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LA INFLUENCIA DE LOS INSTRUMENTOS DE GOBIERNO EN LA INDUCCION DE PRACTICAS GREEN EN REDES DE SUPRIMENTOS: UNA PROPUESTA TEORICA.

THE INFLUENCE OF GOVERNANCE INSTRUMENTS IN GREEN SUPPLY NETWORK PRACTICES INDUCTION: A THEORETICAL PROPOSAL

A INFLUENCIA DOS INSTRUMENTOS DE GOVERNANCA NA INDUCAO DE PRATICAS GREEN EM REDES DE SUPRIMENTOS: UMA PROPOSTA TEORICA.

Introducao

O evido a crescente preocupacao com o meio ambiente e o futuro do planeta, as organizacoes tem sido progressivamente mais cobradas pela adocao de praticas sustentaveis em seus processos produtivos. Diante desse cenario, as organizacoes tem procurado desenvolver estrategias de negocio que contemplem os tres pilares da sustentabilidade: economico, social e ambiental (Elkington, 1997). Em busca de um desenvolvimento sustentavel e voltadas para o contexto ambiental dessa abordagem, as empresas adotam uma perspectiva de gestao verde da cadeia de suprimentos (Green Supply Chain Management; GSCM) na coordenacao de seus processos ao longo da rede e, ao mesmo tempo, reconhecem a sua responsabilidade em contribuir no desenvolvimento sustentavel. Esta acao nao esta limitada a seu ambiente interno, mas necessariamente incorpora os relacionamentos com os demais membros da rede (Andersen e Skjoett-Larsen, 2009; Carvalho e Barbieri, 2013).

O GSCM considera como campo de atuacao o contexto interno e externo das organizacoes (Sarkis et al., 2011), segundo uma concepcao integrativa da sustentabilidade na gestao da cadeia de suprimentos (Srivastava, 2007). A literatura tem confirmado o efeito positivo da GSCM sobre o desempenho ambiental (Alves e Nascimento, 2014; Green et al., 1998; Srivastava, 2007), embora estudos, como o de Lee et al. (2012), questionem a eficacia de praticas vinculadas a auditorias ambientais. Tachizawa e Wong (2015) apontam que a razao para diferentes resultados esta relacionada a adocao de instrumentos adequados de governanca. Esta afirmacao sugere que a configuracao dos instrumentos formais e informais de governanca determinam o sucesso de uma iniciativa de GSCM. Embora o termo 'sustentabilidade' integre responsabilidades sociais, ambientais e economicas, este artigo enfocara as questoes ambientais e, especificamente, a cadeia de suprimentos verde.

Estudos recentes em rede de suprimentos indicam que instrumentos formais e informais de governanca devem ser considerados e combinados (Huang et al., 2014; Tachizawa e Wong, 2015) na coordenacao e monitorizacao da interacao ao longo da rede de relacionamentos interorganizacionais. Os instrumentos formais de governanca sao constituidos basicamente por contratos, estatutos, normas e regulamentos (Poppo e Zenger, 2002) e os informais podem ser associados a mecanismos baseados em confianca, comprometimento, cooperacao, compartilhamento de informacoes, valores, cultura, normas sociais e reciprocidade (Ballou et al., 2000; Alvarez et al., 2010). Esses instrumentos de governanca, embora identificados na literatura, ainda nao foram estudados de forma sistematica quanto a sua influencia na inducao de praticas de GSCM. Arantes et al. (2014) consideram que a adocao de praticas de GSCM e a consciencia de seu impacto positivo no desempenho da organizacao se encontra em um estagio de consolidacao; entretanto, verifica-se a ausencia de estudos descritivos ou prescritivos para a inducao com sucesso dessas praticas. Diante da carencia e relevancia de pesquisas focalizadas nesse tema e do cenario mundial em relacao a importancia do desenvolvimento sustentavel para as organizacoes, justifica-se o presente estudo teorico que busca contribuir para a literatura, na compreensao da seguinte questao: Como os instrumentos de governanca influenciam na inducao de praticas verdes na rede de suprimentos?

Dessa forma, a partir da necessidade de aprofundamento na investigacao de instrumentos de governanca na inducao de praticas de GSCM em rede de suprimentos, o presente estudo tem como objetivo explorar teoricamente a associacao entre instrumentos formais e informais de governanca e a inducao de praticas verdes na rede de suprimentos.

