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Medicinal and alimentary potential of the herbaceous vegetation in riparian forest remnants in southern Brazil/Potencial medicinal e alimenticio da vegetacao herbacea terricola ciliar no sul do Brasil/Potencial medicinal y alimenticio de la vegetacion herbacea terricola ciliar en el sur de Brasil.

As especies herbaceas terricolas tem maior taxa de U U extincao natural do que plantas de outros estratos, e o acelerado processo de urbanizacao sobre os remanescentes naturais resulta diretamente na perda do patrimonio natural (Fuhro et al., 2005; Gilliam, 2007).

Giraldi e Hanazaki (2010) revelam, como tendencia comum, o uso preferencial de especies herbaceas para fins medicinais. As plantas medicinais fazem parte da historia da humanidade, com achados de 2600 anos a.C., que registram o uso de plantas medicinais na Mesopotamia (Leite, 2009). Ainda hoje, persiste a pratica de uso de plantas medicinais, pois cerca de 80% da populacao as utilizam como opcao unica de tratamento ou em associacao com medicamentos sinteticos para o tratamento de doencas (WHO, 2011). E sabido que o conhecimento de plantas medicinais e amplamente difundido na medicina caseira de muitos paises para o tratamento de diversas patologias, porem o conhecimento de sua eficacia e os principios ativos das plantas utilizadas nao sao ainda totalmente conhecidos (Andrade et al., 2014).

O Brasil detem em torno de 15 a 20% da biodiversidade mundial (Brasil, 2006) e os conhecimentos indigenas, com a colaboracao de outras culturas, tiveram grande importancia na medicina popular, em que as plantas medicinais ocupam um local de destaque, fazendo, assim, da fitoterapia uma pratica bastante antiga no pais (Kalluf, 2008; Baldauf et al., 2009).

A utilizacao de plantas medicinais no Brasil, nos ultimos anos, vem crescendo (Lourenzani et al., 2004), assim como sua extracao das florestas. No entanto, pelas suas caracteristicas, o extrativismo de plantas medicinais nao implica a remocao da floresta, gerando menores impactos se utilizados racionalmente, o que nem sempre acontece. Desse modo, o manejo sustentavel e considerado ferramenta ideal para intervencao racional na vegetacao, visando a extracao de plantas medicinais. Contudo, a falta de apoio politico, aliados a falta de apoio financeiro e institucional, e um grande entrave para o manejo de nossas florestas (Pavan-Fruehauf, 2000), persistindo ainda nos dias atuais.

[FIGURE 1 OMITTED]

Adicionalmente, de acordo com Kinupp e Lorenzi (2014), o potencial de aproveitamento de plantas alimenticias nao convencionais (PANC) tambem e subutilizado, em detrimento do cultivo de alimenticias tradicionais, explicado pelos padroes culturais ainda fortemente arraigados a colonizacao. Destacase que as plantas nativas, silvestres ou autoctones, sao desconhecidas do grande publico, tanto taxonomicamente como pelo seu poder alimenticio.

Assim sendo, o presente trabalho teve por objetivo realizar um levantamento, em publicacoes cientificas, sobre as especies herbaceas terricolas com potencial medicinal e alimenticio, amostradas em remanescentes florestais ciliares do Sul do Brasil.

Metodologia

O estudo foi realizado ao longo de trechos de mata ciliar de sete rios (America, Caete, Carvao, Deserto, Maior, Salto e Urussanga) pertencentes a Bacia Hidrografica do Rio Urussanga (entre 28[degrees]48'72" e 28[degrees]26'19"S, e entre 49[degrees]02'67" e 49[degrees]24'94"O), municipio de Urussanga, Santa Catarina, Brasil (Figura 1). O clima da regiao e classificado, segundo Koppen, como Cfa, subtropical constantemente umido, sem estacao seca definida, com verao quente e precipitacao pluviometrica anual de 1220 a 1660mm (EPAGRI, 2001). Na bacia hidrografica, ocorrem Argissolos, Cambissolos e Gleissolos (EPAGRI, 2001). A vegetacao pertence a Floresta Ombrofila Densa Submontana, que integra o bioma da Mata Atlantica (IBGE, 2012).

