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It Girl: the lolicon problem in Mr.'s music video for Pharrell Williams/It Girl: o problema lolicon no videoclipe de Mr. para Pharrell Williams.

Introducao

Ilustrando um tema do mais recente album de Pharrell Williams (G I R L, 2014), o videoclipe "It Girl" (Williams et al., 2014) foi lancado a 30 de Setembro de 2014 como colaboracao entre o musico norteamericano e a "fabrica" artistica Kaikai Kiki, liderada pela superestrela da arte contemporanea japonesa Takashi Murakami. Passados mais de um ano e quase 7 000 000 visionamentos no YouTube, ainda se sente nas caixas de comentarios a onda da controversia gerada pelo video, com as reaccoes do publico e media oscilando entre o elogio e a repugnancia expressa em palavras como "sinistro" e "perturbador" (Alt, 2014). A razao? Bonecas animadas em bikini que parecem demasiado novas para acompanharem os versos titilantes cantados por Pharrell.

No cerne da questao encontra-se Mr. (Masakatsu Iwamoto), artista visual que realizou o video em conjunto com o designer textil Fantasista Utamaro. Mr., que comecou a carreira como protege de Murakami, ha muito conquistou o seu proprio lugar entre os representantes mais proeminentes do movimento Superflat. A explicacao das suas pinturas e esculturas as audiencias nao-japonesas e normalmente acompanhada pelas palavras "lolicon" e "moe" (Lehmannmaupin. com,s/d). A primeira tem as suas raizes nos anos 70, indicando a subcultura organizada em torno de manga e anime com representacoes eroticas ou pornograficas de raparigas pubescentes ou prepubescentes (Galbraith, 2009:128-9). A segunda, refere-se a (re)encarnacao dessexualizada do lolicon popularizada nos anos 2000, cujo foco e a ternura inspirada por personagens tipo "irmazinha" (Galbraith, 2009:154-6). Apesar das variacoes estilisticas, ambos os generos tem como figura central a "loli", uma rapariga-crianca representada segundo os tramites da estetica manga-anime, e sao dirigidos a um publico masculino (Figura 1).

A relacao do lolicon e moe com o estatuto infantilizado do Japao no posguerra tem sido esmiucada nas exposicoes-manifesto organizadas por Murakami desde 2000, destacando-se Superflat e Little Boy (Saito, 2011). Em particular, o discurso recai sobre o conceito de "otaku", grosso modo equivalente as expressoes nerd ou geek no Ocidente (Galbraith, 2009:171-3). Neste sentido, "It Girl" esconde sob uma aparencia placida e pop--mescla de referencias a retrogaming e arquetipos visuais e narrativos do anime--um dialogo deliberadamente provocador, humoristico e risque entre os idiomas da subcultura japonesa e o mainstream. Numa altura em que o lolicon volta a estar sob os holofotes, depois da O.N.U. pedir que o Japao proibida desenhos obscenos de personagens infantis (Exame, 2015), este artigo discutira alguns aspectos esteticos e eticos desta subcultura proscrita a partir do videoclipe "It Girl".

1. Politica de um episodio na praia: filler, fan service e (auto-)abjeccao

"When you bite on my lip/ And hold my hand, and moan again,/ I'm a hold that ass". O verso passaria despercebido em qualquer cancao na MTV, mas quando o objecto sexual de Pharrell Williams--actualmente, entre as estrelas de maior sucesso na musica pop anglo-saxonica--se desloca das mulheres voluptuosas de "Come Get It Bae" ou das bailarinas hipster de "Marilyn Monroe" para aquilo que parece ser uma menina de 10 anos tirada de uma serie de animacao japonesa em "It Girl", a questao ultrapassa o sexismo prevalente na cultura mainstream para ganhar contornos patologicos. Pharrell, que esteve envolvido na polemica em torno da musica e videoclipe "Blurred Lines" (acusado de misoginia e de promover a chamada rape culture) (Lynskey, 2013), concebeu o album GI R L como um tributo ao sexo feminino que ambicionava ultrapassar a atraccao fisica para se focar numa apreciacao mais profunda do papel das mulheres na sua vida (BRITs, 2014). Porem, as boas intencoes do musico norte-americano ficaram aquem dos resultados: o "tributo" de Pharrell e essencialmente ancorado num lirismo pleno em objectificacao sexual e estereotipos de genero nada emancipatorios (Baxter, 2014; Murphy, 2014; Schiffer, 2014; Vagianos, 2014).

