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Minerva Alganza Roldan (ed), Metamorfosis de Narciso en la cultura occidental.

Minerva Alganza Roldan (ed), Metamorfosis de Narciso en la cultura occidental. Granada, Editorial Universidad de Granada, 2010. 338 pp. ISBN 9788433850751

O volume coordenado por Minerva Alganza Roldan, intitulado Metamorfosis de Narciso en la cultura occidental, apresenta-se como uma colectanea de ensaios que versam o tratamento do tema e da figura de Narciso no quadro da cultura ocidental e e dado ao prelo como resultado de um projecto de colaboracao que congregou areas cientificas distintas (Arte, Filologia classica e Literaturas Modernas, Historia Antiga e Psicologia).

O primeiro texto, intitulado "Regreso a Narciso. Analisis del mito y semiotica del relato" (pp. 15-31), da autoria de Ezio Pellizer, oferece uma analise estrutural, articulada e complexa, do mito de Narciso, com base no metodo de analise proposto pela Escola de Paris.

O ensaio de Leonor Perez Gomez, "La modalizacion <<ser>> vs <<parecer>> en el mito de Narciso y la Poetica de Ovidio" (pp. 32-45), parte da <<modalidad cognoscitiva ser vs parecer>> (p. 33) para tratar o mito de um ponto de vista hermeneutico, no qual se acentua a antitese formada pelos conceitos de soberba e de conhecimento. E pois da dialectica entre estes dois conceitos que se entende nao so a rejeicao de Eco, mas tambem a consequencia do auto-enamoramento de Narciso, que deixa perceber os motivos dos <<amores imposibles, del peligro de la ilusion, de la belleza efimera, de no saber, o poder, amar a otros>> (p. 37). Depois de um cotejo analitico da producao ovidiana, centrado nas Metamorfoses e nas Heroides, e partindo das leituras que conotam o <<narcisismo ovidiano>> (p. 40) como elemento de auto-representacao, a autora admite que o mito de Narciso constitui uma especie de metalinguagem com a qual o <<poeta expresa la concepcion de su Poetica>>, (p. 40). Muito pertinentes sao as conclusoes relativas a relacao entre natura e ars, relacao que Ovidio parece transmutar esteticamente, na medida em que faz coincidir a arte com o modelo de perfeicao (p. 40). Assim, distanciado do classicismo aristotelico e horaciano, a sua poetica elege para o seu centro estetico o modelo <<hibrido>>; e a sua Poetica torna-se, deste modo, urna Poetica de <<ensayo, que elige como modelo la marginalidad, la desviacion o la experimentacion>> (p. 43). Aplicando estes pressupostos a analise do mito de Narciso, o seu entendimento e susceptivel de ultrapassar a leitura que o ve como reflexo da ilusao literaria, pois o reflexo da imagem (quer de Narciso, quer de Hermafodito, outro mito que a autora chama a colacao para ilustrar a sua analise) revaloriza a nocao de ilusao optica <<asociandola al efecto de la enargeia>> (p. 44) e permite concluir que o poeta exalta, atraves deste mitos, o poder inovador da escrita <<encargada de crear de nuevo el mundo, estableciendo un juego entre la mimesis e la phantasia>> (pp. 44-45).

Antonio Calvo Castellon, autor de "El mito de Narciso, narracion literaria y figuracion artistica" (pp. 47-56), parte de uma comparacao entre a historia mitologica desenvolvida por Ovidio, a versao beocia e o relato de Pausanias para se centrar nas figuracoes artisticas do mito, cujo numero, nas casas de Pompeios e Herculano, atesta o fascinio e a popularidade que alcancou. Essas representacoes atestam um padrao que se mantem dominante ate ao Neoclassico (os exemplos aduzidos pelo autor sao em grande numero e bastante significativos). A par desse padrao, a representacao de Narciso morto, junto a agua, constitui outro motivo desenvolvido pelos pintores, sobretudo a partir do seculo XVIII. A criacao artistica dos seculos XX e XXI oferece, porem, <<un rico elenco de disyuntivas figurativas a la tradicional imagen del joven Narciso atrapado en el espejo del agua>> (p. 55); de igual forma, tambem da fotografia artistica e possivel entrever novas reflexoes que se apoem a matriz classica dominante. O autor oferece-nos, ao longo da sua exposicao, exemplos pertinentes e sugestivos de obras artisticas, que analisa, tendo em conta a relacao entre a figuracao e o influxo estetico das correntes em que se integram.

