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Multivariate analysis of native forest species in relation to chemical and texture attributes of soil in the region of Cotriguacu--Mato Grosso State/Analise multivariada de especies florestais nativas em relacao aos atributos quimicos e texturais do solo na regiao de Cotriguacu--MT.

Introducao

O Brasil e o pais que detem a maior floresta tropical do mundo e de certa forma, uma incomparavel diversidade de flora e fauna (FUNDO MUNDIAL PARA A NATUREZA, 2010). Com a elevada demanda de madeiras pelo mercado consumidor, as florestas nativas tem sido exploradas de forma intensa, sem a preocupacao de repor na natureza os individuos retirados para comercializacao, ou em outras vezes, havendo substituicao das especies nativas por especies exoticas, fatos que reduzem a biodiversidade da flora e fauna. Um dos maiores entraves, para que as especies nativas sejam replantadas, esta na falta de informacoes sobre o aspecto nutricional, adaptacao e desempenho dessas especies, principalmente, em relacao aos atributos fisicos e quimicos do solo, o que aumenta o risco da atividade florestal (SOUZA, 2006; MEDEIROS; SANTOS; TERTULIANO, 2008).

Trabalhos com objetivo de minimizar essa carencia de informacoes sobre nutricao de especies florestais tem sido realizados, porem, em condicoes controladas (SORREANO, 2006; SOUZA et al., 2010), mas no campo, as condicoes sao adversas e varios fatores, como climaticos, edaficos e bioticos, interferem no processo de desenvolvimento das mesmas.

Aliar a exigencia nutricional com o fator de disponibilidade dos nutrientes no solo podera indicar a distribuicao de grupos com similaridades de nutricao. Com essas informacoes, sera possivel fazer melhor uso dos recursos naturais disponiveis, na recomendacao de especies especificas para cada local (sitio), principalmente do solo, sejam eles degradados ou nao.

No entanto, para se fazer essa caracterizacao das florestas referente aos atributos do solo, inumeras informacoes sao geradas, que na maioria das vezes pouco se adiciona a interpretacao dos resultados em termos quantitativos (MOITA NETO, 2004; SANCEVERO et al., 2008). Dessa forma, uma maneira efetiva de saber quais dessas variaveis possuem verdadeira relevancia ao entendimento do fenomeno analisado, e por meio de tecnicas estatisticas multivariadas.

Analise multivariada e um conjunto de tecnicas estatisticas que trata de dados correspondentes as medidas de muitas variaveis simultaneamente (GERHARDT et al., 2001). E uma ferramenta que processa grande massa de informacoes em conhecimento, apresentando uma visao mais global do fenomeno em um numero menor de variaveis (VICINI, 2005).

No setor florestal, as analises multivariadas vem sendo amplamente difundidas (FONSECA; FONSECA, 2004; SANTOS et al., 2004; ALBUQUERQUE et al., 2006; SOUZA; SOUZA, 2006; ANGELO; SA, 2007; SILVA, 2008; SOUZA et al., 2009). Contudo, poucos trabalhos tem relacionado aspectos de distribuicao das populacoes arboreas, envolvendo fatores fisicos e quimicos do solo na classificacao de povoamentos florestais (GERHARDT et al., 2001; LIMA et al., 2003; SANTOS, 2006).

Diante do exposto, este trabalho teve os seguintes objetivos: (1) verificar a semelhanca entre especies florestais em relacao aos atributos quimicos do solo sob uma floresta nativa; (2) classificar as especies quanto as exigencias em fertilidade do solo, utilizando tecnicas estatisticas multivariadas.

Material e Metodo

Os dados foram coletados em uma area de 5.000 ha de floresta nativa de uma propriedade particular, no municipio de Cotriguacu--MT. A propriedade localiza-se na porcao meridional da Amazonia brasileira (longitude 58[degrees]19'37,69" e latitude 9[degrees]47'51,32"). A tipologia florestal e classificada como Floresta Ombrofila Aberta Tropical, formacao submontana com Palmeiras (BRASIL, 1980).

