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LESAO FISICA, ESTRESSE PSICOLOGICO E ENFRENTAMENTO EM ATLETAS DE FUTEBOL.

Injuries physical, psychological stress and coping in football players

INTRODUCAO

O futebol, esporte de amplo alcance e popularidade, exige alto e constante desempenho dos atletas desde a iniciacao ao desporto, e para atender a esta demanda, os desportistas se submetem a intensas rotinas dedicando-se quase que de maneira exclusiva.

A alta demanda fisica aliada ao ambiente competitivo reflete no surgimento de lesoes fisicas, recorrentes durante toda a vida profissional (Soares e colaboradores, 2011; Valderrabano e colaboradores, 2014).

Nos ultimos anos estudos foram realizados com o objetivo de mensurar a incidencia de lesoes e orientar profissionais de clubes a melhores metodos de trabalho. Alguns destes identificaram, dentre outras variaveis sobre lesoes no futebol, os tipos de lesoes mais recorrentes, evidenciando as regioes, faixas-etarias, posicoes taticas mais vulneraveis e relacao com o nivel de competitividade (Benito Del Pozo e colaboradores, 2014; Nascimento e colaboradores, 2015; Nunes e colaboradores, 2015).

Em busca de explicacoes para a ocorrencia de lesoes em futebolistas, Cos e colaboradores (2010) elucidaram que o ambiente competitivo, o constante contato fisico e fatores psiquicos sao os principais causadores de lesoes. Nippert e Smith (2008) demonstraram que fatores psicossociais tem influencia na ocorrencia de lesoes fisicas no esporte, ressaltando que o auxilio psicossocial exerce influencia no processo preventivo e de recuperacao da lesao.

De fato, a ausencia de um suporte psicossocial bem estabelecido pode ocasionar o estresse psicologico, diminuindo a imunidade do organismo e expondo o atleta ao maior risco de lesao (Vasconcelos-Raposo e colaboradores, 2014).

O estresse e definido como uma reacao adaptativa a situacoes do ambiente que provoca o desequilibrio do organismo, atraves de sintomas fisicos (sudorese, aumento da pressao arterial, dilatacao da pupila, e outros) e psicologicos (aumento da motivacao, atencao, entusiasmo ou desmotivacao e irritabilidade, e outros), mensurado em diferentes niveis (de iniciais a avancados).

Baixos niveis de estresse sao fundamentais para a sobrevivencia humana, entretanto, niveis elevados sao disfuncionais e causam danos ao organismo humano (Doria e Colaboradores, 2012).

Os atletas com altos niveis de estresse reagem com maior intensidade a rotina de treinos, podendo causar feitos nocivos, como uma maior ativacao muscular especifica, danos a flexibilidade e coordenacao motora, que dificultam a qualidade dos movimentos corporais envolvidos na execucao da atividade e os expondo ao maior risco de lesoes (Nascimento e colaboradores, 2015; Valderrabano e colaboradores, 2014).

Para trabalhar o estresse psicologico e importante compreender que as situacoes sao caracterizadas como estressoras apenas quando o individuo percebe como ameacadoras e acima dos recursos adaptativos que ele dispoe. As situacoes podem ser percebidas como desafiadoras (positiva) ou ameacadoras (negativa), e sofrem influencia direta dos processos e recursos sociocognitivos do sujeito (Lazarus e Folkman, 1984).

Dentre os requisitos fundamentais para administracao de estressores estao as estrategias de enfrentamento, que sao mudancas nos pensamentos e acoes utilizadas para administrar demandas internas e externas de uma determinada transacao pessoa-ambiente avaliada como estressante.

A adocao de estrategias de enfrentamento eficazes auxilia o atleta a lidar com as pressoes e incertezas cotidianas do esporte, elevando a resiliencia e aumentando as chances do exito profissional (Verardi e colaboradores, 2011).

Diversos estudos apresentaram a relacao entre estresse e lesao no esporte, porem, observou-se a carencia de estudos que abordem a percepcao de estressores no ambiente esportivo e a relevancia das estrategias de enfrentamento adotadas.

