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METABOLISMO DE CARMOSINA, SUPLEMENTACAO DE [beta]-ALANINA E DESEMPENHO FISICO: ATUALIZACAO - PARTE II.

RESUMO

Diversos sao os fatores que podem levar a fadiga muscular durante os exercicios de alta intensidade e curta duracao. Dentre eles, o acumulo de ions [H.sup.+], levando a uma queda do pH intramuscular, e apontado como uma das principais causas da fadiga durante este tipo de exercicio. Sendo assim, as defesas tamponantes intramusculares representam a primeira linha de defesa contra o acumulo destes ions. Estrategias nutricionais visando otimizar a acao de tais defesas tem recebido especial atencao no campo da nutricao esportiva. Nesse sentido, a suplementacao de beta-alanina e a que mais tem se destacado em anos recentes. A suplementacao com este aminoacido nao essencial e nao proteogenico induz um aumento das concentracoes musculares de carnosina. A carnosina, por sua vez, e um dipeptideo citoplasmatico cuja funcao mais bem atribuida e a de tamponante. Com isso, diversos estudos tem se dedicado a investigar o potencial ergogenico da suplementacao de beta-alanina sobre o desempenho em exercicios de alta intensidade. De fato, a eficacia ergogenica da beta-alanina tem sido investigada em diferentes populacoes (individuos sedentarios, fisicamente ativos, idosos, atletas) e em diferentes protocolos de exercicio (incrementais, anaerobios continuos, anaerobios intermitentes, esporte-especifico). Alem disso, sua combinacao com o treinamento fisico e com outras estrategias consideradas ergogenicas tambem tem recebido especial foco de investigacao. Em virtude do intenso e crescente interesse na suplementacao de beta-alanina, esta revisao tem por objetivo descrever narrativamente tais estudos, ressaltando a implicacao dos resultados encontrados para o campo da nutricao esportiva e fisiologia do exercicio.

Palavras-chave: Carnosina. Beta-Alanina. Suplementos Dieteticos. Desempenho Atletico.

ABSTRACT

Carnosine metabolism, [beta]-alanine supplementation and performance: an update -Part II

There are several factors that can lead to muscle fatigue during high-intensity exercise. Among them, the accumulation of [H.sup.+] ions, leading to a decrease in intramuscular pH, is considered a major cause of fatigue during this type of exercise. Thus, intramuscular buffering represents the first line of defense against the accumulation of these ions. Nutritional strategies aiming to optimize the action of such defenses have received considerable attention in the field of sports nutrition in recent times, with beta-alanine a particular focus in the last years. Supplementation with this non-essential, non-proteogenic amino acid induces an increase in muscle carnosine concentration. Carnosine is a cytoplasmic dipeptide whose most attributable function is acting as a buffer. Therefore, many studies have been devoted to investigate the effects of beta-alanine supplementation on high-intensity exercise performance and capacity; the ergogenic efficacy of beta-alanine has been investigated in different populations (sedentary, physically active, athletes and elderly) and in different exercise protocols (incremental, continuous anaerobic, intermittent anaerobic, sport-specific). Furthermore it is combination with physical training and other nutritional strategies to improve exercise has also received special focus of research. In light of the intense and growing interest in beta-alanine supplementation, this review aims to narratively describe such studies, emphasizing the implication of the findings for the areas of sports nutrition and exercise physiology.

Key words: Carnosine. Beta-Alanine. Dietary Supplements. Athletic Performance.

INTRODUCAO

Em exercicios de alta intensidade e curta duracao, a fadiga muscular desenvolve-se rapidamente, sendo um dos mais importantes fatores que limitam o desempenho.

Durante exercicios com essas caracteristicas, observa-se acumulo de diversos metabolitos dentro das celulas musculares, destacando-se o ADP, Pi, lactato e [H.sup.+] (Spriet e colaboradores, 1989; Fitts, 1994).

Embora o exato mecanismo de fadiga nao seja ainda completamente compreendido, diversas evidencias indicam que os ions [H.sup.+] contribuem para o surgimento da fadiga, uma vez que seu acumulo inibe enzimas da via glicolitica e prejudica diversas etapas do processo contratil (Donaldson e colaboradores, 1994; Fabiato e Fabiato, 1978; Sutton, Jones e Toews, 1981).

Diante da importancia da regulacao do pH durante o exercicio de alta intensidade, estrategias nutricionais que aumentem a capacidade de tamponamento dos acidos e, por conseguinte, que contribuam para a manutencao do equilibrio acido-base, tornam-se potencialmente ergogenicas.

Dentre essas estrategias, a suplementacao de [beta]-alanina, capaz de aumentar o conteudo de carnosina intramuscular, tem ganhado a atencao de atletas, entusiastas e da comunidade cientifica especializada.

A carnosina ([beta]-alanil-L-histidina) e um dipeptidio encontrado em altas concentracoes no musculo esqueletico de inumeras especies de mamiferos, incluindo humanos (Abe, 2000).

Embora diversas funcoes fisiologicas tenham sido atribuidas a carnosina, tais como protecao contra o estresse oxidativo, protecao contra a glicacao de proteinas e aumento da sensibilidade do aparato contratil ao calcio (Boldyrev, Aldini e Derave, 2013), o mais bem aceito papel exercido pela carnosina no musculo esqueletico e a regulacao do equilibrio acido-base (Artioli e colaboradores, 2010).

Isso porque a carnosina apresenta pKa (constante de dissociacao de acidos) de 6,83, portanto ideal para atuar como tampao fisiologico dentro da faixa de transito de pH que ocorre no musculo esqueletico do repouso para a fadiga em exercicio intenso.

Uma vez que musculo esqueletico nao sintetiza nenhum dos precursores da carnosina (Mathews e Traut, 1987), sua sintese dependente da captacao de L-histidina e [beta]-alanina pelas celulas musculares.

No entanto, dois fatores limitam a sintese de carnosina no musculo esqueletico, a saber: 1) a enzima responsavel pela sintese de carnosina no musculo, a carnosina sintase, possui maior afinidade para a histidina do que para a [beta]-alanina (Horinishi, Grillo e Margolis, 1978; Ng e Marshall, 1978) e 2) a concentracao plasmatica e intramuscular de histidina e cerca de 40 vezes maior do que a de [beta]-alanina (Harris, Dunnett e Greenhaff, 998).

Consequentemente, o ponto limitante da sintese de carnosina no musculo esqueletico, em humanos, e a disponibilidade de [beta]-alanina (Harris, 2013). Logo, estrategias que aumentem a disponibilidade deste aminoacido sao capazes de elevar o conteudo de carnosina intramuscular, aumentando a capacidade tamponante intracelular (Sale e colaboradores, 2013).

De fato, um crescente numero de estudos vem confirmando que a suplementacao de [beta]-alanina e uma estrategia bastante eficiente para aumentar a capacidade tamponante e promover o desempenho em exercicios de alta intensidade e curta duracao.

Nesta revisao narrativa, apresentaremos uma atualizacao da literatura referente a suplementacao de [beta]-alanina e seus efeitos sobre o desempenho fisico e esportivo. Uma vez que os papeis fisiologicos e detalhes do metabolismo de carnosina e [beta]-alanina foram discutidos de forma abrangente na parte I deste artigo, nesta parte abordaremos os efeitos da suplementacao de [beta]-alanina sobre o desempenho fisico e esportivo, considerando-se as particularidades de cada tipo de exercicio, modalidade esportiva e como as caracteristicas dos individuos interferem nas respostas a suplementacao.

Suplementacao de beta-alanina e desempenho

Testes incrementais

Alguns estudos utilizaram testes progressivos maximos (isto e, intensidade incremental ate a exaustao) para avaliar os efeitos da suplementacao de [beta]-alanina sobre o desempenho (Tabela 1).

Nesse tipo de teste, a intensidade inicial e baixa e, assim, nao existe acumulo significativo de [H.sup.+] nos estagios iniciais; entretanto, nos estagios finais, a alta intensidade dos esforcos resultam em grande acumulo de [H.sup.+], o que pode contribuir para a fadiga que se manifesta como a incapacidade de continuar o exercicio.

Uma vantagem deste tipo de exercicio e a possibilidade de aplicacao precisa da carga, alem da monitoracao das alteracoes metabolicas que ocorrem ao longo de todas as intensidades do exercicio. Por outro lado, e preciso ponderar que testes progressivos maximos nao representam bem o desempenho em nenhuma modalidade esportiva (Currell e Jeukendrup, 2008).

Portanto, embora muito uteis para avaliar o impacto da suplementacao sobre a dinamica do metabolismo energetico durante o exercicio, os protocolos incrementais tem recebido criticas quanto a sua validade na avaliacao do desempenho ou capacidade fisica (Currell e Jeukendrup, 2008).

Os estudos que utilizaram testes incrementais confirmaram, em diferentes populacoes incluindo homens (Stout e colaboradores 2006), mulheres (Stout e colaboradores 2007) e idosos (Stout e colaboradores 2008), que a suplementacao de beta-alanina e benefica para o desempenho.

Nesses tres estudos, os pesquisadores utilizaram o teste de capacidade de trabalho no limiar de fadiga ([PWC.sub.FT]), e demonstraram atraso no surgimento dos marcadores de fadiga neuromuscular.

Alem disso, Ghiasvand e colaboradores (2012) mostraram aumento de V[O.sub.2max] e do tempo ate a exaustao em homens que fizeram uso de beta-alanina, corroborando investigacoes anteriores que demostraram aumento de V[O.sub.2max] e de tempo ate exaustao quando a suplementacao de beta-alanina acompanha treino intervalado de alta intensidade (Smith, 2009).

