Printer Friendly

MEDICAMENTOS GENERICOS: UMA ABORDAGEM NO MUNICIPIO DE VALE DO PARAISO, RONDONIA.

1 Introducao

Medicamentos sao produtos farmaceuticos que apresentam finalidade profilatica, curativa, paliativa ou para fins de diagnostico, sendo, portanto, importantes ferramentas para melhorar e manter a saude (BRASIL, 2003). A dificuldade de regulacao do mercado farmaceutico e os elevados custos dificultam o acesso da populacao aos medicamentos, estima-se que ate um terco da populacao apresente alguma dificuldade em acessa-los (WHO, 2004). Devido a esse fato, os medicamentos genericos vem sendo utilizados em diversos paises como agentes reguladores desse amplo mercado, ja que exerce papel direto na oferta e demanda (CARVALHO, ACCIOLY e RAFFIN, 2006).

No mercado farmaceutico comandado pelas grandes industrias, os medicamentos comercializados sao classificados em tres principais categorias: os de referencia, os genericos e os similares (SILVA e ROCHA, 2016). De acordo com a legislacao brasileira, o medicamento de referencia e inovador, que tem sua eficacia e seguranca comprovada atraves de ensaios clinicos, como a biodisponibilidade que e determinada durante o desenvolvimento do produto, antes mesmo de ter a obtencao do registro para comercializacao (BRASIL, 1999).

Os similares sao aqueles que possuem os mesmos principios ativos, nas mesmas concentracoes, forma farmaceutica, via de administracao que o medicamento de referencia, podendo diferir em caracteristicas como tamanho e forma do produto, embalagem, excipientes e veiculos, nome comercial e outros (BRASIL, 1999).

Ja os genericos, instituidos atraves da Lei no 9.787 implantada em 10 de fevereiro de 1999, sao medicamentos que alem de possuirem as mesmas semelhancas dos similares perante aos de referencia, sao intercambiaveis a estes, e devem ser submetidos os mesmos testes de qualidade, eficacia e bioequivalencia (mesma biodisponibilidade) (SILVA e ROCHA, 2016). Este tipo de medicamento deve ser identificado apenas pela nomenclatura de seu(s) principio(s) ativo(s), nao podendo deter de nome comercial ou ficticio, alem de dever possuir em sua embalagem, uma tarja amarela com a letra "G" em destaque, para facil percepcao (BRASIL, 1999).

Logo, na sua producao a isencao de gastos em pesquisas e publicidades para as industrias farmaceuticas proporcionam na maioria das vezes, sua comercializacao com precos menores quando se comparado com as outras duas categorias, se enquadrando uma alternativa de aos de referencias, dos quais varios sao importados e encarecidos no pais (VIEIRA E ZUCCHI, 2006). O que corrobora para o fato de o preco comercial destes produtos terem sido de ate 35,5% mais baratos em 2014, participando cada vez mais no comercio brasileiro (BERTOLDIL, 2016).

Portanto, os medicamentos genericos se diferenciam dos medicamentos de referencia somente pela nomenclatura, pois levam o nome do principio ativo seguido pela letra G maiuscula, na embalagem. A nomenclatura e designada conforme a Denominacao Comum Brasileira (DCB) ou, na ausencia da mesma, conforme a Denominacao Comum Internacional (DCI) (BLAT et al., 2012; FERNANDES et al., 2011).

No ambito do Sistema Unico de Saude (SUS), o profissional prescritor devera obrigatoriamente utilizar a DCB ou, nao havendo a mesma, devera adotar a DCI no ato da prescricao, entretanto, nas redes privadas de saude fica a criterio do prescritor a utilizacao do nome comercial ou dos genericos, podendo o mesmo fazer observacoes com restricao a intercambialidade (BRASIL, 2003).

Apesar da desconfianca de uma consideravel parcela de prescritores, a utilizacao dos medicamentos genericos tem crescimento de modo acelerado no Brasil, passados mais de 15 anos da sua insercao no mercado, o uso desta categoria ja atingiu cerca de 45,5% da populacao brasileira, sendo aproximadamente um terco dos medicamentos utilizados neste periodo (BERTOLDIL, 2016). Uma pesquisa revela que ja ocupa a 6a posicao no mercado mundial farmaceutico e que este chegara a 4a posicao em 2017 (IMS Health, 2013).