Deste modo, este estudo objetiva-se em investigar a percepcao de situacoes estressoras e as estrategias de enfrentamento utilizadas por atletas lesionados e nao lesionados no Campeonato Sergipano 2014.

MATERIAIS E METODOS

E um estudo quantitativo, com amostra composta por atletas do sexo masculino pertencente as quatro equipes semifinalistas do Campeonato Sergipano de Futebol Profissional 2014.

Foram convidados a participar do estudo todos os atletas das equipes, alguns nao aceitaram participar e a amostra final foi composta por 81 atletas participantes.

O levantamento dos dados foi realizado durante o primeiro semestre de 2014, e a coleta de dados ocorreu em salas nos centros de treinamentos das respectivas equipes, com a devida autorizacao e consentimento assinado pelos presidentes dos clubes.

Antes da aplicacao de instrumentos, os atletas que aceitaram participar do estudo assinaram o termo de consentimento livre e esclarecido (TCLE). Foram obedecidas todas as normas eticas de pesquisas com seres humanos, com o projeto previamente aprovado pelo Comite de Etica da Universidade Tiradentes em abril de 2014, sob o parecer no 625.388.

Para a coleta de dados foi aplicado um instrumento, o Inventario de Fatores de Stress no Futebol (ISF) de Brandao (2000), que avalia a percepcao de situacoes estressoras do ambiente futebolistico. O instrumento mensura a percepcao de estresse, aferindo a direcionalidade (negativo, neutro ou positivo) e a intensidade (muito, mais ou menos ou pouco) de situacoes sobre o desempenho, em escala de -3, quando muito negativo, a 3, quando muito positivo. O ISF dispoe de 77 situacoes do ambiente futebolistico dividida em 7 fontes estressoras: 1) situacoes de fracasso iminente ou real; 2) situacoes de aspectos da competicao; 3) situacoes de demanda fisica e psicologica; 4) situacoes de conflito; 5) situacoes de perturbacao; 6) situacoes de risco fisico; e 7) situacoes de critica e repreensao.

Apos preenchimento do ISF, os atletas responderam a Escala de Modo de Enfrentamento de Problemas (EMEP), para identificar as estrategias de enfrentamentos mais utilizadas. Traduzida para o portugues por Gimenes e Queiroz (1997) e validada por Seidl e colaboradores (2001), a escala inclui 45 itens agrupados em quatro fatores: 1) Enfrentamento focalizado no problema; 2) Enfrentamento focalizado na emocao; 3) Busca de praticas religiosas/Pensamentos fantasiosos e 4) Busca de suporte social. As respostas sao fornecidas em escala, com escores variando entre1 (Eu nunca faco isso) a 5 (Eu sempre faco isso).

Por fim, os pesquisadores entrevistaram os atletas e, dentre as questoes investigadas, indagou-se se o atleta havia sofrido lesao(oes) na atual temporada, em resposta afirmativa, relatou-se qual a regiao acometida.

Sobre o tratamento dos dados, realizou-se uma analise descritiva para mensurar o quantitativo de lesoes e regioes mais acometidas na temporada.

Para a analise estatistica, realizada atraves do programa Statistical Package for the Social Sciences (SPSS) versao 16.0, foi utilizado o teste T Student para comparacao de medias entre as avaliacoes aos itens do ISF e EMEP entre lesionados e nao lesionados. O nivel de significancia utilizado foi de 5% (p<0,05).

RESULTADOS

Os resultados apontaram que 52 (64,2%) atletas nao sofreram lesao, enquanto 29 (35,8%) sofreram, ao menos, uma lesao durante o campeonato sergipano de 2014.

Observa-se que os goleiros nao sofreram lesao, enquanto os laterais e os atacantes obtiveram os maiores indices de lesoes, e as regioes da coxa, joelho e tornozelo foram as mais acometidas.

Atraves da analise comparativa entre medias das respostas atribuidas ao ISF de grupos de atletas lesionados e nao lesionados identificou-se que 19 situacoes apresentaram significancia estatistica, em que as situacoes de fracasso e de aspectos da competicao foram percebidas como mais favoraveis pelos lesionados e as situacoes de demanda fisica e psicologica, perturbacao, risco fisico, critica e repreensao pelos nao lesionados (Tabela 2).

