Printer Friendly

Method meditation/Meditacao de metodo.

"Que se leia Aristoteles ou que se leia Descartes, nao se deve acreditar a principio nem em Aristoteles, nem em Descartes; mas somente meditar como eles fizeram ou como tiveram que fazer, com toda a atencao de que se for capaz, e em seguida obedecer a voz de nosso Mestre comum & nos submeter de boa fe a conviccao interior & aqueles movimentos que sentimos ao meditar."

Nao ha, portanto, qualquer metodo particular que se deva preferir, nem metodo geral que permita julgar diversos metodos. Mas ha, antes de tudo, a necessidade de aderir ao movimento de um espirito, de entrar em sua maneira e em sua via--que sao os dois aspectos que podemos encontrar no que chamamos "metodo" --depois, e preciso voltar para o movimento proprio de nosso espirito, que, se for sincero, nao pode deixar de encontrar nele o eco da voz divina--ou da nudez--que somente pode dizer a verdade.

Em outras palavras, que seriam as de Espinosa, a verdade se manifesta por si mesma e, ao se manifestar, ela se faz sentir com um sentimento ou uma sensacao que nao deixa de ser uma tecla sensivel por estar ligada ao espirito--o proprio sentido do verdadeiro ou, ainda, o verdadeiro como impressao sensivel que nos chega de um fora cuja exterioridade, contudo, nao e nada senao a mais profunda intimidade deste espirito ou daquilo que assim nomeamos. Mas isso nao e outra coisa senao precisamente o movimento pelo qual o verdadeiro abre sua passagem segundo as inflexoes, as atencoes e as paixoes de cada um que medita, para retomar a expressao empregada por Malebranche. O que e isto, consequentemente, senao um movimento que depende, sem dissociacao, da singularidade de um ou de outro e da universalidade do verdadeiro?

Seria isto dizer que toda singularidade toca o mesmo universal? Sem duvida que nao, pois este ultimo se modula, se modaliza, se modifica, ate mesmo se modela segundo a meditacao singular. O universal do verdadeiro e, portanto, ao mesmo tempo um e multiplo. Ele e um multiverso ou um pluriverso, como diz a fisica. De modo algum, uma pluralidade dispersa, erratica e empoeirada em todos os sentidos da palavra, mas uma disseminacao de si do "Um" que nos nos representamos com razao como devendo ser a condicao do verdadeiro.

***

Ora, a meditacao deve ser ela mesma plural nao somente para se afinar a multiplicidade de universos no universo--pois isso seria limita-la a reencontrar sempre um so, unico e ultimo termo enquanto que este (primeiro ou ultimo, e a mesma coisa) vale apenas para formar o foco da disseminacao, que nao dissipa uma unica semente, mas muito mais a infinidade de sementes das quais a dispersao e a regra, o principio, e por fim, a forma verdadeira.

A meditacao e plural porque seu porte singular nao e outra coisa senao a propria disseminacao, na medida em que ela se encontra, se reconhece e se aprova. Este sentimento de si e o mesmo em qualquer ocasiao, em qualquer ocorrencia, mas ele so e o mesmo se nele o verdadeiro for sentido e comunicado, nao sendo, contudo, a cada vez senao o verdadeiro daquele encontro preciso, de seu movimento, de seu carater insubstituivel. A meditacao pode se tornar vertiginosa? E talvez em um sentido a questao. Mas em primeiro lugar ela e em ato, nenhum protocolo a precede.

Ao nomear um "metodo meditacao", Bataille reencena da maneira mais profunda e mais aguda o sentido desse ato, seu sentido que sempre implica relacao sensivel a um fora--o outro, ou a noite.

A meditacao e pratica, ou seja, ela e um ato, um procedimento efetivo e concreto em que o corpo se engaja tanto quanto a alma, em que a alma testemunha da melhor forma esta extensao, que segundo Descartes, e a sua e a dispoe em todas as partes do corpo. Ela e o pensamento no seu ato de pesar--segundo sua etimologia --o que quer dizer tanto ponderar [soupeser] a coisa (o ser, o sentido, o verdadeiro) quanto se apoiar sobre ela, nela. E ainda Descartes--ele que nos parece tao fortemente ser o heroi tanto quanto o arauto de uma especie de metodologia primeira--que precisa bem que o metodo e uma pratica: "eu nao digo Tratado do Metodo mas Discurso do Metodo, o que e o mesmo que Prefacio ou Opiniao referente ao metodo, para mostrar que eu nao tenho intencao de ensina-lo, mas somente de falar sobre ele. Pois, como se pode ver do que eu digo a respeito do metodo, ele consiste mais em pratica que em teoria."

