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Maltodextrin in diets for weaning pigs of different weights: performance and intestinal morphometry/Maltodextrina em racoes de leitoes desmamados com diferentes pesos: desempenho e morfometria intestinal.

Introducao

O suino jovem apresenta alta demanda nutricional a fim de atender o rapido crescimento e acumulo de massa muscular. Todavia, o maior desafio dos nutricionistas e formular racoes que substituam o leite da porca sem predispor o leitao a problemas digestivos, pois, por ocasiao do desmame antecipado, a producao de acido cloridrico no estomago (PROHASZKA; BARON, 1987) e das enzimas digestivas (KIDDER; MANNERS, 1978) nao e suficientemente adequada para garantir a eficiencia do processo de digestao.

Logo apos o desmame ocorre reducao na altura das vilosidades e aumento na profundidade das criptas do intestino delgado, resultando em queda na atividade especifica de enzimas como a lactase e sacarase, comprometendo as funcoes de digestao do alimento e de absorcao de nutrientes (MORES et al., 2000).

O desempenho posterior do leitao esta condicionado ao seu peso ao desmame, de modo que aqueles desmamados mais leves apresentam maior ocorrencia de diarreia e menor ganho de peso na fase inicial (MADEC et al., 1998; MORES et al., 2000). Segundo Gondret et al. (2005), os leitoes leves ao nascimento que sao desmamados a mesma idade, com menor peso, apresentam menor taxa de crescimento nas fases de crescimento e terminacao e pior qualidade de carcaca que aqueles nascidos mais pesados.

Na tentativa de assegurar o desempenho satisfatorio do leitao e de minimizar os disturbios digestivos no pos-desmame, varios autores tem estudado alternativas para melhorar o valor nutricional das racoes, como o uso de produtos lacteos (MAHAN; NEWTON, 1993; MASCARENHAS et al., 1999). De acordo com Tokach et al. (1995), a adicao desses produtos nas racoes dos leitoes propicia melhorias no desempenho na fase inicial com reflexos positivos ate a terminacao.

A principio, a recomendacao de uso dos produtos lacteos nas racoes de leitoes foi atribuida as elevadas digestibilidade e palatabilidade que proporcionam. Posteriormente, foi demonstrado que a maior ingestao e o maior ganho de peso dos leitoes alimentados com racoes contendo produtos lacteos decorriam, principalmente, da presenca de lactose e menos da fracao proteica desses alimentos (MAHAN, 1992).

Dessa forma, tem sido pratica usual, fornecer aos leitoes recem-desmamados racoes contendo fontes de lactose, porem, muitas vezes, o custo elevado dessas materias primas tem limitado sua utilizacao, estimulando os pesquisadores a procurarem alternativas mais baratas, como a maltodextrina, que e proveniente da digestao acida e/ou enzimatica do amido (MARCHAL et al., 1999). Este estudo foi realizado com o intuito de avaliar os efeitos da substituicao da lactose pela maltodextrina em racoes de leitoes desmamados aos 21 dias, com diferentes pesos, sobre o desempenho e morfometria intestinal.

Material e metodos

Dois experimentos foram realizados nas instalacoes de creche, na area de producao de suinos da Faculdade de Medicina Veterinaria e Zootecnia, UNESP campus Botucatu, Estado de Sao Paulo. Foram utilizados 144 leitoes (machos castrados e femeas) hibridos comerciais, desmamados com idade media de 21 dias. Os animais foram alojados em salas de creche, contendo baias metalicas suspensas com piso ripado medindo 1,00 x 1,75 m, equipadas com bebedouro tipo chupeta, comedouro e campanula para o aquecimento.

No primeiro experimento foram utilizados 96 leitoes, sendo alojados tres por baia, e as variaveis avaliadas foram o consumo medio diario de racao, o ganho medio diario de peso e a conversao alimentar nos periodos de 0 a 17 e de 0 a 29 dias pos-desmame.

O delineamento experimental foi em blocos ao acaso com arranjo fatorial 2 x 2, sendo duas classes de peso ao desmame (leves com 4,50 a 5,20 kg ou pesados com 5,90 a 6,60 kg) e duas fontes de carboidratos (lactose ou maltodextrina) nas racoes. Os tratamentos foram: racoes com lactose para leitoes leves; racoes com lactose para leitoes pesados; racoes com maltodextrina para leitoes leves e racoes com maltodextrina para leitoes pesados.

