sacos plasticos. Em seguida, foram adicionados os nutrientes, conforme preconizado na tecnica da limitacao nutricional. Depois de um periodo de incubacao de vinte dias, o solo foi depositado em vasos de polietileno rigido de 5 dm3 com fundo vedado, evitando, assim, a drenagem da agua e a perda dos nutrientes. Foram retiradas amostras dos tratamentos completo 1 e controle (solo natural) para analises quimicas e fisicas, cujos resultados encontram-se na Tabela 1.

O delineamento experimental foi o inteiramente casualizado, com 12 tratamentos (Tabela 2) e oito repeticoes, sendo a unidade experimental constituida por um vaso e uma planta por vaso.

As doses dos nutrientes, para os tratamentos completos, seguiram a recomendacao basica proposta por Malavolta (1980) e Raij (1991) para experimentos em casa de vegetacao: 100 mg de N, 300 mg de P, 100 mg de K, 200 mg de Ca, 60 mg de Mg, 40 mg de S, 0,5 mg de B, 1,5 mg de Cu, 0,5 mg de Zn. As fontes de nutrientes foram: N[H.sub.4]N[O.sub.3], [H.sub.3]P[O.sub.4], K[H.sub.2]P[O.sub.4], MgS[O.sub.4]. 7[H.sub.2]O, CaS[O.sub.4].2[H.sub.2]O, [Na.sub.2]S[O.sub.4], CuS[O.sub.4].5[H.sub.2]O, [H.sub.3]B[O.sub.3], Zn[Cl.sub.2].

Nos tratamentos com calagem, aplicou-se calcario dolomitico calcinado, micropulverizado, com 36% de CaO e 14% de MgO (PRNT 100%). A dose de calcario foi calculada pelo metodo da saturacao por bases, visando a sua elevacao a 70%.

No tratamento completo 2, o Ca e o Mg foram disponibilizados, respectivamente, na forma de CaS[O.sub.4].2[H.sub.2]O e de MgS[O.sub.4].7[H.sub.2]O. Procurou-se, assim, fornecer estes nutrientes sem alterar as demais caracteristicas do solo.

As sementes de Dipteryx alata foram coletadas na regiao de ocorrencia natural da especie, no Norte do Estado de Minas Gerais, na cidade de Paracatu e regiao. Apos beneficiadas, elas foram germinadas em germinadores e, logo apos a protrusao das radiculas, trasladadas para vasos na casa de vegetacao.

Irrigacoes diarias foram efetuadas com agua desmineralizada, buscando-se manter, por meio de afericoes diarias de pesagem, o solo com umidade proxima de 60% do volume total de poros. Os vasos foram submetidos a rodizio periodico para evitar o efeito de localizacao na casa de vegetacao.

Depois de transcorridos seis meses, periodo de duracao do ensaio, foram avaliados: diametro do colo, altura da planta e producao de biomassa seca da parte aerea e das raizes. O diametro foi tomado no coleto e a altura, do nivel do solo ao meristema da gema apical da planta. Depois de medidos os diametros e as alturas, as mudas foram cortadas rente ao solo. O sistema radicular foi separado do solo e lavado. Ambas, raizes e parte aerea, foram secas em estufa com circulacao de ar, a 65[degrees]C, ate atingir peso constante. Os materiais secos foram pesados obtendo-se as biomassas secas da parte aerea, do sistema radicular e total. Com os valores aferidos, calculou-se o indice de qualidade de mudas de Dickson--IQD (DICKSON; LEAF; HOSNER, 1960).

A biomassa seca da parte aerea foi triturada e, em seguida, utilizada para determinar os teores de macro e micronutrientes, segundo Sarruge e Haag (1974). Foram analisadas tres plantas de cada tratamento, com cada planta constituindo uma repeticao. O acumulo de nutrientes, na parte aerea das mudas, foi determinado multiplicando-se o teor de cada nutriente pela biomassa seca da parte aerea.

Os dados obtidos foram submetidos a analise de variancia, e as medias dos tratamentos comparadas pelo teste Scott-Knott a 5% de probabilidade, conforme Gomes (1985). Para tal, foi utilizado o programa Sisvar 5.3 (FERREIRA, 2003).