Diante disso, o presente trabalho teve como objetivo avaliar o perfil de utilizacao dos medicamentos genericos no municipio de Vale do Paraiso, Rondonia.

2 Metodologia

Foi desenvolvido um estudo transversal, por meio do levantamento de dados, no municipio de Vale do Paraiso, na regiao leste do estado de Rondonia. Para determinacao da amostra, utilizou-se a ferramenta online de Santos (2016) levando em consideracao a populacao do municipio que em 2010 era de 8.231 habitantes de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatistica (IBGE), totalizando 368 individuos a serem entrevistados.

A pesquisa foi desenvolvida junto ao projeto: Medicamentos Genericos: aspectos apos 15 anos de vigencia da lei 9.787/99 na regiao centro oeste de Rondonia, aprovado pelo Comite de Etica e Pesquisa (CEP) do Centro Universitario Luterano de Ji-Parana por meio do parecer no. 558.118\2015.

O questionario utilizado investigou aspectos sociodemograficos abordando as seguintes variaveis: escolaridade do usuario, renda familiar, frequencia de compra de medicamentos genericos, satisfacao com relacao ao medicamento generico, grau de confianca, o questionamento do cliente com o medico no momento da prescricao medica, obtencao de prescricao do medicamento generico, obtencao de informacoes sobre o medicamento generico por parte do farmaceutico, relevancia do preco no momento da compra do medicamento e confianca no farmaceutico.

Os dados foram tabulados com auxilio do programa Microsoft Excel (2010[R]) e interpretados por meio de estatistica descritiva simples, considerando a frequencia relativa para os eventos. Os dados nao parametricos para as possibilidades de respostas foram comparados de maneira pareada entre os generos por meio do teste de Wilcoxon e a associacao entre as variaveis dependentes e independentes analisada pelo teste do Qi quadrado de Student, considerando o nivel de significancia de 95%, com auxilio do software GraphPad Prism[R] (versao 6.0)

3 Resultados

Do total de entrevistados, 11 questionarios foram excluidos por preenchimento incorreto, obtendo assim, uma amostra final de 357 individuos. Dentre os participantes 220 pessoas eram do sexo feminino (60%) e 137 eram do sexo masculino (37%). Conforme demonstrado na tabela 1, a maioria (33%) dos participantes possui nivel medio, sendo mais frequente entre as mulheres.

Os valores encontrados nao diferiram significativamente entre si, como tambem, nao houve uma associacao entre as variaveis.

Com relacao a renda, 93% dos entrevistados afirmaram possuir rendimento mensal de ate 5 salarios, 6% de 5 a 10 salarios e 1% relataram ganhar mais de 10 salarios minimos.

A Tabela 2 demonstra que a minoria dos entrevistados utiliza medicamentos de forma continua, e que uma grande parcela dos individuos estudados ja utilizou medicamentos genericos.

Quase um quarto dos entrevistados usaram a receita medica para obter os medicamentos genericos. Ainda, os participantes relataram em sua maioria, que obtiveram os resultados esperados, alem de que durante a consulta sao informados a respeito dos genericos, e que o valor influencia na compra destes.

Quando indagados se o profissional farmaceutico faz mencao ao medicamento generico 69% dos candidatos responderam de forma afirmativa e pouco mais de 60% relataram confiar no profissional farmaceutico.

A analise pareada dos dados por genero, atraves do teste de Wilcoxon de maneira pareada, indicou diferenca significativa entre as possibilidades de respostas para os homens (p=0,234), bem como, uma associacao entre as variaveis por meio do teste do Qi quadrado de Fisher (p<0,0001). Para as mulheres, as opcoes de resposta nao foram significativamente distintas entre si, porem, se observou a mesma a associacao entre as variaveis dependentes (p<0,001).

4 Discussao

Os dados obtidos revelaram que os medicamentos genericos sao utilizados de forma continua por aproximadamente um terco dos participantes entrevistados. Em estudo semelhante, Fernandes et al (2011) constataram valor superior ao registrado no presente estudo, visto que 58% declararam utilizar medicamentos de forma continua.

