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MEME E EDUCACAO: ENTREVISTA COM ADRIANA ROCHA BRUNO.

Adriana Rocha Bruno e Pos doutora em educacao pelo Instituto de Educacao da Universidade de Lisboa-PT, Doutora e Mestre em Educacao: Curriculo pela Pontificia Universidade Catolica de Sao Paulo e licenciada em Pedagogia. E professora Adjunta do Depto. de Educacao, da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), professora dos Programas de Pos-Graduacao em Educacao e em Gestao e Avaliacao da Educacao Publica--ambos da UFJF. E lider do Grupo de Pesquisa Aprendizagem em Rede --GRUPAR, que conta com pesquisadores e estudiosos, envolvidos em investigacoes sobre a Aprendizagem do adulto em ambientes em rede e a formacao docente em meio a Cultura Digital. e criadora do POMAR (Percursos Online Multiplos Abertos e Rizomaticos--proposta de percursos formativos gestado em parceria com o GRUPAR).

Diene Mello: O termo "meme" foi definido por Richard Dawkins como sendo uma "unidade de transmissao cultural" no livro O Gene Egoista (The Selfish Gene), publicado em 1976. Atualmente o "meme" e linguagem tem ampla repercussao em ambientes online. Voce considera que esta linguagem tem sido compreendida e estudada do ponto de vista cientifico?

Adriana Bruno: Se fizermos uma busca rapida no Google Academico para depurar artigos sobre memes e educacao, encontraremos logo quase 1500 artigos sobre o tema somente nos dois ultimos anos. Isso indica que ha bastante producao sobre o assunto, sendo que a maioria focaliza os usos dos memes em aulas de diversas areas e segmentos. Sao trabalhos que integram a formacao docente e os usos na Educacao Basica e no Ensino Superior. Mas os trabalhos cientificos sobre memes, em Lingua Portuguesa, que, como quis Dowkins, podem ser compreendidos em relacao aos genes e a sua replicabilidade, nao sao tao recentes quanto pensamos: em 2003 foram computados 20 textos sobre memes em interface com o campo da educacao, dentre eles um denominado "DOS GENES AOS MEMES: A EMERGENCIA DO REPLICADOR CULTURAL", de autoria de Ricardo Waizbort (ligado ao Programa de Pos-Graduacao em Historia das Ciencias da Saude da Fiocruz http://www.mettodo.com.br/pdf/Dos genes aos memes.pdf). No mesmo ano, em busca realizada pelo Google Academico, em lingua portuguesa, foram as primeiras producoes que tocam mais diretamente este tema. No inicio do seculo XXI, ainda que aparecam nas buscas referencias aos memes e inclusive a Dawkins (2000 e 2001 com 10 referencias em cada ano, 2002 com 07), tal relacao e secundaria. Porem, ha certo consenso de que os memes sao manifestacoes culturais que retratam uma ideia, como nos dira Coelho (2017, p. 618): "mas uma ideia replicada, viralizada e reconfigurada a cada situacao/ambiencia na qual e utilizada/empregada". Como narrativas da cultura digital, nao obedecem a um formato unico, pois considero que tais linguagens sao abertas, flexiveis e nao lineares. As pesquisas e publicacoes atuais, que envolvem muitos relatos e analises a partir de praticas da docencia, ainda carecem, para mim, de analises mais profundas sobre os memes, mas isso e explicavel tendo em vista que a emergencia de tais recursos e recente. Sem duvida, esta linguagem e muito potente para diversos campos, com destaque para a Educacao.

DM: O presente numero tematico desta revista esta intitulado "Memes e Educacao: praticas educativas na cibercultura". Como voce pensa o uso de memes na educacao?

DM: Memes sao generos textuais multimodais, constituindo-se em mensagens rapidas normalmente associadas ao humor. Voce considera que esta linguagem possa ou deva ser utilizada e apropriada por professores os estudantes com finalidades pedagogicas?

AB: Responderei essas duas em conjunto, ok?