No entanto, o aumento de V[O.sub.2max] nao e um resultado consistentemente encontrado, uma vez outros estudos nao verificaram qualquer efeito da beta-alanina sobre essa variavel (Stout, 2007; Zoeller e colaboradores, 2007).

De fato, os estudos sugerem que, embora a suplementacao de beta-alanina seja eficiente em prolongar o tempo ate a exaustao e deslocar a direita os limiares ventilatorios, o seu efeito sobre a maioria dos parametros de um teste progressivo maximo e insignificante (Zoeller e colaboradores, 2007).

No entanto, a maioria desses parametros esta associado ao desempenho de endurance e, portanto, ao metabolismo oxidativo. Logo, e esperado que o aumento da capacidade tamponante intracelular induzido pela suplementacao de beta-alanina tenha pouco ou nenhum impacto sobre tais parametros.

Com base nesses estudos, pode-se concluir que a suplementacao de beta-alanina pode potencializar o desempenho em testes incrementais, especialmente pela melhora na tolerancia aos esforcos intensos dos estagios finais, alem de um discreto deslocamento dos limiares.

E interessante notar que quase todos os estudos com testes incrementais foram conduzidos em cicloergometros. Apenas o estudo de Jordan e colaboradores (2010) investigou o efeito da suplementacao de beta-alanina utilizando protocolos incrementais de corrida em esteira. Nesse estudo, individuos fisicamente ativos receberam beta-alanina (6,0 g/dia por 4 semanas) e realizaram um teste em esteira com velocidade fixa e incremento de inclinacao.

Ao contrario dos estudos anteriores, essa investigacao demonstrou uma reducao do consumo maximo de oxigenio no grupo beta-alanina em comparacao ao grupo placebo. A despeito da diminuicao do V[O.sub.2max], foi verificado um deslocamento a direita no ponto de inicio de acumulo de lactato sanguineo (OBLA, do ingles Onset of Blood Lactate Accumulation), o que poderia indicar que a beta-alanina permitiu aos participantes correr em intensidades maiores sob condicoes menos acidas.

Entretanto, deve-se ponderar que a mudanca do OBLA ocorreu apenas em relacao ao V[O2.sub.max] e, uma vez que o V[O2.sub.max] foi menor apos a suplementacao, essa melhora pode ter sido um mero artefato do estudo, nao refletindo uma mudanca efetiva na cinetica de acumulo de lactato.

Embora nao exista uma explicacao plausivel para essa reducao de V[O2.sub.max] apos a suplementacao de beta-alanina, e provavel que limitacoes metodologicas tenham levado a esses resultados. Por exemplo, pode-se mencionar a ausencia de sessoes de familiarizacao com o teste utilizado, o que pode ter afetado a reprodutibilidade dos dados de desempenho. Alem disso, o estudo de Jordan e colaboradores, (2010) nao forneceu beta-alanina pura aos participantes de seu estudo, mas um suplemento comercialmente disponivel contendo beta-alanina e outras substancias com alegada acao antioxidante.

Alem da ausencia de testes de pureza nos suplementos utilizados, o que e altamente recomendavel quando se usa suplementos sem grau de pureza atestado em estudos cientificos, e possivel que as demais substancias ali presentes, e nao a beta-alanina, tenham prejudicado o desempenho.

Por fim, pode-se tambem especular que o tipo de teste utilizado pode ter contribuido para a ausencia de efeitos ergogenicos, ja que a maior massa muscular envolvida na corrida pode levar a uma menor acidose muscular localizada em comparacao ao exercicio em cicloergometro, gerando uma menor probabilidade de se observar os efeitos ergogenicos de um conteudo aumentado de carnosina muscular proveniente da suplementacao de beta-alanina.

Testes anaerobios continuos

Os efeitos da suplementacao de beta-alanina sobre o desempenho fisico em testes anaerobios continuos de alta intensidade tambem tem recebido atencao na literatura (Tabela 2).

De modo geral, sao fortes as evidencias em favor do uso da beta-alanina como meio de retardar a fadiga e melhorar o desempenho em atividades continuas de alta intensidade, com duracao aproximada de 1 a 4 minutos, nas quais a acidose muscular e um fator limitante para o desempenho.

De quatro estudos (Hill e colaboradores, 2007; Sale e colaboradores, 2011; Danaher e colaboradores, 2014 e Jagim e colaboradores, 2013) que avaliaram os efeitos da beta-alanina sobre desempenho em testes continuos supramaximos (pedalar a 110% da potencia maxima, ou correr a 110% e 140% do V[O2.sub.max]), tres deles mostraram a efetividade da suplementacao (Hill e colaboradores, 2007; Sale e colaboradores, 2011; Danaher e colaboradores, 2014).

Curiosamente, esses tres estudos utilizaram testes ate a exaustao em cicloergometro a 110% da potencia maxima ([CCT.sub.110%]), ao passo que o unico estudo que utilizou teste com corrida em esteira motorizada (a 110% e 140% do V[O2.sub.max]) nao mostrou nenhuma alteracao do desempenho com a suplementacao (Jagim, 2013). Esses dados sugerem que nao apenas a intensidade e a duracao do exercicio podem afetar as respostas a suplementacao, mas tambem outras caracteristicas, como o tipo de movimento e os grupos musculares envolvidos tambem sao relevantes.

Nesse caso, semelhantemente ao discutido no topico anterior, pode-se especular que o ciclismo envolve grupos musculares menores do que a corrida e, dessa forma, a acidose local e mais intensa no primeiro, explicando porque nesse tipo de atividade os efeitos ergogenicos da beta-alanina sao mais claros.

Uma outra abordagem experimental bastante util para verificar o efeito da beta-alanina no aumento da tolerancia ao esforco em acidose e a medida do tempo ate a exaustao durante uma contracao isometrica que induza acidose pela restricao do fluxo sanguineo, conforme modelo originalmente descrito por Rohmert (1960).

Utilizando esse modelo, Derave e colaboradores (2007) estudaram corredores especialistas em 400 metros e, apos a suplementacao de beta-alanina, nao foram observadas diferencas significantes no tempo ate a exaustao em relacao ao grupo placebo, indicando ausencia de efeito ergogenico.

No entanto, acredita-se que Derave e colaboradores (2007) tenham cometido algum erro na execucao do protocolo, uma vez que o tempo ate a exaustao observado (~180-200 s) foi bastante superior ao esperado (~75-80 s, conforme equacao de Rohmert (1960)).

Esse elevado tempo ate a exaustao sugere que a carga ideal para oclusao do fluxo sanguineo (isto e, 45% da contracao voluntaria maxima) nao foi atingida, tendo sido aplicada carga inferior a carga otima (estima-se, pela equacao de Rohmert (1960), que a carga real do estudo de Derave e colaboradores (2007) tenha sido de ~25% da contracao voluntaria maxima (Sale e colaboradores, 2012).

Isso, obviamente, teria resultado em uma acidose de menor magnitude e, como consequencia, os efeitos da beta-alanina seriam menos observaveis.

Apoiando essa hipotese, o estudo de Sale e colaboradores, (2012), propos-se a reinvestigar os efeitos da beta-alanina sobre a resistencia a fadiga no mesmo modelo de acidose por restricao fluxo, porem com ajuste mais rigoroso da carga aplicada.

Confirmando a hipotese de que o protocolo de Derave e colaboradores (2007) nao resultou em acidose local, o tempo de exaustao no estudo de Sale foi bastante proximo ao estimado pela equacao de Rohmert (1960), com media de 77 [+ o -] 19 s (grupo beta-alanina).

Condizente com um estado de acidose intramuscular, a suplementacao de beta-alanina foi capaz de aumentar em ~13% o tempo ate a exaustao (Sale e colaboradores, 2012).

Com base no que foi discutido neste topico, pode-se verificar que a suplementacao de beta-alanina e eficaz em melhorar o desempenho fisico em testes anaerobios continuos. Esta conclusao esta de acordo com a unica meta-analise disponivel na literatura sobre o tema (Robson e colaboradores, 2012) a qual mostrou que a beta-alanina beneficia o desempenho em atividades continuas com duracao entre 60-240 s (p=0.001).

Esse fato ainda e condizente com o papel da carnosina como reguladora do equilibrio acido-base no musculo esqueletico, uma vez que esta faixa de duracao se refere as atividades com intensa demanda glicolitica e que induzem elevada acidose intramuscular.

Testes anaerobios intermitentes

Embora os estudos investigando os efeitos ergogenicos da suplementacao de beta-alanina tenham utilizado tarefas continuas ate a exaustao, alguns estudos avaliaram se essa estrategia nutricional tambem poderia ser ergogenica em tarefas intermitentes (Tabela 3).

A justificativa teorica para tais investigacoes se baseiam no fato de que 1) exercicios intermitentes constituem melhor ferramenta para simular as demandas metabolicas de muitas modalidades esportivas, e que 2) exercicios intermitentes resultam em acidose muscular consideravelmente maior do que exercicios continuos (Belfry e colaboradores, 2012; Hermansen e Osnes, 1972).

Mediante este ultimo ponto, e razoavel assumir que o desempenho intermitente seja mais limitado pela acidose muscular e, portanto, um melhor modelo para investigar os potenciais efeitos ergogenicos de estrategias que aumentam a capacidade tamponante muscular.

A literatura apresenta 6 estudos investigando os efeitos da suplementacao de beta-alanina sobre o desempenho em exercicios intermitentes.

