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Medidas de prevencion de la transmision vertical del VIH empleadas por madres de ninos seropositivos.

Medidas de prevencao da transmissao vertical do HIV empregadas por maes de criancas o positivas

HIV vertical transmission preventive measurements used by mothers of seropositive children

Introducao

A Sindrome da Imunodeficiencia Adquirida (AIDS) e uma grande prioridade de saude global. Tal constatacao deve-se a fatores como a inexistencia de uma vacina contra o virus da imunodeficiencia humana (HIV), a variedade de formas de transmissao deste agente, seu carater altamente mutagenico e promocao de degradacao imunologica. Associado a isso, problemas de ordem social e economica tornaram essa epidemia um verdadeiro desafio para a sociedade moderna. (1)

Embora tenha havido avancos importantes em relacao a prevencao de novas infeccoes pelo virus da imunodeficiencia humana (HIV) e a reducao do numero anual de obitos relacionados a doenca, desde seu surgimento no inicio dos anos 80, ela continua a aumentar o numero de pessoas vivendo com infeccao.

As doencas relacionadas a AIDS permanecem sendo uma das principais causas de morte, e, as projecoes sao de que continuem sendo uma causa significativa de mortalidade precoce nas proximas decadas. (2) Em 2008, a estimativa mundial foi de que havia 33.4 milhoes de pessoas vivendo com HIV. (3) No Brasil, a AIDS e uma epidemia considerada estabilizada, sendo que em 2008 houve 34 480 novas notificacoes de pessoas infectadas pelo HIV. (4) Desde a decada de 90, temse observado um aumento no numero de casos de infeccao pelo HIV no sexo feminino, sendo que ha um predominio de incidencia entre as mulheres com relacoes heterossexuais. (5,6)

Em 1986, a razao de sexo era de 15 casos de AIDS em homens para cada caso em mulheres e, a partir de 2002, a razao quanto ao sexo estabilizou-se em 15 casos em homens para cada 10 em mulheres. No que diz respeito aos jovens, na faixa etaria de 13 a 19 anos, a razao de sexo desde 1988, apresenta uma inversao, configurando-se com 8 casos em meninos para cada 10 casos em meninas. (7)

Desde o inicio dos anos 90 ate o presente momento, se apresenta nitido o predominio da pratica heterossexual como forma de transmissao do HIV para as mulheres. Varias suposicoes sao levantadas para explicar o aumento no numero de casos de HIV em mulheres, uma delas e o fato de que a transmissao do HIV, nas relacoes heterossexuais, tem maior indice de contaminacao nas mulheres. (7)

As relacoes de genero enquanto relacoes de poder, nas sociedades, sao um fato extremamente relevante, e considerado aceitavel que os homens tenham multiplas parceiras sexuais e mesmo quando estas nao concordam com o comportamento dos seus parceiros, nem sempre dispoe de meios materiais e simbolicos para sair da relacao ou mudar os seus termos. Ainda podemos observar um baixo poder de negociacao sexual das mulheres, tornando-as mais propensas a terem relacoes sexuais desprotegidas. (5)

Atualmente, a proporcao entre homens e mulheres com AIDS e de 1 para 4. (2) Dados do Ministerio da Saude4 revelam que a incidencia de casos nas mulheres entre 13 e 30 anos, excede a incidencia de infeccao em homens, nessa mesma faixa etaria. Acredita-se que "a heterossexualizacao e uma das caracteristicas mais marcantes da epidemia do HIV e o numero de mulheres infectadas continua a crescer principalmente entre aquelas com relacao estavel". (8:330)

