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Leaching potential and degradation of diuron in two soils of contrasting texture/Lixiviacao e degradacao de diuron em dois solos de textura contrastante.

Introducao

Os estudos de comportamento de herbicidas, no ambiente, tem sido realizados nas mais variadas condicoes, mas de forma geral, a finalidade dessas pesquisas vem sendo sempre relacionada com a eficiencia das moleculas no controle de plantas daninhas ou com o transporte do herbicida no solo (Vereecken et al., 1999; Marchiori Jr. et al., 2005; Jaremtchuk et al., 2008). Em ecossistemas tropicais, onde a maioria dos solos e pobre em nutrientes e apresenta baixa capacidade de retencao, a dinamica de herbicidas e muito influenciada pela materia organica presente no solo.

Dentre os fatores que afetam os processos de movimentacao e degradacao de herbicidas, pode-se destacar: fatores climaticos (temperatura e umidade); edaficos (pH, materia organica, teores de argila, oxido de ferro e de aluminio, comunidade microbiana, porosidade, estrutura e fertilidade); solubilidade e estrutura quimica do produto (Oliveira, 2001). Os processos de degradacao podem ser quimicos, fisicos ou biologicos e podem resultar na mineralizacao total do herbicida ou na sua conversao em metabolitos. Entre esses processos, maior importancia tem sido atribuida a degradacao biologica, que esta relacionada, principalmente, com os microrganismos presentes no solo (GrahamBryce, 1981). A degradacao dos herbicidas pode, ainda, ser favorecida quando materiais organicos sao adicionados ao solo, ja que estes fornecem nutrientes e energia aos microrganismos capazes de promover a degradacao da molecula (Felsot e Dzantor, 1990). Por outro lado, solos ricos em materia organica apresentam maior capacidade de retencao (Green e Karickhoff, 1990), que diminuem o potencial de lixiviacao e a biodisponibilidade dos herbicidas as plantas e aos microrganismos. A fotodecomposicao tambem pode ser um fator significativo para a degradacao dos herbicidas sensiveis a radiacao ultravioleta, quando aplicados diretamente nos solos (Plimmer, 1976), podendo alterar moleculas quimicas, quebrando-as e inativando-as (Klingman et al., 1975). Isso ocorre porque, apos a molecula do herbicida absorver a energia da radiacao, seus eletrons excitam-se e provocam a ruptura de ligacoes quimicas (Klingman et al., 1975).

O diuron e um herbicida nao-ionizavel, e relativamente persistente em solos (meia-vida de dissipacao de 90 a 180 dias), sendo que a principal forma de dissipacao da molecula e a degradacao microbiologica (Rodrigues e Almeida, 2005). Em trabalhos referentes a persistencia de ametryne, atrazine, simazine e diuron, nas doses de 3,5 kg [ha.sup.-1], em um solo argiloso, em condicoes naturais e utilizando pepino e aveia como bioindicadores, Blanco et al. (1982) verificaram que o simazine foi degradado mais rapidamente, seguida pela atrazine e diuron, nao sendo encontrado residuo toxico apos 60 dias do tratamento. Diversos estudos indicaram que o comportamento sortivo do diuron apresenta correlacao positiva com os teores de materia organica e CTC do solo (Spurlock e Biggar, 1994; Rocha, 2003), sendo que solos com baixos teores de materia organica apresentam maior potencial de lixiviacao do herbicida. Em um estudo de cinetica e sorcao do diuron (Inoue et al., 2006a), observou-se que cerca de 85% do herbicida foi sorvido apos 30 min. de contato entre as moleculas e o solo (fase rapida). A sorcao na fase lenta foi similar nos seis solos estudados, embora os teores de materia organica fossem muito diferentes.

Existem evidencias de que a atividade residual dos herbicidas seja afetada pelas doses aplicadas e microrganismos presentes no solo. No entanto, resultados desta natureza sao praticamente inexistentes para as condicoes brasileiras. Neste contexto, o trabalho objetivou avaliar o potencial de lixiviacao de diuron, em colunas de solo e o efeito de diferentes metodos de reducao da atividade microbiana na degradacao deste herbicida em dois solos de textura contrastante, visto que a lixiviacao e a degradacao exercem grande influencia sobre a eficiencia agronomica e persistencia da molecula no ambiente.