Maria Dolores Valencia Miron divide o seu ensaio "Narciso en el Barroco literario italiano" (pp. 57-78) em tres partes: na primeira (de Ovidio al Seicento), centra-se nas linhas fundamentais do mito, tal como e narrado por Ovidio nas Metamorfoses, uma vez que, gracas as continuas traducoes e reelaboracoes (p. 59) de que foi alvo ao longo dos tempos, e esta a versao do mito que maior fortuna encontrou na literatura italiana. Transformada a obra de Ovidio, por excelencia, em manual de mitologia a partir da Alta Idade Media (p. 60), a autora analisa o pendor moralizante que o poema sofreu na Idade Media, aproximando as suas narrativas do modelo literario de inspiracao crista, aproximacao que se torna ainda mais evidente durante o seculo XIV (e de que a Genealogia dos deuses de Boccaccio se constitui como exemplo significativo). No entanto, e a recuperacao do mito classico e da sua <<funcion decorativa>> (p. 63), operada nas obras de criacao do autor, que maior desenvolvimento auferira a partir de entao e, em muitos casos, a par da criacao de obras na linha da tradicao crista. Nos finais do Humanismo, o topos da perda do mito classico <<no conduce a un abandono de la experiencia mitica, sino a su fortalecimiento>> (p. 63), o que permitiu falar do nascimento de uma <<liturgia mitologica>> (p. 63). Na segunda parte (Narciso en la poesia dei Barroco), a autora analisa a presenca do mito classico na producao seiscentista italiana, um seculo <<decorativamente pagano que intenta por todos los medios parecer cristiano.>> (p. 64). Embora presente na maioria dos generos, e contudo na poesia que o mito encontra a sua representacao maxima (p. 65). As Metamorfoses de Ovidio ocuparam um lugar central nao so em termos de inspiracao literaria, mas tambem no debate teorico, que opunha antigos a modernos. Partindo destes pressupostos, a autora oferece-nos ainda um estimulante estudo sobre a recepcao dos mitos de Adonis e de Narciso em Giambattista Marino. Na terceira parte (El reflejo en el espejo (specchiamento) como tema poetico), MDVM analisa o tema do espelho, leitmotiv da literatura barroca, na literatura italiana produzida entre os ultimos anos do seculo XVI e a primeira metade do seculo XVII (p. 69), periodo em que o tema adquire especial relevancia e se constitui como <<algo obligado para quien deseara ejercitarse en el arte de la escritura.>> (p. 69). Assim, depois de definir o conceito de specchiamento e de dissertar sobre as suas ramificacoes de sentido, a autora dedica a sua atencao ao estudo do topos em autores como Tasso, Saracini, Stigliani, e Marino, oferecendo ao leitor importantes perspectivas em confronto e urna excelente ilustracao dos elementos que definem a estetica coeva.