Fatores como responsabilidade excessiva, ocorrencia de situacoes estressantes, falta de seguranca e de estabilidade no emprego, carga horaria intensa, trabalhos domesticos, maus habitos alimentares, entre outros, estao associados diretamente a uma piora na saude da populacao, originando, portanto, diversas doencas e agravos a saude que acaba causando o uso continuo de medicamentos (SANTOS e NITRINI, 2004; HOLMGREN et al., 2009; PEREIRA et al., 2011).

Evidenciou-se que 76% dos entrevistados ja adquiriram os medicamentos genericos pelo menos uma vez na vida, revelando, uma grande aceitacao com relacao a esses medicamentos, indicando ainda, que ha acessibilidade a estes. Utzig et al (2009), na cidade de Toledo (PR), verificaram resultados superiores aos aqui encontrados, pois 98% dos participantes da pesquisa ja adquiriram em algum momento da vida os medicamentos genericos. Ja Oliveira et al. (2005) registraram um percentual de 70% de utilizacao de genericos, sendo, portanto, dados semelhantes aos aqui encontrado.

De acordo com Bertoldi et al (2014) no decorrer dos anos, a resistencia inicial observada logo apos a implantacao dos medicamentos genericos foi acabando, frente as vantagens oferecidas por estes. Guttier et al (2016) comprovam esse fato em seu estudo, onde se verificou a utilizacao de genericos na cidade de Pelotas RS, em 2002 e 2012, sendo observado um aumento substancial desses medicamentos.

Ainda, Bertoldi et al. (2014) relatam a presenca dos genericos em cerca de 30% dos grupos farmacologicos de alta procura no mercado, o que tambem contribui para o aumento da sua utilizacao.

Constatou-se que maioria dos participantes adquiriram os medicamentos genericos com receita medica, no entanto, nao significa que nestas receitas estavam prescritos os genericos, pois no momento da compra o farmaceutico pode ter feito a intercambialidade entre o medicamento de referencia com o generico.

Em estudos realizados, tem se observado certa resistencia por parte dos prescritores com relacao aos medicamentos genericos. Pacientes estudados por Blatt et al. (2012) relataram que 34,6% dos medicos que costumam se consultar nao prescrevem o generico, enquanto apenas 23,5% prescrevem frequentemente. Ja resultados descritos por Lira et al. (2014) mostram que 17,6% dos medicos com os quais os participantes da pesquisa se tratavam, nunca tinham prescrito o generico, sendo que os profissionais que prescreviam frequentemente representaram apenas 7,5%.

Estudos mostram que ampliar o conhecimento dos prescritores, a respeito desses medicamentos, pode ser uma boa medida para aumentar o numero da prescricao (HEIKKILA, MANTYSELKA e AHONEN, 2011; VALLES et al., 2003).

O questionamento sobre o resultado desejado teve o intuito de avaliar a satisfacao do usuario mediante a auto-observacao. Para a investigacao sobre o alcance do resultado desejado, apos o tratamento com medicamentos genericos, revelou que 77% responderam positivamente, sendo este resultado inferior ao evidenciado no estudo de Fernandes et al. (2011), onde 84% concordaram com a indagacao.

Ressalta-se que obrigatoriamente os medicamentos genericos durante seu registro sao submetidos a um rigido controle de qualidade, passando pelos testes de bioequivalencia e biodisponibilidade, a fim de garantir as mesmas caracteristicas do medicamento de referencia, portanto, os individuos que relataram nao ter obtido resultados satisfatorios podem ter sido influenciados por outros fatores, como por exemplo, a nao adesao ao tratamento, e nao pela baixa qualidade do generico utilizado (BRASIL, 2003; WHO, 2003).

No presente estudo a maioria absoluta dos homens relatou que o valor do medicamento influencia no momento da compra, ja as mulheres se preocuparam menos, evidenciando assim, que o valor e fator determinante na aquisicao dos genericos. Alem do mais, ressalta-se, que a diferenca observada entre homens e mulheres pode estar relacionada as caracteristicas da propria regiao estudada, onde em grande parte dos lares os homens sao os responsaveis pelo sustento, buscando sempre por meios mais economicos. Resultados semelhantes foram encontrados por Lira et al. (2014) onde constataram que o preco e fundamental no momento da compra dos genericos, visto que 80,2% dos participantes de sua pesquisa relataram comprar medicamentos genericos apenas por conta do preco.