Para amostrar a area, foi usado o metodo de area fixa e o processo adotado foi o sistematico em dois estagios, segundo preconizado por Pelico Netto e Brena (1997). As unidades amostrais foram implantadas conforme os criterios e procedimentos estabelecidos pelo Manual de Diretrizes Simplificadas para Instalacao e Medicao de Parcelas Permanentes em Florestas Naturais da Amazonia Brasileira (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais--IBAMA, 2004) e realizados por Silva, Travagin e Colpini (2008).

Foram demarcadas 50 unidades amostrais, medindo 20 m de largura e 125 m de comprimento cada, correspondendo a 12,5 ha, distribuidas em conformidade com as microbacias existentes na propriedade.

Dentro de cada unidade amostral, todas as arvores foram inventariadas, sendo identificadas e marcadas com plaquetas de aluminio com um numero sequencial. No entanto, somente as especies que continham 10 ou mais individuos (SANTOS et al., 2004) foram selecionadas para serem correlacionadas com os atributos do solo.

As coletas de solo foram realizadas a cada 25 m dentro da unidade amostral em caminhamento zigue-zague, recolhendo amostras simples nas profundidades 0-20 cm por meio de trado. Foi determinada a textura (areia, silte e argila); pH em agua e em Ca[Cl.sub.2]; acidez potencial (H+[Al.sup.3+]); aluminio ([Al.sup.3+]); magnesio ([Ca.sup.2+]); magnesio ([Mg.sup.2+]); potassio (K); fosforo (P); soma de bases (SB); saturacao por bases (V%); saturacao por aluminio (m%) e capacidade de troca de cations total (T) e capacidade de troca de cations efetiva (t), conforme metodologia da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuaria--EMBRAPA (1999).

Os dados obtidos foram avaliados quanto a normalidade dos residuos pelo teste Ryan-Joiner (p>0,10) e homogeneidade de variancia. Determinou-se tambem a media de cada uma das variaveis do solo por especie e, em seguida, foram realizadas as analises multivariadas, conforme Hair Junior et al. (2005) e Johnson e Wichern (2007).

Inicialmente, foi utilizada analise de componentes principais mediante matriz de correlacao amostral para verificar a relacao entre os atributos do solo e quais variaveis poderiam afetar em maior grau o agrupamento das especies. Apos selecao dos componentes principais, foi realizada analise de correlacao entre os coeficientes dos autovetores e autovalores, fazendo-se em seguida a soma dos quadrados dos coeficientes de correlacao de cada variavel para identificar e selecionar variaveis que possuem relacoes mais significativas entre todos os componentes estudados, sendo que atributos de maior importancia apresentam maior soma de quadrados.

Depois de selecionados os atributos mais significativos, foi realizada analise de agrupamento hierarquico entre as especies florestais, com o objetivo de reunir as unidades amostrais de tal forma que existisse homogeneidade dentro do grupo de especies e heterogeneidade entre os grupos, isto e, formar grupos de especies que possuem similaridade quanto aos atributos do solo. Nessa analise, utilizou-se a distancia Euclidiana como medida de similaridade e o Metodo da Ligacao Completa como algoritmo de agrupamento, com membros combinados pela menor distancia maxima entre eles.

Apos a formacao dos grupos, foi feita tambem analise discriminante para verificar o grau de classificacao correta de cada grupo e analise descritiva, estimando-se em cada grupo a media, amplitude e coeficiente de variacao de cada atributo, seguida da analise de variancia (ANOVA) e da comparacao pareada das medias pelo teste Scott-Knott, considerando p<0,05. Alem disso, foi possivel classificar a variabilidade dos dados em baixa (CV < 12%), media (12 < CV < 62%) e alta (CV > 62%). As analises estatisticas e elaboracao dos graficos foram feitas utilizando o programa estatistico Minitab versao15.