O crescimento no numero de mulheres com HIV/AIDS trouxe como consequencia o aumento nas taxas de transmissao vertical do HIV. O Ministerio da Saude (MS) indica que, no Brasil, aproximadamente 84% dos casos de AIDS pediatrica, ou seja, em criancas com ate 13 anos de idade, sao decorrentes de transmissao vertical. (7) Mundialmente, a cobertura de servicos de prevencao da transmissao vertical do HIV (da mae para o filho) aumentou de 10% em 2004 para 45% em 2008. (9) Muitas medidas de prevencao foram desenvolvidas desde que a transmissao vertical entrou em evidencia. No ano de 1994, foi publicado o protocolo numero 076, que foi desenvolvida pelo Pediatric AIDS Clinical Trials Group (PACTG) que definiu como proposta de intervencao profilatica para a transmissao vertical do HIV o uso da Zidovudina (AZT) durante a gravidez, trabalho de parto para o recem-nascido, e a suspensao do aleitamento materno. Essas medidas reduziram a taxa de transmissao perinatal em, aproximadamente, 70%. No Brasil, o PACTG 076 comecou ser aplicado em 1996. (10,11)

O Ministerio da Saude, em 2003, desenvolveu um documento intitulado Recomendacoes para Profilaxia da Transmissao Vertical do HIV e Terapia Anti-Retroviral em Gestantes, com todas as consideracoes em relacao a tematica como uso de anti-retrovirais, tipo de parto adequado, dentre outras. (12) Tambem, foi instituido o uso de testes rapidos para diagnostico da infeccao pelo HIV em situacoes especiais por meio de portaria numero 34 da ANVISA em 2005. A oferta do teste rapido anti-HIV, com aconselhamento pre e pos-teste para todas as parturientes nao aconselhadas e testadas durante o pre-natal, ou sem pre-natal, e mais uma medida para prevenir a transmissao vertical do HIV devendo a testagem ser igualmente sempre voluntaria e confidencial. (13) A taxa de transmissao vertical do HIV, sem qualquer intervencao, situase em torno de 26%. (12)

O uso combinado de determinadas intervencoes pode reduzir essas taxas para cifras menores que 1%. (14) Apesar de todos os avancos conquistados, no que tange a prevencao da transmissao maternoinfantil do HIV, muitos casos ainda ocorrem. Estimativas do Ministerio da Saude (4) apontam que, a cada ano, cerca de 17 200 gestantes sao infectadas pelo HIV, fazendo com que a transmissao vertical, tambem chamada de perinatal, seja responsavel por praticamente todos os casos da infeccao em criancas menores de 13 anos.

Levantam-se algumas hipoteses sobre os motivos que dificultam a aplicacao das medidas profilaticas para a doenca: a nao realizacao do pre-natal (8,15) ou este feito de forma inadequada, dificuldades de acesso ao teste anti-HIV, o atendimento despreparado nas maternidades, a falta de aconselhamento pre e pos-teste, a falta de adesao ao tratamento, (16) dentre varias outras possibilidades.

No que se refere a Pelotas, no periodo de 1997 a 2009, ha um total de 40 notificacoes de criancas (0 - 14 anos) com HIV. (17) Acredita-se que o panorama da transmissao vertical do HIV em Pelotas nao e totalmente conhecido, visto que informacoes aquem dos numeros apresentados nao sao divulgadas.

Espera-se, com esse trabalho, fornecer subsidios para a diminuicao da transmissao vertical, visto que, a verificacao das medidas que foram falhas na profilaxia da transmissao do virus, fornecera dados para um possivel melhoramento das acoes que nao estiverem sendo realizadas de forma adequada. Desta forma, teve-se, por objetivo, analisar as medidas de prevencao da transmissao vertical do HIV que foram adotadas em criancas acompanhadas pelo servico de atendimento especializado (SAE). Bem como, conhecer as motivacoes para realizacao ou nao das medidas de prevencao da transmissao vertical e AIDS com as maes de criancas acompanhadas pelo SAE.

Metodologia

O presente estudo se caracteriza como uma pesquisa qualitativa, descritiva e exploratoria. Foi realizado em um ambulatorio da cidade de Pelotas-RS, que presta assistencia especializada a portadores de HIV/AIDS. O servico atende criancas de zero a 13 anos, gestantes e adultos portadores do virus HIV exclusivamente pelo Sistema Unico de Saude, esta em funcionamento desde maio de 1996.

Os sujeitos do estudo foram cinco mulheres que tem filhos portadores de HIV com idade de ate 13 anos, e, que frequentaram o local do estudo de 28 de junho a 05 de julho de 2010. Para participar do estudo as mulheres atenderam aos seguintes criterios: idade superior ou igual ha 18 anos e concordar em participar do estudo, assinando o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido.

