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Mapeamento do processo produtivo e das conformidades com o PNQM: um estudo de caso/Mapping of the production process and conformities with the PNQM: a case study/Mapa del proceso productivo y de las conformidades con el PNQM: un estudio de caso.

INTRODUCAO

Painel compensado e um painel produzido por laminas cruzadas unidas sob pressao e calor atraves de um agente ligante entre as laminas (IWAKIRI, 2005; STARK et al., 2010). As laminas podem variar no numero, na espessura, na especie e na classe de madeira. A alternancia do sentido da posicao das fibras nas camadas adjacentes confere ao painel compensado estabilidade dimensional, tornando esta uma das principais vantagens do seu uso em relacao a madeira solida. As laminas externas do painel, primeira e ultima, sao chamadas de capa e contracapa, e as laminas internas de miolo (BORTOLETTO JUNIOR; GARCIA, 2004; IWAKIRI, 2005).

Os paineis compensados podem ser classificados como de uso exterior e interior, diferenciados em funcao do tipo de resina utilizada (ALBINO et al., 2011). Segundo a ABNT (2001), o compensado de uso exterior e definido como painel produzido com adesivo a prova d'agua, apresentando caracteristicas de alta resistencia mecanica e destinado a aplicacoes que requerem alta resistencia a umidade do ambiente e ao contato direto com agua.

Para a economia brasileira a industria de paineis compensados tem grande importancia, superando 500 milhoes de dolares anuais, com principal destino para o continente asiatico (SNIF, 2016). Para o estado de Santa Catarina o compensado de pinus foi um dos destaques na balanca comercial em 2015, arrecadando US$ 120 milhoes em exportacao (ACR, 2018). Alem disso, a industria de paineis de madeira e importante pelo desenvolvimento de novas tecnologias associadas a geracao de renda e emprego nos setores moveleiro e da construcao civil, que sao os principais consumidores de paineis compensados no Brasil (VIEIRA et al., 2012). Segundo o relatorio IBA (2017) a producao total de paineis compensados a partir de arvores plantadas aumentou 3,8% em 2016 e atingiu 2,7 milhoes de metros cubicos ([m.sup.3]), dos quais 1,8 milhao de [m.sup.3] foi destinado a exportacao. No mercado domestico, as vendas recuaram 11,6% em relacao a 2015, totalizando 900 mil [m.sup.3] em 2016.

A qualidade do painel compensado depende de diversas interacoes no processo produtivo, estando relacionada com a qualidade da madeira, quantidade e composicao do adesivo, assim como com a eficiencia do aquecimento das toras, da producao das laminas, secagem, montagem do painel, prensagem entre outros fatores (IWAKIRI, 2005; ALBINO et al., 2011; RIBASKI, 2012). Historicamente a qualidade de produtos de madeira das empresas brasileiras e bastante variavel, nao apresentando padronizacao e as iniciativas existentes relacionadas a qualidade sao poucas. Devido a falta de equipamentos calibrados, de boa qualidade no controle da afiacao e secagem e falta de treinamento de recursos humanos grande parte das empresas produtores de paineis compensados nao possui capacidade para manufaturar produtos dentro de padroes, gerando produtos com qualidade inferior, desuniformes e com baixo valor agregado (ANDRADE et al., 2013).

Com base nas tendencias atuais, os produtos de madeira que servem a construcao civil tambem devem apresentar certificacoes de conformidade e da qualidade, entretanto, poucas sao as iniciativas brasileiras existentes em relacao a qualidade para esses produtos. A principal delas e o Programa Nacional da Qualidade da Madeira - PNQM, coordenado pela Associacao Brasileira da Industria de Madeira Processada Mecanicamente - ABIMCI (ABIMCI, 2008; ABIMCI, 2009).

Alem do PNQM ha o Programa de Qualidade da Agencia Nacional dos Produtores de Pisos de Madeira (ANPM), prevendo a afixacao de um selo de qualidade em produtos que atendam aos requisitos desse programa, o qual consiste em estabelecer normas tecnicas e procedimentos que possam ser executados pelas empresas e, simultaneamente, atendam as diferentes necessidades e demandas dos mercados interno e externo (ANDRADE, 2014b). Paralelamente ao selo da ANPM foi criado o Programa de Avaliacao da Conformidade para Pisos de Madeira Macica pelo Instituto de Metrologia Qualidade e Tecnologia (INMETRO, 2014), com foco no desempenho, prevendo tambem a aposicao de um selo na embalagem dos produtos certificados.