Apesar da similaridade nos protocolos de suplementacao, metade deles apresenta resultados positivos (Derave, 2007; Tobias e colaboradores, 2013; De Salles Paineli e colaboradores, 2014), enquanto a outra metade mostra nenhum efeito (Sweeney, 2010; Smith-Ryan, 2012 e Saunders e colaboradores, 2012).

Acredita-se que a ausencia de resultados positivos em alguns dos estudos possa ter ocorrido pelas caracteristicas do protocolo de exercicio empregado; isto e, mesmo utilizando exercicios intermitentes, alguns desses estudos podem nao ter utilizado protocolos com intensidade e/ou duracao suficientes para serem limitados pela queda do pH intramuscular(Sweeney, 2010; Smith-Ryan, 2012 e Saunders e colaboradores, 2012), mascarando qualquer efeito ergogenico de uma capacidade de tamponamento muscular aumentada.

Alem disso, conforme ja destacado nos topicos anteriores, por envolverem o recrutamento de varios grupamentos musculares, a utilizacao dos protocolos em esteira por estes estudos pode ter sido outro fator a mascarar os efeitos positivos da suplementacao de beta-alanina sobre o desempenho.

Com base nisso, nosso grupo conduziu dois estudos nos quais individuos treinados em membros superiores (lutadores de judo e jiu-jitsu) e inferiores (ciclistas) foram submetidos a um protocolo intermitente limitado pela acidose muscular e sabidamente sensivel ao uso de substancias tamponantes (Artioli e colaboradores, 2007).

O referido protocolo consiste em 4 testes de Wingate para membros superiores (Tobias e colaboradores, 2013) ou inferiores (De Salles Paineli e colaboradores, 2014), e foi aplicado antes e apos 4 semanas de suplementacao de beta-alanina (6,4 [g.d.sup.-1]).

Em ambos os estudos, demonstramos que a suplementacao de beta-alanina melhorou significantemente o trabalho total e potencia media, confirmando: 1) a importancia de se escolher protocolos de exercicio adequados quanto a intensidade, duracao e massa muscular envolvida para se avaliar a eficacia ergogenica da suplementacao de beta-alanina; e 2) a efetividade desta estrategia nutricional em melhorar o desempenho intermitente.

Testes especificos ao esporte

A possibilidade da suplementacao de beta-alanina se mostrar ergogenica em modalidades esportivas certamente e um dos pontos mais atraentes para atletas, treinadores e fisiologistas do exercicio. Com isso, diversas pesquisas investigaram a suplementacao de beta-alanina como estrategia nutricional ergogenica durante protocolos de exercicio simulando o desempenho especifico em campo ou especificos ao esporte (Tabela 4).

Quatro estudos investigaram os efeitos da suplementacao de beta-alanina no ciclismo (Van Thienen e colaboradores, 2009; Bellinger e colaboradores, 2012; Howe e colaboradores, 2013 e Chung e colaboradores, 2014), sendo que tres deles nao observaram quaisquer efeitos desta estrategia nutricional (Bellinger e colaboradores, 2012; Howe e colaboradores, 2013 e Chung e colaboradores, 2014).

No entanto, e possivel que a duracao dos protocolos utilizados nesses estudos possa ter influenciado as respostas a suplementacao, ja que nos estudos de Bellinger e colaboradores, (2012) (protocolo de 4 min), Howe e colaboradores, (2013) (protocolo de 4 min) e Chung e colaboradores (2014) (protocolo de 1 h), a duracao do exercicio continuo foi superior a faixa na qual a beta-alanina se mostra ergogenica (isto e, entre 60 e 240 segundos (Robson e colaboradores, 2012)).

Ja Van Thienen e colaboradores, (2009) observaram um aumento da potencia pico e media com a suplementacao de beta-alanina durante um tiro de 30 segundos realizado apos um teste contrarrelogio de 2 horas.

Com isso, e possivel concluir que, embora a suplementacao de beta-alanina nao beneficie o tempo total durante uma tarefa longa como uma prova de ciclismo, e possivel que a mesma seja benefica em momentos especificos da prova, especialmente quando ha aumento da intensidade e consequente predominancia do metabolismo anaerobio, como nas disputas de posicoes que ocorrem durante e ao final da prova.

Em relacao ao potencial ergogenico da beta-alanina em provas rapidas de ciclismo (ex.: provas indoor, ou de pista), ainda sao necessarios mais estudos em situacoes mais especificas de prova.

O interesse no potencial ergogenico da suplementacao de beta-alanina tambem se estendeu para outras modalidades, como o remo e a natacao. Nosso grupo de pesquisa, por exemplo, investigou se 5 semanas de suplementacao de beta-alanina (3,2 g/dia durante a 1a semana, seguidos de 6,4 g/dia durante 4 semanas) poderiam melhorar o desempenho de nadadores em provas simuladas de 100 e 200 m estilo livre (De Salles Paineli, 2013).

Nos observamos que o desempenho em ambas as tarefas foi significantemente melhorado apos a suplementacao, indicando que os nadadores de curtas distancias tambem podem se beneficiar da suplementacao.

Os estudos investigando os efeitos da suplementacao de beta-alanina sobre o desempenho no remo, por outro lado, sao menos conclusivos.

Enquanto Hobson e colaboradores (2013) observaram que a suplementacao de beta-alanina proporcionou uma reducao significante do tempo total para se completar uma prova de 2000 m, Baguet e colaboradores (2010) e Ducker, Dawson e Wallman (2013) observaram apenas efeitos marginais, ou uma tendencia de melhora no desempenho (p = 0,07 no estudo de Baguet; p = 0,055 no estudo de Ducker).

A despeito da falta de significancia estatistica, vale lembrar que o baixo numero amostral inerente a estudos com atletas, combinado com a magnitude discreta de efeitos sobre o desempenho, o que e natural para qualquer suplemento alimentar, resultam em baixo poder estatistico na grande maioria dos estudos.

Isso e especialmente verdadeiro quando ferramentas de maior validade externa e menor validade interna sao usadas para avaliar o desempenho, como e o caso dos testes que simulam provas esportivas.

Portanto, ainda que tal reducao no tempo de prova de remo nao tenha sido estatisticamente significante nesses dois estudos, a relevancia dessa melhora em uma situacao competitiva nao deve ser desprezada.

Considerando que, dos tres estudos com remo, um mostrou efeito estatisticamente positivo da suplementacao e os outros dois mostraram tendencias de melhora, e possivel que a combinacao dos 3 estudos mostre de forma mais conclusiva o potencial ergogenico da beta-alanina em provas de remo de 2000 m.

No entanto, ainda nao existe uma meta-analise envolvendo esses tres estudos. Cabe ainda salientar que o tempo de duracao de uma prova de remo, que e de aproximadamente 390-400 s, e superior a faixa de duracao de exercicios continuos na qual a beta-alanina e preferencialmente ergogenica (60-240 s).

O provavel efeito ergogenico em provas de remo, a despeito disso, pode ser explicado pela grande participacao de grupos musculares relativamente pequenos dos membros superiores, os quais podem estar submetidos a elevada acidose durante uma prova.

Alguns estudos ainda se propuseram a investigar a eficacia ergogenica da beta-alanina sobre provas de corrida de velocidade.

Estudos como o de Derave e colaboradores (2007) e o de Kern e Robinson (20110 nao observaram efeitos positivos da suplementacao sobre o tempo para se completar as distancias de 400 metros e 300 jardas, respectivamente.

Contudo, a duracao dessas tarefas foi menor do que 60 segundos, de tal forma que a acidose muscular provavelmente nao e limitante para o desempenho. Ja Ducker, Dawson B, Wallman (2013) observaram que 4 semanas de suplementacao de beta-alanina proporcionaram uma reducao significante do tempo para se completar a distancia de 800 metros, uma tarefa com duracao entre 100 e 115 segundos.

Conforme discutido ao longo deste topico, parece existir uma faixa especifica de duracao do exercicio (60 a 240 segundos) na qual os efeitos ergogenicos da suplementacao de beta-alanina sao mais claros.

Modalidades esportivas com tal duracao, em que o metabolismo anaerobio glicolitico e predominante, e, portanto, a acidose muscular passa a ser o principal fator limitante para o desempenho fisico, certamente poderao se beneficiar da acao ergogenica desta estrategia nutricional.

Outras modalidades cujo tempo de duracao esta fora dessa faixa, mas que de alguma forma tem o desempenho limitado pela acidose muscular, tambem podem se beneficiar da beta-alanina, como e o caso dos momentos de sprint do ciclismo e do remo.

Alem disso, conforme ja destacado em topicos anteriores, e possivel que o numero de grupamentos musculares requisitados pela modalidade esportiva em questao tambem possa influenciar a resposta a suplementacao, ja que um numero restrito de grupamentos certamente induzira uma acidose muscular mais localizada, aumentando a probabilidade de se observar os efeitos ergogenicos da beta-alanina.

A suplementacao de beta-alanina como auxilio ergogenico ao treinamento fisico

De acordo com os pontos revisados ate o momento, um conteudo aumentado de carnosina muscular via suplementacao de beta-alanina parece ter implicacoes importantes para o desempenho fisico durante exercicios de alta intensidade.

Mediante tal afirmacao, e correto especular que atletas engajados em modalidades de alta intensidade poderiam se beneficiar desta estrategia nutricional nao apenas na competicao, mas tambem durante as sessoes de treino.

Assim, um conteudo aumentado de carnosina possibilitaria melhoras na qualidade do treino, por meio de um maior volume e/ou intensidade de treino, induzindo uma otimizacao das adaptacoes ao treinamento. A tabela 5 resume os estudos que avaliaram o potencial da beta-alanina como meio de melhorar a qualidade do treino.