Foi aplicado um instrumento de pesquisa semi-estruturado junto as maes de criancas HIV positivo que se enquadraram como os sujeitos do estudo. Estes foram transcritos e apos analisados, a partir da categorizacao tematica. Esta pesquisa respeitou os preceitos da Resolucao 196/96 do Conselho Nacional de Saude (18) e do Codigo de Etica dos Profissionais de Enfermagem. (19) Aprovado no Comite de Etica em Pesquisa da Faculdade de Enfermagem da Universidade Federal de Pelotas, sob o numero 113/2010.

Resultados

Momento do diagnostico. O impacto de se descobrir portador de AIDS permeia os aspectos fisicos e emocionais e, faz aflorar uma variedade de preocupacoes pessoais comecando pelo medo quando o diagnostico e confirmado. Esses fatos citados na literatura se traduzem nas falas a seguir.-- ...foihorrivel, eu tive vontade de me atirar embaixo de um caminhao...(E); ... fiquei com muito medo de fazer o exame pra HIV... quando confirmou fiquei desesperada...(C); ...foi horrivel de repente todo mundo doente... Foi muito dificil, descobrir ser soro positivo, eu e minha familia inteira com uma doenca grave (D).

Cabe relatar que uma entrevistada tomou conhecimento de sua soropositividade durante uma gestacao, ao realizar os exames de prenatal, sem nunca ter cogitado a possibilidade de ser portador de HIV: ...quando meu filho estava com dois anos eu engravidei de novo, nao foi planejado sabe tava tomando remedio para amamentar, mas ai aconteceu e comecei o prenatal e o teste foi pedido e eu fiz e deu positivo (D). A "C" tambem teve o diagnostico na gestacao, mas diferentemente da situacao da entrevistada D, ja suspeitava de sua soropositividade: ...o meu marido era usuario de droga, ai quando eu engravidei fiquei com muito medo de fazer o exame pra HIV, ai enrolei bastante por isso eu comecei o pre-natal tarde com quase 6 meses, ai eu e meu marido descobrimos da doenca mas eu ja pensava que podia ter (C).

Outro fato encontrado na pesquisa foi o de uma entrevistada obter o diagnostico HIV positivo em uma internacao hospitalar. Sua filha portadora de HIV so foi diagnosticada com a doenca, anos mais tarde, em uma nova gravidez da mae, que ja estava em tratamento. O profissional que realizou o pre-natal da filha mais moca de "E" foi quem cogitou a possibilidade da filha mais velha de "E" ser portadora de HIV: ...descobri porque eu fiquei doente, tive umas coisas na garganta ai fiquei internada, primeiro pensaram em cancer e depois que descobriram isso... ...da minha filha que descobriram que ela tambem tinha foi depois quando eu engravidei de novo que pensaram que minha filha mais velha poderia ter ...(E). Muitas mulheres tomaram conhecimento da propria soropositividade quando descobriram que seu filho estava infectado, situacao tambem relatada nas falas: ...junto com o dele [se referindo ao filho], em 2001. Ele estava sempre doente, internou muitas vezes com pneumonia, quem suspeitou que podia ser isso [se referindo ao HIV] foi a vo dele porque o pai era usuario de drogas ai ela falou com o medico que pediu minha autorizacao e meu filho fez o exame que deu positivo (A); ...eu sei que o diagnostico dela foi feito atraves da crianca, pois ela [a crianca] vivia doente com tudo que e infeccao, ai o medico fez o exame nele [a crianca] que deu positivo e ai ele fez nela [mae] tambem. Depois do diagnostico a ela ficou cada vez mais fraca e morreu (B).

Outro dado a se considerar e a descoberta de possuir HIV por toda da familia: ...foi ai (na gravidez) eu e meu marido descobrimos da doenca... (C); ...foi horrivel de repente todo mundo doente. Foi muito dificil, descobrir ser soro positivo eu e minha familia inteira com uma doenca grave... (D).

