Printer Friendly

Mercury level and histopathologic analysis of muscle, kidney and brain of largehead hairtail (Trichiurus lepturus) collected in Itaipu beach, Niteroi, Rio de Janeiro, Brazil/Concentracao de mercurio e analise histopatologica em musculo, rim e cerebro de peixe-espada (Trichiurus lepturus) coletados na praia de Itaipu, Niteroi, Rio de Janeiro, Brasil.

INTRODUCAO

Dentre os alimentos, o pescado e seus derivados destacam-se como fonte de exposicao e contaminacao por metais pesados para o Homem (WHO, 1990; WIENER e SPRY, 1996). Principalmente o metal mercurio (Hg), que sofre acumulacao no organismo desses animais de forma progressiva, atraves da cadeia trofica e da agua (HOFFMAN et al., 2003). Sendo o peixe-espada um carnivoro localizado no topo da cadeia alimentar (MARTINS & HAIMOVICI, 1997), ele pode representar bem o grau de contaminacao da regiao estudada.

Os principais sintomas observados em seres humanos contaminados caracterizam-se por alteracoes neurologicas, que podem vir a promover reducao do campo visual, ataxia e parestesia, perda de controle motor, tremores musculares, paralisia, deterioracao mental e ate morte (CARPI, 2001). Nos peixes, alem das alteracoes neurologicas e comportamentais, pode ser detectada alteracao tecidual, principalmente nos orgaos e tecidos onde ocorrem as maiores concentracoes do Hg. Injurias e danos teciduais observados em rim e figado sugerem um mecanismo de defesa bastante lento para a eliminacao do metilmercurio ingerido, demonstrando a sensibilidade das celulas do peixe a exposicao ao metal em altas concentracoes (MELA et al., 2007).

Este estudo teve como objetivos determinar os niveis de Hg e as alteracoes histopatologicas em orgaos da especie Trichiurus lepturus (peixe-espada), assim como verificar o grau de contaminacao mercurial em peixes comercializados na praia de Itaipu, Niteroi, Rio de Janeiro (RJ) a fim de contribuir com informacoes relevantes a comunidade cientifica e avaliar os riscos para a saude da populacao em geral.

MATERIAL E METODOS

Foram analisados 31 exemplares da especie Trichiurus lepturus (peixe-espada), capturados no periodo entre dezembro de 2005 e novembro de 2006, na praia de Itaipu, Niteroi, RJ. Estes foram acondicionados em recipiente isotermico com gelo e encaminhados ao Laboratorio de Controle FisicoQuimico da Faculdade de Veterinaria da Universidade Federal Fluminense (UFF).

Os exemplares foram pesados e mensurados e, em seguida, eviscerados para separacao do rim e do cerebro e para a retirada do fragmento de musculatura estriada esqueletica. Os orgaos foram pesados individualmente em balanca analitica e fracionados em dois fragmentos: um para a analise dos niveis de Hg e o outro para a analise histopatologica. Para a primeira, os fragmentos foram acondicionados individualmente, identificados e estocados em freezer a -25[degre]. Para a segunda, os fragmentos foram colocados em frascos com formol a 10%, sendo que, para cada exemplar de peixe, foi utilizado um frasco, devidamente identificado, onde foram colocados o rim e o tecido muscular. Os cerebros foram acondicionados em frascos com formol a 10% separadamente devido ao seu diminuto tamanho. Todos os procedimentos foram realizados no Laboratorio de Controle Fisico-Quimico na Faculdade de Veterinaria da UFF.

Para as analises histopatologicas, os fragmentos fixados em formol a 10% foram enviados para o laboratorio de Anatomia Patologica, onde foram realizados os metodos rotineiros de desidratacao, clarificacao, impregnacao, inclusao, montagem e coloracao das laminas em Hematoxilina-eosina (HE), segundo JUNQUEIRA & CARNEIRO (1982). Para a captura das imagens, foi utilizada camera digital Lumix da Panasonic, modelo DMC-FZ3-S.

