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Laurels to Sparta: between [phrase omitted]/Louros a Esparta: entre [phrase omitted].

Louros a Esparta

O primeiro catalogo de vencedores dos Jogos Olimpicos foi elaborado por Hipias de Elis, por volta de 400 a.C., que lista desde os primeiros jogos realizados em 776 a.C. ate os de sua epoca, cujo titulo escolhido foi [phrase omitted] (Olympionikai), "Os vencedores dos Jogos Olimpicos", ou os Olimpionicos. Os [phrase omitted] nao somente deram nome ao catalogo como tambem aos homens que se tornaram vitoriosos nas competicoes. A principal competicao dos Jogos Olimpicos era o [phrase omitted] (stadion), uma corrida de aproximadamente 200 metros. Em algumas cidades, os nomes dos vencedores do estadio se tornaram eponimos. Os vitoriosos deram seu nome ao ano e alcancavam grande influencia social (Christesen 2012). Temos o celebre exemplo de Quione de Esparta: ele obteve sete vitorias nos Jogos Olimpicos no seculo VII a.C. e foi homenageado com estatuas em Olimpia e Esparta, alem de outros monumentos no seculo V, sendo consagrado heroi (Christesen 2010). Porem a grande marca simbolica dos Jogos Olimpicos era a coroa de louros que os vencedores das competicoes recebiam, e muitos louros olimpicos foram levados para Esparta. Ha ainda o registro de vencedores em outras competicoes, mas nao com a mesma regularidade com que se manteve a lista dos nomes dos vencedores do estadio.

Desde Hipias de Elis, os antigos helenos mantiveram a tradicao de atualizar a lista dos vencedores, a ponto de os Jogos Olimpicos serem utilizados como referencia cronologica para calendarios e eventos historicos. E a tradicao de atualizacao do catalogo se deu ate 249 d.C. pelas maos de Eusebio de Cesareia em suas Cronicas, obra que foi preservada em grego e em armenio, em uma traducao que data de 450 d.C. e que se encontra no Codex Parisinus Graecus 2600 (Christesen & Martirosova-Torlone 2006: 32). Embora a tradicao de registrar os nomes dos vencedores no Catalogo dos Olimpionicos tenha se mantido ate o seculo III d.C., cobrindo 1.025 anos dos Jogos Olimpicos, em um registro que se perpetuou por sete seculos, os Jogos foram realizados ate 393 d.C. (seculo IV), ano em que o imperador Teodosio I decretou sua extincao. E a cidade de Olimpia conhece o seu declinio no periodo romano tardio, quando e arrasada por invasoes, depois por enchentes e terremotos, e sucumbe em ruinas ate ser redescoberta em 1776, exatos 2.000 anos depois dos primeiros Jogos Olimpicos, pelo arqueologo Richard Chandler.

A leitura atenta do catalogo nos leva a perceber a predominancia de nomes provenientes de Esparta e das suas regioes conquistadas, como a Laconia e a Messenia. Depois do primeiro vencedor no estadio, Corebo de Eleia, em 776 a.C., o primeiro nome relacionado a Esparta e o de Androclo da Messenia, vencedor em 768 a.C., seguido de Esquines, outro messenio, vencedor em 764 a.C. Ha um intervalo ate 752 a.C., quando ha vitoria consecutiva dos messenios Diocles, em 752 a.C., Anticles, em 748 a.C., Xenocles, em 744 a.C., Dotades, em 740 a.C., e Leocares em 736 a.C.

Apos a vitoria de Leocares, somente em 716 a.C. temos a vitoria de Pitagoras da Laconia e depois Ateradas em 700 a.C., e a partir desta existe um lapso temporal de vinte anos ate a vitoria de Talpis em 680 a.C. Notamos que essas epocas em que nomes de messenios ou laconios nao figuram no Catalogo coincidem com as fortes guerras de conquista e manutencao da conquista da Messenia, periodo em que Esparta consuma a conquista da regiao da Lacedemonia e assume a sua lideranca. A hegemonia espartana na Lacedemonia resultou em mudancas nas suas instituicoes por meio de novas leis, as que comumente sao atribuidas a Licurgo. O primeiro a registrar essas mudancas foi Herodoto, como vemos no relato a seguir:

Pois, na epoca do reinado de Leon (1) e de Hegesicles (2), em Esparta, os lacedemonios tiveram boa sorte nas demais guerras e somente contra os tegeatas sofreram um reves do destino. E ainda, no inicio, eram os que tinham as piores leis dentre quase todos os helenos e estavam isolados com relacao a eles mesmos e aos estrangeiros. E mudaram para a boa legislacao3 assim: quando Licurgo, um homem notavel dentre os cidadaos espartanos (4), foi a Delfos para consultar o seu oraculo, quando entrou no vestibulo, rapidamente a Pitia disse o seguinte:

Vieste, Licurgo, ao meu rico templo, caro a Zeus e a todos que habitam os palacios do [Olimpo.