Minerva Alganza Roldan, em "La tradicion de Narciso en la literatura hispanica (siglos XIII-XVIII)" (pp. 79-91), traca um quadro evolutivo nao apenas da recepcao do mito de Narciso, mas tambem da propria recepcao de Ovidio, sobretudo das suas Metamorfoses, pelos poetas medievais espanhois. Este quadro fa-lo a autora acompanhar da analise de um conjunto de composicoes liricas, colhidas de diferentes cancioneiros, e em que o motivo do 'espelho', em sentido literal e metaforico, se assume como dominante. Na segunda parte do ensaio (La fabula en el Renascimiento y el Barroco), MAR centra-se nas traducoes de Ovidio e na sua critica exegetica. A literatura da Edad de Oro continua a expressar uma leitura moralizante do mito de Narciso, <<simbolizando la vanitas, en sentido teologico e profano>> (p. 86). No entanto, a figura, alem de <<paradigma de belleza esquiva>> (p. 86), personifica, na literatura espanhola da Idade do Ouro, <<la egolatria>> (p. 86). Insiste-se tambem <<en el error de Narciso, enamorado de una ilusion optica>> (p. 86). Depois de referencias ao estilo de imitacao do modelo latino, a autora centra-se na segunda metade do seculo XVI e analisa composicoes de Diego Hurtado de Mendoza, Gutierre de Cetina e Hernando de Acuna, bem como outra producao que coincide temporalmente com a viragem do seculo, terminando o seu ensaio com uma excelente sinopse da evolucao do mito e dos sentidos que a partir dele se exploraram desde a Idade Media ate ao seculo XVIII.

Maria Izquierdo Rojo oferece-nos um texto intitulado "El sincretismo latinoamericano en El Divino Narciso de Sor Juana Ines de la Cruz" (pp. 93-106). Na primeira parte (Aproximacion a la nocion de sincretismo. Su relevancia en la literatura hispanoamericana--p. 93), a autora traca um quadro do problema do sincretismo <<considerado hoy un dos rasgos definidores de la literatura latinoamericana>> (p. 93), desde as suas origens nas culturas e civilizacoes autoctones. Na segunda parte (El Divino Narciso--p. 95), MIZ analisa a loa do auto de Juana Ines de la Cruz (1648-1695), que traduz uma interessante perspectiva sobre a problematica do sincretismo, e, em seguida, detem-se nos elementos mais significativos da cristianizacao operada pela autora, relativamente ao tema e ao seu desenvolvimento, no qual <<Narciso es Cristo (...) e Eco representa a Satanas>> (p. 99). O estudo termina com a analise das particularidades do sincretismo em Sor Juana Ines (fusao de <<dos componentes, el indigena y el hispano>>--p. 102), estabelecendo-se sugestivas comparacoes com outras obras. Por fim, faz-se uma cuidada sintese em que se concatenam os elementos sincreticos da obra.

Em "Speculum animi: la autoimagen dei artista" (pp. 107-126), Jose Manuel Rodriguez Domingo centra-se no auto-retrato, <<metodo de autoexploracion desde el preciso momento en que el ser humano contemplo su reflejo en el agua>>, cuja analise, extensa e densa, realiza ao longo de cinco partes, em que da conta da sua evolucao conceptual. Na primeira ("Futi hic: el autorretrato indirecto"), analisa a forma considerada mais antiga de auto-retrato, que baliza entre o mais antigo auto-retrato conhecido, o do escultor egipcio, Ni-Ankh-Ptah (2350 a.C.) e o modelo mais acabado desta forma de expressao, expresso por O matrimonio Amolfini (1434) de Jan van Eyck. Na segunda parte (Dignitas e autoafirmacion), o autor centra-se no auto-retrato directo, determinado <<por el deseo de autoafirmacion del artista, motivo por el cual recurre a una surte de dignitas com objeto de reivindicar su lugar e el mundo>> (p. 112). Em 'La autoimagen del artista: el heroe en accion", JMRD analisa a segunda forma de auto-retrato directo, ou seja, <<La autorrepresentacion del artista inmerso en su ambito natural de creacion (...), cuyo interes radica en tratarse de verdadero manifiesto artistico acerca del proceso de creacion y del caracter que debe poseer la recepcion de la obra>> (p. 115). Na quarta parte, 'El disfraz y la mascara', analisa o tipo de auto-retrato no qual a auto-imagem surge <<bajo una apariencia distinta a la real>> (p. 120). A adopcao do disfarce permitiu aos artistas assumir diferentes personalidades; a adopcao da mascara, como disfarce, desafia o proprio conceito de auto-retrato. Na ultima parte, 'El espejo del alma', o autor oferece-nos urna excelente conclusao sobre a variedade conceptual do auto-retrato.

