Printer Friendly

MILK QUALITY MONITORING: DIAGNOSTIC PROCEDURES/MONITORAMENTO DA QUALIDADE DO LEITE: PROCEDIMENTOS DIAGNOSTICOS/EL MONITOREO DE CALIDAD DE LA LECHE: LOS PROCEDIMIENTOS DE DIAGNOSTICO.

1. INTRODUCAO

Entende-se por leite, sem outra especificacao, o produto oriundo da ordenha completa e ininterrupta, em condicoes de higiene, de vacas sadias, bem alimentadas e descansadas. O leite de outros animais deve denominar-se segundo a especie de origem (1). Uma das principais caracteristicas que define a aceitacao do leite e o conjunto de suas caracteristicas sensoriais, com enfase ao sabor e aroma. Segundo Arcuri et al. (2), o leite de cada especie tem sabor e aroma proprios, de carater inconfundivel e unico, conferidos pelos seus constituintes. Os constituintes que contribuem para o sabor e aroma sao principalmente a lactose (sabor adocicado) e os sais inorganicos (salgado), e tambem outros, como alcoois, acidos graxos, lactonas e compostos formados ou ativados durante o tratamento termico. A sua composicao e determinante para o estabelecimento da sua qualidade nutricional.

A biossintese do leite ocorre na glandula mamaria, sob controle hormonal. Muitos dos constituintes sao sintetizados nas celulas secretoras e alguns sao agregados ao leite diretamente a partir do sangue e do epitelio glandular. Os principais constituintes sao a agua, lactose, gordura, substancias minerais, acidos organicos, dentre outros (3). O controle da qualidade do leite no Brasil tem sido um fator importante para a consolidacao de toda cadeia produtiva, passando, necessariamente, pelas industrias de laticinios (4). A producao de leite de boa qualidade garante, certamente, seguranca alimentar dos consumidores.

A mastite e uma das principais causas da baixa qualidade do leite. E considerada a doenca ou afeccao mais frequente no gado leiteiro e que acarreta maiores prejuizos economicos a producao leiteira (5). A baixa qualidade do leite pode acarretar problemas de saude publica e prejuizos as industrias de laticinios e derivados (6). As medidas para a obtencao de leite de qualidade se iniciam na propriedade, na realizacao de procedimentos corretos, na ordenha, no armazenamento e tambem no transporte do produto ao laticinio.

Posteriormente, na avaliacao laboratorial das propriedades fisico quimicas, pesquisa de fraudes e realizacao de exames microbiologicos. As medidas de educacao sanitaria tambem sao importantes para que os produtores se conscientizem dos beneficios economicos com a obtencao de leite de melhor qualidade. O objetivo desta revisao e ressaltar a importancia da utilizacao de procedimentos diagnosticos para o controle de mastites e a consequente obtencao de leite de melhor qualidade.

2. PROCEDIMENTOS DIAGNOSTICOS

2.1. Acoes a campo:

2.1.1. Exame Clinico: O exame clinico e fundamental para o diagnostico de mastite clinica, visto que alteracoes macroscopicas sao facilmente identificadas, tais como edema, nodulos, abscessos, hiperemia, fistulas e aumento da temperatura local. Alem de alteracoes do teto, podese observar tambem como indicador da saude da glandula mamaria, o grau de calosidade do esfincter do teto e a sujidade do ubere (7,8). O esfincter e o canal do teto sao barreiras primarias importantes contra a invasao de patogenos no ubere e lesoes no esfincter do teto sao frequentemente colonizadas por Staphylococcus spp. e Streptococcus spp. , fato que reforca a relacao entre o estado fisico dos quartos mamarios e a presenca de micro-organismos (9). A classificacao da integridade do esfincter do teto em escores pode servir como importante ferramenta para o controle da mastite bovina. Outro aspecto relevante e a higiene do ubere. Para tanto e importante a avaliacao desta caracteristica no momento em que a vaca esta sendo ordenhada, pois reflete na qualidade do leite e relaciona-se com a ocorrencia de patogenos, principalmente ambientais (10).

