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LAND-USE CHANGE AND LANDSCAPE FRAGMENTATION IN THE MUNICIPALITY OF CORRENTINA (BA) DURING 1988-2008/MUDANCAS DO USO DA TERRA E FRAGMENTACAO DA PAISAGEM NO MUNICIPIO DE CORRENTINA (BA) DURANTE 1988-2008.

1. INTRODUCAO

O bioma Cerrado ja perdeu 40% da sua vegetacao nativa em pastagens cultivadas, areas agricolas e areas urbanas (SANO et al., 2008). O continuo avanco da agropecuaria no Cerrado e devido aos seguintes fatores: disponibilidade de terra; fatores topograficos; competitividade nacional no mercado externo e fortalecimento do capital financeiro. Alem disso, as tecnologias desenvolvidas pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuaria (EMBRAPA), voltadas para a correcao da acidez e para a adubacao quimica dos solos, favoreceram o desenvolvimento das potencialidades agricolas da regiao e promoveram a instalacao de novas culturas (CAR(BA), 1997). Ainda que a agricultura no Cerrado tenha grande importancia na garantia da seguranca alimentar, no ambito nacional e internacional, provoca impactos negativos na rica diversidade de fauna e flora do Cerrado, que se tornaum dos biomas prioritarios para a conservacao (MYERS et al., 2000). Assim, o modelo instalado de desenvolvimento agricola tem valorizado o crescimento economico mediado pela tecnica com a desvalorizacao dos fatores ambientais (biodiversidade) e sociais (sociodiversidade) (COSTA, 2003). Portanto, torna-se premente a aquisicao de uma visao integrada envolvendo investimentos e estrategias, com vistas a superar os problemas presentes no trinomio: economia--sociedade--ambiente (MUELLER & MARTHA JUNIOR, 2008).

Neste contexto, a regiao do Cerrado no Oeste da Bahia se destaca por ter uma das mais intensas expansoes do agronegocio nas duas ultimas decadas, devido a mecanizacao, irrigacao e inovacoes tecnologicas (FERRAZ, 2004). O avanco agricola do Oeste da Bahia foi pautado pelas caracteristicas naturais como solos planos, precipitacao regular, disponibilidade de agua subterranea, temperaturas amenas e pela intervencao governamental que proporcionou a implantacao de infraestrutura, projetos de irrigacao e creditos agricolas (BAIARDI, 2004; MENKE et al., 2009). A intervencao governamental se deu tanto a nivel federal como estadual. A nivel federal podemos destacar a estabilizacao economica, no meio da decada de 1990, fez com que os precos das terras e produtos agricolas diminuissem. De acordo com Helfand e Rezende (2003), esta reducao provocou um aumento de 50% no consumo de fertilizantes na decada de 1990. Alem disso, verifica-se a transferencia de parte do financiamento agricola para o mercado desenvolvendo o credito privado (BARBOSA e COUTO, 2008). Ja a participacao do governo estadual nesta regiao, se deu pelos varios programas de incentivo para alavancar a producao agricola no estado da Bahia. Destacam-se o AGRINVEST (Programa de Investimento para Modernizacao da Agricultura Baiana), o PRODECAF (Programa de Desenvolvimento da Cafeicultura do Oeste do Estado da Bahia, o PROALBA (Programa de Incentivo ao Algodao na regiao Oeste do Estado da Bahia) e, o PROBAHIA (Programa de Promocao do Desenvolvimento da Bahia). A partir disso, verifica-se a importancia de se compreender o avanco da agricultura mecanizada no Oeste da Bahia.

Estas transformacoes sucessivas no uso e cobertura da terra exigem uma permanente obtencao de dados e analises. Portanto, o imageamento da superficie terrestre por sensores orbitais tem sido um recurso decisivo para compreender a evolucao dos padroes de uso e cobertura da terra. Este recurso tecnologico possibilita a aquisicao de informacoes terrestres de forma agil, confiavel e recorrente (CHAVEZ JR. e BOWELL, 1988), evidenciando as mudancas e os fatores modeladores da paisagem (SADER et al., 1990; MORAN et al., 1994). A descricao da dinamica espacial e util tanto para a reconstrucao e reavaliacao das acoes do passado, mas tambem para projecoes futuras permitindo antecipar os problemas e estabelecer parametros na conservacao das funcoes essenciais da paisagem (GURGEL et al., 2013). Desta forma, a obtencao de um desenvolvimento sustentavel da agricultura deve ser mediada por estudos regionais que considerem a formulacao e vigilancia das areas destinadas a conservacao.

