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Musculo-skeletal morbidities referred to unprofessional football players/MORBIDADES MUSCULOESQUELETICAS REFERIDAS EM JOGADORES DE FUTEBOL NAO PROFISSIONAIS.

INTRODUCAO

Desde os tempos antigos, o futebol esteve presente na historia, sendo a modalidade mais popular no mundo e que cresce a cada dia. A Federacao Internacional de Futebol (FIFA) estima que ha hoje 265 milhoes de atletas ativos (Santos, 2010).

O futebol vem sofrendo muitas mudancas nos ultimos anos, principalmente em funcao das exigencias fisicas cada vez maiores por parte dos atletas, o que os obriga a trabalhar perto de seus limites maximos de exaustao, deixando-os expostos a varias lesoes (Doria e colaboradores, 1996).

A pratica dessa modalidade depende do desenvolvimento adequado de fatores taticos, tecnicos, nutricionais, psicologicos e fisicos.

O fato de se jogar com os pes exige ainda mais dos jogadores, sendo a equipe dividida em goleiros, zagueiros, laterais, meiocampistas e atacantes, percorrendo diferentes distancias, com intensidades e movimentos diferenciados (Carvalho, 2013; Palacio e colaboradores, 2009).

A modalidade tambem exige movimentos complexos, como boa habilidade para saltar, girar, acelerar, desacelerar, mudancas de direcoes abruptas, chutes, cabeceios e alta capacidade aerobica durante o jogo (Selistre, 2009).

Uma lesao esportiva e sinonima de qualquer problema medico ocorrido durante a pratica esportiva, podendo levar o atleta a perder parte ou todo treinamento e competicao ou limitar sua habilidade atletica (Leite e Neto, 2003).

Estima-se que a incidencia de lesoes no futebol gire em torno de 10-15/1.000 horas de treino, podendo ser de 4 a 6 vezes maiores durante os jogos (Junge e Dvorak, 2015).

Em algumas situacoes as lesoes podem ocorrem como consequencia de um acidente, praticas incorretas de treinamento ou falta de condicao fisica adequada (Barbosa e Carvalho, 2008; Santos, 2010).

O futebol tem uma incidencia alta de lesoes por tratar-se de um esporte caracterizado por intenso contato fisico, os jogos requerem muito da capacidade fisica dos esportistas que por serem nao profissionais nao possuem um preparo fisico adequado. As lesoes esportivas mais comuns sao as musculares, articulares, tendineas, ligamentares e fraturas (Manuel, 1997; Santos, 2010).

A grande maioria dos estudos epidemiologicos existentes preconiza que a melhor forma de diminuir a incidencia de agravos a saude e por meio de prevencao estabelecida a partir de dados de prevalencia sobre lesoes musculoesqueleticas.

A incidencia de lesoes e seus fatores de risco em adultos praticantes de futebol sao objetivos de muitos estudos, mas poucos investigam jogadores nao profissionais (Alexandre e colaboradores, 2003).

Com isso, o objetivo deste estudo foi descrever a incidencia de morbidades musculoesqueleticas referidas em jogadores de futebol nao profissionais durante o Campeonato Municipal de Futebol de Piracanjuba 2016.

CASUISTICA E METODOS

Este estudo foi realizado conforme a Resolucao 466/12do Conselho Nacional de Saude (Brasil), sendo aprovado pelo Comite de Etica em Pesquisa Humana e Animal da Pontificia Universidade Catolica de Goias (CEP--PUCGoias), sob numero 014367/2014.

Trata-se de um estudo epidemiologico, longitudinal e descritivo, em que participaram 84 jogadores de futebol nao profissionais, sendo incluidos: homens, com idade igual ou superior a 18 anos e jogadores nao profissionais de futebol participantes do Campeonato Municipal de Futebol de Piracanjuba do ano de 2016.

Os criterios de exclusao englobaram: indisponibilidade para o estudo e importante deficit cognitivo.

A coleta de dados ocorreu a partir das quartas-de-final (8 equipes) da competicao nos campos de futebol da cidade de Piracanjuba (Goias) que sediou as partidas. Por se tratar de um estudo de incidencia, nao foram consideradas as lesoes previas ao campeonato citado.