Bataille leitor de Descartes, de Hegel, bem como de Nietzsche, eis a meditacao: ela chega a meditar sobre a propria filosofia. Hegel enuncia o desafio de uma maneira que nenhum filosofo recusa --pelo contrario, seria possivel mostrar sem dificuldade que todos dizem, em sua inconciliavel disseminacao, a mesma coisa que ele.

"O metodo e [...] nao uma forma exterior, mas a alma e o conceito do conteudo, do qual ela so difere na medida em que os momentos do conceito vem tambem, neles mesmos, na sua determinidade, aparecer como a totalidade do conceito." Mas e evidente que esse "aparecer como a totalidade" nao passa de um momento passageiro--aquele da "totalidade sistematica que e apenas uma Ideia una" e nao e ainda a Ideia segundo sua vida e sua livre saida para fora de si mesma (da qual fala a sequencia do texto).

"E que uma filosofia, quando esta em sua plena virulencia, nunca se apresenta como uma coisa inerte, como a unidade passiva e ja acabada do saber; nascida do movimento social, ela mesma e movimento [...]. Toda filosofia e pratica, mesmo aquela que a principio parece mais contemplativa." Assim se exprime Sartre no inicio de sua Questao de metodo cujo titulo se encontra assim de alguma maneira deportado, senao desqualificado pelo texto. Contemporaneo de Bataille, que ele pensa nao compreender, nao admitir, Sartre esta mais proximo dele do que acredita.

No entanto, e preciso dizer mais, pois isto que "parece" contemplativo e que pode realmente se-lo tanto quanto quisermos, nao e por isso menos pratico. A contemplacao nos reconduz a meditacao da qual a principio ela era o resultado. Se a meditacao se adentra no "objeto"--na questao, na preocupacao, na emocao--e se deixa ao mesmo tempo penetrar por ele, e para conseguir entrar com ele nesta relacao nomeada contemplacao ou adoracao, definida por uma correspondencia intima, uma afinidade, um contato e tambem um modo de enderecamento mutuo.

Nao e por isso que se trate de se fundir no objeto para dele nao mais se distinguir, tornando-se assim incapaz de apresentar aquilo que, no entanto, da coisa mesma e do movimento que a ela se reune, exige ser dito. Schelling recusa a contemplacao na medida em que "tomada por si mesma", ela permanece "muda" enquanto deveria "alcancar a expressao". Mas esta ultima deve, por sua vez, ao se distanciar da confusao com o objeto, permitir "estabelece-lo firmemente diante de si" e "contempla-lo novamente no entendimento, como num espelho".

E por isso que a contemplacao deve tambem ser designada "adoracao", que implica palavra, e palavra nao apenas remetida a coisa, numa oracao fervorosa, mas tambem enunciada para o espirito --o meu, o de todos--de formas orais e mesmo oratorias proprias para destacar a sua verdade, esta verdade que e a cada vez a verdade da coisa.

***

De certa forma, o exame atento disto que "metodo" implica atraves das filosofias nao esta longe de perturbar a aparencia inicial de uma "metodologia".

Que nao se trata de uma ordem de meios e o que ja nos ensinava a meditacao. Esta se distingue da reflexao ou do discurso (da conversa, do tratado, da entrevista) no que ela nao desdobra uma instrumentacao ou uma progressao, mas se agrega mais numa penetracao, se concentra numa adesao.

Ao introduzir seu "Metodo de meditacao", Bataille experimentava a necessidade de manter a distancia o registro do meio. Ele o faz afastando a tentacao que poderia constituir um ensinamento a maneira da ioga.
   ... a concentracao lenta, ironica, de pensamentos em direcao a um
   vazio, ao escamoteamento habil do espirito sobre temas de meditacao
   [...] poderiam ser objeto de ensino [...] nao ha meio mais curto de
   furtar-se a "esfera da atividade".