Sobre as estrategias de enfrentamento, evidencia-se a diferenca de estrategias adotadas, em que o grupo de atletas lesionados apresentou maior uso de estrategias motivacionais, enquanto o grupo de nao lesionados apresentou superioridade no uso de uma estrategia racional, metodica no enfrentamento do problema (Tabela 3).

DISCUSSAO

A prevalencia de lesoes em membros inferiores e concentradas em coxa, joelho e tornozelo corrobora com os resultados de outros estudos realizados no futebol brasileiro. Nascimento e colaboradores (2014), em estudo realizado com atletas do futebol paraense apresentaram que entorse no joelho, no tornozelo e distensao de coxa (18,8% cada) foram as lesoes mais registradas.

No comparativo por posicao tatica, os estudos se diferem, em que neste estudo atacantes e laterais foram as posicoes mais vulneraveis, enquanto Nascimento e colaboradores (2014) constataram zagueiros e meio-campistas como as posicoes mais vulneraveis.

Outros estudos, como os de Santos e Sandoval (2011), com profissionais do futebol goiano e Pedrinelli e colaboradores (2013), com futebolistas sulamericanos que disputavam a Copa America de 2011, tambem apresentaram resultados ainda mais proximos aos deste estudo. Em ambos os estudos coxa, joelho e tornozelo foram as regioes mais acometidas. Dos Santos e Sandoval (2011) realizaram, do mesmo modo, a investigacao por posicao tatica, evidenciando tambem que os jogadores de ataque foi um dos mais atingidos.

Comparando os resultados com estudos em futebol de base, observa-se que a incidencia de lesoes no profissional e menor, porem as regioes mais afetadas seguem sendo coxa, joelho e tornozelo. A inexperiencia foi explicada pelos autores como a causa da maior ocorrencia de lesoes no desporto de base (Lima e Zamai, 2011; Nunes e colaboradores, 2015).

No comparativo com estudos realizados em outros continentes, e possivel identificar diferencas e semelhancas nos resultados. Em estudo com atletas do futebol estadunidense, observou-se que alem do tornozelo, joelho e coxa, a cabeca e uma das regioes mais lesionadas (Yard e colaboradores, 2008). Nas ligas europeias, similarmente aos dados aqui encontrados, constatou-se que a incidencia de lesoes na coxa e maior que nas demais regioes, ocorrendo aproximadamente 1,6 lesao a cada 1000 horas de exposicao (Ekstrand, 2008).

As situacoes de demanda fisica e psicologica, perturbacao, risco fisico, critica e repreensao foram percebidas de maneira mais debilitadora pelos atletas lesionados. O ambiente competitivo, potencializador de critica, e as demandas fisica e psiquica tornam os atletas mais propensos a lesoes (Cos e colaboradores, 2010; Petipas e Brewer, 2004).

Por outro lado, o estresse tambem interfere no processo regenerativo do atleta lesionado, destacando que este necessita de suporte social para reducao dos niveis de estresse e ocasionar beneficios ao processo de reabilitacao (Nippert e Smith, 2008; Pietro, 2007).

Vasconcelos-Raposo e colaboradores (2014), reforcaram que o estresse psicologico desponta como a variavel psicossocial mais determinante na predisposicao de atletas a lesoes. Os autores destacaram a importancia de intervencoes terapeuticas na recuperacao de atletas lesionados, e que estas devem ser realizadas pelo psicologo do esporte com o auxilio de equipe tecnica multidisciplinar.

Os atletas lesionados deste estudo avaliaram, tambem de maneira mais negativa, as situacoes de treino e preparacao inadequada. Parte das lesoes esportivas ocorre durante o periodo de treinamentos, como consequencia da alta carga de treinos ou a aplicacao inadequada destes, conforme apontaram estudos de Nascimento e colaboradores e colaboradores (2015), Valderrabano e colaboradores (2014), Samuel (2012) e Cruz-Ferreira e colaboradores (2015). Todos estes estudos evidenciaram a necessidade de treinamentos mais eficazes que, dentre outros objetivos esportivos, auxiliem na prevencao de lesoes.