A duracao do experimento foi de 29 dias, periodo em que os animais receberam dois tipos de racoes, de acordo com o sistema de alimentacao por fases: racao pre-inicial nos primeiros 17 dias pos-desmame e racao inicial I nos 12 dias seguintes. As racoes foram formuladas para atender, no minimo, as exigencias nutricionais propostas por Rostagno et al. (2005) e foram fornecidas a vontade. A composicao percentual e os niveis nutricionais das racoes preinicial e inicial I estao apresentados nas Tabelas 1 e 2, respectivamente.

No segundo experimento foram utilizados 8 leitoes, sendo alojado um animal por baia, para avaliar a altura das vilosidades, profundidade das criptas e espessura de mucosa do duodeno e jejuno dos animais abatidos no 7, 14 e 28 dias apos o desmame. Foi utilizado um delineamento em blocos ao acaso com arranjo fato rial 2 x 2 x 2 x 3 (duas classes de peso ao desmame: leves com 4,50 a 5,20 kg e pesados com 5,90 a 6,60 kg; duas fontes de carboidratos: lactose ou maltodextrina; duas porcoes do intestino delgado: duodeno e jejuno e tres epocas de abate: 1[degrees] abate com os leitoes aos sete dias posdesmame; 2[degrees] abate com os leitoes aos 14 dias posdesmame e 3[degrees] abate com os leitoes aos 28 dias posdesmame).

Tanto no primeiro quanto no segundo experimentos os blocos foram montados em funcao das subclasses de pesos e da distribuicao dos animais dentro do galpao. As praticas de manejo com os animais durante o experimento, a composicao percentual e os niveis nutricionais das racoes foram os mesmos do experimento I.

Em cada uma das epocas de abate foram sacrificados quatro animais alimentados com cada uma das racoes e de cada classe de peso, na respectiva fase, totalizando 16 leitoes em cada abate. Imediatamente apos o abate, o intestino delgado dos leitoes foi dissecado, e uma amostra de cerca de 1,5 cm da porcao inicial do duodeno e uma do jejuno foram coletadas e imersas em solucao fixadora (solucao de Bouin), onde permaneceram por 48 horas.

No final de 48 horas as amostras foram removidas do fixador, lavadas em alcool etilico 70% e em seguida desidratadas em alcool etilico em concentracoes crescentes. Apos serem desidratados, os segmentos do intestino foram recortados em fragmentos de cerca de 1,0 cm, diafanizados em benzol e incluidos em parafina (JUNQUEIRA; JUNQUEIRA, 1983).

Para cada animal foram obtidos cinco cortes semiseriados de 5 gm de espessura de cada um dos segmentos do intestino delgado (duodeno e jejuno), de modo que, entre um corte e o subsequente usado, foram desprezados 12 cortes. Os cortes histologicos foram aplicados sobre lamina de vidro, corados com hematoxilina e eosina; em seguida, analisados em microscopio de luz para avaliacao da espessura media da mucosa, altura media das vilosidades e profundidade media das criptas, utilizando o software Leica Qwin com aumento de 10 vezes.

Os dados dos experimentos I e II foram submetidos a analise de variancia usando o procedimento MIXED do programa SAS (1999). Portanto, no modelo da analise de variancia foram usados os efeitos fixos de peso, fontes de carboidratos, porcoes do intestino delgado, epocas de abate e suas respectivas interacoes; e o efeito aleatorio de blocos. Quando necessario, os resultados da analise morfometrica do intestino delgado foram submetidos ao teste de Holm para contraste das medias (HOLM, 1979).

Resultados e discussao

Os resultados de consumo diario de racao, ganho diario de peso e conversao alimentar dos leitoes sao apresentados na Tabela 3. Nos periodos de 0 a 17 e 0 a 29 dias apos o desmame nao houve interacao carboidrato x classes de peso (p < 0,05) e nem efeito do tipo de carboidrato (p < 0,05) sobre os parametros de desempenho. Porem, verificou-se efeito das classes de peso (p < 0,05) sobre o ganho medio diario de peso e o consumo medio diario de racao dos leitoes em ambos os periodos avaliados, sendo os melhores resultados apresentados pelos leitoes mais pesados ao desmame. Outras pesquisas demonstraram a possibilidade de substituicao parcial (SILVA et al., 2008) ou total da lactose pela maltodextrina nas racoes de leitoes desmamados, sem prejuizo no desempenho dos animais.