Em geral, as industrias que implantam o sistema de gestao do PNQM ganham produtividade e competitividade, reduzem perdas e custos, alem de garantirem acesso aos principais mercados consumidores com produtos que atendem padroes e normas tecnicas, nacionais e internacionais (RIBASKI et al., 2017; AGEFLOR, 2017). Ao se estabelecer um acompanhamento do processo produtivo atraves de certificacoes e possivel identificar e/ou eliminar os desperdicios de materia prima e os gargalos do processo produtivo e agregar valor ao produto final (ANDRADE, 2014a).

Segundo Ribaski et al. (2017) ao estudar o perfil das industrias de compensados do Parana encontrou a certificacao pelo PNQM como um dos pontos fortes do setor, ja que este programa tem uma importancia maior quando a empresa produtora busca obter a certificacao internacional, sendo um pre-requisito para obtencao da marca CE, que demonstra que o produto esta de acordo com as exigencias impostas pela Comunidade Europeia. Santos (2011) afirma que poucas empresas tem conhecimento sobre a certificacao de produtos e sua importancia na abertura do mercado internacional. Para Pereira et al. (2017) a qualidade e conhecimento do processo de producao sao pontos fortes e que tornam as empresas competitiva no que se refere a performance exportadora.

Nesse contexto o mapeamento de processos auxilia na avaliacao de desempenho e no entendimento do fluxo de trabalho, subsidiando programas de projeto das atividades (LAGE JUNIOR, 2016). O mapeamento do processo possibilita conhecer a orientacao do fluxo e etapas do processo produtivo, de modo a reduzir distancias entre operacoes, melhora o aproveitamento do espaco e diminuicao no tempo de producao, evidencia o desperdicio, excesso de estoques e movimentacoes lentas (FABRICIO et al., 2017).

Uma forma compacta e rapida que possibilita o entendimento do processo produtivo e sua melhoria seja por reducao das distancias entre etapas produtivas, estoques ou certificacoes e atraves do fluxograma. O fluxograma e um grafico que representa as diversas etapas que ocorrem durante a execucao de um processo, identificando a realizacao de uma atividade, inspecao, transporte, espera e fluxo de documentos e registros (CURY, 2017).

Diante do exposto o objetivo deste trabalho foi identificar as etapas produtivas de uma industria de compensados de pinus verificando as conformidades e nao conformidades com os padroes de qualidade sugeridos pela certificacao do PNQM e verificar se as propriedades mecanicas dos paineis compensados produzidos atendem os requisitos exigidos por esse programa.

MATERIAL E METODOS

O estudo foi realizado na empresa Dallo Madeiras LTDA, localizada no municipio de Tres Barras, Santa Catarina. A empresa foi fundada em 1999 e atualmente possui area de 44.000 [m.sup.2], e emprega cerca de 80 funcionarios, sendo classificada como uma industria de pequeno porte de acordo com Sebrae (2015).

A coleta de dados no setor industrial foi realizada atraves de visitas e consulta aos responsaveis pelos setores. A materia prima para a producao dos paineis sao toras de Pinus elliottii e Pinus taeda compradas de terceiros. Nessa empresa sao produzidos compensados de 20 mm (65% da producao total), 18 mm (20% da producao total), 15 mm (10% da producao total) alem de 22 mm e 24 mm que resultam nos 5% restantes da producao. O mercado e totalmente para exportacao, sendo 80% para Europa, 15% para America do Norte e 5% para Africa. As classes de qualidade de paineis produzidas na empresa sao C/C, C+/C, BC, CDX, CCX. Essas classes de qualidade estao condicionadas a diversos fatores de producao das laminas, sendo os principais a presenca de nos vivos, nos mortos, dimensao dos nos, azulamento por fungo manchador, presenca de casca residual nas laminas, densidade e aspereza das laminas (APA, 2010).

Para a construcao do mapa de processo, e preciso que haja sequencia logica das atividades produtivas (BATISTA et al., 2006). A sequencia do processo deve ser apresentada listando-se os simbolos identificadores segundo a ordem de ocorrencia e ligando-os por segmentos de reta, que representam o fluxo do item (BONFATTI JUNIOR et al., 2018). Esse grafico tem inicio com a entrada dos insumos e segue em cada passo como transportes, armazenamentos, inspecoes, montagens, ate que se tornem um produto acabado ou parte de um subconjunto, registrando-se o andamento do processo por um ou mais departamentos (LOBATO; LIMA, 2010).