Material e metodos

Os solos utilizados nos experimentos, escolhidos por apresentarem textura e teores de materia organica contrastantes, foram classificados como LATOSSOLO VERMELHO Distrofico (LVd--textura franco-arenosa) e LATOSSOLO VERMELHO Distroferrico (LRd--textura argilosa), conforme Embrapa (1999). Ambos os solos sao provenientes de uma litossequencia no municipio de Iguaracu (Parana) e as amostras foram coletadas na profundidade de 0-10 cm, apresentando as caracteristicas fisicas e quimicas descritas na Tabela 1. Antes de serem utilizadas nos experimentos, as amostras foram secas ao ar e passadas em peneira com malha de 2 mm.

Lixiviacao

Na primeira etapa do trabalho, foram realizados dois ensaios com o intuito de determinar a lamina de agua necessaria para que o diuron, aplicado ao topo da coluna com amostras de solo, percolasse nas mesmas. Em cada experimento, foi utilizado um solo, em esquema fatorial 5 x 5, sendo os fatores estudados: laminas de irrigacao (0, 20, 40, 60 e 80 mm) e profundidades na coluna (0-5; 5-10; 1015; 15-20 e 20-25 cm). Foi adotado o delineamento inteiramente casualizado, com tres repeticoes.

Amostras de solo foram acondicionadas em colunas de PVC (25 cm de altura e 10 cm de diametro) previamente seccionadas longitudinalmente. Para manter as duas metades unidas, estas foram amarradas com arame liso e recobertas interna e externamente com parafina. Cada coluna recebeu de forma manual e, cuidadosamente, 03 kg de solo. Apos o acondicionamento, as colunas foram umedecidas por capilaridade por um periodo de 24h, quando o solo se apresentava saturado ate o topo da coluna. A seguir, as colunas foram mantidas na bancada da casa-de-vegetacao por 24h para que o excesso de agua fosse drenado.

O diuron (LVd 1,6 e LRd 3,2 kg [ha.sup.-1]) foi aplicado ao topo das colunas, utilizando-se de um pulverizador com pressao constante, a base de C[O.sub.2], munido de quatro bicos do tipo leque XR110.02, espacados entre si de 0,50 m, aplicando-se volume de calda equivalente a 200 L [ha.sup.-1]. Em seguida, foi aplicada, no topo das colunas, uma lamina de agua suficiente para simular as precipitacoes, alem da testemunha, onde houve aplicacao do herbicida, mas nao houve aplicacao da lamina de agua.

Tres dias apos a aplicacao, as colunas tiveram as duas metades separadas longitudinalmente. Vinte e quatro horas apos a abertura das colunas, estas foram divididas em cinco seccoes de igual tamanho (0-5; 510; 10-15; 15-20 e 20-25 cm). As amostras coletadas em cada profundidade das colunas foram homogeneizadas e colocadas em vasos de polietileno, com capacidade para 250 [cm.sup.3]. Em seguida, fez-se o plantio de cinco sementes por vaso da especie bioindicadora Brachiaria decumbens, a uma profundidade de 1,5 cm. As irrigacoes para manutencao da umidade dos vasos foram feitas duas a tres vezes ao dia em todos os tratamentos.

Decorridos 21 dias apos a semeadura (DAS), foi realizada a colheita das plantas. O numero de plantas vivas foi anotado e, em seguida, a parte aerea foi colhida, acondicionada em saco de papel e levada a estufa de ventilacao forcada a 72 [grados]C, por 72h, sendo determinada a biomassa seca. Os dados foram interpretados por meio de analise de variancia. As medias foram comparadas, utilizando o teste de agrupamento de Scott-Knott, a 5% de probabilidade (SAEG, 1997).