Apesar da lactose atuar como palatabilizante, estimulando o consumo de racao pelos leitoes desmamados (BERTOL et al., 2000), normalmente tambem eleva o seu custo. Por outro lado, Silva et al. (2008) verificaram que a presenca de maltodextrina na racao pre-inicial, como substituto parcial da lactose, determinou maiores consumo e ganho de peso dos leitoes, sem, contudo, afetar a conversao alimentar; constataram tambem que a presenca de maltodextrina nas racoes determinou menor custo por kg de ganho de peso dos leitoes na fase inicial.

A semelhanca de resposta entre as racoes contendo lactose ou maltodextrina talvez, possa estar relacionada, ao fato de que, a presenca de carboidrato no lumen intestinal de leitoes desmamados induza a atividade de carboidrases especificas. Alem disso, Pluske et al. (2003) constataram aumento na atividade da maltase e da glicoamilase em resposta a presenca de substrato especifico no lumen intestinal.

A falta de apetite apos o desmame e um problema frequente e muito conhecido nesta fase e esta associado a inadequada producao e ativacao de enzimas envolvidas nos processos de digestao dos alimentos de origem vegetal ate a sexta semana de vida. Por outro lado, e muito importante incentivar o consumo, pois contribuira para o aumento da atividade das enzimas intestinais e pancreaticas (SHIELDS et al., 1980), resultando em melhora no ganho de peso dos leitoes. Portanto, pode-se supor que o melhor desempenho, em termos de ganho diario de peso e consumo diario de racao, apresentado pelos leitoes mais pesados, esteja relacionado a maior producao das enzimas digestivas.

A fonte de carboidrato (lactose ou maltodextrina) presente nas racoes nao afetou a altura das vilosidades intestinais dos leitoes (Tabela 4), mas verificou-se efeito (p < 0,05) das classes de peso, das epocas de abate, da interacao classes de peso x porcao do intestino delgado e da interacao porcao do intestino delgado x epocas de abate, sobre essa variavel, embora o teste de comparacao de medias nao tenha conseguido demonstrar diferencas (p < 0,05).

De acordo com Nabuurs (1995), a substituicao do leite da porca por uma dieta seca por ocasiao do desmame causa reducao no tamanho das vilosidades, com posterior adaptacao e consequente recuperacao das mesmas por volta do 14[degrees] dia apos o desmame.

Verificou-se interacao (p < 0,05) carboidrato x classes de peso e porcao do intestino delgado x epocas de abate na profundidade das criptas do duodeno e do jejuno dos leitoes (Tabela 5).

A maltodextrina determinou aumento na profundidade das criptas apenas nos animais leves. Os leitoes mais leves ao desmame apresentam pior desempenho e sao mais vulneraveis a problemas digestivos no periodo pos-desmame, em relacao aqueles desmamados mais pesados (MADEC et al., 1998; MORES et al., 2000).

Os valores da profundidade das criptas no jejuno foram semelhantes no primeiro e no segundo abate, mas superiores no terceiro abate. Considerando que a atividade mitotica das celulas das criptas e que renovam, em grande parte, as celulas perdidas das vilosidades intestinais (UNI et al., 2000), o aumento de aproximadamente 70% na altura media das vilosidades do jejuno, verificado do primeiro para o terceiro abates demonstra a capacidade de regeneracao da mucosa intestinal dos leitoes apos o desmame, com o consequente aumento da necessidade de producao celular nas criptas, o que pode ter contribuido para o aumento em sua profundidade media.

Quando a lactose foi substituida pela maltodextrina nas racoes, verificou-se aumento (p < 0,05) na espessura da mucosa intestinal dos leitoes (Tabela 6), o que, provavelmente, esta relacionado a elevacao de aproximadamente 10% na altura media das vilosidades e de 5% na profundidade media das criptas, ocorrida nos leitoes que receberam racoes com maltodextrina.