Para caracterizacao e levantamento da estrutura da vegetacao herbacea terricola, utilizou-se o metodo de parcelas (Mueller-Dombois e Ellenberg, 2002). Foram tracadas 320 parcelas de 2x2m, totalizando 1280m2 de area amostral, estabelecidas em 32 locais de amostragem. Quanto as formas biologicas, as especies foram agrupadas conforme o sistema de classificacao de Raunkiaer (IBGE, 2012), que leva em consideracao principalmente a posicao das gemas de rebrote na planta. O sistema de classificacao adotado para familias foi o APG III (APG III, 2009) e a nomenclatura botanica seguiu a Lista de Especies da Flora do Brasil (Flora do Brasil, 2016).

Para todas as especies amostradas, utilizou-se como palavra de busca o binomio cientifico (incluindo sinonimias), nas bases de dados SciELO, Science Direct, Medline, Google Schoolar e PubMed, ate 2015, selecionando apenas aquelas que apresentaram potencial medicinal ou alimenticio. Adicionalmente, foram acrescentadas informacoes descritas na literatura cientifica nao indexada as bases de dados citadas acima, que abordam plantas medicinais e alimenticias nao convencionais (PANC).

Resultados

Das 58 especies levantadas no estudo das herbaceas terricolas ciliares (Guislon et al. 2016, no prelo), 16 apresentaram informacoes sobre o potencial medicinal e sete especies sobre o potencial alimenticio (Tabela I), destas ultimas apenas Heliconia farinosa Raddi. nao apresentou potencial medicinal, totalizando 17 especies herbaceas terricolas com potencial medicinal e/ou alimenticio, entre samambaias (n= 4) e angiospermas (n= 13). Estas especies pertencem a 17 generos e a 15 familias botanicas, representando 30% das especies inventariadas. Bromeliaceae e Poaceae apresentaram duas especies medicinais/ alimenticias, as demais familias apresentaram somente uma especie.

A forma de vida geofita rizomatosa foi a mais representativa para este grupo de plantas, com seis especies (Figura 2).

As partes da planta mais usadas como medicinais foram as folhas (n= 8), seguidas pelos caules (incluindo rizomas e tuberculos) (n= 5) e pela raiz (n= 4).

Das plantas com potencial medicinal, os usos mais encontrados foram para os sistemas digestorio e respiratorio (seis especies ou 37,5% do total), seguidos pela atividade antioxidante e para o sistema genito-urinario (quatro especies ou 25%), ja a atividade analgesica, anti-inflamatoria, antiofidica, cicatrizante e para doencas de pele, o terceiro maior grupo, apresentou tres especies cada. Com relacao ao preparo, a decoccao foi citada para duas especies, dentre as oito especies que apresentaram informacoes na literatura. A composicao quimica predominante nas especies com potencial medicinal foram os metabolitos secundarios do tipo terpenoides, seguido pelos flavonoides.

Quanto ao potencial alimenticio das plantas herbaceas terricolas florestais, a maioria do uso e como hortalicas, incluindo nesse conceito plantas produtoras de flores, folhas, raizes tuberosas e caules comestiveis, e as partes mais utilizadas sao os caules (incluindo rizomas e tuberculos), seguidos das folhas.

Discussao

As plantas herbaceas terricolas florestais no Brasil sao ainda pouco estudadas, considerando a grande diversidade de sua flora, a complexidade ambiental das florestas onde se desenvolvem (Santos Junior, 2014) e, menos ainda, quanto ao seu potencial medicinal (Martins-Ramos et al., 2010) e alimenticio (Kinupp e Lorenzi, 2014).