Ao analisar os dados dos ensaios realizados na primeira etapa deste trabalho, foi estabelecido para o LVd, com base na biomassa do bioindicador, a lamina de 80 mm de agua, pois esta foi suficiente para promover uma nitida movimentacao do herbicida na coluna. Assim, nesta segunda fase, foram realizados mais dois experimentos com amostras do solo francoarenoso (LVd), com o objetivo de avaliar o potencial de lixiviacao do diuron. Em cada um dos experimentos, foi utilizado um bioindicador (B. decumbens ou Cucumis sativus), no esquema fatorial 2 x 5, sendo os fatores doses e profundidades na coluna. As doses referem-se a dose recomendada para solo de textura arenosa (1,6 kg [ha.sup.-1]) e a dose recomendada para solo de textura argilosa (3,2 kg [ha.sup.-1]), conforme Rodrigues e Almeida (2005). Apos a aplicacao do herbicida e da lamina de 80 mm de agua, as colunas foram separadas em cinco profundidades (0-5; 5-10; 10-15; 15-20 e 20-25 cm). Foi adotado o delineamento inteiramente casualizado, com tres repeticoes. A metodologia utilizada para a semeadura, a avaliacao e a analise dos dados foi identica a utilizada nos ensaios preliminares.

Degradacao

Os trabalhos foram conduzidos em casa-devegetacao, onde em cada experimento foi utilizado um solo. Foi adotado o delineamento em blocos casualizados, no esquema fatorial 6 x 2, com quatro repeticoes. Os tratamentos consistiram de seis metodos que visavam inibir a atividade microbiana nos solos e duas condicoes em que os solos foram mantidos apos a aplicacao do herbicida (ausencia ou presenca de luz). Os metodos de restricao da atividade microbiana empregados nas amostras foram: autoclavagem previa, aplicacao de brometo de metila (150 mL por [m.sup.-3] de solo), aplicacao e incorporacao de amoxicilina (0,1 g [L.sup.-1] de solo), aplicacao e incorporacao de captan (1 g [L.sup.-1] de solo) e aplicacao e incorporacao de amoxicilina+captan (0,1 + 1 g [L.sup.-1] de solo), alem da testemunha com solo sem nenhuma restricao a atividade microbiana. Apos o tratamento dos solos, as amostras foram acondicionadas em vasos de polietileno com capacidade para 3 L.

O herbicida diuron foi aplicado nas doses de 1,6 e 3,2 kg [ha.sup.-1], respectivamente, nos solos de textura franco-arenosa e argilosa. Tais doses equivalem as recomendacoes para estes tipos de solo (Rodrigues e Almeida, 2005). No momento da aplicacao, a temperatura do ar era de 26 [grados]C, a umidade relativa era de 70% e o solo encontrava-se seco. Para verificar a influencia da luz no processo de degradacao do herbicida, logo apos a aplicacao do herbicida, as amostras foram submetidas as seguintes condicoes: presenca de luz, em que os vasos foram mantidos normalmente sobre a bancada da casa-de-vegetacao, e ausencia de luz, em que os vasos foram devidamente cobertos com lona plastica de cor preta. Os vasos foram mantidos nessas condicoes por 100 dias apos a aplicacao (DAA) do herbicida e receberam irrigacoes que simulavam as precipitacoes medias dos ultimos 21 anos para a regiao de Maringa, Estado do Parana, no periodo de conducao dos experimentos (Guimaraes et al., 2005).

Decorridos 100 dias, foram distribuidas dez sementes de B. decumbens por vaso e mantidas condicoes propicias para a germinacao e crescimento do bioindicador, por meio de duas irrigacoes diarias. Tal periodo e bioindicador foram estabelecidos de acordo com os dados da atividade residual de diuron observados por Inoue et al. (2006b). Trinta dias apos a semeadura, as plantas foram colhidas para determinacao da biomassa seca, apos secagem em estufa de ventilacao forcada a 72 [grados]C, por 72h.

Os dados foram submetidos a analise de variancia e as medias foram comparadas utilizando o teste de agrupamento de Scott-Knott, a 5% de probabilidade (SAEG, 1997).

Resultad Resultados e discussao

Lixiviacao

Nos ensaios para determinacao da lamina de agua necessaria, ao analisar o acumulo de biomassa do bioindicador em amostras de LVd (textura francoarenosa), observou-se reducao significativa no crescimento das plantas ate a profundidade de 5-10 cm quando o herbicida aplicado nas colunas foi submetido a laminas de 60 ou 80 mm logo apos sua aplicacao (Tabela 2). Este fato indica que, sob precipitacoes de ate 40 mm imediatamente apos a aplicacao, a movimentacao do diuron neste solo ficou restrita a camada de 0-5 cm.