Para a analise de Hg, foi utilizada a tecnica de espectrofotometria de absorcao atomica por arraste de vapor frio (EAA-VF), com o equipamento BACHARACH COLEMAN, modelo MAS - 50B, descrita por DEITZ et al. (1973) com pequenas modificacoes. Os resultados foram obtidos em microgramas de Hg por gramas da amostra ([micro]g [g.sup.-1]), sendo o limite minimo de deteccao de Hg do equipamento utilizado 0,01 [micro]g e o limite maximo 9,0 [micro]g no material analisado.

O tratamento estatistico dos resultados constou de uma analise descritiva simples e de uma comparacao das medias de concentracao de Hg obtidas em cada tecido estudado, por analise de variancia (ANOVA). Outra analise estatistica utilizada foi o Coeficiente de Correlacao de Pearson, em que foi medido o grau de correlacao entre duas variaveis. O programa computacional utilizado foi SPSS 10.0 para Windows.

RESULTADOS E DISCUSSAO

Os valores de concentracao de Hg obtidos em musculatura e rim de peixe-espada, peso do rim, bem como os dados biometricos dos exemplares estao apresentados na tabela 1. Estes valores foram inferiores aos encontrados por LIPARISI et al. (2000), que estudaram esta mesma especie, na mesma regiao, com variacao de 0,021 a 0,618 [micro]g [g.sup.-1], e media de 0,145 [+ ou -] 0,15 [micro]g [g.sup.-1]. Isso pode ser atribuido, ao menos em parte, a maior variacao no comprimento total, pois o tamanho dos peixes variou de 100 a 164,5cm, enquanto no presente estudo o tamanho dos exemplares variou entre 74,00 cm e 134,00cm, sugerindo animais mais jovens e, portanto, menos expostos ao Hg ou ainda menor exposicao ambiental ao metal. O valor medio de Hg encontrado na musculatura dos peixes utilizados neste estudo foi semelhante aos valores medios encontrados nas especies predadoras do litoral fluminense analisadas por SELLANES et al. (2002), capturadas na costa fluminense, ao longo da costa de Cabo Frio ate a divisa com o Estado do Espirito Santo, e por MEDEIROS (2006), em musculatura vermelha de albacoras (Thunnus albacares), tambem oriundas do litoral fluminense, proximo a plataforma de petroleo da cidade de Campos, RJ. Este fato pode ser atribuido a posicao na cadeia trofica das especies analisadas. Por outro lado, os valores foram bastante diferentes dos descritos por MARSICO et al. (2002), em que a concentracao de Hg nos exemplares de X. gladius variou entre 0,025 [micro]g [g.sup.-1] e 0,510 [micro]g [g.sup.-1], e a concentracao de Hg nos exemplares de Thunnus sp. variou entre 0,066 [micro]g [g.sup.-1] e 1,104 [micro]g [g.sup.-1], em exemplares oriundos da costa Sul do Brasil, entretanto, estas especies sao mais predadores, mais vorazes e alcancam tamanhos maiores. O resultado de Hg obtido em rim (0,006 [+ ou -] 0,004 [micro]g [g.sup.-1]) foi bastante abaixo do encontrado por MEDEIROS em 2006, que verificou valores mais elevados em ambas as especies estudadas (Thunnus albacares - 0,027 [+ ou -] 0,018 [micro]g [g.sup.-1]; Cynoscion microlepidotus - 0,120 [+ ou -] 0,003 [micro]g [g.sup.-1]).

No "pool" de cerebro, o valor de Hg encontrado foi de 0,019 [micro]g [g.sup.-1], valor esse bem inferior ao encontrado por SHAW & PANIGRAHI (1990) no mesmo orgao em estudo realizado em Arius nenga, Sillago sihama e Scatophagus argus. Os mesmos obtiveram valor maximo de 702 [+ ou -] 205 [micro]g [g.sup.-1] de Hg no tecido cerebral na especie S. sihama, possivelmente por tratar-se de estuario contaminado com altos teores de Hg a partir da descarga de efluentes de uma industria de cloro-soda.

