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Knowledge of and compliance with universal precautions: students dealing with biohazards in Brazil and Colombia/Conhecimento e adesao as precaucoes padrao: Estudantes diante dos riscos biologicos no Brasil e na Colombia/ Conocimiento y adhesion a las precauciones universales: estudiantes frente a los riesgos biologicos, en Brasil y en Colombia.

Cerca de 400 milhoes de pessoas, ou 5,7 % da populacao do planeta sao portadores do virus da Hepatite B (VHB) (1), e mais de 180 milhoes de individuos no mundo, ou 2,5% (1,5 a 3 %) da populacao mundial, sao portadores cronicos do virus da Hepatite C (VHC) (2). O Virus da Imunodeficiencia Humana (VIH) em 2012 havia infectado cerca de 40 milhoes de pessoas (3). Profissionais da saude tem a probabilidade de infeccao por exposicao percutanea perfuro cortante de 6 a 31 % para a Hepatite B (4), de 1,8 % para Hepatite C (5), e de 0,3 % para o HIV (6). Estima-se em todo o mundo, 35.7 milhoes de trabalhadores da saude e profissoes relacionadas estao em risco anual de doencas por contato com microrganismos de transmissao percutanea (6), dos quais, segundo a Organizacao Mundial da Saude (OMS) e estudos nacionais e internacionais (7), 2 100 000, 926 000 e, 327 000 profissionais da saude anualmente estao em risco de acidentes com perfurocortantes contaminados com HBV, HCV e, HIV, podendo provocar 70 000, 15 000 e, 1 000 infeccoes.

Apesar das precaucoes padrao criadas em 1981 pelo Centro de Controle de Doencas (CDC/USA), inicialmente denominadas de precaucoes universais, serem consideradas eficazes para proteger os profissionais de saude, os pacientes e o publico (7,8) e, igualmente reduzirem as infeccoes hospitalares (9), tais precaucoes nem sempre sao adotadas. Seu nao cumprimento pode refletir em maiores taxas de incidencia de acidentes de trabalho por exposicao a fluidos corporais e materiais perfuro-cortantes (8-10. Medicos, dentistas, enfermeiros, profissionais de laboratorios e de centros de dialises estao em alto risco de adquirir infeccoes por VHB (11). A maior prevalencia e encontrada em dentistas (12). Estudos demonstraram que os enfermeiros estao mais expostos a infeccoes (41%) que os medicos (31 %) (13).

O Brasil foi o primeiro pais a ter uma norma que regulamenta a saude e seguranca no setor da saude (NR-32) que estabelece os requisitos e as diretrizes para protecao dos profissionais de saude (14). Por isso buscamos estimar a incidencia de acidentes com material biologico comparando hospitais trabalhando sob a NR32 e na sua ausencia, sob as normas padrao, como e o caso dos hospitais universitarios Brasil-Colombia. Propusemos avaliar se a implementacao da NR-32 contribui para diminuir os acidentes de trabalho alem do conhecimento sobre transmissao dos Virus das Hepatites B e C, e do VIH, bem como a adesao as precaucoes padrao.

Realizamos inicialmente um estudo piloto na Colombia e no Brasil para avaliar o instrumento bilingue e bidirecional Espanhol-Portugues e Portugues-Espanhol incluindo validacao de conteudo e verificacao da consistencia interna das escalas.

METODO

Desenho

Estudo piloto transversal desenvolvido de novembro de 2013 a janeiro de 2014 entre estudantes de medicina, enfermagem e odontologia do 6o ao 8o semestre, em duas Universidades: Brasil e Colombia, para avaliar o construto e consistencia interna do instrumento a ser utilizado em estudo prospectivo tipo coorte. Os participantes foram escolhidos intencionalmente.

