Printer Friendly

Modernizacao agropecuaria e desempenho relativo dos Estados Brasileiros.

1. INTRODUCAO

O agronegocio destaca-se como um dos principais setores da economia para a formacao do saldo da balanca comercial do pais, tendo sido responsavel por 37,9% das exportacoes totais brasileiras em 2010. Neste mesmo ano, as exportacoes recordes no setor agropecuario totalizaram US$ 76,4 bilhoes. Comparativamente a 2009, as exportacoes cresceram US$ 11,7 bilhoes, valor 18,1% maior, superando em US$ 4,6 bilhoes os US$ 71,8 bilhoes registrados em 2008, ate entao o melhor ano para as vendas externas do agronegocio (Brasil, 2011).

De um modo geral, os fatores associados as exportacoes de um pais sao a taxa de cambio, o preco do produto exportado, o preco do produto domestico, a taxa media de subsidio, a renda interna e a renda externa. Nao obstante, Correa e Figueiredo (2006) ressaltam que grande parte do sucesso do agronegocio brasileiro se deve as inovacoes tecnologicas incorporadas a agricultura, responsaveis por grande parte do incremento da produtividade e, por consequencia, da competitividade do setor desde a decada de 1970.

O fenomeno da modernizacao esta presente em todas as areas do conhecimento e pode ser interpretado como os avancos em pratica e processos pelos quais uma sociedade, atraves da industrializacao, da agricultura, das praticas de servicos e de interacoes sociais torna-se moderna em aparencia, atitudes, praticas e comportamentos, transformando a vida daqueles que a constitui.

No caso da agricultura diferentes correntes se dedicaram a interpretar tais fenomenos, recebendo ao longo da evolucao da propria ciencia contribuicoes e criticas. Como exemplo, os primeiros fundamentos teoricos de larga difusao se devem aos trabalhos de Schultz (1964), Mellor (1966) e Falcon (1970) que embora limitados para a complexidade reconhecida atualmente, eram arcaboucos interessantes para se compreender esse fenomeno a epoca.

Posteriormente, podemos acrescentar o trabalho de Nicholson (1984), que abordava a questao da modernizacao agricola tomando por base as instituicoes ligadas ao setor na India. No que concerne a tematica envolvendo o fenomeno no territorio brasileiro destacam-se os trabalhos de Figueiredo (1985), Hoffmann (1992), Meyer (1997) e Figueiredo e Hoffmann (1998).

E mais recentemente os trabalhos de Souza e Lima (2003), Gasques et al. (2004), Ferreira Junior, Baptista e Lima (2004) e Costa et al. (2011) que destacam os fatores ligados a modernizacao da agricultura em algumas regioes do Brasil.

Todavia, ha de se ressaltar que o mais importante e frisar os elementos sobre os quais se esboca a modernizacao nesses trabalhos, sendo eles: a) mudancas tecnologicas relacionadas a maior produtividade da terra; b) novas tecnologias visando a maior produtividade da mao de obra; e c) utilizacao de maquinarios nas areas de logistica e transporte, visando melhorar entre outros pontos o escoamento da producao. Outras variaveis entre elas investimento, despesas e valor da producao sao arroladas ao fenomeno da modernizacao e traduzem, entre outros aspectos, a importancia dada pelos estados brasileiros a questao avaliada.

No Brasil, o processo de modernizacao e implementacao de inovacoes tecnologicas na agricultura brasileira teve inicio na decada de 1930, a partir das primeiras politicas governamentais que tinham com base a substituicao das importacoes de bens de consumo (Martine e Beskow, 1987).

A partir das decadas de 1960 e 1970, o agronegocio brasileiro passou a introduzir as ideias e praticas disseminadas pela Revolucao Verde, que consistiram na introducao de sementes de alta produtividade no campo, com o concomitante uso intenso de insumos quimicos, a fim de aumentar a producao agricola por hectare e combater o problema da fome no mundo, como era sua intencao primeira.

De acordo com Machado (2010), durante o regime militar a questao da modernizacao ganhou mais destaque com a implementacao de uma politica de desenvolvimento agrario que produziu grande modernizacao no campo e que trouxe grandes efeitos para o meio rural.

De acordo com dos Santos (1988), a partir de meados da decada de 1960, passaram a vigorar as ideias defendidas pelos defensores da <<teoria da modernizacao>> na formulacao das politicas voltadas a agricultura. Nesse sentido, o incremento da producao deveria ocorrer, a partir de entao, nao apenas pelo aumento da area agricultavel, mas tambem por meio do aumento da produtividade. Segundo Melo e Parre (2007), no fim da decada de 1960, as mudancas que se processaram na agricultura brasileira caracterizaram uma redefinicao das relacoes entre a agricultura e a industria, dando origem a um novo padrao de producao agricola.

Para Machado (2010), a modernizacao da agricultura brasileira consolidou-se na decada de 1970, pelo surgimento dos complexos agroindustriais e atraves do capital financeiro, com a implementacao --pelo governo federal-- de uma politica de credito e de financiamento direcionada a agroindustria, alem de uma serie de outros incentivos fiscais concedidos nessa decada (6).

Conforme Silva et al. (1983), a modernizacao da agricultura no Brasil consolidou-se por meio do padrao tecnologico implantado, que se direcionou basicamente para a expansao do complexo agroindustrial e nao foi totalmente absorvido por produtores de pequeno porte. O credito Rural teve importancia nesse processo, porem os beneficios nao foram distribuidos de forma homogenea, sendo a grande maioria destinada a regiao Centro-Sul em detrimento de outras regioes, como Norte-Nordeste (7). Outros fatores limitantes do processo de modernizacao agricola como a excessiva concentracao fundiaria e a ma utilizacao da terra sao apontados por Mellor (1966).

De acordo com estudos realizados por Almeida et al (2006), o tipo de modernizacao praticada no Brasil apresentou um carater concentrado em termos de localizacao e/ou de setores. O processo de modernizacao ocorrido ate o fim da decada de 1990 deu-se de forma concentrada. Correa e Figueiredo (2006) afirmam que estudos realizados com base nos censos agropecuarios indicam a existencia de um padrao de concentracao desse fenomeno em algumas regioes e estados, particularmente no estado de Sao Paulo, estados da regiao sul e centro-oeste.

Diante do exposto, percebe-se que, embora o setor do agronegocio desempenhe importante papel para a economia brasileira, seu desenvolvimento e modernizacao nao ocorreram de forma homogenea em todas as regioes e estados do pais. Isto posto, este trabalho objetiva evidenciar as diferencas nos niveis de modernizacao agricola dos estados brasileiros, procurando verificar a existencia de elementos condicionantes da modernizacao agricola, mediante um conjunto de indicadores e variaveis. Busca-se tambem fazer uma hierarquizacao destes indicadores no contexto geral do pais, bem como construir um indice de modernizacao que permita identificar a existencia de disparidades regionais em relacao ao fenomeno estudado.

Espera-se que o presente artigo estimule as discussoes acerca da modernizacao agricola e as estrategias que poderao ser uteis na reducao das desigualdades no emprego de fatores que sao condicionantes do aumento da produtividade agricola.

De modo a estudar a modernizacao, esse estudo envereda por uma vertente distinta dos demais artigos acerca do tema, incluindo nesse trabalho a criacao do indice de modernizacao agricola para os estados brasileiros e a utilizacao de dados do censo agropecuario de 2006, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatistica (IBGE).