O restante do artigo esta organizado nas seguintes secoes. A secao metodologia que delineia o desenvolvimento das construcoes teoricas. A fundamentacao teorica que apresenta conceitos relacionados a rede de suprimentos, sustentabilidade em rede de suprimentos e governanca em rede de suprimentos, que servem de base para a construcao das proposicoes teoricas. A secao de apresentacao do modelo conceitual que envolve a construcao e a apresentacao do modelo conceitual desenvolvido a partir das proposicoes. E por fim, a conclusao, onde se discute criticamente sobre implicacoes teoricas e praticas da abordagem.

Metodologia

Este estudo exibe uma construcao teorica sobre a influencia dos instrumentos formais e informais de governanca na inducao de praticas sustentaveis em rede de suprimentos. A elaboracao de construcoes teoricas tem sido fundamental para as pesquisas no campo organizacional (Eisenhardt, 1989) e quando um estudo tem por finalidade apresentar uma nova posicao teorica ou discutir uma estrutura fundamental de uma teoria existente, proposicoes que possam ser pesquisadas sao uteis, a medida que encorajam a reflexao no seu desenvolvimento dedicado a sua aplicacao concreta e proporcionam orientacao para futuras pesquisas voltadas ao exame critico dos principais argumentos dos autores (Whetten, 2003).

A construcao de propostas teoricas possui dois atributos relevantes e indispensaveis: 1) utilizacao da mesma terminologia usada ao longo do artigo, para retratar a orientacao esperada (positiva ou negativa) de relacionamentos relevantes; e 2) logica argumentativa na composicao das mesmas (Maanen, 2012).

Dessa forma, a funcao de um artigo de desenvolvimento da teoria e estimular e estender o conhecimento existente (Whetten, 2003). A partir das orientacoes, o presente estudo desenvolveu proposicoes baseadas em abordagens teoricas, em que os instrumentos formais e informais de governanca influenciam na inducao de praticas sustentaveis na rede de suprimentos. A partir dessas proposicoes, elaborou-se um modelo teorico, apresentado na sequencia.

Fundamentacao Teorica

Rede de suprimentos

Estudos recentes sobre redes interorganizacionais tem considerado as cadeias de suprimentos como redes de negocios (Borgatti e Li, 2009; Carter et al., 2015) e, nesse sentido, adota unidades de analise a partir de triades, ao menos, na compreensao dos fenomenos abordados (Mena et al., 2013). Neste estudo, as cadeias de suprimentos sao entendidas como redes de suprimentos. A expansao da logistica passou de distribuicao fisica, focalizada no fluxo do produto entre empresa e clientes, para a logistica integrada, com enfase na integracao dos movimentos de entrada e saida. Esta visao da origem a visao do gerenciamento da rede de suprimentos, definida como integracao dos processos-chave do negocio desde o consumidor final ate os fornecedores originais de produtos, servicos e informacoes que adicionam valor para os consumidores e todos os demais participantes (Lambert e Cooper, 2000).

Estudos passaram a definir rede de suprimentos como uma relacao interorganizacional, e reconheceram as organizacoes como parte de uma ou mais redes de suprimentos (Handfield e Nichols, 1999). Para capturar a natureza abrangente da gestao da rede de suprimentos, Ballou et al., (2000) entendem que a gestao da rede de suprimentos referese a todas as atividades relacionadas a transformacao e fluxo de bens e servicos, e inclui fluxos de informacao, desde as fontes de materias-primas ate os usuarios finais. Essa perspectiva oferece uma compreensao do gerenciamento da cadeia de suprimentos a partir da incorporacao da gestao do canal logistico para alem dos limites legais das empresas.

Lambert et al. (1998) propuseram um modelo de gestao da cadeia de suprimentos (CSM), descrevendo uma rede de suprimentos como um sistema constituido pelos processos de negocios (compras, logistica, marketing e vendas, financas, pesquisa e desenvolvimento (P&D) e producao) de uma empresa focal e das organizacoes relacionadas a ela.