Segundo resolucao da Camera de Regulacao do Mercado de Medicamentos (CMED) o preco dos genericos deve ser no minimo 35% menor do que o produto de referencia, contudo em uma pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (IDEC) foram identificados genericos com preco superior ao de referencia (IDEC, 2013). O instituto verificou ainda uma grande variacao no preco dos genericos entre as principais redes de drogarias do estado de Sao Paulo, sendo relatado que o controle dos precos dos medicamentos tem sido feito pelos proprios laboratorios e nao pelo governo (IDEC, 2012).

No presente estudo observou-se que os farmaceuticos foram mais citados que os medicos, quando questionados se estes profissionais faziam referencia aos genericos. Estudo semelhante realizado por Marco (2013) revelou que 52% das pessoas recebem informacoes sobre medicamentos genericos, e destes, 58% declararam ter vindo de um profissional farmaceutico, enquanto que apenas 20% relacionaram a consulta medica. Portanto, e possivel refletir sobre a importancia do profissional farmaceutico na divulgacao dos medicamentos genericos, principalmente na prestacao de esclarecimentos no momento da compra (OLIVEIRA et al, 2005; MIRANDA et al., 2010).

Perguntou-se aos participantes se eles confiam no farmaceutico que fazem a troca dos genericos, onde, 65 dos homens e 61% das mulheres responderam de forma positiva. Destaca-se que o profissional farmaceutico e o unico capacitado para efetuar a intercambialidade entre dois medicamentos, ou seja, a substituicao do medicamento de referencia por seu generico correspondente, desde que nao exista restricao por parte do prescritor (BRASIL, 2003).

No entanto, salienta-se que somente pode realizar a troca do medicamento de referencia por seu generico, sendo proibida a substituicao pelos medicamentos similares (BRASIL, 2003). De acordo com Vieira e Zucchi (2006), os laboratorios farmaceuticos geralmente adotam um sistema de bonificacoes e as drogarias um sistema de comissionamento pela venda de produtos similares, fato esse, que tem contribuido para o aumento das indicacoes de medicamentos similares no lugar dos medicamentos genericos.

Nesse contexto, ressalta-se o desafio atemporal para a politica dos genericos, pois se percebeu a necessidade de educacao continua acerca deste assunto para os profissionais responsaveis por estimularem o uso desses medicamentos. Acredita-se que o profissional farmaceutico juntamente com o medico devem ser os maiores estimuladores dos medicamentos genericos, buscando sempre passar informacoes acerca destes para os pacientes, pois na maioria das vezes sao pessoas leigas com pouco ou nenhum entendimento do assunto, tomando, portanto, suas decisoes sobre qual medicamento comprar, diante da orientacao de um profissional capacitado (SILVA et al., 2013).

5 Conclusao

Conclui-se que grande parte dos entrevistados ja utilizaram e alcancaram o resultado desejado por meio dos medicamentos genericos, evidenciando boa aceitacao dos mesmos. Alem do mais, o valor desses medicamentos influenciou diretamente em sua compra. Ainda, medicos e farmaceuticos estao fazendo referencia aos genericos, conforme relato pela maioria dos participantes, que tambem confiam no farmaceutico para realizar a intercambialidade entre os medicamentos de referencia e genericos.

6 Referencias

BERTOLDI, A. D. et al. Utilizacao de medicamentos genericos na populacao brasileira: uma avaliacao da PNAUM 2014. Revista de Saude Publica. v.50(supl 2):11s, 2016.

BLATT, C.R. et al. Conhecimento popular e utilizacao dos medicamentos genericos na populacao do municipio de Tubarao, SC. Ciencia & Saude Coletiva. v.17, n.1, p.79-87, 2012.

BRASIL. Lei N[degrees] 9.787, de 10 de fevereiro de 1999. Altera a Lei no 6.360, de 23 de setembro de 1976, que dispoe sobre a vigilancia sanitaria, estabelece o medicamento generico, dispoe sobre a utilizacao de nomes genericos em produtos farmaceuticos e da outras providencias. Diario Oficial da Uniao 1999.