Esse artigo se estrutura posteriormente na presente introducao da seguinte forma: na segunda secao, sao descritos os procedimentos metodologicos utilizados, apresentando a base de dados, as variaveis utilizadas no modelo e a forma de criacao do indice de modernizacao agricola. A secao tres apresenta os resultados e as discussoes; por fim, a secao 4 engloba as conclusoes oriundas desse estudo e apontamentos para uma agenda futura de novas pesquisas sobre o tema.

2. METODOLOGIA

Este estudo fundamentou-se nos trabalhos de Hoffmann (1992), Cunha (1995), Meyer (1997), Souza e Lima (2003) e Gasques et al. (2004).

Partindo de estudos anteriores, e licito propor que o processo de modernizacao agricola possui um carater multidimensional. Isto significa que a magnitude desse processo nos estados brasileiros requer a consideracao de um conjunto de variaveis capazes de captar a utilizacao das tecnologias modernas a ele associadas.

Nesse sentido, a mensuracao da magnitude do processo de modernizacao agricola nos estados foi feita com o uso da analise fatorial, aplicada a um conjunto de variaveis relacionadas a utilizacao de tecnologias modernas. Esta medida possibilitou a descricao do processo de modernizacao nos estados, permitindo -- ainda-- por meio dos escores fatoriais, a construcao de um indice de modernizacao agricola que tornou possivel verificar o desempenho relativo de cada uma das unidades da federacao.

2.1. ANALISE FATORIAL

Para identificacao dos fatores condicionantes da modernizacao agricola nas unidades da federacao brasileira, optou-se pela utilizacao da abordagem multivariada, mais especificamente, da tecnica de analise fatorial. Diversos estudos empregaram essa tecnica para identificar e explicar os fatores condicionantes da modernizacao agricola, entre eles os de Hoffmann (1992), Meyer (1997), Espirito-Santo (1998), Souza e Lima (2003), Cespedes (2004) e Cruz e Ribeiro (2006).

A tecnica de analise fatorial consiste na tentativa de determinar as relacoes quantitativas entre as variaveis de modo a associaras que possuem padrao semelhante, o efeito de um fator causal subjacente e especifico (Schilderinck, 1970).

De acordo com Pestana e Gageiro (2005), a analise fatorial busca explicar a relacao entre variaveis observaveis, simplificando os dados pela reducao do numero de variaveis necessarias para descreve-los. Dessa forma, a analise fatorial pressupoe a existencia de um numero menor de variaveis nao observaveis subjacente aos dados (fatores), que expressam o que existe em comum nas variaveis originais. De acordo com Hair et al. (2005), a analise fatorial e uma tecnica de interdependencia em que nao se tem explicitada uma variavel dependente.

Por meio da analise fatorial, e factivel identificar variaveis nao correlacionadas, padroes ou fatores inerentes a um grande numero de variaveis, representando estes padroes uma combinacao linear das variaveis originais, cuja medida da quantidade de informacao explicada por cada fator e sua variancia. A identificacao dos fatores gerais presentes entre as variaveis nesse estudo permite determinar as relacoes quantitativas, associando aquelas que apresentam padrao semelhante, definindo os fatores que agem no processo de mobilizacao.

Para a determinacao dos escores fatoriais, multiplica-se o valor (padronizado) da variavel i pelo coeficiente do escore fatorial correspondente, conforme a expressao:

Fj = [suma] [W.sub.ji][X.sub.i] = [W.sub.j1][X.sub.1] + [W.sub.j2][X.sub.2 + ... + [W.sub.jp][X.sub.p'] (1)

em que [F.sub.j] sao os escores fatoriais, [W.sub.ji] sao os coeficientes dos escores fatoriais ep e o numero de variaveis. Os escores fatoriais sao utilizados para definir o nivel de modernizacao agricola nos estados brasileiros.

As estatisticas do Kaiser-Meyer-Olkin (KMO) e o teste de Bartlett sao utilizados para avaliar a adequacao dos dados para a realizacao da analise fatorial. Zambrano e Lima (2004) definem o KMO como um indicador que compara a magnitude dos coeficientes de correlacao observados com as magnitudes dos coeficientes de correlacao parcial, variando de 0 a 1. Valores de KMO abaixo de 0,5 indicam que o uso da analise fatorial nao e adequado. O teste de esfericidade de Bartlett e um teste estatistico para determinar a presenca de correlacoes entre as variaveis, que fornece a probabilidade estatistica de que a matriz de correlacoes tenha correlacoes significativas entre pelo menos algumas das variaveis. O teste de esfericidade de Bartlett e utilizado para testar a hipotese nula de que a matriz de correlacao e uma matriz identidade, isto e, de que as variaveis nao sao correlacionadas (Pestana e Gageiro, 2005).

2.2. INDICE DE MODERNIZACAO AGRICOLA (IMA)

Apos a obtencao, identificacao dos fatores e determinacao dos respectivos escores fatoriais, e possivel estudar o grau de modernizacao dos estados. Desta forma, a analise fatorial contribui para a analise da modernizacao, e por meio dos escores fatoriais e possivel ranquear os estados em termos do grau de modernizacao.

Nessa linha de raciocinio, a intensidade da modernizacao agricola, retratada pelos fatores, e usada para calcular o Indicador de Modernizacao Agricola (IMA). A metodologia de calculo do indicador segue os procedimentos utilizados por Cunha et al. (2008) para calculo do Indice Geral de Degradacao (IGD) e por Shikida (201 0), que calculou o Indice Bruto de Desenvolvimento Socioeconomico (IBDS) para os municipios com atividade canavieira no estado do Parana.

Para possibilitar a construcao do Indice Bruto de Modernizacao Agricola (IBMA), e necessaria a agregacao dos fatores obtidos por meio da equacao:

[IBMA.sub.i] = [p.suma de (j=1)] [[[lambda].sub.j]/[suma][[lambda].sub.j]] [F.sup.*.sub.ji] (2)

O [IBMA.sub.i] representa o Indice Bruto de Modernizacao Agricola para o i-esimo estado analisado, j e a j-esima raiz caracteristica, p e o numero de fatores obtidos por meio da analise fatorial, [F.sup.*.sub.ji] e o j-esimo escore fatorial do i-esimo estado e [suma][[lambda].sub.j] e o somatorio das raizes caracteristicas referentes aos p fatores extraidos.

Seguindo os procedimentos adotados por Cunha et al. (2008) para tornar todos os valores dos escores fatoriais [F.sub.ji]) superiores ou iguais a zero, todos os fatores foram colocados no primeiro quadrante, antes da construcao do IBMA, utilizando a expressao algebrica:

[F.sup.*.sub.ji] = [F.sub.i] - [F.sup.min.sub.j]/[F.sup.max.sub.j] - [F.sup.min.sub.j] (3)

em que [F.sup.min.sub.j] e o menor escore observado para o jesimo fator; e [F.sup.max.sub.j] e o maior escore observado para o jesimo fator.

De posse do IBMA, e por meio de ponderacao, em que se considera o maior valor como 100, foi obtido o Indice de Modernizacao Agricola Relativa (IMA) para cada estado brasileiro, possibilitando sua hierarquizacao.

Todos os calculos foram efetuados no programa SPSS 15.0 (Statistical Package of Social Science), em versao licenciada.