Nesta abordagem, varios trabalhos analisam a evolucao multitemporal do uso e cobertura da terra por sensoriamento remoto para os diferentes municipios do Oeste da Bahia: Barreiras (FLORES et al., 2012); Cocos (HESSEL et al., 2012); Formosa do Rio Preto (CASTRO et al., 2013); Luis Eduardo Magalhaes (MENKE et al., 2009); Riachao das Neves (GURGEL et al., 2011, 2013) e Sao Desiderio (SPAGNOLO et al., 2012). No entanto, nesta serie de estudos ainda falta o mapeamento do municipio de Correntina um dos maiores em extensao de area.

O presente trabalho possui como objetivo analisar a dinamica do uso e cobertura da terra no municipio de Correntina (BA), por meio do uso do sistema de informacoes geograficas e do sensoriamento remoto. Os objetivos especificos da pesquisa sao: (a) analise multitemporal do uso e cobertura da terra no municipio em estudo; (b) identificacao do uso e cobertura da terra nas areas de preservacao permanente; (c) analise temporal das metricas da paisagem nos fragmentos de vegetacao.

1.1 Area de Estudo

O municipio de Correntina esta situado no estado da Bahia, a 500 km de Brasilia e a 980 km de Salvador (Figura 1). Esta inserido na Mesorregiao do Extremo Oeste Baiano e na Microrregiao de Santa Maria da Vitoria, numa altitude media de 561 metros. O clima possui duas estacoes bem definidas: periodo de concentracao de chuvas entre novembro e marco e um periodo seco entre abril e outubro, com enfase entre os meses de junho a agosto (NASCIMENTO & MOTTI, 1990). As precipitacoes oscilam entre 800 mm a 1600 mm, as temperaturas medias anuais variam entre 20[degrees] a 26[degrees] e a umidade relativa do ar e de aproximadamente 70% (CAR(BA), 1997). As nascentes das bacias hidrograficas dos rios Grande e Corrente estao inseridas nos limites do municipio, possuindo uma ampla rede hidrografica formada pelos rios Arrojado, Correntina, Santo Antonio, Guara e Rio do Meio (LIMA et al., 2010).

A vegetacao predominante sao as fitofisionomias do Cerrado (Cerrado stricto sensu, o Campo Limpo, o Campo Sujo e o Cerradao). Localizados nas proximidades de rios e corregos, onde o solo se mantem saturado durante um periodo do ano, ocorrem a Mata de Galeria, a Mata Ciliar, os Brejos, as Veredas e o Campo Limpo Umido. Na porcao central e leste ocorrem areas de transicao ecologica caracterizadas pela existencia de especies de Cerrado e Caatinga (SANTANA et al., 2010).

O uso da terra no municipio de Correntina se intensificou a partir da decada de 70, com a migracao de familias sulistas, principalmente do Rio Grande do Sul em busca de novas areas para expansao da fronteira agricola (BATISTELLA et al., 2002). O desenvolvimento da agricultura foi impulsionado por incentivos fiscais e creditos subsidiados, aliados a elevada disponibilidade de terras na regiao (FERRAZ, 2004). A elevada produtividade, tambem esta associada ao fato do grande potencial hidrico da regiao, possibilitando o emprego da irrigacao. Na producao agricola se destaca a producao da soja, milho e algodao herbaceo em caroco (MENDONCA, 2002). E em segundo plano, estao as culturas de arroz, da cana-de-acucar, do feijao e da mandioca (Tabela 1). No entanto, o desenvolvimento economico ocasiona problemas ambientais advindos dos desmatamentos e do aumento na demanda de agua para irrigacao e geracao de energia eletrica (LAGE et al., 2008). O uso excessivo da agua na irrigacao pode alterar o nivel de agua existente no aquifero regional, que e um importante sistema para o rio Sao Francisco (LAGE et al., 2008).