Em relacao ao solo de textura argilosa (LRd), observa-se, independente da lamina de agua aplicada, que nao houve diferencas entre as biomassas de plantas cultivadas nas profundidades abaixo de 5 cm (Tabela 3), o que indica a ausencia ou niveis muito baixos de diuron nas camadas mais profundas das colunas. De modo geral, mesmo aplicando-se a dose de 3,2 kg [ha.sup.-1], ainda assim, observou-se movimentacao muito limitada do diuron nas colunas de solo de textura argilosa.

A menor movimentacao do diuron no solo argiloso deve-se, provavelmente, as suas propriedades fisicoquimicas, como alto teor de carbono organico (16 g d[m.sup.-3]) e de argila (56%), o que causou maior sorcao do herbicida. Resultados semelhantes foram obtidos por Freitas et al. (1998) e Prata et al. (2000) que afirmam ser a sorcao do diuron diretamente proporcional ao teor de materia organica do solo. Em um trabalho conduzido durante sete anos em diversos solos e com a utilizacao de doses diferenciadas, Khan et al. (1976) verificaram que o diuron nao se movimentou a mais de 10-15 cm da superficie de solos agricolas. Ao utilizar radioisotopos, Inoue et al. (2006a) mediram a sorcao de diuron em amostras de solo de uma litossequencia, e verificaram elevada sorcao do herbicida em todas as amostras, em que a textura variou de franco-arenosa a argilosa.

Pelas propriedades fisico-quimicas que conferem ao diuron caracteristicas hidrofobicas, ha indicios que a interacao hidrofobica entre o diuron e a materia organica do solo e um componente importante na sua sorcao ao solo, fato que pode justificar a maior sorcao em teores mais elevados de materia organica. Aliado a estas caracteristicas, por apresentar textura argilosa, pode ter havido maior dificuldade na movimentacao de agua no perfil, contribuindo para a menor movimentacao descendente do diuron. Portanto, para as amostras do solo argiloso, nao foi detectada movimentacao de diuron abaixo da camada superficial, independente da lamina aplicada para este solo.

Uma implicacao importante que pode ser presumida da comparacao dos resultados obtidos nos dois solos e o fato de que eventuais aumentos da dose de diuron, em solos de textura mais leve ou de menor teor de materia organica, podem nao surtir efeito no aumento de sua atividade residual, ja que ha lixiviacao para camadas mais profundas.

Os resultados dos ensaios para avaliar o potencial de lixiviacao, apos a aplicacao de diuron (1,6 e 3,2 kg [ha.sup.-1]) e precipitacao de 80 mm nas colunas com amostras de LVd, podem ser observados por meio do crescimento das plantas de B. decumbens e C. sativus, respectivamente nas Tabelas 4 e 5. Constatou-se que a combinacao entre dose e especie bioindicadora utilizada influenciam na deteccao de diuron nas colunas de solo. Observou-se que, independente do bioindicador, o diuron apresenta alta concentracao na camada superficial (0-5 cm) do solo, que resulta na morte do bioindicador. Verifica-se, ainda, que o acumulo de biomassa e inversamente proporcional a dose aplicada para as camadas superficiais de 5-10 cm (B. decumbens) ou de 5-10 e 10-15 cm (C. sativus), provavelmente em funcao da maior concentracao de moleculas presente na solucao do solo.

No entanto, independente da dose aplicada, plantas de C. sativus apresentaram maior sensibilidade ao diuron, com lixiviacao detectavel ate a camada de 10-15 cm (Tabela 5), quando comparada a B. decumbens com movimentacao ate a camada de 5-10 cm (Tabela 4).