2.3. DEFINICAO DAS VARIAVEIS

Considerando o carater multidimensional do conceito de modernizacao agricola, para a analise desse processo nos estados brasileiros torna-se necessario o levantamento de um amplo conjunto de variaveis e indicadores capazes de captar o nivel de modernizacao agricola de uma determinada regiao. Nesse sentido, para a determinacao dos fatores condicionantes da modernizacao, foram selecionadas 24 variaveis para cada unidade da federacao, representando diferentes dimensoes da modernizacao agricola, com o objetivo de verificar a adocao de novas tecnologias e o crescimento da produtividade dos fatores de producao.

A selecao das variaveis utilizadas neste artigo fundamentou-se em diversos trabalhos que tiveram como foco a analise do processo de modernizacao agricola. As variaveis foram trabalhadas com valores relativos no contexto global de cada estado, permitindo proceder a melhor analise comparativa entre eles, expressando com maior propriedade a sua contribuicao relativa. Dessa forma, as variaveis coletadas sao expressas em relacao a area explorada (AE) e ao equivalente-homem (EH).

De acordo com Souza e Lima (2003), nao e o volume, mas sim a intensidade do uso das tecnologias modernas o aspecto de interesse. Isto posto, justifica a maioria das variaveis serem expressas em relacao a mao de obra ocupada em equivalente-homem (EH) e em relacao a area explorada (AE). O conceito equivalente--homem (EH) utilizado no estudo refere--se a homogeneizacao do trabalho do homem, da mulher e das criancas. O conceito de area explorada (AE) refere-se a soma de areas com lavouras permanentes e temporarias, pastagens plantadas, matas plantadas, areas com pastagens naturais e matas naturais.

O conceito equivalente-homem (EH) utilizado no estudo refere-se a homogeneizacao do trabalho do homem, da mulher e das criancas. O conceito de area explorada (AE) refere-se a soma de areas com lavouras permanentes e temporarias, pastagens plantadas, matas plantadas, areas com pastagens naturais e matas naturais.

As inovacoes na agricultura, segundo seu efeito sobre o processo produtivo, se classificam em: inovacoes mecanicas, que modificam a intensidade e o ritmo de trabalho; inovacoes fisico-quimicas, que modificam as condicoes naturais do solo; inovacoes biologicas, que diminuem o periodo de producao e potencializam as inovacoes citadas anteriormente; e inovacoes agronomicas, que permitem novas formas de organizacao, possibilitando a elevacao da produtividade do trabalho de uma forma geral (Graziano da Silva, 2003).

A seguir, sao apresentadas no Quadro No 1 as vinte e quatro (24) variaveis utilizadas para mensuracao da modernizacao agricola nos estados brasileiros, tendo sido todas elas relativizadas conforme os criterios de Souza e Lima (2003) apresentados nos paragrafos anteriores.

Todas as variaveis foram calculadas a partir das informacoes disponiveis no censo agropecuario de 2006, sendo estes os dados mais atualizados para analise da modernizacao agricola.

3. RESULTADOS E DISCUSSOES

3.1. FATORES DA MODERNIZACAO AGRICOLA

Inicialmente, realizou-se a analise descritiva das variaveis selecionadas com o objetivo de identificar as caracteristicas dos dados utilizados. Os resultados da estatistica descritiva das variaveis selecionadas demonstraram a heterogeneidade existente entre os estados brasileiros. Em seguida, efetuou-se a analise fatorial com o objetivo de sintetizar as informacoes contidas nas 24 variaveis originais.

Para a analise da qualidade do ajustamento do modelo de analise fatorial, foi analisado o valor apresentado pelo indice KMO, que apresentou um valor igual 0,538 que, embora baixo, ainda pode ser considerado uma medida razoavel de adequabilidade. Outra forma utilizada para analisar a validade da analise fatorial e o Teste de Barllet, que apresentou um valor igual a 1,489, significativo a 1% de probabilidade. Fato que permite rejeitar a hipotese nula de que a matriz de correlacao e uma matriz identidade, isto e, de que as variaveis nao sao correlacionadas. Desse modo, ambos os testes realizados permitiram concluir que a amostra utilizada e adequada ao procedimento de analise, ou seja, ao emprego da analise fatorial.

Conforme os resultados apresentados no Quadro No 2, a analise pelo metodo dos componentes principais gerou tres fatores com raizes caracteristicas (e) maiores que 1. A contribuicao dos fatores 1, 2 e 3 para a explicacao da variancia total dos indicadores/variaveis utilizadas e de 39,83, 39,34 e 8,68%, respectivamente; de modo que sua contribuicao acumulada equivale a 87,8% da variancia total, um percentual bastante significativo. Os resultados do percentual explicado por cada fator corroboram os resultados encontrados por Kageyama e Leone (2002), que chamam a atencao para a associacao do processo de modernizacao agricola brasileiro a uma producao apoiada no uso combinado e intensivo de insumos modernos, que resulta em alta produtividade do trabalho e da terra.

De acordo com Souza e Lima (2003), para facilitar a interpretacao dos fatores, deve-se efetuar sua rotacao pelo metodo Varimax. Com esse procedimento, a contribuicao de cada fator para a variancia total e alterada, sem --contudo-- modificar sua contribuicao conjunta. Como vantagem, os fatores obtidos apos a rotacao se encontram mais estreitamente relacionados a determinados grupos de variaveis, possibilitando uma interpretacao mais logica deles.

Apos a aplicacao do metodo de rotacao Varimax, os indicadores que mais se associam com os fatores apresentaram cargas fatoriais com valor superior a 0,60, ou seja, as cargas fatoriais mais elevadas sao indicati vas de maiores coeficientes de correlacao entre cada fator e cada uma das 24 variaveis e indicadores de modernizacao (Quadro No 3).

A partir dos resultados apresentados no Quadro No. 3, procedeu-se a analise de cada um dos fatores obtidos.

FATOR 1: UTILIZACAO DE NOVAS TECNOLOGIAS EM RELACAO AO USO DA TERRA EXPLORADA

As variaveis deste fator relacionam-se mais estreitamente com a utilizacao da terra, uma vez que todas as variaveis associadas ao fator 1 foram relativizadas pela area explorada. Nesse sentido, percebe-se qual fator contribui para explicar a utilizacao de tecnologias aplicadas a um melhor rendimento de determinada area explorada, mais especificamente, a utilizacao de novas tecnologias com objetivo de otimizar o uso do insumo terra.

O fator 1 foi composto por 11 variaveis que representam as mais variadas dimensoes relacionadas a modernizacao agricola. Assim, percebe-se que quanto maiores os escores fatoriais neste fator, maiores foram as incorporacoes das diretrizes que orientaram o processo de modernizacao agricola; isto e, nos estados com bom desempenho neste fator, provavelmente, houve uma maior preocupacao com aumento da produtividade das terras ja utilizadas em detrimento da ampliacao das areas agricultaveis. Destaca-se a importancia desse fator para explicar o fenomeno da modernizacao agricola como um todo, sendo este fator responsavel por 39,83% da variancia explicada das variaveis selecionadas para analisar a modernizacao agricola nos estados brasileiros, colocando assim a utilizacao da terra como a principal responsavel pela modernizacao da agricultura na area estudada.