RESULTADOS E DISCUSSAO

Crescimento das plantas

Para as caracteristicas altura e diametro, os tratamentos com omissao de B e S, bem como os tratamentos completos 1 e 2 foram superiores aos demais tratamentos (Tabela 3 e Figura 1); demonstrando que esta especie e pouco exigente em B e S. Para o diametro, alem da omissao de B e S, a omissao de K tambem se mostrou indiferente em relacao aos tratamentos completos. A semente de Dipteryx alata apresenta alto teor de macro e micronutrientes (VALILLO; TAVARES; AUED, 1990), o que pode ter suprido as necessidades da muda em sua fase inicial de crescimento.

Os nutrientes que mais afetaram o crescimento das plantas de Dipteryx alata em relacao aos tratamentos completos, considerando a altura de plantas, em ordem decrescente, foram: N = P = Mg = Zn = Ca = K > B = S. Porem, Silva (2014) e Vieira (2011), ao avaliarem o efeito da omissao de nutrientes sobre o desenvolvimento de mudas de Dipteryx alata, utilizando a tecnica do elemento faltante em solucao nutritiva, verificaram que o crescimento em altura da especie nao foi influenciado significativamente pela omissao dos nutrientes.

Apesar de os estudos com Dipteryx alata serem incipientes, diversos autores analisaram a resposta, em altura, de outras especies nativas a omissao de nutrientes. Deste modo, Duboc et al. (1996a), Souza, Venturin e Macedo (2006) e Venturin et al. (1999a) analisando Copaifera langsdorffii, Handroanthus impetiginosus e Peltophorum dubium verificaram que N e P foram os nutrientes mais limitantes ao crescimento em altura das plantas. No entanto, Carlos et al. (2015) estudando Dalbergia nigra, verificaram que o N foi o elemento menos limitante ao crescimento da especie. Mas, no mesmo estudo, tambem, observaram que o P foi o nutriente que mais limitou o crescimento das plantas, em altura e diametro, com medias que nao diferiram do tratamento com omissao de Ca.

Considerando-se a producao de biomassa seca da parte aerea (BSPA), a sequencia de exigencia nutricional das mudas de Dipteryx alata, em ordem decrescente, foi: P = N > Ca = Mg = Zn = K = S = B (Figura 2). O N, dentre todos os nutrientes, e o que se encontra em maiores concentracoes nos vegetais superiores, ele faz parte de proteinas, acidos nucleicos e muitos outros importantes constituintes celulares. E um dos elementos minerais requeridos em maior quantidade e o que mais limita o crescimento da planta (SOUZA; FERNANDES, 2006). De acordo com Epstein e Bloom (2006), o P possui um papel fundamental na planta, tanto no genoma quanto na aquisicao de energia, uma vez que ele e componente essencial dos acidos nucleicos e de compostos relacionados com a aquisicao, estocagem e utilizacao de energia, como o trifosfato de adenosina.

A menor producao de BSPA, quando da omissao de N e P, foi tambem obtida por Souza, Venturin e Macedo (2006) para mudas de Handroanthus impetiginosus e por Silva, Goncalves e Pinho (2005) para mudas de Spondias tuberosa. No entanto, Vieira (2011), em solucao nutritiva, observou que, para Dipteryx alata, a BSPA foi limitada, principalmente, por K e Mg.

Nao foi verificada diferenca significativa entre os tratamentos para producao de biomassa seca de raiz (BSR). Contudo, Vieira (2011) avaliando apenas a omissao de macronutrientes, e Silva (2014) avaliando a omissao tanto de macro quanto de micronutrientes, ambos em solucao nutritiva, observaram que, para Dipteryx alata, a BSR foi limitada, respectivamente, por K, Ca, Mg e S, e por Ca, Mg, K, Cu, Fe e Mn.

Nos ambientes com baixa fertilidade, a relacao R/PA e maior (SOUZA; VENTURIN; MACEDO, 2006). Segundo Clarkson (1985), esta e uma estrategia adotada pelas plantas para retirar o maximo de nutrientes dos solos com baixa fertilidade. Os tratamentos que tiveram maior relacao R/PA foram o controle e o tratamento com omissao de N. Tratamentos com omissao de N estao tambem entre os que tiveram maior relacao R/PA em trabalhos desenvolvidos com Copaifera langsdorffii (DUBOC et al., 1996a), Peltophorum dubium (VENTURIN et al., 1999a), Trema micranta (VENTURIN et al., 1999b), Eremanthus erythropappus (VENTURIN et al., 2005) e Handroanthus impetiginosus (SOUZA; VENTURIN; MACEDO, 2006).