Estou em duvida se profetizarei a ti como um deus [ou um homem;

mas ainda suponho que es mais um deus, Licurgo.

Alem disso, alguns dizem que, entao, a Pitia lhe proferiu a ordem estabelecida que ainda hoje existe entre os cidadaos espartanos; e os proprios lacedemonios dizem que, enquanto Licurgo era tutor de Leobotes (5), seu sobrinho, que reinava sobre os cidadaos espartanos, trouxe esses preceitos de Creta. (Clio, I, 65) (6).

Na cronologia de Herodoto, as leis licurgicas teriam sido instituidas antes do advento dos Jogos Olimpicos, o que garante a Esparta a hegemonia nas vitorias da competicao. As referencias que temos do rei Leobotes nos remete ao seculo IX a.C., antes da datacao que se convenciona utilizar para as reformas de Licurgo, entre os seculos VII e VI a.C., que seriam os seculos em que Esparta travou as guerras de conquista da Messenia. A conquista da Laconia teria se dado entre os IX e VIII a.C., e aqui reside a maior dificuldade.

A questao principal e que nao ha evidencias historicas fidedignas sobre quando ocorreu a guerra de conquista da Laconia, e sobre as duas ultimas duas guerras da Messenia temos os testemunhos dos versos de Tirteu e Alcman, nos que situam entre os seculos VII e VI a.C. Mas sabemos por meio de Pausanias (Descricao da Grecia, II, 3-5) que as primeiras batalhas entre espartanos e messenios ocorreram no segundo ano da nona olimpiada, em 743 a.C, e que a guerra da conquista da Messenia terminou no primeiro ano da decima quarta olimpiada, em 724 a.C. Convem notar que os messenios venceram sete vezes ate 736 a.C., e depois dessa vitoria, somente na Olimpiada de 428 a.C. que o nome de um messenio volta ao Catalogo dos Olimpionicos.

Sobre o periodo arcaico espartano, Tucidides relata:

A Lacedemonia, depois da ocupacao dos dorios que hoje a habitam, embora tenha sofrido as mais longas lutas civis que conhecemos, desde os tempos mais remotos, viveu sob o regime da lei e sempre esteve livre da tirania; ate o fim desta guerra contam-se uns quatrocentos e poucos anos de observancia do mesmo regime, donde lhes veios forca para intervir nos assuntos das outras cidades.(Historia da Guerra do Peloponeso, I, XVIII) (7).

O registro tucididiano nao faz referencia ao nome de Licurgo, porem nos indica que o regime espartano se tornou austero por conta da mudanca nas leis no seculo VIII a.C., o que coincide com as informacoes de Pausanias. No entanto, as descobertas arqueologicas dos anos 1920 da Escola Britanica de Atenas trouxeram evidencias de outras duas guerras contra a Messenia (8), atestadas ainda nos versos de Tirteu e de Alcman. Portanto, na metade do seculo VIII a.C., quando Esparta dominou a Laconia e a Messenia, a cidade se viu compelida a manter uma forca militar permanente para defesa e manutencao dos territorios conquistados; e provavel que as leis licurgicas tenham sido implementadas apos as conquistas da Laconia e da Messenia, e que a preocupacao com a defesa e a manutencao da sua cidade e das regioes conquistadas gerou a necessidade de uma nova ordem. Assim a segunda metade do seculo VII a.C. parece-nos a datacao mais logica para essa nova forma de governo instituida por Licurgo, mitico legislador espartano.