Na avaliacao da conformidade no controle da fabricacao dos paineis compensados foram seguidas as instrucoes de trabalho do PNQM descritas na Tabela 1.

Para caracterizacao das propriedades fisico-mecanicas, foram selecionados aleatoriamente 3 paineis de 15 mm compostos por 5 laminas. O PNQM utiliza como base para avaliacao das propriedades fisico-mecanicas as normas europeias. Foi determinada a densidade aparente de acordo com a norma EN-323: wood based panels--Determination of density, onde utilizou-se dos corpos de prova de flexao paralela e perpendicular. Para os ensaios mecanicos foi utilizada uma Maquina Universal de Ensaios--EMIC. Foram testados tres corpos de prova para flexao paralela e perpendicular seguindo a norma EN-310: determination of modulus of elasticity in bending and of bending strength. Para o cisalhamento da linha de cola foram avaliadas a resistencia a seco e apos os pre-tratamentos de fervura durante 6 horas e ciclo de fervura. Foram utilizados 5 corpos de prova para cada condicao e o ensaio ocorreu conforme preconizado na norma EN-314: plywood--Bonding Quality. Part 1: Test methods. Os pre-tratamentos tem o objetivo de submeter as amostras aos diversos ambientes, que imitam as suas possibilidades de uso, sendo o ciclo fervura o pre-tratamento mais prejudicial ao painel, que consiste em 4 horas de fervura, seguidos por 20 horas de secagem em estufa e finalizado com mais 4 horas de fervura. Os testes foram efetuados nos laboratorios de Tecnologia da Madeira e de Anatomia e Qualidade da Madeira da Universidade do Parana.

RESULTADOS E DISCUSSAO

Atraves do mapeamento do processo produtivo de paineis compensados (Figura 1) foi possivel identificar as principais etapas para obtencao do produto ate sua expedicao. Na etapa de recebimento das toras, a empresa averigua os documentos e condicoes da carga no caminhao, onde se identifica o peso da carga, o fornecedor e o diametro das toras (25-35 cm) (18-24 cm) para classificacao e posterior descarregamento com maquina carregadeira. As pilhas sao formadas seguindo o diametro das toras, onde as toras de 25-35 cm sao colocadas na mesma pilha. De acordo com a ordem de recebimento, cada pilha recebe um numero que sera controlado por uma planilha, sendo que as pilhas mais antigas serao as primeiras a serem processadas, minimizando assim a contaminacao do fungo manchador azul, que e ataque caracteristico para madeiras de pinus recem derrubadas. A classificacao das toras por classes diametricas garante maior uniformidade no aquecimento, ja que quanto maior o diametro da tora maior o tempo necessario de aquecimento (IWAKIRI, 2005).

As toras seguem entao para o tanque de cozimento, de acordo com a ordem de recebimento, onde permanecem por cerca de 10 a 12 horas. A temperatura de cozimento e de 70[grados]C sendo controlada e anotada a cada duas horas. Essa fase tem como finalidade o aumento da plasticidade da madeira, minimizando o fendilhamento superficial das laminas, que impacta diretamente nas propriedades mecanicas dos paineis, assim como no consumo de resina e desgaste da faca do torno laminador. Medina (1986) encontrou que o cozimento de toras a 60[grados]C resultou em laminas de melhor qualidade e paineis com maior resistencia mecanica quando comparados a paineis compensados produzidos com laminas desenroladas com toras aquecidas a 40[grados]C. Apos o cozimento as toras sao transportadas por maquina carregadeira ate o descascador, onde apos o descascamento, seguem para o torno laminador. No torno laminador as toras sao convertidas em laminas com comprimento, largura e espessura pre-determinados pelo comprimento da tora, ajuste rolo compressor/faca e guilhotina.

O processo de producao de laminas por torneamento envolve a centralizacao da tora no torno para entao gira-la contra uma faca estacionaria que possui o comprimento da tora. A lamina e desenrolada em uma esteira continua, podendo ser cortada em uma grande variedade de espessuras, tipicamente de 2,5 a 4,8 mm para madeiras macias e de 0,7 mm para as madeiras mais duras (OLANDOSKI, 2001). Nesse processo sao produzidas laminas de duas espessuras 3,5 mm e 2,8 mm, que serao determinadas em linha com a demanda dos clientes pelo produto.