"It Girl" nao e excepcao, mas o videoclipe realizado por Mr. e Fantasista Utamaro reenquadra-a numa dimensao de obscenidade (Jones, 2014) que, se menos declarada do que "Blurred Lines", nao deixa de entrar em territorio tabu. Transpondo o universo visual desenvolvido nas suas pinturas e esculturas para o meio da animacao, e partindo dos versos de inspiracao marinha de Pharrell (" Your waves, they wash all over me/ Your tides, they pull me back to sea"), Mr. situa a accao de "It Girl" numa estancia balnear paradisiaca, onde um grupo de raparigas realiza actividades veraneantes ao longo do dia e noite. A narrativa, centrada numa menina de totos loiros e olhos azuis chamada Yoshi (ch)!! (Figura 2), cobre todas solicitacoes de um beach episode ("episodio na praia") arquetipo (Tvtropes, s/d), mas acaba subvertido na segunda metade da musica, com a introducao de um realismo magico e psicadelico tipico do artista japones. Este e antecipado, ao longo do video, pelas cenas em que Pharrell enquanto vulto aguarelado danca sobre um padrao de raparigas, bandeiras nacionais, letras, caracteres e elementos pop dispares e flutuantes (Figura 3).

O beach episode, em que o elenco de uma serie tira um dia de folga para ir a praia ou a piscina, e regra geral um filler (episodio sem relevancia para a continuidade da historia) (Tvtropes.org, s/d) com o objectivo de proporcionar fan service, i.e. situacoes ou elementos gratuitos, normalmente de caracter erotico, que visam agradar aos fas (e.g. as suas personagens preferidas em fato de banho) (Galbraith, 2009:69-70) (Figura 4). Porem, contrariamente aos restantes videoclipes saidos de G I R L, "It Girl" coloca Pharrell na posicao de um voyeur cujo contacto com as raparigas e sempre mediado e nunca directo. Quer atraves das lentes de binoculos ou da interface de um dating sim--videojogos popularizados no Japao que consistem na simulacao de relacoes romanticas e sexuais com personagens animadas (Galbraith, 2009:93)--,o male gaze perpassa o video e a narrativa mas permanece desassociado do objecto de desejo (Figura 5 e Figura 6). Tal como em muita BD e animacao moe, que proporciona um vislumbre idealizado e estereotipado da vida das jovens raparigas para satisfacao de uma audiencia masculina adulta, a presenca de homens e rapazes e quase erradicada dos universos por elas habitados. Ou, quando existem, aparecem destituidos de autoridade, assumindo papeis como "o falhado" ou "o depravado". Pharrell pode nao ser nenhum destes, mas a sua posicao e comicamente mesclada com a do otaku como homem fracassado. Nao so o seu single e equiparado a um extra no fundo da cadeia industrial de reificacao (filler, fan service), como a ficcao de Pharrell como de pop star e homem de sucesso que consegue a rapariga e recolocada como delirante, narcisista e desligada da realidade.

Do mesmo modo, a ideia da it girl com glamour e sex appeal "naturais" e orientada para uma personagem recem-saida da infancia e, como tal, interdita as imposicoes de uma sexualidade adulta. Esta desregulacao da bussola moral, que aponta na direcccao errada, e ironicamente reforcada pelos versos que acompanham a primeira aparicao da it girl na praia--"My compass spinnin', baby, it's the right destination"--(Figura 7) e, mais tarde, pela cena em que as raparigas brincam fazendo construcoes na areia sobre os corpos enterrados da it girl e uma amiga. As formas escultoricas que as cobrem imitam a aparencia fisica de uma gravida e de uma mulher voluptuosa, sublinhando tudo aquilo que a loli nao e: adulta e (re)produtiva (Figura 8).

Como discute Patrick Galbraith, apesar do desinteresse dos lolicon por mulheres desenvolvidas e reais ser normalmente atribuido a incapacidade de lidarem com novos padroes de feminilidade no posguerra, os estudos sugerem que o uso destas imagens pelos consumidores e mais matizado do que uma mera reaccao patriarcal ao empoderamento feminino (Galbraith, 2011:88). Em particular, o estilo popularizado em revistas lolicon iconicas como a Manga Burikko e, em larga medida, importado do shoujo manga (BD dirigida a raparigas adolescentes), quer via artistas masculinos aficionados deste tipo de expressao, quer atraves da participacao directa de artistas femininas nas revistas (Galbraith, 2011:102). Ademais, apesar da gentrificacao sofrida na ultima decada (e.g. manobras governamentais como o "otacool"), a posicao dos otaku na sociedade japonesa e tradicionalmente a de parias, em particular, depois do mediatico caso de Tsutomu Miyazaki (o "otaku assassino") (Galbraith, 2011:104). Enquanto homens que nao correspondem aos padroes de masculinidade dominante e (re)produtiva--pela sua introversao social e associacao ao espaco domestico -, os otaku sao estigmatizados como femininos e infantis e, assim, destituidos do seu privilegio (Galbraith, 2011:103; Galbraith, 2012:24).