O indice de qualidade de mudas de Dickson (IQD) avalia a qualidade da muda. Quanto maior for o IQD, maior e o padrao de qualidade da muda (GOMES, 2001). Os menores valores de IQD foram obtidos em tratamentos com omissao de P, Mg, Zn, Ca e tratamento completo com calagem. Silva (2014) analisando a omissao de nutrientes em Dipteryx alata, em solucao nutritiva, encontrou resultados semelhantes, com menor IQD nos tratamentos com omissao dos macronutrientes Ca, K e Mg, bem como dos micronutrientes Fe, Mn, Cu e Mo.

Nutricao mineral das plantas

O teor de N foi maior nos tratamentos com omissao de P, K, Ca, Mg, S e Zn, no tratamento completo 2 e no completo 1 sem calagem (Tabela 4). Em relacao aos tratamentos com omissao de P, K, Ca, Mg e S, pode-se inferir que este resultado foi devido ao efeito de concentracao, pois, quando foi avaliado o acumulo de N nestes tratamentos, apenas os tratamentos com omissao de S, completo 2 e completo 1 sem calagem apresentaram elevado acumulo do elemento. Os menores teores de N foram observados nos tratamentos completo 1, controle, com omissao de B e do proprio elemento. Diversos estudos com limitacao nutricional em especies florestais tambem verificaram menor teor de N nos tratamentos- controle e com omissao de N (DUBOC et al., 1996a; 1996b; VENTURIN et al., 1999a; SILVA; GONCALVES; PINHO, 2005). De acordo com Dechen e Nachtigall (2006), o B desempenha papel importante no metabolismo do N, o que pode ter ocasionado o baixo teor de N nas plantas do tratamento com omissao de B.

O teor de P (Tabela 4) e o seu acumulo (Tabela 5) apresentaram os menores valores no tratamento com ausencia do elemento, no entanto, nao se verificaram diferencas significativas das medias destas caracteristicas (teor e acumulo de P) nos tratamentos estudados. Indicando, assim, que a especie possui mecanismos para se desenvolver bem em ambientes com baixa disponibilidade de fosforo. Resultado semelhante foi relatado para Hymenaea courbaril, por Duboc et al. (1996b), em experimento com nutriente faltante, no qual as limitacoes nutricionais nao afetaram o acumulo de P.

Todavia, estudos com Tibouchina granulosa, Platycyamus regnellii (BRAGA et al., 1995), Copaifera langsdorffii (DUBOC et al., 1996a), Schizolobium amazonicum (MARQUES et al., 2004), Caryocar brasiliense (CARLOS et al., 2014) e Dalbergia nigra (CARLOS et al., 2015), utilizando a tecnica do elemento faltante, verificaram o menor teor de P no tratamento com omissao do elemento.

O menor teor de K foi obtido no tratamento com omissao de K, seguido do tratamento-controle. Todos os demais tratamentos tiveram teores de K estatisticamente iguais. Silva (2014) avaliando a omissao de nutrientes em Dipteryx alata, em solucao nutritiva, tambem observou o menor teor de K no tratamento com omissao do elemento. Resultados semelhantes, nos quais os menores teores de K foram obtidos nos tratamentos com omissao do elemento e controle, tambem foram verificados em outras especies: Caryocar brasiliense (CARLOS et al., 2014), Copaifera langsdorffii (DUBOC et al., 1996a), Handroanthus impetiginosus (SOUZA; VENTURIN; MACEDO, 2006) e Spondias tuberosa (SILVA; GONCALVES; PINHO, 2005). No entanto, quando foi analisado o acumulo de K, observou-se que os maiores acumulos ocorreram nos tratamentos completo 2 e com omissao de S; com todos os demais tratamentos apresentando acumulos menores de K.

O menor teor de K foi obtido no tratamento com omissao de K, seguido do tratamento-controle. Todos os demais tratamentos tiveram teores de K estatisticamente iguais. Silva (2014) avaliando a omissao de nutrientes em Dipteryx alata, em solucao nutritiva, tambem observou o menor teor de K no tratamento com omissao do elemento. Resultados semelhantes, nos quais os menores teores de K foram obtidos nos tratamentos com omissao do elemento e controle, tambem foram verificados em outras especies: Caryocar brasiliense (CARLOS et al., 2014), Copaifera langsdorffii (DUBOC et al., 1996a), Handroanthus impetiginosus (SOUZA; VENTURIN; MACEDO, 2006) e Spondias tuberosa (SILVA; GONCALVES; PINHO, 2005). No entanto, quando foi analisado o acumulo de K, observou-se que os maiores acumulos ocorreram nos tratamentos completo 2 e com omissao de S; com todos os demais tratamentos apresentando acumulos menores de K.