Conhecimentos sobre transmissao vertical do HIV. Algumas das mulheres demonstraram ter conhecimentos sobre o assunto, demonstrados nas seguintes falas: Eu sei que e de mae para o bebe,quando se engravida e nao se faz o tratamento a crianca pode nascer com o virus, mas sei que se faz tudo certo, o pre-natal, tomar os remedios, a crianca pode nascer sem, eu li uma vez que e quase certo o bebe nascer bem, ah nao pode amamentar tambem (A); Ah a transmissao de mae para filho sei que tem que fazer pre-natal e tomar remedio pra evitar que o bebe pegue (B); Que passa da mae para o bebe, li que se fizer tudo certo desde o inicio a chance do bebe nascer com a doenca e pequena... ...fazer tudo, pre-natal, uso da medicacao, nao amamentar, levar nas consultas (C).

A entrevistada "D" demonstrou duvidas sobre alguns termos utilizados nos questionamentos, mas demonstra, em seu discurso, conhecer alguma questoes referentes a AIDS e transmissao vertical do HIV:Eu sei que tem que se cuidar, usar preservativo pra nao pegar e na gravidez fazer tudo direitinho... ...fazer o pre-natal e tudo mais que o medico mandar, pra ele nao adoecer eu cuido pra ele se alimentar direitinho, nao pegar frio e tomar os remedios (D). "E" foi a que demonstrou menor aporte de conhecimento sobre a tematica, alem disso, relatou sua descrenca nas medidas de prevencao: Nao sei bem, mas acho que se tem que pegar pega, nao acredito muito..., ...acho que tem que cuidar pra nao ficar doente, mas tambem nao sei eu cuido bastante e ela teve toxoplasmose cerebral, ficou muito ruim (E).

Dificuldades encontradas para realizacao das medidas de prevencao da transmissao vertical do HIV. Estes problemas sao representados nos relatos a seguir: ...a dificuldade e que nao me pediram o exame, mas o resto e facil, aqui no SAE mesmo e bem facil ter medico e eu sei que pra gravida e mais facil ainda (A); Aqui nao e dificil, comecei o pre-natal no posto da pequena, ne e dai diagnosticaram la e ja vim pra ca, minha filha e saudavel. Esse que tem HIV eu fiz o pre natal la tambem, mas era outro medico e nao pediram o exame, eu fico triste por ele porque ele podia nascer sem o virus (D) e; Acho facil, quem quer fazer faz, so e dificil assim que nem eu que fiz o pre-natal, mas nao fiz o exame, ne (E).

Outra dificuldade levantada durante a pesquisa e ir ao servico pelo medo de esse fato revelar o diagnostico HIV positivo.

Esse temor se traduz na fala da entrevistada: ...ah desde o inicio eu acho dificil ir no servico, nem todo mundo sabe que tenho HIV, ai se alguem me ve aqui fico com vergonha, hoje uma senhora me perguntou sobre que remedio eu ia pegar ai desconversei fiquei cismada, eu acho que junto com outras coisas fica muito misturado (C). Uma situacao interessante citada por todas as entrevistadas, e, traduzida na fala de "B" e a qualidade do atendimento do SAE: ...acho que nao, aqui no SAE eu sei que e facil de fazer tudo direitinho, nos outros lugares eu nao sei (B).

Percepcao dos beneficios frente as medidas de prevencao da transmissao vertical do HIV. O entendimento das medidas de prevencao da transmissao vertical do HIV esteve presente em todas as entrevistas e se evidenciou nas falas a seguir: E muito importante porque se eu tivesse feito, se eu soubesse o que fazer meu filho poderia nascer sem a doenca... ...se soubesse na epoca eu faria tudo, nao fiz porque nao tinha... (A); ...que e pro bem deles ne, minha outra filha nasceu sem a doenca, entao vale a pena, e pena que na gravidez dele eu nao sabia, e bravo ele ja teve um monte de problema um monte de vez no hospital, mas agora ta bem (D) e; ...acho que vale a pena tentar para o bebe nao tem nada, tem uma amiga minha tambem que fez tudo que falaram e o filho dela nao tem (E).