A prova de Tamis (canela telada de fundo escuro) e utilizada no diagnostico da mastite clinica. Detecta presenca de alteracoes macroscopicas no leite, como grumos, pus, que ficam aderidos a tela da caneca, e ainda estrias de sangue. Deve ser realizado logo apos a limpeza dos tetos previamente a ordenha, desprezando-se os tres primeiros jatos de leite.

O California Mastitis Test (CMT), desenvolvido por Schalm e Noorlanderd (11) e utilizado para o diagnostico da mastite subclinica. A interpretacao do CMT se baseia na observacao visual do leite apos ser misturado ao reagente. A reacao se processa entre o reagente e o material genetico das celulas somaticas presentes no leite, formando um gel, cuja concentracao e proporcional ao numero de celulas somaticas. O resultado do CMT e expresso em escores: negativo (-), suspeito (+/-), fracamente positivo (+), positivo (++) e fortemente positivo (+++) (12). Utiliza-se uma raquete, a qual e constituida por quatro receptaculos circulares. Sao desprezados os tres primeiros jatos de leite e a seguir ordenha-se ao redor de 2 mL de leite em cada receptaculo, adicionando-se o mesmo

volume de reagente. Apos homogeneizacao com movimentos circulares vigorosos, por 30 segundos, realiza-se a leitura.

2.2. Diagnostico em Laboratorio:

2.2.1. Analises microbiologicas:

2.2.1.1. Contagem padrao de micro-organismos mesofilos estritos e facultativos viaveis (contagem global): E um indicador da qualidade microbiologica do leite, uma vez que a presenca de micro-organismos mesofilos em grande quantidade em alimentos pode significar deficiencias higienicas na obtencao da materia-prima, aplicacao de processo tecnologico inadequado, manipulacao higienica incorreta do produto ou ate mesmo manutencao em condicoes improprias.

2.2.1.2. Contagem de bolores e leveduras: Algumas especies de bolores e leveduras sao importantes na fabricacao de alimentos e tem como funcao conferir sabor, aroma e aspecto visual aos produtos. Outras especies podem provocar degradacao, alem de produzirem micotoxinas prejudiciais a saude do consumidor.

2.2.1.3. Contagem Bacteriana Total (CBT): A contagem bacteriana total e a mensuracao do numero de colonias usando meio de cultura e temperatura especificos. Os resultados sao aferidos pelo numero total de bacteria/mL de leite (13). A contagem bacteriana total encontrada no tanque de resfriamento e considerado indicador valioso da qualidade do leite. As tecnicas de cultura microbiologica empregadas fornecem as contagens bacterianas total, termodurica (realizada apos a pasteurizacao), bem como a de coliformes e Staphylococcus aureus, alem do exame bacteriano qualitativo padrao que determina os tipos de bacterias presentes (14,15).

2.2.1.4 Contagem de Staphylococcus aureus: Sao cocos Gram-positivos, coagulase positiva que formam grupos com aspecto de "cachos de uvas". Em cultivo microbiologico sao vistas como colonias amareladas devido a producao de pigmentos carotenoides (16,17). S. aureus apresenta ampla temperatura de multiplicacao entre 7[degrees]C a 48,5[degrees]C (com temperatura otima de 35 a 37[degrees]C), e sao tolerantes a concentracoes de 10% a 20% de cloreto de sodio e nitratos (18). Podem produzir enterotoxinas nos alimentos, o que determinam quadros de toxi--infeccao aos consumidores. Staphylococcus aureus esta presente em lesoes na pele, conjuntivas e mucosas dos humanos e animais. A presenca deste micro-organismo nos alimentos pode refletir em condicoes inadequadas de manipulacao, bem como baixo nivel de higiene pessoal dos manipuladores.

2.2.1.5. Pesquisa de Salmonella spp. : Levantamentos epidemiologicos realizados em varios paises situam as salmonelas entre os agentes patogenicos mais frequentemente encontrados em surtos de toxi-infeccao de origem alimentar, tanto em paises desenvolvidos, como emergentes (em desenvolvimento). O leite e derivados sao, ainda, um dos mais importantes veiculos de transmissao de Salmonella spp. (19). Bacterias do genero Salmonella pertencem a familia Enterobacteriaceae. Sao Gram--negativas, em forma de bacilo e, na sua maioria, moveis por flagelos, nao esporuladas, nao capsuladas, nao fermentadoras de lactose. Sao bacterias patogenicas, com pH otimo de desenvolvimento entre 4 e 9, e temperaturas ideais de multiplicacao entre 35 e 37[degrees]C. Nao resistem a pasteurizacao.