As laminas seguem para o secador continuo, onde sao expostas a temperatura e ventilacao controladas ate atingirem a umidade pre-determinada para miolo e capa, 8 e 12% respectivamente. Apos a secagem sao averiguadas as medidas das laminas e umidade final, sendo dispostas em fardos distintos, de acordo com a classe de utilizacao no painel, miolo ou capa. Como a empresa utiliza o processo de prensagem a alta temperatura, sao necessarios alguns cuidados especiais, como controle do teor de umidade das laminas do miolo para evitar a formacao de "bolhas" e delaminacoes no painel, em funcao da alta pressao interna de vapor gerada entre as linhas de colagem das laminas (MARRA, 1992).

Nessa empresa, nao e efetuado a juncao lateral das laminas para a confeccao das laminas do miolo do painel, pois as laminas sao arranjadas de modo que nao haja espacos vazios no miolo do painel. Entretanto a ausencia dessa etapa produtiva pode ocasionar a sobreposicao de laminas do miolo.

Os fardos sao encaminhados ao setor de colagem para verificar a umidade. Neste setor tambem ocorre o controle da formulacao da batida de cola atraves da viscosidade e gramatura. Como o painel produzido tem finalidade estrutural a batida de cola e formulada com agua, resina fenol-formaldeido e farinha de trigo como extensor. O compensado estrutural e classificado como de uso exterior e trata-se de um painel multilaminado, colado com resinas a prova d'agua, destinadas a uso em condicoes ciclicas de alta e baixa umidade relativa, eventualmente em acao direta com a agua (ABNT, 2001). As laminas passam pela encoladeira onde apenas algumas laminas do miolo recebem a cola. Esse processo de colagem esta evidenciado na Figura 2, que representa um painel composto por 5 laminas, onde as laminas do miolo (2 e 4) recebem a passagem da cola em ambas faces. A lamina da capa (1) recebe a resina pela transferencia da lamina do miolo que vem logo abaixo (2); ja a lamina central do miolo (3), recebe por transferencia a cola das laminas que estao acima e abaixo respectivamente (2 e 4) e a lamina da contracapa (5), recebe cola por transferencia da lamina 4. A quantidade de laminas do painel determina a espessura final desejada. Prata (2006), afirma que a distribuicao do adesivo de forma homogenea nao so incentiva a diminuicao do tempo de prensagem a quente nos paineis, mas tambem acaba por facilitar o manuseio e o carregamento dos paineis.

Apos montado os pacotes de lamina seguem para pre-prensagem a frio durante cinco minutos a uma pressao de 120-230 kgf*[m.sup.-2] variando a pressao conforme a espessura do painel produzido. Esse tempo de pre-prensagem reduz o tempo de prensagem por possibilitar a transferencia de cola dos miolos molhados para as superficies. Segundo Iwakiri (2005) o periodo entre a passagem da resina e a prensagem a quente e chamado de assemblagem. Este tempo deve ser programado de forma que permita a transferencia do adesivo da lamina com cola para a lamina sem cola.

Os paineis seguem para prensagem a temperatura, pressao e tempo pre-determinados, sendo estas variaveis de acordo com a espessura do painel produzido. Nesta etapa as variaveis do processo sao conferidas e anotadas. Segundo Polzl (2011) os equipamentos empregados para a fabricacao do compensado sao caracteristicos pela sua simplicidade e essencialmente manuais em sua maior proporcao. Alguns consomem um tempo maior de execucao, o que exige organizacao da empresa para que nao haja comprometimento do fluxo produtivo. Dentre eles pode-se citar a prensa a quente, cujo tempo e temperatura empregada, dependem do tipo de produto e cola utilizada. A prensa comumente exerce um efeito gargalo na producao, pois se torna o equipamento que consome maior tempo produtivo, referente ao tempo necessario para a cura da cola. Este processo ocorre a alta temperatura e pressao e leva em media 1 minuto por milimetro de espessura do compensado (IWAKIRI, 2005).