No presente estudo, assim como naquele de SELLANES et al. (2002), nenhum dos valores de Hg encontrados ultrapassou o limite maximo determinado pela legislacao vigente (BRASIL, 1999). Entretanto, deve-se ressaltar a importancia desses dados no caso de consumidores que se alimentem diariamente de produtos marinhos, devido ao carater acumulativo do metal (WHO, 1990; YALLOUZ, 2002).

Os valores individuais minimos e maximos de Hg encontrados na musculatura (0,010 e 0,129 [micro]g [g.sup.-1]) e no rim (0,0007 e 0,022 [micro]g [g.sup.-1]) demonstram uma ampla dispersao, fato tambem observado por BECKETT & FREEMAN (1974) e MEDEIROS (2006) em exemplares de outras especies analisadas.

Evidenciou-se uma correlacao positiva altamente significativa entre comprimento total e teor de Hg em tecido muscular e peso total e teor de Hg (r=0,85; P<0,001; r=0,88; P<0,001, respectivamente). Estas mesmas correlacoes tambem foram evidenciadas por LIPARISI et al. (2000) na mesma especie e na mesma regiao do presente estudo e por SELLANES et al. (2002), que analisaram diversas especies de peixes do litoral fluminense, confirmando a teoria de bioacumulacao a partir da exposicao continua do metal, citadas por WASSEMAN et al. (2001) e HOFFMAN et al. (2003).

Nao foi evidenciada correlacao significativa entre peso do rim e teor de Hg (r=0,24; P<0,19). Em peixes expostos ao Hg em laboratorio, a concentracao em baco, rim, figado, cerebro e sangue tende a cair apos a cessacao da exposicao e o musculo esqueletico e o principal receptor desse metilHg redistribuido (WIENER & SPRY, 1996). Esta propriedade pode estar gerando essa oscilacao nos resultados e consequente ausencia de correlacao significativa entre peso e teor de Hg.

Nos testes de comparacao multipla entre os teores de Hg de musculo, rim e cerebro, foi observada uma diferenca altamente significativa entre Hg em musculo e Hg em rim, assim como para Hg em musculo e Hg em cerebro (P<0,001 para ambos). Na comparacao entre Hg em rim e Hg em cerebro, tambem foi verificada uma diferenca significativa ao nivel de 5% de probabilidade (P<0,05). BECKETT & FREEMAN (1974) tambem observaram uma variacao consideravel nos teores medios de Hg em musculatura abdominal, rim e cerebro de Xiphias gladius, assim como MEDEIROS (2006) na analise de musculatura vermelha e rim em albacoras (Thunnus albacares). Estas ocorrencias demonstram que o metal nao se distribui uniformemente no organismo dos peixes. Todas as amostras analisadas no presente estudo apresentaram niveis de Hg abaixo dos valores determinados pela legislacao vigente (BRASIL, 1999).

Achados histopatologicos

Na analise histopatologica, foi evidenciada alteracao apenas no rim, onde foi observado um grande numero de corpos melanomacrofagicos (Figura. 1) dispersos por todo o orgao de forma difusa e com coloracao bastante escura, variando do marrom ao preto. BERNTSSEN et al. (2003), em analise experimental, detectaram um aumento da atividade de macrofagos atuando sobre os depositos de Hg em rim de animais expostos. Da mesma forma, MELA et al. (2007) detectaram, nas analises morfologicas, grande numero de centros melanomacrofagicos no figado e no rim cranial. Diversos fatores, tais como outros poluentes, caracteristicas da agua e fisiologia animal podem estar determinando estes achados. AGIUS & ROBERTS (2003) destacam que tais fatores aumentam com o tamanho do animal, em condicoes de estresse ambiental, e podem se desenvolver em associacao a lesoes inflamatorias cronicas, este ultimo tambem citado por CARDOSO et al. (2004).