A modernizacao agricola intensificou o processo de urbanizacao, devido o crescimento populacional em funcao da necessidade da mao de obra e atividades de suporte para a agricultura. Este advento de trabalhadores desenvolveu a cidade de Correntina, e ainda promoveu o surgimento de vilas ou povoados nas proximidades das areas em que esta centrada a producao de graos. O municipio de Correntina ocupa uma area de 12.142 [km.sup.2] e sua populacao para o ano de 2012 e aproximadamente de 31.400 habitantes (IBGE, 2013).

2. MATERIAIS E METODOS

Mapeamento do uso e cobertura da terra

No mapeamento do uso e cobertura da terra foram empregadas as imagens pancromaticas do sensor Panchromatic Remote-sensing Instrument for Stereo Mapping (PRISM) a bordo do satelite Advanced Land Observing Satellite (ALOS), desenvolvido pela Japan Aerospace Exploration Agency (JAXA), com resolucao radiometrica de 8 bits e resolucao espacial de 2,5 metros.

Alem da imagem PRISM/ALOS de alta resolucao espacial, foi utilizada a serie temporal de imagens TM/LANDSAT-5, referentes as orbitas/pontos: 219/69, 220/69 e 220/70, e aos anos de: 1988, 1992, 1996, 2000, 2004 e 2008 (Tabela 2). As imagens do TM/LANDSAT-5 possuem seis bandas espectrais no intervalo de 0,4 a 2,5 [micro]m, com resolucao espacial de 30 metros. A selecao das imagens TM/LANDSAT-5 considerou um baixo indice de cobertura de nuvem dentro de um periodo entre os meses de junho a agosto para evitar alteracoes fenologicas da vegetacao e cultivo. A unica excecao foi a imagem LANDSAT com orbita/ponto 220/69 de 1992, cuja data escolhida foi 09 de maio devido a indisponibilidade de imagens no periodo estabelecido. As imagens TM/Landsat-5 foram corrigidas geometricamente utilizando como base a imagem ALOS/PRISM, recortada no limite do municipio de Correntina.

A classificacao do uso e cobertura da terra foi feita por interpretacao visual, considerando os elementos basicos da fotointerpretacao: textura, forma, padrao das feicoes, cor, sombra, altura e contexto. Inicialmente, a interpretacao visual foi feita com a imagem ALOS/PRISM do ano de 2008, a qual permite obter um maior detalhamento devido a sua alta resolucao espacial. Apos a vetorizacao e a obtencao das categorias de uso e cobertura da terra para o ano de 2008, foi realizada a retroanalise, com uso das series temporais TM/LANDSAT entre 1988 a 2008. Nesta etapa, a classificacao e feita manualmente pela identificacao e vetorizacao das mudancas ocorridas em cada classe de uso. Na classificacao foram estabelecidas cinco classes de uso e cobertura da terra (Figura 2):

* Agropecuaria: areas de lavoura ou que estao em processo de preparacao do solo para o plantio. Possuem maior expressividade na porcao oeste do municipio e sao praticadas por grandes e medios proprietarios de terra, os quais fazem uso de tecnicas modernas de plantio e de cultivo. Nesta classe foram englobados os pivos centrais, as culturas permanentes, as culturas temporarias e pequenas areas de pastagem.

* Area urbana: correspondem as areas com grande numero de parcelamentos feitos por ruas e presenca de edificacoes (como vilas e loteamentos). Tambem fazem parte dessa classe as areas ocupadas por conjuntos industriais e comercios, situados nas proximidades das areas de elevada producao agricola e de pequenas lavouras.

* Uso multiplo: caracterizado por espacos com pequenas propriedades rurais, em que e praticada a agricultura tradicional e familiar. Localizamse principalmente em limites proximos as drenagens.