Na sequencia, as chapas sao descarregadas da prensa seguindo para o controle de qualidade. Nessa etapa e observada a presenca ou nao de defeitos que possam desqualificar o painel, sendo imediatamente corrigidos os buracos de nos e trincas das capas com massa de poliuretano. Tambem sao separados os paineis que apresentam os defeitos de falldown e shop grade, que sao empilhados e vendidos para confeccao de formas de concreto para construcao civil. Essas duas classes paineis sao caracterizadas por apresentar defeitos nas laterais (falldown) e pelo estouro do painel (shop grade) e consequente delaminacao parcial, o que compromete a resistencia do painel. Segundo Iwakiri (2005) os principais defeitos dos paineis sao: a) bolha: elevacao da superficie, proveniente de uma separacao entre laminas, geralmente nao visivel nas bordas do compensado, e ocorre devido a pressao interna de vapor; b) delaminacao: separacao de laminas a partir das bordas do painel devido a falhas na colagem; c) encavalamento: sobreposicao de laminas devido a falhas na juncao de laminas; d) defeitos abertos: irregularidades como trincas, rachaduras, juntas abertas, fissuras e orificio de nos; e) ultrapassagem do adesivo: manchas na superficie do painel devido a ultrapassagem do adesivo da linha de cola para a superficie.

Com as chapas emassadas e empilhadas em fardos de cerca de 50 unidades segue para a esquadrejadeira onde sao cortadas na dimensao 1,22 x 2,44 m e posteriormente lixadas com granulometria de 60 e 80 para atender a espessura e qualidade superficial desejada. Os paineis seguem em fardos com numero de unidades pre-determinados para serem embalados, pesados, medidos e identificados com as informacoes de lote, tipo de produto, espessura, comprimento, largura e quantidade de pecas. O pallet segue para o estoque onde ocorre a expedicao, com lancamento de notas e ovacao em container.

Foram identificadas 13 etapas do processo produtivo: cozimento, secagem, descascamento, laminacao, montagem, colagem, pre-prensagem, prensagem, emassamento, esquadrejamento, lixamento, empacotamento e pesagem.

A empresa avaliada trabalha exclusivamente com mercado externo e se enquadra diretamente com o exposto por Polzl et al. (2010) para empresas que trabalham com exportacao. Atualmente a empresa alcancou a capacidade nominal e busca otimizar o processo, investindo em novos equipamentos e tecnologias e em laboratorio para controle de qualidade do produto.

Segundo Polzl (2010) ao realizar realizou uma analise da eficiencia economica das industrias de madeira compensada e observou que ha dois tipos de empresas produtoras deste produto: um grupo eficiente e competitivo, relacionado as empresas destinadas a exportacao, e um grupo mais vulneravel a mudancas no mercado consumidor, representado pelas industrias voltadas ao mercado interno.

Diante das etapas foram avaliados os principais parametros que o sistema de qualidade PNQM preve para controle do processo produtivo, sendo identificadas a conformidades e nao conformidades com o sistema produtivo adotado pela empresa. Por nao efetuar juntagem lateral das laminas, IT29, que trata do recebimento e controle de qualidade da cola para esse procedimento, nao foi contabilizada na analise de conformidade com o sistema de qualidade avaliado. Alem disso, por utilizar resina fenolica, a empresa nao utiliza catalisador e imunizante, o que inviabiliza a aplicacao das IT25, IT26 e IT28 para realidade industrial. Diante disso na Tabela 2 estao expressas as principais conformidades e nao conformidades com o PNQM encontradas na empresa. Dos 27 itens que englobam a realidade produtiva da empresa, foram verificadas 100% de conformidade em 14 itens propostos pelo sistema de qualidade do PNQM, totalizando 52% de conformidade. Dos dez itens que nao estavam conformes, quatro procedimentos eram realizados (IT12, IT13, IT14, IT15), porem a empresa nao apresentava a ficha de registro para controle.

No recebimento das toras (IT01) apenas ha a separacao de acordo com o diametro destas, ja para o cozimento de toras previsto pela IT02, apesar da empresa nao ter a classificacao de acordo com a densidade, todos os cozimentos sao efetuados acima de 70[grados]C, porem com tempo previsto menor que a norma considera o ideal. Foi verificada que a temperatura final do rolo resto esta dentro dos limites para obtencao de laminas com boa qualidade superficial para colagem. Nessa etapa convem ressaltar que as tecnologias quanto a otimizacao do controle de perda de calor nos tanques, assim como a forma de aquecimento alteraram desde que as diretrizes do PNQM foram elaboradas. Considerando que a temperatura do rolo resto ao final da laminacao esta na faixa de 50[grados]C, podemos afirmar que a empresa atende ao criterio estabelecido pela diretriz para obtencao de laminas com elevada qualidade.