Nesse mesmo orgao, tambem foram observadas, em alguns animais, formacoes circulares cartilaginosas e bem delimitadas (Figura 1) em diferentes estagios de desenvolvimento no interior do parenquima renal. Tais lesoes sao classificadas como metaplasicas, que significa a transformacao de um tecido adulto normal, completamente diferenciado, em outro tipo de tecido adulto relacionado (THOMSON, 1983). Dos 31 exemplares analisados, seis apresentaram metaplasia cartilaginosa, demonstrando uma prevalencia de 19,35% entre os individuos. Alem disso, foi observada, entre os acometidos, uma variacao no peso total de 614,20g a 1861,90g e no comprimento total de 96,00cm a 134,00cm, ou seja, os animais de maior peso e comprimento. CHEVILLE (2004) descreve que este processo representa a substituicao de celulas vulneraveis por celulas mais resistentes a um estresse estimulado e que, como na hiperplasia, e uma forma de crescimento celular anormal, controlada e reversivel, sendo esta alteracao ordenada, com fiel reproducao do novo tipo celular. A metaplasia desenvolve-se por uma reprogramacao genetica de celulas-tronco indiferenciadas e quase sempre aparece em orgaos em processo de atrofia. Este mesmo tipo de lesao tambem foi observado por ANDRADA et al. (2003) nesta mesma especie de peixe, capturada na mesma regiao. Segundo os autores, a metaplasia pode estar associada a uma reacao inflamatoria granulomatosa que pode ser ocasionada por infeccoes parasitarias ou bacteriologicas (bacterias alcool-acido resistentes). Estudo sobre o efeito teratogenico do selenio realizado em embrioes da especie Pogonichthys macrolepidotus demonstrou que os peixes expostos apresentaram edema de pericardio, deformidades esqueleticas (como perda de cauda, lordose, escoliose etc.) e alteracoes histologicas como displasia, hiperplasia e metaplasia de tecidos esqueleticos nos peixes deformados (TEH, et al., 2002).

[FIGURA 1 OMITTED]

Em diversos estudos como os realizados por BANERJEE & BHATTACHARYA (1994), BERNTSSEN et al. (2003) e MELA et al. (2007), foram observadas alteracoes consideradas bastante graves, como edema, degeneracao, necrose, entre outras, nos orgaos e tecidos analisados. Nenhuma dessas lesoes foi evidenciada no presente estudo.

CONCLUSOES

Houve correlacao positiva altamente significativa entre o comprimento total e o teor de Hg em tecido muscular e o peso total e o teor de Hg. Nao foi observada uma correlacao significativa entre os valores de Hg no rim e no peso desse orgao. Houve ampla dispersao dos valores medios de Hg entre os orgaos e os tecidos analisados. No musculo foram observadas as maiores concentracoes de Hg, seguido do cerebro e do rim. Os teores de Hg encontrados nos tres orgaos se apresentaram bem abaixo dos limites maximos permitidos pela legislacao.

Os achados histopatologicos observados no rim nao foram considerados graves e nao tem relacao com a contaminacao por mercurio, cuja concentracao foi pequena nos peixes comercializados na praia de Itaipu, Niteroi, RJ. Entretanto, mesmo nao sendo observados valores para a concentracao de Hg maiores que os indicados na legislacao brasileira, e de extrema importancia a monitorizacao dessa especie analisada a fim de garantir a qualidade do pescado, tendo em vista a sua importancia para a saude publica.

REFERENCIAS

AGIUS, C.; ROBERTS, R.J. Melano-macrophage centers and their role in fish pathology. Journal of Fish Diseases, v.26, p.499-509, 2003.

ANDRADA, C.D.G. et al. Metaplasia cartilaginosa renal em espada Trichiurus lepturus L.(Teleostei: Trichiuridae). Brazilian Journal of Veterinary Science, v.10, n.3, p.191-192, 2003.