Resultados e Discussao

Na area de estudo (12,5 ha) foram registradas 2.124 arvores, distribuidas em 107 generos, 43 familias botanicas e 135 especies; 2,92% do total inventariado nao foi identificado. Das 135 especies, apenas 42 foram selecionadas nas analises de componentes principais e agrupamento hierarquico, por apresentarem 10 ou mais individuos por especie (SANT OS et al., 2004), totalizando 1.726 arvores.

Ao combinar linearmente as 42 especies florestais com as 16 variaveis de solo avaliadas, no qual as especies estavam inseridas, foi possivel classificar a floresta em quatro componentes principais que representaram juntos, aproximadamente 80% da variancia total acumulada atendendo ao minimo de variancia estabelecido por Johnson e Wichern (2007) (Tabela 1).

O primeiro componente principal explicou 37,9% da variancia total (Tabela 1) e pode ser considerado como detentor das relacoes mais importantes no complexo do solo, sendo os coeficientes de correlacao entre autovetores e autovalores observados na Tabela 2. As variaveis que mais influenciaram nessa classificacao foram as do complexo de acidez do solo como saturacao por bases (V%), soma de bases (SB), calcio mais magnesio (Ca+Mg), saturacao por aluminio (m%) e pH em agua.

A variavel de maior peso no primeiro componente foi V%, sendo o Ca+Mg responsavel pela SB, pois o [K.sup.+] foi menos significativo nessa analise. O pH em agua atuou como um importante fator na relacao das bases do solo, o inverso ocorreu com m%, ou seja, a medida que o complexo de troca do solo e ocupado pelas bases, o pH aumenta e m% automaticamente e reduzida pela neutralizacao do [Al.sup.3+] trocavel, ou vice-versa (DEMATTE; DEMATTE, 1993) podendo ser observado pelos sinais diferentes na Tabela 2.

No segundo componente, a variancia representou 19,1% da variacao total (Tabela 1) e teve como principais variaveis a capacidade de troca de cations total (T), acidez potencial (H+Al) e capacidade de troca de cations efetiva (t) (Tabela 2). Isso porque as CTCs sao dependentes dos teores de hidrogenio e de aluminio, estando intimamente ligados entre si.

O terceiro e o quarto componentes detem 12,6% e 9,8% da variancia total, respectivamente (Tabela 1), e foram muito semelhantes ao segundo componente, entretanto, observa-se, por meio das relacoes expressas nesses componentes, a importancia da textura do solo no complexo de troca, pois as variaveis texturais de maior destaque foram areia e argila, seguidas de CTC efetiva e do [Al.sup.+3] trocavel (Tabela 2). Os coloides (argila e materia organica) sao os principais responsaveis pela atividade quimica dos solos e tem, em geral, um balanco de cargas negativas as quais podem atrair e reter as cargas positivas (ASSOCIACAO NACIONAL PARA DIFUSAO DE ADUBOS--ANDA, 2004).

Pela analise de soma de quadrados dos coeficientes de correlacao foi possivel observar, no geral, quais variaveis foram mais significativas. Dessa forma, as variaveis que possuem maior variacao no solo da area florestal foram SB, V%, [Ca.sup.+2]+[Mg.sup.+2], t, m%, [Al.sup.+3] e argila, com coeficiente de correlacao maior que 90% (r=0,90). Tendo em vista que as demais variaveis sao menos significativas no complexo solo, foram considerados somente esses atributos na analise de agrupamento entre as especies florestais presente na area.

Pela analise de agrupamento hierarquico foram identificados tres grupos distintos de especies que apresentavam similaridade maior que 70% quanto aos atributos do solo (Figura 1).