O maior teor de Ca foi obtido nos tratamentos completo 2, completo 1 sem calagem, com omissao de K, Mg e S. Existe um antagonismo entre cations, em que o aumento da concentracao de um cation no meio pode acarretar reducao da absorcao de outros cations (MALAVOLTA; VITTI; OLIVEIRA, 1997). Sendo assim, as plantas sob omissao de Mg e K tiveram favorecida a absorcao de Ca, possivelmente, devido a nao ocorrencia desse antagonismo. O acumulo de Ca foi maior no tratamento completo e no tratamento com omissao de S, sendo que, o acumulo de Ca nos demais tratamentos foi menor e estatisticamente semelhante.

O maior teor de Mg foi observado no tratamento com omissao de Ca, o que pode ser explicado pela reducao da competicao cationica entre os dois elementos. Os maiores acumulos de Mg ocorreram nos tratamentos completo 2, completo 1 sem calagem e com omissao dos nutrientes Ca, S e K. De acordo com Vitti, Lima e Cicarone (2006), a taxa de absorcao de Mg pode ser afetada pela competicao com outros cations, como [K.sup.+], N[H.sub.4.sup.+], [Ca.sup.2+] e [Mn.sup.2+].

Os teores de S variaram de 0,85 a 1,54 g [kg.sup.-1] e foram estatisticamente iguais para todos os tratamentos. Boni et al. (2016) ao analisarem teores foliares deste elemento, em mudas e em arvores adultas de Dipteryx alata, ambas obtidas em campo, verificaram teores de S de 1,6 e de 1,0 g [kg.sup.-1], respectivamente. Indicando, assim, que a especie e pouco exigente em S, portanto, eficiente para crescer e absorver nutrientes em condicoes de solo semelhantes a este estudo. O acumulo de S foi maior no tratamento completo 2, seguido do tratamento com omissao de S. Todos os demais tratamentos apresentaram acumulo de S estatisticamente iguais (Tabela 5).

Na analise dos teores e acumulos de micronutrientes, verificou-se efeito dos tratamentos apenas para B, Cu e Zn. No entanto, o teor de B e o acumulo de Zn nao apresentaram diferenca significativa (Tabelas 6 e 7).

Os teores de B nos tratamentos oscilaram entre 30,66 e 49,35 mg [kg.sup.-1]. Concentracoes de B entre 30 e 50 mg [kg.sup.-1] de materia seca do tecido sao consideradas como adequadas para um crescimento normal das plantas (DECHEN; NACHTIGALL, 2006). Os tratamentos que apresentaram maior acumulo de B foram o completo 2 e os tratamentos com omissao de K e S (Tabela 7). Para Copaifera langsdorffii (DUBOC et al., 1996a) e Eremanthus erythropappus (VENTURIN et al., 2005) o maior teor de B foi obtido no tratamento com omissao de N; para Handroanthus impetiginosus foi nos tratamentos com omissao de N e K (SOUZA; VENTURIN; MACEDO, 2006); e para Peltophorum dubium foi nos tratamentos com omissao de N, P e S (VENTURIN et al., 1999a).

O teor de Cu foi maior nos tratamentos com omissao de Ca, S e Zn e nos completos 1 e 2. No entanto, Silva (2014) estudou a omissao de nutrientes em Dipteryx alata, em solucao nutritiva e verificou que os tratamentos completos e com omissao dos elementos K, Fe e Mn foram os que proporcionaram maiores teores de Cu. Os maiores acumulos de Cu foram observados nos tratamentos completo 2 e com omissao de S. Em seu estudo, Silva (2014) observou maiores acumulos de Cu nos tratamentos completo e com omissao de S, assim como nos tratamentos com omissao de B e Mn.

Nao ocorreu diferenca estatistica significativa entre os tratamentos para o teor e o acumulo dos nutrientes Mn e Fe. Os teores de Mn nos tratamentos oscilaram entre 56,02 e 303,45 mg [kg.sup.-1] de BSPA e os de Fe entre 58,98 e 1074,53 mg [kg.sup.-1] de BSPA. De acordo com Dechen e Nachtigall (2006), concentracoes de Mn entre 20 e 500 e de Fe entre 50 e 100 mg [kg.sup.-1] de materia seca do tecido sao consideradas como adequadas para um crescimento normal das plantas.