Segundo Plutarco, Licurgo decidiu implementar leis que mudassem o sistema politico espartano por completo, visto que estava certo de que leis parciais nao conteriam a insolencia reinante entre os espartanos (Vida de Licurgo, V, 1-2). Entao, o legislador espartano parte para Delfos, onde realiza sacrificios a Apolo e consulta seu oraculo, inquirindo-o sobre quais leis deveria instituir em Esparta, quando a Pitia lhe responde que "ele era amigo dos deuses" ([phrase omitted]) e considerado "mais deus que homem" ([phrase omitted]). Por isso, a Pitia lhe assegura que o deus lhe prometia uma boa legislacao ([phrase omitted]) e que essa "seria muito mais poderosa que as demais constituicoes" ([phrase omitted]) (V, 3) (9).

Plutarco ressalta ainda que as leis de Licurgo deveriam permanecer inalteradas e lembra o episodio registrado nos versos de Tirteu:
   Apos as ouvirem de Febo, do Pitio
   [trouxeram para casa

   o oraculo do deus, estas conclusivas palavras:
   comandara assembleia os reis honrados pelos
   [deuses,

   que se preocupam com Esparta, amavel
   [cidade,

   e os velhos gerontes, depois os homens do
   [demo,

   que obedecem as acertadas retras.
   (Vida de Licurgo, VI, 5) (10).


Entao, esse conjunto de leis proposto por Licurgo tinha como objetivo principal formar soldados-cidadaos com formacao politica e etica no sentido mais amplo. Tirteu, em seus versos, demonstra que, para Esparta, so existe [phrase omitted] na vida guerreira. O poeta retoma valores contidos ja nos versos homericos, como habilidades atleticas, porte gracioso, riqueza, poder, eloquencia, gloria e afirma que nenhuma delas tem valor na ausencia da coragem guerreira: a [phrase omitted].

Entre [phrase omitted] e [phrase omitted]

O substantivo [phrase omitted] (agoge) significa "direcao", "conducao", "educacao", "instrucao", do verbo [phrase omitted] (ago) "conduzir", "guiar", "educar". Encontramos ainda com o mesmo radical o substantivo [phrase omitted] "condutor", que encontramos no substantivo composto [phrase omitted] que pode ser "o escravo que acompanha a crianca a escola" ou o proprio "pedagogo", "mestre", visto ainda na palavra [phrase omitted], que e a educacao das criancas. Mas e interessante notar ainda que a palavra [phrase omitted] e mais analisada sob a perspectiva de "direcao", "conducao", "educacao", "instrucao", com o intuito de reforcar a austeridade da educacao espartana.

Notamos sua presenca no verbo [phrase omitted] "conduzir um exercito" e o seu substantivo [phrase omitted] "condutor de exercito", no sentido de guia, e o verbo [phrase omitted] em contexto de guerra passa a ter o sentido de "apoderar-se", aprisionar". Como exemplo, em Homero (Iliada V, 484), onde encontramos o uso dos infinitivos "[phrase omitted]", o primeiro relacionado ao aprisionamento/apoderar-se de homens e animais, e o segundo ao transporte dos objetos. Assim, segundo Chantraine (1968), aos poucos o verbo [phrase omitted] adquire mais o significado de "levar" "conduzir", e o verbo [phrase omitted] passa a assumir esse significado de "apoderar-se", 'pilhar', embora o sentido de "agarrar" e "apoderar-se" ainda seja visto em sua forma media, no contexto do casamento, na expressao [phrase omitted], "ser agarrado por uma mulher" ou "casar-se".

Na sua origem, [phrase omitted] nos conduz a um contexto de coercao, onde a [phrase omitted] espartana e vista como um elemento de austeridade. Sob essa mesma perspectiva militar, encontramos o substantivo [phrase omitted] (aogon), que curiosamente em Homero tambem esta associado a assembleia dos deuses ou reuniao dos deuses, como assinala Chantraine (1968), na Iliada (VII, 298): [phrase omitted], "as que oram por mim irao ao templo", no sentido de ir a um lugar onde ha a reuniao de estatuas dos deuses; por isso algumas traducoes trazem "aos templos", como a de Carlos Alberto Nunes. Entendemos que esta subentendido entao o substantivo To [phrase omitted], "estatua". No entanto, o uso mais recorrente do substantivo ayov em Homero esta relacionado aos jogos, e por seu carater de disputa, o termo foi associado aos combates militares e aos processos juridicos. Portanto, percebemos que desde as suas primeiras aparicoes os vocabulos [phrase omitted] e [phrase omitted] transitam pelo campo semantico militar e esportivo, ou seja, das guerras e dos jogos.