Das 1.726 arvores selecionadas, 442 sao pertencentes ao Grupo 1, 1.156 ao Grupo 2 e 128 ao Grupo 3, entretanto, para validar esses grupos e compara-los entre si foi realizada a analise discriminante. A proporcao correta de classificacao para o Grupo 1 foi de 53,4%, Grupo 2 de 74,8% e o Grupo 3 de 87,5%, considerada, portanto, boa classificacao, a partir dai foi possivel realizar comparacoes entre os grupos.

Independentemente do grupo formado (Tabela 3), a textura do solo foi classificada como media (RAIJ, 1991), o que permitiu discriminar que as especies florestais identificadas na area de estudo tem preferencia por esse tipo de textura. Apesar disto, o Grupo 3 reuniu especies mais adaptadas aos solos mais arenosos, ou seja, com menor teor de argila que os demais, demonstrando maior tolerancia para areas menos ferteis. Apesar da grande amplitude total observada para os teores de argila, silte e areia em todos os grupos, os valores foram classificados de baixa variacao, pois os CVs foram considerados medios (Tabela 3). As amostras de solo com textura referente aos valores do limite inferior e superior de cada grupo representam as amostras que nao foram classificadas corretamente na analise discriminante.

Na Tabela 4, observam-se as medias das variaveis relacionadas a acidez e ao complexo sortivo do solo. Nota-se que no geral, as especies reunidas no Grupo 3 apresentaram adaptacao aos solos mais acidos tolerando menores valores de pH e bases e, maiores teores e saturacao de [Al.sup.+3] trocavel. Como a maioria dos solos tropicais possui naturalmente baixa fertilidade e elevada acidez (SOUZA, 2006), essas especies podem ser indicadas para recuperacao de areas degradadas e ainda, serem objetos de estudos quanto aos mecanismos por elas utilizados para tolerarem esse ambiente.

Concordando com essa teoria, a acidez do solo foi classificada como elevada, tanto do pH em agua quanto em Ca[Cl.sub.2] para os tres grupos, enquanto o [Al.sup.+3] trocavel e m% tiveram seus valores medios, variando de alto a muito alto. A SB e a V% se assemelharam, variando de baixo a medio, de acordo com a classificacao de Sousa e Lobato (2004).

Ao analisar a Tabela 5, observou-se que, apesar das especies do Grupo 3 estarem inseridas em solos mais arenosos e acidos, estes possuem maior T e maior teor de P, indicando que, embora o teor de argila seja menor, sua atividade, provavelmente, seja maior do que a argila presente nos Grupos 1 e 2. Outra explicacao para essa observacao, e que algumas especies, mesmo em solos de baixa fertilidade, apresentam melhor rendimento em razao da associacao com outras especies, o que melhora a ciclagem de nutrientes e a fertilidade do solo (OLIVEIRA, 2009). Maior rendimento representa maior disponibilidade de serrapilheira que contribui para um maior aporte de materia organica resultando no aumento da CTC e disponibilidade de P, a medida que avanca o processo de decomposicao e mineralizacao do material organico (REISSMANN; WISNIEWSKI, 2000; OLIVEIRA; BALLESTERO, 2007; SILVA, 2009).

De modo geral, os Grupos 1 e 2 contem especies mais exigentes em fertilidade, enquanto o Grupo 3 parece ser menos exigente, ideal para reflorestamento e/ou recuperacao de areas degradadas pela sua adaptabilidade, e com isso vir a contribuir para melhoria de fertilidade do solo local com o passar do tempo.

Ao caracterizar as especies dos grupos por familias (Figura 2), observou-se que as especies da familia Fabaceae estiveram presentes em todos os grupos, demonstrando assim, diversidade de mecanismos de sua adaptacao. Enquanto as outras 19 familias permaneceram fieis aos seus grupos individuais, exceto as especies das familias Burseraceae, Euphorbiaceae e Moraceae, que foram encontradas tanto no Grupo 1 quanto no Grupo 2. Isso demonstra, que a caracterizacao por familia nao representa a preferencia nutricional de todas as especies da progenie.