Degradacao

A Tabela 6 apresenta a producao de biomassa seca de B. decumbens cultivada no LVd, proveniente dos diferentes tratamentos e aplicacao de diuron (1,6 kg [ha.sup.-1]). Na presenca de luz, as amostras que receberam qualquer um dos metodos de restricao a atividade microbiana, proporcionaram menor producao de biomassa do bioindicador, em relacao a testemunha (Tabela 6). Esta constatacao sugere que na presenca de luz, a inibicao da atividade de microrganismos do solo possa ter contribuido no sentido de manter um nivel de residuo de diuron no solo suficiente para inibir o desenvolvimento do bioindicador. Os metodos de restricao da atividade microbiana apresentaram intensidade de efeitos semelhantes entre si resultando, em media, em 26% de reducao da biomassa de B. decumbens, quando esta foi semeada nos vasos 100 dias apos a aplicacao do herbicida. Estudos sugerem que a transformacao de herbicidas, como diuron e ametryne, ocorrem por processos cometabolicos (Prata et al., 2000; Prata et al., 2001), mas nao serve como fonte primaria de energia e/ou nutrientes para o microrganismo. Regitano et al. (2001) verificaram que a mineralizacao do fungicida chlorothalonil foi mais rapida no solo Gley Humico com maior teor de carbono organico e maior atividade microbiana e menor no solo Areia Quartzosa com menor carbono organico e menor atividade microbiana.

Contudo, quando as amostras de solo foram mantidas na ausencia de luz, nao houve diferenca significativa entre a biomassa de B. decumbens dos solos tratados em relacao a testemunha (Tabela 6). Verifica-se, portanto, que estes metodos nao influenciaram a atividade residual de diuron, quando as amostras foram mantidas no escuro. Em ambientes naturais, como o solo, diversos fatores quimicos e fisicos governam a atividade e o crescimento microbiano. E possivel que a ausencia de luz tenha prejudicado ou restringido o desenvolvimento dos microrganismos, sendo que a atividade microbiana presente nas amostras das testemunhas nao diferiu das que receberam os diferentes metodos de restricao a atividade microbiana.

Ao comparar os tratamentos em que as amostras foram mantidas na presenca e ausencia de luz, observa-se que nas amostras nao-submetidas aos diferentes metodos de restricao a atividade microbiana (testemunha), o acumulo de biomassa foi maior nas que permaneceram a luz (Tabela 6). Tal fato pode estar relacionado a fotolise, uma vez que parte das moleculas do herbicida pode ter sido degradada pela luz no periodo de 100 DAA. No entanto, quando as amostras de solo foram submetidas aos diferentes metodos de restricao a atividade microbiana, nao foi possivel observar diferencas significativas de biomassa nos vasos que foram mantidos na presenca ou ausencia de luz (Tabela 6). Apesar do processo de fotolise ter ocorrido nas moleculas presentes nas amostras de solo mantidas na presenca de luz, os resultados sugerem que o periodo em que as amostras de solo se mantiveram na ausencia de luz pode ter influenciado no desenvolvimento de B. decumbens. Alem disso, a extensao da fotodegradacao depende do tempo de exposicao, da intensidade, do comprimento de onda da luz, do estado fisico do pesticida, da natureza do suporte solido ou solvente, pH da solucao e presenca de agua e fotossensibilizadores (Vulliet et al., 2002).

Levando-se em conta o desenvolvimento das plantas de B. decumbens cultivadas em LRd, apos a aplicacao dos diferentes tratamentos e diuron (3,2 kg [ha.sup.-1]), verifica-se pelos dados da Tabela 7, que, em todos os tratamentos, a atividade microbiana foi maior nas amostras que nao receberam nenhum metodo de restricao a atividade microbiana. Tais resultados reafirmam a importancia da degradacao microbiologica, sendo que um dos principais processos de transformacoes microbianas e a polimerizacao ou conjugacao (Roberts et al., 1998).

E fato corrente na literatura que a adicao de alguns compostos organicos ao solo aumenta a atividade microbiana. Neste processo de decomposicao, os microrganismos obtem carbono e energia para seu crescimento e funcoes celulares, aumentando suas populacoes no solo (Souza et al., 1996).

