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Morphology and biometry of the apical ligament of the penis of Girolando race bulls/Morfologia e biometria do ligamento apical do penis de touros da raca Girolando.

INTRODUCAO

O ligamento apical do penis e uma estrutura espessa constituida de fibras colagenas que se origina na tunica albuginea distal a flexura sigmoide e estendese dorsalmente no corpo cavernoso do penis, inserindo-se na tunica albuginea caudalmente a coroa da glande (ASHDOWN & SMITH, 1969; MOBINI & WALKER, 1983; SCHAI.I.F.R. 1999). O ligamento apical tem a funcao de sustentar e manter a porcao distal do penis ereta no momento da copula, impedir desvios de penis e ajustar o desvio fisiologico em espiral (ASHDOWN & PEARSON, 1971; MOBINI & WALKER, 1983), bem como o deslocamento do ostio externo da uretra, permitindo melhor distribuicao do semen na genitalia feminina (FITZGERALD, 1963).

O desvio de penis e uma deformidade observada em touros, tanto de racas leiteiras, quanto de corte (ARTHUR, 1979; MOBINI & WALKER, 1983; BLOCKEY & TAYLOR, 1984), porem a alteracao e notada principalmente em animais destinados a producao de carne (ARTHUR, 1979) e com idades entre dois e 11 anos (BLOCKEY & TAYLOR, 1984). Varias teorias foram descritas para explicar a etiopatogenia do desvio de penis em bovinos e, entre elas, e apontada a disfuncao do ligamento apical (ASHDOWN & SMITH, 1969). Na etiopatogenia do desvio traumatico do penis de touros, a ocorrencia de perda tecidual do ligamento apical deve ser um fator importante no seu desenvolvimento, tendo em vista a intensa capacidade de reconstituicao dessa estrutura (RABELO et al., 2008).

Devido ao aumento do valor economico e zootecnico de reprodutores que podem ser acometidos pela afeccao, varias tecnicas cirurgicas corretivas do desvio de penis, utilizando implantes de borracha de silicone (EURIDES et al., 1994), ou implantes biologicos, como ligamento da nuca, centro tendineo, tunica albuginea peniana, cartilagem auricular e tendoes (SILVA et al., 2006; EURIDES et al., 2007; 2009), tem sido propostas. Todavia, a compreensao da etiopatogenia do desvio de penis e a determinacao e execucao de metodos cirurgicos para sua correcao dependem do conhecimento da morfologia dessa estrutura e de possiveis variacoes anatomicas ou diferencas entre as racas bovinas. Alem das tecnicas cirurgicas corretivas, ha tambem aquelas destinadas a producao de rufioes por meio da remocao do ligamento apical (EURIDES et al., 1992), que tambem demandam seu conhecimento anatomico.

Visando a fornecer dados acerca da anatomia comparada do aparelho genital de bovinos e oferecer subsidios para o desenvolvimento de tecnicas cirurgicas reparadoras, este trabalho teve como objetivo descrever a morfologia e biometria do ligamento apical em penis de touros Girolando.

MATERIAL E METODOS

Foram realizadas descricao anatomica e mensuracao de 32 penis de touros da raca Girolando (Bos taurus indicus XBos taurus taurus, Linnaeus 1758), abatidos em frigorificos, com idade de 36 a 48 meses e peso corporal de 480 a 540kg. Os penis foram removidos a partir de suas raizes, em regiao proxima as insercoes dos musculos isquiocavernosos, lavados em agua corrente, acondicionados individualmente em sacos plasticos e conservados em congelador.

Para dissecacao, as pecas foram descongeladas em temperatura ambiente. As fascias de revestimento externo, vascularizacao e inervacao foram removidas para localizacao anatomica do ligamento apical e da tunica albuginea peniana. O penis, a tunica albuginea e o ligamento apical foram submetidos a diferentes mensuracoes por meio de paquimetro Mitutoyo (0,005m-n 505633-50, Japao) e trena milimetrada (Trena Standart, 8,0mm Iwin).

Realizaram-se medidas do comprimento do penis entre a curvatura caudal da flexura sigmoide ate o colo da glande; e dessa mesma curvatura ate a origem do ligamento apical do penis e entre a insercao do ligamento apical ao colo da glande. A circunferencia do penis foi mensurada na origem do ligamento apical e na origem da lamina interna do prepucio. Alem do comprimento total do LA, foi obtido seu comprimento parcial desde sua origem ate a lamina interna do prepucio e da origem da lamina interna do prepucio ate sua insercao. A largura e a espessura do LA e da tunica albuginea peniana foram obtidas em tres locais: no ponto de origem do ligamento apical; no ponto de origem da lamina interna do prepucio; e na insercao do LA.