FATOR 2: UTILIZACAO DE NOVAS TECNOLOGIAS EM RELACAO A MAO DE OBRA

As variaveis que compoem o fator utilizacao de novas tecnologias em relacao a mao de obra sao as mesmas que formaram o fator 1, a diferenca entre as variaveis do primeiro e segundo fator esta na variavel utilizada para relativizacao. Todas as variaveis do segundo fator estao relativizadas pelo equivalente homem, isto e, as variaveis foram padronizadas em relacao a mao de obra.

A partir do conjunto de variaveis que compoem o fator 2, e importante ressaltar que se o escore fatorial do fator 2 para determinado estado for alto e positivo, significa que ele apresenta alta intensidade de utilizacao dos recursos tecnologicos e menor intensidade de utilizacao de mao de obra; ou seja, maior nivel de modernizacao na atividade agricola.

FATOR 3: NOVAS TECNOLOGIAS DE LOGISTICA E TRANSPORTE

Observou-se que o terceiro e ultimo fator incorpora fortemente os indicadores relacionados as ferramentas tecnologicas destinadas aos processos de logistica e transporte (veiculos e outros meios de transporte). Assim, ao captar fortemente a utilizacao dos meios de transporte, um alto valor dos investimentos nestes processos esta relacionado as necessidades de uma maior eficiencia no escoamento da producao. Dessa forma, quanto maior este indicador, melhores serao as condicoes de logistica e transporte dos estados brasileiros.

4.2. HIERARQUIZACAO DOS ESTADOS BRASILEIROS

Na hierarquizacao dos 27 estados brasileiros, foram utilizados os escores dos tres fatores, uma vez que eles explicam 39,83%, 39,34% e 8,68% -respectivamenteda variancia total.

No Quadro No 4 sao apresentados os escores fatoriais de cada estado, em ordem decrescente, em relacao aos escores dos fatores: utilizacao de novas tecnologias em relacao a area explorada, uso de novas tecnologias em relacao a mao de obra e uso de novas ferramentas de logistica e transporte. Destaca-se que os escores calculados sao sempre medidos em uma escala ordinal e, por isto, so podem indicar a posicao relativa dos estados.

Pelos dados apresentados no Quadro No 4, percebese que os estados de Mato Grosso do Sul (-1,083), Mato Grosso (-0,966), Amapa (-0,842), Tocantins (-0,786) e Acre (-0,755) apresentaram valores negativos altos para F1. Isso indica que, nesses estados, ocorrem as piores razoes entre o uso de novas tecnologias em area explorada. Estes estados estao inseridos nas regioes onde e intenso o processo de expansao de novas terras agricultaveis, regioes Norte e Centro-Oeste, onde o aumento da area agricultavel, muitas vezes, ocorre em total desacordo com as leis ambientais.

De forma contraria, os cinco estados com melhores indicadores no ranking foram: Distrito Federal (3,123), Santa Catarina (1,887), Parana (1,350), Sao Paulo (1,336) e Rio Grande do Sul (0,812). Nestes estados, percebe-se uma preocupacao em introduzir novas tecnologias de modernizacao agricola em detrimento do aumento da area explorada.

Em relacao ao fator 2 (Quadro No. 4), nota-se que os estados de Alagoas (-0,824), Ceara (-0,733), Paraiba (0,709), Sergipe (-0,702) e Amazonas (-0,675) mostraram niveis nao-favoraveis de utilizacao de novas tecnologias em relacao a mao de obra, enquanto os estados de Mato Grosso (3,235), Mato Grosso do Sul (2,619), Goias (1,194), Sao Paulo (0,912) e Distrito Federal (0,584) apresentaram melhor situacao.

Com relacao ao fator 3, observou-se que os estados do Distrito Federal (-1,779), Pernambuco (-1,372), Mato Grosso (-1,063), Parana (-0,671) e Roraima (0393) apresentaram menor nivel de logistica, enquanto Sao Paulo (4,268), Espirito Santo (0,589), Para (0,568), Rio Grande do Sul (0,200) e Alagoas (0,194) tiveram os melhores indicadores de logistica e transporte.

Diante dos resultados alcancados, percebe-se a complexidade em estabelecer uma medida que caracterize a magnitude da modernizacao agricola dos estados brasileiros, bem como fazer alguma diferenciacao entre os estados investigados quanto a intensidade da modernizacao agricola. Ademais, identifica-se -em um mesmo estado- a existencia de um baixo F1 com um valor alto para F2 e intermediario para F3 (caso, por exemplo, de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul). Isto mostra que, alem da heterogeneidade de realidades vividas entre os estados pesquisados, tambem sao verificadas diferencas internas entre os proprios estados a partir de seus fatores explicativos.

Pelas dificuldades encontradas na classificacao dos estados brasileiros em relacao ao nivel de modernizacao agricola usando apenas os valores dos escores fatoriais (F1, F2 e F3), optou-se por utilizar o Indice Bruto de Modernizacao Agricola (IBMA) e o Indice de Modernizacao Agricola (IMA). Ao agregar os tres fatores, o IBMA e IMA permitiram classificar com maior propriedade os estados. O Quadro No. 5 apresenta o IBMA e o IMA e sua hierarquizacao para os 27 estados brasileiros.

A media do Indice de Modernizacao Agricola (IMA) obtido pelos estados brasileiros foi de 0,389, um valor medio baixo, que pode ter sido ocasionado pelas unidades da federacao (UFs) que alcancaram resultados pouco expressivos, entre elas, o Acre, Amapa e Amazonas. Este fato confirma a tese apresentada pela literatura de que os principais excluidos do processo de modernizacao agricola no Brasil foram os estados da regiao norte-nordeste.

Os resultados apresentados pelo estado do Amazonas evidenciam alguns fatores restritivos para a modernizacao agricola, entre eles, a excessiva concentracao fundiaria e a ma utilizacao da terra. Tal condicao do estado do Amazonas diz respeito principalmente a alta concentracao fundiaria, pois no estado se encontram altos indices de concentracao, mesma situacao apresentada pelo Para que se encontra entre os dez piores indices de modernizacao agricola (IMA).

Os resultados apresentados confirmam a literatura tambem no que concerne aos estados mais privilegiados por fatores indutores na questao da modernizacao (Distrito Federal, Sao Paulo, Mato Grosso, Santa Catarina, Parana e Mato Grosso do Sul), localizados entre os mais privilegiados nas regioes Centro-Oeste e Sul do Brasil.

A excecao em relacao a analise exposta no paragrafo anterior e o estado de Sao Paulo, que nao se localiza nas regioes Centro-Oeste ou Sul, porem tal resultado alcancado pelo estado se deve, entre outros aspectos, ao exposto por Martine e Beskow (1987), que apontam o setor agricola sofrendo grande transformacao a medida que grande parte da producao agricola sera determinada pelas necessidades de materia-prima da industria.

Posteriormente, foi realizada a ordenacao dos estados analisados. Para tanto, foram divididos os valores obtidos no Indice de Modernizacao agricola em quartis, tendo sido obtidos quatro grupos (Quadro No 6).

Com base na localizacao dos grupos, e factivel classificar a intensidade relativa da modernizacao agricola para cada grupo. O grupo 1, formado por estados das regioes Norte e Nordeste, foi classificado de baixa modernizacao. Entre os principais pontos responsaveis, encontram-se a alta concentracao fundiaria em casos como o estado do Amazonas e principalmente as diferencas historicas ocorridas entre os estados das regioes Norte-Nordeste e as demais unidades da federacao. Tal condicao se verifica tambem em relacao ao grupo 2, que possui valores de modernizacao um pouco maiores que os constantes do grupo 1, que tambem e constituido por UFs das regioes Norte e Nordeste.