Prata et al. (2000; 2001) demonstraram o efeito da adicao de vinhaca na degradacao de diuron e ametryne em um NITOSSOLO VERMELHO Eutroferrico argiloso e um LATOSSOLO VERMELHO textura media. Os autores verificaram que a persistencia destas moleculas foi reduzida com a adicao de vinhaca ao solo, o que estava relacionado com o aumento da atividade microbiana. Damin (2005), ao avaliar o efeito do lodo de esgoto na biodegradacao de diuron, verificou que todos os tratamentos apresentaram degradacao baixa nos primeiros dias, e evoluiram para uma fase de degradacao intensa e, apos este periodo, a mineralizacao diminuiu progressivamente ate tornar-se constante. A baixa degradacao inicial pode ser atribuida a fase de multiplicacao dos microrganismos (Arthrobacter globiformis, Pseudomonas sp, dentre outros) capazes de degradar a molecula (Kubiak et al., 1995; Perrin-Garnier et al., 2001). A diminuicao deste processo, que foi verificada apos algumas semanas de incubacao, pode ser decorrente da maior retencao do herbicida a matriz do solo. As moleculas retidas tornam-se menos susceptiveis ao ataque microbiano (Damin, 2005).

As amostras de LRd, que foram mantidas na presenca de luz e receberam amoxicilina e amoxicilina+captan, apresentaram menor degradacao das moleculas do herbicida, seguidas por autoclavagem, brometo de metila e captan (Tabela 7). Para as amostras mantidas na ausencia de luz, a maior atividade residual do diuron ocorreu nas amostras que foram esterilizadas com brometo de metila. Posteriormente, a ordem crescente de degradacao foi amoxicilina+captan < autoclavagem e amoxicilina < captan (Tabela 7). Para todos os metodos de restricao da atividade microbiana, verificou-se maior producao de biomassa na presenca de luz (Tabela 7), o que sugere que a degradacao de diuron possa ter sido maior pelo efeito estimulativo da luz sobre a populacao/atividade microbiana ou pela fotolise do diuron na presenca de luz. A desalogenacao e a reacao fotoquimica mais comum para herbicidas como o diuron. Neste tipo de reacao, pela elevada energia envolvida, a irradiacao ultravioleta pode desalogenar diretamente ate mesmo os halogenios mais estaveis ligados a aneis aromaticos (Wolfe et al., 1990; Vulliet et al., 2002).

De modo geral, a menor producao de biomassa nas amostras que foram submetidas aos metodos de restricao da atividade microbiana, evidencia que os microrganismos influenciam na degradacao do diuron. Tal fato pode comprometer a persistencia no ambiente e, consequentemente, o efeito residual do herbicida. Em solos de textura mais argilosa, sua persistencia no ambiente pode ser maior, visto que as moleculas retidas tornam-se menos disponiveis as plantas e aos microrganismos.

Dentro deste contexto, a sorcao do diuron e, consequentemente sua lixiviacao, e governada principalmente pela fracao organica do solo (Prata et al., 2000), sendo este herbicida considerado pouco lixiviavel em solos argilosos (Rodrigues e Almeida, 2005). No entanto, em solos que apresentam baixo teor de argila e materia organica, como o utilizado neste trabalho (LVd), pode ocorrer uma lixiviacao moderada. Tal fato pode inclusive tornar o herbicida mais eficiente, movendo-o da superficie do solo para onde estao concentradas as sementes de plantas daninhas (Oliveira, 2001).

Conclusao

Laminas superiores a 60 mm de agua foram suficientes para promover movimentacao nitida do diuron nas amostras de LVd.

Independente da lamina de irrigacao aplicada nas amostras de LRd, a movimentacao do diuron ficou restrita a camada de superficial.

Amostras de LVd que receberam qualquer um dos metodos de restricao microbiana e foram mantidas na presenca de luz e proporcionaram menor producao de biomassa em relacao ao solo que nao recebeu nenhum metodo de restricao.

Para o LRd, a atividade microbiana foi maior nas amostras que nao receberam nenhum metodo de restricao a atividade microbiana.

Received on August 31, 2007.

Accepted on March 05, 2008.

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VULLIET, E. et al. Simulated sunlight-induced photodegradations of triasulfuron and cinosulfuron in aqueous solutions. J. Agric. Food Chem., Washington, D.C., v. 50, n. 4, p. 1081-1088, 2002.

WOLFE, N. L. et al. Abiotic transformations in water, sediments, and soil. In: CHENG, H.H. (Ed.). Pesticides in the soil environment: processes, impacts, and modeling. 2nd ed. Madison: Soil Science Society of America, 1990. p. 103-168.