* Vegetacao alterada: areas que foram recentemente desmatadas ou que a vegetacao natural sofreu algum tipo de alteracao derivada da acao antropica. Inclui ainda, as areas de solo exposto, representadas por poligonos, cuja identificacao foi inviabilizada, em detrimento da resolucao espacial da imagem Landsat TM; bem como, os espacos em que a vegetacao original foi removida para dar lugar as barreiras de vegetacao (tambem chamadas de "cercas vivas").

* Vegetacao natural: areas de Cerrado que mantem a sua vegetacao original ou que ja foram reconstituidas com o passar dos anos. Compreende tambem o campo cerrado, demarcado por areas de depressoes; e as matas ciliares que acompanham as drenagens perenes e intermitentes.

2.1 Avaliacao da Dinamica do Uso da Terra em Areas de Preservacao Permanente

Por meio da interpretacao visual das imagens ALOS/PRISM de 2008 foi realizada a vetorizacao das drenagens, nascentes, massa d'agua (barragens artificiais, lagoas carsticas e meandros abandonados), bordas de chapada e solos hidromorficos do municipio em estudo. Posteriormente, foi feito o mapeamento das areas de preservacao permanente (APP) com base na Lei No. 12.651 de 2012 (Tabela 3).

Desse modo, foi delimitada a faixa marginal da largura do rio, nascentes, bordas das chapadas (a partir da linha de ruptura nunca inferior a cem metros em projecao horizontal); areas de vereda (faixa marginal, com largura minima de cinquenta metros a partir do limite do espaco brejoso ou encharcado), barragens (ou reservatorios artificiais) e lagoas carsticas em areas naturais (GUIMARAES et al., 2005). Devido a alta fragilidade dos ambientes com solos hidromorficos, o presente trabalho mapeou estas areas e considerou uma faixa marginal similar ao de vereda, apesar de nao estar especificada na lei.

A delimitacao de uso antropico dentro das APP foi feita a parir da sobreposicao dos dados de uso e cobertura da terra com os limites das APP, considerando a serie temporal de 1988 a 2008.

2.2 Mapeamento dos fragmentos de vegetacao natural

A fragmentacao ocasiona uma ruptura no segmento espacial dos habitats naturais, onde formacoes florestais contiguas sao transformadas em manchas isoladas com tamanhos e formatos variados, provocando a diminuicao dos nichos ecologicos e dificultando a interacao entre os organismos (METZGER, 2003). Estes fragmentos passam a ter em seu redor apenas as areas abertas pelo desmatamento, podendo assim, sofrer alteracoes internas, que compromete a sua estabilidade (COSTA, 2003). Mattos et al. (2003) enfatizam que a compreensao do processo de fragmentacao da paisagem exige um estudo detalhado, compreendendo o modo como ocorreu a ocupacao da terra e as caracteristicas da regiao. O historico de perturbacao e a descricao dos fragmentos sao fatores fundamentais para o estudo de fragmentacao (METZGER, 2003).

Diferentes metricas sao propostas para quantificar os fragmentos em uma paisagem, buscando avaliar a influencia mutua entre as manchas existentes no interior do mosaico com o proposito de modelar os habitats, conservacao da biodiversidade e manejo florestal (COUTO, 2004; REMPEL et al., 1999; MCGARIGAL & MARKS, 1995). Na presente pesquisa, as metricas dos fragmentos remanescentes sao obtidas pelo programa Patch Analyst, relacionadas aos seguintes fatores: area, borda, forma, tamanho e variabilidade (Tabela 4).

3. RESULTADOS

3.1 Resultado do Mapeamento do Uso e Cobertura da Terra ao longo da Serie Temporal

Os mapas de uso e cobertura da terra do municipio de Correntina ao longo do periodo estudado sao demonstrados na Figura 3. A vegetacao natural possui a maior area no municipio ao longo dos anos. No entanto, este percentual vem diminuindo ao longo dos vinte anos (1988-2008), variando de 85,41% para 62,99%, que corresponde a uma conversao de aproximadamente 240 mil hectares (Figura 4).

A agropecuaria e a segunda classe mais representativa ao longo dos anos analisados e de maior crescimento com 100 mil hectares em 1988 (em torno de 9% da area do municipio) e 325 mil hectares em 2008 (27% de area). O crescimento da agropecuaria entre 1988 e 2008 foi constante e inversamente proporcional a vegetacao natural (Figura 4).