Para avaliacao em microscopia de luz, foram realizadas coletas de fragmentos transversais de 5,0mm, abrangendo a regiao das partes proximal, media e distal do penis e ligamento apical. Os fragmentos de cada regiao foram fixados em solucao de formol a 10%, incluidos em parafina, seccionados e corados com Hematoxilina e Eosina e tricromio de Masson.

Os dados obtidos foram apresentados em valores medios e desvios padroes, e a apreciacao de correlacao entre as variaveis numericas foi feita pelo metodo de Pearson, sendo consideradas estatisticamente significativas as diferencas com P<0,05. As analises foram realizadas no programa SAS System for Windows (SAS Institute Inc., Cary, NC, USA).

RESULTADO E DISCUSSAO

O comprimento do penis dos touros Girolando variou de 29 a 44,5cm (36,6[+ or -]4,3cm), e a circunferencia teve variacao de 4,7 a 7,6cm (6,2[+ or -]0,7cm). Esses dados apresentaram correlacao media (r=0,56).

O intervalo de variacao da origem do ligamento apical (LA) foi de 11,0 a 21,5cm (15,1[+ or -]2,9cm) distalmente a curvatura caudal da flexura sigmoide e de insercao de 0,5 a 2,3cm (1,4[+ or -]0,7cm) proximal ao colo da glande, medindo no total entre 14,0 e 25cm (18,9[+ or -]2,6cm) de comprimento. Apresentou largura entre 0,7 e 3,1mm (1,9[+ or -]0,6mm) na sua origem; entre 0,9 e 3,7mm (2,2[+ or -]0,8mm) na insercao e 35,2[+ or -]10,0mm na altura da insercao da lamina interna do prepucio, local de maior largura ao longo de sua extensao. A espessura foi menor na sua origem (0,7[+ or -]2,0mm) e na insercao (0,8[+ or -]0,2mm) em relacao a sua porcao media, onde, na altura da insercao da lamina interna do prepucio, a espessura foi de 1,9[+ or -]0,4mm (Tabela 1).

Houve correlacao media entre o comprimento e a circunferencia do penis com o comprimento do ligamento apical (r=0,68 e r=0,50, respectivamente), mas a correlacao entre essas variaveis do penis e a largura do ligamento apical foi baixa (r=0,16 e r=0,06, respectivamente) e, por consequencia, a correlacao entre o comprimento e a largura do ligamento apical tambem foi baixa (r=0,18).

As mensuracoes da largura do LA evidenciam sua morfologia fusiforme, sendo minimas na sua origem e insercao e maxima no seu terco medio, que coincide com o ponto de insercao da lamina interna do prepucio. Na parte livre do penis, o LA se posiciona na superficie dorsolateral esquerda, podendo alcancar o sulco uretral (Figuras 1 e 2). Nota-se, a partir de sua origem, mesmo macroscopicamente, a disposicao paralela e longitudinal dos feixes de fibras colagenas, que, na altura da parte livre do penis, divergem obliquamente para a direita e para esquerda no sentido ventral. Os feixes mais grossos situam-se do lado esquerdo, onde se fixam mais fortemente a tunica albuginea (Figura 2). Feixes mais delicados divergem para a face direita da parte livre do penis, mas sua fixacao nessa superficie se da por meio de tecido conjuntivo frouxo. A morfologia e disposicao do ligamento apical observadas nos bovinos Girolando coincidem com os achados em outras racas bovinas (EURIDES et al. 1998; ASHDOWN, 2006), mas diferem significativamente dos relatos em pequenos ruminantes, conforme as descricoes de RUMPH & GARRET (1992). Segundo os autores, os ovinos e caprinos apresentam dois ligamentos apicais distintos e que nao se posicionam dorsalmente no penis, como no touro, mas lateralmente, sendo o ligamento esquerdo maior e mais forte do que o direito e dividido em ramos dorsal e ventral nos caprinos.