Miriam Hiroko Inoue (1), Rubem Silverio de Oliveira Jr. (2) *, Jamil Constantin (2), Diego Goncalves Alonso (2) e Diogo Carneiro de Santana (1)

(1) Departamento de Agronomia, Universidade do Estado de Mato Grosso, Rod. MT 358, km 7, Cx. Postal 287, 78300-000, Tangara da Serra, Mato Grosso, Brasil. (2) Departamento de Agronomia, Universidade Estadual de Maringa, Maringa, Parana, Brasil. * Autor para correspondencia. E-mail: rsojunior@uem.br
Tabela 1. Caracteristicas fisico-quimicas de amostras de solos
utilizadas nos experimentos.

Solo pH [Al.sup.3+] [H.sup.+] +
 Ca[Cl.sub.2] [H.sub.2]O [Al.sup.3+]

LVd (1/) 4,5 5,4 0,3 2,73
LRd (2/) 5,0 5,6 0 4,61

Solo [Ca.sup.2+] + [Mg.sup.2+] [Ca.sup.2+] [K.sup.+]
 [cmol.sub.c] [dm.sup.-3]

LVd (1/) 1,2 0,94 0,12
LRd (2/) 6,41 4,81 1,16

Solo P C CTC
 mg [dm.sup.-3] g [dm.sup.-3] [cmol.sub.c] [dm.sup.-3]

LVd (1/) 7,9 5,19 4,05
LRd (2/) 33,9 15,96 12,18

Solo V areix silte argila
 % g [kg.sup-1]

LVd (1/) 32,6 880 20 100
LRd (2/) 62,2 350 90 560

(1/) LVd = LATOSSOLO VERMELHO Distrofico (textura franco-arenosa);
(2/) LRd = LATOSSOLO VERMELHO Distroferrico (textura argilosa);
Fonte: Laboratorio de Solos da UEM.

Tabela 2. Acumulo de biomassa seca (mg [vaso.sup.-1]) da parte aerea
das plantas de B. decumbens cultivadas em amostras de LATOSSOLO
VERMELHO Distrofico, provenientes das colunas submetidas a aplicacao
de diuron (1,6 kg [ha.sup.-1]).

 Lamina aplicada (mm)
Profundidade
na coluna (cm) 0 20 40 60 80

0-5 cm 4,4Ba 0,940Ba 17,9Ba 3,4Ca 16,7Ca
5-10 cm 137,2Aa 175,2Aa 166,3Aa 97,2Bb 100,4Bb
10-15 cm 161,9Aa 192,3Aa 164,0Aa 142,0Aa 135,8Aa
15-20 cm 141,0Aa 143,8Aa 163,1Aa 163,9Aa 169,1Aa
20-25 cm 140,0Aa 172,2Aa 170,2Aa 175,2Aa 146,6Aa

* As medias seguidas de uma mesma letra maiuscula na coluna e minuscula
na linha nao diferem entre si pelo teste de Scott-Knott, a 5 % de
probabilidade. C.V. = 18,07%.

Tabela 3. Acumulo de biomassa seca (mg [vaso.sup.-1]) da parte aerea
das plantas de B. decumbens cultivadas em amostras de LATOSSOLO
VERMELHO Distroferrico, provenientes das colunas submetidas a aplicacao
de diuron (3,2 kg [ha.sup.-1]).

 Lamina aplicada (mm)
Profundidade
na coluna (cm) 0 20 40 60 80

0-5 cm 48,2Bb 43,3Bb 39,9Bb 160,4Ba 185,2Ba
5-10 cm 412,4Aa 447,5Aa 500,2Aa 429,0Aa 446,2Aa
10-15 cm 411,6Aa 392,6Aa 467,6Aa 438,2Aa 454,6Aa
15-20 cm 416,7Aa 427,5Aa 416,9Aa 411,0Aa 458,1Aa
20-25 cm 410,1Ab 476,2Aa 449,7Aa 415,4Ab 495,3Aa

* As medias seguidas de uma mesma letra maiuscula na coluna e minuscula
na linha nao diferem entre si pelo teste de Scott-Knott, a 5 % de
probabilidade. C.V. = 10,87%.