Num desenho duplo-cego e crossover, oito jovens treinados em forca suplementacao com beta-alanina (4,8 [g.d.sup.-1]) por 4 semanas seguidas por 4 semanas de washout e, por fim, 4 semanas de suplementacao com placebo, tendo a ordem das substancias administrada de forma aleatoria e contrabalanceada (Hoffman e colaboradores, 2008).

Foi observado um aumento significante de 22% no volume de treino apos a suplementacao de beta-alanina em comparacao a suplementacao de placebo, indicando que a suplementacao de beta-alanina e uma interessante estrategia nutricional a ser aliada ao treinamento fisico para fins de otimizacao do desempenho.

Por outro lado, e necessario ter cautela ao examinar estes resultados, pois, levando-se em consideracao que estudos anteriores sugerem que o washout da carnosina no musculo esqueletico demora 8 semanas ou mais (Stellingwerff e colaboradorees, 2012), existe a duvida se o desenho adotado com apenas 4 semanas de washout permite, de fato, uma avaliacao apropriada dos efeitos da beta-alanina. Posteriormente, Kendrick e colaboradores (2008) nao observaram efeitos aditivos da suplementacao de beta-alanina (6.4 gramas por dia, por 10 semanas) ao treinamento de forca, ja que variaveis como a forca maxima, a resistencia de forca e a composicao corporal nao foram diferentes entre os grupos que consumiram beta-alanina e placebo.

Nessa mesma linha, ao se utilizarem de um protocolo de treinamento intermitente de alta intensidade bastante similares entre si, Smith e colaboradores (2010) e Walter e colaboradores (2010) observaram aumento do tempo ate exaustao, do limiar ventilatorio e da capacidade aerobia maxima em resposta ao treinamento, mas nenhuma diferenca entre os grupos suplementados com beta-alanina e placebo.

Curiosamente, o mesmo grupo de pesquisa apresentou resultados positivos utilizando o mesmo protocolo de suplementacao associado ao mesmo treinamento intermitente anteriormente utilizado (Smith e colaboradores, 2009).

Mais especificamente, a melhora em relacao ao grupo suplementado ocorreu da metade do periodo de treinamento em diante, o que pode sugerir que os resultados negativos obtidos nos outros dois estudos devem-se aos tempos em que foram realizadas as avaliacoes, ja que os trabalhos de Smith e colaboradores (2010) e Walter e colaboradores (2010) nao avaliaram o periodo final do treinamento, momento em que a magnitude das melhoras obtidas com o treinamento e mais discreta e, teoricamente, pode haver maior margem para manifestacao dos efeitos da suplementacao.

Apesar da grande maioria dos estudos discutidos nao apoiar a hipotese de que a suplementacao de beta-alanina otimiza as adaptacoes ao treinamento fisico, o numero de estudos disponiveis na literatura investigando este topico e limitado, com grandes divergencias quanto ao tipo e duracao do protocolo de treinamento fisico empregado, ressaltando a importancia e necessidade de mais estudos nesta area.

Suplementacao de beta-alanina combinada a outros suplementos nutricionais

Em vista do bem estabelecido potencial ergogenico da beta-alanina em exercicios de alta intensidade, a possibilidade de combina-la a outras estrategias nutricionais igualmente eficientes em exercicios com essas caracteristicas, como e o caso da creatina e do bicarbonato de sodio, tem sido foco de intensa investigacao (Tabela 6).

Apesar dos 3 estudos investigando a combinacao de beta-alanina com creatina terem utilizado um numero relativamente grande de participantes, apenas um deles demonstrou efeitos aditivos da beta-alanina e da creatina, mais especificamente, sobre a composicao corporal e sobre o volume e intensidade do treino de forca em atletas universitarios de futebol americano (Hoffman e colaboradores, 2006).

Tais efeitos aditivos, contudo, nao foram observados sobre o tempo ate a exaustao em teste em cicloergometro (Stout e colaboradores, 2006 e Zoeller e colaboradores, 2007).

O reduzido numero de estudos investigando os efeitos ergogenicos da combinacao destas duas estrategias nutricionais nos impede de concluir efetivamente se elas, de fato, sao sinergicas, embora as evidencias atualmente apontem para a falta de efeito associado. Isso, obviamente, ressalta a necessidade de mais estudos que utilizem protocolos mais especificos as caracteristicas de acao de cada um desses suplementos.

Mais recentemente, diversos estudos tem sido realizados com o objetivo de aumentar a capacidade tamponante tanto do meio intra como do extracelular. Isso pode ser obtido por meio da combinacao da suplementacao de beta-alanina e bicarbonato de sodio, respectivamente.

Apos os resultados positivos do estudo de Sale e colaboradores, (2011) a grande maioria dos estudos posteriores passaram a investigar os possiveis efeitos ergogenicos da suplementacao conjunta de beta-alanina e bicarbonato de sodio sobre o desempenho esporte-especifico.

Dentre esses, nosso grupo investigou os efeitos da combinacao desses suplementos sobre o desempenho em provas de 100 e 200 metros de nado livre (De Salles Paineli, 2013).

Tanto a suplementacao isolada de beta-alanina quanto a de bicarbonato de sodio melhoraram o desempenho em ambas as provas. Alem disso, a combinacao dos suplementos proporcionou uma melhora ainda maior em comparacao a beta-alanina isolada (De Salles Paineli, 2013).

Apesar destes promissores resultados iniciais, Bellinger e colaboradores (2010); Ducker, Dawson e Wallman (2013); Saunders e colaboradores, (2014) e Mero e colaboradores (2013) nao tiveram o mesmo sucesso em encontrar os efeitos positivos da combinacao dessas duas estrategias.

Com o objetivo de esclarecer se o protocolo de exercicio utilizado nesses estudos poderia explicar tal contradicao, nosso grupo de pesquisa recentemente investigou os potenciais efeitos aditivos da suplementacao de beta-alanina e bicarbonato de sodio num protocolo conhecidamente limitado pela acidose muscular e sensivel ao uso de tamponantes (Artioli e colaboradores, 2007).

Mais especificamente, atletas de judo e jiu-jitsu foram submetidos a 4 semanas de suplementacao de beta-alanina (6,4 [g.d.sup.-1]), enquanto a suplementacao de bicarbonato de sodio foi conduzida cronicamente, iniciando-se na ultima semana de suplementacao de beta-alanina (0,5 g.[kg.sup.-1].[d.sup.-1]).

Antes e apos o periodo de suplementacao, os atletas foram realizaram 4 testes de Wingate para membros superiores, com carga de 5% do peso corporal e 3 minutos de descanso entre os testes, para avaliacao do trabalho total, potencia pico e potencia media.

Foi observado que tanto a suplementacao isolada de beta-alanina quanto a de bicarbonato de sodio promoveram uma melhora significante do trabalho total de 7% e 8%, respectivamente, quando comparados ao grupo placebo.

Nao houve diferenca entre os grupos suplementados, indicando a similaridade na eficacia ergogenica de ambos os suplementos. A co-suplementacao de beta-alanina e bicarbonato de sodio, entretanto, proporcionou uma melhora de 14% no trabalho total comparado ao grupo placebo.

Esses dados corroboram achados de estudos anteriores e nos permitem confirmar 1) a importancia de um teste fisico apropriado para a avaliacao da sensibilidade de substancias tamponantes, e 2) os efeitos aditivos da suplementacao de beta-alanina e bicarbonato de sodio sobre o desempenho fisico.

Ressalta-se, no entanto, a necessidade de mais estudos investigando a possibilidade de efeitos sinergisticos da suplementacao de beta-alanina com outras estrategias nutricionais em diferentes tipos de exercicio, bem como os mecanismos de acao que regulam tais efeitos.

Por fim, a luz do crescente numero de artigos investigando os efeitos combinados da beta-alanina ao bicarbonato de sodio sobre o desempenho fisico, revisoes quantitativas utilizando a meta-analise seriam interessantes para atestar a real magnitude do efeito da co-suplementacao com ambas as estrategias nutricionais.

CONCLUSAO

A suplementacao de beta-alanina e uma estrategia eficaz em aumentar as concentracoes intramusculares de carnosina.

Devido a sua localizacao intracelular e seu pKa, a carnosina atua como tampao de ions [H.sup.+] na faixa de transicao de pH intramuscular que se observa do repouso para o exercicio.

O nivel de evidencia da acao ergogenica da beta-alanina e alto, de tal modo que foi recentemente inserida no Grupo "A" da Comissao Esportiva Australiana; isto e, a beta-alanina figura entre as substancias cujo uso no meio esportivo e permitido, seguro e possui embasamento cientifico.

A combinacao da beta-alanina ao treinamento fisico, apesar de surgir como alternativa interessante para otimizar as adaptacoes ao treinamento fisico, parece nao resultar em melhoras observaveis nas variaveis de treino, embora mais estudos sejam necessarios para confirmar esses dados.

Ja a combinacao da suplementacao de beta-alanina com outras estrategias nutricionais pode ser uma estrategia interessante para otimizacao do desempenho de alta intensidade. A combinacao de beta-alanina a creatina, ainda que os resultados sejam pouco conclusivos, parece nao ser mais benefica do que os suplementos isolados.

No entanto, a combinacao com bicarbonato de sodio, por outro lado, parece promover mais melhoras do que os suplementos isolados em atividades limitadas pela acidose intramuscular.