Instrumento de Coleta

Elaboramos um questionario semiestruturado, com cinco secoes: 1. Socioeconomica e demografica; 2. Conhecimento sobre transmissao e risco para infeccoes dos virus das hepatites B e C e HIV, incluindo habitos sexuais; 3. Adesao as precaucoes padrao (PP), incluindo o esquema de vacinacao contra a Hepatite B; 4. Percepcao de suscetibilidade, acidentes de trabalho, e, 5. Facilitadores e obstaculos para cumprir as precaucoes padrao. A escala de conhecimento teve 12 perguntas (Quadro 1), com escore entre zero (nenhuma resposta correta) e 12 (todas as respostas corretas), baseada em escala utilizada por Janjua et al. que autorizaram sua utilizacao neste estudo (15).

As respostas as questoes sobre adesao as PP foram pontuadas como: Sempre=4, Frequentemente=3, Algumas vezes=2, Raramente=1 e Nunca=zero. A pergunta sobre reencape de perfurocortantes foi codificada de maneira reversa: Nunca=4, Raramente= 3, Algumas vezes=2, Frequentemente=1, e Sempre=0. A pergunta sobre vacina contra Hepatite B admitia resposta binaria, sim=1 e nao=zero. Os escores totais para adesao estiveram no intervalo entre zero e 41. (Quadro 2)

Pre-teste

Os questionarios em ingles foram traduzidos por um tradutor de lingua nativa para o Espanhol seguida de traducao para o Portugues e nova revisao nos dois idiomas (16). Verificamos a adequacao da lingua, clareza, semantica e idiomatica e a avaliacao das escalas com estudantes de medicina na Colombia e no Brasil. O estudo piloto binacional sucedeu ao pre-teste. As entrevistas foram conduzidas pela pesquisadora principal e dois entrevistadores (estudantes) previamente capacitados.

Analise estatistica

As variaveis categoricas foram quantificadas em percentagens e as continuas descritas por medias [+ or -] desvios padrao, quartis e valores minimos e maximos. Analisamos variaveis categoricas com testes qui-quadrado, medias com o teste t-student para amostras independentes. Criamos uma nova variavel em cada caso (conhecimento e adesao). Realizamos testes de Kolmogorov-Smirnov (K-S) e Shapiro-Wilk para avaliar a normalidade da distribuicao. Comparamos as medias das distribuicoes proximas da normalidade com o teste de ANOVA para amostras independentes (BrasilColombia). Distribuicoes nao normais foram comparadas com o teste de Kruskal-Wallis para medianas.

A consistencia interna das escalas de conhecimento foi avaliada com o coeficiente Alpha de Cronbach ([alpha]-Cr). A concordancia segundo o [alpha]-Cr varia de excelente ([alpha]-Cr >0,75); razoavel a boa (0,40< [alpha]-Cr<0,74) a fraca ([alpha]-Cr <0,40)'(16, 17). Consideramos adequado o grau de conhecimento ou adesao com escores iguais ou superiores a 75% (18). Este estudo foi aprovado no Brasil pelo Comite de Etica em Pesquisa (CONEP) com parecer no. 257.820 de 18 de marco de 2013, e na Colombia pelo Comite Institucional de Etica da Universidade "El Bosque" pela Ata No. 151 de 29 de novembro de 2011. Todos os participantes deste estudo assinaram o Termo de Consentimento Livre Esclarecido.

RESULTADOS

Pre-teste

Na Colombia, foram avaliados 22 estudantes com media (desvio-padrao-dp) de idade 21,86 (2,37), 59,1 % mulheres, 100 % solteiros, 59,1 % brancos, 90,9 % estudantes de medicina e 40,9 % do 50 periodo. Informaram que 50 % tiveram apenas um parceiro sexual no ultimo ano, 40,9 % nao usaram nenhum tipo de protecao e 27,3 % utilizaram preservativos. A media de conhecimento foi de 10,77 [+ or -] 1,23 com [alpha]-Cr de 0,411 (Minimo=8 e Maximo=12; Esperado=9). A media de adesao as PP foi 20,41 com [alpha]-Cr de 0,567 ([+ or -] 4,0; minimo=13 e maximo=28; Esperada=21). Esta escala continha apenas 4 possibilidades de resposta (nunca, ocasionalmente, a maioria das vezes e sempre).