A realizacao de treinamentos mais eficazes requer, dentre outros requisitos, o maior investimento financeiro, situacao de dificil alcance para os profissionais que trabalham em clubes com situacao financeira limitada e precisam adaptar-se ao que e disponibilizado, conforme destacado por Souza e colaboradores (2015) no futebol catarinense. Ressalta-se que o futebol catarinense dispoe de maior visibilidade e aporte financeiro, comparado ao sergipano que, atualmente, conta com apenas equipes nos campeonatos nacionais da 3a e 4a divisao.

Alem das alteracoes ambientais, as alteracoes internas, atraves das estrategias de enfrentamento originam uma maior possibilidade de mudanca.

Identificar as estrategias de enfrentamento e direciona-las para o enfoque na resolucao de problemas e importante para lidar com as situacoes adversas do futebol.

Em geral, as estrategias de suporte social e focadas na elaboracao de solucoes para o problema, encontradas neste estudo, sao fundamentais para a promocao da resiliencia do atleta, conforme destacaram Bagni e colaboradores (2013).

CONCLUSAO

Evidenciou-se diferencas significativas na percepcao de estresse e enfrentamento adotado pelos grupos de atletas lesionados e nao lesionados, concluindo que ha evidencias da relacao entre estresse psicologico, lesoes e enfrentamento adotado.

Considera-se importante que os profissionais que atuam na preparacao fisica, tecnica e tatica desenvolvam programas de treinamento que reduzam os riscos de lesoes.

Aliado a estes, recomenda-se o acompanhamento psicologico, por parte de um psicologo esportivo, como relevante na prevencao ao estresse, reducao do risco de lesoes fisicas e promocao do bem-estar dos atletas.

REFERENCIAS

(1)-Bagni, G.; Machado, A. A.; Barbosa, C. G.; Verzani, R. H.; Morao, K. G. Estrategias de enfrentamento de problemas em jovens atletas: um estudo atraves do EMEP. Colecao Pesquisa em Educacao Fisica. Vol. 12. Num 1. 2013. p. 63-70.

(2)-Benito del Pozo, L.; Ayan Perez, C.; Revuelta Benzanilla, G.; Maestro Fernandez, A.; Fernandez Villa, T.; Martin Sanchez, V. Influencia del estatus profesional de los jugadores de futbol en la frecuencia y gravedad de las lesiones: estudio piloto comparativo. Apunts Medicina del'Esport. Vol. 49. Num. 181. 2014. p. 20-24.

(3)-Brandao, M. R. F. Fatores de stress em jogadores de futebol profissional. Tese de Doutorado. Faculdade de Educacao Fisica da UNICAMP. Campinas. 2000.

(4)-Cos, F.; Cos, M. A.; Buenaventura, L.; Pruna, R.; Ekstrand, J. Modelos de analisis para la prevencion de lesiones en el deporte. Estudio epidemiologico de lesiones: el modelo Union of European Football Associations en el futbol. Apunts Medicina del'Esport. Vol. 45. Num. 166. 2010. p. 95-102.

(5)-Cruz-Ferreira, A.; Fernandes, S.; Marujo, A. Programas de exercicio na prevencao de lesoes nos jogadores de futebol: Revisao sistematica. Revista de Ciencias del Deporte. Vol. 11. Num. 2. 2015. p. 39-40.

(6)-Doria, M. C. D. S.; Lipp, M. E. N.; Silva, D. F. D. El uso de la acupuntura en la sintomatologia del stress. Psicologia, Ciencia e Profissao. 2012. Vol. 32. Num. 1. p. 34-51.

(7)-Ekstrand, J. Epidemiology of football injuries. Science & Sports. Vol. 23. Num. 2. 2008. p. 73-77.

(8)-Gimenes, M. G. G.; Queiroz, B. As diferentes fases de enfrentamento durante o primeiro ano apos a mastectomia. In Gimenes, M. M. G; Favero, M. H. (Orgs). A mulher e o cancer. Campinas. Editorial Psy. 1997. p. 321.

(9)-Lazarus, R. S.; Folkman S. Stress, appraisal and coping. New York. Springer Publishing Company. 1984. p. 456.