Bromeliaceae e Poaceae sao familias ricas, diversas e com grande amplitude ecologica (Martinelli et al., 2008; Welker e Longhi-Wagner, 2008), porem com baixa representatividade; neste estudo, com apenas duas especies cada.

O potencial medicinal das samambaias e licofitas, em comparacao com as angiospermas, possui pouca aplicacao na medicina, apesar de ser conhecido do homem ha mais de 2000 anos (Banerjee e Sen, 1980). Mesmo com o baixo numero de estudos envolvendo samambaias no Brasil, ha um significante percentual de especies utilizadas na medicina popular brasileira (Andrade et al., 2014), ratificado neste estudo, onde foram registradas 23,5% de samambaias do total de especies com potencial medicinal. Entretanto, muitas dessas plantas com uso popular medicinal nao possuem sua eficacia comprovada e seus principios ativos sao desconhecidos (Andrade et al., 2014). Teixeira et al. (2015) realizaram estudos com as samambaias e licofitas da Amazonia, relatando a pouca informacao na literatura sobre o potencial utilitario deste grupo. A maioria das especies foi caracterizada como medicinal e ornamental e, somente uma como alimenticia.

Pouco conhecimento ha sobre as samambaias e licofitas como especies alimenticias. Kinupp e Lorenzi (2014) citam Pteridium aracnoideum (Kaulf.) Maxon, conhecida como samambaia-das-taperas, como alimenticia (folhas jovens), porem relatam que seu consumo deve ser ocasional, pois apresenta toxicidade, uma vez que esta especie produz um metabolito secundario denominado ptaquilosideo, responsavel por este resultado biologico e potencial composto carcinogenico (Niwa et al., 1983; van der Hoeven et al., 1983; Agnew e Lauren, 1991; Cruz e Bracarense, 2004). Teixeira et al. (2015) citam esta especie como medicinal, comestivel e toxica.

As familias de samambaias e licofitas encontradas neste estudo estao frequentemente bem representadas nos ecossistemas florestais brasileiros (Dittrich et al., 2005; Custodio, 2014; Gonzatti et al., 2014; Teixeira et al., 2015), colocando-as como um grupo a ser investigado com maior aprofundamento na condicao de medicinais e alimenticias.

As especies de angiospermas com potencial medicinal e alimenticio levantadas sao comumente encontradas no sub-bosque da Mata Atlantica, no Sul do Brasil, sendo frequentemente citadas como especies de alto valor de importancia (VI) (e.g. Chaptalia nutans (L.) Pol., Pharus lappulaceus Aubl., Olyra humilis Nees, Heliconia farinosa, Nidularium innocentii Lem., Centella asiatica (L.) Urb.) (Citadini-Zanette e Baptista, 1989; Muller e Waechter, 2001; Negrelle, 2006; Jurinitz e Baptista, 2007; Inacio e Jarenkow, 2008; Palma et al., 2008; Maraschin-Silva et al. , 2009).

A forma de vida geofita, mais abundante neste estudo, representada pelos rizomas e tuberculos, pode suportar a pressao do pastoreio, pois possui suas gemas no interior do solo (Citadini-Zanette e Baptista, 1989; Pettit et al., 1995), e situacoes de inundacoes, comuns em matas ciliares, tornando-a mais competitiva em relacao a outras formas de vida.

Quanto ao uso das plantas medicinais, estudos realizados no Brasil e em outros paises encontraram uso predominante de plantas medicinais para o tratamento de problemas gastrointestinais e referentes ao sistema respiratorio (Johns et al., 1994; Bennett e Prance, 2000; Almeida e Albuquerque, 2002; Baldauf et al., 2009; Giraldi e Hanazaki, 2010). Para criancas, doencas relacionadas ao sistema gastrointestinal, principalmente a diarreia, sao o segundo motivo de consultas em ambulatorios medicos no Brasil, estando relacionado, principalmente, a condicoes de higiene e saneamento basico, geralmente associadas a populacao de menor renda (Da Silva et al., 2003), ficando clara a utilizacao de plantas medicinais para este fim.