A partir do que foi discutido, e possivel concluir que: 1) a suplementacao de beta-alanina+ pode melhorar o desempenho em diferentes populacoes, independente de genero (homem ou mulher), idade (jovens ou idosos) ou nivel de treinamento (sedentario, fisicamente ativo ou atleta); 2) a beta-alanina e especialmente ergogenica em esforcos anaerobios intermitentes ou em esforcos continuos com duracao aproximada entre 60 e 240 segundos, nos quais se observa elevada acidose muscular; 3) a suplementacao de beta-alanina tambem pode ser efetiva em melhorar o desempenho esporte-especifico, embora essa melhora tambem dependa das caracteristicas metabolicas da tarefa; 4) ate o momento nao se pode afirmar de forma conclusiva que a suplementacao de beta-alanina otimiza as adaptacoes ao treinamento fisico; 5) a combinacao de beta-alanina com bicarbonato de sodio parece ser uma estrategia eficaz e interessante a ser utilizada em atividades de alta intensidade para a otimizacao do desempenho fisico-esportivo. Mais estudos investigando os efeitos ergogenicos da combinacao de beta-alanina a outros suplementos se fazem necessarios.

Agradecimentos

Os autores agradecem a Fundacao de Amparo a Pesquisa do Estado de Sao Paulo (processos no 2013/04806-0 e 2013/14746-4). Os autores declaram que nao ha conflito de interesse com o tema em questao.

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Paola Freitas (1), Vitor de Salles Painelli (1)

Bryan Saunders (1), Bruno Gualano (1), Guilherme Giannini Artioli (1*)

(1) -Escola de Educacao Fisica e Esporte da Universidade de Sao Paulo, Brasil.

E-mail:

vitor.painelli@gmail.com

paolamssfreitas@gmail.com

gualano@usp.br

artioli.gg@gmail.com

Endereco para correspondencia:

Prof. Dr. Guilherme Giannini Artioli

Avenida Professor Melo de Moraes, 65. Cidade Universitaria - Butanta. Sao Paulo, SP - Brasil. CEP: 05508-030.

Recebido para publicacao em 06/10/2014

Aceito em 27/05/2015
Tabela 1 - Efeitos da suplementacao de beta-alanina sobre o desempenho
e metabolismo em testes incrementais.

Autores (ano)   Amostra              dose de BA

Stout e         25 homens jovens     6,4 [g.d.sup.-1] por
colaboradores   e fisicamente        6 dias, entao
(2006)          ativos               3,2 [g.d.sup.-1] por
                grupo BA (n=12)      3 semanas
                grupo PL (n=13)
Stout e         22 mulheres          3,2 [g.d.sup.-1] por
colaboradores   jovens e             7 dias, entao
(2007)          fisicamente ativas   6,4 [g.d.sup.-1] por
                grupo BA (n=11)      3 semanas
                grupo PL (n=11)
Zoeller e       27 homens jovens     6,4 [g.d.sup.-1] por
colaboradores   e fisicamente        6 dias, entao
(2007)          ativos               3,2 [g.d.sup.-1] por
                grupo BA (n=14)      3 semanas
                grupo PL (n=13)
                26 homens e
Stout e         mulheres idosos      2,4 [g.d.sup.-1] por
colaboradores   (55-92 anos)         12 semanas
(2008)          grupo BA (n=12)
                grupo PL (n=14)
                17 homens jovens

Jordan e        e fisicamente        6.0 [g.d.sup.-1] por
colaboradores   ativos               4 semanas.
(2010)          grupo BA (n=8)
                grupo PL (n=9)

Ghiasvand e     39 homens jovens     2.0 [g.d.sup.-1] por
colaboradores   e fisicamente        6 semanas
(2012)          ativos
                grupo BA (n=20)
                grupo PL (n=19)

Autores (ano)   Ergometro /            efeitos sobre o
                Protocolo de           desempenho
                exercicio

Stout e         Cicloergometro;        [up arrow] Potencia
colaboradores   Carga inicial = 60W    maxima no grupo
(2006)          Incrementos = 30W      BA em
                a cada 2 min ate a     comparacao ao
                exaustao               grupo PL;
Stout e         Cicloergometro;        [up arrow] TE e
colaboradores   Carga inicial = 40W    potencia maxima no
(2007)          Incrementos = 20W      grupo BA em
                a cada 3 min ate a     comparacao ao
                exaustao               grupo PL;
Zoeller e       Cicloergometro;        [left and right arrow]
colaboradores   Carga inicial = 30W    TE e potencia maxima
(2007)          Incrementos = 30W      entre os grupos;
                a cada 2 min ate a
                exaustao
                Cicloergometro;        [up arrow] Potencia
Stout e         Carga inicial = 30W    maxima no grupo
colaboradores   Incrementos = 20W      BA em
(2008)          a cada 2 min ate a     comparacao ao
                exaustao               grupo PL;
                Esteira;
                Carga inicial = 9.6
Jordan e        km.[h.sup.-1]          Nao foi avaliado
colaboradores   Incrementos = 2%       neste estudo.
(2010)          de inclinacao a cada
                2 minutos ate a
                exaustao.
Ghiasvand e     Cicloergometro;        [up arrow] TE no
colaboradores   Carga inicial = 30W    grupo BA em
(2012)          Incrementos = 30W      comparacao ao
                a cada 2 minutos ate   grupo PL;
                a exaustao.

Autores (ano)   efeitos sobre o
                metabolismo

Stout e
colaboradores
(2006)

Stout e         [up arrow] Limiar
colaboradores   ventilatorio no
(2007)          grupo BA em
                comparacao ao
                grupo PL;
Zoeller e       [left and right arrow]
colaboradores   V[O2.sub.max] e limiar
(2007)          ventilatorio entre
                os grupos;

Stout e
colaboradores
(2008)

                [down arrow] V[O2.sub.max] no grupo
                BA em
Jordan e        comparacao ao
colaboradores   grupo PL; Retardo
(2010)          no acumulo de
                lactato sanguineo
                (OBLA);
Ghiasvand e     [up arrow] V[O2.sub.max] no grupo
colaboradores   BA em
(2012)          comparacao ao
                grupo PL;

Legenda: BA = beta-alanina; PL = placebo; [g.d.sup.-1] = gramas por
dia; km.[h.sup.-1] = quilometros por hora; W = watts; TE = tempo ate a
exaustao; V[O2.sub.max] = capacidade aerobia maxima.

Tabela 2 - Efeitos da suplementacao de beta-alanina sobre testes
anaerobios continuos.

Autores (ano)   Amostra                dose de BA

Derave e        15 homens jovens e     4,8 [g.d.sup.-1] por 5
colaboradores   treinados em corrida   semanas
(2007)          de curta distancia
                (400 metros)
                grupo BA (n=8)
                grupo PL (n=7)

Hill e          25 homens jovens e     4,0 [g.d.sup.-1] por 7
colaboradores   fisicamente ativos     dias, 4,8 [g.d.sup.-1]
(2007)          grupo BA (n=13)        nos 7 dias
                grupo PL (n=12)        subsequentes,
                                       5,6 [g.d.sup.-1] por
                                       mais 7 dias, e
                                       6,4 [g.d.sup.-1] por 7
                                       semanas.
Hoffman e       26 homens jovens e     4,5 [g.d.sup.-1] por 3
colaboradores   treinados em forca     semanas
(2008 b)        grupo BA (n=13)
                grupo PL (n=13)
Del Favero e    18 homens e            3,2 [g.d.sup.-1] por 12
colaboradores   mulheres idosos        semanas
(2011)          grupo BA (n=12)
                grupo PL (n=6)

Sale e          20 homens jovens e     6,4 [g.d.sup.-1] por 4
colaboradores   fisicamente ativos     semanas
(2011)          grupo BA (n=10)
                grupo PL (n=10)
Sale e          13 homens jovens e     6,4 [g.d.sup.-1] por 4
colaboradores   fisicamente ativos.    semanas
(2012)          grupo BA (n=7)
                grupo PL (n=6)

Jagim e         21 homens jovens e     4,0 [g.d.sup.-1] por 7
colaboradores   treinados              dias, e 6,0 [g.d.sup.-1]
(2013)          anaerobiamente.        por 4 semanas
                grupo BA (n=10)
                grupo PL (n=11)
Howe e          16 homens jovens e     65 mg.[kg.sup.-1].[d.sup.-1],
colaboradores   treinados ciclismo     durante 4
(2013)          grupo BA (n=8)         semanas
                grupo PL (n=8)

Danaher e       8 homens jovens e      4,8 [g.d.sup.-1] por 14
colaboradores   fisicamente ativos     dias, e 6,4 [g.d.sup.-1]
(2014)          (desenho crossover)    por 4 semanas

Autores (ano)   Ergometro / Protocolo         efeitos sobre o
                de exercicio                  desempenho

Derave e        Dinamometro                   [up arrow] TE nos grupos
colaboradores   Isocinetico;                  BA e PL, mas sem
(2007)          Isometria ate a               diferenca entre os
                exaustao durante              grupos;
                extensao de joelho
                sob uma intensidade
                de 45% CVM.
Hill e          Cicloergometro;               [up arrow] TE no grupo BA
colaboradores   Tempo ate a exaustao          em comparacao ao
(2007)          sob uma intensidade           periodo basal;
                de 110% [W.sub.max].