A entrevistada "A" demonstra entender os beneficios da realizacao das medidas de prevencao da transmissao vertical do HIV se baseando em seus conhecimentos sobre o assunto, diferentemente de "D" e "E" que acreditam, por terem vivenciado uma situacao de sucesso dessas medidas.

Estas mulheres soropositivas tem recebido a informacao de que as medidas preventivas diminuem a chance da transmissao. Esta informacao possibilita que a mulher manifeste mais abertamente o seu desejo de engravidar, como nos casos: ...eu penso em ter mais filho, assim que eu tiver alguem... ...eu cuido dele, ele e saudavel sabe, mas acho que pro proximo filho vai ser muito bom ja ter tudo o tratamento que ai ele nasce sem o HIV (A) e; ...se ficasse gravida novamente faria tudo direitinho (C).

A preocupacao em realizar todas as medidas possiveis para evitar a transmissao vertical do HIV e tambem do agravamento do quadro das criancas portadores do virus fica evidente nas entrevistas a seguir: ...ah se o filho nascer sem a doenca e uma bencao, muito bom (E); Ele e uma crianca saudavel, ainda nao precisa tomar remedio, nao sei se foi por isso, mas eu faco o que eu poder pra ver meu filho bem (C); ...acho que e boa [se referindo as medidas de prevencao], tudo que posso fazer faco por toda minha familia (D) e; ... e muito importante porque a crianca e doente tem que tomar remedio e muito ruim pra ele (B).

Discussao

Momento do diagnostico. A AIDS ainda hoje e uma doenca permeada por representacoes negativas ligadas a conflitos, culpa, sofrimento, castigo e morte. (20,21) O impacto de se descobrir portador dessa patologia permeia os aspectos fisicos e emocionais e, faz aflorar uma variedade de preocupacoes pessoais comecando pelo medo quando o diagnostico e confirmado.

Diferentemente de quando o individuo procura um servico para realizar o exame anti-HIV, uma mulher fez o teste por ser um procedimento da rotina para a gestacao e nao por se sentir em situacao de risco. Esse fato causa emocoes contraditorias que se chocam violentamente neste momento que a gestante pensa que nao vai suportar. No entanto, passada a fase inicial, ela percebe que ser mae e mais forte do que seu proprio medo e preconceito. (22) Essas mulheres necessitam de um suporte emocional e um apoio institucional ainda maiores devido a situacao de vivenciarem o diagnostico em um periodo em que outro ser esta envolvido e, em uma situacao de risco. Nesse momento, especialmente, ha a necessidade de atuacao multiprofissional e interdisciplinar no atendimento aos pacientes com a infeccao pelo HIV, e que, considere a abordagem tanto da dimensao psicossocial quanto do contexto sociocultural em que vivem. (23)

Em estudo realizado, muitas mulheres tomaram conhecimento da propria soropositividade quando descobriram que seu filho estava infectado, (24) situacao encontrada tambem no nosso estudo. Sobre o assunto, acredita-se que, em decorrencia do aumento da vulnerabilidade feminina, aumentou tambem a vulnerabilidade de criancas em relacao a epidemia da AIDS, o sistema familiar torna-se o alvo principal para o desenvolvimento do HIV. (25) Durante as entrevistas percebeu-se que o momento do diagnostico, sem duvida foi uma situacao dificil para todas as mulheres entrevistadas. O preconceito e o temor envolvidos no HIV e na AIDS ainda estao presentes em grande parte da populacao. O aconselhamento pre e pos testagem anti-HIV se torna indispensavel para tornar o momento do diagnostico o menos traumatico possivel.

Conhecimentos sobre transmissao vertical do HIV. A transmissao vertical do HIV e um "tipo de transmissao do virus HIV que ocorre da mae para o bebe, durante a gestacao, o parto ou o aleitamento". (26:46) Acredita-se que dispor de conhecimento sobre uma patologia e muito importante para fortalecer e subsidiar o cumprimento das medidas de prevencao. Em relacao a transmissao vertical do HIV, o fato de as gestantes terem conhecimentos relacionados ao assunto poderia ter evitado a contaminacao de seus filhos e, com certeza, poderia evitar futuros casos de contaminacao pelo HIV e de transmissao vertical.