A empresa focal e entendida como aquela a partir da qual e feita a analise da rede de suprimentos, incluindo as ligacoes a montante e a jusante (Talamini et al., 2005). Decorre dessa compreensao, que o avanco da mudanca de paradigma da gestao empresarial, associada ao deslocamento da compreensao de que a concorrencia ocorre entre empresas para a percepcao mais recente de que a competicao se estabelece entre redes, conduz a visao da gestao da rede de suprimentos como uma nova forma de gerir negocios e seus relacionamentos.

Green Supply Chain Management

No ambito empresarial, a sustentabilidade e operacionalizada a partir do conceito do triple bottom line, que fundamenta a sustentabilidade em tres pilares: economico, social e ambiental. Essa crescente preocupacao ambiental das ultimas decadas, relacionada aos questionamentos sobre os impactos de producao e consumo, esta conduzindo as organizacoes ao desenvolvimento de estrategias de gestao ambiental direcionadas para a rede de suprimentos, uma vez que as atividades desenvolvidas ao longo da rede de suprimentos geram impactos significativos ao meio ambiente, como a emissao de gases nocivos e desperdicio dos recursos naturais (Alves e Nascimento, 2014).

Diante desse contexto, emerge o conceito de Green Supply Chain Management (GSCM) que tem suas raizes na literatura da gestao do meio ambiente e na gestao da rede de suprimentos (Srivastava, 2007) e pode ser definido como conjunto de praticas que buscam a integracao das preocupacoes ambientais nas praticas interorganizacionais da gestao da rede de suprimentos, o que inclui o design de produto, compra e selecao de materiais, processos de fabricacao, entrega do produto final ao consumidor e logistica reversa (Srivastava, 2007; Sarkis et al., 2011). Para Jabbour et al. (2013), uma maneira de compreender GSCM e por meio da analise da adocao de suas praticas de gestao. Por exemplo, a logistica reversa se constitui no processo eficiente de planejamento, implementacao e controle do fluxo de materiais obsoletos em processo de inventario e retorno de produtos, do ponto de consumo ao ponto de origem para recapturar valor ou realizar o descarte adequado (Sheriff et al., 2012). Nesse sentido, a logistica reversa tambem se destaca como uma importante pratica para a gestao verde da rede de suprimentos (Sarkis et al., 2011).

Dentre essas praticas, a gestao ambiental interna compreende atividades cotidianas de melhoria ambiental da fabrica (Jabbour et al., 2013), como sistemas e programas de auditorias de gestao ambiental, processos de engajamento de gestores e cooperacao interfuncional (Zhu et al., 2008).

Uma pratica green importante sao as compras verdes, que segundo Yang e Zhang (2012) e um processo orientado para reducao de desperdicios e incremento de eficiencia e competitividade, e o seu sucesso condicionado a reciclagem e reutilizacao de residuos; essa estrategia compreende um conjunto de principios e metodos que consideram o impacto sobre o meio ambiente (Zsidisin e Siferd, 2001). A cooperacao com os clientes abarca atividades como reducao do uso de energia no transporte de produtos, embalagens verdes, ecodesign e producao mais limpa, as quais tem por objetivo aperfeicoar o desempenho ambiental e desenvolver a capacidade dos fornecedores na construcao de projetos ambientais compartilhados (Zhu et al., 2008). A inducao dessas praticas de GSCM pode ser associada a inovacao, eficiencia ambiental e operacional e, por consequencia, a resultados economicos satisfatorios (Zhu et al., 2012). Entretanto, deve-se reconhecer que a literatura academica tem apresentado a GSCM como um constructo multidimensional, no qual a categorizacao de suas praticas nao tem uma perspectiva teorica especifica, o que nao favorece a evolucao conceitual (Tachizawa e Wong, 2015). Em contrapartida, esses autores argumentam que a teoria de governanca apresenta potencial relevante para nortear a compreensao da GSCM. Para este estudo teorico, com base na argumentacao dos autores, considerase que a teoria da governanca pode contribuir com suas tipologias de instrumentos. Assim, serao considerados os instrumentos formais e informais de governanca na influencia dessas praticas de GSCM.