Para identificar os disturbios musculoesqueleticos ocorridos no referido campeonato foi utilizado o Inquerito de Morbidade Referida (IMR), sendo este validado em estudo realizado por Pastre e colaboradores (Stewien e Camargo, 2005) e fidedigno para registrar informacoes sobre lesoes desportivas. Para a coleta de dados desta pesquisa foram realizadas adequacoes, a fim de adapta-lo a realidade do futebol.

Os colaboradores responderam ao instrumento apos as partidas em local reservado para que pudessem preenche-los em total sigilo e sem interferencias.

Os atletas inscritos pelas equipes citadas que nao participaram das partidas decisivas por lesao foram procurados em suas residencias para a leitura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE) e preenchimento do IMR.

Os dados foram primeiramente tabulados utilizando o software Excel (Office 2013) e analisados com o auxilio do Statistical Package for Social Sciences (SPSS), versao 23.0.

A caracterizacao da faixa etaria, Indice de Massa Corporal (IMC) e momento da lesao dos participantes foram realizados por meio de tabela de contingencia. O teste do Quiquadrado foi realizado adotando um nivel de significancia de 5% (p < 0,05).

A descricao dos tipos de lesao, localizacao anatomica, mecanismo e posicao em campo foram realizadas com valores da frequencia absoluta (n) e relativa (%).

RESULTADOS

A tabela 01 mostra o perfil sociodemografico e momento da lesao dos participantes em relacao a ocorrencia da lesao. A analise estatistica mostrou que nao houve correlacao entre a idade dos atletas e o numero de lesoes (p = 0,30), tambem nao houve maior relacao entre o IMC e a quantidade de morbidades (p = 0,47). Observamos na pesquisa, 17 (20,3%) morbidades musculoesqueleticas referidas, sendo que 4 (4,8%) delas ocorreram no primeiro tempo e 13 (15,5%) no segundo.

A tabela 2 descreve as morbidades musculoesqueleticas referidas pelos participantes ocorridas durante o campeonato. A lesao mais frequente foi o estiramento muscular com 8 casos (52,02%), seguido de entorse com 3 (17,22%).

A tabela 3 descreve a localizacao anatomica das morbidades musculoesqueleticas. As morbidades ocorreram, sobretudo, em membros inferiores, sendo que a coxa foi o local com maior incidencia, totalizando 8 casos (47,05%), seguido de joelho com 3 (17,67) e perna com 2 (11,67).

Nos membros superiores ocorreram duas lesoes, uma no ombro por queda e outra na mao (5,88% cada), referidas por goleiros e oriundas de trauma direto.

A tabela 4 descreve os mecanismos de lesao relatados pelos participantes. As morbidades ocorreram, especialmente, a partir de arrancada com 7 casos (41,20%) e trauma direto com 3 (17,67%).

A tabela 5 descreve as lesoes correlacionando com a posicao em campo do jogador, em que6 atacantes (35,29%) apresentaram morbidades e 4 laterais (23,52%).

DISCUSSAO

Atualmente, a literatura apresenta varios estudos que abordam a epidemiologia das lesoes no futebol, envolvendo metodologias particulares e diferentes tamanhos amostrais.

Apesar disso, o registro das lesoes parece ser o ponto fundamental das pesquisas epidemiologicas, pois permite a comparacao com outros trabalhos realizados e contribui para trabalhos futuros (Zanuto, Harada e Gabriel Filho, 2010).

As lesoes deste estudo ocorreram em menor numero, pois, o aumento do risco de lesoes e proporcional ao nivel e a frequencia de jogo, logo, equipes profissionais sao mais suscetiveis a lesoes do que nao profissionais.

Essas lesoes ocorrem especialmente nos primeiros e ultimos 15 minutos de jogo. Nos primeiros devido ao grande combate com marcacao forte e pouca tecnica e ao estudo tatico entre as equipes, e nos ultimos minutos devido ao cansaco muscular, pois quando os musculos estao fatigados, tornam-se menos capazes de contribuir para a estabilidade articular (Agel e colaboradores, 2007).