No Brasil, foram pre-testados 24 estudantes e a media (dp) de idade foi de 20,38 (1,72), 50 % mulheres, 95,5 % solteiros, 95,5 % sem filhos, 86,4 % brancos, 100 % estudantes de medicina do 20 semestre. O relato de nenhum parceiro sexual no ultimo ano foi 40,9 %, 27,3 % nao usaram nenhum tipo de protecao e 36,36% utilizaram preservativo. A media de conhecimento foi de 8,52 [+ or -] 3,78 com [alpha]-Cr de 0,905 (Minimo=zero e Maximo=12; Esperado=9). A media de adesao as PP foi 23,00 [+ or -] 6,30 com [alpha]-Cr de 0,865 (Minimo=14 e Maximo=33; Esperada=27). A proporcao de acidentes com material biologico nos ultimos doze meses anteriores ao inquerito foi de 18,2 % (4) na Colombia e 4,3 % (1) no Brasil (p[less than or equal to]0,002).

Piloto

Avaliamos 51 estudantes, com media (DP) de idade de 21,78 (2,33), variando entre 19 e 32 anos, 84,3 % eram mulheres, 66,7 % de cor branca, 98,0 % solteiros sem filhos, 63,0 % com renda familiar de mais de 10 Salarios Minimos Mensais (SMM) para o ano de 2013, 47,1 % de medicina, e 70,6 % do 70 semestre.

Encontramos diferenca significativa nas variaveis: cor da pele autorreferida (p<0,002), curso de graduacao (p<0,010) e Renda Familiar Mensal (RFM) (p<0,021) (Tabelas 1 e 2).

Na Colombia, 23,1 % referiram ser indigenas e 11,5 % pardos, enquanto no Brasil encontramos 16,0 % de cor amarela. Em relacao ao curso de graduacao no Brasil, 68 % eram de medicina e na Colombia 61,5 % eram de enfermagem, e em relacao a RFM, na Colombia 56,5 % tem renda familiar inferior a 10 SMM e, no Brasil, 82,6 % estao acima dos 10 SMM.

Habitos sexuais

Os entrevistados descreveram o numero de parceiros sexuais no ultimo ano com media de 1,84 (1,33) parceiros na amostra, variando de 0 a 5 na Colombia, e de 0 a 6 ou mais no Brasil (p=0,821). Do total, 23,5 % nao tiveram nenhum parceiro, 45,1 % tiveram apenas um e 31,4 % tres ou mais parceiros. Quando perguntados sobre o uso de protecao no momento das relacoes sexuais, 23,5 % nao usaram nenhum tipo de protecao, e dos que se protegeram, 45,1 % utilizaram preservativo, sem diferenca entre os paises.

Escalas de Conhecimento

A media de conhecimento nos dois paises foi 10,88 ([+ or -] 0,952) pontos (Minimo-=8 e Maximo=12), mediana de 11,00 pontos (Minima esperada=9) com [alpha]-Cr = 0,823 e nao apresentou distribuicao normal (teste K-S p<0,017). Foi encontrada diferenca significativa (p<0,010) entre a media (DP) no Brasil de 11,24 (0,779) e na Colombia de 10,54 (0,989).

Escala de Adesao

A media (DP) de adesao as PP foi 33,69 ([+ or -] 3,36) pontos (Minimo=26 e Maximo=40; Minima esperada=30,75). O a-Cr foi de 0,741 com distribuicao normal (teste K-S p>0,88). O nivel de adesao as PPs segundo as co-variaveis foi diferente entre os cursos (p<0,001). Houve diferenca entre os estudantes de odontologia (37,00 [+ or -] 2,45) e os estudantes de medicina (32,91 [+ or -] 3,37) e de enfermagem (32,76 [+ or -] 2,66) (Figura 1).

A lavagem de maos; o uso de luvas, mascara, oculos e avental durante procedimentos; o reencape e descarte de objetos perfurocortantes, a lavagem das maos antes e depois de examinar o paciente, antes e depois de usar luvas, e antes e depois de entrar em contato com fluidos corporais, bem como a frequencia do uso de EPIs, nao mostraram diferenca entre os grupos (p>0,87).