2.2.1.6. Pesquisa de Listeria monocytogenes: Listeria spp. e um cocobacilo Gram-positivo, nao esporulado, nao produtor de acidos, aerobio e anaerobio facultativo, de ampla distribuicao ambiental. Sao bacterias ubiquas, tendo sido isoladas de aguas superficiais, de esgotos domesticos, aguas residuarias de industrias de laticinios e de abatedouros, de solos, de insetos, de adubo organico e em fezes de animais e de humanos (20). Pode tambem ser isoladas em diversos produtos alimenticios, sejam crus ou apos tratamentos termicos ou quimicos (21). L. monocytogenes e patogenica para os humanos e animais. As 12 caracteristicas de resistencia, frente as diferentes situacoes, a torna patogeno emergente e de grande interesse na area de alimentos (22).

2.2.1.7. Contagem de coliformes totais e coliformes termo tolerantes: O grupo dos coliformes totais e composto por bacterias da familia Enterobacteriaceae, capazes de fermentar a lactose com producao de gas, quando incubados a 35-37[degrees]C, por 48 horas. Fazem parte desse grupo principalmente bacterias pertencentes aos generos Escherichia, Enterobacter, Citrobacter e Klebsiella. Destes, apenas Escherichia coli tem como habitat primario o trato intestinal dos humanos e animais homeotermicos. Os demais, alem de encontrados nas fezes, tambem estao presentes em outros ambientes como na vegetacao e no solo, onde persistem por tempo superior ao de bacterias patogenicas de origem intestinal, como Salmonella spp. e Shigella spp. . A presenca de coliformes totais no alimento nao indica, necessariamente, contaminacao fecal recente (23).

2.2.2.Contagem de Celulas Somaticas (CCS): A contagem de celulas somaticas e indicativo do numero de celulas leucocitarias do sangue e celulas epiteliais presentes no leite. E usada como parametro de infeccao do ubere (24). Os leucocitos do sangue aumentam devido a resposta inflamatoria do tecido mamario. Ja as celulas epiteliais, se desprendem fisiologicamente do tecido mamario. A maior parte das celulas somaticas presentes na CCS corresponde aos leucocitos, particularmente neutrofilos (12). De acordo com a Instrucao Normativa 51, a partir de 01/07/2011 para as regioes Sul, Sudeste e Centro-Oeste brasileiras a CCS tanto para tanques individuais, quanto para os de mistura, deveria ser de, no maximo, 400.000 13 CCS/mL1. Entretanto, este prazo foi dilatado por seis meses de acordo com a IN 62 do MAPA-30/06/2011, ate 01/02/2012. Sao muitos os fatores que podem afetar a contagem de celulas somaticas. As principais sao: ocorrencia de mastite, tipo de micro-organismo envolvido, idade do animal, estagio de lactacao, variacoes diurnas e sazonais, estresse e frequencia de ordenha.

2.2.3. Analises Fisico-Quimicas

2.2.3.1. Alizarol: O principio baseia-se na ocorrencia de coagulacao por efeito da elevada acidez ou do desequilibrio salino, quando se promove desestabilizacao das micelas pelo alcool e na mudanca de colocacao da mistura. O alizarol, pela presenca da alizarina, atua como indicador de pH, auxiliando a diferenciacao entre o desequilibrio salino e a acidez excessiva (28). A prova do alcool-alizarol nao afere exatamente a acidez do leite, mas, verifica a tendencia do leite em coagular. O leite que coagula nessa prova nao resiste ao calor. Portanto, nao pode ser misturado aos demais (25).

2.2.3.2. Acidez titulavel: O principio consiste na titulacao de determinado volume de leite por uma solucao alcalina de concentracao conhecida, utilizando como indicador a fenolftaleina (28). Considera-se como acidez, quando a acidificacao ultrapassa a 1,8 gramas por litro de leite, que corresponde a 18[degrees] D (18 graus Dornic). A acidificacao e devida ao desdobramento da lactose pelas bacterias que se encontram em intensa multiplicacao no leite. O leite acido e improprio para o consumo e industrializacao. Apos a ordenha, a acidez aumenta por influencia da temperatura e, principalmente, pela falta de higiene e contato com os equipamentos utilizados durante a ordenha.