Os grupos 3 e 4 foram constituidos por estados considerados com maior nivel de modernizacao. Percebese que o grupo 3 passou por um processo de modernizacao bem mais intenso que os grupos anteriores (1 e 2). Tal diferenca em relacao a essa intensidade se deve, entre outros aspectos, as diferencas nos niveis de industrializacao e as vantagens historicoculturais que favorecem os estados da regiao Sul, Centro-Oeste e Sudeste do pais.

No grupo 3, dois estados pertencem a regiao Nordeste: Pernambuco e Alagoas. De acordo com dados do IBGE (2011), Alagoas e o penultimo estado brasileiro em area, porem se destaca como um dos maiores produtores de cana-de-acucar do pais, atividade que demanda investimentos em tecnologia e devido a pequena area disponivel necessita que seja grande a intensidade na utilizacao dessas tecnologias em relacao a area explorada.

Com relacao ao estado de Pernambuco, percebe-se que o seu alto desempenho em relacao ao fator 1 e creditado tambem a fatores historicos e culturais que favorecem o agronegocio no estado. Destaca-se a importancia de Pernambuco no periodo colonial para economia do pais, principalmente em relacao a economia canavieira. Outro aspecto que contribui para a posicao de destaque do estado se deve aos investimentos realizados na agricultura pernambucana atraves dos projetos publicos de irrigacao e a outros investimentos governamentais, que possibilitaram ao estado alcancar grande destaque na producao de frutas destinadas ao mercado externo.

Por fim o grupo 4, no qual se encontram os estados com maior nivel de modernizacao, e composto na sua totalidade pelos estados das regioes Sul, Sudeste e Centro-Oeste. Creditam-se os altos indices na intensidade da modernizacao agricola desse grupo as vantagens historicas e aos projetos que visaram a ampliar os indicadores economicos da regiao Centro-Oeste, regiao de extrema importancia para o agronegocio brasileiro. Os estados do Mato Grosso do Sul e do Mato Grosso obtiveram tal desempenho gracas ao destaque obtido em relacao ao fator 2, devido aos baixos indices de densidade demografica o que faz com que seja necessaria grande intensidade na utilizacao de novas tecnologias em relacao a mao de obra.

O Distrito Federal obteve o maior indice de modernizacao devido a performance em relacao ao fator 1, ja que possui a menor area entre os estados brasileiros, sendo necessaria uma grande produtividade em relacao a area explorada, alcancada principalmente pela utilizacao de novas tecnologias. Os demais estados se encontram nessa situacao gracas a vantagens obtidas ao longo do tempo, como por exemplo, grande volume de credito rural recebido e necessidade das agroindustrias por materia-prima, um dos principais indutores da modernizacao agricola.

Os resultados apontados para o grupo 4 confirmam Correa e Figueiredo (2006), cujos estudos realizados com bases nos censos agropecuarios indicam a existencia de um padrao de concentracao desse fenomeno em algumas regioes e estados, particularmente no estado de Sao Paulo, estados da regiao Sul e Centro-Oeste. Este estudo confirma o padrao de concentracao apontado pelos autores.

Por fim, destaca-se que a classificacao dos estados brasileiros em grupos atraves da divisao do Indice de Modernizacao Agricola em quartis corrobora os resultados encontrados por Souza e Lima (2003), uma vez que estes autores tambem distinguiram quatro diferentes grupos de estados em relacao a dinamica da modernizacao agricola brasileira no periodo de 1970 a 1995.

5. CONSIDERACOES FINAIS

Neste trabalho, buscou-se evidenciar as diferencas nos niveis de modernizacao agricola dos estados brasileiros, procurando verificar a existencia de elementos condicionantes da modernizacao agricola, bem como construir um indice de modernizacao que permita identificar a existencia de disparidades regionais em relacao ao fenomeno estudado.

Os principais fatores responsaveis pela modernizacao agricola nos estados brasileiros foram relacionados a utilizacao de novas tecnologias em relacao ao uso da terra explorada, utilizacao de novas tecnologias em relacao a mao de obra e novas tecnologias de logistica e transporte. Entre as constatacoes factiveis atraves dessa analise, observouse que maior utilizacao de novas tecnologias em relacao ao uso da terra explorada proporciona um maior indice de modernizacao agricola, o que e confirmado pelo fato de que os estados que apresentaram melhores indices de modernizacao agricola nao serem os estados com maior extensao territorial no pais.

A partir do Indice de Modernizacao Agricola, IMA, identificou-se uma grande heterogeneidade dos estados brasileiros. Assim como nos demais indicadores relacionados as unidades da federacao do estado Brasileiro, ocorre uma grande discrepancia nos valores obtidos por aqueles considerados de alto desempenho no IMA e os que apresentam baixo desempenho no IMA, confirmando as teses historicas de que as regioes Norte e Nordeste sao <<atrasadas>> em relacao as demais.

Os processos historicos e culturais, bem como a necessidade da industria por materia-prima podem ser considerados grandes indutores da modernizacao agricola nos estados brasileiros. Cabe destacar que grande intensidade na utilizacao de novas tecnologias tem como objetivo suprir necessidades dos estados em fatores produtivos de primeira necessidade, como terra e mao de obra. Para se valer de tal expediente, as UFs ficam dependentes do capital que, na maioria dos casos, e oriundo de politicas publicas e programas governamentais; este rasgo coloca o governo central, alem de indutor da modernizacao agricola, como um agente estrategico no processo de diminuicao das disparidades verificadas em relacao ao fenomeno estudado.

Diante do exposto, acredita-se que a implementacao de acoes que busquem ampliar a utilizacao de novas tecnologias nos estados que demonstraram baixo nivel de modernizacao agricola possa apresentar um maior impacto desde que privilegie principalmente um incremento na produtividade baseada em novas tecnicas e nao no aumento da area explorada.

Espera-se que as consideracoes apresentadas nesse estudo contribuam para um incremento nos niveis de modernizacao de grande parte dos estados brasileiros, possibilitando que eles sejam competitivos tanto internamente quanto externamente, gerando divisas e ganhos das mais distintas naturezas.

Recibido: 09-06-2011

Revisado: 30-10-2011

Aceptado: 05-11-2011

REFERENCIAS BIBLIOGRAFICAS

ALMEIDA, M. B.; AMIN, M. M.; SOUZA, C. S. 2006. Reforma agraria e modernizacao da agricultura: contribuicoespara a avaliacao da experiencia brasileira (version eletronica). Disponivel em: http://www.sober.org.br/ palestra/13/897.pdf; consulta: 29/03/2011.

BRASIL. 2011. <<Ministerio da Agricultura-Exportacoes do agronegocio alcancam US$ 76 bi e superam em 18% resultado de 2009>>. Em: Ministerio de Agricultura (http:// www.brasil.gov.br/noticias/ arquivos/2011/01/12/ exportacoes-alcancam-us-76-bie-superam-em-18-o-resultado-de-2009; consulta: 12/01/2011).

CESPEDES, J. G. 2004. A Dinamica da modernizacao da Agricultura em 157 microrregioes homogeneas do Brasil (version eletronica) (disponivel em: http://www.lce.esalq.usp.br/ tadeu/juliana.pdf; consulta: 30/03/2011).