Para evitar a transmissao vertical do HIV e fundamental a captacao precoce no pre-natal, um pre-natal de qualidade, o uso de antirretrovirais a partir da idade gestacional adequada, assim como durante o trabalho de parto e parto, suspensao da amamentacao, via de parto adequada, dentre outras medidas. (27) Algumas das mulheres participantes em este estudio demonstraram ter conhecimentos sobre o assunto.

Em relacao ao grau de escolaridade, as entrevistadas tem a maior escolaridade e demonstraram pesquisarem sobre o assunto e conhecerem a tematica, porem tem a mesma formacao e demonstraram conhecimentos com conteudos diferentes. A mulher sabe discursar corretamente sobre o assunto transmissao vertical do HIV, tornando o fator escolaridade nao determinante para avaliar conhecimento sobre o assunto.

Um estudo realizado em servicos de saude especializados em AIDS, em Sao Paulo, demonstrou uma alta proporcao de mulheres que nao foi informada de que poderia transmitir o virus para o bebe (25%). Alem disso, 27% delas nao sabiam que o virus se transmitia durante o parto ou durante a amamentacao e, 24% de que existe medicacao especifica para a mae durante a gestacao e para o bebe. (28)

A literatura a respeito de conhecimentos sobre transmissao vertical do HIV e muito restrita, podendo demonstrar pouco interesse sobre o assunto por parte dos pesquisadores. Essa situacao evidencia o desinteresse em promover e avaliar as medidas de educacao e saude oferecidas a populacao estudada. Cabe ressaltar que, no presente estudo, as criancas em questao tinham entre 11 e 13 anos, o que pode apontar que houve uma melhora na condicao de pre-natal no Municipio.

Dificuldades encontradas para realizacao das medidas de prevencao da transmissao vertical do HIV. Ha hoje, no Brasil, uma disponibilidade de testes e medicacao profilatica, porem as criancas continuam a ser infectadas. Isso se deve ao fato de que muitas mulheres chegam as maternidades sem terem frequentado o pre-natal e, ao fato da cobertura do teste para a infeccao pelo HIV durante o pre-natal estar abaixo de 40% no Brasil. (21)

Em estudo nacional, concluiu-se que os estrangulamentos do sistema nacional de saude estao se reproduzindo em todas as etapas do processo, desde a inclusao da gestante para o acompanhamento pre-natal ate a ausencia de pedido do teste sorologico para HIV e, a falta de conhecimento do resultado do teste antes do parto. (29) Esse problema representa-se nas falas da uma proporcao das entrevistadas.

Um dos principais fatores que dificultaram a identificacao do HIV durante o pre-natal foi o nao oferecimento do teste para HIV, por inadequada qualidade da informacao por parte dos profissionais que realizam o pre-natal. Prevalece, ainda, o desconhecimento da recomendacao de oferecer o teste para HIV a todas as gestantes. Ressalta-se a necessidade de se relativizar esse fato, pois os filhos das mulheres entrevistadas tem mais de 11 anos e, acredita-se que o sistema de saude tenha evoluido nesses ultimos anos, especialmente quanto a prevencao da AIDS.

Ainda, as condicoes socioeconomicas favorecem a desinformacao das gestantes sobre a importancia do teste e comprometem a percepcao do risco da infeccao pelo HIV. Destacam-se os problemas para efetivacao do teste e obtencao dos resultados apos a solicitacao pelo profissional de saude, por conta de disponibilidade insuficiente de exames na rede e centralizacao excessiva da realizacao da sorologia. (21,27)

A decisao de se fazer o teste rapido em todas as parturientes, independente de ja terem feito a sorologia no pre-natal, mostra-se fundamental. As gestantes podem estar em periodo de janela imunologica ou mesmo terem se infectado apos a realizacao do mesmo e perderiam a oportunidade de se enquadrar no protocolo estabelecido. Neste contexto, os novos testes rapidos para o diagnostico da infeccao pelo HIV certamente sao instrumentos de grande utilidade para a reducao da transmissao vertical do HIV, principalmente, devido ao fato, de que o periodo de maior transmissao (entre 50 e 70%) ocorre proximo ao parto ou durante o mesmo. (30)