BANERJEE, S.; BHATTACHARYA, S. Histopathology of kidney of Channa puntactus exposed to chronic nonlethal level of Elsan, Mercury and Ammonia. Ecotoxicology and Environmental Safety, v.29, p.265-275, 1994.

BECKETT, J.S.; FREEMAN, H.C. Mercury in Swordfish and other pelagic species from Western Atlantic Ocean. In INTERNATIONAL BILLFISH SYMPOSIUM, 1974, Hawai, Proceedings... Kailua-Kona: NOAA, 1974. Technical Report NMFS SSRF-675, Pt. 2. p.154-159.

BERNTSSEN, M.H.G. et al. Chronic dietary mercury exposure causes oxidative stress, brain lesions, and altered behaviour in Atlantic salmon (Salmo salar) parr. Aquatic Toxicology, v.65, n.1, p.55-72, 2003.

BISINOTI, M.C.; JARDIM, W.F. O comportamento do Metilmercurio (MetilHg) no ambiente. Quimica Nova, v.27, n.4, p.593-600, 2004.

BRASIL. Ministerio da Agricultura Pecuaria e Abastecimento. Instrucao Normativa n. 42, de 20 de dezembro de 1999. Aprova a estrutura regimental do Ministerio da Agricultura, e da outras providencias. Diario Oficial da Republica Federativa do Brasil, Brasilia, DF, 1999.

CARDOSO, T.P. et al. Avaliacao histologica de centros melanomacrofagicos em corvinas (Micropogonias furnieri) capturados na praia de Itaipu--Niteroi, RJ. In: JORNADA DE MEDICINA VETERINARIA DA UNIPAR, 9.; MOSTRA CIENTIFICA EM MEDICINA VETERINARIA, 6., 2004, Umuarama. Resumos ... Umuarama: Arquivos de Ciencias Veterinarias e Zoologia da Unipar, 2004. V.7, n.1, p.88.

CARPI, A. The toxicology of mercury. 2001. Acesso em: 15 fev. 2007. On line. Disponivel em: <http://www.albuw.ait.ac.th/Group_R/Mercury/report4/mercury_abatement_4th/ pdf_link/Toxicology%20of%20Hg.pdf>

CHEVILLE, N.F. Introducao a patologia veterinaria. 2.ed. Sao Paulo: Roca, 2004. p.334.

DEITZ F.D.;et al. Metals and others elements - Rapid, sensive method for determination variety of biological samples. Journal of the Association of Official Analytical Chemistis. v.56, p.378-382, 1973.

ENSEADA de Jurujuba e uma das mais poluidas do mundo. Jornal O Globo, Rio de Janeiro, 22 jan. 2006. Acesso em 13 fev. 2007 On line. Disponivel em: <http://www.jornaldomeioambiente.com.br/JMA-Jurujuba//poluicao.asp>

FERREIRA, M.S. Contaminacao mercurial em pescado capturado na Lagoa Rodrigo de Freitas--Rio de Janeiro. 2006. 100f. Dissertacao (Mestrado em Medicina Veterinaria Higiene Veterinaria e Processamento Tecnologico de Produtos de Origem Animal)--Universidade Federal Fluminense, Niteroi, RJ.

HOFFMAN, D.J. et al. (Ed.). Handbook of ecotoxicology. 2.ed. Boca Raton: Lewis Publishers, 2003. Cap.16, p. 409463.

JUNQUEIRA, L.C.; CARNEIRO, J. Histologia basica. 5.ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1982. 533p.

LIPARISI, F. et al. Determinacao dos teores de mercurio em amostras de peixe-espada (Trichiurus lepturus), coletadas na praia de Itaipu--Niteroi, RJ. Higiene Alimentar, v.14, n.77, p.37-39, 2000.

LODENIUS, M.; MALM, O. Mercury in the Amazon. Review of Environmental Contamination and Toxicology. v.157, p.25-52, 1998.