(10)-Lima, F.; Zamai, C. A. Analise da incidencia de lesoes em atletas na categoria de base sub-15 do Paulinia Futebol Clube. Lecturas, Educacion Fisica y Deportes. Ano 16. Num. 156.2011.

(11)-Nascimento, G. A. R. L.; Borges, M. G. L.; De Souza, P. V. N.; Sanches Junior, D. D. L.; Furtado Junior, J. M. Lesoes musculoesqueleticas em jogadores de futebol durante o campeonato Paraense de 2013. Revista Brasileira de Futsal e Futebol. Vol. 7. Num. 25. 2015. p. 290-296. Disponivel em: <http://www.rbff.com.br/index.php/rbff/article/vi ew/340>

(12)-Nippert, A. H.; Smith, A. M. Psychologic stress related to injury and impact on sport performance. Physical Medicine and Rehabilitation Clinics of North America. Vol. 19. Num 2. 2008. p. 399-418.

(13)-Nunes, W. S.; da Silva Peixoto, R.; Malta, A. S.; da Costa, P. C. S. Prevalencia de Lesoes nos Atletas das Categorias de Base do Sport Club Rio Grande. Ensaios e Ciencia: Ciencias Biologicas, Agrarias e da Saude. Vol. 18. Num. 1.2015. p. 31-35.

(14)-Pedrinelli, A.; Da Cunha Filho, G. A. R.; Thiele E. S.; Kullak, O. P. Estudo epidemiologico das lesoes no futebol profissional durante a Copa America de 2011, Argentina. Revista Brasileira de Ortopedia. Vol. 48. Num. 2. 2013. p. 131-136.

(15)-Petitpas, A. J.; Brewer, B. W. Injury in sport. Encyclopaedia of applied psychology. USA. Elsevier Academic Press. 2004. p. 297.

(16)-Pietro, R. G. El estres y las lesiones deportivas (I). El estres previo a la lesion. Lecturas, Educacion Fisica y Deportes. Ano 12. Num. 110. 2007.

(17)-Samuel, P. C. Lesiones de la columna lumbar en el deportista. Revista Medica Clinica Las Condes Vol. 23. Num. 3. 2012. p. 275-282.

(18)-Santos, G. A. A.; Sandoval, R. A. Perfil epidemiologico dos atletas profissionais do Vila Nova Futebol Clube no campeonato brasileiro serie B 2010. Lecturas, Educacion Fisica y Deportes. Ano 16. Num. 163. 2011.

(19)-Seidl, E. M. F.; Troccoli, B. T.; Zannon, C. M. L. C. Analise fatorial de uma medida de estrategias de enfrentamento. Psicologia: Teoria e Pesquisa. Vol. 17. Num. 3. 2001. p. 225-234.

(20)-Soares, A. J. G.; Melo, L. B. S. D.; Costa, F. R. D.; Bartholo, T. L.; Bento, J. O. Jogadores de futebol no Brasil: mercado, formacao de atletas e escola. Revista Brasileira de Ciencias do Esporte. Vol. 33. Num. 4. 2011. p. 305-321.

(21)-Souza, W. B.; De Souza, A. L.; De Souza, J. C. C.; De Souza, W. C.; Mascarenhas, L. P. G.; Grzelczak, M. T. O controle da intensidade dos treinamentos das equipes que disputaram a divisao principal do campeonato catarinense de futebol 2013: segundo os preparadores fisicos. Revista Brasileira de Futsal e Futebol. Vol. 7. Num. 23. 2015. p. 47-58. Disponivel em: <http://www.rbff.com.br/index.php/rbff/article/vi ew/319>

(22)-Valderrabano, V.; Barg, A.; Paul, J.; Pagenstert, G.; Wiewiorski, M. Foot and Ankle Injuries in Professional Soccer Players. Sports Orthopaedics and Traumatology. Vol. 30. Num. 2. 2014. p. 98-105.

(23)-Vasconcelos-Raposo, J.; Carvalho, R.; Teixeira, C. M.; Neto, J. T. Relevancia da intervencao psicologica em casos de lesao de atletas. Revista Portuguesa de Ciencias do Desporto. Vol. 14. Num. 2. 2014. p. 110-131.