2.2.3.3. Pesquisa de Peroxido de Hidrogenio: E possivel a ocorrencia de fraudes no leite, como adicao de hidroxido de sodio e peroxido de hidrogenio. Muitos consumidores passaram a comprar leite cru no Distrito Federal por receio da qualidade dos produtos lacteos industrializados. A agua oxigenada nao pode ser considerada aditivo incidental, pois e adicionada ilegalmente ao leite com a finalidade de inibir a multiplicacao bacteriana. O seu controle e necessario, pois pode alterar as propriedades organolepticas do produto (26).

2.2.3.4. Indice crioscopico: O principio baseia-se no super congelamento de amostra de leite a temperatura apropriada e aplicacao de agitacao mecanica, que determina rapido aumento da temperatura correspondente ao ponto de congelamento (27). Este valor e dependente de fatores relacionados ao animal, ao leite, ao ambiente, ao processamento e as tecnicas crioscopicas, gerando dificuldades para o estabelecimento de padroes crioscopicos. A adulteracao ou falsificacao mais comum do leite e a aguagem ou adicao de agua. A aguagem acelera o congelamento do leite. Pela Instrucao Normativa 51, o limite do indice crioscopico e a--0,530 [degrees]H (equivalente a--0,512[degrees]C) >.

2.2.3.5. Neutralizantes de acidez: A acidez titulavel muitas vezes pode ser mascarada pelo emprego de neutralizantes. A alcalinidade das cinzas e o metodo oficial do MAPA para detectar presenca de neutralizantes de acidez, pela IN no 68 de 12 de novembro de 2006. Pode indicar a adicao ilegal de substancias alcalinas, como bicarbonato de sodio e hidroxido de sodio ao leite acido, visando reduzir a acidez titulavel ate niveis permitidos pela legislacao. O teste de alcalinidade das cinzas so e valido para leite pasteurizado e cru, devido a permissao da adicao de citrato de sodio do leite UHT. Esta substancia aumenta a concentracao de substancias alcalinas nas cinzas do leite (28).

2.2.3.6. Pesquisa de impurezas como Pus e Sangue: A pesquisa de sangue ou pus no leite objetiva a identificacao de amostras provenientes de animais com infeccoes, especialmente nas glandulas mamarias. A presenca de sangue no leite geralmente e um indicador de ruptura de vasos sanguineos da glandula mamaria por trauma ou de hemorragia capilar do ubere congesto em periodo pos-parto imediato. Caso persista por mais de tres dias, o leite e inadequado para o consumo humano (29). A presenca de leite corado por sangue nos quatro tetos, em momentos nao relacionados ao puerperio imediato, pode sugerir leptospirose e, possivelmente, outras doencas nas quais ocorram hemolise intravascular ou lesoes capilares (14).

2.2.3.7. Densidade a 15[degrees]C: Para o leite, a densidade e considerada como propriedade aditiva, dependendo diretamente da materia dissolvida e suspensa no volume pesquisado. Segundo o Regulamento da Inspecao Industrial e Sanitaria de Produtos de Origem Animal (30), o leite normal apresenta densidade variando entre 1,028 a 1,033 g/mL, medida a 15[degrees]C. Porem, segundo os Regulamentos Tecnicos de Producao, Identidade, Qualidade, Coleta e Transporte de Leite (Instrucao Normativa no 51) para leites tipo A, B, e C e leite cru refrigerado, os valores normais de densidade variam entre 1,028 a 1,034 g/mL1.

2.2.3.8. Gordura: O principio do metodo utilizado para determinacao da gordura baseia-se no ataque seletivo da materia organica por meio de acido sulfurico, com excecao da gordura que sera separada por centrifugacao, auxiliada pelo alcool amilico, que modifica a tensao superficial (31). O Regulamento Tecnico de Identidade e Qualidade de Leite Cru Refrigerado cita que o limite de teor original da materia gorda g/100 g e de no minimo 3,0 g i.