Como a empresa nao faz juntagem lateral acabam sendo geradas outras 3 nao conformidades (IT07, IT08, IT29). Porem apesar de nao efetuar esse procedimento a empresa consegue atender as exigencias de qualidade dos clientes da empresa. Na producao da batida de cola, a empresa trabalha com teor de solidos abaixo do previsto pela norma, porem segue os limites estabelecidos pelo fabricante da resina. A possivel causa dessa nao conformidade e relacionada as novas tecnologias e formulacoes dos adesivos, que evoluiram muito desde que o PNQM foi criado. Tal situacao se repete na prensagem (IT16), onde o tempo tambem e seguido de acordo com a especificacao do fabricante. Em relacao ao esquadrejamento (IT17) a empresa precisa efetuar o controle de umidade.

Para o procedimento de palitamento, emassamento e lixamento lateral a empresa esta conforme com o solicitado pelo PNQM. Para confeccao das embalagens, IT22, a empresa apenas nao faz a ultima verificacao da umidade final do pallet, porem faz a identificacao e composicao deste de forma adequada.

Como o mercado atendido e majoritariamente europeu e norte americano, o controle de qualidade e realizado atraves das normas EN e PS1. As diretrizes do PNQM estao alinhadas com as exigencias do mercado europeu, porem cabe ressaltar que o mercado norte americano a PS1 (1996) apresenta exigencias como a durabilidade a temperatura e a pressao. Atualmente a empresa faz um controle da resistencia da linha cola e flexao estatica, onde as amostras sao enviadas ao fabricante da resina, porem com menor periodicidade que o solicitado pela IT31.

Para a caracterizacao das propriedades fisicas dos paineis, a densidade aparente encontrada foi de 463,83 kg*[m.sup.-3] sendo inferior ao relatado pelo catalogo tecnico da ABIMCI (2007) para paineis comerciais de Pinus taeda, 555 kg*[m.sup.-3]. Esse resultado esta atrelado a qualidade da materia-prima, sendo que madeiras com maior densidade resultam em paineis com maior densidade (IWAKIRI et al., 2012).

Para as propriedades de flexao descritas na Tabela 3, o sentido paralelo apresenta maior resistencia, tanto para o limite elastico assim como no limite de ruptura. Esse ganho na resistencia se justifica pelo fato das laminas da capa e contra capa estarem com as fibras alinhadas no sentido que ocorrem os esforcos internos de tracao e compressao formados durante o esforco de flexao. Esse resultado e diretamente influenciado pela densidade do painel e da madeira utilizada (IWAKIRI et al., 2012), em que quanto maior a densidade, maior a quantidade de fibras para resistirem aos esforcos internos no momento da solicitacao.

Segundo a ABIMCI (2002) ao avaliar as propriedades de 18 empresas fabricantes de compensado de pinus brasileiro a media para o MOR paralelo as fibras para paineis de 15 mm uso externo e de 32 MPa, enquanto que a perpendicular e de 22 MPa. Ja a media do MOE, para o mesmo tipo de painel, no sentido paralelo e de 6799 MPa e perpendicular 2582 MPa. Esses resultados sao superiores ao encontrados para os paineis da empresa estudada.

Prata (2006) encontrou para paineis comerciais de pinus com 12 mm de espessura, produzidos com resina fenolica, valor medio de MOE de 6270 MPa e MOR de 25,53 MPa no sentido paralelo as fibras. O autor concluiu que as falhas nas justas de laminas de miolo interferiram nas propriedades de flexao dos paineis, sendo a queda mais significativa para o sentido paralelo as fibras. Como o principio de montagem dos compensados e de laminacao cruzada, as laminas de miolo cola sempre estarao no sentido inverso ao sentido da capa. Quando se retira um corpo de prova no sentido paralelo, se houver espacos frequentes entre as laminas de miolo cola, os corpos de prova terao maior incidencia de falhas ou "buracos" em sua extensao. Isto ocorre com os corpos de prova no sentido perpendicular tambem, ficando este tipo de falha restrita nos topos.

Para Iwakiri et al. (2002) e Peterson & Ziger (2007), o uso de laminas com maior densidade nas capas dos compensados, aumenta significativamente as propriedades de flexao estatica sobre paineis compensados estruturais com diferentes composicoes. Assim, o uso de madeiras de maior densidade pode produzir paineis estruturais com alta resistencia (IWAKIRI et al., 2009).