Governanca em rede de suprimentos

A governanca em redes interorganizacionais tem sido um tema de crescente interesse no meio academico (Lima e Campos Filho, 2009), mas o conceito ainda e utilizado sob diferentes perspectivas. Carnauba et al. (2012) afirmam que apesar do expressivo desenvolvimento de teorias sobre redes, o conceito de governanca ainda nao se encontra consolidada. Para Zaccarelli et al. (2008), a governanca em redes interorganizacionais e o exercicio de influencia orientadora de natureza estrategica de sistemas constituidos por empresas. Kwasnicka (2006) relata que um dos principais desafios em governar uma rede e ter conhecimento de seus atores, de seu papel e posicao, de seus fluxos de informacoes e de sua arquitetura organizacional. Para Wegner e Padula (2010), na governanca de redes organizacionais os atores sao empresas e na governanca corporativa os atores sao individuos. Essa caracteristica conduz a um processo de troca entre empresas e considera os beneficios da cooperacao para o alcance de objetivos de cada empresa pertencente a rede.

O processo de governanca esta relacionado a configuracao e organizacao da rede, opera por meio da definicao de regras e estabelecimento de criterios para a tomada de decisao e estabelece balizas para a autonomia e acao dos participantes (Roth et al., 2012). Os autores afirmam que o papel da governanca e delimitar a gestao, a partir da definicao de limites para os gestores na utilizacao de suas competencias, que se orientam para o alcance de objetivos coletivos. Diferentes estudos tem abordado a importancia da estrutura de governanca em redes e seu impacto no desempenho das redes (Jones et al., 1997; Albers, 2005; Provan e Kenis, 2008). Em redes de suprimentos, alguns estudos propoem estruturas e modelos de governanca, os quais consideram: a) dimensoes contratuais e relacionais (Zhang e Aramyan, 2009), b) complexidade das transacoes e capacidades necessarias para atender as exigencias dos compradores (Gereffi et al., 2005) ou, mesmo, c) esferas de competencias, a partir de uma analogia com os tres poderes do Estado (legislativo, judiciario e executivo) (Kaplinsky e Morris, 2001).

Neste estudo, a governanca em rede de suprimentos sera abordada por meio de seus instrumentos, o que tornara necessario o detalhamento desses mecanismos na construcao das proposicoes teoricas.

Instrumentos de governanca em rede de suprimentos

Os instrumentos de governanca em rede de suprimentos tem sido utilizados como uma forma de coordenar a interacao ao longo da rede de suprimentos. A utilizacao desses instrumentos, sejam eles formais ou informais, contribui para potencializar os resultados (Tachizawa e Wong, 2015). Os instrumentos formais de governanca sao utilizados para que as partes possam estabelecer garantias e salvaguardas em suas transacoes (Williamson, 1985). A formalizacao no contexto de rede de suprimentos refere-se ao nivel de controle estabelecido por regras explicitas, procedimentos e normas em relacao a direitos e obrigacoes das empresas individuais componentes da rede, constituidos basicamente por contratos, estatutos, normas e regulamentos (Poppo e Zenger, 2002). Os instrumentos informais de governanca podem ser definidos como mecanismos que podem influenciar o comportamento dos atores da rede, com base no controle social e confianca (Tachizawa e Wong, 2015). Esses instrumentos informais podem ser associados a confianca, poder, cooperacao, compartilhamento de informacoes, valores, cultura, normas sociais e os relacionamentos (Ballou et al., 2000; Alvarez et al., 2010), que sao sustentados pelas relacoes e lacos sociais, que configuram um mecanismo de controle social (Jones et al., 1997; Tachizawa e Wong, 2015).

Tachizawa e Wong (2015) apontam a importancia de diferenciar os instrumentos de governanca GSCM dos instrumentos de governanca SCM e que esses ultimos sao utilizados geralmente para garantir custo, qualidade e velocidade na rede de suprimentos. Os instrumentos de governanca GSCM podem ser relacionados a caracteristicas distintivas como 1) riscos relativamente mais ocultos associados a problemas ambientais; 2) papel maior nas questoes de GSCM de parceiros indiretos (mais distantes na cadeia), que contribui para uma visibilidade reduzida; e 3) posicao conservadora de empresas que permanecem atribuindo importancia secundaria de atributos verdes em relacao a custo, qualidade e velocidade.