Como disse, os memes sao narrativas da cultura digital cujas ideias sintetizam pensamentos e perspectivas, comumente integrando critica e humor. As possibilidades para um trabalho pedagogico sao imensas, pois trata-se de uma linguagem imagetica criada a partir de contextos conhecidos, de personagens caricatas, de bordoes e de jargoes de dominio publico, de charges--enfim, ha uma integracao de midias e de linguagens que, somados a fluidez e a rapidez na emissao da mensagem, amplia muito suas potencialidades pedagogicas. Assim, os memes podem e devem ser usados em todas as faixas etarias por qualquer componente curricular--preferencialmente de forma integrada/interdisciplinar. Alem das possibilidades de reflexao, de producao, de expressao textual e imagetica, de interpretacao etc., destaco que os memes suscitam atualizacao e acompanhamento de temas, de assuntos e de discussoes. Atualizacao implica, no pedagogico, em movimentos cotidianos de presentificacao, ou seja, de estar conectado, familiarizado, "antenado" com tudo o que acontece no mundo, na cidade, no contexto dos estudantes. Por isso, exige um trabalho intenso do professor para estar atualizado, mas tambem demanda novas posturas da/na docencia e discencia, de modo que o protagonismo nao esteja polarizado, mas integrado no professor e no estudante, na mesma medida. Quando isso ocorre, temos acoes colaborativas e parcerias e, desse modo, todos sao corresponsaveis por se atualizar e atualizar o outro. O memes sao imediatistas, ou seja, refletem o que esta ocorrendo naquele momento, e por isso exigem conexao, integracao e atualizacao para o trabalho pedagogico. Produzir ou consumir memes envolve conhecer contextos, nao "perder a piada" e saber o que esta nas entrelinhas, pois ha sempre a critica de fundo, ou mesmo explicitamente. Dito isso, podemos ter uma ideia das potencialidades que o trabalho com memes oferece e o quanto recomendo que professores e estudantes usem memes com fins pedagogicos nos espacos e nas ambiencias educacionais.

Tenho realizado aulas com memes, tanto na graduacao quanto na posgraduacao. Cito como exemplo uma atividade que desenvolvi este ano, em que os estudantes deveriam produzir dois memes: um livre e outro que retratasse sua area de conhecimento, sua disciplina. Alem do contato com memes e a oportunidade de vivenciar uma atividade que poderia ser parte de suas aulas, a intencao foi levar os professores e gestores--alunos do curso de pos-graduacao--a olhar para sua propria area com humor e com critica, pois ao criar memes sobre sua propria disciplina os docentes puderam produzir outro olhar para a area, ter mais leveza, brincar com a area. Os relatos foram instigantes, e eu consegui atingir o objetivo na medida em que os envolvidos tiraram o ar sisudo em relacao ao conteudo e a area do conhecimento e se permitiram brincar, percebendo a ludicidade do campo de conhecimento onde atuam e pesquisam, Os desdobramentos nao poderiam ser melhores, pois mais do que se apropriar de um recurso pedagogico, desenvolvemos outras perspectivas, dessa vez culturais e nao instrumentais, para os multiplos campos de conhecimento.

DM: Voce tem defendido em varios textos que os educadores devem viver as redes sociais como um processo cultural. Poderia explicar melhor esta sua visao?