Para a resistencia ao cisalhamento de linha de cola (Tabela 4) todos os pre-tratamentos apresentaram resistencia superior ao valor minimo de 1,00 MPa, sugerido pela norma europeia. Ao apresentar valor superior a este, nao se leva em consideracao a percentagem de falhas na madeira (EN 314-2, 2002).

Para paineis comercias a ABIMCI (2002) preve que a resistencia a seco deve ser 2,15 MPa e a umido 1,27 MPa, sendo estes limites inferiores ao encontrado na Tabela 4. Prata (2006) encontrou para paineis comerciais de pinus de 5 laminas e colagem fenolica, cujos valores medios variaram de 0,78 MPa a 1,33 MPa para o pre-tratamento em ciclo de fervura, sendo valores inferiores aos encontrados nesse trabalho. O desenvolvimento e aprimorando de resinas mais resistentes no mercado, assim como a correta producao da batida de cola, onde sao consideradas a temperatura do ambiente e as caracteristicas da madeira, esta diretamente relacionado ao ganho dessa propriedade.

Marra (1992) e Iwakiri (2005) afirmam que a estrutura anatomica e densidade da madeira podem influenciar a qualidade da linha de cola, e esta diretamente associada a sua porosidade e permeabilidade a penetracao do adesivo liquido na estrutura da madeira. Consequentemente, a formacao da ligacao adesiva entre as duas faces da madeira tendo a premissa de que madeiras com baixa densidade podem originar uma linha de cola "faminta" e madeiras de alta densidade uma linha de cola nao ancorada. A temperatura tambem interfere na viscosidade do adesivo, sendo que temperaturas elevadas resultam em queda na viscosidade, ocasionando maior penetracao do adesivo na madeira, o que resulta em formacao de linha de cola faminta (IWAKIRI, 2005).

CONCLUSAO

Foram identificadas 13 etapas do processo produtivo: cozimento, secagem, descascamento, laminacao, montagem, colagem, pre-prensagem, prensagem, emassamento, esquadrejamento, lixamento, empacotamento e pesagem.

O PNQM e uma importante ferramenta para melhora da qualidade do painel compensado brasileiro, ja que possibilita a padronizacao do produto e do processo produtivo uma vez instalado na empresa. Por estar atrelado a exigencias das normas europeias, garante a competitividade e insercao no mercado europeu.

A empresa apresentou 52% de conformidades com os requisitos do PNQM e 19% das diretrizes nao se aplicavam a realidade da empresa por esta nao fazer a juntagem lateral e nao utilizar imunizante e catalizador por trabalhar com resina fenolica.

As propriedades mecanicas de cisalhamento de linha de cola estao acima do valor preconizado pela norma europeia e PNQM, apesar de utilizar um menor teor de solidos que o sugerido pela norma. As propriedades de MOR e MOE estao proximos dos valores de resistencia dos paineis compensados produzidos no Brasil.

AGRADECIMENTOS

Os autores agradecem ao CNPq pela bolsa de iniciacao tecnologica concedida e a empresa que Dallo Madeiras Ltda pela parceria, acessibilidade e consentimento na realizacao do projeto. Aos laboratorios de Tecnologia da Madeira e de Anatomia e Qualidade da Madeira da Universidade do Parana pela ajuda nas analises mecanicas dos paineis.

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Elaine Cristina Lengowski (1); Rafael Dallo (2); Eraldo Antonio Bonfatti Junior (3)

elainelengowski@gmail.com

(1.) Universidade Federal do Mato Grosso, Cuiaba--MT (2.) Universidade do Contestado, Canoinhas--SC (3.) Universidade Federal do Parana, Curitiba--PR.

Historico do Artigo:

Recebido em: 16 de agosto de 2018

Aceito em: 04 de dezembro de 2018

Publicado em: 30 de abril de 2019

DOI: 10.12957/ric.2019.36755
Tabela 1. Etapas com parametros de producao e seus respectivos codigos
de documentos segundo PNQM.