No entanto, replica ele: "se recorrer aos meios define a esfera da atividade, como arruina-la, quando desde o inicio falamos de meios"? A filosofia, sem duvida, nunca sai da esfera da atividade na medida em que apresenta desde sempre uma exigencia de metodo, que se propoe, ela mesma, como exigencia de meios em vista de um fim. Segundo o proprio Bataille, a causa da filosofia e assim entendida. Sua subordinacao a fins a exclui por principio do que ele nomeia aqui meditacao para, diz ele, usar uma palavra menos fastidiosas do que expressoes tais como "experiencia interior" ou "operacao soberana". O que essas denominacoes visam e sempre um ato ou um gesto que na insubordinacao pode levar a vertigem --como o riso, o sacrificio, a poesia, a embriaguez, a "efusao erotica". E no mesmo texto que Bataille escreve "eu penso como uma moca tira o vestido".

Ele admite, contudo, que a palavra "meditacao" e "de aparencia piedosa"--desejando que essa aparencia, em seu texto, seja dissipada--mas o que ele nao ressalta e que, no entanto, nao pode lhe ser desconhecido e que a palavra foi tambem pronunciada pelos filosofos, muito antes de Descartes e mesmo antes do cristianismo (meditatio e uma palavra presente nos estoicos e seu valor de reflexao atenta, de preocupacao penetrada, retoma um valor do grego meletao, tomar cuidado, estudar, cultivar--como na celebre melete thanatou, "meditacao da morte" ou em seu simetrico melete to pan, "cuide do todo").

Nao se trata de substituir "metodo" por "meditacao" e, sobretudo, nao como se quisessemos substituir a meditacao do meio por uma imediatez fusional--com a qual, no entanto, nao se deve confundir as vertigens bataillianas, a sufocacao, o mal-estar. Trata-se somente de bem discernir ate que ponto o metodo representa para a filosofia--para o exercicio da filosofia e para o exercicio que ela e --ao mesmo tempo a exigencia de se recusar ao extase, a efusao, ao oraculo e a cegueira sobre o carater necessariamente primeiro, inicial e mesmo iniciador da verdade que nos chega, que nos requer, que se faz desejar antes de tudo e em tudo (nas coisas, nas pessoas e nas obras)--e que sem duvida nao impede de beirar a vertigem.

O sentido nao e uma teleologia da significacao--um objetivo da historia ou da vida--mas esta na passagem incessante, na circulacao ininterrupta entre todos os pontos de verdade cuja disseminacao forma--paradoxalmente--o mundo ou os mundos que habitamos sem que eles abram para qualquer outro mundo; abrindo, todavia, para uma vertigem neste mundo, um desvanecimento, com o coracao na boca.

***

A circulacao do sentido nao e nem uma mediacao, nem uma imediatidade: e uma relacao, nao e uma atividade, mas nao e uma inacao. E um exercicio, mas sem finalidade. E uma proximidade segundo o espacamento dos singulares. E uma passividade, pois e a paixao sem a qual, muito simplesmente, ninguem consentiria em viver, em existir.

O sentido e sem metodo, ele abre caminhos sempre novos e sempre repercorridos; suas interrupcoes, seus mergulhos no fundo das florestas, dos oceanos, das galaxias ou dos coracoes, seus suspenses e seus desabamentos sao os tantos pontos veridicos, os tantos nascimentos e mortes com que conta a imensidao de espacotempo diante da qual, ou melhor, na qual uma vertigem nos toma --uma vertigem de verdade, da verdade una e infinitamente plural.

Bataille e o unico a perceber verdadeiramente e por ele mesmo o fogo que se acende na relacao ou como relacao. Digo "por ele mesmo" para distinguir Bataille daqueles que podiam no mesmo momento recorrer a velhas engrenagens de entusiasmo patriotico, nacionalista, conservador-revolucionario, fantasmatico ou paranoico. Ele foi o unico e por isso sempre foi olhado como um pensador nos limites seja da contradicao intima, seja do misticismo suavemente delirante.

E verdade que, a partir do momento em que se considera Bataille com sangue-frio, nao se pode deixar de observar um suspense, uma reserva. A comunidade para ele e fusao, liberacao do desejo de ser no outro, fim da unica companhia dos mesmos no heterogeneo util e acesso ao extase erotico ou sacrificial no qual apenas se encontra aquilo que e mais que um povo, mais que um nos e que deveria abrir os seres a verdade daquilo que os subtrai ao mundo sempre insuficiente da coexistencia dos interesses e dos projetos.

