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Knowledge of the companions/caregivers of victims of stroke in a hospital context/O conhecimento de acompanhantes/cuidadores de vitimados por acidente vascular cerebral no contexto hospitalar/El conocimiento de acompanantes/cuidadores de victimas por accidente en el contexto hospitalario.

Introducao

Atualmente, O acidente vascular cerebral (AVC) constitui-se numa das principais causas de obito na populacao adulta (1). No entanto, a mortalidade e apenas uma das medidas de saude publica do impacto do AVC. Outra igualmente importante e a sequela e, consequentemente, improdutividade, perda da qualidade de vida e aposentadoria precoce do individuo (2).

Nas situacoes de alta hospitalar, muitos dos vitimados por AVC continuam requerendo cuidados especiais em virtude das incapacidades residuais. Desse modo, na maioria dos casos, a familia, na condicao de cuidador informal, assume a responsabilidade dos cuidados no domicilio. No entanto, para assegurar a continuidade dos cuidados, a prevencao de compli cacoes e a reducao das reinternacoes, faz--se indispensavel a preparacao do cuidador familiar no ambito hospitalar, mesmo em face do acompanhamento implementado pela estrategia saude da familia (ESF) no domicilio, para assegurar melhoria na qualidade de vida do paciente.

O estudo objetivou investigar o conhecimento de acompanhantes/cuidadores sobre o cuidar de pacientes hospitalizados por AVC.

Revisao de literatura

No Brasil, o AVC situa--se entre a primeira e a terceira causa de mortalidade, a depender do ano e Estado da federacao. De acordo com estimativas, aproximadamente 85% dos casos sao de origem isquemica e 15% hemorragicos (3).

A taxa de mortalidade da doenca, no Ceara, foi de 44,8/100.000 habitantes, em 2005; as doencas do aparelho circulatorio representaram 25,4% de todas as internacoes no Sistema Unico de Saude (SUS) dos individuos com mais de 65 anos (4).

Como observado, a incidencia do AVC vem crescendo em decorrencia do aumento da expectativa de vida e das mudancas no estilo de vida. Um estudo (5) comprova que a incidencia de AVC e maior apos os 65 anos, e ha um aumento do risco com a idade. Este envelhecimento da populacao, associado a fatores de risco para doenca cerebrovascular como hipertensao arterial, Diabetes Meuitus, tabagismo, consumo de alcool, dislipidemia e obesidade, explica, em parte, a alta incidencia do AVC (6).

No entanto, a mortalidade nao e a unica medida de saude publica do impacto do AVC, outra igualmente importante e a sequela e, consequentemente, a improdutividade, perda da qualidade de vida e aposentadoria precoce do individuo (3).

Ademais, o alto numero de hospitalizacoes por AVC gera um aumento significativo nos custos das internacoes hospitalares. Diante disso, torna--se imprescindivel a parceria das instituicoes hospitalares e da familia do paciente para o planejamento da alta hospitalar o mais rapido possivel, com vistas a reduzir a permanencia hospitalar e aumentar a oferta de leitos. Nesse contexto, o estado de saude do paciente e a preparacao adequada da familia sao fatores intervenientes no processo de desospitalizacao.

Metodologia

Trata-se de estudo descritivo, utilizado por investigadores quando buscam maiores informacoes de uma situacao conhecida, visando analisar o fenomeno em usar variaveis e/ou categories (7).

A pesquisa foi realizada em hospital terciario do SUS, situado na cidade de Fortaleza-CE, possui dor de 10 unidades de internacao destinadas a pacientes adultos, no total de 300 leitos. Os setores pesquisados foram duas enfermarias, uma neurologica e outra clinica, com capacidade para 24 e 22 leitos respectivamente. O servico conta com equipe multidisciplinar composta por medicos, enfermeiros, auxiliares e tecnicos de enfermagem, fisioterapeutas, nutricionistas assistentes sociais, farmaceuticos e demais profissionais de saude.

Participaram do estudo 14 pacientes com AVC e seus respectivos cuidadores, no periodo de abril e maio de 2011, selecionados por amostragem intencional. Foram estabelecidos os seguintes criterios de inclusao da amostra: ser paciente hospitalizado com o diagnostico medico de AVC e possuir cuidador/ acompanhante durante a hospitalizacao. Elegeu--se como criterio de exclusao: o cuidador apresentar estado fisico ou mental comprometido, de modo a inviabilizar a realizacao da entrevista.