A terceira classe em area percentual foi a Vegetacao Alterada. Esta classe demonstrou oscilacoes durante o periodo analisado por constituir uma fase intermediaria para a implantacao definitiva de areas agropecuarias (Figura 4). Desta forma, no transcorrer da serie temporal, as areas anteriormente classificadas como vegetacao alterada sao gradativamente consolidadas como agropecuaria (Figura 3). Os percentuais de area da Vegetacao Alterada flutuaram entre 2% a 3%, no entanto entre 2004 e 2008, o percentual teve um salto para 6% (Figura 4).

As classes de uso multiplo e area urbana (loteamento/vila) apresentaram pouca expressividade em termos de area. Houve uma pequena alteracao percentual para o uso multiplo, variando sempre entre 3% e 4% e para a classe de area urbana/loteamento/vila ocorre apenas uma variacao de 0,1% (Figura 4).

A Figura 5 evidencia as mudancas ocorridas provenientes das atividades antropicas ao longo do tempo. O avanco da agricultura mecanizada ocorreu inicialmente na porcao oeste ao longo da estrada BR-020, que facilitava o escoamento da producao. No decorrer dos anos, o uso antropico foi se estendendo na porcao central do municipio, no sentido oeste-leste. O maior uso da terra na porcao oeste e devido ao clima umido, com os maiores indices pluviometricos do municipio, que favorece a implantacao das culturas de sequeiro. Em contraste com a porcao central e leste de clima subumido, com menor indice pluviometrico e menor altitude, onde se instalaram as areas de irrigacao.

As areas irrigadas por pivos centrais tambem apresentaram oscilacoes, em 1988, existiam apenas dois; em 1992, aumentou para 23; em 1996, evoluiu para 41; em 2000 reduziu para 29; em 2004 subiu para 30 e em 2008 teve um acrescimo para 56. A ocorrencia dos pivos de irrigacao se deu especialmente nas areas proximas aos cursos d'agua. No decorrer dos anos, alguns pivos foram desativados, principalmente os que se localizavam proximos as areas de usos multiplos, na porcao leste. Na porcao oeste, principalmente no periodo entre 1996 a 2000, as areas que compreendiam extensas areas de pivos foram transformadas em areas de atividade agricola (Figura 6).

3.2 Resultado da Avaliacao do Uso Antropico em Areas de Preservacao Permanente

O municipio em estudo apresenta os seguintes grupos de APP: borda de chapada, drenagens, nascentes intermitentes e perenes, barragem, lago, lagoa carstica, meandro abandonado e reservatorio. Alem desses, tambem foram incluidas as areas de solo hidromorfico por serem areas de fragilidade ambiental. Estas areas destinadas a conservacao ocupam uma area de 96.573 hectares (Figura 7). Os grupos de maior percentual sao: areas de solo hidromorfico (61,4%); drenagens (31,6%) e bordas de chapada (4,8%). As nascentes intermitentes apresentam uma taxa de 1,6% e as demais somadas representam um indice de 0,6%.

Nas Figuras 8 e 9 podemos verificar o uso e cobertura nas APP. O percentual de area preservada era de 94% em 1988, mas teve uma queda para 91,5% em 2008. Nas areas onde prevalece a agropecuaria verificam-se um percentual de uso relativamente baixo, mantendo valores de 1% a 2% no periodo 1988-2008.

Destaca-se que, a categoria de uso multiplo e a que tem o maior percentual de uso nas areas destinadas a preservacao em todos os anos (passando de 3,98% em 1988 para 4,73% em 2008), pelo fato de estar localizado em areas com alta densidade de drenagem (Figura 8). Alem disso, os pequenos agricultores tendem de usar as areas proximas dos rios e drenagens. A categoria de area urbana (loteamento/vila) se manteve estavel durante todo o periodo, enquanto que a vegetacao alterada demonstra uma oscilacao (Figura 9).