Juan Antonio Diaz Lopez, em "Narciso en la literatura inglesa" (pp. 127-143), comeca por fazer uma resenha do mito na literatura medieval e renascentista, em que nos da conta da presenca constante do mito em obras narrativas, poeticas e dramaticas. Na segunda parte do ensaio, dedicada as versoes do seculo XVIII, o autor constata que, apesar da reducao do interesse por Ovidio, o tema de Narciso mantem-se presente e oferece uma interessante analise da sua presenca em As viagens de Gulliver de Jonathan Swift. Na terceira parte ('El tema de Narciso a partir del Romanticismo'), o autor considera que o Romantismo ingles, como movimento poetico, <<ofrece algunos de los mejores ejemplos de utilizacion del mito>> (p. 136). No tocante ao seculo XIX, JADL traz a colacao a leitura do mito em autores como Keats, Mary Shelley, Emily Bronte, Charles Dickens, Lewis Carrol, R. L. Stevenson, O. Wilde, H. G. Wells, entre outros. No tocante ao seculo XX, o autor detem-se em Ted Hughes e na sua obra de recriacao ovidiana Tales from Ovid.

Em "Erase una vez... Narciso: evocaciones narcisistas en la estetica simbolista francesa" (pp. 145-159), Mercedes Montoro Araque, reconhecendo a presenca do mito de Narciso na literatura francesa desde a Idade Media, parte da interrogacao sobre se a estetica simbolista <<recrea los diferentes mitemas del mito de Narciso en su totalidad o recurre a el como simbolo, a partir de cual cada autor anade por sincretismo o anula por predileccion, motivos miticos y temas personales>>. Apos definir mito e simbolo no quadro do simbolismo (com base em G. Durand), a autora conclui que, no quadro estetico em apreco, o mito de Narciso sofre uma transformacao em simbolo. Em seguida, MMA analisa a emergencia do mito nas producoes de Gustave Moreau, Andre Gide, Paul Valery, entre outros, nas quais o mito se revela como uma estrutura flexivel e para cujos autores <<(...) los sincretismos practicados conllevan irremediablemente una simplificacion de la version original por reduccion del numero de mitemas>> (p. 159). Nao obstante, conclui a autora de forma bastante pertinente, e essa simplificacao que implica a condicao de simbolo, ambiguo e polissemico, maleavel e flexivel--condicao que propicia a tematica do espelho, do conflito de identidade, do androgino decadentista.

Minerva Alganza Roldan, em "El espejo de Narciso: la poesia espanola en el umbral del '27" (pp. 161-196), oferece uma estimulante reflexao sobre os modos de recepcao e o tratamento dos mitos no quadro da estetica simbolista para, em seguida, se centrar no Modernismo e na analise de autores como Juan Ramon Jimenez, Antonio Machado, detendo-se, por fim, nos <<Narcisos>> de Litoral. F. Garcia Lorca, Luis Cernuda e Rafael Alberti constituem a base de uma reflexao em que, de forma muito proficua, a autora analisa temas, motivos, evolucoes, sempre em cotejo com os principios da criacao estetica dos autores e do movimento em que se inserem.

Em "Apuntes sobre Narcisismo en psicoanalisis. La psicopatologia del narcisismo" (pp. 197-213), Josefa Alganza Roldan oferece um bom ensaio, cuja perspectiva, muito distinta da literaria, nao deixa, no entanto, de transmitir possibilidades de cotejo e pistas a analise literaria. Depois de uma resenha sobre a evolucao do termo <<narcisismo>> na literatura medica, JAR analisa, de forma extensa, o conceito, a sua evolucao e as suas implicacoes na obra de Freud, dedicando ainda uma parte do seu artigo a pervivencia do conceito na literatura pos-freudiana e as novas psicopatologias do Narcisismo.