Para coleta dos dados trabalhou-se com entrevista semiestruturada composta por dados relacionados a pessoa vitima de AVC (variaveis sociodemograficas, grau de incapacidade e dependencia para as atividades de vida diaria); e questoes direcionadas para os cuidadores, concernentes aos cuidados prestados no ambiente hospitalar ao paciente com AVC. Mensurou--se o grau de dependencia do paciente com AVC pelo Indice de Barthel, e o de incapacidade pela Escala de Rankin modificada. De modo complementar a entrevista semiestruturada, procedeu-se a observacao simples, com os dados registrados em diario de campo.

As informacoes relacionadas aos pacientes foram organizadas em banco de dados no Programa Microsoft Office Excel[R], 2010. Em seguida, procedeu-se a analise estatistica, com frequencia absoluta e porcentual, e apresentacao dos dados em tabelas e respectiva discussao com respaldo na literatura pertinente.

O material coletado advindo das questoes direcionadas para os cuidadores foi organizado e analisado segundo a tecnica de analise categorial tematica (8), de acordo com os passos a seguir: efetuou-se a transcricao das entrevistas na integra, seguida de leitura flutuante, constituindo o corpus do trabalho. Apos leituras sucessivas e exploracao do material, procedeu-se ao recorte do texto em unidades de registro, as quais possibilitaram a formacao das categorias tematicas seguintes: Caracterizacao sociodemografica de pacientes hospitalizados por AVC; O estado clinico dos vitimados por AVC no hospital; O saber-fazer do cuidador no hospital.

O estudo derivou-se do projeto de pesquisa de iniciacao cientifica da Universidade Estadual do Ceara intitulado O processo saude--doenca no cotidiano de pessoas com hipertensao arterial e diabetes mellitus em contexto hospitalar e domiciliar: significados e crencas. O mencionado projeto vem sendo desenvolvido desde agosto de 2010. Em consonancia com os preceitos eticos e legais em pesquisa com seres humanos, cumpriram-se as exigencias da Resolucao no 196/96, do Conselho Nacional de Saude (9), bem como se obteve a assinatura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido pelos participantes do estudo. Como exigido, o projeto de pesquisa foi aprovado pelo Comite de Etica em Pesquisa (CEP) da Universidade Estadual do Ceara (UECE) sob o parecer no. 05050534-3, obtendo tambem aprovacao na instituicao pesquisada sob o registro 140601/07.

Resultados e discussao

Caracterizacao sociodemografica de pacientes hospitalizados por AVC

Ao analisar as variaveis sociodemograficas do grupo de pacientes com AVC, verificou-se serem eles predominantemente do sexo masculino, 9 (64,3%) individuos; terem convivencia com parceiro, 8(57,1%); idade media de 62,3 anos; escolaridade media de 4,7 anos de estudo; e rendimento medio de R$ 934,2/mes. As variaveis escolaridade e renda apresentaram maior concentracao em valores baixos, conforme mostra a Tabela 1.

A baixa escolaridade e indicada por autores5,6,10 como um aspecto prejudicial ao entendimento da doenca e dos cuidados requeridos em ambito domiciliar, favorecendo a ocorrencia de novas complicacoes decorrentes do AVC.

Identificou-se a ocorrencia de fatores de risco para doenca cerebrovascular e comorbidade, cujos dados estao dispostos na Tabela 2. Desse modo, dos 14(100%) pacientes hospitalizados com AVC, 9(64,3%) eram hipertensos, 6(42,9%) diabeticos, 9(64,3%) fumantes, 4(28,6%) consumiam alcool e 1(7,1%) apresentou AVC previo. Segundo evidenciado, os fatores de risco encontrados diferem daqueles enumerados em determinado estudo, no qual pacientes com AVC, na cidade de Fortaleza, Ceara, tem alta frequencia de hipertensao arterial e menor frequencia de tabagismo e consumo de alcool (6). Com relacao a pratica de exercicios, apenas dois pacientes a realizavam, na modalidade caminhada, previamente ao episodio de AVC. Consoante os dados, os pacientes hospitalizados detinham comorbidades associadas ao AVC, portanto, precisam receber orientacoes especificas para controlar fatores de risco e prevenir a manifestacao de complicacoes clinicas.