Conclusoes

A analise multivariada foi eficiente na reducao das variaveis originais, separacao e classificacao dos grupos e identificacao dos atributos quimicos do solo mais requerido pelas especies florestais.

Os Grupos 1 e 2 contem especies mais exigentes em fertilidade, com preferencias por solos de textura media, ricos em bases de calcio e magnesio, enquanto o Grupo 3 parece ser menos exigente, prevalecendo em solos mais arenosos e mais acidos, com grande capacidade de troca de cations e elevada saturacao por aluminio; podendo, as especies desse ultimo grupo, serem indicadas para recuperacao de areas degradadas.

As especies Copaifera sp. e Goupia glabra merecem mais estudos quanto aos mecanismos de adaptacao as condicoes de baixa fertilidade do solo.

DOI: https://doi.org/10.5902/1980509823577

Agradecimentos

A ONF Brasil (Office National des Forets) e ao curso de Engenharia Florestal da Universidade Federal de Mato Grosso na pessoa do Prof. Dr. Versides S. Moreira e Silva.

Referencias

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Submissao: 18/08/2011 Aprovacao: 30/11/2017 Publicacao: 29/03/2019

Lorena de Souza Tavares (I), Franciele Caroline de Assis Valadao (II), Oscarlina Lucia dos Santos Weber (III), Mariano Martinez Espinosa (IV)

(I) Engenheira Florestal, Dra., Professora do Instituto Federal de Educacao, Ciencia e Tecnologia de Rondonia, Rua Rio Amazonas, 151, Jardim dos Migrantes, CEP 78900-730, Ji-Parana (RO), Brasil. lorena.tavares@ifro.edu.br (ORCID: 0000-0001-5793-7839)

(II) Engenheira Agronoma, Dra., Professora do Instituto Federal de Educacao, Ciencia e Tecnologia de Mato Grosso, Rodovia MT 235, Km 12, Zona Rural, CEP 78360-000, Campo Novo do Parecis (MT), Brasil. franciele.valadao@cnp.ifmt.edu.br (ORCID: 0000-0002-2046-3606)

(III) Engenheira Agronoma, Dra., Professora Adjunta do Departamento de Solos e Engenharia Rural da Faculdade de Agronomia, Medicina Veterinaria e Zootecnia, da Universidade Federal de Mato Grosso, Av. Fernando Correa da Costa, 2367, Boa Esperanca, CEP 78060-900, Cuiaba (MT), Brasil. oscarlinaweber@gmail.com (ORCID: 0000-0002-0625-4904)

(IV) Estatistico, PhD., Professor Adjunto do Departamento de Estatistica da Universidade Federal de Mato Grosso, Av. Fernando Correa da Costa, 2367, Boa Esperanca, CEP 78060-900, Cuiaba (MT), Brasil. marianomphd@gmail.com (ORCID: 0000-0002-0461-5673)

Caption: Figura 1--Dendrograma representando as sequencias de agrupamentos das 42 especies, obtidas pelo metodo completo, com base na distancia euclidiana.

Figure 1--Dendrogram representing the cluster sequences from 42 species, obtained by the complete method based on the Euclidean distance.
Tabela 1--Estimativas das variancias (autovalores) associadas aos
componentes principais e suas importancias relativas e acumuladas.

Table 1--Estimation of the variances (eigenvalues) associated with
the main components and their relative and cumulative importance.

Componentes       Autovalores       Proporcao da      Variancia
Principais    ([[lambda].sub.i])    Variancia (%)   Acumulada (%)

1                    5,687              37,9            37,9
2                    2,864              19,1            57,0
3                    1,883              12,6            69,6
4                    1,476               9,8            79,4

Tabela 2--Coeficientes de correlacao entre coeficientes de autovetores
e autovalores de cada componente principal (CP) e soma de quadrados dos
coeficientes de correlacao (SQ).

Table 2--Correlation coefficients between eigenvectors and eigenvalues
coefficients of each principal component (PC) and sum of squares of
correlation coefficients (SQ).