2.2.3.9. PH: O pH do leite recem ordenhado de uma vaca sadia pode variar entre 6,4 a 6,8, e tambem e utilizado como indicador da qualidade sanitaria e da estabilidade termica do leite. Nos casos graves de mastite, o pH pode se elevar a 7,5 e na presenca de colostro, pode reduzir a 6,0 (32). Em casos de mastite, ocorre aumento do pH, pois no processo inflamatorio ocorre a vasodilatacao, misturando o leite ao sangue (pH levemente alcalino) tornando o pH do leite mais proximo do pH do sangue (33). Em casos de proliferacao bacteriana, o leite assume pH levemente acido, devido a liberacao de acido latico produzido pelos micro-organismos fermentadores.

2.2.3.10. Fosfatase alcalina e Peroxidase: Em casos de leite pasteurizado ou UHT, realiza-se tambem a pesquisa das enzimas peroxidase e fosfatase alcalina (27), para verificar se o tempo e temperatura utilizados na pasteurizacao foram eficientes. A fosfatase alcalina e sensivel a pasteurizacao, e sua presenca no produto final indica que o processo de pasteurizacao nao foi eficiente. A peroxidase nao e inativada pela pasteurizacao, mas e destruida em temperaturas superiores a 80[degrees] C. Portanto, e utilizada para verificar se ocorreu o superaquecimento durante o tratamento termico (34).

2.2.4. Residuos de antimicrobianos ou inibidores da multiplicacao de micro-organismos:

Resultam do uso terapeutico e profilatico desses farmacos. Desta forma sao fatores preocupantes no contexto de saude publica, em decorrencia dos graves problemas que podem provocar (35). A presenca de residuos de antimicrobianos no leite pode causar graves efeitos na saude do consumidor, entre os quais: hipersensibilidade, choque anafilatico, teratogenia, resistencia microbiana e desequilibrio da microbiota intestinal. Acarreta, ainda, prejuizos financeiros para a industria de laticinios, por interferirem na producao de derivados (36).

2.3.Educacao Sanitaria: A melhoria da qualidade do leite e resultado de um conjunto de fatores, desde a educacao ate o treinamento dos produtores e tecnicos (37). Um projeto de educacao continuada junto aos produtores e parte essencial em programa para a melhoria na qualidade do leite. Palestras e dias de campo para produtores, e todas as pessoas envolvidas com a ordenha, projetos de assistencia tecnica, fornecimento de manuais tecnicos informativos e a disponibilizacao dos resultados de analise de qualidade, sao acoes recomendadas em programas de melhoria da qualidade do leite. Funcionarios capacitados com relacao ao manejo zoo-sanitario de vacas leiteiras e bem remuneradas desenvolvem melhor suas atividades, obtendo-se leite de melhor qualidade.

CONCLUSAO

Os procedimentos diagnosticos sao de extrema importancia, e sao aplicados em toda a cadeia produtiva leiteira, desde as acoes na propriedade com os cuidados no manejo zoosanitario, ate os exames laboratoriais realizados com amostras de leite das vacas da propriedade ou nos tanques de expansao, visando a melhoria da qualidade do produto para os consumidores e para a industria lactea.

Recebido em: 13/10/2015 Aceito em: 15/01/2017

REFERENCIAS

(1.) Instrucao Normativa 51, de 18 de Setembro de 2002. Aprova os regulamentos tecnicos de producao, identidade e qualidade do leite tipo cru refrigerado e o regulamento tecnico da coleta de leite cru refrigerado e seu transporte a granel, em conformidade com os anexos a esta instrucao normativa. Diario Oficial da Uniao. 18 Set 2002; Sec. I, p. 13.

(2.) Acuri EF, Brito JRF, Brito MAVP. Sabor e aroma: como preservar. Balde Branco [Internet]. 2005 [cited 2011 Sept 26];40(489A):62-4. Available from: http://www.laticinio.net/inf_tecnicas.asp?cod=66.

(3.) Sa E. Analises para detectar fraudes em leite. Leite Derivados. 2004;78.