Victoriano Pena Sanchez, em "Narcisismo y literatura en la Italia del siglo XX" (pp. 215-235), partindo das premissas de que, no seculo XX, se assiste ao desenvolvimento cientifico e a perda da centralidade do individuo face ao objecto, reflecte sobre o <<(...) alcance o la dimension de la particular metapoiesis del siglo XX (...)>> (p. 215), ou seja, a capacidade de criacao e manifestacao de uma atitude activa de pensar e interpretar a realidade em termos mitologicos. Para obviar a esta perspectiva, VPS analisa, de forma consistente, composicoes de Giuseppe Ungaretti, Umberto Saba e de Pier Paolo Pasolini e referencia ainda Eugenio Montale.

Francisco Jose Salvador Ventura, em "El narcisismo creativo de un gran cineasta: Ocho y medio de Federico Fellini" (pp. 237-248), oferece a obra um ensaio centrado em Oito e meio, urna das pecas maiores do realizador e que se sustenta em urna busca <<en el interior del individuo>> (p. 238), na qual se misturam sonho e realidade, fantasia e ficcao, para <<elaborar un retrato de la situacion de confusion en la que vive el hombre contemporaneo, cuya aceptacion por el proprio sujeto resulta imprescindible para poder proseguir com equilibrio su periplo vital>> (p. 239). O autor realca ainda o contributo da psicanalise para a criacao do filme e centra a sua analise nos topicos que lhe dao forma e sentido (os flashbacks e a relacao com o passado, a omnipresenca do elemento feminino, o alter-ego, a imaginacao ou projeccao para o futuro) para concluir, a partir das reflexoes finais oferecidas pelo filme, que nele se cria um auto-retrato narcisico, ou seja, <<(...) un Narciso cuya identidad es la recrearse mirandose en el mismo, en su creacion.>> (p. 248).

Em "Eco toma la palabra: la poesia de Elena Martin Vivaldi" (pp. 249-261), Concepcion Argente del Castillo Ocana analisa, sob o prisma da 'escrita feminina', a figura e a obra de Elena Martin Vivaldi, tracando as origens historicas de um movimento que retira a autora do canon do esquecimento e a traz para os campos da analise e da critica. De seguida, C.A.C.O. detem-se nas composicoes centradas em Eco e em Dafne, nas quais analisa, de forma articulada, os temas, a sua relacao com o mito e as modificacoes de que sao alvo, em conjugacao com elementos proprios do quadro estetico da autora.

A obra em apreco inclui ainda Referencias Bibliograficas (pp. 265-280), e dois Apendices: "Ramillete de Narcisos: Fuentes grecolatinas, veinte poemas Y un caligrama" (pp. 283-315) integra uma colectanea de textos que versam o mito de Narciso e que constituem uma mais-valia para o conhecimento da obra; "Imagines" (pp. 317-332) inclui um conjunto seleccionado de reproducoes de obras de arte que, directa ou indirectamente, versam o tema.

Em conclusao, a obra editada por Minerva Alganza Roldan constitui-se como uma notavel coleccao de ensaios que oferece ao leitor uma perspectiva plural e alargada, sistematica e sistematizadora, de um dos mais significativos mitos classicos e da sua pervivencia. Considera-se, por isso, uma obra de referencia, nao apenas essencial aos estudos sobre o mito especifico de Narciso, mas tambem um modelo para a investigacao que intenta perspectivas interdisciplinares e pluridisciplinares. Lamentamos apenas--mas poderao os autores considerar, evidentemente, que e um lamento suspeito--a inexistencia de um ensaio, na colectanea, sobre Narciso na literatura portuguesa.
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Author:Teixeira, Claudia
Publication:Euphrosyne. Revista de Filologia Classica
Article Type:Book review
Date:Jan 1, 2011
Words:2894
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