A prevalencia de vacinacao foi de 82,4 % (42) com o esquema completo de vacinacao contra o VHB, 60,8 % (31), tendo tomado tres doses e 19,6 % (10) realizaram o esquema completo mais um reforco. A testagem de AntiHBs para determinar imunidade contra o virus foi relatada por 56,9 % (29) sendo reativos 51 % (26), sem diferenca entre os paises.

Acidentes e Suscetibilidade

Entre os participantes so um estudante de enfermagem sofreu acidente com material biologico no ultimo ano, tendo contato com urina ao realizar uma sondagem vesical, sem consequencias. A media de percepcao de susceptibilidade foi de 3,02 ([+ or -] 1,00), para um valor minimo esperado de 3,75 pontos. Apenas 9,8 % sentem-se suscetiveis o tempo todo, enquanto 3,9 % nunca se sentem em risco de adquirir doencas no desenvolvimento dos seus trabalhos nos centros de saude o nos hospitais. Nao encontramos diferenca entre os paises (p>0,32).

DISCUSSAO

Encontramos predominio de mulheres (84,3 %) nos grupos estudados sem diferenca entre os paises (p>0,703), similar aos achados em estudos na America Latina (19), e media de idade de 21,78 [+ or -] 2,33 semelhante a estudos no Brasil e na Colombia (20,21) e em outros paises (22).

Os resultados sobre habitos sexuais se assemelham aos encontrados na Espanha onde 70,7 % tiveram so um parceiro sexual no ultimo ano, e 67,8 % usaram preservativos, tanto para se proteger de doencas de transmissao sexual, como da gravidez (23).

Alem do estudo criador da escala de Janjua et al. no Paquistao (14) encontramos apenas outro que avalia conhecimento com itens similares mas sem criar uma escala (24). Janjua et al. (15) encontraram um a-Cr de 0,755. Este valor foi considerado excelente (17) e confiavel para medir o nivel de conhecimento em meios de transmissao dos virus das Hepatites B e C e do VIH. Nossa amostra apresentou [alpha]-Cr de 0,823 qualificando-a como boa preditora de conhecimento.

Encontramos no presente estudo um nivel alto de conhecimento sobre meios de transmissao das Hepatites B e C e do VIH alto (media=10,88 [+ or -] 0,952) comparado com o estudo de Janjua et al. (media entre 2,7 e 5,7) (15).

A escala que utilizamos para avaliar a adesao as PP foi baseada principalmente nos estudos norte-americanos (25) e Iraniano (26). A quantidade de perguntas foi modificada e o questionario original foi ajustado com os resultados do pre-teste (a=0,567). A escala passou de dez para onze itens com a inclusao de um item sobre descarte de perfurocortantes. Foi modificada a quantidade de possibilidades de resposta de quatro categorias (nunca, ocasionalmente, a maioria de vezes e sempre), como utilizado em multiplos estudos (15,27) para cinco como utilizadas por Askarian (28), com suas respectivas modificacoes linguisticas em espanhol e em portugues (Sempre, Frequentemente, Algumas vezes, Raramente, Nunca).

Encontramos na escala de adesao melhor consistencia intema, passando o [alpha]-Cr de 0,567 a 0,741; variando de pais a pais, com maior consistencia no Brasil (0,754), com melhor consistencia que a original realizada por Gershon em 1995, com [alpha]=0,65, mas similar a utilizada por Askarian, com [alpha]=0,765. Neste estudo o nivel de adesao as precaucoes padrao foi similar ao relatado em outros estudos 32,3 [+ or -] 3,5 (29).

As medias individuais do relato de uso de EPIs, neste estudo sao similares as encontradas com medicos no Brasil (29), Irao (30) e no Paquistao (15,31). Os procedimentos de descarte de perfurocortantes foi semelhante aos resultados do estudo de Janjua et al. que reporta 59,3 % de recape de agulhas (31). O esquema completo de vacina contra Hepatite B foi relatado por 82,4 % dos estudantes. Os participantes do presente estudo demonstraram nivel de adesao superior ao encontrado por Anjum et al. (24) 63,0 %, e Janjua et al. (31) 50.2 %.