3.3 Resultados da Analise da fragmentacao da paisagem

A analise de fragmentacao da paisagem com uso das metricas descreve um aumento ao longo dos anos (Tabela 5). Verifica-se que nas metricas de borda ocorre um aumento de 50% (de 1988 para 2008) do comprimento total das bordas dos fragmentos (TE) e, quase um aumento de 100% da densidade de borda (ED) (em 1988 era de 4,97% e, em 2008 era de 9,55%). Alem disso, o comprimento medio das bordas por fragmentos esta diminuindo radicalmente. Caindo de 11.814m em 1988 para 6.281m em 2008, uma queda de cerca de 50%. Ressalta-se que esta queda brusca ocorre principalmente entre 1996 e 2000 (em 1996 era uma media de 10.734m e, em 2008 a media passa para 6.709m).

Quando se analisa os indices de media ponderada (AWMSI) e media da proporcao perimetro-area (MPAR) e possivel verificar certas diferencas. No indice de media ponderada pela area (AWMSI) nota-se um aumento no seu valor, possuindo em 1988 um indice de 9,02 e que passa em 2008 para 13. A media da proporcao perimetro-area (MPAR) teve uma queda de 1.771 para 1.197 no periodo 1988-2008 (queda de 574, que representa mais de 30%).

As metricas de tamanho e variabilidade apresentam grandes variacoes nos indices. O numero total de fragmentos (NumP) aumenta de 436 para 1.172 no periodo 1988-2008, o que corresponde a um aumento de quase tres vezes o numero de fragmentos. Alem disso, o tamanho medio dos fragmentos (MPS) diminui de 2.378 ha para 657 ha entre 1988-2008 (queda de cerca de 70% na media do tamanho dos fragmentos em relacao a 1988).

Corroborando esse dado, o desvio padrao dos fragmentos (PSSD) em 2008 diminuiu mais da metade do valor que se tinha em 1988 (de 47.216 ha para 20.603 ha). Nota-se ainda que, o coeficiente de variacao do tamanho dos fragmentos (PSCoV) tem aumentado sucessivamente chegando ao valor de 3.131 em 2008, em contraposicao a 1985 em 1988 (aumento de pouco mais de 30%).

4. CONCLUSOES

A analise multitemporal por meio de imagens de sensoriamento remoto possibilitou descrever a evolucao das seguintes classes de uso e cobertura da terra no municipio de Correntina: Area Urbana/Loteamento/Vila; Agropecuaria; Uso Multiplo; Vegetacao Alterada; Vegetacao Natural. O padrao espacial da evolucao da agricultura e semelhante a outros municipios do Oeste da Bahia, em que se verifica uma forte conversao da Vegetacao Natural apos o ano de 2000. Este crescimento da agricultura teve o incentivo de creditos agricolas provenientes do Governo Federal e Estadual. A insercao do agronegocio ocorreu principalmente nas areas planas por ser mais apta a agricultura mecanizada e irrigada e ao longo das estradas devido a facilidade do escoamento da producao. Alem disso, a maior precipitacao na parte oeste do municipio estimulou a ocupacao inicial do municipio.

As areas prioritarias a conservacao, formadas pelas APP, apresentam um maior percentual de uso antropico na porcao leste onde existe alta densidade de drenagem e a presenca de pequenos agricultores que tendem a utilizar as faixas marginais dos rios para as suas atividades.

Verificou-se no municipio um aumento dos indices de fragmentacao da paisagem. O numero de fragmentos teve um aumento consideravel (triplicou o seu numero), o tamanho medio dos fragmentos diminui em termos de area em mais de 70%, o comprimento medio das bordas dos fragmentos diminuiu quase pela metade e o indice de forma media ponderada pela area teve um aumento de quase de 50%. Ao longo do periodo estudado, houve uma intensificacao do uso da terra com o aumento do numero dos fragmentos naturais.

Apesar do municipio de Correntina ainda possuir um predominio de areas naturais, o avanco da agricultura evolui de forma crescente na ultima decada. As atividades agricolas vinculadas com o agronegocio progridem rapidamente da porcao oeste para o leste. Estas mudancas dos padroes de paisagem tem promovido um forte desenvolvimento economico e social da regiao, mas devem ser realizadas dentro de bases sustentaveis. Dinamicas espaciais similares sao identificadas nos demais municipios do Oeste da Bahia. Portanto, torna-se necessario uma conscientizacao ambiental a partir de medidas de monitoramento, gestao e processos educativos.