CORREA, A. M. C. J.; FIGUEIREDO, N. M. S. 2006. <<Modernizacao da Agricultura Brasileira no Inicio dos Anos 2000: Uma Aplicacao da Analise Fatorial>>. Em: Revista GEPEC, Vol. 10 (2): 82-99.

COSTA, C. C. M.; MOREIRA, N. C.; FERREIRA, M. A. M.; COSTA, T. M. T. 2011. <<Politicas agricolas e Modernizacao da Agricultura na Mesorregiao da Zona da Mata do estado de Minas Gerai>>. Em: Anais do 49[degrees] Congresso da Sociedade Brasileira de Economia, Administracao e Sociologia Rural-SOBER. Belo Horizonte: UFMG (CD).

CRUZ, F. O.; RIBEIRO, C. G. 2006. <<A modernizacao agricola nos municipios da mesorregiao Campo das Vertentes: uma aplicacao de metodos de analise multivariada>>. Em: Anais do VII Congresso Latino Americano de Sociologia Rural. Equador, s/n.

CUNHA, N. R. S.; LIMA, J. E.; GOMES, M. F. M.; BRAGA, M. J.; 2008. <<A Intensidade da Exploracao Agropecuaria como Indicador da Degradacao Ambiental na Regiao dos Cerrados>>. Em: Revista de Economia Rural, Vol. 46 (2): 291-323.

CUNHA, N. R. S.; LIMA, J. E.; MOURA, L. R. C.; 2005. <<Degradacao ambiental nos estados de Goias e Tocantins>>. Em: Anais do 43 Congresso da Sociedade Brasileira de Economia e Sociologia Rural-SOBER. Ribeirao Preto: USP.

ESPIRITO-SANTO, E. N. 1998. <<Agricultura no estado de Santa Catarina, no periodo 1920-1985>>. Em: Estudos Economicos, Vol. 28 (3): 453-73.

FALCON, W P. 1970. <<The Green Revolution: generation of problems>>. Em: American Journal of Agricultural Economics, Vol. 52 (5): 689-710.

FERREIRA JUNIOR, S.; BAPTISTA, A. J. M. S.; LIMA, J. E. 2004. <<A modernizacao agropecuaria nas microrregioes do estado de Minas Gerais>>. Em: Revista de Economia e Sociologia Rural, Vol.42 (1):73-89.

FIGUEIREDO, N. M. S. 1996. Modernizacao, distribuicao da renda e pobreza na agricultura brasileira: 1875, 1980, 1985. (Tese de doutorado, inedita). Sao Paulo: Esalq/USP.

FIGUEIREDO, N. M. S.; HOFFMANN, R. 1998. <<A dinamica da modernizacao da agricultura em 299 microrregioes homogeneas do Brasil: 1975, 1980 e 1985<<. Em: Anais do 36 Congresso Brasileiro de Economia e Sociologia RuralSOBER, Pocos de Caldas.

GASQUES, J. G.; REZENDE, G. C.; VILLA VERDE, C. M.; SALERNO, M.; CONCEICAO, J. C. P. R.; CARVALHO, J. C. S. 2004. Desempenho e crescimento do agronegocio no Brasil. Em: http: / /www.ipea.gov.br/pub/td / 2004/td_1009.pdf; consulta: 30/03/2011.

GIBBONS, D. S., DE KONINCK, R.; HASAN, I. 1980. Agricultural modernization, poverty and inequality: the distributed impact of the Green Revolution in regions of Malaysia and Indonesia. United Kingdom: Gower Publishing Company Limited.

GRAZIANO DA SILVA, J. 1998. A nova dinamica da agricultura brasileira. 2a edicao. Campinas: IE/UNICAMP.

HAIR, J. F. 2005. Analise multivariada de dados. Porto Alegre: Bookman.

HOFFMANN, R. 1992. <<A dinamica da modernizacao da agricultura em 157 microrregioes homogeneas do Brasil>>. Em: Revista de Economia e Sociologia Rural, Vol. 30 (4): 271-90.

INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATISTICA, IBGE. Dados do Censo Agropecuario. Em: http://www.sidra.ibge.gov.br/ bda/agric/default.asp?z =t&o=11&i=P; consulta: 12/01/2011.

KAGEYAMA, A.; LEONE, E. 2002. <<Trajetorias da modernizacao e emprego agricola no Brasil, 1985-1996>>. Em: Revista de Economia e Sociologia Rural, Vol. 40 (1): 271-290.

MACHADO, V. A. 2010. Modernizacao da agricultura e a producao do bicombustivel como energia alternativa: uma reflexao critica. Em: http:// www.fatecbt.edu.br/ojs/ index.php/ RevTec / article / viewFile/47/34; consulta: 28/03/2011.

MARTINE, G.; BESKOW, P. R. 1987. <<O modelo, os instrumentos e as transformacoes na estrutura de producao agricola>>. Em: MARTINE, G.; GARCIA, R. C. (Org.), Os impactos sociais da modernizacao agricola, Sao Paulo: Editora Caetes.

MELLOR, J. W 1966. The economics of agricultural development. Ithaca: Cornell University Pres s.

MELO, C. O.; PARRE, J. L. 2007. <<Indice de desenvolvimento rural dos municipios paranaenses: determinantes e hierarquizacao>>. Em: Revista de Economia e Sociologia Rural, Vol. 45 (2): 329-365.

MEYER, L. F. F. 1997. Modernizacao da agricultura e desenvolvimento sustentado: O caso de Minas Gerais -- 1970 a 1985. Dissertacao de Mestrado.

NICHOLSON, N.; 1984. <<Landholding, Agricultural Modernization and Local Institutions in India>>. Em: Economic Development and Cultural Change, Vol. 35: 569-90.

PESTANA, M. H.; GAGEIRO, J. N. 2005. Analise de dadospara ciencias sociais. Lisboa- PT: Silabo.

SANTOS, R. F. dos. 1988. <<Analise critica da interpretacao neoclassica do processo de modernizacao da agricultura>>. Em: Revista de Economia Politica, Vol. 8 (3): 131-148.

SCHILDERINCK, J. H. F. 1970. Factor Analysis Applied to Developed and Developing Countries. Groningen: Rotterdan University Press.

SCHULTZ, T. W 1964. A transformacao da agricultura tradicional. Connecticut: McGraw-Hill Book Co. Inc.

SHIKIDA, P. F. A. 2010. <<Des envolvimento socioeconomico e agroindustria canavieira na Parana>>. Em: Revista de Politica Agricola, Vol. 3: 67-82.

SILVA, J. G. D.; KAGEYAMA, A. A.; ROMAO, D. A.; WAGNER NETO, J. A.; PINTO, L. C. G. 1983. <<Tecnologia e campesinato: O caso brasileiro>>. Em: Revista de Economia Politica, Vol.3 (4): 2156.

SILVA, R. G.; BAPTISTA. A. J. M. S.; FERNANDES, E. A. 2003. <<Modernizacao agricola na regiao Norte: uma aplicacao da estatistica multivariada>>. Em: FESURV. RVEconomia, Vol. 5: 20-24.

SOUZA, P. M.; LIMA, J. E. 2003. <<Intensidade e Dinamica da Modernizacao Agricola no Brasil e nas Unidades da Federacao>>. Em: Revista Brasileira de Economia, Vol. 57 (4): 795-824.