A media de percepcao de susceptibilidade foi de 3,02 ([+ or -] 1,00; Minimo esperado=3,75) similar ao encontrado em estudo realizado no Paquistao (15). O numero de estudantes que relatou ter sofrido acidente durante o ultimo ano foi muito baixo (1) quando comparado com prevalencias elevadas (49,5 %) entre medicos em um Hospital Universitario no Brasil (29).

Assim, pudermos concluir que o conhecimento sobre meios de transmissao entre os estudantes nos dois paises e bom, ainda que seja mais alto no Brasil. A adesao as PP foi aceitavel mas baixa ainda para uso de oculos, mascara e o descarte de perfurocortantes, com melhor adesao entre os estudantes de odontologia. A imunizacao contra VHB entre os estudantes ainda e baixa.

Consideramos, que na medicina e noutras areas do conhecimento, as variaveis de interesse sao muitas vezes de natureza nao observavel. "Muitas sao conceitos e fenomenos que representam abstracoes usadas para comunicar, classificar, explicar ou generalizar. Se o que e pedido e uma "variavel latente" ou "um construto nao observavel", ele deve ser medido de maneira indireta por meio de "indicadores observaveis" (exemplo., respostas a perguntas de um questionario ou percepcoes). A forca desta medida depende da relacao entre estes indicadores observaveis e construcoes subjacentes. Se a relacao e fraca, as inferencias baseadas nela provavelmente serao imprecisas e incorretas" (32).

E fundamental criar instrumentos validos e de facil preenchimento para obter boa informacao, assim como utilizar pouco tempo dos sujeitos de pesquisa, em especial entre profissionais em estabelecimentos de saude, como hospitais, onde ha pouco tempo disponivel devido a extenuante rotina *

Colaboradores: EIGL, HRCF, e FHA, e FP foram os coordenadores do projeto e responsaveis pelo desenho do estudo. EIGL foi responsavel pela elaboracao do projeto. GSM contribuiu para a coleta de dados na Colombia, preenchimento do banco de dados e analise. VGL contribuiu para a coleta de dados no Brasil e CS ajudou na interpretacao dos dados. EIGL, FHA e HRCF redigeram o manuscrito. Todos os autores leram e aprovaram o manuscrito final.

Conflito de interesse: Nenhum.

DOI: http://dx.doi.org/10.15446/rsap.v17n3.44907

Agradecimentos: Aos participantes. EGLR agradece a Coordenacao de Aperfeicoamento de Pessoal de Nivel Superior (CAPES) pela concessao da bolsa doutorado junto ao Programa de Pos-Graduacao em Saude Coletiva: Area de concentracao Epidemiologia por medio do Convenio Internacional PEC-PG. A Universidade El Bosque (Colombia) pela concessao de apoio financeiro para a pesquisa. A Natalia Cabrera Oviedo pela ajuda com a coleta de dados na Colombia e nas analises. Ao Professor Naveed Z. Janjua por autorizar o uso e validacao da escala de conhecimento em portugues e espanhol.

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Ehidee I. Gomez-La Rotta [1,2], Francisco Hideo Auki [1], Celso Stephan [1], Veronica Gronau Luz [3], Francisco Pereira [2], Gustavo Ortega-Mora [2] e Heleno Rodrigues Correa-Filho [1]

[1] Faculdade de Ciencias, Departamento de Saude Coletiva Medicas. Universidade Estadual de Campinas. Brasil. eigola@hotmail.com; fhaoki@fcm.unicamp.br; celso.stephan@gmail.com; veronicaluz@uol.com.br; helenocorrea@uol.com.br

[2] Universidade El Bosque. Bogota, Colombia. pereirafrancisco@unbosque.edu.co; drortegagustavo@ gmail.com

[3] Faculdade de Ciencias da Saude, Universidade Federal da Grande Dourados. Dourados, Brasil. veronicaluz@uol.com.br.