AB: Produzi um texto, em parceria com Joao Luiz Pecanha Couto, que sera publicado no primeiro semestre de 2019, intitulado "CulturaS Contemporaneas: o digital e o ciber em relacao", em que trato um pouco mais sobre isso. Vivemos um tempo em que somos produtores e consumidores de uma cultura que e digital. Podemos tambem compreende-la como cibercultura. Todos os fenomenos sociais estao articulados as culturas contemporaneas, sendo a cibercultura uma destas multiplas culturas hodiernas. Precisamos compreender melhor o que isso tudo significa, pois ha um apelo muito grande para a instrumentalizacao das tecnologias disponiveis, e isso inclui as digitais e em rede--as redes sociais digitais. Deleuze ja nos alertava para o fato de que "a maquina e sempre social antes de ser tecnica" (DELEUZE, PARNET, 1998, p. 57). Portanto, viver as redes sociais digitais como um processo cultural implica assumir-se como agente de cultura, como produtor de cultura, e compreender que as redes sao processos culturais. Hoje nos relacionamos, produzimos conhecimentos, acessamos informacoes, vivemos nossa vida cotidiana com compras, trabalho, contatos familiares, de amizade, de amor, de sexo, de debates, de agenda, de producoes, de filmes, de jogos e series--para tratar de apenas alguns aspectos--em rede. Fazemos tudo isso por meio das redes sociais digitais em seus multiplos apps. Isso nao pode ser compreendido como mera instrumentalizacao, mas como um conjunto de processos culturais. Transformamos formas de viver, de enxergar o mundo, de nos relacionarmos com o outro, com as ideias, com as informacoes, de existirmos, por meio de dispositivos que foram culturalmente produzidos. Reinventamo-nos em rede, por meio de e junto com os apps. Os memes, tema central desta nossa conversa, sao artefatos culturais. Tenho dito ha anos, e ja estava escrito na minha dissertacao de mestrado, que vivemos o tempo do E e nao do OU. Temos dificuldade em entender que coexistem ideias, possibilidades, pessoas, generos e dispositivos muito diversos, e que podemos conviver com todos eles. Nao precisamos mais polarizar OU isso OU aquilo, mas conjugar isso E aquilo. E dificil aceitar o E porque muitos de nos fomos formados com e pelo OU. Mas a cultura contemporanea, e a cultura digital sendo uma delas, e a cultura do E.

DM: Entretanto, alguns autores tem criticado esta imersao na rede, estes algoritmos que prendem nossa atencao em quase 100% do tempo. Como lidar com este fenomeno?

AB: E importante que tenhamos alertas de varias direcoes, pois eles nos situam em relacao aos fenomenos culturais que produzimos e vivenciamos e, por isso, penso que os autores que chamam nossa atencao para os exageros precisam ser ouvidos. Toda mudanca cultural envolve alteracoes sociais, e tais alteracoes implicam em mudancas de varias ordens. No caso do seculo XXI, as mudancas, que trazem a forca da cultura digital, sao muito mais intensas e rapidas do que ja se contou na historia. Isso assusta. O ser humano de hoje nao e o mesmo de 20 anos atras, e tais mudancas foram radicais. Veja: a Internet no Brasil passou a se tornar mais acessivel a partir de 1998 e, a contar desse fenomeno, em apenas 20 anos a mudanca foi tao grande e numa velocidade tal que estamos com dificuldade de processar. Na decada de 1990, em nosso pais, estavamos nos habituando aos chamados pagers--dispositivos eletronicos usados para contatar pessoas por meio de uma rede de telecomunicacoes--, e passamos a ter mais acesso aos celulares, a partir de 2000. Hoje os aparelhos celulares assumem multiplas funcoes que em muito se diferem de sua origem. Tais inovacoes levam as pessoas a novas formas de ser e de existir no mundo: de meros consumidores de informacoes, passamos a produtores; passamos a nos relacionar em tempos e em espacos diversos de forma sincrona e assincrona e, com isso, nao caberia elencar as transformacoes aqui. Penso que ainda estamos aprendendo a conviver com tudo isso e que precisamos compreender melhor todos esses fenomenos trazidos pelos algoritmos. Mais uma vez retomo o que ja disse sobre o E e o OU. Os alertas apelam para o quanto estamos vivendo o OU: dedicamos muito mais a nossa vida aos dispositivos moveis, por exemplo, do que aos nossos parceiros ou familiares. Ou melhor: compreendemos que o fato de estarmos em dialogo, via redes digitais, com nossos parceiros, familiares e amigos seja suficiente. Mas substituir as nossas relacoes presencialmente fisicas pelas online e suficiente e bom? O problema esta no OU, pois ao substituir, eu assumo apenas um lado como certo, enquanto se eu pensar no E poderei integrar o online e o offline, o presencial fisico com o presencial online.