Entre os pacientes, 8(57,2%) residiam com filhas e 6(42,8%) com conjuge feminino. Conforme relatado, estas seriam as responsaveis pelo cuidado do paciente no domicilio. A literatura aponta para o manejo cada vez mais comum das incapacidades geradas pelo AVC no contexto domiciliar e a familia, prestadora direta dos cuidados domiciliares, precisa estar preparada para esse fim (11). Nesse sentido, o enfermeiro deve vislumbrar a familia como participante do tratamento. E preciso, pois, proporcionar-lhe suporte nao apenas para cuidar do paciente, mas, sobretudo, para enfrentar, compreender e compartilhar a situacao de doenca. Um estudo ressaltou que os cuidadores familiares, na maioria dos casos, sao do genero feminino, filhas ou esposas, e em geral, nao tinham nenhuma experiencia nessa atividade (12).

O estado clinico dos vitimados por AVC no hospital

Observou--se o estado de saude dos pacientes relacionado ao grau de dependencia para as atividades de vida diaria. Para isto, utilizou-se o indice de Barthel. Procedeu-se a avaliacao junto ao paciente e, quando este nao apresentava condicoes de responder, solicitavam-se informacoes ao cuidador.

O indice de Barthel e um instrumento amplamente usado para medir a capacidade da pessoa para a realizacao de 10 atividades de vida diaria (alimentacao, banho, higiene pessoal, vestuario, controle de intestinos, controle da bexiga, locomocao ate o banheiro, transferencia da cama para a cadeira, marcha e escadas). E uma escala que ajuda a orientar as acoes das pessoas encarregadas de acompanhar o paciente no progresso da capacidade funcional. Tambem e utilizada para avaliacao de outras desordens neurologicas. O escore normal e de 100 (maximo), com pontuacoes indicando o grau de dependencia. As atividades sao avaliadas com graduacoes diferentes, podendo-se atribuir 0, 5, 10 ou 15 pontos (13). A pontuacao inicial superior a 60 se relaciona com menor duracao do periodo de hospitalizacao e maior probabilidade de reintegrarse a vida na comunidade apos a alta hospitalar (14).

Os pacientes do estudo possuiam elevado grau de dependencia, pois 9(64,3%) apresentavam dependencia total, com pontuacao variavel de 10 a 20 pontos. Eram pacientes restritos ao leito em virtude de deficit motor importante (hemiplegia/hemiparesia), alimentados por sonda nasogastrica e que faziam uso de sonda vesical de demora, em face de incontinencia urinaria. Constatou-se em 3(28,5%) pacientes dependencia severa com pontuacoes equivalentes a 40, 45 e 55; e 2(14,3%) pacientes com dependencia moderada, pontuando 65 e 80. Quanto a presenca de ulceras por pressao, 7 (50%) possuiam a lesao em pelo menos uma das regioes corporais: sacral, trocanterica e calcaneos.

O grau de incapacidade dos pacientes foi avaliado pela Escala de Rankin modificada. Dos sujeitos pesquisados, 8(57,2%) denotavam incapacidade grave, com pontuacao 5, ou seja, estavam restritos a cama, com incontinencia urinaria e/ou fecal. Logo, requeriam cuidados e atencao continua de enfermagem. A Escala de Rankin e essencialmente usada para avaliacao da incapacidade global, em particular da incapacidade fisica (14).

Mostrou-se relevante fazer a caracterizacao dos pacientes com AVC por se constituir num fator preditivo de cuidados a serem implementados tanto pela equipe de enfermagem da unidade hospitalar quanto pelos cuidadores. Desse modo, quanto maior o grau de incapacidade e de dependencia para a realizacao das atividades de vida diaria, maior a demanda de cuidados a serem executados pelo cuidador.

O saber-fazer do cuidador no hospital

O saber dos cuidadores sobre o adoecimento limitavase as sequelas neurologicas manifestadas pelos pacientes em decorrencia do AVC. Evidenciouse conhecimento superficial e proveniente das experiencias empiricas na lida diaria com esses pacientes. Nenhum dos entrevistados mostrou conhecimento sobre os fatores etiologicos do AVC.

Averiguou-se a associacao do AVC com hipertensao arterial em dois pacientes. Em pessoas acometi das por AVC, o controle da pressao arterial e fundamental para evitar complicacoes clinicas importantes, inclusive recorrencia da doenca cerebro-vascular.

Conforme relatado, os cuidadores nao receberam orientacao sobre a doenca durante a hospitalizacao. O conhecimento sobre fisiopatologia, fatores de risco, sintomas e condutas da populacao em geral constitui importante instrumento para a reducao da morbimortalidade por AVC. Em estudo realizado no Rio Grande do Sul, verificou-se que, numa amostra de 483 individuos, o conhecimento acerca do AVC foi considerado inadequado em 97,7% dos individuos. Como principal fator para o mau desempenho, identificou-se a baixa escolaridade (15).