Gimenez e Sierra (2013) apontam que a necessidade de aprofundar o conhecimento sobre os instrumentos de governanca em redes de suprimentos e particularmente critica, quando considera-se a sustentabilidade. Para os autores, os instrumentos de governanca em redes de suprimentos sustentaveis sao praticas utilizadas pelas empresas para gerenciar os relacionamentos com os seus fornecedores. Nesse sentido, os instrumentos de governanca em redes de suprimentos sustentaveis podem ser entendidos como praticas, iniciativas e processos usados pela empresa focal para coordenar as relacoes entre as funcoes internas e de departamentos, com os demais membros da rede de suprimentos com o proposito de implementar com sucesso a abordagem de sustentabilidade corporativa (Gimenez e Sierra, 2013; Formentini e Taticchi, 2016).

Neste estudo serao analisados, teoricamente, os instrumentos formais e informais de governanca em redes de suprimentos sustentaveis. Para isso serao adotados, como instrumentos formais de governanca, os contratos e as normas ambientais e, como instrumentos informais de governanca, a confianca e a cooperacao. Esses instrumentos de governanca (formais e informais) foram escolhidos em funcao da relevancia e recorrencia dos mesmos na literatura sobre GSCM.

Instrumentos formais

Contratos sao instrumentos formais de governanca que representam promessas e obrigacoes para realizar acoes especificas no futuro (Macneil, 1980). Quanto maior a complexidade do contrato, maior a especificacao de promessas, obrigacoes e procedimentos para a resolucao de conflitos, assim como o detalhamento de papeis, responsabilidades, descricao de monitoramento e penalidades e resultados a serem atingidos (Poppo e Zenger, 2002). As salvaguardas contratuais sao eficazes em condicoes com alta especificidade de ativos, o que inibe comportamentos oportunistas (Williamson, 1985), porem condicoes como dificuldade de medicao e incerteza tecnologica estao associados a riscos, que estimulam a complexidade de contratos e em decorrencia o custo incidente (Poppo e Zenger, 2002). A opcao por contratos formais sugere suspeicao entre parceiros, o que inibe a confianca e estimula comportamento oportunista (Ghoshal e Moran, 1996). Adicionalmente, os contratos formais comprometem o desenvolvimento de competencias para uma governanca relacional (Poppo e Zenger, 2002). Na gestao ambiental, a formalizacao pode ter, como base, normas ambientais (Tachizawa e Wong, 2015), as quais possibilitam a uniformizacao de conceitos, ordenacao de atividades e o estabelecimento de padroes e condutas reconhecidas pela totalidade dos atores envolvidos em atividades com impacto ambiental e asseguram a sustentabilidade dos processos produtivos. Nesse sentido, devem ser estabelecidas por meio das normas ambientais e sociais, requisitos minimos para que a rede tenha um desempenho ambiental satisfatorio, que oriente as praticas de sustentabilidade em uma rede de suprimentos (Seuring e Muller, 2008).

Instrumentos formais de governanca, como normas e processos de producao, permitem evolucao no desempenho, asseguram legitimidade e exercem controle por meio de seu cumprimento (Pilbeam et al., 2012). Os autores afirmam que normas estabelecidas por uma empresa lider e/ou agentes externos podem ser instrumentos eficazes e eficientes de governanca em rede de suprimentos. Entretanto, a literatura registra condicoes adversas a confiabilidade das normas ambientais em funcao de contextos como comoditizacao dos sistemas de auditoria e corrupcao (Lee et al., 2012).

Diante das indicacoes teoricas apresentadas, constroem-se as seguintes proposicoes:

Proposicao 1a: Instrumentos formais de governanca podem ter influencia positiva na inducao de praticas sustentaveis na rede de suprimentos.

Proposicao 1b: Instrumentos formais de governanca podem ter influencia negativa na inducao de praticas sustentaveis na rede de suprimentos.