As doencas do sistema respiratorio tiveram grande enfoque nos anos 90 no sul do estado de Santa Catarina, em decorrencia do grande numero de casos relacionados a afeccoes a esse sistema, principalmente problemas decorrentes da pneumoconiose em trabalhadores da mineracao de carvao (Castro et al., 2005). A especie com maior numero de uso foi Centella asiatica (17 usos), amplamente distribuida e conhecida pelo seu potencial medicinal em todo mundo (James e Dubery, 2009; Prasad et al., 2014), seguida por Chaptalia nutans e Bromelia antiacantha, ambas com 11 usos.

O uso de substancias derivadas das plantas vem alcancando notorio destaque, tanto na utilizacao como agentes terapeuticos quanto em materia -prima para a sintese de medicamentos, visto que ~25% dos medicamentos atuais tem origem direta ou indiretamente a partir de plantas medicinais ou ao seu conhecimento associado (WHO, 2011; Assis et al., 2015). Os terpenoides fazem parte de um grupo de metabolitos secundarios, caracteristicos dos oleos essenciais, sendo seu uso fundamentado em suas propriedades antimicrobianas. Determinadas estruturas dessa classe sao empregadas em associacao as formulas farmaceuticas, com indicacao expectorante, desobstruindo as vias aereas e comprovando a indicacao de uso para o sistema respiratorio (Martins et al., 1994). Os oleos essenciais tambem sao largamente empregados na industria alimenticia e cosmetica, visando as propriedades antissepticas e antimicrobianas desses metabolitos (Dorman e Deans, 2000; Bakkali et al., 2008). Ja os flavonoides pertencem a uma ampla classe de substancias quimicas de origem natural que apresentam uma serie de atividades farmacologicas que lhes permite atuar em sistemas biologicos e, assim, favorecer a saude humana, como, por exemplo, acao antioxidante e antimicrobiana (Peterson et al.,1998; Nijveldt et al., 2001).

No preparo das formas farmaceuticas, as partes mais utilizadas das plantas foram as folhas, seguidas pelo caule (rizomas e tuberculos), com cinco especies, pela raiz (quatro especies) e a planta inteira (duas especies). A predominancia do uso das folhas e comum no Brasil, especialmente nos estados do Rio Grande do Sul (Vendruscolo et al., 2005; Baldauf et al., 2009) e Santa Catarina (Giraldi e Hanazaki, 2010; Martins-Ramos et al., 2010), e o uso de raizes mais comumente relacionado a formacoes vegetais brasileiras em locais mais secos, como no Cerrado (Pereira et al., 2007) e na Caatinga (Almeida e Albuquerque, 2002), onde a disponibilidade de folhas pode ser limitada (Baldauf et al., 2009). O caule, que inclui tambem formas subterraneas, tem seu uso, principalmente do rizoma e tuberculos, que possuem diversas funcoes, entre elas o armazenamento de reservas (e.g. amido), vindo dessa caracteristica sua importancia medicinal (Toledo et al., 2006). Alem disso, o numero de plantas em que o caule e utilizado reflete o alto numero da forma de vida geofita, na qual a gema encontra-se no interior do solo, em orgaos como rizomas, bulbos e tuberculos (Citadini-Zanette e Baptista, 1989).

A decoccao tambem foi a forma mais difundida de preparo em trabalhos realizados no ambito da Floresta Atlantica (Medeiros et al., 2004; Giraldi e Hanazaki, 2010). A utilizacao da decoccao faz sentido quando se percebe que o caule figura entre as partes mais utilizadas das plantas para a obtencao de compostos medicinais, uma vez que a decoccao e usualmente utilizada para o preparo de chas de substancias mais endurecidas, como caules e raizes, que precisam de um metodo mais dinamico para a extracao dos compostos da planta.