Instrucao  Criterio

IT01       Recebimento das toras

IT02       Cozimento de toras

IT03       Laminacao

IT04       Identificacao e destinacao das laminas
IT05       Secagem
           Classificacao, identificacao e destinacao das
IT06       laminas apos secagem

IT07       Juntagem das laminas

IT08       Classificacao, identificacao e destinacao das
           laminas apos juntagem
IT09       Recuperacao de capas

IT10       Pre-montagem dos paineis

IT11       Preparacao da cola

IT12       Aplicacao da cola

IT13       Montagem

IT14       Pre-prensagem (nao obrigatoria)

IT15       Assemblagem

IT16       Prensagem

IT17       Esquadrejamento
IT18       Reparos e remendos
IT19       Lixamento final
IT20       Classificacao dos paineis
           Palitamento, emassamento e
IT21       lixamento lateral

IT22       Embalagem

IT23       Recebimento de laminas

IT24       Recebimento de resina

IT25       Recebimento de catalisador

IT26       Preparacao do catalisador

IT27       Recebimento do extensor
IT28       Recebimento de imunizante

IT29       Recebimento de fitas e fios para juntagem

IT30       Recebimento de massa sintetica para reparos
IT31       Execucao do
           FPC - controle de producao de fabrica

Instrucao  Parametros avaliados

IT01       Especie
           Classe de densidade
           Tempo
IT02       Temperatura
           Classe de densidade
           Espessura
           Comprimento
IT03       Largura
           Esquadro
IT04       Destino da lamina quanto ao uso
IT05       Umidade; Espessura; Comprimento

IT06       Qualidade
           Material Utilizado (Fitas e Fios)
           Temperatura de Aplicacao (juntas
IT07       com fios)
           Dimensoes das Laminas Juntadas
           Qualidade da Junta
IT08       Qualidade

IT09       Qualidade
           Destino
IT10       Quantidade laminas
           Quantidade de Componentes
           Teor de Solidos
IT11       Viscosidade
           Tempo de Batida
           Umidade das Laminas
           Temperatura das Laminas
IT12       Quantidade de Cola
           Distribuicao da Cola
           Umidade das Laminas
           Temperatura das Laminas
IT13       Verificacao dos Componentes de
           Montagem
           Composicao do Painel
           Tempo de Permanencia
IT14       Pressao
           Tempo desde a Montagem ate a
IT15       Prensagem
           Tempo de Carregamento
IT16       Temperatura
           Pressao
           Tempo de Permanencia
IT17       Esquadro
IT18       Qualidade do emassamento
IT19       Espessura do painel
IT20       De acordo com a norma ABNT
           Eliminacao de miolo oco (janelas)
IT21       Qualidade da Superficie Lateral
           Composicao
IT22       Identificacao do Fabricante
           Teor de Umidade
IT23       Especie
           Classe
           Cozimento
           Dimensoes
           Umidade
           Teor de solidos
           Viscosidade
IT24       pH
           Gel Time
           Densidade
IT25       Certificado de qualidade do
           fornecedor
IT26       Quantidade dos componentes
           Reatividade
IT27       Viscosidade
IT28       Certificado de qualidade do
           fornecedor
           Dimensoes
IT29       Qualidade dos materiais para
           juntagem
IT30       Nao ha criterios pelo PNQM
IT31       Periodicidade dos testes fisicos e
           mecanicos

Fonte: Adaptado de ABIMCI 2008.

Tabela 2. Conformidades e nao conformidades do processo produtivo da
empresa com PNQM.

Instrucao de trabalho  Conforme  Nao Conforme

        IT01                          X
        IT02              X
        IT03              X
        IT04              X
        IT05              X
        IT06              X
        IT07                          X
        IT08                          X
        IT09                          X
        IT10              X
        IT11                          X
        IT12                          X
        IT13                          X
        IT14                          X
        IT15                          X
        IT16                          X
        IT17                          X
        IT18              X
        IT19              X
        IT20              X
        IT21              X
        IT22                          X
        IT23              X
        IT24              X
        IT27              X
        IT30              X
        IT31                          X

Fonte: Os autores.

Tabela 3. Resistencia a flexao dos paineis compensados.

Teste                 MOE (MPa)       MOR (MPa)

Flexao paralela       2590,52 (7,18)  30,35 (6,21)
Flexao perpendicular  1609,64 (7,20)  17,91 (3,90)

Fonte: Os autores.

Tabela 4. Resistencia ao cisalhamento da linha de cola dos paineis
compensados.

                      Cisalhamento
Pre-tratamento  Resistencia (MPa)  Falha madeira (%)

Seco              2,26 (14,51)            96
6h fervura        1,65 (7,47)             74
Ciclo             1,83 (12,54)           100

Fonte: Os autores.
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Author:Lengowski, Elaine Cristina; Dallo, Rafael; Bonfatti, Eraldo Antonio, Jr.
Publication:Revista Internacional de Ciencias
Date:Jan 1, 2019
Words:6934
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