Alem desses significados, Chantraine (1968) aponta no verbete do substantivo [phrase omitted] a presenca do redobro com o sentido de conduzir, no sentido de indicar a direcao a ser tomada, sendo possivel traduzi-lo tambem como "modo de vida". Em Sopena, ha tambem a sugestao de traducao para "conduta", "carater". Essa amalgama de significados nos mostra claramente a coexistencia de vocabulos semelhantes em contextos distintos, militar, esportivo e educativo, nos quais o [phrase omitted], a luta, ou a disputa, ocorre em tres planos: o primeiro nos remete ao da superacao do inimigo; no segundo ha a necessidade de superacao dos adversarios nos jogos; e no terceiro ha a superacao de si mesmo, no sentido de ser virtuoso. E interessante perceber que os tres nos indicam a necessidade de uma formacao, ou seja, de uma educacao anterior. O guerreiro tem de aprender a manusear suas armas, o desportista tem de aprender as tecnicas de sua modalidade, e o virtuoso, sob a perspectiva do carater, necessita de uma educacao voltada para o desenvolvimento de suas qualidades pessoais.

Nesse sentido, a educacao espartana revelase uma sintese dessas necessidades, a militar, a esportiva e a etica. Entao, a [phrase omitted] espartana assume o significado de direcao, visto que o cidadao espartano e guiado por essa agoge, que o direciona para o caminho das vitorias nas batalhas, nos jogos e no plano pessoal. Essa agoge, por sua natureza pedagogica, assume ainda a forma de uma pratica cultural que confere ao substantivo o significado de modo de vida. Esparta surge assim como a cidade em que as leis e a educacao atuam como transformadora do modo de vida de seus cidadaos. As diversas conquistas territoriais espartanas, por sua dimensao, respondem por essa organizacao social mais rigida e voltada para a defesa e a manutencao de seus territorios.

Os espartanos demonstram seu treinamento e sua forca fisica no pancracio, uma competicao que envolvia luta e pugilato, e ainda mostram sua influencia nos Jogos Olimpicos ao introduzir em 632 a.C. o pancracio entre as modalidades competitivas (Crowther 1997: 199). A despeito dos acertos e erros das leis licurgicas, o fato e que Esparta destacou-se sobremaneira nas competicoes atleticas dos Jogos Olimpicos ate o periodo classico, como pode ser visto no Catalogo dos Olimpionicos, recebendo muitos louros. Sobre isso temos ainda o testemunho de Aristoteles:

E alem disso, sabemos que os proprios laconios, enquanto eles se mantiveram afeitos a atividades penosas, superam os demais, e agora foram deixados para tras nas competicoes gimnicas e nas guerras pelos outros; pois nao se distinguiam por exercitar seus filhos desse modo, mas por eles somente se exercitarem diante dos que nao se exercitam. (A Politica, 1328b, 19-25) (11).

No entanto, percebemos que o filosofo relativiza a visao de uma Esparta rigida, de cidadaos sempre se exercitando por modos mais penosos, a fim de se tornarem soldados extraordinarios, tal como Leonidas e os 300. Aristoteles coloca em questao a preparacao militar dos seus vizinhos, levando-nos a pensar que Esparta estava preparada diante de despreparados e que sua supremacia se desfez nao apenas por declinio das suas leis e da sua educacao, mas tambem porque os povos vizinhos se prepararam para enfrenta-los.

Conclusoes

Convem anotar que as mulheres nao participavam dos Jogos Olimpicos ate a primeira metade do periodo classico (Mouratidis 1984), quando temos o relato de Plutarco sobre Cinisca, filha do rei Arquidamo II de Esparta, que venceu na corrida de cavalos nos Jogos Olimpicos (Vida de Agesilau, 1-1). E a presenca dos meninos nesse regime de exercicios intensos e penosos e percebida quando os espartanos introduzem o pancracio como modalidade olimpica e trazem meninos como competidores em 632 a.C. (Crowther 1989: 206).