Acoes educativas direcionadas para a familia e para o cuidador sobre o AVC e seus fatores de risco devem ser priorizadas pela equipe de saude, sobremodo pelo enfermeiro, pois trarao resultados favoraveis na prevencao e no tratamento da doenca. Em um estudo de revisao integrative (16) realizado com cuidadores de idosos, identificou-se desgaste e desamparo pelo cansaco nas atividades cotidianas associadas a falta de informacoes para o cuidado. O ato de cuidar e complexo e requer planejamento adequado junto aos familiares. Assim, destaca-se o papel do enfermeiro em parceria com o cuidador para possibilitar a sistematizacao dos cuidados domiciliares, privilegiando-se aqueles relacionados a promocao da saude, a prevencao de incapacidades e a manutencao da capacidade funcional do paciente e do proprio cuidador.

Conforme observado, os cuidados hospitalares executados pelos cuidadores eram inerentes as atividades da vida diaria e certos procedimentos de competencia da equipe de enfermagem; 92% correspondiam a higiene do paciente; 64,3% aos cuidados com a alimentacao, inclusive administracao de dieta por sonda nasogastrica; 93% a mudanca de decubito; 42,8% ao esvaziamento do coletor de urina; 42,8% a administracao de medicamentos por via oral e 57,2% ao auxilio da prevencao de quedas.

Cabe ao cuidador acompanhar e auxiliar a pessoa a se cuidar naquilo em que ela nao consegue fazer sozinha. Nesse contexto, e preciso lembrar: nao fazem parte da rotina do cuidador tecnicas e procedimentos identificados com profissoes legalmente estabelecidas, particularmente com a enfermagem (17).

Ademais, o ato de cuidar nao caracteriza o cuidador como profissional de saude. Dessa forma, as atividades sob responsabilidade do cuidador deveriam ser planejadas junto ao enfermeiro e a familia. Portanto, deve-se esclarecer o cuidador sobre os procedimentos de sua competencia, bem como reconhecer sinais de perigo (18).

Conforme se depreende, a situacao verificada no estudo e preocupante, pois, nenhum dos cuidadores afirmou ter recebido preparacao especifica para desempenho de tais cuidados, ou seja, as executavam de forma empirica. Situacao semelhante foi evidenciada em ambito domiciliar em outro estudo (11), realizado tambem no municipio de Fortaleza-CE, na qual a maioria dos cuidadores afirmou implementar os cuidados a partir de conhecimentos da pratica cotidiana e pela observacao do trabalho dos profissionais durante a hospitalizacao do familiar. Autores destacam os beneficios para o bemestar e qualidade de vida do paciente com AVC quando o cuidador e devidamente preparado (19).

Nesse sentido, e indispensavel que o enfermeiro busque estrategias junto aos demais profissionais de saude na preparacao especifica do cuidador mediante a identificacao das necessidades de saude conforme a situacao clinica de cada paciente.

Conclusao

Os pacientes do estudo possuiam elevado grau de dependencia para a realizacao das atividades de vida diaria e alto grau de incapacidade fisica decorrente das sequelas do AVC. Portanto, precisavam de um cuidador.

Apesar da amostra reduzida nao permitir generalizar os achados, a caracterizacao dos pacientes foi util e demonstrou a necessidade urgente de preparo da familia e do cuidador sobre o AVC, seus fatores de risco e cuidados gerais com o paciente ainda no ambiente hospitalar.

As atividades desempenhadas pelo cuidador de tais pacientes durante a hospitalizacao relacionaram-se com as atividades de vida diaria como higiene, alimentacao, mudanca de decubito, administracao de medicamentos por via oral e auxilio na prevencao de quedas. Observouse, na instituicao hospitalar, cuidadores executando procedimentos de competencia da equipe de enfermagem. Trata-se de uma situacao merecedora de atencao do enfermeiro. Foi investigado o conhecimento dos cuidadores sobre a doenca e que se evidenciou rudimentar, limitado as sequelas apresentadas pelos pacientes. Quanto aos cuidados, foi identificado o despreparo dos cuidadores, os quais exerciam seu fazer de forma empirica.