Atributo                     CP1       CP2       CP3

SB (cmol [dm.sup.-3])      -0,9300   -0,2437   -0,1317
V%                         -0,9634    0,0711   -0,1551
Ca+Mg (cmol [dm.sup.-3])   -0,9277   -0,2132   -0,1702
t (cmol [dm.sup.-3])       -0,4460   -0,6127   -0,5599
Argila (g [kg.sup.-1])      0,4412   -0,0203   -0,5023
m%                          0,8037   -0,3723   -0,1592
Al (cmol [dm.sup.-3])       0,4126   -0,4959   -0,5476
H+Al (cmol [dm.sup.-3])     0,5556   -0,7125    0,2649
T (cmol [dm.sup.-3])       -0,0978   -0,8877    0,1729
Areia (g [kg.sup.-1])      -0,4340    0,0508    0,5983
K (mg [dm.sup.-3])         -0,5676   -0,4671    0,3417
pH [H.sub.2]O              -0,7417    0,2454   -0,2806
P (mg [dm.sup.-3])         -0,1264   -0,5283    0,4913
Silte (g [kg.sup.-1])      -0,3410   -0,3648   -0,1670
pH Ca[Cl.sub.2]            -0,5604    0,0999   -0,0275

Atributo                     CP4       SQ

SB (cmol [dm.sup.-3])       0,1677   0,9698
V%                          0,0122   0,9575
Ca+Mg (cmol [dm.sup.-3])    0,1482   0,9570
t (cmol [dm.sup.-3])       -0,2211   0,9366
Argila (g [kg.sup.-1])      0,6985   0,9352
m%                         -0,3195   0,9119
Al (cmol [dm.sup.-3])      -0,4422   0,9114
H+Al (cmol [dm.sup.-3])     0,0972   0,8960
T (cmol [dm.sup.-3])        0,2162   0,8726
Areia (g [kg.sup.-1])      -0,5357   0,8360
K (mg [dm.sup.-3])          0,3146   0,7561
pH [H.sub.2]O              -0,1506   0,7113
P (mg [dm.sup.-3])          0,0668   0,5406
Silte (g [kg.sup.-1])      -0,3425   0,3916
pH Ca[Cl.sub.2]            -0,0571   0,3280

Em que: V% = saturacao por base; SB = soma de bases; T = capacidade
troca de cations total; m% = saturacao por aluminio; t = capacidade
de troca de cations efetiva.

Tabela 3--Estatistica descritiva da textura dos solos inseridas as
especies dos grupos formados no agrupamento hierarquico.

Table 3--Descriptive statistics of the soil texture inserted the
species groups formed in the hierarchical clustering.

                                          Grupos

Atributo       Parametros          G1                 G2

Argila (g        Media      349,41 (30,90) A   340,64 (30,23) A
[kg.sup.-1])   Amplitude     140,80-821,60      154,80-821,60

Silte (g         Media      60,16 (25,94) A    50,77 (32,72) A
[kg.sup.-1])   Amplitude      12,00-247,80       12,00-247,80

Areia (g         Media      590,43 (30,89) B   608,58 (26,72) B
[kg.sup.-1])   Amplitude     140,20-878,40      140,20-878,40

                                 Grupos

Atributo       Parametros          G3

Argila (g        Media      284,70 (31,44) B
[kg.sup.-1])   Amplitude     145,40-821,60

Silte (g         Media      58,75 (31,50) A
[kg.sup.-1])   Amplitude      12,00-274,00

Areia (g         Media      656,6 (31,70) A
[kg.sup.-1])   Amplitude     140,20-806,80

Medias seguidas de mesma letra nao diferem entre si pelo teste
(teste Scott-Knott 5%). Numeros dentro dos parenteses correspondem ao
coeficiente de variacao (CV%)

Tabela 4--Estatistica descritiva da acidez e do complexo de bases do
solo inseridas as especies dos grupos formados no agrupamento
hierarquico.