Outra dificuldade levantada durante a pesquisa e ir ao servico pelo medo de esse fato revelar o diagnostico HIV positivo. O fato de nao revelar a condicao de portadora e uma saida diante dos problemas emergentes da situacao de soropositividade. A preocupacao com a revelacao de estar infectado, muitas vezes, e auto-imposta pelo medo que o portador tem de ficar sujeito a preconceitos e estigmatizacao. (21)

A satisfacao com o servico facilita a adesao ao tratamento, facilita a educacao em saude e tambem fornece ao usuario maior confianca com os profissionais de saude a fim de auxiliar a construcao do tratamento. (11) As principais dificuldades encontradas no estudo, para a realizacao das medidas de prevencao do HIV, estao de acordo com as literaturas consultadas. As mulheres entrevistadas sao uma pequena parcela da populacao que convive com dificuldades relatadas na discussao do assunto. Dessa forma, e imprescindivel uma melhor estruturacao dos servicos de saude para possibilitar a reducao da transmissao vertical do HIV e uma maior adesao ao tratamento para a doenca.

Percepcao dos beneficios frente as medidas de prevencao da transmissao vertical do HIV. Com a realizacao das medidas de prevencao da transmissao vertical do HIV, de forma combinada, as taxas de transmissao do virus permeiam numeros menores de 1 %. (11) O entendimento desses beneficios esteve presente em todas as entrevistas. Uma entrevistada mostrou entender os beneficios da realizacao das medidas de prevencao da transmissao vertical do HIV se baseando em seus conhecimentos sobre o assunto, diferentemente de outras que acreditam, por terem vivenciado uma situacao de sucesso dessas medidas.

Diante de poder usufruir dos beneficios e melhorias no controle da transmissao vertical do HIV, algumas mulheres expuseram o desejo de ser mae. A mulher soropositiva quando engravida, tem o receio de transmitir o virus HIV ao filho, possibilidade concreta durante todo periodo gestacional. Por outro lado, estas mulheres tambem tem recebido a informacao de que as medidas preventivas diminuem a chance da transmissao. (31) Esta informacao possibilita que a mulher soropositiva manifeste mais abertamente o seu desejo de engravidar, como em nossos casos.

A infeccao pelo HIV, muitas vezes, nao altera a intencao das mulheres, em se ter filhos, mas os servicos nao estao preparados para discutir e ajudar a mulher a fazer esta opcao de forma consciente. E necessario, portanto, que receba o maximo de informacoes para tomar a decisao, conscientemente. A ausencia de sintomas da AIDS e o uso dos medicamentos tem dado esperanca as pessoas com HIV de poder cuidar dos filhos e cria-los, e, se possivel, um dia, obter a cura da doenca. (24)

Embora as escolhas reprodutivas feitas pelas mulheres possam diferir no mundo inteiro, os contextos sociais e culturais sao mais determinantes que o proprio conhecimento do estado sorologico. Os fatores que afetam as decisoes reprodutivas incluem: expectativas de genero, raca, crencas religiosas, rede de suporte familiar, valor atribuido a maternidade, desejo de ter filhos, disponibilidade dos antirretrovirais e o apoio dos servicos de saude. No Brasil, o desejo de uma mulher portadora do HIV ter filhos pode estar baseado em dois aspectos: a queda significativa no risco de transmissao materno infantil, proporcionado pelo uso dos antirretrovirais disponiveis, gratuitamente, a todos os brasileiros portadores do HIV; e, o valor atribuido pela cultura brasileira a maternidade, em especial, entre os segmentos de menor poder aquisitivo. (32)

A preocupacao em realizar todas as medidas possiveis para evitar a transmissao vertical do HIV e tambem do agravamento do quadro das criancas portadores do virus das mulheres. A possibilidade de crescer, brincar e ter uma vida saudavel estimula as maes a realizarem as orientacoes dos profissionais de saude para diminuir a chance da infeccao na crianca. O acompanhamento ao recem-nascido e uma estrategia recomendada a todas as criancas de risco, nao so aos que foram expostos a transmissao vertical do HIV. O acompanhamento em ambulatorio especializado e preconizado pelo Ministerio da Saude (11) como uma medida importante para o recem-nascido exposto a transmissao vertical, uma vez que determina as acoes a serem tomadas.