O potencial alimenticio das herbaceas terricolas mais citado foi o uso como hortalica, incluindo nesse conceito plantas produtoras de flores, folhas, raizes tuberosas e caules comestiveis. Kinupp e Barros (2007), em trabalho realizado na regiao metropolitana de Porto Alegre (RS, Brasil), tambem registraram como uso mais mencionado de plantas alimenticias nao convencionais a utilizacao como hortalica.

A parte mais utilizada das plantas para alimentacao foram os caules (incluindo rizomas e tuberculos), seguidos pelas folhas. O caule (incluindo rizomas e tuberculos), rico em substancias de reserva, como o amido, pode prover grande quantidade de proteinas por meio de farinhas e concentrados (Kinupp e Barros, 2008). As folhas representam uma fonte importante de proteinas, principalmente para populacoes de baixo poder aquisitivo que tem acesso limitado as proteinas de origem animal (Kinupp e Barros, 2008).

Apesar da megabiodiversidade brasileira, o potencial alimenticio das plantas alimenticias silvestres ainda e negligenciado e pouco se tem feito para a valoracao e uso dessas potencialidades (Kinupp e Barros, 2007; Kinupp, 2009). Das 58 especies listadas para este trabalho, apenas sete apresentaram dados de seu potencial alimenticio. O baixo numero de especies herbaceas com potencial alimenticio encontrado, quando comparado a outros estudos (e.g. Kinupp e Barros, 2007; n= 131), deve-se principalmente ao baixo numero de especies ruderais, invasoras ou daninhas levantadas na area de estudo, visto que ambientes com essas especies podem apresentar percentual de ate 89% de especies com uso alimenticio (Kinupp e Barros, 2007), e ao baixo conhecimento e valorizacao das potencialidades da flora regional, uma vez que hortalicas nativas sao tratadas ainda como 'mato' (Kinupp e Barros, 2008; Kinupp, 2009).

Apesar da grande diversidade de plantas medicinais nativas utilizadas no Brasil (muitas provenientes de populacoes silvestres) e da atual degradacao das formacoes vegetacionais brasileiras, estudos estabelecendo especies prioritarias para conservacao sao escassos (Da Silva et al., 2015). Pela fragmentacao dos habitats, muitas especies tendem a desaparecer e os principios bioativos dessas plantas sao, em sua maioria, ainda desconhecidos. Com isso, torna-se uma prioridade o estabelecimento de estrategias de manejo das especies de interesse e a conservacao dos remanescentes florestais, em virtude do risco de extincao dessas plantas (Viana e Diegues, 2000).

A perda de habitat natural, juntamente com a biopirataria e o extrativismo intensivo sem tecnicas apropriadas, visando a comercializacao, sao ameacas que podem ocasionar a destruicao e, ate mesmo, a extincao de especies que podem servir de recursos alimenticios e medicinais (Lange, 1998; Robertson, 2008). No caso da vegetacao herbacea terricola, tais ameacas tem efeitos ainda mais severos, devido a maior sensibilidade desse componente e dos poucos estudos que abordam as potencialidades medicinais e alimenticias desse grupo de plantas.

Embora as plantas medicinais brasileiras sejam muito promissoras em relacao aos seus principios ativos, ainda sao pouco conhecidas sob qualquer aspecto cientifico (Simoes e Schenkel, 2002; Assis et al., 2015). A descoberta de novos farmacos a partir de plantas silvestres e seus compostos se apresenta como um grande potencial economico, sendo necessaria, como contrapartida, a preservacao dos remanescentes florestais (Di Stasi e Hiruma-Lima, 2002).

Conclusao

E crescente o numero de especies citadas como medicinais e alimenticias em levantamentos etnobotanicos, no bioma da Mata Atlantica. Mesmo com a riqueza de especies herbaceas terricolas amostradas neste estudo, apenas 30% apresentaram informacoes com relacao ao potencial medicinal e/ou alimenticio, o que retrata a importancia de investigacoes futuras com esse grupo de plantas quanto as suas potencialidades, na maioria desconhecidas. Ainda, algumas especies reconhecidamente alimenticias e medicinais correm o risco de desaparecer devido a extracao desenfreada e manejo inadequado.