O maior teor de Zn foi obtido no tratamento com omissao de P, nao diferindo estatisticamente dos tratamentos completo 2 e com omissao de Zn. No entanto, Silva (2014), em estudo com omissao de nutrientes em solucao nutritiva, nao verificou diferenca significativa entre os teores de Zn das mudas de Dipteryx alata. Os teores de Zn variaram de 24,43 a 117,67 mg [kg.sup.-1], contudo, em campo, foram relatados teores foliares de Zn inferiores a estes, tanto em mudas (23,0 mg [kg.sup.-1]) quanto em arvores adultas (23,5 mg [kg.sup.-1]) de Dipteryx alata (BONI et al., 2016). O acumulo de Zn foi estatisticamente igual em todos os tratamentos. Ja Silva (2014) observou maior acumulo de Zn nos tratamentos completo e com omissao dos elementos Mg, S, B, Mn e Mo.

CONCLUSOES

Dipteryx alata apresenta baixo requerimento de B e S. P e N foram os nutrientes que mais limitaram o crescimento da especie estudada. A exigencia nutricional obtida para Dipteryx alata, considerando-se a producao de biomassa seca da parte aerea, em ordem decrescente, foi: P = N > Ca = Mg = Zn = K = S = B.

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Fabrizio Furtado de Sousa (1) Rafael Malfitano Braga (2) Nelson Venturin (3) Renato Luiz Grisi Macedo (4) Leandro Carlos (5) Regis Pereira Venturin (6)

(1) Engenheiro Agronomo, Dr., Professor da Universidade do Estado de Minas Gerais, Av. Parana, 3001, Jardim Belvedere, CEP 35501-170, Divinopolis (MG), Brasil. fabriziofurtado@gmail.com

(2) Engenheiro Florestal, Doutorando do Programa de Pos-graduacao em Engenharia Florestal, Departamento de Ciencias Florestais, Universidade Federal de Lavras, Caixa Postal 3037, CEP 37200-000, Lavras (MG), Brasil. rafael.malfitano@hotmail.com

(3) Engenheiro Florestal, Dr., Professor do Departamento de Ciencias Florestais, Universidade Federal de Lavras, Caixa Postal 3037, CEP 37200-000, Lavras (MG), Brasil. venturin@dcf.ufla.br

(4) Engenheiro Florestal, Dr., Professor do Departamento de Ciencias Florestais, Universidade Federal de Lavras, Caixa Postal 3037, CEP 37200-000, Lavras (MG), Brasil. rlgrisi@dcf.ufla.br

(5) Engenheiro Florestal, Dr., Professor do Instituto Federal Goiano, Rodovia Sul Goiana, Km 01, Zona Rural, CEP 75901-970, Rio Verde (GO), Brasil. lcmaestro@gmail.com

(6) Engenheiro Agronomo, Dr., Pesquisador da Empresa de Pesquisa Agropecuaria de Minas Gerais, Caixa Postal 176, CEP 37200-000, Lavras (MG), Brasil. regis@epamig.br

Recebido para publicacao em 8/04/2015 e aceito em 14/10/2016

Caption: FIGURA 1: Crescimento relativo de mudas de Dipteryx alata em diametro e altura.

FIGURE 1: Relative growth of seedlings of Dipteryx alata in diameter and height.

Caption: FIGURA 2: Crescimento relativo das mudas de Dipteryx alata em relacao a biomassa seca da parte aerea (BSPA) e do sistema radicular (BSR).

FIGURE 2: Relative growth of seedlings of Dipteryx alata in relation to dry biomass of shoots and roots.
TABLE 1: Chemical and physical components of the natural soil and after
fertilization with macro and micronutrients.

TABELA 1: Componentes fisicos e quimicos do solo natural e apos
adubacao com macro e micronutrientes.