Table 4--Descriptive statistics of the acidity and of the complex
soil bases inserted the species groups formed in the hierarchical
clustering.

                                            Grupos

Atributo          Parametros         G1                G2

pH [H.sub.2]O       Media       4,64 (8,29) B     4,81(9,29) A
                  Amplitude       4,11-6,08         4,11-6,08

pH Ca[Cl.sub.2]     Media       4,38 (8,89) A     4,51 (9,28) A
                  Amplitude       3,94-5,85         3,94-5,85

[Al.sup.+3 (cmol    Media      1,43 (64,58) B    0,91 (62,69) C
[dm.sup.-3])      Amplitude       0,16-8,80         0,16-8,80

H+Al (cmol          Media      5,33 (55,02) C    4,10 (37,33) B
[dm.sup.-3])      Amplitude      1,45-14,02        1,45-14,02

m%                  Media      41,35 (59,09) B   30,49 (53,69) C
                  Amplitude      3,23-90,47        3,23-90,47

Ca+Mg (cmol         Media      1,42 (47,97) B    1,90 (40,67) A
[dm.sup.-3])      Amplitude       0,40-4,80         0,40-4,80

K (mg               Media      0,28 (36,17) A    0,30 (46,99) A
[dm.sup.-3])      Amplitude       0,10-0,79         0,10-0,79

SB (cmol            Media       1,70 (37,38)B     2,20 (33,70)A
[dm.sup.-3])      Amplitude       0,70-7,15         0,70-7,15

V%                  Media      26,25 (39,36) B   33,48 (31,95) A
                  Amplitude      6,38-76,57        6,38-76,57

                                   Grupos

Atributo          Parametros         G3

pH [H.sub.2]O       Media       4,31 (4,96) C
                  Amplitude       4,18-5,01

pH Ca[Cl.sub.2]     Media       4,04 (4,31) B
                  Amplitude       3,94-4,66

[Al.sup.+3 (cmol    Media      2,61 (29,03) A
[dm.sup.-3])      Amplitude       0,45-8,80

H+Al (cmol          Media      9,11 (35,52) A
[dm.sup.-3])      Amplitude      2,59-14,02

m%                  Media      71,26 (22,39) A
                  Amplitude      23,34-90,47

Ca+Mg (cmol         Media      0,58 (29,71) C
[dm.sup.-3])      Amplitude       0,40-4,80

K (mg               Media      0,29 (23,92) A
[dm.sup.-3])      Amplitude       0,10-0,36

SB (cmol            Media       0,87 (10,36)C
[dm.sup.-3])      Amplitude       0,70-1,90

V%                  Media      10,27 (47,11) C
                  Amplitude      6,38-29,99

Em que: V% = saturacao por base; SB = soma de bases; m% = saturacao
por aluminio. Medias seguidas de mesma letra nao diferem entre si pelo
teste (teste Scott-Knott 5%). Numeros dentro dos parenteses
correspondem ao coeficiente de variacao (CV%).

Tabela 5--Estatistica descritiva das capacidades de trocas cationicas
e do fosforo do solo inseridas as especies dos grupos formados no
agrupamento hierarquico.

Table 5--Descriptive statistics of cation exchange capacity and of
soil phosphorus inserted the species groups formed in hierarchical
clustering.

                                         Grupos

Atributo        Parametros         G1               G2

T (cmol           Media      7,03 (38,50) B   6,29 (28,42) C
[dm.sup.-3])    Amplitude      3,22-14,98       3,22-14,98

t (cmol           Media      3,14 (56,17) A   3,11 (58,57) A
[dm.sup.-3])    Amplitude      1,42-9,72        1,42-9,72

P (mg             Media      0,70 (36,65) B        0,64
[dm.sup.-3])                                    (35,76) B
                Amplitude      0,08-1,88        0,08-1,88