(24)-Verardi, C. E. L.; Neiva, C. M.; Pessoa Filho, D. M.; Nagamine, K. K.; Miyazaki, M. C. O. S. Estrategias de enfrentamento em jogadores de futebol. Revista Brasileira de Ciencia e Movimento. Vol. 19. Num. 4. 2011. p. 60-67.

(25)-Yard, E. E.; Schroeder, M. J.; Fields, S. K.; Collins, C. L.; Comstock, R. D. The epidemiology of United States high school soccer injuries, 2005-2007. The American Journal of Sports Medicine. Vol. 36. Num. 10. 2008. p. 1930-1937.

Endereco para correspondencia:

Av. Murilo Dantas, no 300.

Farolandia, Aracaju-SE.

CEP: 49032-490.

Recebido para publicacao em 19/11/2018

Aceito em 06/01/2019

Cleberson Franclin Tavares Costa [1], Aline da Conceicao Souza Costa [2] Marlizete Maldonado Vargas [1]

[1]-Universidade Tiradentes, Aracaju-SE, Brasil.

[2]-Universidade Federal de Sergipe (UFS), Aracaju-SE, Brasil.

E-mail dos autores:

costacleberson90@gmail.com

alineconceicaosouza@outlook.com

marlizete@uol.com.br
Tabela 1--Ocorrencia de lesoes por posicao
tatica e regiao acometida, Sergipe, 2014.

Posicao tatica      n    n de lesionados (%)

Goleiro             9               0 (0,0%)
Zagueiro           16              7 (43,8%)
Lateral             8              4 (50,0%)
Volante            11              2 (18,2%)
Meio-campista      21              8 (38,1%)
Atacante           16              8 (50,0%)

Regiao acometida                 n de lesoes

Coxa                              14 (43,8%)
Joelho                             9 (28,1%)
Tornozelo                          4 (12,4%)
Pe                                  2 (6,2%)
Mao                                 1 (3,1%)
Pubis                               1 (3,1%)
Coluna vertebral                    1 (3,1%)
Total                              31 lesoes

Tabela 2--Avaliacao comparativa de situacoes de estresse entre grupos
de atletas lesionados e nao lesionados no Campeonato Sergipano, 2014.

                                                Media de
Fator   Situacoes                  Grupo         escores      DP

1       Treinar mal o          Nao lesionados      -1,17    1,700
        coletivo final         Lesionados          -0,90    1,319

1       Quando sua equipe      Nao lesionados      -1,40     1,600
        toma um gol            Lesionados          -1,34     1,173

1       Receber ameacas do     Nao lesionados      -1,19     1,482
        arbitro  durante uma   Lesionados          -0,90     1,081
        partida

1       Errar jogadas no       Nao lesionados      -1,36     1,509
        final do jogo          Lesionados          -1,45    0,985

2       Jogar em uma posicao   Nao lesionados      -0,60     1,636
        improvisada            Lesionados          -0,39     1,166

3       Muito treino fisico    Nao lesionados      -0,38     2,107
                               Lesionados          -0,93     1,510

3       Muito treino logo      Nao lesionados       0,17     1,907
        cedo Treinar em dois   Lesionados          -0,10     1,047
        periodos               Nao lesionados       0,38     1,891
                               Lesionados          -0,25     1,351

3       Ficar concentrado na   Nao lesionados       2,08     1,181
        vespera do  jogo       Lesionados           1,62     1,522

4       Nervosismo excessivo   Nao lesionados      -1,55     1,519
                               Lesionados          -1,66     1,289

4       Estabelecimento de     Nao lesionados       1,12     2,006
        metas muito  altas     Lesionados           1,79     1,207

5       Comportamento de       Nao lesionados      -0,13     1,189
        jornalistas  antes     Lesionados          -0,03    0,731
        do jogo

5       Conflito com os        Nao lesionados      -1,90     1,648
        familiares             Lesionados          -2,31    0,967

5       Falta de preparacao    Nao lesionados      -1,60     1,738
        psicologica            Lesionados          -2,07    0,884