5. AGRADECIMENTOS

Os pesquisadores agradecem as seguintes instituicoes: CNPq pelas Bolsas de Pesquisador dados aos autores envolvidos (Osmar Abilio de Carvalho Junior, Renato Fontes Guimaraes e Roberto Arnaldo Trancoso Gomes) e ao Laboratorio de Sistemas de Informacoes Espaciais que ofereceu suporte tecnico para a realizacao da pesquisa.

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Luana Cristine da Silva Jardim Pinheiro

Departamento de Geografia Universidade de Brasilia Brasilia, DF, Brasil

e-mail: cristine1986@gmail.com

Roberto Arnaldo Trancoso Gomes

Departamento de Geografia Universidade de Brasilia Brasilia, DF, Brasil

e-mail: robertogomes@unb.br

Osmar Abilio de Carvalho Junior

Departamento de Geografia Universidade de Brasilia Brasilia, DF, Brasil

e-mail: osmarjr@unb.br

Renato Fontes Guimaraes

Departamento de Geografia Universidade de Brasilia Brasilia, DF, Brasil

e-mail: renatofg@unb.br

Sandro Nunes de Oliveira

Departamento de Geografia Universidade de Brasilia Brasilia, DF, Brasil

e-mail: sandrogea@gmail.com

Recebido em: 20/02/2015

Aceito em: 20/01/2016

Caption: Figura 1--Mapa de Localizacao do Municipio de Correntina no Oeste Baiano.

Caption: Figura 2--Padrao das classes de uso e cobertura da terra na imagem TM/Landsat e em campo.

Caption: Figura 3--Mapas de uso e cobertura da terra no municipio de Correntina para os anos de 1988, 1992, 1996, 2000, 2004 e 2008.

Caption: Figura 4--Grafico do percentual de uso e cobertura da terra de cada classe para a area do municipio de Correntina ao longo dos vintes anos de analise (1988-2008).

Caption: Figura 5--Padroes de crescimento das atividades antropicas no decorrer de vinte anos (1988-2008) no municipio de Correntina, considerando intervalos de quatro anos.

Caption: Figura 6--Substituicao de area com pivos centrais por agricultura.

Caption: Figura 7--Mapa de localizacao das APP no municipio de Correntina que consistem em areas prioritarias para conservacao.

Caption: Figura 8--Analise multitemporal das areas natural e antropizada nas APP.

Caption: Figura 9--Grafico com o percentual de uso e ocupacao nas areas de preservacao permanente.
Tabela 1. Producao agricola do Municipio de Correntina, entre 1990 a
2010. Fonte: SIDRA/IBGE. (Disponivel em: www.sidra.ibge.gov.br.
Acesso em: julho/2013)

Cultivo (em         1990     1992      1996     2000
toneladas)

Algodao herbaceo    125       --       477     10.800
Arroz                82     35.367    2.722     3.000
Cana-de-acucar     8.400     6.400    8.000    36.000
Feijao             1.513     2.250    4.513     4.446
Mandioca           4.215     3.750    19.500   10.400
Milho               405      1.712    65.797   182.260
Soja               42.750   108.481   86.414   144.135

Cultivo (em         2004      2008      2010
toneladas)

Algodao herbaceo   40.090    118.687   129.728
Arroz                750      1.310      432
Cana-de-acucar     18.000    14.440    14.440
Feijao              1.642     1.350     2.452
Mandioca            6.240    42.600    54.000
Milho              271.425   128.546   102.705
Soja               283.176   303.600   309.060

Tabela 2. Imagens TM/LANDSAT-5 utilizadas na pesquisa.

Orbita/                Datas da passagem do satelite
Ponto

           1988     1992    1996     2000    2004     2008

219/69    10 de    21 de    16 de   12 de    22 de   02 de
          julho    julho    julho   agosto   julho   agosto

220/69    02 de    09 de    07 de   18 de    27 de   08 de
          agosto    maio    julho   julho    junho   julho

220/70    02 de    13 de    23 de   03 de    27 de   08 de
          agosto   agosto   julho   agosto   junho   julho

Tabela 3. Categorias mapeadas e os criterios para a delimitacao das
APP no municipio de Correntina, com base na Lei No. 12.651, de 25 de
Maio de 2012.