A virtude guerreira exaltada pela educacao espartana revela o carater agonico de sua [phrase omitted] (Kennell 1995). No entanto, e valido ressaltar que esse universo virtuoso esta restrito a sua antiga aristocracia, que esta destinada a seguir os preceitos educacionais exclusivos aos cidadaos espartanos, praticas culturais que se refletem na hegemonia espartana nos Jogos Olimpicos da era arcaica (12). Como vimos, o termo [phrase omitted] (agon) aparece em Homero relacionado a guerra, mas tambem aos jogos, atividades que o poeta associa aos herois de seu tempo, o que traz ao imaginario do povo espartano a ideia de continuidade de praticas inerentes aos seus antigos herois (13).

Assim podemos depreender que [phrase omitted] (agon), a luta ou a disputa, aflora no povo espartano a imagem de um povo heroico, de uma coragem que se estende as competicoes atleticas.

Referencias bibliograficas

Aristoteles. 2018. A politica. Traducao, introducao e notas de Maria Aparecida de Oliveira Silva. Edipro, Sao Paulo, 2018.

Barringer, J.M. 2005. The temple of Zeus at Olympia, heroes, and athletes. Hesperia 74(2): 211-241.

Chantraine, P. 1968. Dicitionnaire etymologique de la langue grecque: histoires de mots. Klincksieck, Paris. 2 v.

Christesen, P. 2010. Kings playing politics: the heroization of Chionis of Sparta. Zeitschrift fur Alte Geschichte 59 (1): 26-73.

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Mouratidis, J. 1984. Heracles at Olympia and the exclusion of women from the Ancient Olympic Games. Journal of Sport History 11 (3): 41-55.

Pausanias. 1997. Description of Greece. v. 2. Translated by Willian H. S. Jones. Harvard University, Cambridge. books 3-4. 6 v.

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Silva, M.A.O. 2006. Plutarco historiador: analise das biografias espartanas. Edusp, Sao Paulo.

Tucidides. 2008. Historia da Guerra do Peloponeso: livro 1. Traducao e apresentacao de Anna Lia de Almeida Prado. Texto grego estabelecido por Jacqueline de Romilly. 2a ed. Martins Fontes, Sao Paulo.

Woodward, A.M.; Hobling, M.B. 1925. Excavations at Sparta, 1924-25. Annual of the British School at Athens 26: 116-310.

Maria Aparecida de Oliveira Silva, Pesquisadora do Grupo Herodoto/Unifesp e membro do TAPHOS (Grupo de Pesquisas em Praticas Mortuarias no Mediterraneo Antigo), MAE/USP. madsilva@usp.br

(1) Rei espartano, filho de Euricratides, que pertencia a casa dos Agidas; reinou entre 590 e 560 a.C.

(2) Rei espartano, filho de Arquidamo, que pertencia a casa dos Euripontidas; reinou entre 575 e 550 a.C.

(3) O termo usado e [phrase omitted] (eunomia), que pode ser traduzido por boa ordem ou boa lei. A palavra eunomia possui uma riqueza semantica que nos leva a pensar em obediencia a lei ou ao costume (ambos os conceitos estao contidos na palavra [phrase omitted] /nomos) e ainda a posse de boas leis e de bons costumes.

(4) O termo [phrase omitted] (spartiates), traduzido comumente como "esparciata", e o nome dado exclusivamente ao individuo cidadao espartano, distinguido por ter nascido em Esparta e ser filho de cidadaos espartanos. Em nossa traducao, optamos por traduzir [phrase omitted] (spartiates) sempre por "cidadao espartano", em lugar de "esparciata".

(5) Rei espartano da casa dos Agidas; estima-se que tenha reinado entre 870 e 840 a.C.

(6) [phrase omitted]. Traducao minha.

(7) [phrase omitted]. Traducao de Anna Lia Amaral de Almeida Prado.

(8) Sobre os primeiros resultados das escavacoes arqueologicas em Esparta, consultar Woodward & Hobling 1925.

(9) Observe a semelhanca deste relato plutarquiano com o de Herodoto (Clio, I, 65). Para mais detalhes sobre a historia espartana sob a perspectiva de Plutarco, consultar Silva 2006.

(10) [phrase omitted]. Traducao minha.

(11) [phrase omitted] Traducao minha.

(12) Para mais detalhes, consultar Crowther (1985a; 1985b).

(13) Sobre os cultos de herois e atletas ha o interessante artigo de Barringer (2005).

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Title Annotation:texto en portugues
Author:Silva, Maria Aparecida de Oliveira
Publication:Revista do Museu de Arqueologia e Etnologia
Date:Jan 1, 2018
Words:3332
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