Em nossos atletas, os membros inferiores foram mais lesionados, pois o contato fisico nestes locais e maior. Todos os movimentos que os jogadores realizam, como saltos, giros, chutes e arrancadas, dependem da forca dos membros inferiores, alem de nao ser permitido o uso de membros superiores no jogo, exceto para goleiros (Alexandre e colaboradores, 2003).

Resultados semelhantes foram encontrados por Agel e colaboradores (2007). que identificaram maior incidencia em membros inferiores (67,3%) e Rechel e colaboradores (2008) que, de um total de 334 lesoes, observaram maior acometimento de membros inferiores (65,1%).

O estiramento muscular foi a lesao mais incidente em nosso estudo. Tal fato justifica-se pela nao realizacao de exercicios de alongamento e aquecimento antes do inicio da partida pelos atletas nao profissionais. A diminuicao da flexibilidade muscular, o desequilibrio da forca muscular anterior e posterior de coxa e a falta de condicionamento fisico, a qual esta relacionada diretamente com o aumento da idade, tambem contribuem para esta estatistica (Alexandre e colaboradores, 2003; Selistre e colaboradores, 2009).

Varias causas sao apontadas como possiveis fatores responsaveis pelas lesoes nas fibras musculares estriadas esqueleticas. Alguns estudos ressaltam a influencia da fadiga muscular, do Ion calcio, dos compostos reativos do oxigenio (CRO) e da alimentacao (Guerra, Soares e Burini, 2001).

O estiramento nao causa as mesmas consequencias dramaticas no futebol como as lesoes de ligamento, entretanto podem ocorrer em momentos inoportunos, afetando a participacao de um atleta em um jogo importante. Alem do mais, estiramentos como nos musculos isquiotibiais podem ter um alto indice de recorrencia. Um estudo que concorda com este achado obteve um resultado semelhante com 14 (46,8%) lesoes de estiramento muscular (Barbosa e Carvalho, 2008; Clebis, Raquel e Natali, 2001; Ladeira, 1999; Pinheiro e colaboradores, 2009).

A coxa, o joelho e a perna foram os segmentos anatomicos com maior presenca de lesao. O constante uso da musculatura de membros inferiores durante os jogos, alem do contato entre os jogadores na disputa pela bola, predispoe a lesao esta parte do corpo (Alexandre e colaboradores, 2003; Kleinpaul, Mann e Santos, 2010; Junge e Dvorak, 2015).

A lesao do joelho tambem pode ocorrer pelo tipo de acao do esporte: explosao, rotacao e parada, sendo que os mecanismos estabilizadores do joelho podem ser mais exigidos (Augusto, Silva e Souto, 2010; Brito, Soares e Rebelo, 2009; Stewien e Camargo, 2005).

Os mecanismos lesionais mais encontrados em nosso estudo foi arrancada, trauma direto e entorse, nesta ordem. Nosso estudo concorda em parte do realizado por Zanuto, Harada e Gabriel Filho (2010) que obteve como mecanismos de lesao predominantes, o trauma direto e a entorse com 8 ocorrencias cada (38%) e arrancada com 3 (14%).

A arrancada e repetida excessivamente durante a partida, principalmente por atacantes. Geralmente, ocorrem quando o musculo se alonga durante uma contracao excentrica ou encurta numa forca subita.

Quando um grupo muscular e muito mais forte do que o seu grupo oposto, o desequilibrio pode levar a uma lesao. Isso acontece com frequencia com os musculos isquiotibiais, pois os musculos do quadriceps, na parte anterior da coxa, sao geralmente mais potentes.

Durante o movimento de arrancada em alta velocidade, o tendao pode tornar-se cansado mais rapidamente do que o quadriceps e lesionar (Barroso e Thiele, 2011; Zanuto, Harada e Gabriel Filho, 2010).

O trauma direto e um mecanismo de lesao comum na pratica de esportes de contato, devido a grande disputa de espaco dentro de campo e por ser uma das maneiras encontradas pelos defensores de para as jogadas que oferecem perigo ao seu time (Rahnama e Reilly, 2002; Shalaj e colaboradores, 2016).

Como consequencias do overuse, varios tipos de lesoes musculoesqueleticas podem surgir, dentre as quais se destacam os chamados microtraumas, que podem ser definidos como sendo traumas que nao causam dor, edema ou impotencia funcional, mas que, pela repeticao excessiva de exercicios, produzem lesoes no tecido muscular (Shalaj e colaboradores, 2016).