BRASIL. Ministerio da Saude. Resolucao--RDC no 135, de 29 de maio de 2003. Regulamento tecnico para medicamentos genericos. Diario Oficial da Uniao. Brasilia, 2003.

CARVALHO, M.C.R.D.; ACCIOLY, J.R.H.; RAFFIN, F.N. Representacoes sociais do medicamento generico por consumidores residentes em Natal, Rio Grande do Norte, Brasil. Cadernos de Saude Publica. v.22, n.3, p.653-661, 2006.

FERNANDES, E.A.F.; GONCALVES, DC.; SIMEONI, L.A.; SILVEIRA, D.; MELLO, M.H. Facetas da prescricao de medicamentos do Brasil: generico, similar, referenciae intercambialidade. Brasilia medica. v.48, n.2, p.188-194, 2011.

GUTTIER, M.C.; SILVEIRA, M.P.T.; LUIZA, V.L.; BERTOLSI, A.D. Percepcao, conhecimento e uso de medicamentos genericos no Sul do Brasil: o que mudou entre 2002 e 2012?. Cadernos de Saude Publica. v.32, n.7, p. 1-13, 2016.

HEIKKILA, R.; MANTYSELKA, P.; AHONEN, R. Do people regard cheaper medicines effective? Population survey on public opinion of generic substitution in Finland. Pharmacoepidemiol Drug Saf . v.20, n.2, p.185-191, 2011.

HOLMGREN, K.; DAHLIN-IVANOFF, S.; BJORKELUND, C.; HENSING, G. The prevalence of work-related stress, and its association with self-perceived health and sick- leave, in a population of employed Swedish women. BMC Public Health. v.9, n73, 2009.

IMS Health (2013). The Global Use of Medicines: Outlook through 2017. The Global Use of Medicines: Outlook through 2017 (pp. 42). Estados Unidos. Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (IDEC). Diferenca alem da conta. Revista do

IDEC. 2012. Disponivel em: < http://www.idec.org.br/uploads/revistas_materias/pdfs/ed-162-capa.pdf> Acessado em: 15 de maio de 2017.

Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (IDEC). Idec constata que preco de medicamentos sobe acima da inflacao em quatro anos. 2013. Disponivel em: http://www.idec.org.br/emacao/ em-foco/idec-constata-que-preco-de-medicamentos-sobe-acima-da-inflaco-em-quatro- anos Acessado em: 15 de maio de 2017.

LIRA, C.A.B.; OLIVEIRA, J.N.S.; ANDRADE, M.S.; VANCINI-CAMPANHARO, C.R.; VANCINI, R.L.V. Knowledge, perceptions and use of generic drugs: a cross sectional study. Einstein. v.12, n.3, p.267-273, 2014.

MARCO, T. de. Verificacao do grau de aceitacao de medicamentos genericos em uma farmacia de medio porte situada no Sul de Santa Catarina. Trabalho de Conclusao de Curso. (Graduacao em Farmacia)--Universidade do Extremo Sul Catarinense, UNESC, Criciuma, SC, 2013.

MIRANDA, G.S.; GONCALVES, E.F.; DUARTE, M.S.L.; CARVALHO, M.L.; CARVALHO, C. A. Avaliacao do conhecimento da populacao de Vicosa-MG acerca dos medicamentos genericos. Revista Eletronica de Farmacia. v.7, n.3, p.34-43, 2010.

OLIVEIRA, S.F. et al: Prevalencia do uso e aceitacao de medicamentos genericos pela populacao de Maringa-PR. Iniciacao Cientifica Cesumar. v.7, n.2, p. 133-140, 2005.

PEREIRA, G.S. et al. Avaliacao da utilizacao de medicamentos na pratica clinica em um hospital publico. Revista de Ciencias Farmaceuticas Basica e Aplicada. v.32, n.2, p.239- 244, 2011.

SANTOS, V.; NITRINI, S.M.O.O. Indicadores do uso de medicamentos prescritos e de assistencia ao paciente de servicos de saude. Revista de Saude Publica. v.38, n.6, p.819-834, 2004.

SILVA, J.L.; PIVA, C.; TESTON, A.P.M.; GRUEDELING, A.P.; FERREIRA, E C.; TIYO, R. Avaliacao da dispensacao de medicamentos genericos em farmacias privativas de Maringa--PR. Brazilian Journal of Surgery and Clinical Research. v.4, n.3, p.05-08, 2013.