As maes veem, como beneficio da adesao aos procedimentos profilaticos, a possibilidade do filho ter um desenvolvimento saudavel e normal, sendo essa percepcao preponderante na adesao ao tratamento. (21) A percepcao dos beneficios permite uma perspectiva futura de realizacao das medidas de prevencao da doenca em possiveis gestacoes futuras dessas mulheres. Sugere-se que um dos motivos possa ser a qualidade do servico na qual elas estao realizando acompanhamento.

Ao retomar os objetivos dessa pesquisa, considerase que estes foram alcancados. Das mulheres entrevistadas no estudo, mais da metade nao realizaram as medidas de prevencao, devido a falhas no pre-natal, onde nao foi solicitado o exame anti-HIV. Essa situacao encontrada na pesquisa, tambem e relatada na literatura utilizada e evidencia o despreparo dos profissionais de saude, demonstrando assim a necessidade de treinamento de todas as pessoas envolvidas no pre-natal.

Observou-se que o grau de escolaridade demonstrouse importante para a percepcao sobre o tema, mas nao determinante sobre o conhecimento e, principalmente, sobre a vontade de aprender para manter o filho saudavel. O momento do diagnostico se revelou uma situacao dificil para todas as mulheres, independente de quando aconteceu a descoberta da doenca. Em relacao as medidas preventivas da transmissao vertical do HIV, a maioria das maes nao teve oportunidade de realiza-las, sendo a principal dificuldade para tal foi a falta de pedido de teste anti-HIV.

A preocupacao com os filhos e a familia se sobressaiu as dificuldades de ter HIV, e, tornar a vida de seus filhos melhor, com mais qualidade, e desejo preponderante encontrado na fala dos sujeitos da pesquisa. Todas as mulheres entrevistadas demonstraram perceber a importancia e a eficacia das medidas de prevencao da transmissao perinatal do HIV e algumas expressaram o desejo de engravidar novamente. Elas relatam acreditar que com o tratamento adequado na gestacao terao filhos sem HIV. Enfim, a qualidade de vida das criancas portadoras de HIV melhorou bastante devido a muitos avancos em relacao a doenca, porem prevenir a AIDS e a transmissao vertical do HIV sao a mais eficaz e mais sabia estrategia a ser realizada.

Muitas sao as medidas que devem ser utilizadas para reduzir a transmissao vertical do HIV e, dessa forma, ter-se-a propiciado a gestante todos os metodos de prevencao para que seu filho nao venha a contrair HIV por via vertical. Para isso, e fundamental a educacao dos profissionais da saude e da populacao para que todos saibam de suas obrigacoes e deveres, assim como uma melhora nos atendimentos prestados pelos servicos de saude.

Referencias

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Aline da Fonseca Leal [1]

Adriana Roese [2]

Afra Suelene de Sousa [3]

[1] Enfermeira do Hospital Sao Francisco de Paula. Graduada pela Faculdade de Enfermagem da Universidade Federal Pelotas, Brasil.

email: alinedafonsecaleal@yahoo.com.br

[2] Enfermeira, Doutoranda do Programa de Pos-graduacao em Enfermagem. Professora da Faculdade de Enfermagem da Universidade Federal de Pelotas, Brasil.

email: adiroese@gmail.com

[3] Enfermeira, Doutoranda do Programa de Pos-graduacao em Enfermagem. Professora da Faculdade de Enfermagem da Universidade Federal de Pelotas, Brasil.

email: afrasus@uol.com.br

Subvenciones y ayudas: ninguna.

Conflicto de intereses: ninguno a declarar.

Fecha de recibido: 16 de junio de 2011.

Fecha de aprobado: 13 de diciembre de 2011.
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Title Annotation:Articulo original; Texto en Portuguese
Author:da Fonseca Leal, Aline; Roese, Adriana; de Sousa, Afra Suelene
Publication:Investigacion y Educacion en Enfermeria
Article Type:Perspectiva general de la enferm
Date:Mar 1, 2012
Words:6878
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