Acabo de dizer "insuficiente", mas esta nao e uma palavra apropriada para Bataille: ele nao se preocupa com suficiencia, com completude, com satisfacao. Ele so tem o sentido do excesso, do transbordamento, do desejo renovado. E o unico pensador do acesso ao impossivel--este impossivel que ele comunicou a Lacan, por exemplo, que nao soube muito bem o que fazer com isso que eu nomeio aqui "acesso". Pois Bataille escreve "a verdade nos alcancamos ..." acrescentando em seguida que isto (este "alcancar") nao se sustenta, mas tendo afirmado que "nos alcancamos". Ele diz tambem, eu bem o sei, que o eros ou o sacrificio sao para terminar sempre em comedia. A comedia ignora o acesso ao impossivel. Contudo, Bataille permite as duas leituras: no mesmo ponto, nos alcancamos e um riso eclode. O riso tambem testemunha o acesso realizado--e perdido.

***

A comunidade, portanto, nos a alcancamos e a perdemos. Bataille acentuou a perda quando ele teve de reconhecer que nenhuma forma de comunidade--nem politica, nem erotica (ainda que ele tenha deixado mais chances a comunidade dos amantes) nao chega a se realizar--ou a alcancar sua plenitude. E por isso que eu havia tentado jogar uma outra carta, se assim posso dize-lo, aquela de uma "comunidade inoperante", que teria significado: a partilha comum de um impossivel ser comum. Portanto o "em" comum, o "em" ou o "entre" do comum como seu signo verdadeiro.

Partilhar um impossivel, ou partilhar um "nao saber"--para retomar uma outra expressao de Bataille--, ou ainda partilhar algo que excede toda partilha por nao ser nada que se possa dividir, repartir ou trocar--e no entanto e alguma coisa, e a coisa mesma que nos lanca a todos no mundo ou ainda, e nela que somos lancados sob o nome "mundo" ... E algo assim que Bataille me impeliu a buscar. Mas, para permanecer nele, e preciso dizer novamente como esta "forca", esta impulsao vinda dele e forte e nao e em nada diminuida com o tempo. Resta aquilo que ate aqui melhor designou um desejo de que nao podemos nos desprender.

O que e uma moca que tira o vestido? Ou ainda, para ser politicamente correto, um rapaz que tira sua calca? E alguem que se entrega ao desejo--ao desejo do outro como ao seu proprio desejo, ao desejo de ser desejado pelo outro. E de arriscar-se a ai se perder. Ou ainda, no saber estranho, nescio (inconsciente talvez, mas antes "consciente sem ciencia") daquilo que ele sabe, da certeza de uma perda, mas de uma perda na qual nao e mais questao distinguir "perda" e "ganho", pois nao se trata mais de bens apropriaveis ou expropriaveis.

Nao esta ai a conjuncao de Ereignis e de Enteignis da qual fala Heidegger? Mas sem omitir acrescentar, como o faz Heidegger, Zueignis, ou seja, "dedicatoria", "atribuicao ou imputacao a ...". A quem? Ao outro. A moca ou o rapaz se da ao outro. "Se dar", se abandonar: ser para [etre a] ...--em um sentido que excede o pertencimento, a propriedade, em um sentido que esta muito mais ligado ao "sein zu" como no Sein zum Tode que se traduz por "ser para a morte" embora nao se trate de uma finalidade, nem mesmo de uma direcao, mas de uma exposicao.

Um outro "ser para" nao esta longe: o in sein no sentido do in der Welt sein que traduzimos por "ser no mundo" (1) [etre au monde] pois nao se trata do "em" [dans], "dentro" evocado primeiramente pelo in. Mas, de todas as formas, "ser" e "ser para" [etre a] ...--e os tres pontos, os pontos ditos de suspensao, as reticencias, sao aqui essenciais. Ora, as reticencias sao frequentemente notaveis em Bataille. Elas designam um inacabamento que acaba, uma imersao para alem das palavras que sem ultima palavra, volta para concluir. Cito o fim de Eimpossible (logo antes do "Epilogo"): "Eu posso me dizer assim da minha reflexao infeliz, que sem a extrema angustia teria sido pesada, que ela me deixa, no momento em que vou sucumbir, o dominio (empire) ..."--e e necessario salientar que esta palavra, o "Empire" com maiuscula, e o titulo da parte (nem bem duas paginas) que se conclui aqui. O "Epilogo" que segue vera aparecer uma menina que se joga sobre o narrador para desnuda-lo ...