ZAMBRANO, C. E.; LIMA, J. E. 2004. <<Analise estatistica multivariada de dados socioeconomicos>>. Em: Maurinho Luiz dos Santos; Wilson da Cruz Vieira. (Org.), Metodos quantitativos em economia, Vol. 1, s/n.

Costa, Caio Cesar de Medeiros (2)

Reis, Paulo Ricardo da Costa (3)

Ferreira, Marco Aurelio Marques (4)

Moreira, Nathalia Carvalho (5)

(1) Os autores agradecem a Coordenacao de Aperfeicoamento de Pessoal de Nivel Superior (CAPES), pela concessao de bolsas de estudos para a realizacao dos estudos em nivel de Mestrado.

(2) Gestor de Agronegocio (Universidade Federal de Vicosa - UFV, Brasil); Mestrando em Administracao pelo Programa de Pos Graduacao em Administracao (UFV, Brasil). Endereco: Universidade Federal de Vicosa, Departamento de Administracao e Contabilidade, Av P. H. Rolfs, s / n, Campus Universitarios. CEP 36570-000. Vicosa, Minas Gerais, Brasil. Telefone: +55-31-3899-1616 Fax: +55-31-3899- 2429; e-mail: caiocesq@hotmail.com

(3) Administrador de Empresas (Universidade Federal de Vicosa, UFV, Brasil); Mestrando em Administracao pelo Programa de Pos de Graduacao em Administracao (UFV, Brasil). Endereco: Universidade Federal de Vicosa, Departamento de Administracao e Contabilidade. Av P. H. Rolfs, s/n, Campus Universitario, CEP 36570-000. Vicosa, Minas Gerais, Brasil. Telefone: +55-31-3899-3543 Fax: +55-31-3899-2429; e-mail: paulo.ufv@hotmail.com

(4) Administrador de Empresas (Universidade Federal de Vicosa - UFV, Brasil); Mestre e Doutor em Economia Aplicada (UFV, Brasil); Pos-Doutorado em Administracao Publica-Mensuracao e Analise de Desempenho (Rutgers University, USA). Professor Adjunto III do Departamento de Administracao e Contabilidade (UFV, Brasil); Coordenador do Programa de Pos Graduacao em Administracao (UFV, Brasil). Endereco: Universidade Federal de Vicosa, Departamento de Administracao e Contabilidade. Av P. H. Rolfs, s/n, Campus Universitario, CEP 36570-000. Vicosa, Minas Gerais, Brasil. Telefone: +55-31- 3899-1616 Fax: +55-31-3899-2429; e-mail: marcoaurelio@ufvbr

(5) Secretaria Executiva Trilingue (Universidade Federal de Vicosa, UFV, Brasil); Especialista em Gestao Estrategica (UFV, Brasil); Mestre em Administracao (UFV, Brasil). Professora substituta do curso de graduacao em Secretariado Executivo Trilingue (UFV, Brasil). Endereco: Universidade Federal de Vicosa, Departamento de Administracao e Contabilidade. Av. P. H. Rolfs, s/n, Campus Universitario, CEP 36570000. Vicosa, Minas Gerais, Brasil. Telefone: +55-31-3899-1616 Fax: +55-31-3899-2429; e-mail: nathaliatp@yahoo.com.br

(6) Politica essa efetivada pela criacao do FUNAGRI (Fundo Geral para a Industria e Agricultura).

(7) Historicamente, os investimentos publicos e privados no Brasil tendem a privilegiar as regioes mais desenvolvidas em detrimento das mais atrasadas, o que tem contribuido ainda mais para o aumento das desigualdades regionais
Quadro 1
Variaveis indicativas da modernizacao agricola

Variaveis           Especificacao

X1          Numero de tratores/AE
X2          Numero de tratores/EH
X3          Valor total dos Investimentos/AE
X4          Valor dos investimentos em instalacoes
            e outras benfeitorias/AE
X5          Valor dos Investimentos em veiculos e
            outros meios de transporte/AE
X6          Valor dos Investimentos em maquinas e
            instrumentos agricolas/AE
X7          Valor total dos Investimentos/EH
X8          Valor dos investimentos em instalacoes e
            outras benfeitorias/EH
X9          Valor dos Investimentos em veiculos e
            outros meios de transporte/EH
X10         Valor dos Investimentos em maquinas e
            instrumentos agricolas/EH
X11         Valor total dos financiamentos/EH
X12         Valor total dos financiamentos/AE
X13         Valor da producao/AE
X14         Valor da producao/EH
X15         Despesas Totais/AE
X16         Despesas com adubos e corretivos/AE
X17         Despesas com sementes e mudas/AE
X18         Despesas com defensivos agricolas/AE
X19         Despesas com combustiveis/AE
X20         Despesas Totais/EH
X21         Despesas com adubos e corretivos/EH
X22         Despesas com sementes e mudas/EH
X23         Despesas com defensivos agricolas/EH
X24         Despesas com combustiveis/EH

Fonte: Elaborado pelos autores.

Quadro 2
Caracteristicas dos fatores extraidos pelo metodo de
componentes principais

Fator                              Raiz        Variancia
                              Caracteristica   Explicada
                                               pelo fator
                                                  (%)

Utilizacao de novas               13,96          58,18
  tecnologias em relacao
  ao uso da terra explorada
Utilizacao de novas                5,71          23,80
  tecnologias em relacao
a   Mao de obra
Novas tecnologias de               1,42           5,92
  Logistica e Transporte

Fator                         Variancia
                              Acumulada
                                 (%)

Utilizacao de novas             58,18
  tecnologias em relacao
  ao uso da terra explorada
Utilizacao de novas             81,97
  tecnologias em relacao
a   Mao de obra
Novas tecnologias de            87,89
  Logistica e Transporte

Fonte: Resultados da pesquisa.

Quadro 3
Matriz de componentes apos rotacao ortogonal

Variaveis                                         Fatores

                                            1        2        3

Numero de tratores/AE                     0,899
Valor total dos Investimentos/AE          0,930
Valor dos investimentos em instalacoes    0,890
  e outras benfeitorias/AE
Valor dos Investimen tos em maquinas e    0,868
  in strumen tos agricolas/AE
Valor total dos finan ciamen tos/AE       0,856
Valor da producao/AE                      0,925
Despesas Totais/AE                        0,888
Despesas com adubos e corretivos/AE       0,782
Despesas com semen tes e mu das/AE        0,806
Despesas com defen sivos agricolas/AE     0,698
Despesas com combu stiveis/AE             0,951
N u mero de tratores/EH                            0,815
Valor total dos Investimen tos/E H                 0,896
Valor dos in vestimentos em in                     0,781
  stalacoes e ou tras ben feitorias/EH
Valor dos Investimen tos em maqu inas              0,892
  e in strumen tos agricolas/EH
Valor total dos finan ciamen tos/EH                0,958
Valor da producao/EH                               0,814
Despesas Totais/EH                                 0,972
Despesas com adubos e corretivos/E H               0,939
D espesas com semen tes e mu das/EH                0,903
D espesas com defen sivos agricolas/EH             0,937
D espesas com combu stiveis/E H                    0,960
Valor dos Investimen tos em veicu los                       0,697
  e ou tros meios de tran sporte/AE
Valor dos Investimentos em veiculos e                       0,779
  outros meios de transporte/EH

Fonte: Resultados da pesquisa.