Recebido 13 Junho 2014/Enviado para Modificacao 3 Agosto 2014/Aprovado 20 Janeiro 2015

Tabela 1. Comparacao das caracteristicas demograficas entre os
estudantes de graduacao em saude, Brasil-Colombia, 2014

             Caracteristicas demograficas
                                             Brasil
         Variaveis                          n=25 (%)

Sexo
         Feminino                          22 (88,0)
         Masculino                          3 (12,0)
Idade
         Mediana (percentis 25,75)         21 (21,23)
         media [+ or -] DP             22,20 [+ or -] 2,79
         Minimo                                19
         Maximo                                32
Cor da Pele
         Branca                            20 (80,0)
         Amarela                            4 (16,0)
         Indigena                           1 (4,0)
         Pardo                              0 (0,0)
         Nao Sabe                           0 (0,0)
Estado Civil
         Solteiro                          24 (96,0)
         Casado                             1 (4,0)
Numero de Filhos
         Nenhum                            25 (100,0)
Renda Familiar (SMM Salario Minimo Mensal)
         < 1 SMM                            0 (0,0)
         1 a 5 SMM                          4 (17,4)
         5 a 10SMM                          8 (34,8)
         10 o mais SMM                     11 (47,8)
         Nao Sabe                           2 (8,0)
Curso
         Medicina                          17 (68,0)
         Odontologia                        2 (8,0)
         Enfermagem                         6 (24,0)
Periodo em Curso
         6to periodo                        1 (4,0)
         7mo periodo                       20 (80,0)
         8vo periodo                        4 (16,0)

             Caracteristicas demograficas

                                            Colombia
         Variaveis                          n=26 (%)          [rho] *

Sexo
         Feminino                          21 (80,8)           0,703
         Masculino                          5 (19,2)
Idade
         Mediana (percentis 25,75)         21 (20,22)
         media [+ or -] DP              21,38 [+ or -] 1,79     0,216
         Minimo                                19
         Maximo                                25
Cor da Pele
         Branca                            14 (53,8)
         Amarela                            0 (0,0)            0,002
         Indigena                           6 (23,1)
         Pardo                              3 (11,5)
         Nao Sabe                           3 (11,5)
Estado Civil
         Solteiro                          26 (100,0)         0,490 *
         Casado                             0 (0,0)
Numero de Filhos
         Nenhum                            26 (100,0)            --
Renda Familiar (SMM Salario Minimo Mensal)
         < 1 SMM                            4 (17,4)
         1 a 5 SMM                          9 (39,1)           0,021
         5 a 10SMM                          6 (26,1)
         10 o mais SMM                      4 (17,4)
         Nao Sabe                           3 (11,5)
Curso
         Medicina                           7 (26,9)           0,010
         Odontologia                        8 (30,8)
         Enfermagem                        11 (42,3)
Periodo em Curso
         6to periodo                        5 (19,2)
         7mo periodo                       16 (61,5)           0,275
         8vo periodo                        5 (19,2)

Nota: * p (Teste qui-quadradro para as variaveis categoricas; Exato de
Fisher * teste t para comparacao de medias)

Tabela 2. Comparacao das escalas entre os estudantes de graduacao
em saude, Brasil--Colombia, 2014

          Variaveis                           Brazil
                                               n=22 (%)
Escala de Conhecimento
          Mediana (percentis 25,75)       11 (11, 12)
          Media [+ or -] DP               11, 24 [+ or -] 0, 779
          Minimo                                  10
          Maximo                                  12
Escala de Adesao as PPs
          Mediana (percentis 25,75)       34 (31, 35.8)
          Media [+ or -] Dp               33.75 [+ or -] 3, 14
          Minimo                                  26
          Maximo                                  40
Escala de Suscetibilidad
          Mediana (percentis 25,75)            3 (2, 3)
          Media [+ or -] DP                2, 87 [+ or -] 9, 20
          Minimo                                  1
          Maximo                                  5