Recebido: 06/07/2015. Modificado: 25/05/2016. Aceito: 26/05/2016.

Karoline Ceron. Biologa e Mestrado em Ciencias Ambientais, Universidade do Extremo Sul Catarinense (UNESC), Brasil. Endereco: Av. Universitaria, 1105--Bairro Universitario, Criciuma-Santa Catarina, Brasil. e-mail: karolceron@hotmail.com

Aline Votri Guislon. Biologa e Mestranda em Ciencias Ambientais, UNESC, Brasil. e-mail: vg_aline@hotmail .com

Samara Fenili Bristot. Biologa, UNESC, Brasil. e-mail: samara_bristot@hotmail.com Humberto De Bona Martins. Biologo e Mestrado em Ciencias Ambientais, UNESC, Brasil. email: humberto_morrinho@hotmail.com

Guilherme Alves Elias. Biologo, Mestrado e Doutorando em Ciencias Ambientais, UNESC, Brasil. e-mail: guilherme@unesc.net

Robson dos Santos. Biologo, Quimico e Mestrado em Microbiologia Agricola e do Ambiente, Universidade Federal de Rio Grande do Sul (UFRGS) Brasil. Doutorado em Engenharia, Universidade de Sao Paulo, Brasil. Professor, UNESC, Brasil. e-mail: rsa@unesc.net

Patricia de Aguiar Amaral. Farmaceutica, Mestrado e Doutorado em Ciencias Farmaceuticas, UFRGS, Brasil. Professora, UNESC, Brasil. e-mail: amaral@unesc.net

Vanilde Citadini-Zanette. Biologa e Mestrado em Botanica, UFRGS, Brasil. Doutorado em Ecologia e Recursos Naturais, Universidade Federal de Sao Carlos, Brasil. Professora, UNESC, Brasil. e-mail: vcz@unesc.net

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TABELA I

LISTA DE ESPECIES COM POTENCIAL ALIMENTICIO E MEDICINAL
IDENTIFICADOS NA BACIA DO RIO URUSSANGA, SUL DO BRASIL

                       Potencial           Parte         Composicao
                                        utilizada/        quimica
Amaranthaceae                          Forma de uso

  Celosia           Medicinal         Folha/ Amassada   -
  grandifolia       (1)               ou infusao (1)
  Moq.

Anemiaceae
  Anemia            Medicinal         Folha (27),       -
  phyllitidis       (1,27)            planta inteira
  (L.) Sw.                            (2)/ Banho (27)

Apiaceae
  Centella          Alimenticio       Folha (32)        Glicosideos
  asiatica (L.)     (24) e                              e
  Urb.              medicinal                           Terpenoides
                    (32, 33)                            (4)

Asteraceae
  Chaptalia         Medicinal         Caule, folha e    Cumarinas
  nutans (L.)       (6, 42)           raiz (28, 43)     (5)
  Pol.                                Decoccao (5) e
                                      infusao (43)

Bromeliaceae
  Bromelia          Alimenticio       Fruto e flor      -
  antiacantha       (7, 24, 25) e     (24, 25, 46)/
  Bertol.           medicinal (7,     Xarope (7)

                    8, 28)

  Nidularium        Medicinal (11)    Rizoma e raiz     Flavonoides,
  innocentii                          (11)              terpenoides
  Lem.                                                  e
                                                        esteroides
                                                        (11)
Dryopteridaceae
  Lastreopsis       Medicinal (48)    Folha (48)        Cumarinas
  amplissima                                            (48)
  (C. Presl)
  Tindale

Heliconiaceae
  Heliconia         Alimenticio       Base foliar,      -
  farinosa Raddi    (24)              folha, rizoma,
                                      semente (24)

Marantaceae
  Maranta           Alimenticio       Rizoma (25,       Fenois e
  arundinacea L.    (12, 25, 26) e    26), tuberculo    flavonoides
                    medicinal (28,    (12,49)           (13)
                    49, 50, 51,
                    52)