Os dados historicos, declaracoes e padroes de consumo parecem substanciar que o lolicon nao pode ser compreendido apenas como fantasia de poder masculina, mas como accao combinada entre objectificacao e identificacao, ressentimento e desejo, resultante de uma experiencia de auto-abjeccao (sentimentos de medo, vergonha, inutilidade e desespero dirigidos ao proprio) (Galbraith, 2011). Este aspecto esta presente no apego ao caos na obra de Mr., bem visivel quer na sua obra inicial quer em trabalhos recentes como Metamorphosis; Give Me Your Wing ou as pinturas sobre tela queimada (Figura 9). Mas tambem nas suas loli que sempre retribuem o gaze com olhos que tudo absorvem e reflectem, turvando a distincao entre a experiencia intra e extracorporal (Figura 10).

2. Linhas turvas: "complexo bidimensional" e a subcultura do Outro

Algumas analises sugerem que sao estas "linhas turvas" que tornam o lolicon verdadeiramente perturbador (Galbraith, 2011; Kinsella, 2000; Saito et al., 2011). De facto, o transtorno por ele causado na ordem moral e social reflecte- se na sua tumultuosa historia legal, repleta de avancos, recuos, confusoes e lacunas, no Japao e alem-fronteiras. Por exemplo, as controversas "lei dos menores inexistentes" ("hijitsuzai seishonen") e "lei 156", que aqueceram os animos no parlamento e praca publica japoneses (Kanemitsu, 2010) (Figura 11); ou, o caso de Christopher Handley nos E.U.A., julgado e condenado a prisao pela posse de antologias de lolicon (Galbraith, 2011:90-1); ou o recente apelo de Maud de Boer-Buquicchio, enviada da O.N.U., para que o Japao reforce as suas leis contra abuso sexual de criancas e pornografia infantil proibindo BD e animacao com conteudos pedofilos (Exame, 2015)--equiparando, desta forma, os produtores e consumidores de lolicon a agressores sexuais. Dado que nao existem indicios de que os conteudos lolicon tornem o seu publico mais propicio ao abuso sexual ou consumo de pornografia infantil (Galbraith, 2011:85-6, 105), para Galbraith e outros analistas estes casos sao exemplificativos de como aceitar o lolicon implica romper com uma das acepcoes mais enraizadas sobre as fantasias sexuais: de que sao, essencialmente, compensatorias (Galbraith, 2011:105). Pelo contrario, a evolucao do lolicon mostra um declinio do realismo em favor do chamado "complexo bidimensional", i.e. uma preferencia por personagens 2D (Galbraith, 2011:95-103). O psicanalista Tamaki Saito (Saito et al., 2011) sugere que para os otaku a ficcao e, em si, sexualmente objectificada, ou seja, que "os otaku percebem que o objecto desejado e ficcional, e desejam-no precisamente porque e ficcional" (Galbraith, 2011:106).

Neste sentido, "para os espectadores estrangeiros, o aspecto mais dificil do video talvez seja a ideia de que a it girl para um dos cantores mais populares da America possa ser uma crianca dos desenhos animados" (Alt, 2014). Se o nosso entendimento normativo da sexualidade insiste que deve ter um objecto no mundo real, entao o "complexo bidimensional" dos otaku e ja uma "queerizacao" do romance heteronormativo (Vincent, 2015:xviii). Quando a it girl se transforma numa waifu--termo usado entre os otaku para referir a personagem de manga ou anime preferida (Know Your Meme, 2006)--,o panico moral instala-se para assegurar a continuidade daquilo a que Lee Edelman chama "futurismo reprodutivo", i.e. a crianca como limite ideologico e "benificiario fantasmatico de qualquer accao politica" (Edelman, 2004:3). Se a rapariga-crianca ocupa desde os primordios da sociedade de consumo o nucleo que consome e e consumido (Cross, 2004), esta exploracao da sua imagem realiza-se apenas na medida em que perpetua a ordem (social, economica) vigente. A encenacao de fantasias em que a raparigacrianca e consumida de forma nao(re)produtiva, qual visualizacao obscena do fim autofagico do capitalismo, deve, pois, ser posta de quarentena como obsessao doentia de um Outro minoritario.