O aumento na espessura da mucosa e justificado, segundo Moon (1971), quando a proliferacao dos enterocitos e maior que a descamacao no apice das vilosidades. Segundo Carlson e Veum (2000) e Scandolera et al. (2005), o aumento na espessura media da parede intestinal e influenciado pela idade. Miller et al. (1984) e Hampson (1986) associaram o incremento da espessura da mucosa a maior taxa de multiplicacao celular nas criptas; assim pode-se supor que os aumentos verificados na espessura media da mucosa do duodeno ate o segundo abate e do jejuno ate o terceiro abate, podem ter decorrido, em parte, devido ao espessamento da lamina propria, onde se concentram as celulas ligadas ao sistema imunologico e onde ocorre a multiplicacao das celulas das criptas (CERF-BENSUSSAN; GUYGRAND, 1991).

Conclusao

A maltodextrina pode ser usada como alternativa para substituir a lactose nas racoes de leitoes desmamados leves e pesados, pois o desempenho dos animais que recebem as duas fontes de carboidratos e equivalente para as duas fontes de carboidratos fornecidas e a maioria dos parametros morfometricos do intestino nao e afetada negativamente.

DOI: 10.4025/actascianimsci.v33i1.9948

Referencias

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Received on April I2, 2010.

Accepted on October 27, 2010.

Regina Maria Nascimento Augusto *, Dirlei Antonio Berto, Vivian Lo Tierzo, Gabriela de Mello, Lucelia Hauptli e Lauro Lucchesi

Departamento de Producao e Exploracao Animal, Faculdade de Medicina Veterinaria e Zootecnia de Botucatu, Universidade Estadual Paulista "Julio de Mesquita Filho", Distrito Rubiao Junior, s/n, Cx. Postal 560, 18618-000, Botucatu, Sao Paulo, Brasil. * Autorpara correspondencia. E-mail: reginamaria.uel@gmail.com
Tabela 1. Composicao percentual das racoes experimentais.

Ingredientes                     Racao        Racao
                              Pre-inicial   Inicial I
                                   %            %

Milho, Grao                     52,495       55,620
Soja, Farelo 45                 20,000       25,800
Plasma AP 920                    4,000        2,000
Celula sanguinea                 1,500        1,300
Levedura                         1,300          -
Acucar                           2,000        2,000
Oleo de soja                     1,000        2,000
Lactose ou Maltodextrina        12,000        6,000
Calcario                         0,760        0,760
Fosfato bicalcico                2,000        2,000
BHT                              0,010        0,010
Cloreto de Sodio                 0,260        0,300
L-Lisina HCL                     0,550        0,350
DL- Metionina                    0,170        0,120
L-Treonina                       0,250        0,150
L-Triptofano                     0,035          -
Oxido de Zinco                   0,340          -
Sulfato de cobre                   -          0,060
Cloreto de colina                0,065        0,065
Sucran 150                       0,015        0,015
Colistina (8%)                   0,050          -
Tetramutin (1)                     -          0,250
Acido fumarico                   1,000        1,000
Suplemento vitaminico (2)        0,100        0,100
Suplemento mineral (3)           0,100        0,100

(1) Associacao de oxitetraciclina na forma de cloridrato
(10%) e de fumarato de tiamulina hidrogenado (3,5%).
(2) Quantidade [kg.sup.-1]: 9.000UI vit. A; 2.250UI vit D3;
22,5 mg vit. E; 22,5 mg vit. K3; 2,03 mg vit. B1; 6 mg vit. B2;
3 mg vit. B6; 30 mcg vit. B12; 0,9 mg ac. Folico; 14,03 mg ac.
Pantotenico; 30 mg Niacina; 0,12 mg Biotina; 400 mg Colina.
(3) Quantidade [kg.sup.-1]: 100 mg Fe; 10 mg Cu; 100 mg Zn;
40 mg Mn;1 mg Co; 1,5 mg I.

Tabela 2. Niveis nutricionais das racoes experimentais.