Hoffman e       Cicloergometro;               Tendencia de melhora
colaboradores   1 x 60 s, carga de 1,2        no indice de fadiga no
(2008 b)        Nm / kg de peso               grupo BA em
                corporal.                     comparacao ao PL;
Del Favero e    Esteira;                      [up arrow] TE no grupo BA
colaboradores   Tempo ate a exaustao          em comparacao ao grupo
(2011)          sob uma intensidade           PL;
                aproximada de 90%
                V[O2.sub.max].
Sale e          Cicloergometro;               [up arrow] TE no grupo BA
colaboradores   Tempo ate a exaustao          em comparacao ao
(2011)          sob uma intensidade           periodo basal;
                de 110% [W.sub.max].
Sale e          Dinamometro                   [up arrow] TE no grupo BA
colaboradores   Isocinetico;                  em comparacao ao grupo
(2012)          Isometria ate a               PL;
                exaustao durante
                extensao de joelho
                sob uma intensidade
                de 45% CVM.
Jagim e         Esteira;                      [left and right arrow] TE
colaboradores   Corrida ate a exaustao        entre os grupos BA e PL
(2013)          a 115 e 140% V[O2.sub.max].   para ambas as
                                              intensidades;

Howe e          Dinamometro                   [up arrow] Potencia Media
colaboradores   Isocinetico;                  no grupo BA em
(2013)          30 movimentos                 comparacao ao grupo
                maximos de extensao           PL.
                de joelho sob
                velocidade de
                180[degrees].[s.sup.-1]
Danaher e       Cicloergometro;               [up arrow] TE no grupo BA
colaboradores   Tempo ate a exaustao          em comparacao ao grupo
(2014)          sob uma intensidade           PL;
                de 110% [W.sub.max].

Legenda: BA = beta-alanina; PL = placebo; [g.d.sup.-1] = gramas por
dia; CVM = contracao voluntaria maxima; [W.sub.max] = potencia maxima;
V[O2.sub.max]= capacidade aerobia maxima; TE = tempo ate a exaustao.

Tabela 3 - Efeitos da suplementacao de beta-alanina sobre o desempenho
intermitente.

Autores (ano)   Amostra                         dose de BA

Derave e        15 homens jovens e              4,8 [g.d.sup.-1] por 5
colaboradores   treinados em corrida de         semanas
(2007)          curta distancia (400
                metros)
                grupo BA (n=8)
                grupo PL (n=7)
Sweeney e       19 homens jovens e              6,0 [g.d.sup.-1] por 5
colaboradores   fisicamente ativos              semanas
(2010)          grupo BA (n=9)
                grupo PL (n=10)

Smith e         50 homens e mulheres            4,8 [g.d.sup.-1] por 4
colaboradores   jovens e fisicamente            semanas
(2012)          ativos
                grupo BA (n=26)
                grupo PL (n=24)

Tobias e        19 homens jovens                6,4 [g.d.sup.-1] por 4
colaboradores   treinados em judo e jiu-jitsu   semanas
(2013)          grupo BA (n=10)
                grupo PL (n=9)

Saunders e      16 homens jovens e              6,4 [g.d.sup.-1] por 5
colaboradores   fisicamente ativos              semanas
(2014)          grupo BA (n=8)
                grupo PL (n=8)

De Salles       39 homens jovens, dos           6,4 [g.d.sup.-1] por 4
Painelli e      quais 20 eram                   semanas
colaboradores   fisicamente ativos e 19
(2014)          eram ciclistas treinados
                grupo NTBA (n=10)
                grupo NTPL (n=10)
                grupo TBA (n=10)
                grupo TPL (n=9)

Autores (ano)   Ergometro / Protocolo de          efeitos sobre o
                exercicio                         desempenho

Derave e        Dinamometro Isocinetico;          [up arrow] Torque pico
colaboradores   5 x 30 extensoes de               nas series 4 e 5 no
(2007)          joelho, com velocidade de         grupo BA em comparacao
                180[degrees]/s e 1 min entre as   ao PL;
                series.

Sweeney e       Esteira nao-motorizada;           [left and right arrow]
colaboradores   5 x 5 tiros de 5 s, carga         Potencia Pico e
(2010)          de 15% do peso corporal;          Potencia Media
                45 s entre os tiros e 2 min       horizontais entre os
                entre as series.                  grupos BA e PL;
Smith e         Esteira;                          [left and right arrow]
colaboradores   3 tiros ate a exaustao a          TE entre os grupos BA
(2012)          110%, 100% e 90% da               e PL para todas as
                velocidade pico, com 15           velocidades;
                min de intervalo entre os
                tiros
Tobias e        Cicloergometro de                 [up arrow] Potencia
colaboradores   membros superiores;               Media, Potencia Pico e
(2013)          4 x 30 s, carga de 5% do          Trabalho Total no
                peso corporal, com 3 min          grupo BA em
                de intervalo entre as             comparacao ao grupo
                series                            PL.
Saunders e      Esteira nao motorizada;           [left and right arrow]
colaboradores   3 series, consistindo de 5        Potencia Media durante
(2014)          tiros maximos de 6                as 3 series nos grupos
                segundos, executados em           PL e BA;
                hipoxia (15.5% [O.sub.2])
De Salles       Cicloergometro;                   [up arrow] Trabalho
Painelli e      4 x 30 s a 5% do peso             Total nos grupos BA em
colaboradores   corporal, com 3 minutos           comparacao aos
(2014)          de intervalo entre os             grupos Placebo;
                testes.                           [up arrow]
                                                  Potencia Media nos
                                                  grupos BA em
                                                  comparacao ao
                                                  periodo basal.

Legenda: BA = beta-alanina; PL = placebo; TBA = treinado +
beta-alanina; TPL = treinado + placebo; NTBA = nao treinado +
beta-alanina; NTPL = nao treinado + placebo; [g.d.sup.-1] = gramas por
dia; TE = tempo ate a exaustao.

Tabela 4 - Estudos avaliando os efeitos da suplementacao de
beta-alanina sobre o desempenho esporte-especifico.

Autores (ano)     Amostra                  dose de BA

Derave e          15 homens jovens e       4,8 [g.d.sup.-1] por 5
colaboradores     treinados em corrida     semanas
(2007)            de curta distancia
                  (400 metros)
                  grupo BA (n=8)
                  grupo PL (n=7)
Van Thienen e     17 homens jovens e       2,0 [g.d.sup.-1] por 14
colaboradores     moderadamente            dias, 3,0 [g.d.sup.-1]
(2009)            treinados em ciclismo.   nos proximos 14
                  grupo BA (n=9)           dias, e 4,0 [g.d.sup.-1]
                  grupo PL (n=8)           por 4 semanas.
Baguet e          17 homens jovens e       5,0 [g.d.sup.-1] por 7
colaboradores     treinados em remo.       semanas.
(2010)            grupo BA (n=8)
                  grupo PL (n=9)
Kern e            37 homens jovens e       4,0 [g.d.sup.-1] por 8
Robinson          treinados                semanas.
(2011)            anaerobiamente
                  grupo BA (n=17)
                  grupo PL (n=20)
Bellinger e       14 homens jovens e       65 mg.[kg.sup.-1].[d.sup.-1],
colaboradores     treinados em ciclismo    durante 4 semanas.
(2012)            grupo BA (n=7)
                  grupo PL (n=7)
Chung e           30 homens jovens e       4,8 [g.d.sup.-1] por 4
colaboradores     treinados em natacao.    semanas,
(2012)            grupo BA (n=18)          seguido de 3,2
                  grupo PL (n=12)          [g.d.sup.-1] por 6
                                           semanas.

Donovan e         16 homens jovens e       6,0 [g.d.sup.-1] por 4
colaboradores     treinados em boxe.       semanas
(2012)            grupo BA (n=8)
                  grupo PL (n=8)
Saunders e        36 homens jovens e       6,4 [g.d.sup.-1] por 4
colaboradores     treinados em             semanas
(2012 a)          modalidades esportivas
                  grupo BA (n=18)
                  grupo PL (n=18)
Saunders e        17 homens jovens e       3,2 [g.d.sup.-1] por 12
colaboradores     treinados em futebol     semanas
(2012 b)          grupo BA (n=9)
                  grupo PL (n=8)
Ducker e          12 homens jovens e       80 mg.[kg.sup.-1].[d.sup.-1]
colaboradores     treinados em             por 4 semanas
(2013a)           modalidades esportivas
                  grupo BA (n=6)
                  grupo PL (n=6)
Ducker e          16 homens jovens e       80 mg.[kg.sup.-1].[d.sup.-1],
colaboradores     treinados em remo.       durante 4
(2013b)           grupo BA (n=7)           semanas
                  grupo PL (n=9)
Ducker e          18 homens jovens e       80 mg.[kg.sup.-1].[d.sup.-1],
colaboradores     recreacionalmente        durante 4
(2013c)           treinados em corrida.    semanas.
                  grupo BA (n=9)
                  grupo PL (n=9)
Hobson et al. e   20 homens jovens e       6,4 [g.d.sup.-1] por 4
colaboradores     recreacionalmente        semanas
(2013)            treinados em remo.
                  grupo BA (n=10)
                  grupo PL (n=10)
Howe e            16 homens jovens e       65 mg.[kg.sup.-1].[d.sup.-1],
colaboradores     treinados em ciclismo    durante 4
(2013)            grupo BA (n=8)           semanas.
                  grupo PL (n=8)
De Salles         16 homens e mulheres     3,2 [g.d.sup.-1] durante
Painelli e        jovens e treinados em    7 dias, seguidos
colaboradores     natacao                  de 6,4 [g.d.sup.-1] por
(2013)            grupo BA (n=9)           durante 4
                  grupo PL (n=7)           semanas
Chung e           27 homens jovens e       3,2 [g.d.sup.-1] durante
colaboradores     treinados em ciclismo    6 semanas
(2014)            e triatlon
                  grupo BA (n=14)
                  grupo PL (n=13)

Autores (ano)     Protocolo de exercicio   efeitos sobre o
                                           desempenho

Derave e          Corrida de 400 m.        [left and right arrow] Tempo
colaboradores                              de prova entre os grupos BA e
(2007)                                     PL;