Em nosso estudo, atacantes e laterais apresentaram maior numero de lesoes. E estes resultados corroboram com os encontrados por Carvalho (2013), Selistre, Taube, Ferreira e Barros (2009), Abreu, Sandoval (2016).

Levando-se em consideracao o novo estilo do futebol mundial, que envolve forca, velocidade e, principalmente, as mudancas de direcao e aceleracao, em niveis extremos, compreende-se a maiores chances dos atacantes de se lesionarem. Os laterais por se deslocarem durante a partida em seu campo e no campo adversario, participando da defesa e do ataque, tambem apresentam elevados indices de lesao (Abreu e Sandoval, 2016; Carvalho, 2013; Leite e Neto, 2003).

Os jogos deste estudo possuiram intervalo de 7 dias. As variaveis relacionadas com as lesoes no futebol podem ser divididas em intrinsecas (inerentes ao esporte, como corridas curtas e longas, saltos, mudancas rapidas de movimento e cabeceios) e extrinsecas (condicoes do campo, chuteiras, condicoes fisicas e de saude, treinos e quantidade de jogos) (Barbosa e Carvalho, 2008; Ladeira, 2011; Leite e Neto, 2003; Zanuto, Harada e Gabriel Filho, 2010).

CONCLUSAO

Observarmos que a incidencia de lesoes musculoesqueleticas nos atletas participantes foi baixa, sendo a mais referida, o estiramento muscular.

Os segmentos anatomicos mais comumente afetados foram coxa, joelho e perna (membro inferior), sobretudo, durante o movimento de arrancada.

Em relacao a posicao em campo, verificamos que atacantes e laterais apresentaram mais lesoes. Nao se observou correlacao entre idade e IMC com a presenca de lesoes.

A partir de tais resultados, denota-se a importancia de programas de condicionamento fisico e treinos regulares, como forma de prevencao das desordens musculoesqueleticas caracteristicas do futebol.

Tendo em vista o grande numero de adeptos a este esporte, sugere-se a realizacao de estudos mais aprofundados em competicoes nao profissionais e que sejam realizados com amostra mais numerosa.

REFERENCIAS

(1-) Abreu, G. A.; Sandoval, R. A. Perfil epidemiologico dos atletas profissionais do Vila Nova Futebol Clube no campeonato brasileiro serie B 2010. EFDeportes.com, Rev Digital. Buenos Aires. Ano 16. Num. 163. p. 1-11.2016.

(2-) Agel, J.; Evans, T. A.; Dick, R.; Putukian, M.; Marshall, S. W. Descriptive epidemiology of collegiate men's soccer injuries: National Collegiate Athletic Association Injury Surveillance System, 1988-1989 Through 2002-2003. J Athl Train. V. 42 Num. 2. p. 270-277.2007.

(3-) Alexandre, D.; Almeida, R. E.; Dutra, T.; Silva, D. O.; Lima, E. V. Incidencia de lesoes no futebol profissional do brasil. Ver. Digit. Buenos Aires. Ano 9 Num. 61. p. 1060-1063. 2003.

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(5-) Barbosa, B. T. C.; Carvalho, A. M. Incidencia de lesoes traumato-ortopedicas na equipe do Ipatinga Futebol Clube-MG. Mov--Rev. Digit. Educ. Fisica. Vol. 3 Num. 1. p. 1-18. 2008.

(6-) Barroso, G. C.; Thiele, E. S. Lesao muscular nos atletas. Rev Bras Ortop. Vol. 46. Num. 4. p. 354-362. 2011.

(7-) Brito, J.; Soares, J.; Rebelo, A. N. Prevention of Injuries of the Anterior Cruciate Ligament in Soccer Players. Rev. Bras. Med. do Esporte. Vol. 15 Num. 1. p. 62-71.2009.

(8-) Carvalho, D. A. Lesoes Ortopedicas nas Categorias de Formacao de um Clube de Futebol. Rev Bras Ortop. Vol. 48. Num. 1. p. 41-46. 2013.