                                         Solo nao    aplicacao do
                                         adubado--    tratamento
Atributos                                 Natural     completo 1

pH ([H.sub.2]O)                             4,8           5,7
P (mg [dm.sup.-3])                          1,7          70,1
K (mg [dm.sup.-3])                         23,0         126,0
[Ca.sup.2+] ([cmol.sub.c] [dm.sup.-3])      0,4           1,9
[Mg.sup.2+] ([cmol.sub.c] [dm.sup.-3])      0,1           0,5
[Al.sup.3+] ([cmol.sub.c] [dm.sup.-3])      0,0           0,0
H + Al ([cmol.sub.c] [dm.sup.-3])           5,1           4,0
SB ([cmol.sub.c] [dm.sup.-3])               0,6           2,7
(t) ([cmol.sub.c] [dm.sup.-3])              0,6           2,8
(T) ([cmol.sub.c] [dm.sup.-3])              5,6           6,8
V (%)                                      10,0          40,2
m (%)                                       0,0           0,0
MO (dag kg-1)                               0,5           0,5
Zn (mg [dm.sup.-3])                         0,3           2,7
Fe (mg [dm.sup.-3])                        12,6          11,2
Mn (mg [dm.sup.-3])                         1,8           1,8
Cu (mg [dm.sup.-3])                         0,4           2,1
B (mg [dm.sup.-3])                          0,3           0,5
S (mg [dm.sup.-3])                         20,7          48,5
Areia (dag [kg.sup.-1])                      16            --
Silte (dag [kg.sup.-1])                      20            --
Argila (dag [kg.sup.-1])                     64            --

Em que: SB = Soma de bases; t = capacidade de troca de cations (CTC)
efetiva; T = CTC potencial; V% = Percentagem de saturacao de bases;
m = Percentagem de saturacao de aluminio; MO = materia organica.

TABLE 2: Identification and characterization of treatments.

TABELA 2: Identificacao e caracterizacao dos tratamentos.

Tratamento                        Caracterizacao

Completo 1 (C1)    Aplicacao de N, P, K, S, B, Cu, Zn + calcario
Completo 2 (C2)   Completo 1--calcario + CaS[O.sub.4].2[H.sub.2]O
                            e MgS[O.sub.4].7[H.sub.2]O
C1--Cal                        Completo 1--calcario
C1--N                        Completo 1 e omissao de N
C1--P                        Completo 1 e omissao de P
C1--K                        Completo 1 e omissao de K
C1--S                        Completo 1 e omissao de S
C1--B                        Completo 1 e omissao de B
C1--Zn                      Completo 1 e omissao de Zn
C2--Ca                      Completo 2 e omissao de Ca
C2--Mg                      Completo 2 e omissao de Mg
Controle                           Solo natural

TABLE 3: Height (H), diameter at the root collar height (D), dry weight
of shoots (BSPA), dry root biomass (BSR), total dry biomass (BST),
relation root/shoots (R/PA), and Dickson Quality Index of Dickson
(IQD) of seedlings of Dipteryx alata.

TABELA 3: Altura (H), diametro da altura do colo (D), biomassa seca da
parte aerea (BSPA) biomassa seca de raiz (BSR), biomassa seca total
(BST), relacao raiz/parte aerea (R/PA) e indice de qualidade de mudas
de Dickson (IQD) para plantas de Dipteryx alata.

Tratamento    H (cm)    D (mm)   BSPA (g)   BSR (g)

Controle      14,12 b   6,56 b    4,97 b    7,44 a
C1            21,11 a   7,67 a    9,01 a    6,79 a
C2            21,75 a   7,92 a   11,76 a    9,16 a
C1-N          12,26 b   6,92 b    4,74 b    6,47 a
C1-P          14,69 b   7,06 b    3,96 b    3,33 a
C1-K          17,69 b   8,17 a    9,73 a    7,22 a
C1-calagem    16,22 b   7,35 b    8,34 a    8,85 a
C2-Ca         17,51 b   6,80 b    7,49 a    5,43 a
C2-Mg         15,62 b   6,46 b    7,97 a    6,45 a
C1-S          19,84 a   7,89 a   10,07 a    8,35 a
C1-Zn         16,74 b   6,85 b    9,59 a    6,25 a
C1-B          19,83 a   8,58 a   10,72 a    8,92 a

Tratamento    BST (g)    R/PA     IQD

Controle      12,41 b   1,49 a   4,38 a
C1            15,80 a   0,75 b   3,77 b
C2            20,92 a   0,78 b   5,22 a
C1-N          11,20 b   1,37 a   4,48 a
C1-P           7,29 b   0,84 b   2,14 b
C1-K          16,94 a   0,80 b   4,80 a
C1-calagem    17,19 a   1,09 b   5,67 a
C2-Ca         12,92 b   0,73 b   3,24 b
C2-Mg         14,42 b   0,90 b   3,90 b
C1-S          18,43 a   0,91 b   4,92 a
C1-Zn         15,85 a   0,80 b   4,10 b
C1-B          19,64 a   0,86 b   5,53 a

Em que: C1 = completo 1 (adubado com N, P, K, S, B, Cu, Zn e calagem);
C2 = completo 2 (adubado com N, P, K, S, Ca, Mg, B, Cu, Zn, sem
calagem). Medias seguidas da mesma letra minuscula na coluna, nao
diferem entre si pelo teste de Scott-Knott a 5% de probabilidade.