Nao quero terminar esse dialogo sobre algoritmos sem alertar para algo que considero muito importante neste momento: por tras do algoritmo ha o humano, ou seja, nao temos [ainda sic] algoritmos autonomos que nao sejam programados por humanos. Portanto, ainda que tenhamos no futuro [proximo?] uma sociedade de humanos e de maquinas, havera humanos no comando, como temos hoje nas redes sociais digitais. Lembremos que tais redes sao alimentadas por nos, usuarios, mas sao os algoritmos produzidos pelas empresas (pessoas) que as possuem que ditam as regras, as conexoes, quantos e quem aparecera com mais ou menos frequencia em nossas timelines.

DM: Voce considera que estamos formando professores para atuacao com as linguagens multimodais e multirreferenciais da rede?

AB: Penso que nos avancamos muito nos processos formativos com as linguagens multimodais e multirreferenciais da rede, mas ha muito a caminhar. Eu atuo com a formacao de professores para atuacao na cultura digital desde 1995, e nos fizemos muito. Mas se eu for responder a essa pergunta secamente, di ria que nao completamente. Eu compreendo que hoje temos frentes de formacao de professores que envolvem as formacoes: iniciais (nas licenciaturas), continuada formal (por meio de grupos de pesquisa, cursos de extensao, aperfeicoamento, especializacao, mestrado e doutorado) e continuada informal ou livre (com grupos de estudos, grupos de pesquisas abertos, cursos livres abertos--online ou presenciais/fisicos--eventos etc). Na formacao inicial, levantamento realizado por Gatti e Sa (2009) ja mostrava que a formacao para uma Educacao online e infima nos curriculos das licenciaturas do Brasil. Talvez com as mudancas no cenario atual, com a BNCC, com a influencia e o poder das redes sociais digitais, explicitado nas eleicoes mundo afora--tudo isso possa ser alterado e todos percebam a necessidade de estudar e de formar para e com estas linguagens da cultura digital. Sinto que precisamos avancar muito mais. Temos ainda a maior parte das escolas e das universidades desconectadas da cultura digital no processo pedagogico, e a maioria nem sequer faz uso instrumental. Vivemos ainda contextos de proibicao de celulares nas escolas, ainda que para uso pedagogico. Ou seja, precisamos de muito debate e de formacao para que as pessoas entendam o que e a Cultura Digital e como ela tem alterado a vida humana e tambem os processos de aprendizagem.

DM: Alguns criticos da internet afirmam que com as redes temos muita informacao e pouco conhecimento. Voce concorda com tal afirmacao?

AB: Estes criticos desconhecem informacao e conhecimento e, por isso, dizem bobagens. A Internet veicula e socializa informacoes, e seus usuarios podem ou nao transforma-las em conhecimento. Todo conhecimento produzido chega para o outro em forma de informacao. Ao acessa-lo, e a depender do que eu faco com essas informacoes, poderei transforma-las em conhecimento. O conhecimento e produzido pelo sujeito que, em contato com as informacoes, transforma-as. Portanto, tais afirmacoes sao descabidas. Agora, posso fazer uma critica em relacao a qualidade dos conhecimentos produzidos e socializados, mas seriam outros e variados criterios.

DM: O pesquisador chileno Cristobal Cobo afirma que com a expansao das redes sociais e a concentracao da Internet num grupo restrito de atores, vivemos uma assimetria de informacao, gerando certa desconfianca, principalmente em relacao as fake news. Qual sua opiniao sobre isso? Qual o papel da educacao neste processo?