Moraceae
  Dorstenia         Medicinal (14)    -                 -
  carautae C.C.
  Berg

Orchidaceae
  Liparis           Medicinal (15,    Planta inteira    Alcaloides
  nervosa           16)               (15), tuberculo   (15)
  (Thunb.)                            (16)/ Decoccao
  Lindl.                              (15)

Poaceae
  Olyra             Medicinal (17)    Raiz (17)/        -
  latifolia L.                        Espirito (17)

  Pharus            Alimenticio       Folha (18),       -
  lappulaceus       (24) e            semente (18,
  Aubl.             medicinal (18)    24)/Efusao (18)

Polypodiaceae
  Serpocaulon       Medicinal (19)    Rizoma (19)       -
  latipes
  (Langsd. E
  Fisch.)
  A.R.Sm.

Pteridaceae
  Doryopteris       Medicinal         Folha (41)        -
  concolor          (41, 44)
  (Langsd. e
  Fisch.) Kuhn

Rubiaceae
  Coccocypselum     Alimenticio       -                 -
  cordifolium       (20) e
  Nees e Mart.      medicinal (20)

Zingiberaceae
  Hedychium         Alimenticio       Botao floral      Terpenoides
  coronarium J.     (25) e            (25), flor        (21, 23)
  Koenig            medicinal (21,    (25), folha
                    22)               (21, 22),
                                      rizoma (21,22,
                                      25) e talo
                                      (21,22)/ Oleo
                                      essencial (21)

                                  Potencial alimenticio
                                      e/ou medicinal
Amaranthaceae

  Celosia           Abcesso, bronquite, febre e tosse (1)
  grandifolia
  Moq.

Anemiaceae
  Anemia            Expectorante (28) e sistema respiratorio (27)
  phyllitidis
  (L.) Sw.

Apiaceae
  Centella          Bebida, hortalica (24)/Artrite e reumatismo (39),
  asiatica (L.)     siolitico (34,39), asma (39), antibactericida
  Urb.              (29,40), antioxidante (30,31,36),
                    anticonvulsivante (33,39), antidepressivo (35),
                    antipsoriatica (37), cognitiva (32), doencas
                    respiratorias (39), combate a diarreia (39),
                    desidratacao (39), doencas de pele (39),
                    hipertensao venosa (39), insuficiencia
                    venosa (39) e previne problemas
                    circulatorios (39)

Asteraceae
  Chaptalia         Antibactericida (5), anti-inflamatorio (6,42,45),
  nutans (L.)       doencas da pele (28), doencas no utero (6), dor
  Pol.              nos rins (43), expectorante em infeccoes
                    respiratorias (28), feridas (6,42), hemorroida
                    (42), herpes (28), infeccao da bexiga (6) e
                    vermifuga (28)

Bromeliaceae
  Bromelia          Bromelina, frutifera (24,25)/Abortiva (28),
  antiacantha       atividade citotoxica e antioxidante (9), asma
  Bertol.           (7,28), bronquite (7,28,) efeito emoliente (46),
                    expectorante (7,28,47), pedras nos rins (28),
                    purgativa (28), tosse (7,8) e vermifuga (28)

  Nidularium        Antioxidante (11,47), antiinflamatorio (11),
  innocentii        analgesica (11), anti-helmintica (11) e
  Lem.              diuretica (11).

Dryopteridaceae
  Lastreopsis       Antioxidante (48)
  amplissima
  (C. Presl)
  Tindale

Heliconiaceae
  Heliconia         Hortalica (24)
  farinosa Raddi

Marantaceae
  Maranta           Hortalica (24)/ Antiofidico (28),
  arundinacea L.    antiulcerogenica (51), diarreia (49), dor
                    estomacal (28), efeito imunoestimulante (52),
                    fraqueza (50), tratamento de cancer (28) e
                    tuberculose (50)

Moraceae
  Dorstenia         Analgesico, anti-inflamatorio e antiofidico (14)
  carautae C.C.
  Berg

Orchidaceae
  Liparis           Antiofidico (15), dor de estomago (16), feridas
  nervosa           cirurgicas (15), hematemese (15), hemoptise (15),
  (Thunb.)          hemorragias (15) e ulceras de perna (15,16)
  Lindl.