5       Preparacao             Nao lesionados      -1,67     1,774
        tecnico-tatica         Lesionados          -2,07    0,799
        inadequada

6       Cobranca de si mesmo   Nao lesionados       2,24     1,335
        para jogar  bem        Lesionados           1,62     1,916

6       Jogar com muito        Nao lesionados      -1,48     1,627
        calor Levar bronca     Lesionados          -1,66     1,143
7       de um companheiro      Nao lesionados       0,23     1,688
        durante o jogo         Lesionados           0,10     1,205

7       A cobranca de          Nao lesionados      -0,23     1,604
        jornalistas  atraves   Lesionados          -0,45    0,948
        da imprensa

Fator   Situacoes                  Grupo           F        P

1       Treinar mal o          Nao lesionados    5,311    0,024
        coletivo final         Lesionados

1       Quando sua equipe      Nao lesionados    4,338    0,041
        toma um gol            Lesionados

1       Receber ameacas do     Nao lesionados    4,765    0,032
        arbitro  durante uma   Lesionados
        partida

1       Errar jogadas no       Nao lesionados    7,548    0,007
        final do jogo          Lesionados

2       Jogar em uma posicao   Nao lesionados    4,806    0,031
        improvisada            Lesionados

3       Muito treino fisico    Nao lesionados    8,828    0,004
                               Lesionados

3       Muito treino logo      Nao lesionados   11,437    0,001
        cedo Treinar em dois   Lesionados
        periodos               Nao lesionados    6,516    0,013
                               Lesionados

3       Ficar concentrado na   Nao lesionados    5,193    0,025
        vespera do  jogo       Lesionados

4       Nervosismo excessivo   Nao lesionados    4,206    0,044
                               Lesionados

4       Estabelecimento de     Nao lesionados   13,742    0,000
        metas muito  altas     Lesionados

5       Comportamento de       Nao lesionados    5,969    0,017
        jornalistas  antes     Lesionados
        do jogo

5       Conflito com os        Nao lesionados    9,251    0,003
        familiares             Lesionados

5       Falta de preparacao    Nao lesionados   16,593    0,000
        psicologica            Lesionados

5       Preparacao             Nao lesionados   26,323    0,000
        tecnico-tatica         Lesionados
        inadequada

6       Cobranca de si mesmo   Nao lesionados    5,687    0,020
        para jogar  bem        Lesionados

6       Jogar com muito        Nao lesionados    5,559    0,021
        calor Levar bronca     Lesionados
7       de um companheiro      Nao lesionados    5,282    0,024
        durante o jogo         Lesionados

7       A cobranca de          Nao lesionados    4,084    0,047
        jornalistas  atraves   Lesionados
        da imprensa

Tabela 3--Avaliacao comparativa de estrategias de enfrentamento entre
grupos de atletas lesionados e nao lesionados no Campeonato Sergipano,
2014.

                                                Media de
Fator        Situacoes         Grupo             escores      DP

1       Encaro a situacao      Nao lesionados       4,08     1,152
        por etapas, fazendo    Lesionados           3,79     0,876
        uma coisa de cada
        vez

1       Eu digo a mim mesmo    Nao lesionados       3,81     1,329
        o quanto ja consegui   Lesionados           4,14     0,891

2       Eu brigo comigo        Nao lesionados       3,73     1,206
        mesmo; Eu fico         Lesionados           3,96     0,962
        falando comigo mesmo
        o que devo fazer

Fator        Situacoes         Grupo              F        P

1       Encaro a situacao      Nao lesionados   4,103    0,046
        por etapas, fazendo    Lesionados
        uma coisa de cada
        vez

1       Eu digo a mim mesmo    Nao lesionados   7,064    0,010
        o quanto ja consegui   Lesionados

2       Eu brigo comigo        Nao lesionados   5,704    0,019
        mesmo; Eu fico         Lesionados
        falando comigo mesmo
        o que devo fazer
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Author:Tavares Costa, Cleberson Franclin; da Conceicao Souza Costa, Aline; Maldonado Vargas, Marlizete
Publication:Revista Brasileira de Futsal e Futebol
Date:May 1, 2019
Words:4249
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