          Variaveis                           Colomba
                                              n=27 (%)
Escala de Conhecimento
          Mediana (percentis 25,75)       11 (10, 11)
          Media [+ or -] DP               10,38 [+ or -] 0, 989
          Minimo                                  8
          Maximo                                  12
Escala de Adesao as PPs
          Mediana (percentis 25,75)           33 (32, 36)
          Media [+ or -] Dp               33, 64 [+ or -] 3, 63
          Minimo                                  26
          Maximo                                  40
Escala de Suscetibilidad
          Mediana (percentis 25,75)           3 (2, 4)
          Media [+ or -] DP                 3,16 [+ or -] 1, 06
          Minimo                                  2
          Maximo                                  5

          Variaveis                             [rho] *

Escala de Conhecimento
          Mediana (percentis 25,75)
          Media [+ or -] DP                     0,010 *
          Minimo
          Maximo
Escala de Adesao as PPs
          Mediana (percentis 25,75)
          Media [+ or -] Dp                     0,910
          Minimo                                0,732 *
          Maximo
Escala de Suscetibilidad
          Mediana (percentis 25,75)
          Media [+ or -] DP                     0,524 *
          Minimo
          Maximo

Nota: * p (teste Kruskal-Wallis para comparacao de medianas; * ANOVA
para comparacao de medias em amostras independentes.

Quadro 1. Escala usada para avaliar o nivel de conhecimento sobre meios
de transmissao e nivel de risco de infeccao por virus das hepatitis
B e C, e, HIV.

Conhecimento do modo de transmissao das hepatites B e C (11 itens)

1. Reutilizacao agulhas de seringas contaminadas (Sim=1, Nao=0)
2. Transfusoes de sangue nao testada (Sim=1, Nao=0)
3. Realizacao de relacoes sexuais sem protecao (Sim=1, Nao=0)
4. Reutilizacao de barbeadores (Sim=1, Nao=0)
5. Utilizacao de instrumentos medicos (no) nao esterilizados
   (Sim=1, Nao=0)
6. Feridas com objetos perfuro-cortantes ou seringas (Sim=1,
   Nao=0)
7. Exposicao a fluidos corporais (Sim=1, Nao=0)
8. Contato da mucosa oral com fluidos ou sangue se ela estiver
   ulcerada (Sim=1, Nao=0)
9. Contato com pessoas infectadas (Sim=0, Nao=1)
10. Transmissao Vertical (Mae a Filho) (Sim=1, Nao=0)
11. Uso de pente em casa (Sim=0, Nao=1)
Conhecimento do modo de transmissao do HIV (1 item)
12. HIV se transmite pela reutilizacao de seringas e agulhas
(Sim=1, Nao=0)

Fonte: Baseado em estudo realizado em Paquistao (15)

Quadro 2. Escala usada para avaliar o nivel de adesao as precaucoes
padrao

Adesao as Precaucoes Padrao (11 itens)

1. Vacinacao do esquema completo contra Hepatite B (Sim=1,
   Nao=0)
2. Lavagem das maos antes e depois de examinar o paciente
   (Sempre=4, Nunca=0)
3. Lavagem das maos antes e depois de usar as luvas (Sempre=4,
   Nunca=0)
4. Lavagem das maos ao entrar em contato com fluidos corporais
   (Sempre=4, Nunca=0)
5. Uso de Luvas (Sempre=4, Nunca=0)
6. Uso de Mascara (Sempre=4, Nunca=0)
7. Uso de Oculos (Sempre=4, Nunca=0)
8. Uso de Capote (Sempre=4, Nunca=0)
9. Uso de Jaleco (Sempre=4, Nunca=0)
10. Recape de perfuro cortantes (Nunca=4, Sempre=0)
11. Descarte de perfuro cortantes (Sempre=4, Nunca=0)

Fonte: Baseado em estudo Americano (25) e, Irani (26)
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Title Annotation:texto en portugues
Author:Gomez-La Rotta, Ehidee I.; Aoki, Francisco Hideo; Stephan, Celso; Luz, Veronica Gronau; Pereira, Fra
Publication:Revista de Salud Publica
Date:Jun 1, 2015
Words:4787
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