Van Thienen e     Tiro de 30 s em          [up arrow] Potencia Pico e
colaboradores     cicloergometro apos      Media no grupo BA
(2009)            simulacao de prova de    em comparacao ao
                  ciclismo de 2 h.         grupo PL;

Baguet e          Prova de 2000 m no       [left and right arrow] Tempo
colaboradores     remo.                    de prova, com tendencia de
(2010)                                     aumento no grupo
                                           BA(p=0,07);
Kern e            Tiro de 300 jardas;      [left and right arrow] Tempo
Robinson                                   para completar o tiro entre
(2011)                                     os grupos BA e PL;

Bellinger e       Potencia produzida       [left and right arrow]
colaboradores     em serie de 4 min de     Potencia Media entre os
(2012)            ciclismo em              grupos BA e PL;
                  cicloergometro;
Chung e           Indices de competicao    [left and right arrow]
colaboradores     nas provas de 50,        Indices de competicao nas
(2012)            100, 200 e 400 m         provas de 50, 100,
                  livres na natacao;       200 e 400 metros
                                           entre os grupos BA e
                                           PL;
Donovan e         Forca e frequencia de    [up arrow] Forca e frequencia
colaboradores     soco durante 3 rounds    de soco no grupo BA
(2012)            de 3 min, com 1 min      em comparacao ao
                  entre cada round;        grupo PL;
Saunders e        Teste LIST (6 x 11       [left and right arrow] Tempo
colaboradores     tiros de 15 m, com 3     medio dos tiros em cada uma
(2012 a)          min de intervalo entre   das series entre os
                  as series                grupos BA e PL;
Saunders e        Teste Intermitente Yo-   [up arrow] Distancia total
colaboradores     Yo Nivel 2               percorrida no grupo
(2012 b)                                   BA em comparacao
                                           ao periodo basal;
Ducker e          3 x 6 tiros de corrida   [left and right arrow] Tempo
colaboradores     de 20 m, com 25 s        total para completar as 3
(2013a)           entre os tiros e 4 min   series nos grupos PL e BA;
                  entre as series.
Ducker e          Provda de 2000 m no      [left and right arrow] Tempo
colaboradores     remo;                    de prova entre os grupos BA e
(2013b)                                    PL;

Ducker e          Corrida de 800 m         l Tempo de prova
colaboradores     rasos;                   (melhora) no grupo
(2013c)                                    BA em comparacao
                                           ao grupo PL;

Hobson et al. e   Prova de 2000 m no       l Tempo de prova
colaboradores     remo;                    (melhora) no grupo
(2013)                                     BA em comparacao
                                           ao grupo PL;

Howe e            Prova de 4 min em        [left and right arrow]
colaboradores     cicloergometro;          Potencia Media entre os
(2013)                                     grupos BA e PL;

De Salles         Simulacao de prova       l Tempo de prova
Painelli e        de 100 e 200 m livres    (melhora) em ambas
colaboradores     na natacao;              as distancias no
(2013)                                     grupo BA vs. PL;

Chung e           Prova de ciclismo de     [left and right arrow] Tempo
colaboradores     ~1 h.                    de prova entre os grupos BA e
(2014)                                     PL;

Legenda: BA = beta-alanina; PL = placebo; [g.d.sup.-1] = gramas por
dia; mg..[kg.sup.-1].[d.sup.-1] = miligramas por quilograma de peso
corporal por dia. LIST = Loughborough Intermittent Shuttle Test (Teste
Loughborough de Deslocamento Intermitente).

Tabela 5 - Estudos avaliando o possivel papel da suplementacao de
beta-alanina como auxilio ergogenico para o treinamento fisico.

Autores (ano)   Amostra                dose de BA

Kendrick e      26 homens jovens e     6,4 [g.d.sup.-1] por
colaboradores   fisicamente ativos     10 semanas
(2008)          grupo BA (n=13)
                grupo PL (n=13)
Hoffman e       8 homens jovens e      4,8 [g.d.sup.-1] por 4
colaboradores   treinados em forca     semanas
(2008 a)        (desenho cross-over)

Hoffman e       26 homens jovens e     4,5 [g.d.sup.-1] por 3
colaboradores   treinados em forca     semanas
(2008 b)        grupo BA (n=13)
                grupo PL (n=13)
Smith e         36 homens jovens e     6,0 [g.d.sup.-1] por 6
colaboradores   fisicamente ativos     semanas
(2009 a)        grupo BA (n=18)
                grupo PL (n=18)

Smith e         46 homens jovens e     6,0 [g.d.sup.-1] por 6
colaboradores   fisicamente ativos     semanas
(2009 b)        grupo BA (n=18)
                grupo PL (n=18)
                grupo controle
                (n=10)

Walter e        44 mulheres jovens e   6,0 [g.d.sup.-1] por 6
colaboradores   fisicamente ativas     semanas
(2010)          grupo BA (n=14)
                grupo PL (n=19)
                grupo controle
                (n=11)

Autores (ano)   Protocolo de treinamento      Resultados

Kendrick e      Treinamento de forca por      [up arrow] 1-RM e Torque
colaboradores   10 semanas, 4 sessoes         de Pico apos o treino em
(2008)          por semana; 1 a 4 series,     ambos os grupos BA e PL;
                8 a 12 RM;                    Sem efeito da BA;
Hoffman e       Treinamento de forca por      [up arrow] Resistencia de
colaboradores   4 semanas, 4 sessoes por      Forca no grupo BA em
(2008 a)        semana; 3 a 5 series, 8 a     comparacao ao PL;
                10 RM;
Hoffman e       Sem informacoes sobre o       [up arrow] Volume de
colaboradores   protocolo de treinamento.     treino no exercicio Supino
(2008 b)                                      para o grupo BA em
                                              comparacao ao PL;
Smith e         Treinamento intermitente      [up arrow] TE, Trabalho
colaboradores   em cicloergometro por 6       Total, Limiar Ventilatorio
(2009 a)        semanas, 3 sessoes por        e V[O.sub.2max] nos grupos
                semana; 5-6 x 2 min a         BA e PL, mas sem diferenca
                90%-115% [W.sub.max], com 1   entre eles; Sem efeito da
                min entre as series;          BA;
Smith e         Treinamento intermitente      [up arrow] TE, Trabalho
colaboradores   em cicloergometro por 6       Total e
(2009 b)        semanas, 3 sessoes por        V[O.sub.2max]apos as
                semana; 5-6 x 2 min a         primeiras 3 semanas nos
                90%-115% [W.sub.max], com 1   grupos BA e PL;
                min entre as series;          [up arrow] TE, Trabalho
                                              Total e V[O.sub.2max] nas
                                              ultimas 3 semanas apenas
                                              no grupo BA;
Walter e        Treinamento intermitente      [up arrow] Limiar
colaboradores   em cicloergometro por 6       Ventilatorio e
(2010)          semanas, 3 sessoes por        V[O.sub.2max] nos grupos
                semana; 5-6 x 2 min a         BA e PL, mas sem
                90%-115% [W.sub.max], com 1   diferencas entre os
                min entre as series;          grupos; Sem efeito da BA;

Legenda: BA = beta-alanina; PL = placebo; [g.d.sup.-1] = gramas por
dia; [W.sub.max] = potencia maxima; V[O.sub.2max] = capacidade aerobia
maxima; TE = tempo ate a exaustao; RM = repeticao maxima.

Tabela 6 - Efeitos da suplementacao de beta-alanina combinada a outras
estrategias nutricionais sobre o desempenho fisico.

Autores (ano)   Amostra                  dose de
                                         BA

Hoffman e       33 homens jovens e       3,2 [g.d.sup.-1]
colaboradores   atletas de futebol       por 10
(2006)          americano de nivel       semanas
                universitario
                grupo CR + BA (n=11)
                grupo PL (n=11)
                grupo CR (n=11)

Stout e         51 homens jovens e       6,4 [g.d.sup.-1]
colaboradores   fisicamente ativos       por 6 dias,
(2006)          grupo BA (n=12)          entao 3,2
                grupo CR (n=12)          [g.d.sup.-1] por 3
                grupo PL (n=13)          semanas
                grupo BA+CR (n=14)
Zoeller e       55 homens jovens e       6,4 [g.d.sup.-1]
colaboradores   fisicamente ativos       por 6 dias,
(2007)          grupo BA (n=14)          entao 3,2
                grupo CR (n=12)          [g.d.sup.-1] por 3
                grupo PL (n=13)          semanas
                grupo BA+CR (n=14)
Sale e          20 homens jovens e       6,4 [g.d.sup.-1]
colaboradores   fisicamente ativos       por 4
(2011)          grupo BA + PL e BA +     semanas
                SB (n=10)
                grupo PL + SB e PL +
                PL (n=10)

Bellinger e     14 homens jovens e       65 mg.[kg.sup.-1]
colaboradores   treinados em ciclismo    [d.sup.-1] por 4
(2012)          grupo BA + PL e BA +     semanas
                SB (n=7)
                grupo PL + SB e PL +
                PL (n=7)

Ducker e        24 homens jovens e       80 mg.[kg.sup.-1]
colaboradores   treinados em             [d.sup.-1] por 4
(2013a)         modalidades esportivas   semanas
                grupo BA + PL (n=6)
                grupo BA + SB (n=6)
                grupo PL + SB (n=6)
                grupo PL + PL (n=6)
Hobson e        20 homens jovens e       6,4 [g.d.sup.-1]
colaboradores   recreacionalmente        por 4
(2013)          treinados em remo        semanas
                grupo BA + PL e BA +
                SB (n=10)
                grupo PL + SB e PL +
                PL (n=10)