Foi citado por ASHDOWN & SMITH (1969) e MOBINI & WALKER (1983) que o ligamento apical do penis em diferentes racas de bovinos origina-se da camada externa da tunica albuginea, cerca de 7,0cm da curvatura caudal da flexura sigmoide. No presente estudo, as primeiras fibras de formacao do ligamento apical do penis ocorreram a 15,1cm distalmente a curvatura caudal da flexura sigmoide. Em termos de extensao, esse resultado e similar ao obtido em bovinos da raca nelore. Nessa raca, a origem ocorreu a 16,34cm distalmente a referida flexura (EURIDES et al., 1998); todavia, os autores citam sua origem na face esquerda do corpo do penis. Nos bovinos Girolando, o ligamento apical originou-se dorsalmente ao corpo do penis, coincidindo com os relatos de ASHDOWN & SMITH (1969).

Considerando que ha correlacao significativa (r=0,68) entre o comprimento do penis e do ligamento apical, como observado neste estudo, os valores relativos foram mais elucidativos do que os absolutos. ASHDOWN & SMITH (1969) citaram que o ligamento apical mede 20,0cm de comprimento, mas nao mencionam o comprimento do penis. Na raca Nelore, EURIDES et al. (1998) encontraram um comprimento medio do ligamento apical de 22,84cm em penis com 40,1cm de comprimento, medidos a partir da curvatura caudal da flexura sigmoide. Em termos relativos, o LA ocupou 57% da extensao da referida porcao do penis de Nelores e 51% do penis de touros da raca Girolando, sendo possivel inferir que o LA e mais curto tanto em termos relativos, quanto em absolutos nessa ultima raca.

[FIGURE 1 OMITTED]

A espessura do LA tambem foi outro parametro menor em touros Girolando, em comparacao com os da raca Nelore. A espessura media do LA ao longo de sua extensao em Nelore variou entre 1,02[+ or -]0,33mm, na sua origem, e 2,64[+ or -]0,83mm, na porcao entre sua origem e a insercao da lamina interna do prepucio. Ja em Girolando, a espessura variou de 0,7[+ or -]0,2mm na sua origem a 1,9[+ or -]0,4mm no ponto de insercao da lamina interna do prepucio. A media de espessura do LA de 2,5mm encontrada por ASHDOWN & SMITH (1969) tambem superou a observada em nosso estudo. Por outro lado, a largura maxima do LA no Girolando foi maior, alcancando 35,2[+ or -]10,0mm, em detrimento aos 22,16[+ or -]1,94mm em Nelore. Sao necessarios mais estudos para serem averiguadas as implicacoes fisiologicas dessas diferencas e se essas variacoes ocorrem entre outras racas bovinas, em especial entre racas leiteiras e de corte, ja que ha maior predominio de desvio de penis nestas ultimas (ARTHUR, 1979; MOBINI & WALKER, 1983; BLOCKEY & TAYLOR, 1984).

[FIGURE 2 OMITTED]

Houve baixa correlacao entre o comprimento do penis e a largura maxima do LA em touros Nelore (EURIDES et al., 1998), fato corroborado pelo presente estudo (r=0,16). Entretanto, a correlacao entre a circunferencia do penis e a largura do LA, na altura da insercao da lamina interna do prepucio, foi baixa em touros Girolando (r=0,06), o que em parte coincide com os relatos de EURIDES et al. (1998), uma vez que somente em dois casos (8,3%) foi significativa.

ASHDOWN & SMITH (1969), MOBINI & WALKER (1983) e MONTES et al (1980) verificaram, em bovinos sem raca definida, que o ligamento apical apresenta, em sua origem, largura media de 5,0mm. ASHDOWN & SMITH (1969) encontraram espessura media de 2,5mm para o LA, podendo chegar a 3,5mm. Em touros da raca Nelore, o ligamento em seu ponto de origem atinge a media de 3,60mm de largura e 1,02mm de espessura, e o penis medindo cerca de 7,96cm de circunferencia (EURIDES et al., 1998). No penis de touros da raca Girolando, entretanto, o ligamento em sua origem apresenta media de 1,9mm de largura e 0,7mm de espessura, sendo 6,1cm a circunferencia peniana (Tabela 1).