Categorias Mapeadas                                Dimensao
                                                    da APP

Barragem (reservatorio artificial em area rural)     15 m
Bordas das chapadas                                 100 m
Drenagem intermitente e perene: largura do rio <     30 m
  que 10 metros
Drenagem perene: largura entre 10 a 50 metros        50 m
Lagoas carsticas                                     50 m
Nascente perene e intermitente                       50 m
Ambiente com solo hidromorfico                       50 m

Tabela 4. Principais metricas da paisagem aplicadas no programa Patch
Analyst 5.0.

Metricas utilizadas   Siglas e principais definicoes
pelo Patch Analyst

Metricas de           CA--area da classe (ha)
area                  TLA--area total da paisagem (ha)

Metricas de borda     TE--Borda Total (m)
                      ED--Densidade da Borda (m/ha)
                      MPE--Media de Borda do Fragmento

Metricas de forma     MSI--Indice de Forma Media
                      AWMSI--Indice de Forma Media Ponderada pela
                        Area (fragmentos maiores recebem maior peso).
                      MPFD--Dimensao Fractal do Fragmento Medio
                        (variacao entre 1 e 2. Valores mais proximos
                        de 2 apresentam a maior complexidade do
                        fragmento)
                      AWMPFD--Dimensao Fractal de Fragmento Medio
                        Ponderado pela Area
                      MPAR--Media de Proporcao Perimetro-Area

Metricas de           MEDPS--Tamanho Mediano do Fragmento
tamanho e             NumP- Numero de Fragmentos
variabilidade         MPS--Tamanho Medio dos Fragmentos
                      PSSD--Desvio Padrao do Tamanho dos Fragmentos
                        (variacao absoluta)
                      PSCoV--Coeficiente de Variacao do Tamanho dos
                        Fragmentos (variacao relativa)

Tabela 5--Temporais do calculo de metricas geradas por meio do
programa Patch Analyst para o municipio de Correntina.

METRICA     Unidade de Medida       1988        1992        1996

TE              Metro (m)         5.150.941   5.867.924   6.140.087
ED        Metro/hectare (m/ha)      4,97        5,98        6,56
MPE       Metro (m) / fragmento   11.814,09   11.782,98   10.734,42
MSI           Adimensional          1,99        1,95        1,89
AWMSI         Adimensional          9,02        10,18       10,92
MPFD          Adimensional          1,36        1,36        1,35
AWMPFD        Adimensional          1,30        1,31        1,32
MPAR      Metro/hectare (m/ha)    1.771,45    1.818,20    1.963,28
MedPs         Hectare (ha)          2,74        2,96        3,05
NumP          Adimensional         436,00      498,00      572,00
MPS           Hectare (ha)        2.378,39    1.968,90    1.637,45
PSSD          Hectare (ha)        47.216,20   40.837,00   36.501,59
PSCoV        Porcentagem (%)        1.985       2.074       2.229

METRICA     2000        2004        2008

TE        6.642.098   6.981.289   7.361.978
ED          7,24        8,54        9,55
MPE       6.709,19    6.536,79    6.281,55
MSI         1,83        1,82        1,83
AWMSI       10,97       12,31       13,00
MPFD        1,35        1,35        1,36
AWMPFD      1,32        1,33        1,34
MPAR      1.403,42    1.289,05    1.197,58
MedPs       1,98        1,97        1,97
NumP       990,00     1.068,00    1.172,00
MPS        927,11      765,17      657,85
PSSD      27.040,36   23.068,49   20.603,57
PSCoV       2.916       3.014       3.131
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Author:Pinheiro, Luana Cristine da Silva Jardim; Gomes, Roberto Arnaldo Trancoso; de Carvalho, Osmar Abilio
Publication:Ra'e Ga
Date:Dec 1, 2015
Words:5805
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