Tabela 4. Acumulo de biomassa seca (mg [vaso.sup.-1]) da parte aerea
das plantas de B. decumbens, cultivadas em amostras de
LATOSSOLO VERMELHO Distroferrico, provenientes das
colunas submetidas a aplicacao de diuron (1,6 e 3,2 kg [ha.sup.-1]).

 Profundidade na coluna (mm)
Dose (kg
[ha.sup.-1]) 0-5 5-10 10-15 15-20 20-25

1,6 0,00Ac 241,13Ab 381,23Aa 375,50Aa 366,03Aa
3,2 0,00Ac 97,70Bb 381,63Aa 383,37Aa 372,33Aa

* As medias seguidas de uma mesma letra maiuscula na coluna e minuscula
na linha nao diferem entre si pelo teste de Scott-Knott, a 5 % de
probabilidade. C.V. = 4,65%.

Tabela 5. Acumulo de biomassa seca (mg [vaso.sup.-1]) da parte aerea
das plantas de C. sativas cultivadas em amostras de LATOSSOLO VERMELHO
Distrofico, provenientes das colunas submetidas a aplicacao de diuron
(1,6 e 3,2 kg [ha.sup.-1]).

 Profundidade na coluna (mm)
Dose (kg
[ha.sup.-1]) 0-5 5-10 10-15 15-20 20-25

1,6 0,00Ac 21,33Ab 206,70Ab 396,83Aa 402,10Aa
3,2 0,00Ac 0,00Ac 41,60Bb 383,10Aa 395,50Aa

* As medias seguidas de uma mesma letra maiuscula na coluna e minuscula
na linha nao diferem entre si pelo teste de Scott-Knott, a 5 % de
probabilidade. C.V. = 12,74%.

Tabela 6. Acumulo de biomassa seca (mg [vaso.sup.-1]) da parte aerea e
raizes de B. decumbens cultivada em amostras de LATOSSOLO VERMELHO
Distrofico, submetidas aos diferentes metodos de restricao da atividade
microbiana e condicoes de luminosidade e a aplicacao de diuron
(1,6 kg [ha.sup.-1]).

 Producao de biomassa seca (mg [vaso.sup.-1])

Metodo Presenca de luz Ausencia de luz

Testemunha 108,35Aa 89,80Ab
Autoclave 82,37Ba 86,90Aa
Brometo de metila 84,72Ba 80,42Aa
Amoxicilina 73,95Ba 80,52Aa
Captan 76,85Ba 75,35Aa
Amoxicilina+catpan 82,10Aa 76,22Aa

* As medias seguidas de uma mesma letra maiuscula na coluna e minuscula
na linha nao diferem entre si pelo teste de Scott-Knott, a 5 % de
probabilidade. C.V. = 14,15%.

Tabela 7. Acumulo de biomassa seca (mg [vaso.sup.-1]) da parte aerea e
raizes de B. decumbens cultivada em amostras de LATOSSOLO VERMELHO
Distroferrico, submetidas aos diferentes metodos de restricao da
atividade microbiana e condicoes de luminosidade e a aplicacao de
diuron (3,2 kg [ha.sup.-1]).

 Producao de biomassa seca (mg [vaso.sup.-1])

Metodo Presenca de luz Ausencia de luz

Testemunha 5291,00Aa 4489,95Ab
Autoclave 4490,07Ba 1612,47Cb
Brometo de metila 4813,37Ba 29,65Eb
Amoxicilina 3017,95Ca 1768,95Cb
Captan 4714,80Ba 2312,72Bb
Amoxicilina+catpan 2983,25Ca 765,30Db

* As medias seguidas de uma mesma letra maiuscula na coluna e minuscula
na linha nao diferem entre si pelo teste de Scott-Knott, a 5 % de
probabilidade. C.V. = 8,38%.
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Author:Inoue, Miriam Hiroko; de Oliveira, Rubem Silverio, Jr.; Constantin, Jamil; Alonso, Diego Goncalves;
Publication:Acta Scientiarum Agronomy (UEM)
Date:Oct 1, 2008
Words:5528
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