AB: Eu concordo com ele. Ha uma concentracao de dados e de informacoes em grupos especificos. Se pegarmos somente o Facebook, pensemos na quantidade de dados e de pessoas que um unico grupo tem acesso e detem informacoes! O mesmo em relacao ao Google. Ja tivemos diversas demonstracoes do poder que tais empresas possuem, inclusive em organizar dados de modo que aparecam no topo dos acessos para beneficiar tais grupos; ou quando sao selecionados "amigos" especificos para aparecer na timeline por meio de criterios para os quais nao somos consultados e nem controlamos. Mas estamos tratando de midias sociais, e sabemos que elas nao sao e nunca foram neutras! Assim, a confiabilidade esta associada a ideias com as quais concordamos. Vivemos intensamente as fake news nas ultimas eleicoes e pudemos sentir os efeitos devastadores das redes. Penso que essa experiencia recente em nosso pais mostrou que as fake news, ainda que devessem causar 'certa desconfianca', promoveram confianca e, embora muitos grupos tentassem alertar sobre as mentiras embutidas nas noticias e nas ideias que circulavam nas redes, a crenca nelas foi maior. Muito se falou e tentamos conscientizar sobre o poder, os efeitos e as consequencias de todo o processo, mas nao foram suficientes. O tsunami fake news nao nos deu tempo suficiente para educar as pessoas quanto ao consumo de noticias e dev ideias falsas, muitas delas com a presenca de memes. A educacao tem, sem duvida, um papel importantissimo nesse processo, principalmente no que Paulo Freire chamou de conscientizacao, ou seja, a consciencia, o conhecimento critico da realidade colocado em pratica. O processo de conscientizacao envolve entao compreensao critica E fazer critico convergente com o processo de se pensar, analisar e internalizar criticamente a realidade, o contexto. Esse e o papel da educacao, e se a educacao desenvolve processos de conscientizacao, no sentido freireano, ela estara ajudando a formar pessoas criticas, com praticas coerentemente criticas, criativas, sociais e colaborativas. O que ocorre e que ainda nao desenvolvemos processos de conscientizacao neste vies tratado por Freire e, ao nos depararmos com fenomenos como as fake news, nos damos conta do quanto precisamos ainda caminhar. A crenca em noticias falsas que circularam nas redes e nos grupos sociais das familias foi mais forte porque a maioria nao possui essa consciencia critica da realidade. Muitos professores e pesquisadores tem desenvolvido acoes que buscam trabalhar nessa direcao. Um exemplo disso ocorreu neste segundo semestre de 2018, quando professores de cinco universidades se articularam para desenvolver acoes comuns sobre fake news, e eu participei desse grupo. A ideia surgiu num grupo, no whatsapp, de pesquisadoras de varias IES e regioes distintas do Brasil que investigam a cultura digital, e se consolidou no encontro presencial durante o Endipe de 2018, em Salvador. Nos nos reunimos para organizar aulas com o tema fake news, e conseguimos, em pouco tempo, combinar algumas acoes praticas e teoricas com duracao de 2 a 3 aulas presenciais ou online (de acordo com a realidade do curso), que foram combinadas da seguinte forma: praticas pedagogicas inseridas na cibercultura com grupos descentralizados territorialmente, tendo como referencia a professora do grupo de pesquisadores, sem hierarquia de saberes, pois o grupo envolve alunos da graduacao e de posgraduacao, universidades publicas e privadas. Foram realizadas atividades que envolveram leitura de textos, videoaulas sobre o tema e atividades praticas de analise e de producao de fake news. Os debates foram intensos e possivelmente faremos as integracoes dos grupos em 2019. Este exemplo mostra que professores e alunos de diversos segmentos estao envolvidos em acoes convergentes no que tange aos fenomenos da cultura digital. Mas sabemos que e preciso integrar mais pesquisadores, mais professores, de areas diversas, para que o debate e as mudancas ocorram de fato.

Agradeco muito as questoes que me fizeram pensar e maximizar ideias e acoes futuras com o tema. Agradeco ainda a oportunidade de participar desse debate e aprendermos juntos/as.

Referencias

COELHO, Clicia. QUE HISTORIAS OS MEMES PODEM NOS CONTAR? PEDAGOGIAS CULTURAIS E CURRICULO. Revista Brasileira de Pesquisa (Auto)Biografica, Salvador, v. 02, n. 06, p. 615-628, set./dez. 2017. Disponivel em: <http://revistas.uneb.br/index.php/rbpab/article/view/3895/2623>. Acessado em 22/11/2018.

DELEUZE, G., PARNET, C. Dialogos. Trad. Eloisa Araujo Ribeiro, Sao Paulo: Escuta, 1998, 184p.

DOI: 10.12957/periferia.2019.39505
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Author:de Mello, Diene Eire
Publication:Periferia
Date:May 1, 2019
Words:3098
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