Quadro 4
Hierarquizacao dos estados brasileiros de acordo com o
desempenho em cada fator

Estado                Classificacao     F1         Estado

Distrito Federal           1          3,123    Mato Grosso
Santa Catarina             2          1,887    Mato Grosso
                                                 do Sul
Parana                     3           1,350   Goias
Sao Paulo                  4           1,336   Sao Paulo
Rio Grande                 5           0,812   Distrito
  do Sul                                         Federal
Espirito Santo             6           0,598   Rio Grande
                                                 do Sul
Pernambuco                 7           0,530   Parana
Alagoas                    8           0,485   Tocantins
Sergipe                    9           0,189   Santa
                                                 Catarina
Rio de Janeiro             10          0,103   Minas Gerais
Minas Gerais               11          0,064   Roraima
Rio Grande do Norte        12         -0,352   Rondonia
Bahia                      13         -0,377   Rio de Janeiro
Paraiba                    14         -0,450   Para
Ceara                      15         -0,454   Espirito Santo
Goias                      16         -0,512   Amapa
Maranhao                   17         -0,597   Bahia
Rondonia                   18         -0,604   Rio Grande
                                                 do Norte
Piaui                      19         -0,605   Acre
Roraima                    20         -0,673   Pernambuco
Amazonas                   21         -0,696   Maranhao
Para                       22         -0,708   Piaui
Acre                       23         -0,775   Amazonas
Tocantins                  24         -0,786   Sergipe
Amapa                      25         -0,842   Paraiba
Mato Grosso                26         -0,966   Ceara
Mato Grosso do Sul         27         -1,083   Alagoas

Estado                Classificacao     F2         Estado

Distrito Federal           1           3,235   Sao Paulo
Santa Catarina             2           2,619   Espirito Santo
Parana                     3           1,194     Para
Sao Paulo                  4           0,912   Rio Grande
                                                 do Sul
Rio Grande                 5           0,584   Alagoas
  do Sul
Espirito Santo             6           0,395   Mato Grosso
                                                 do Sul
Pernambuco                 7           0,384   Rondonia
Alagoas                    8           0,202   Piaui
Sergipe                    9           0,098   Santa Catarina
Rio de Janeiro             10         -0,099   Amapa
Minas Gerais               11         -0,244   Acre
Rio Grande do Norte        12         -0,346   Tocantins
Bahia                      13         -0,367   Minas Gerais
Paraiba                    14         -0,462   Paraiba
Ceara                      15         -0,476   Maranhao
Goias                      16         -0,489   Amazonas
Maranhao                   17         -0,518   Ceara
Rondonia                   18         -0,554   Bahia
Piaui                      19         -0,555   Sergipe
Roraima                    20         -0,577   Rio Grande
                                                 do Norte
Amazonas                   21         -0,631   Goias
Para                       22         -0,661   Rio de Janeiro
Acre                       23         -0,675   Roraima
Tocantins                  24         -0,702   Parana
Amapa                      25         -0,709   Mato Grosso
Mato Grosso                26         -0,733   Pernambuco
Mato Grosso do Sul         27         -0,824   Distrito
                                               Federal

Estado                Classificacao     F3

Distrito Federal           1           4,268
Santa Catarina             2           0,589
Parana                     3           0,568
Sao Paulo                  4           0,200
Rio Grande                 5           0,194
  do Sul
Espirito Santo             6           0,182
Pernambuco                 7           0,089
Alagoas                    8           0,074
Sergipe                    9           0,074
Rio de Janeiro             10          0,063
Minas Gerais               11          0,028
Rio Grande do Norte        12          0,017
Bahia                      13          0,001
Paraiba                    14         -0,014
Ceara                      15         -0,032
Goias                      16         -0,065
Maranhao                   17         -0,068
Rondonia                   18         -0,096
Piaui                      19         -0,132
Roraima                    20         -0,145
Amazonas                   21         -0,202
Para                       22         -0,314
Acre                       23         -0,393
Tocantins                  24         -0,671
Amapa                      25         -1,063
Mato Grosso                26         -1,372
Mato Grosso do Sul         27         -1,779

Fonte: Resultados da pesquisa.

Quadro 5
Indice Bruto de Modernizacao Agricola (IBMA) e Indice de
Modernizacao Agricola (IMA) e sua hierarquizacao ara os
27 Estados brasileiros

Classificacao      Estado             IBMA    IMA

1              Distrito Federal      0,888   1,000
2              Sao Paulo             0,804   0,905
3              Mato Grosso           0,689   0,776
4              Santa Catarina        0,659   0,743
5              Parana                0,603   0,680
6              Mato Grosso do Sul    0,601   0,677
7              Rio Grande do Sul     0,541   0,609
8              Goias                 0,452   0,509
9              Espirito Santo        0,377   0,424
10             Minas Gerais          0,339   0,382
11             Pernambuco            0,303   0,341
12             Rio de Janeiro        0,295   0,332
13             Alagoas               0,293   0,330
14             Sergipe               0,259   0,292
15             Tocantins             0,255   0,287
16             Bahia                 0,200   0,226
17             Rio Grande do Norte   0,197   0,222
18             Rondonia              0,197   0,222
19             Roraima               0,191   0,215
20             Para                  0,173   0,195
21             Paraiba               0,160   0,180
22             Ceara                 0,154   0,174
23             Maranhao              0,149   0,168
24             Piaui                 0,145   0,164
25             Amapa                 0,136   0,153
26             Acre                  0,135   0,152
27             Amazonas              0,126   0,142

Fonte: Resultados da pesquisa.

Quadro 6
Brasil: Indice de Modernizacao Agricola
em quartis

Grupo            Estados         IMA

Grupo 1   Amazonas              0,142
          Acre                  0,152
          Amapa                 0,153
          Piaui                 0,164
          Maranhao              0,168
          Ceara                 0,174
          Paraiba               0,180

Grupo 2   Para                  0,195
          Roraima               0,215
          Rondonia              0,222
          Rio Grande do Norte   0,222
          Bahia                 0,226
          Tocantins             0,287
          Sergipe               0,292

Grupo 3   Alagoas               0,330
          Rio de Janeiro        0,332
          Pernambuco            0,341
          Minas Gerais          0,382
          Espirito Santo        0,424
          Goias                 0,509
          Rio Grande do Sul     0,609

Grupo 4   Mato Grosso do Sul    0,677
          Parana                0,680
          Santa Catarina        0,743
          Mato Grosso           0,776
          Sao Paulo             0,905
          Distrito Federal      1,000

Fonte: Resultados da pesquisa.
COPYRIGHT 2012 Universidad de Los Andes, Centro de Investigacion Agroalimentaria
No portion of this article can be reproduced without the express written permission from the copyright holder.
Copyright 2012 Gale, Cengage Learning. All rights reserved.

Article Details
Printer friendly Cite/link Email Feedback
Title Annotation:Texto en Portuguese
Author:de Medeiros Costa, Caio Cesar; da Costa Reis, Paulo Ricardo; Marques Ferreira, Marco Aureli; Carvalh
Publication:Revista Agroalimentaria
Date:Jan 1, 2012
Words:9165
Previous Article:Analise da producao e comercializacao de mel natural no Brasil no periodo de 1999 a 2010.
Next Article:Experiencias de programas combinados de alimentacao escolar e desenvolvimento local em Sao Paulo-Brasil.
Topics:

Terms of use | Privacy policy | Copyright © 2021 Farlex, Inc. | Feedback | For webmasters |