Em touros da raca Nelore, EURIDES et al (1998) afirmaram que a insercao do ligamento apical encontrou-se em media 1,99cm do processo uretral, apresentando 6,62mm de largura, 1,03mm de espessura, e a tunica albuginea mediu 0,86mm de espessura e a circunferencia peniana, 2,97cm. Entretanto, no presente estudo, foram encontradas medidas semelhantes, com ressalva na largura do LA, que foi cerca de um terco da observada em Nelore. Sua insercao apresentou-se em forma de leque, coincidindo com as descricoes de MONTES et al. (1980) e EURIDES et al. (1998).

[FIGURE 3 OMITTED]

Em estudos da anatomia do corpo cavernoso do penis, da anatomia funcional e do desvio de penis de touros de diferentes racas, MONTES et al (1980), MOBINI & WALKER (1983) e ASHDOWN (2006) citaram que o ligamento encontrou-se separado da tunica albuginea por tecido conjuntivo frouxo, exceto na origem e insercao. Neste trabalho, no entanto, o ligamento tambem se encontrava fortemente aderido na face esquerda da parte livre do penis, e na face direita apresentava-se separado por tecido conjuntivo frouxo (Figura 2 e 3), coincidindo com os resultados obtidos por EURIDES et al. (1998) em penis de touros da raca Nelore. Como o ligamento apical nao se encontrava aderido a tunica albuginea na face direita, pode estar relacionado a causa de desvio de penis, quando somado a deficiencia de sua espessura e largura (ASHDOWN & SMITH, 1969; ASHDOWN & PERSON, 1971; WALKER, 1980; MOBINI & WALKER, 1983; BLOCKEY & TAYLOR, 1984).

CONCLUSAO

O ligamento apical do penis de touros da raca Girolando e proporcional ao comprimento desse orgao, ocupando 51% da extensao a partir da curvatura caudal da flexura sigmoide e cobrindo a face esquerda do penis. E fusiforme, com largura maior na altura da fixacao da lamina interna do prepucio.

Na face direita do penis, desde a insercao ate a origem, o ligamento se encontra separado da tunica albuginea por tecido conjuntivo frouxo.

AGRADECIMENTOS

Ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Cientifico e Tecnologico (CNPq), pelo auxilio financeiro.

REFERENCIAS

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Julio Roquete Cardoso (I) * Duvaldo Euridesn Paulo Cesar Moreira (I) Alberto Correa Mendonca (I) Luiz Antonio Franco da Silva (III) Frederico Ozanam Carneiro e Silva (II) Viviane Souza Cruz (I)

(I) Departamento de Morfologia, Instituto de Ciencias Biomedicas, 74001-970, Goiania, GO, Brasil. F-mail: juliorcardoso@gmail.com. * Autor para correspondencia.

(II) Faculdade de Medicina Veterinaria, Universidade Federal de Uberlandia (UFU), Uberlandia, MG Brasil.

(III) Fscola de Veterinaria, Universidade Federal de Goias (UFG), Goiania, GO, Brasil.

Recebido para publicacao 06.02.10 Aprovado em 26.06.10 Devolvido pelo autor 25.07.10 CR-3121
Tabela 1--Media e desvio padrao das mensuracoes do ligamento apical
(LA) na sua origem, insercao e na altura da lamina interna do
prepucio (LIP) do penis de touros da raca Girolando.

                                        Variaveis (mm)

                              Largura do         Espessura do
Local                          ligamento           ligamento

--Na origem do LA           1,9 [+ or -] 0,6   0,7 [+ or -] 0,2
--Entre a origem do        20,0 [+ or -] 6,4   1,6 [+ or -] 0,3
  LA e a insercao da LIP
--Na origem da LIP          35,2 [+ or -] 10   1,9 [+ or -] 0,4
--Na insercao do LA         2,2 [+ or -] 0,8   0,8 [+ or -] 0,2

                                        Variaveis (mm)

                             Espessura da       Circunferencia
Local                      tunica albuginea        do penis

--Na origem do LA          1,5 [+ or -] 0,3    61,0 [+ or -] 7,2
--Entre a origem do        1,3 [+ or -] 0,2    62,5 [+ or -] 7,2
  LA e a insercao da LIP
--Na origem da LIP         1,3 [+ or -] 0,3   62, 5 [+ or -] 6,9
--Na insercao do LA        1,0 [+ or -] 0,2    33,0 [+ or -] 7,3
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Author:Cardoso, Julio Roquete; Eurides, Duvaldo; Moreira, Paulo Cesar; Mendonca, Alberto Correa; da Silva,
Publication:Ciencia Rural
Date:Aug 1, 2010
Words:3120
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