Diante dos resultados obtidos, salienta--se a importancia da educacao em saude junto a pacientes e familiares/cuidadores sobre os temas--a doenca, reconhecimento dos sinais e sintomas do AVC, controle dos fatores de risco e cuidados domiciliares apos a alta hospitalar. E relevante capacitar a familia e o cuidador para a realizacao dos cuidados com o paciente, pois favorece a continuidade da assistencia, e previne a ocorrencia de complicacoes.

Recebido em: 06.06.2012 Aprovado em: 26.01.2013

Referencias

(1.) Giles MF Rothwell PM. Measuring the prevalence ofstroke. Neuroepidemiolpgy. 2008; 30 (4): 205-6.

(2.) Araujo DV, Teich V Passos RBF, Martins SCO. Analise de custo-efetividade da trombolise com alteplase no acidente vascular cerebral. Arq Bras Cardiol. 2010; 95:12-20.

(3.) Sociedade Brasileira de Doencas Cerebrovasculares (Br). Primeiro consenso brasileiro para trombolise no acidente vascular cerebral isquemico agudo. Arq Neuropsiquiatr. 2002; 60:675-80.

(4.) Secretaria Estadual de Saude (CE). Indicadores e dados basicos de saude. Ceara (CE): SESA; 2007.

(5.) Fonseca NR, Penna AFG. Perfil do cuidador familiar do paciente com sequela de acidente vascular encefalico. Cienc Saude Coletiva. 2008; 13:1175-80.

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(17.) Ministerio da Saude (Br). Secretaria de Atencao a Saude. Guia pratico do cuidador. Brasilia (DF): Editora MS; 2008.

(18.) Marin MJS, Angerami ELS. Caracterizacao de um grupo de idosas hospitalizadas e seus cuidadores visando o cuidado pos alta hospitalar. Rev esc enferm USP. 2002; 36:33-41.

(19.) Machado ALG, Silva MJ, Freitas CHA. Assistencia domiciliaria em saude: um olhar critico sobre a producao cientifica de enfermagem. Rev Bras Enferm. 2011; 64:365-9.

Natalia Pimentel Gomes Souza [I]

Samia Jardelle Costa de Freitas Maniva [II]

Consuelo Helena Aires de Freitas [III]

[I] Enfermeira. Aluna do Mestrado Academico em Cuidados Clinicos e Saude da Universidade Estadual do Ceara. Membro do Grupo de Pesquisa Saude do Adulto e Familia. Fortaleza, Ceara, Brasil. E-mail: nataliapimentel88@yahoo.com.br

[II] Enfermeira. Mestre em Cuidados Clinicos e Saude pela Universidade Estadual do Ceara. Membro do Grupo de Pesquisa Saude do Adulto e Familia. Fortaleza, Ceara, Brasil. E-mail: samia.jardelle@gmail.com.

[III] Doutora em Enfermagem. Professora do Departamento de Enfermagem da Universidade Estadual do Ceara. Lider do Grupo de Pesquisa Saude do Adulto e Familia. Fortaleza, Ceara, Brasil. E-mail: consueloaires@yahoo.com.br.
TABELA 1: Distribuicao de pacientes com acidente vascular
encefalico, segundo dados sociodemograficos. Fortaleza-CE,
2011. (N=14)

Variaveis                        f         %

Sexo
  Masculino                      9        64,3
  Feminino                       5        35,7
Convivencia
  Com companheiro                8        57,1
  Sem companheiro                6        42,9
  Total
                               Media    Desvio-
                                         padrao
Idade                           68,3      21,6
Escolariade (anos de estudo)    4,7       4,6
Renda (R$/mes)                 934,2     400,8

TABELA 2: Distribuicao dos fatores de risco para doenca
cerebrovascular em pacientes com acidente vascular
encefalico. Fortaleza-CE, 2011.(N=14)

Fatores de risco para doenca
cerebrovascular                         f      %

Hipertensao arterial sistemica
  Presente                              9    64,3
  Ausente                               5    35,7
Diabetes Melitus
  Presente                              6    42,9
  Ausente                               8    57,1
Tabagismo
  Presente                              9    64,3
  Ausente                               5    35,7
Consumo de alcool
  Presente                              4    28,6
  Ausente                              10    71,4
Acidente vascular encefalico previo
  Sim                                   1     7,1
  Nao                                  13    92,9
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Title Annotation:articulo en portugues
Author:Souza, Natalia Pimentel Gomes; Maniva, Samia Jardelle Costa de Freitas; de Freitas, Consuelo Helena
Publication:Enfermagem Uerj
Date:Jan 1, 2013
Words:3333
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