(9-) Clebis, N. K.; Raquel, M.; Natali, M. Lesoes musculares provocadas por exercicios excentricos Muscular. Rev. Bras. Cienc. e Mov. Vol. 9. Num. 4. p. 47-53. 2001

(10-) Doria, D. D.; Morais, G. A.; Santos, F.; Faria, F.; Cunha M.; Henrique P. Fisioterapia Esportiva: Prevencao e Reabilitacao de Lesoes Esportivas em Atletas do America Futebol Clube. Anais do 8a encontro de Extensao da UFMG. Belo Horizonte. 2005.

(11-) Guerra, I.; Soares, E. D. A.; Burini, R. C. Aspectos nutricionais do futebol de competicao. Rev. Bras. Med. do Esporte. Vol. 7. Num. 6. p. 200-206. 2001.

(12-) Junge, A.; Dvorak, J. Football injuries during the 2014 FIFA World Cup. Br J Sports Med. Vol. 49. Num. 9. p. 599-602. 2015

(13-) Kleinpaul, J.; Mann, L.; Santos, S. Lesoes e desvios posturais na pratica de futebol em jogadores jovens Injuries and postural deviations in young players' soccer practice. Fisioter e Pesqui. Vol. 17 Num. 3. p. 236-241. 2010.

(14-) Ladeira, C. E. Incidencia De Lesoes No Futebol: Um Estudo Prospectivo Com Jogadores Masculinos Adultos Amadores Canadenses. Rev. Bras. Fisioter. Vol. 4. Num. 1. p. 39-47. 1999.

(15-) Leite, B. S.; Neto, F. C. Incidencias de lesoes traumato-ortopedicas no futebol de campo feminino e sua relacao com alteracoes posturais. Revista Digital. Buenos Aires. Ano 9. Num. 61.2003

(16-) Manuel, J. Modelacao Tactica do Jogo de Futebol. Tese de Doutorado. Universidade do Porto Faculdade de Ciencias do Desporto e de Educacao Fisica. 1997.

(17-) Palacio, E. P.; Candeloro, B. M.; Lopes, A. A. Injuries in the professional soccer players of Marilia Atletico Clube: A cohort study of the Brazilian Championship, 2003 to 2005. Rev. Bras. Med. Esporte. Vol. 15 Num. 1 p. 31-36. 2009.

(18-) Pinheiro, C.; Caboclo, F.; Carvalho, F.; Alexandre, C.; Jose, E.; Cunha, R. Incidencia das lesoes ortopedicas por seguimento anatomico associado a avaliacao da frequencia e intensidade da dor em uma equipe de futebol amador. Brazilian Journal of Biomotricity. Vol. 3. Num. 2. p. 152-160. 2009.

(19-) Rahnama, N.; Reilly, T.; Lees. Injury risk associated with playing actions during competitive soccer. Br J Sports Med. Vol. 36. Num. 5. p. 354-363. 2002.

(20-) Rechel, J. A.; Yard, E. E.; Comstock, R. D. An epidemiologic comparison of high school sports injuries sustained in practice and competition. J Athl Train. V. 43. Num. 2. p. 197-204. 2008.

(21-) Santos, P. B. Lesoes no Futebol. Revista Digital. Buenos Aires. Ano 15. Num. 143. 2010.

(22-) Selistre, L. F. A.; Taube, O. L. S.; Ferreira, L. M. A.; Barros E. A. Incidencia de lesoes nos jogadores de futebol masculino sub-21 durante os jogos regionais de Sertaozinho-SP de 2006. Rev Bras Med do Esporte. Vol. 15. Num. 5. p. 351-355. 2009.

(23-) Shalaj, I,. Tishukaj, F.; Bachl, N.; Tschan, H.; Wessner, B.; Csapo, R. Injuries in professional male football players in Kosovo: a descriptive epidemiological study. BMC Musculoskelet Disord. Vol. 17. Num. 338. 2016.

(24-) Stewien, E. T. M.; Camargo, O. P. A. Ocorrencia de entorse e lesoes do joelho em jogadores de futebol da cidade de Manaus, Amazonas Knee lesions and sprains in soccer players of Manaus city, Amazonas--Brazil. Acta. Ortop. Bras. Vol. 13. Num. 3. p. 141-147. 2005.