Nao ha filosofia senao assim, desnudada, desprendida de todo objeto, ou entao so ha disciplina morna e doutrina ou visao de mundo. Heidegger soube disso, mas ao preco de uma enfase que leva a crer que o pensamento captura a coisa em vez de dela se desprender. Dir-se-a que Bataille pratica uma outra enfase? Nao se podera faze-lo, pois ja o recurso a ficcao e na ficcao em primeira pessoa representa um desvio pelo qual retorna uma condicao de verdade: digo aquilo que posso dizer e digo o suspense ao qual me aferro.

Quanto a roupa tirada e a nudez que goza--e sofre--sabemos, com todo o (nao) saber possivel, a que ponto ela e insignificavel, insignificante e fazendo sentido exatamente assim.

A questao do ser-junto e a propria questao do sentido. Ela exige primeiramente que compreendamos--que meditemos--ate que ponto o ser e junto e nao e diferentemente (quer dizer tambem que "diferentemente do que ser" vale por "ser junto", e que "ser" so ou "o ser" ao modo de Heidegger (mas se negligenciamos nele o apelo ao verbo!) e e permanece so ... Se o ser e junto (nao "e o conjunto", pois "o conjunto" nao existe) entao ser e ser junto, e e o ser todos, humanos, animais, vegetais, minerais, vivos, mortos, ficticios, reais. Mas uma vez que o conjunto (2) nao existe--nao somente o grande conjunto universal mas cada especie ou cada modo de conjunto, amantes ou grupo, colecao ou vizinhanca--isto implica que nao se chega la, que nao se deve chegar la. Isto nao e uma falta, e uma abertura: podemos estar abertos a isso de que estamos impedidos de nos apropriar. Nos tocamos ai--nos tocamos ai frequentemente e esse tocar acede a verdade. Que tao logo se esquiva em si mesma, vestido tirado.

Traducao de Paola Ghetti (Doutoranda em Teoria Literaria/UNICAMP)

Jean-Luc Nancy e filosofo e professor emerito da Universidade Marc Bloch de Estrasburgo. E autor de obras importantes como L'absolu litteraire: Theorie de la litterature du romantisme allemand (1978), em coautoria com Philippe Lacoue-Labarthe, Lepartage des voix (1982), La Communaute desxuvree (1983), Corpus (1992), Le sens du monde (1993), Etre singulier pluriel(1996), La creation du monde ou la mondialisation (2002), La declosion (2005), Tombe de sommeil (2007), entre outros. Mais recentemente, publicou Maurice Blanchot, passion politique (2011), Dans quels mondes vivons-nous (com Aurelien Barrau, 2011) e DEquivalence des catastrophes (2012). E-mail: <jean-luc.nancy@orange.fr>.

Recebido em 05/09/2012

Aprovado em 12/10/2012

Jean-Luc Nancy

Universidade Marc Bloch Estrasburgo, Franca

(1) Tendo sido convencionadas as traducoes dos termos heideggerianos "sein zu" e "in der Welt sein" por "ser para", e "ser no mundo" no portugues, optamos aqui por manter as convencoes, ainda que se neutralize o jogo que Nancy esta propondo entre o "etre a" e o "etre au monde". (N. do T.)

(2) Nancy aqui faz uma relacao entre o verbo "Are" e os dois sentidos da palavra "ensemble". No primeiro caso, traduzimos "etre ensemble" por "ser junto"; no segundo, optamos por traduzir "ensemble" por "conjunto", dada a variacao conotativa do verbo no contexto da frase. (N. do T.)
COPYRIGHT 2013 Universidade Federal do Rio de Janeiro, Faculdade de Letras (UFRJ)
No portion of this article can be reproduced without the express written permission from the copyright holder.
Copyright 2013 Gale, Cengage Learning. All rights reserved.

Article Details
Printer friendly Cite/link Email Feedback
Title Annotation:texto en portugues
Author:Nancy, Jean-Luc
Publication:Alea: Estudos Neolatinos
Article Type:Ensayo
Date:Jul 1, 2013
Words:3299
Previous Article:The use value of the impossible/O valor de uso do impossivel.
Next Article:The confronted bull The drunk/O touro confrontado O homem ebrio.
Topics:

Terms of use | Privacy policy | Copyright © 2021 Farlex, Inc. | Feedback | For webmasters