(4.) Silva RCB, Barbosa SBP, Andrade AC, Silva AM, Silva CX, Mauricio EA, et al. Analises fisico-quimicas para determinacao da qualidadeem leite cru. In: Anais da 10a Jornada de Ensino, Pesquisa e Extensao--JEPEX; 2010; Recife. Recife: UFRPE; 2010.

(5.) Ribeiro MER, Petrini LA, Aita MF, Balbinotti M, Stumpf Jr W, Gomes JF, et al. Relacao entre mastite clinica, subclinica infecciosa e nao infecciosa em unidades de producao leiteiras na regiao sul do rio grande do sul. Rev Bras Agrocienc. 2003;9(3):287-90.

(6.) Fagundes H, Oliveira CAF. Infeccoes intra-mamarias causadas por Staphylococcus aureus e sua implicacoes em saude publica. Cienc Rural. 2004;3(4):1315-20.

(7.) Schreiner DA, Ruegg PL. Relationship between udder and leg hygiene scores and subclinical mastitis. J Dairy Sci. 2003;86(11):3460-5.

(8.) Manzi MP, Nobrega DB, Faccioli PY, Troncarelli MZ, Menozzi BD, Langoni H. Relationship between teat-end condition, udder cleanliness and bovine subclinical mastitis. Res Vet Sci. 2011;93(1):430-4.

(9.) Neijenhuis F, Barkema HW, Hogeveen H, Noordhuizen JPTM. Classification and longitudinal examination of callused teat ends in dairy cows. J Dairy Sci. 2000;83(12):2795-804.

(10.) Schreiner DA, Ruegg PL.. Effects of tail docking on milk quality and cow cleanliness. J Dairy Sci. 2002;85(10):2503-11.

(11.) Schalm OW, Noorlanderd D. Experiments and observations leading to development of the California Mastitis Test. J Am Vet Med Assoc. 1957;130(5):199-204.

(12.) Xia SZ. The rheology of gel formed during the California Mastitis Test [dissertation]. Hamilton: The University of Waikato; 2006.

(13.) Blowey R, Edmondson P. Mastitis control in dairy herds. 2nd ed. Winslow: Butler Tanner e Dennis; 2010.

(14.) Blowey R, Edmondson P, Davis J. Bacterial counts in bulk milk--an update. In Practice 1999; 21:531-535.

(15.) Radostits M, Gay C, Blood C, Hinchcliff W. Clinica veterinaria: um tratado de doencas dos bovinos, ovinos, suinos, caprinos e equinos. 9a ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan; 2002.

(16.) Murray PR, Rosenthal KS, Pfaller MA, Kobayashi GS. Microbiologia medica. 4a ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan; 2004.

(17.) Moura RA, Purchio A, Wada CS, Almeida TV. Tecnicas de laboratorio. 3a ed. Rio de Janeiro: Atheneu; 2006.

(18.) Frazier WC, Westhoff DC. Microbiologia de los alimentos. 4a ed. Zaragoza: Acribia; 2000.

(19.) Avila CR, Gallo CR. Pesquisa de Salmonella spp. em leite cru, leite pasteurizado tipo C e queijo "minas frescal" comercializados no municipio de Piracicaba--SP. Sci Agric. 1996;53(1).

(20.) Nojimoto ITI, Souza SR, Valadao LM. Ocorrencia de Listeria spp em criancas da cidade de Goiania-Goias. Rev Bras Anal Clin. 1997;29(2):73-4.

(21.) Franco BDGH, Landgraf M. Microbiologia de alimentos. Sao Paulo: Atheneu; 1996.

(22.) Koneman EW, Allen SD, Janda WM, Schreckenberger PC, Winn WC. Color atlas and textbook microbiology. 5th ed. Philadelphia: Lippincott Company; 1997.

(23.) Franco BDGM. Microbiologia dos alimentos. 2a ed. Sao Paulo: Atheneu; 2003.

(24.) Schukken YH, Wilson DJ, Welcome F, Garrison-Tikofsky L, Gonzalez RN. Monitoring udder health and milking quality using somatic cell counts. Vet Res. 2003;34(5):579-96.

(25.) Vieira LC, Kaneyoshi CM, Freitas H. Qualidade do leite. In: Veiga, J.B. da., Criacao de gado leiteiro na zona Bragantina. Belem: Embrapa Amazonia Oriental, 2005.