Poaceae
  Olyra             Trato urinario e tratamento da variola (17)
  latifolia L.

  Pharus            Pseudocereal (24)/ Conjuntivite (18)
  lappulaceus
  Aubl.

Polypodiaceae
  Serpocaulon       Analgesico menstrual (19)
  latipes
  (Langsd. E
  Fisch.)
  A.R.Sm.

Pteridaceae
  Doryopteris       Antimicrobiana (44) e anti-helmintico (41)
  concolor
  (Langsd. e
  Fisch.) Kuhn

Rubiaceae
  Coccocypselum     Hortalica (20)
  cordifolium
  Nees e Mart.

Zingiberaceae
  Hedychium         Hortalica (25)/ Antimicrobial (21) e
  coronarium J.     anti-hipertensivo (22)
  Koenig

1: Sanz-Biset et al. (2009), 2: Parente e Rosa (2001), 3: Prasad et
al. (2014), 4: James e Dubery (2009), 5: Truiti et al. (2003), 6:
Souza et al. (2004), 7: Filippon (2009), 8: Baldauf et al. (2009),
9: Manetti et al. (2010), 10: Thomas et al. (2011), 11: Chedier et
al. (2000), 12: Britto e Mahesh (2007), 13: Vaghasiya et al.
(2011), 14: Vilegas et al. (1997), 15: Roeder (2000), 16: Pant
(2013), 17: Sequeira (1994), 18: Crovetto (2012), 19: Keller et al.
(2011), 20: Santelises (2007), 21: Joy et al. (2007), 22: Ribeiro
et al. (1986), 23: Zhan et al. (2012), 24: Kinupp (2007), 25:
Kinupp e Lorenzi (2014), 26: Erdman (1986), 27: Bolson et al.
(2015), 28: Mors et al. (2000), 29: Vasavi et al. (2016), 30: Orhan
et al. (2013), 31: Anand et al. (2010), 32: Wattanathom et al.
(2008), 33: Visweswari et al. (2010), 34: Wanasuntronwong et al.
(2012), 35: Kalshetty et al. (2012), 36: Muralidhara (2008), 37:
Sampson et al. (2001), 38: Simoes et al. (2000), 39: PdR (2000),
40: Vanaclocha e Folcara (2003), 41: Santhosh Kumar et al. (2014),
42: Medeiros et al. (2013), 43: Sanz-Biset et al. (2009), 44:
Barneche et al. (2010), 45: Badilla et al. (1999), 46:
Andrighetti-Frohner et al. (2005), 47: Silva (2013), 48: Andrade et
al. (2014), 49: Rolston et al. (1990), 50: Nunkoo e Mahomoodally
(2012), 51: Rajashekara et al. (2014), 52 Kumalasari et al.
(2012).

Figura 2. Numero de especies medicinais e alimenticias por forma
biologica, amostradas na mata ciliar da Bacia do Rio Urussanga, Sul
do Brasil, em que: Cher (camefita herbacea), Griz (geofita
rizomatosa), Hces (hemicriptofita cespitosa), Hsca (hemicriptofita
escaposa), Hrep (hemicriptofita reptante) e Hros (hemicriptofita
rosulada).

Formas Biologicas

Hrep   2
Griz   6
Hros   3
Hces   3
Cher   2
Hsca   1

Note: Table made from bar graph.
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Title Annotation:texto en portugues
Author:Ceron, Karoline; Guislon, Aline Votri; Bristot, Samara Fenilli; De Bona Martins, Humberto; Elias, Gu
Publication:Interciencia
Date:Jun 1, 2016
Words:6573
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