TABLE 4: Content of macronutrients in dry biomass of shoots (BSPA) of
seedlings of Dipteryx alata under treatment with and without omission
of nutrients.

TABELA 4: Teor de macronutrientes (g kg-1) na biomassa seca da parte
aerea (BSPA) de mudas de Dipteryx alata, submetidas ao tratamento com
e sem omissao de nutrientes.

Tratamento      N        P         K        Ca        Mg       S

Controle     15,03 b   0,68 a   26,77 b   18,48 b   1,05 c   1,23 a
C1           16,47 b   1,15 a   28,78 a   18,29 b   1,19 c   0,91 a
C2           22,47 a   1,01 a   28,60 a   24,77 a   1,71 b   1,54 a
C1-N         11,10 b   1,23 a   28,05 a   11,51 b   1,40 b   0,86 a
C1-P         23,43 a   0,50 a   28,78 a   15,37 b   0,97 c   0,96 a
C1-K         20,90 a   0,63 a   24,57 c   23,75 a   1,75 b   0,85 a
C1-calagem   26,00 a   0,91 a   27,87 a   22,39 a   1,69 b   1,12 a
C2-Ca        20,87 a   1,24 a   30,07 a   18,98 b   2,49 a   1,21 a
C2-Mg        19,83 a   0,94 a   28,78 a   24,12 a   1,52 b   1,13 a
C1-S         22,00 a   1,62 a   28,78 a   23,84 a   1,32 c   1,01 a
C1-Zn        20,20 a   1,39 a   29,33 a   15,24 b   1,52 b   1,09 a
C1-B         17,90 b   0,83 a   28,78 a   17,24 b   1,15 c   0,91 a

Em que: C1 = completo 1 (adubado com N, P, K, S, B, Cu, Zn e calagem);
C2 = completo 2 (adubado com N, P, K, S, Ca, Mg, B, Cu, Zn, sem
calagem). Medias seguidas da mesma letra minuscula na coluna, nao
diferem entre si pelo teste de Scott-Knott a 5% de probabilidade.

TABLE 5: Accumulation of macronutrients in dry biomass of shoots (BSPA)
of seedlings of Dipteryx alata under treatments with and without
omission of nutrients.

TABELA 5: Acumulo de macronutrientes na biomassa seca da parte aerea
(BSPA) de mudas de Dipteryx alata submetidas ao tratamento com e sem
omissao de nutrientes.

                  g [planta.sup.-1]             mg [planta.sup.-1]

Tratamento      N         K        Ca         P        Mg         S

Controle     0,071 b   0,125 b   0,085 b    3,15 a    5,07 b    5,72 c
C1           0,132 b   0,229 b   0,157 b    9,20 a    9,58 b    7,34 c
C2           0,291 a   0,377 a   0,327 a   13,22 a   21,54 a   19,78 a
C1-N         0,045 b   0,113 b   0,049 b    5,84 a    6,08 b    3,71 c
C1-P         0,092 b   0,114 b   0,060 b    1,98 a    3,76 b    3,59 c
C1-K         0,168 b   0,194 b   0,188 b    5,34 a   13,88 a    6,82 c
C1-calagem   0,215 a   0,234 b   0,193 b    8,58 a   14,44 a    9,42 c
C2-Ca        0,151 b   0,219 b   0,145 b    8,74 a   18,63 a    8,92 c
C2-Mg        0,156 b   0.206 b   0,173 b    7,50 a    9,74 b    8,21 c
C1-S         0,304 a   0,401 a   0,332 a   22,43 a   18,20 a   13,92 b
C1-Zn        0,140 b   0,199 b   0,105 b   10,34 a   10,88 b    7,45 c
C1-B         0,100 b   0,157 b   0,093 b    5,12 a    6,18 b    5,14 c

Em que: C1 = completo 1 (adubado com N, P, K, S, B, Cu, Zn e calagem);
C2 = completo 2 (adubado com N, P, K, S, Ca, Mg, B, Cu, Zn, sem
calagem). Medias seguidas da mesma letra minuscula na coluna nao
diferem entre si pelo teste de Scott-Knott a 5% de probabilidade.