Instrumentos informais

Instrumentos informais de governanca demandam fundamentalmente confianca, que pode ser entendida como a disposicao que um individuo tem em colocar-se na dependencia do outro (Morgan e Hunt, 1994). Os autores afirmam que a existencia de confianca esta relacionada a existencia do comprometimento e que a confianca e fundamental para trocas relacionais. A relacao de confianca em uma rede colaborativa requer acoes das partes nos dois sentidos: ser confiavel e ter disposicao para confiar, e que uma parte nao vai explorar as vulnerabilidades da outra (Zhang e Aramyan, 2009). Ballou et al. (2000) apontam que a confianca pode ser vista como um mecanismo informal importante na construcao de cooperacao em uma rede de suprimentos. A confianca e o atributo que permite a cooperacao e a colaboracao dentro de uma organizacao e entre os seus parceiros da rede de suprimentos (Mariotti, 1999). Adicionalmente, a falta de confianca no relacionamento comprador-fornecedor pode levar a uma menor transparencia do fornecedor durante as auditorias ambientais e pode esconder possiveis problemas (Tachizawa e Wong, 2015).

A cooperacao pode ser entendida como a crenca compartilhada e a expectativa de que as partes devem trabalhar de forma conjunta para alcancar objetivos mutuos (Zhang e Aramyan, 2009). A cooperacao e uma tatica orientada para beneficios mutuos entre as partes, e os ganhos devem ser maiores do que os riscos (Monticelli, 2015). Esta ligada a acoes inversas a competicao no sentido de trabalho complementar e busca alcancar resultados para ambas as partes (Winckler e Molinari, 2011), sendo que a cooperacao relacional pode compensar a inflexibilidade da governanca contratual e aumentar a confianca (Tachizawa e Wong, 2015). Na gestao das redes de suprimentos sustentaveis ha uma necessidade maior de cooperacao entre as empresas parceiras (Seuring e Muller, 2008).

A governanca informal em redes de suprimentos sustentaveis tem se tornado importante por diversas razoes: 1) a governanca informal pode ser utilizada quando controles formais sao dificeis e caros; 2) o controle social facilita o aumento da transparencia e o controle de ONGs, quando comparada a estruturas burocraticas; 3) a bonificacao de fornecedores e uma alternativa positiva quando da deteccao de problemas e proposicao de solucoes e superior a punicao por descumprimentos de acordos (Lee et al., 2012; Tachizawa e Wong, 2015).

Diante das indicacoes teoricas apresentadas, constroi-se a seguinte proposicao:

Proposicao 2: Instrumentos informais de governanca influenciam positivamente na inducao de praticas sustentaveis na rede de suprimentos.

Apresentacao do Modelo Conceitual

Para uma compreensao teorica da influencia dos instrumentos de governanca na inducao de praticas sustentaveis na rede de suprimentos, foi elaborado um modelo conceitual (Figura 1). Esta concepcao alinha-se ao modelo proposto por Tachizawa e Wong (2015), que relaciona instrumentos de governanca com desempenho ambiental. O modelo teorico e composto por tres proposicoes (P1a, P1b e P2) e tem como unidade de analise a rede de suprimentos, a medida que o desempenho ambiental de uma empresa focal envolve necessariamente o impacto ambiental ao longo de toda a sua rede de suprimentos (Tachizawa e Wong, 2015).

A proposicao P1a, de que os instrumentos formais de governanca influenciam positivamente na inducao de praticas sustentaveis na rede de suprimentos, segue o entendimento de que os instrumentos formais de governanca estao relacionados a um melhor desempenho ambiental em um ambiente de grande incerteza (Alvarez et al., 2010), e sao eficazes em condicoes com alta especificidade de ativos, condicao essa que inibe o comportamento oportunista (Williamson, 1985). Nesse sentido, os instrumentos formais de governanca, como as normas ambientais e os contratos, podem ser um importante meio para implementar praticas ambientais em uma rede de suprimentos (Seuring e Muller, 2008). Diante dessas evidencias teoricas, sugere-se a relacao positiva apresentada.

A proposicao P1b de que os instrumentos formais de governanca influenciam negativamente na inducao de praticas sustentaveis na rede de suprimentos, segue a orientacao de que o controle formal excessivo demanda em alto custo contratual e normativo para as organizacoes (Huang et al., 2014) e pode, em alguma medida, prejudicar a governanca relacional (Poppo e Zenger, 2002), que no contexto de redes de suprimentos sustentaveis e uma importante ferramenta no estimulo de iniciativas de sustentabilidade (Gimenez e Sierra, 2013). Diante dessas evidencias teoricas, sugeriu-se a relacao negativa apresentada.