SILVA, NCS; ROCHA, LC. Medicamentos genericos: legislacao, politica e mercado. Unica Cadernos Academicos. v.3, n.2, 2016.

UTZIG, M.F.K.; VIRTUOSO, S.; DE OLIVEIRA, S.M.M. Adesao aos medicamentos genericos: verificacao preliminar apos sete anos de implantacao da lei. Visao Academica. v.10, n.2, p.100-105, 2009.

VALLES, J. et al. A perspective multicenter study of de effect of patient education on acceptability of generic prescribing in general pratice. Health Policy. v.65, n.3, p.269-275, 2003.

VIEIRA, F. S.; ZUCCHI, P. Diferencas de preco entre medicamentos genericos e de referencia no Brasil. Revista de Saude Publica, v. 40, n. 3, p. 444-449, 2006.

WORLD HEALTH ORGANIZATION (WHO). Adherence to long-term therapies: evidence for action. Geneva, 2003. 199 p

WORLD HEALTH ORGANIZATION (WHO). Equitable access to essential medicines: a framework for collective action. Geneva: WHO; 2004b. Disponivel em: <http://apps.who.int/medicinedocs/pdf/s4962e/s4962e.pdf>. Acessado em: 14 de maio de 2017.

Cleusa Moura da SILVA, Tiago Barcelos VALIATTI *, Richard da Silva Pereira CALAZANS, Izabel Barbara BARCELOS & Jeferson de Oliveira SALVI

Centro Universitario Luterano de Ji-Parana. Ji-Parana, Rondonia, Brasil.

* Autor para correspondencia: tiago_valiatti@hotmail.com

DOI: http://dx.doi.org/10.18571/acbm.142
Tabela 1: Grau de escolaridade estratificado por sexo. Vale do
Paraiso, Rondonia.

Escolaridade         Masculino    Feminino      Total

                      n     %      n     %      n      %

Somente sei ler      52    38%    55    25%    107    30%
Nivel fundamental    33    24%    62    28%     95    26%
Nivel medio          41    30%    76    35%    117    33%
Nivel superior        8     6%    16     7%     24     7%
Pos-graduado          4     3%    10     5%     14     4%

Tabela 2: Perfil de utilizacao de medicamentos genericos. Vale do
Paraiso, Rondonia.

Variaveis                          Masculino   Feminino    Total

                                  Sim   Nao   Sim   Nao   Sim   Nao

Utiliza medicamento de
  forma continua?                 39%   61%   31%   69%   34%   66%
Ja utilizou medicamento
  generico?                       78%   22%   75%   25%   76%   24%
Obteve o medicamento generico
  com receita medica?             75%   25%   70%   30%   72%   28%
Obteve o resultado desejado?      67%   33%   83%   17%   77%   23%
O valor exerce influencia
  na compra do medicamento?       89%   11%   66%   44%   75%   25%
Em consulta medica e informado
  sobre o medicamento?            56%   44%   61%   39%   59%   41%
O farmaceutico faz referencia
  ao medicamento generico?        70%   30%   68%   32%   69%   31%
Voce confia no farmaceutico
  que faz a troca para o
  medicamento generico?           65%   35%   61%   39%   62%   38%
COPYRIGHT 2017 Universidade Federal Fluminense
No portion of this article can be reproduced without the express written permission from the copyright holder.
Copyright 2017 Gale, Cengage Learning. All rights reserved.

Article Details
Printer friendly Cite/link Email Feedback
Title Annotation:texto en portugues
Author:da Silva, Cleusa Moura; Valiatti, Tiago Barcelos; Calazans, Richard da Silva Pereira; Barcelos, Izab
Publication:Acta Biomedica Brasiliensia
Date:Dec 1, 2017
Words:3387
Previous Article:PREVALENCIA DO USO DE ANFETAMINAS POR CAMINHONEIROS.
Next Article:Prevalence of parasitic diseases in the metropolitan region of Fortaleza in Ceara/PREVALENCIA DE ENTEROPARASITAS NA REGIAO METROPOLITANA DE...
Topics:

Terms of use | Privacy policy | Copyright © 2020 Farlex, Inc. | Feedback | For webmasters