                                 Groupos

Atributo        Parametros         G3

T (cmol           Media      9,99 (31,91) A
[dm.sup.-3])    Amplitude     3,62 -14,98

t (cmol           Media      3,49 (43,39) A
[dm.sup.-3])    Amplitude      1,65-9,72

P (mg             Media      0,96 (16,65) A
[dm.sup.-3])    Amplitude      0,08-1,31

Em que: T = capacidade troca de cations total; t = capacidade de
troca de cations efetiva; P = fosforo. Medias seguidas de mesma letra
nao diferem entre si pelo teste (teste Scott-Knott 5%). Numeros dentro
dos parenteses correspondem ao coeficiente de variacao (CV%).

Figura 2--Identificacao pelo nome vulgar, cientifico e familia das
especies classificadas pela analise de agrupamento hierarquico.

Figure 2--Identification by common and scientific names, family of
species classified by hierarchical cluster analysis.

            NOME VULGAR           NOME CIENTIFICO            FAMILIA

GRUPO 1   Abiu               Pouteria sp.                 Sapotaceae
          Marupa             Simarouba amara              Simaroubaceae
          Jutai-pororoca     Dialium guianense            Fabaceae
          Seringueira        Hevea sp.                    Euphorbiaceae
          Angelim-pedra      Dinizia excelsa              Fabaceae
          Muiracatiara       Astronium lecointei          Anacardiaceae
          Pequi              Caryocar glabrum             Caryocaraceae
          Cajueiro           Anacardium giganteum         Anacardiaceae
          Tamburil           Enterolobium maximum         Fabaceae
          Guaranta           Aspidosperma discolor        Apocynaceae
          Tauari             Couratari guianensis         Lecythidaceae
          Cambara            Vochysia sp.                 Vochysiaceae
          Murici             Byrsonima densa              Malpighiaceae
          Tachi              Triplaris surinamensis       Polygonaceae
          Flor-de-paca       Eschweilera ovata            Lecythidaceae
          Sucupira-preta     Bowdichia virgiloides        Fabaceae
          Guariuba           Clarisia racemosa            Moraceae
          Sumauma            Ceiba pentandra              Bombacaceae
          Mocegueira         Trattinnickia sp.            Burseraceae

GRUPO 2   Amescla-aroeira    Protium robustum             Burseraceae
          Melancieira        Alexa grandiflora            Fabaceae
          Caroba             Jacaranda copaia             Bignonaceae
          Carrapato          Lanchocarpus sericeus        Fabaceae
          Escova-de-macaco   Apeiba tibourbou             Tiliaceae
          Leiteiro           Sapium aereum                Euphorbiaceae
          Canelao            Nectandra cuspidata          Lauraceae
          Cedro-marinheiro   Guarea silvatica             Meliaceae
          Inga               Inga sp.                     Fabaceae
          Tres-folhas        Vitex sp.                    Verbenaceae
          Cega-corrente      Maquira calophylla           Moraceae
          Itauba             Mezilaurus itauba            Lauraceae
          Embauba            Cecropia sp.                 Cecropiaceae
          Mamica-de-porca    Zanthoxylum rhoifolium.      Rutaceae
          Angelim-amargoso   Vatairea sericea             Fabaceae
          Angelim-manteiga   Andira surinamensis          Fabaceae
          Faveira            Stryphnodendron guia nense   Fabaceae
          Inhare             Helicostylis pedunculata     Moraceae
          Canela             Ocotea sp.                   Lauraceae
          Ucuuba-vermelha    Iryanthera macrophylla       Myristicaceae
          Caucho             Sapium bogotense             Euphorbiaceae

GRUPO 3   Copaiba            Copaifera sp.                Fabaceae
          Peroba-cupiuba     Goupia glabra                Goupiaceae
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Author:de Souza Tavares, Lorena; de Assis Valadao, Franciele Caroline; Weber, Oscarlina Lucia dos Santos; E
Publication:Ciencia Florestal
Date:Jan 1, 2019
Words:5076
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