(26.) Martins JLS, Martins IS. Inibidores bacterianos no leite tipo "B" comercializado no municipio de Sao Paulo,SP (Brasil). Rev Saude Publica. 1985;19(5):421-30.

(27.) Ministerio da Agricultura (BR). Secretaria Nacional de Defesa Agropecuaria. Laboratorio Nacional de Referencia Animal. Metodos analiticos oficiais para controle de produtos de origem animal e seus ingredientes: metodos fisicos e quimicos. Brasilia: Ministerio da Agricultura; 1981. v. 2, p. 1-5.

(28.) Milagres MP. Desenvolvimento de metodologia analitica para determinacao da concentracao real de acido latico em leite por cromatografia liquida de alta eficiencia: exclusao de ions [dissertacao]. Vicosa: Universidade Federal de Vicosa; 2008.

(29.) Castanheira ACG. Manual basico de controle de qualidade de leite e derivados. Sao Paulo: Cap Lab; 2010.

(30.) Decreto 30.691, de 7 de Julho de 1952. Regulamento de inspecao industrial e sanitaria de produtos de origem animal (RIISPOA). Brasilia: Ministerio da Agricultura, Pecuaria e Abastecimento. Diario Oficial da Uniao. 7 Jul 1952; Sec 1, p. 10785.

(31.) BRASIL. Ministerio da Agricultura. Departamento Nacional de Inspecao de Produtos de Origem Animal. Metodos analiticos oficiais para controle de produtos de origem animal e seus ingredientes: II-Metodos fisico-quimicos. Brasilia: Ministerio da Agricultura, 1981. 174 p.

(32.) Venturini KS, Sarcinelli MF, Silva LC. Caracteristicas do leite. Bol Tec PIE-UFES. 2007:01007.

(33.) Rodrigues R, Fonseca LM, Souza MR. Acidez do leite. Cad Tec Esc Vet UFMG. 1995;13:63-72.

(34.) Prata LF. Fundamentos de ciencia do leite. Jaboticabal: FUNEP/UNE SP ; 2001.

(35.) Feltrin CW, Mello AMS, Santos JGR, Marques MV, Seibel NM, Fontoura LAM. Sulfadimethoxyne quantification in milk by high performance liquid chromatography. Quim Nova [Internet]. 2007 [cited 2008 Feb 5];30(1):80-2. Available from: http://www.scielo.br/scielo.php? script=S01 004042200700010008&Ing=en&nrm=iso.

(36.) Nascimento GGF, Maestro V, Campos MSP. Ocorrencia de residuos de antibioticos no leite comercializado em Piracicaba, SP. Rev Nutr. 2001;14(2):119-24.

(37.) Cavalcanti ERC. Fatores que interferem na qualidade do leite [Internet]. Urutai: CEFET; 2006 [cited 2011 Sept 30]. Available from: http://www.ifgoiano.edu.br/urutai/documentos/publicacoes/artigo_leite.pdf.

Marcela Pinho Manzi [1] Helio Langoni [1]

[1] Departamento de Higiene Veterinaria e Saude Publica da Faculdade de Medicina Veterinaria e Zootecnia--Unesp/Campus de Botucatu. Correspondencia: marcela.pmanzi@gmail.com
COPYRIGHT 2017 Universidade Estadual Paulista. Facultade de Medicina Veterinaria e Zootecnia
No portion of this article can be reproduced without the express written permission from the copyright holder.
Copyright 2017 Gale, Cengage Learning. All rights reserved.

Article Details
Printer friendly Cite/link Email Feedback
Author:Manzi, Marcela Pinho; Langoni, Helio
Publication:Veterinaria e Zootecnia
Date:Jun 1, 2017
Words:3902
Previous Article:OS CAMINHOS DA SOCIEDADE E DA CIENCIA.
Next Article:RADIATION THERAPY USING THE WILDLIFE MEDICINE: A REASONED OBTAINED STUDY IN CASES OF LITERATURE/UTILIZACAO DA RADIOTERAPIA NA MEDICINA DE ANIMAIS...
Topics:

Terms of use | Privacy policy | Copyright © 2021 Farlex, Inc. | Feedback | For webmasters |