A proposicao P2, de que os instrumentos informais de governanca influenciam positivamente na inducao de praticas sustentaveis na rede de suprimentos, segue o principio de que esses instrumentos podem agir de forma positiva em diversas circunstancias. Os instrumentos informais geram resultados cooperativos superiores, uma vez que induzem iniciativas de cooperacao e apresentam menor custo de transacao e adaptacao (Dyer e Singh, 2012), ao mesmo tempo que facilitam o desenvolvimento de uma rede de suprimentos sustentavel, ja que nesse tipo de rede ha uma necessidade maior de cooperacao. A confianca leva a uma maior transparencia no relacionamento entre comprador-fornecedor e incentiva o fornecedor a revelar os seus problemas durante as auditorias ambientais e a construir uma cultura ambiental (Tachizawa e Wong, 2015). Diante dessas evidencias teoricas, sugeriu-se a relacao positiva apresentada.

Conclusao

Este estudo procurou explorar teoricamente a relacao entre os instrumentos formais e informais de governanca e a inducao de praticas verde na rede de suprimentos. Baseado na literatura pesquisada, foram elaboradas proposicoes e um modelo teorico de representacao da influencia desses instrumentos. Pode-se verificar, por meio dos resultados do presente estudo, que instrumentos formais de governanca (contratos e normas ambientais) podem influenciar positiva e/ou negativamente na inducao de praticas sustentaveis na rede de suprimentos, entretanto, depreendeu-se da investigacao a influencia positiva de instrumentos informais (confianca e cooperacao), principalmente em arranjos cooperativos, como redes interorganizacionais. Esta pesquisa contribui para a teoria de rede de suprimentos, GSCM e governanca, pois oferece elementos para a compreensao da influencia dos instrumentos de governanca na inducao de praticas verdes em rede de suprimentos. Este trabalho fornece implicacoes praticas para gestores de rede de suprimentos ao identificar a necessidade de atentarem-se a distintos instrumentos de governanca na inducao de praticas de GSCM.

O desenvolvimento de proposicoes teoricas colabora com a compreensao da pratica e/ou fornece estrutura conceitual para sua aplicacao empirica a partir da validacao dos argumentos apresentados pelos autores.

A ausencia de estudos de casos pode ser entendida como uma limitacao desse estudo. A aplicacao pratica do modelo proposto em diferentes contextos organizacionais de redes de suprimentos sustentaveis, por meio de investigacao empirica, pode validar os construtos teoricos apresentados.

Em relacao a limitacao teorica, esta pesquisa apresenta um numero restrito de instrumentos de governanca formais e informais. Para futuras pesquisas, sugere-se a selecao e utilizacao de outros instrumentos de governanca.

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(1) Uma versao do presente artigo (Oliveira et al., 2013) esta registrado nos Anais do XVIII Encontro Internacional sobre Gestao Empresarial e Meio Ambiente (ENGEMA).

Recebido: 18/07/2018. Modificado: 19/04/2019. Aceito: 25/04/2019

Mara Cristina Cardoso de Oliveira. Mestre em Administracao, Universidade Paulista (UNIP), Brasil. e-mail: maraccoliveira@yahoo.com.br

Marcio Cardoso Machado (Autor de correspondencia). Doutor em Engenharia de Producao, Universidade de Sao Paulo (USP), Brasil. Professor, UNIP, e Pontificia Universidade Catolica de Sao Paulo (PUC-SP), Brasil. Endereco: Rua Dr. Bacelar, 1212--Vila Clementino--Sao Paulo--SP--CEP 04026-002--Sao Paulo--SP, Brasil. e-mail: marcio.machado@docente.unip.br

Maciel M. Queiroz. Doutor em Engenharia Naval, USP, Brasil. Professor, UNIP, Brasil. e-mail: maciel.queiroz@usp.br

Renato Telles. Doutor em Administracao, USP, Brasil. Professor, UNIP, Brasil. e-mail: rtelles1@gmail.com

Leyenda: Figura 1: Modelo conceitual das proposicoes teoricas.
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Author:Cardoso de Oliveira, Mara Cristina; Cardoso Machado, Marcio; Queiroz, Maciel M.; Telles, Renato
Publication:Interciencia
Article Type:Bibliografia
Date:Apr 1, 2019
Words:6208
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