(25-) Zanuto, E. A. C.; Harada, H.; Gabriel Filho, L. R. A. Analise epidemiologica de lesoes e perfil fisico de atletas do futebol amador na regiao do Oeste Paulista. Rev. Bras. Med. Esporte. V. 16. Num. 2. p. 116-180. 2010.

Ronaldo Dias Magalhaes Junior [1], Marco Antonio Basso Filho [1] Romes Bittencourt Nogueira de Sousa [2], Gustavo Rodrigues Pedrino [3,4], Ana Cristina Silva Rebelo [5], Adroaldo Jose da Casa Junior [1]

[1-] Pontificia Universidade Catolica de Goias (PUC-GO), Goiania-GO, Brasil.

[2-] Universidade Federal de Goias (UFG), Goiania-GO, Brasil.

[3-] Pos-graduacao em Ciencias Biologicas, Universidade Federal de Goias (UFG), Goiania-GO, Brasil.

[4-] Pos-graduacao Multicentrico em Ciencias Fisiologicas, Universidade Federal de Goias (UFG), Goiania-GO, Brasil.

[5-] Pos-graduacao em Ciencias da Saude, Universidade Federal de Goias (UFG), Goiania-GO, Brasil.

E-mails dos autores:

diasronaldo91@gmail.com

mbassofilho@gmail.com

romesbittencourtsousa@gmail.com

gpedrino@gmail.com

anacristina.silvarebelo@gmail.com

adroaldocasa@gmail.com

Recebido para publicacao em 03/02/2017

Aceito em 24/05/2018
Tabela 1--Caracterizacao do perfil sociodemografico dos
participantes em relacao a ocorrencia e momento da lesao.

     Variaveis         Lesao n (%)               Total       P *

                           Nao          Sim

Faixa etaria

[less than or equal     33 (49,3)    6 (35,3)    39 (46,4)   0,30
  to] 26 anos
> 26 anos               34 (50,7)    11 (64,7)   45 (53,6)

IMC

Peso normal             34 (50,7)    7 (41,2)    41 (48,8)
Excesso de peso         30 (44,8)    8 (47,1)    38 (45,2)   0,47
Obesidade classe |        3 (4,5)    2 (11,8)     5 (6,0)

Momento da lesao

1[degrees] tempo          0 (0,0)    4 (23,5)     4 (4,8)
2[degrees] tempo          0 (0,0)    13 (76,5)   13 (15,5)    NA
Nao sofreu lesao       67 (100,0)      0(0,0)    67 (79,8)

Legenda: * Qui-quadrado; NA = nao se aplica; IMC = Indice de
Massa Corporal.

Tabela 2--Descricao das morbidades
musculoesqueleticas ocorridas durante o
campeonato referidas pelos participantes.

Morbidades                 n      %

Estiramento muscular        8    52,02
Dor cronica inespecifica    3    17,22
Entorse                     3    17,22
Contratura muscular         2    11,13
Luxacoes                    1     2,41
Total                      17   100,00

Tabela 3--Descricao da localizacao anatomica
das morbidades musculoesqueleticas referidas.

Localizacao anatomica   n      %

Coxa                     8   47,05
Joelho                   3   17,67
Perna                    2   11,76
Mao                      1    5,88
Ombro                    1    5,88
Tornozelo                1    5,88
Pe                       1    5,88
Total                   17   100%

Tabela 4--Descricao dos mecanismos de lesao
das morbidades referidas pelos participantes.

Mecanismo de lesao   n      %

Arrancada             7   41,20
Trauma Direto         2   11,76
Overuse               2   11,76
Rotacao               2   11,76
Chute                 2   11,76
Frenagem              1    5,88
Queda                 1    5,88
Total                17   100%

Tabela 5--Descricao da posicao em campo
dos participantes.

Posicao em campo   n      %

Atacante            6   35,29
Lateral             4   23,52
Meio defensivo      3   17,64
Zagueiro            2   11,76
Goleiro             2   11,76
Total              17   100%
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Author:Magalhaes, Ronaldo Dias Junior; Filho, Marco Antonio Basso; Sousa, Romes Bittencourt Nogueira de; Pe
Publication:Revista Brasileira de Futsal e Futebol
Date:Jan 15, 2018
Words:3330
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