Tobias e        37 homens jovens         6,4 [g.d.sup.-1]
colaboradores   treinados em judo e      por 4
(2013)          jiu-jitsu                semanas
                grupo BA + PL (n=10)
                grupo BA + SB (n=9)
                grupo PL + SB (n=9)
                grupo PL + PL (n=9)

De Salles       7 homens e 7 mulheres    6,4 [g.d.sup.-1]
Painelli e      jovens treinados em      por 4
colaboradores   distancias curtas na     semanas
(2013)          natacao
                grupo BA + PL e BA +
                SB (n=7)
                grupo PL + SB e PL +
                PL (n=7)
Saunders e      16 homens jovens e       6,4 [g.d.sup.-1]
colaboradores   fisicamente ativos       por 5
(2013)          grupo BA + PL e BA +     semanas
                SB (n=8)
                grupo PL + SB e PL +
                PL (n=8)

Mero e          13 homens jovens e       4,8 [g.d.sup.-1]
colaboradores   treinados em curtas      por 4
(2013)          distancias na natacao    semanas

Danaher e       8 homens jovens e        4,8 [g.d.sup.-1]
colaboradores   fisicamente ativos       por 14
(2014)          (desenho cross-over)     dias, e 6,4
                                         [g.d.sup.-1] por 4
                                         semanas

Autores (ano)   dose de                        dose de
                NaHC[O.sub.3]                  CR

Hoffman e                                      10,5 [g.d.sup.-1]
colaboradores                                  por 10
(2006)                                         semanas

Stout e                                        5,25 [g.d.sup.-1]
colaboradores                                  por 4
(2006)                                         semanas

Zoeller e                                      5,25 [g.d.sup.-1]
colaboradores                                  por 4
(2007)                                         semanas

Sale e          0,2 g.[kg.sup.-1] 4
colaboradores   horas antes do
(2011)          inicio do
                exercicio + 0,1
                g.kg (-1) 2 horas
                antes do inicio
                do protocolo.
Bellinger e     0,3 g.[kg.sup.-1] 90
colaboradores   minutos antes
(2012)          do inicio do
                exercicio

Ducker e        0,3 g.[kg.sup.-1] 90
colaboradores   minutos antes
(2013a)         do inicio do
                protocolo de
                exercicio

Hobson e        0,2 g.[kg.sup.-1] 4
colaboradores   horas antes do
(2013)          inicio do
                exercicio + 0,1
                g.[kg.sup.-1] 2 horas
                antes do
                exercicio.

Tobias e        0,5 g.[kg.sup.-1].[d.sup.-1]
colaboradores   por 7 dias
(2013)

De Salles       0,3 g.[kg.sup.-1] 90
Painelli e      minutos antes
colaboradores   do inicio do
(2013)          exercicio

Saunders e      0,2 g.[kg.sup.-1] 4
colaboradores   horas antes do
(2013)          inicio do
                exercicio + 0,1
                g.[kg.sup.-1] 2 horas
                antes do inicio
                do exercicio.
Mero e          0,3 g.[kg.sup.-1] 60
colaboradores   minutos antes
(2013)          do inicio do
                exercicio

Danaher e       0,3 g.[kg.sup.-1] 90
colaboradores   minutos antes
(2014)          do inicio do
                exercicio

Autores (ano)   Ergometro / Protocolo       efeitos sobre o desempenho
                de exercicio

Hoffman e       Supino e                    [up arrow] 1-RM no grupo CR
colaboradores   Agachamento / Teste         e CR + BA em comparacao ao
(2006)          de 1-RM;                    PL;
                Cicloergometro/             [left and right arrow]
                Teste de Wingate;           Potencia Pico e Media no
                - Avaliacao do              Teste de Wingate entre os
                volume e intensidade        grupos;
                semanais de treino no       [up arrow] intensidade
                Supino e                    semanal de treino no
                Agachamento                 Agachamento nos grupos CR e
                                            CR + BA em comparacao ao PL;
                                            [up arrow] volume semanal de
                                            treino no Agachamento e no
                                            Supino no grupo CR + BA em
                                            comparacao ao PL;
Stout e         Cicloergometro;             [up arrow] [W.sub.max] nos
colaboradores   Carga inicial = 60W         grupos BA e BA + CR em
(2006)          Incrementos = 30W a         comparacao ao grupo PL, mas
                cada 2 min ate a            sem diferenca entre eles;
                exaustao

Zoeller e       Cicloergometro;             [left and right arrow] TE e
colaboradores   Carga inicial = 30W         [W.sub.max] entre os grupos;
(2007)          Incrementos = 30W a         [left and right arrow]
                cada 2 min ate a            V[O.sub.2max] e limiar
                exaustao                    ventilatorio entre os
                                            grupos;
Sale e          Cicloergometro;             [up arrow] TE nos grupos BA
colaboradores   Tempo ate a exaustao        + PL e BA + NaHC[O.sub.3] em
(2011)          sob uma intensidade         comparacao ao periodo
                de 110% [W.sub.max].        basal;
                                            [up arrow] TE no grupo BA +
                                            SB em comparacao ao grupo BA
                                            + PL;
Bellinger e     Cicloergometro;             [left and right arrow]
colaboradores   Teste contrarrelogio        Potencia Media e Trabalho
(2012)          de 4 minutos.               Total Potencia Media nos
                                            grupos BA + PL e PL + PL em
                                            comparacao ao basal;
                                            [up arrow] Potencia Media e
                                            Trabalho Total nos grupos
                                            PL + SB e BA + SB em
                                            comparacao ao basal;
Ducker e        3 series, consistindo       [left and right arrow] Tempo
colaboradores   de 6 tiros de 20            total para completar as 3
(2013a)         metros cada; com 25         series nos grupos PL + PL e
                segundos de intervalo       BA + PL;
                entre os tiros; e 4         [down arrow] Tempo total
                minutos de intervalo        para completar as 3 series
                entre as series.            nos grupos PL + SB e BA +
                                            SB;
Hobson e        Teste Contrarrelogio        [left and right arrow] Tempo
colaboradores   na prova de 2000            de prova nos grupos PL + PL
(2013)          metros                      em comparacao ao basal;
                                            [down arrow] Tempo de prova
                                            nos grupos PL + SB, BA + PL
                                            e BA + SB em comparacao ao
                                            grupo PL + PL;
                                            [down arrow] Tempo de prova
                                            no grupo BA + SB em
                                            comparacao ao grupo BA + PL.
Tobias e        Cicloergometro              [up arrow] Potencia Media e
colaboradores   adaptado para               Potencia Pico nos grupos PL
(2013)          membros superiores;         + SB, BA + PL e BA + SB em
                4 Testes de Wingate,        comparacao ao basal;
                a 5% do peso                [up arrow] Trabalho Total
                corporal; com 3             nos grupos PL + SB e BA + PL
                minutos de intervalo        em comparacao ao PL + PL;
                entre os testes.            [up arrow] Trabalho Total no
                                            grupo BA + SB em comparacao
                                            aos demais grupos;
De Salles       Indice nas distancias       [down arrow] Tempo de prova
Painelli e      de 100 e 200 metros         em ambas as distancias nos
colaboradores   livres na natacao;          grupos PL + SB, BA + PL e
(2013)                                      BA + SB em comparacao ao
                                            PL + PL;
                                            [down arrow] Tempo de prova
                                            no grupo BA + SB em
                                            comparacao aos demais
                                            grupos;
Saunders e      Esteira nao                 [left and right arrow]
colaboradores   motorizada;                 Potencia Media durante as 3
(2013)          3 series, consistindo       series entre os grupos PL +
                de 5 tiros maximos de       PL, PL + SB, BA + PL e BA +
                6 segundos,                 SB;
                executados em
                hipoxia (15.5% [O.sub.2])
Mero e          2 tiros de 100 metros       [left and right arrow] Tempo
colaboradores   nado livre, separados       total para completar o 1 ou
(2013)          por recuperacao             o 2 tiro entre as condicoes
                passiva de 12 minutos       BA + PL e BA + SB;
                                            [down arrow] Aumento no
                                            tempo para completar o 2o
                                            tiro nas condicoes PL + SB
                                            comparado ao PL + PL;
Danaher e       Cicloergometro;             [up arrow] TE no grupo BA +
colaboradores   Tempo ate a exaustao        PL e BA + SB em comparacao
(2014)          sob uma intensidade         ao grupo PL + PL;
                de 110% [W.sub.max].        [left and right arrow] TE no
                                            grupo PL + SB em comparacao
                                            ao grupo PL + PL;
                                            [left and right arrow] TE no
                                            grupo BA + SB em comparacao
                                            ao grupo BA + PL;

Legenda: BA = beta-alanina; CR = creatina; SB = bicarbonato de sodio;
PL = placebo; [g.d.sup.-1] = gramas por dia; g.[kg.sup.-1] = gramas por
quilograma de peso corporal; g.[kg.sup.-1].[d.sup.-1] = gramas por
quilograma de peso corporal por dia; [W.sub.max] = potencia maxima;
V[O.sub.2max] = capacidade aerobia maxima; TE = tempo ate a exaustao;
RM = repeticao maxima.
COPYRIGHT 2015 Instituto Brasileiro de Pesquisa e Ensino em Fisiologia do Exercicio. IBPEFEX
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Author:Freitas, Paola; Painelli, Vitor de Salles; Saunders, Bryan; Gualano, Bruno; Artioli, Guilherme Giann
Publication:Revista Brasileira de Nutricao Esportiva
Date:Jul 1, 2015
Words:13818
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