MARSICO, E.T. et al. Evaluation of mercury contamination in two species of fish caught in south Brazilian coast. In: XVIII CONGRESSO PANAMERICANO DE CIENCIAS VETERINARIAS, 18., 2002, La Habana, Cuba. Anais ... La Habana, 2002, n.841.

MARTINS, A.S.; HAIMOVICI, M. Distribution, abundance and biological interactions of the cutlassfish Trichiurus lepturus in the southern Brazil subtropical convergence ecossystem. Fisheries Research, v.30, p.217-227, 1997.

MEDEIROS, R.J. Distribuicao do metal mercurio em atum (Thunnus albacares) e pescada bicuda (Cynoscion microlepidotus) capturados no litoral do Rio de Janeiro, Brasil. 2006. 90f. Dissertacao (Mestrado em Medicina Veterinaria--Higiene Veterinaria e Processamento Tecnologico de Produtos de Origem Animal)--Universidade Federal Fluminense.

MELA, M. et al. Effects of dietary methylmercury on liver and kidney histology in the neotropical fish Hoplias malabaricus. Ecotoxicology and Environmental Safety, v.68, p.1, 2007.

SELLANES, A.G. et al. Mercurio em peixes marinhos. Acta Scientiae Veterinariae, v.30, n.2, p.107-112, 2002. SHAW, B.P.; PANIGRAHI, A.K. Brain AChE activity studies in some fish species collected from a mercury contaminated estuary. Water, Air and Soil Pollution, v.53, p.327-334, 1990.

TEH, S.J. et al. Selenium-induced teratogenicity in Sacramento splittail (Pogonichthys macrolepidotus) Marine Environmental Research, v.54, n.3-5, p.605-608, 2002.

THOMSON, R.G. Patologia geral veterinaria. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1983. 412p.

WASSERMAN, J. et al. O ciclo do mercurio o ambiente Amazonico. Mundo e Vida, v.2, n.1-2. p.46-53, 2001.

WIENER, J.G.; SPRY, D.J. Toxicological significance of mercury in fresh water fish. In BEYER, W.N. et al. Environment contaminants in wildlife: interpreting tissue concentrations. Boca Raton: Lewis Publishers, 1996. Cap.13, p.297-339.

WHO. Environmental Health Criteria 101: Methylmercury. Geneva: World Health Organization, 1990. 144p.

YALLOUZ, A. et al. Semiquantitative mercury determination in fish: a tool for poisoning prevention. Anais da Academia Brasileira de Ciencia, v.74, n.1, p.187-191, 2002.

Tatiana Pereira Cardoso (I) Eliane Teixeira Marsico (II) Renata Jurema Medeiros (III) Rogerio Tortelly (IV) Leila Gatti Sobreiro (V)

(I) Programa de Pos-graduacao em Higiene Veterinaria e Processamento Tecnologico de Produtos de Origem Animal, Faculdade de Medicina Veterinaria, Universidade Federal Fluminense (UFF). Rua Vital Brazil Filho, 64, 24230-340, Santa Rosa, Niteroi, RJ, Brasil. E-mail: ticapereira@globo.com. Autor para correspondencia.

(II) Departamento de Tecnologia de Alimentos, Faculdade de Medicina Veterinaria, UFF, Niteroi, RJ, Brasil.

(III) Programa de Pos-graduacao em Vigilancia Sanitaria, Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saude, Fundacao Oswaldo Cruz (FIOCRUZ), Rio de Janeiro, RJ, Brasil.

(IV) Departamento de Patologia, Faculdade de Medicina Veterinaria, UFF, Niteroi, RJ, Brasil

(V) Departamento de Medicina Veterinaria Coletiva e Saude Publica, Faculdade de Medicina Veterinaria, UFF, Niteroi, RJ, Brasil
Tabela 1 - Comprimento total (cm) e peso total (g), concentracao de Hg
no musculo, peso do rim e concentracao de Hg no rim dos exemplares de
peixe-espada (Trichiurus lepturus) analisados.

                    comprimento
Amostras            total (cm)               peso total (g)