Ingredientes                       Racao        Racao
                                Pre-inicial   Inicial I

Energia Metabolizavel              3300         3300
(kcal [kg.sup.-1])
Proteina Bruta (%)                 18,50        19,50
Calcio (%)                         0,85         0,85
Fosforo (%)                        0,68         0,68
Lactose ou Maltodextrina (%)       12,00        6,00

Tabela 3. Medias (erros-padrao) de consumo diario de racao (CDR),
ganho diario de peso (GDP) e conversao alimentar (CA) dos leitoes
de 0 a 17 e de 0 a 29 dias do experimento I.

Variaveis                                       CDR (g)

Carboidrato            Classes de Peso   0-17 dias   0-29 dias
Lactose                     Leve          402,375     672,300
                           Pesado         463,875     754,500
Malto                       Leve          411,750     659,100
                           Pesado         454,125     759,300
s *                                        0,012       0,016

Medias dos fatores:
Carboidrato
Lactose                                     433         713
Malto                                       433         709
Classes de Peso
Leve                                      407 (a)     666 (a)
Pesado                                    459 (b)     757 (b)
Carboidrato x                               NS          NS
Classes de Peso

Variaveis                                       GDP (g)

Carboidrato            Classes de Peso   0-17 dias   0-29 dias
Lactose                     Leve          299,900     436,400
                           Pesado         336,300     488,300
Malto                       Leve          306,300     428,500
                           Pesado         328,600     477,900
s *                                        0,011       0,010

Medias dos fatores:
Carboidrato
Lactose                                     318         462
Malto                                       317         454
Classes de Peso
Leve                                     303  (a)    432  (a)
Pesado                                    332 (b)     483 (b)
Carboidrato x                               NS          NS
Classes de Peso

Variaveis                                         CA

Carboidrato            Classes de Peso   0-17 dias   0-29 dias
Lactose                     Leve           1,347       1,542
                           Pesado          1,384       1,545
Malto                       Leve           1,343       1,539
                           Pesado          1,378       1,589
s *                                        0,024       0,020

Medias dos fatores:
Carboidrato
Lactose                                    1,36        1,54
Malto                                      1,36        1,56
Classes de Peso
Leve                                       1,34        1,54
Pesado                                     1,38        1,57
Carboidrato x                               NS          NS
Classes de Peso

(a,b) Medias seguidas de letras distintas na coluna
diferem entre si (p < 0,05). s * Erros-padrao.

Tabela 4. Medias (erros-padrao) dos valores de altura das vilosidades
(pm) do duodeno e jejuno de leitoes aos 7, 14 e 28 dias pos-desmame.

                                                    Porcao do
                                                 intestino delgado
Carboidrato                           Classes
                                      de peso    Duodeno   Jejuno

Lactose                                 Leve       267       325
Lactose                                Pesado      302       307
Malto                                   Leve       300       352
Malto                                  Pesado      333       329
s * = 21

Medias dos Fatores:

Carboidrato                              NS
Classes de peso                       p < 0,05
Carboidrato x classes de peso            NS
Porcao do intestino delgado           p < 0,05
Carboidrato x porcao do                  NS
  intestino delgado
Classes de peso x porcao              p < 0,05
  do intestino delgado

Classes de peso dentro de porcao do     Leve     Pesado
intestino delgado:

Duodeno                               283 (a)    318 (a)
Tejuno                                339 (a)    318 (a)
s * = 15
#Epocas de abate                      p < 0,05
Carboidrato x epocas de abate            NS
Classes de peso x epocas de abate        NS
Porcao do intestino delgado x         p < 0,05
  epocas de abate

Epocas de abate dentro de porcao do   p < 0,05
intestino delgado:

                                       7 dias    14 dias   28 dias
Duodeno                               238 (d)    351 (c)   312 (c)
Tejuno                                230 (d)    360 (c)   395 (c)
s * = 18

(a,b) Medias seguidas de letras distintas na linha,
dentro da interacao classes de peso x porcao do intestino
delgado, diferem (p < 0,05). (c,d) Medias seguidas de letras
distintas na linha, dentro da interacao classes de peso x porcao
do intestino delgado e porcao do intestino delgado x epocas de abate,
diferem pelo teste de Holm (p < 0,05). #Epocas de Abate (1[degrees]
abate com os leitoes aos 7 dias pos-desmame; 2[degrees] abate com os
leitoes aos 14 dias pos-desmame e 3[degrees] abate com os leitoes aos
28 dias pos-desmame). s * Erros-padrao.