TABLE 6: Content of micronutrient in dry biomass of shoots (BSPA) of
seedlings of Dipteryx alata under treatments with and without omission
of nutrients.

TABELA 6: Teor de micronutrientes na biomassa seca da parte aerea
(BSPA) de mudas de Dipteryx alata submetidas ao tratamento com e sem
omissao de nutrientes.

                B (mg          Cu (mg         Fe (mg
Tratamento   [kg.sup.-1])   [kg.sup.-1])   [kg.sup.-1])

Controle       42,78 a         5,40 a         766,58 a
C1             40,38 a         5,41 a         183,15 a
C2             34,05 a         6,78 a         473,99 a
C1-N           42,50 a         3,52 b       1.074,53 a
C1-P           42,55 a         4,46 b         507,58 a
C1-K           49,35 a         3,69 b         145,34 a
C1-calagem     31,78 a         4,89 b         518,96 a
C2-Ca          35,68 a         6,52 a         512,99 a
C2-Mg          42,00 a         4,55 b         331,75 a
C1-S           37,67 a         5,66 a          58,98 a
C1-Zn          38,25 a         6,26 a         452,10 a
C1-B           30,66 a         4,80 b         606,75 a

   Mn (mg        Zn (mg
[kg.sup.-1])   [kg.sup.-1]

    56,02 a       25,62 b
   109,50 a       28,91 b
   244,41 a       46,49 a
    34,74 a       26,71 b
   100,55 a      117,67 a
   144,84 a       24,43 b
   303,45 a       39,14 b
   164,85 a       44,30 b
   119,83 a       30,60 b
    90,39 a       31,11 b
   198,16 a       74,14 a
   159,58 a       25,95 b

Em que: C1 = completo 1 (adubado com N, P, K, S, B, Cu, Zn e calagem);
C2 = completo 2 (adubado com N, P, K, S, Ca, Mg, B, Cu, Zn, sem
calagem). Medias seguidas da mesma letra minuscula na coluna nao
diferem entre si pelo teste de Scott-Knott a 5% de probabilidade.

TABLE 7: Accumulation of micronutrients in dry biomass of shoots (BSPA)
of seedlings of Dipteryx alata under treatments with and without
omission of nutrients.

TABELA 7: Acumulo de micronutrientes na biomassa seca da parte aerea
(BSPA) de mudas de Dipteryx alata submetidas ao tratamento com e sem
omissao de nutrientes.

                         Acumulo mg [planta.sup.-1]

Tratamento       B         Cu        Fe        Mn        Zn

Controle      0,191 b    0,025 b   2,697 a   0,256 a   0,119 a
C1            0,324 b    0,043 b   1,546 a   0,772 a   0,228 a
C2            0,451 a    0,090 a   6,033 a   3,139 a   0,616 a
C1-N          0,178 b    0,015 b   4,219 a   0,138 a   0,117 a
C1-P          0,167 b    0,018 b   2,063 a   0,397 a   0,462 a
C1-K          0,399 a    0,030 b   1,199 a   1,243 a   0,207 a
C1-calagem    0,262 b    0,044 b   4,461 a   2,710 a   0,329 a
C2-Ca         0,263 b    0,047 b   3,592 a   1,359 a   0,332 a
C2-Mg         0,286 b    0,034 b   3,483 a   1,211 a   0,239 a
C1-S          0,530 a    0,079 a   0,776 a   1,291 a   0,435 a
C1-Zn         0,251 b    0,044 b   3,424 a   1,329 a   0,461 a
C1-B          0,163 b    0,028 b   2,688 a   1,063 a   0,144 a

Em que: C1 = completo 1 (adubado com N, P, K, S, B, Cu, Zn e calagem);
C2 = completo 2 (adubado com N, P, K, S, Ca, Mg, B, Cu, Zn, sem
calagem). Medias seguidas da mesma letra minuscula na coluna nao
diferem entre si pelo teste de Scott-Knott a 5% de probabilidade.
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Title Annotation:texto en portugues
Author:de Sousa, Fabrizio Furtado; Braga, Rafael Malfitano; Venturin, Nelson; Macedo, Renato Luiz Grisi; Ca
Publication:Ciencia Florestal
Date:Jan 1, 2018
Words:7573
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