1                   130,0                    1399,0
2                   119,5                    1078,6
3                   109,0                     752,5
4                    90,0                     479,4
5                    96,0                     614,2
6                   100,0                     570,0
7                   121,0                     984,4
8                   118,0                     866,5
9                   121,5                    1077,5
10                  100,5                     516,4
11                  110,0                     906,1
12                  106,0                     904,4
13                  114,0                     965,0
14                  116,0                    1125,3
15                  110,5                     790,0
16                  108,0                     970,3
17                  121,0                    1339,5
18                   83,5                     229,3
19                   80,0                     276,9
20                   82,0                     304,6
21                   88,5                     268,7
22                   87,0                     378,0
23                   78,5                     252,3
24                   74,0                     239,4
25                   75,0                     226,0
26                  123,0                    1458,2
27                  122,5                    1295,6
28                  134,0                    1861,9
29                  122,5                    1220,8
30                  129,5                    1592,6
31                  125,0                    1623,7
Valor min            74,0                     226,0
Valor max           134,0                    1861,9
Media [+ ou -] DP   106,3 [+ ou -] 17, 9      857,0 [+ ou -] 466,2

                    Hg musculo
Amostras            ([micro]g [g.sup.-1])   peso rim (g)

1                   0,124                   11,8
2                   0,107                    8,7
3                   0,045                    5,0
4                   0,045                    3,0
5                   0,038                    4,2
6                   0,050                    4,2
7                   0,050                    6,8
8                   0,060                    6,0
9                   0,063                    7,4
10                  0,030                    2,7
11                  0,042                    5,1
12                  0,032                    5,8
13                  0,082                    7,8
14                  0,050                    6,8
15                  0,063                    5,0
16                  0,045                    5,0
17                  0,038                    7,8
18                  0,010                    1,7
19                  0,012                    1,9
20                  0,015                    1,5
21                  0,015                    1,8
22                  0,023                    2,5
23                  0,014                    1,6
24                  0,010                    1,5
25                  0,022                    1,8
26                  0,068                   10,1
27                  0,068                   10,6
28                  0,129                   15,6
29                  0,078                   12,1
30                  0,095                   12,4
31                  0,080                   10,8
Valor min           0,010                    1,5
Valor max           0,129                   15,6
Media [+ ou -] DP   0,051 [+ ou -] 0,031     6,1 [+ ou -] 3,8

Amostras            Hg rim ([micro]g [g.sup.-1])

1                   0,012
2                   0,017
3                   0,008
4                   0,006
5                   0,007
6                   0,003
7                   0,010
8                   0,005
9                   0,007
10                  0,022
11                  0,009
12                  0,010
13                  0,008
14                  0,004
15                  0,004
16                  0,002
17                  0,010
18                  0,004
19                  0,009
20                  0,003
21                  0,001
22                  0,001
23                  0,003
24                  0,004
25                  0,002
26                  0,008
27                  0,005
28                  0,008
29                  0,004
30                  0,004
31                  0,008
Valor min           0,001
Valor max           0,022
Media [+ ou -] DP   0,006 [+ ou -] 0,004
COPYRIGHT 2009 Universidade Federal de Santa Maria
No portion of this article can be reproduced without the express written permission from the copyright holder.
Copyright 2009 Gale, Cengage Learning. All rights reserved.

Article Details
Printer friendly Cite/link Email Feedback
Author:Cardoso, Tatiana Pereira; Marsico, Eliane Teixeira; Medeiros, Renata Jurema; Tortelly, Rogerio; Sobr
Publication:Ciencia Rural
Date:Mar 1, 2009
Words:3615
Previous Article:Percutaneous hip denervation for the treatment of canine hip dysplasia/Denervacao capsular percutanea no tratamento da displasia coxofemoral canina.
Next Article:Mechanical resistance of the modified stabilization method for the tibial tuberosity advancement technique. Ex vivo experimental study in...
Topics:

Terms of use | Privacy policy | Copyright © 2019 Farlex, Inc. | Feedback | For webmasters