Tabela 5. Medias (erros-padrao) dos valores de profundidade das
criptas (pm) do duodeno e jejuno de leitoes aos sete, quatorze e
vinte e oito dias pos-desmame.

                                                   Porcao do
                                               intestino delgado

Carboidrato                          Classes   Duodeno     Jejuno
                                     de peso

Lactose                               Leve       246        224
Lactose                              Pesado      254        254
Malto                                 Leve       278        263
Malto                                Pesado      256        232
s * = 12

Medias dos Fatores:
Carboidrato                                       NS
Classes de peso                                   NS
Carboidrato x classes de              peso     p < 0,05

Carboidrato dentro de
classes de peso:

                                     Lactose    Malto
Leve                                 235 (a)   271 (b)
Pesado                               254 (a)   244 (a)
s * = 10

Porcao do intestino delgado                               p < 0,05
Carboidrato x porcao do                                      NS
intestino delgado
Classes de peso x porcao                                     NS
do intestino delgado
#Epocas de abate                                          p < 0,05
Carboidrato x epocas de abate                                NS
Classes de peso x epocas de abate                            NS
Porcao do intestino delgado x                             p < 0,05
epocas de abate

Epocas de abate dentro de porcao     7 dias    14 dias    28 dias
do intestino delgado

Duodeno                              235 (d)   259 (d)    282 (d)
Tejuno                               208 (d)   227 (d)    295 (c)
s * = 10

(a,b) Medias seguidas de letras distintas na linha, dentro da
interacao carboidrato x classes de peso, diferem (p < 0,05). (c,d)
Medias seguidas de letras distintas na linha, dentro da interacao
porcao do intestino delgado x epocas de abate, diferem pelo teste
de Holm (p < 0,05). #Epocas de Abate (1[degrees] abate com os
leitoes aos 7 dias pos-desmame; 2[degrees] abate com os leitoes aos
14 dias pos-desmame e 3[degrees] abate com os leitoes aos 28 dias
pos-desmame). s * Erros-padrao.

Tabela 6. Medias (erros-padrao) dos valores de espessura de
mucosa ([micro]m) do duodeno e jejuno de leitoes aos sete,
quatorze e vinte e oito dias pos-desmame.

                                            Porcao do
                                        intestino delgado

Carboidrato                   Classes   Duodeno    Jejuno
                              de peso

Lactose                        Leve       776       732
Lactose                       Pesado      803       742
Malto                          Leve       861       801
Malto                         Pesado      855       765
s * = 21

Medias dos Fatores:
Carboidrato:
Lactose                                 764 (B)
Malto                                   820 (A)

Classes de peso                                      NS
Carboidrato x classes de peso                        NS
Porcao do intestino delgado                       p < 0,05
Carboidrato x porcao do intestino delgado            NS
Classes de peso x porcao do intestino delgado        NS
#Epocas deAbate                                   p < 0,05
Carboidrato x epocas de abate                        NS
Classes de peso x epocas de abate                    NS
Porcao do intestino delgado x epocas de abate     p < 0,05

Epocas de Abate dentro de porcao do intestino delgado:

                              7 dias    14 dias   28 dias
Duodeno                       693 (b)   871 (a)   908 (a)
Teiuno                        597 (c)   773 (b)   910 (a)

(AB) Medias seguidas de letras distintas dentro de carboidrato,
diferem (p < 0,05). (a,b,c) Medias seguidas de letras distintas na
linha, dentro da interacao porcao do intestino delgado x epocas de
abate, diferem pelo teste de Holm (p < 0,05). #Epocas de Abate
(1[degrees] abate com os leitoes aos sete dias pos-desmame;
2[degrees] abate com os leitoes aos 14 dias pos- desmame e
3[degrees] abate com os leitoes aos 28 dias pos-desmame).
s * Erros-padrao.
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Article Details
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Author:Augusto, Regina Maria Nascimento; Berto, Dirlei Antonio; Tierzo, Vivian Lo; de Mello, Gabriela; Haup
Publication:Acta Scientiarum. Animal Sciences (UEM)
Date:Jan 1, 2011
Words:4400
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