Takashi Murakami, que tem trabalhado esta questao colocando icones pop ocidentais em contextos subculturais japoneses, realizou um protesto contra a "lei dos menores inexistentes" fotografando Britney Spears para a revista britanica Pop em fato de banho, mala escolar e vestido de noiva (numa homenagem ao manga lolicon Oku-sama wa Shougakusei, "A minha mulher e uma aluna da escola primaria") (Ashcraft, 2010). Em "It Girl", este internacionalismo ludico, cativante e travesso e ostentado na profusao de estandartes nacionais, tecidos num padrao contiguo e infinito, com as loli servindo de porta-bandeiras internacionais e interlingua (Figura 12).

Conclusao

Se o album G I R L de Pharrell Williams falha como o manifesto feminista, o videoclipe realizado por Mr. e Fantasista Utamaro para "It Girl" reenquadra este single numa discussao actual em torno da "juridificacao da imaginacao" (Galbraith, 2011:84). Recorrendo a gramatica do filler e fan service, a musica de Pharrell e imbuida de uma fenomenologia da experiencia abjecta tipica do lolicon e moe, em que mais do que a idade das personagens per se, e o "complexo bidimensional" dos otaku que se destaca como elemento perturbador das concepcoes normativas da sexualidade e (re)produtividade. "It Girl" insere-se, pois, numa estrategia mais vasta da Kaikai Kiki para subverter os codigos da cultura mainstream, "minando-os" com aquilo que e percepcionado no Ocidente como perversoes exoticas da subcultura japonesa. Colocando a questao "quem e o Outro?", parecem dizer-nos que Outro esta, afinal, em todos nos.

Artigo completo submetido a 30 de dezembro de 2015 e aprovado a 10 de janeiro de 2016.

Referencias

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ANA MATILDE DIOGO DE SOUSA, Portugal, artista visual. Estudante de doutoramento. Licenciada em Artes Plasticas / Pintura na Faculdade na Belas-Artes da Universidade de Lisboa (FBAUL). Mestrado em Pintura, FBAUL.

AFILIACAO: Universidade de Lisboa; Faculdade de Belas-Artes; Centro de Investigacao e Estudos em Belas-Artes (CIEBA). Largo da Academia Nacional de Belas Artes, 1249-058 Lisboa, Portugal. E-mail: ana.matilde.sousa@gmail.com

Caption: Figura 1. Exemplos de loli numa pintura de Mr. A sua obra recente tem evoluido no sentido do moe, escasseando as representacoes sexualmente explicitas presentes em trabalhos anteriores. Mr., Tokyo, 2013. Acrilico sobre tela, 227.6 x 436.8 cm. Fonte: https://www. perrotin.com/Mr.-works-oeuvres-21304-31.html

Caption: Figura 2. Yoshio(ch)!!, a loli protagonista do videoclipe "It Girl" de Pharrell Williams, 2014. Fonte: https://www.youtube.com/ watch?v=pPZDBF0kei0

Caption: Figura 3. Still do videoclipe "It Girl" de Pharrell Williams, 2014. Fonte: https://www.youtube.com/watch?v=pPZDBF0kei0

Caption: Figura 4. A partida de voleibol, devido aos planos acrobaticos que proporciona, e um exemplo arquetipo de fan service num beach episode. Outros elementos tipicos do episodio na praia em "It Girl", de Pharrell Williams, sao o suikawari (jogo em que se esmagam melancias), o enterramento na areia, jogos na agua, o matsuri (festival tradicional japones), o fogo-de-artificio e o passeio melancolico a beira mar. Fonte: https://www.youtube.com/ watch?v=pPZDBF0kei0

Caption: Figura 5. Pharrell segura em binoculos enquanto observa as raparigas a distancia no videoclipe "It Girl" de Pharrell Williams, 2014. Fonte: https://www.youtube.com/ watch?v=pPZDBF0kei0

Caption: Figura 6. Parodia do interface de um dating sim, em que Pharrell corteja Yoshio(ch)!!, no videoclipe "It Girl" de Pharrell Williams, 2014. Fonte: https://www.youtube.com/ watch?v=pPZDBF0kei0

Caption: Figura 7. A bussola que gira descontroladamente no videoclipe "It Girl" de Pharrell Williams, 2014. Fonte: https://www.youtube.com/watch?v=pPZDBF0kei0

Caption: Figura 8. Pharrell observa, atraves dos seus binoculos, as raparigas que brincam as construcoes na areia no videoclipe "It Girl" de Pharrell Williams, 2014. Fonte: https://www.youtube.com/ watch?v=pPZDBF0kei0

Caption: Figura 9. A esquerda: Mr., vista da instalacao Metamorphosis; Give Me Your Wings, 2012. Fonte: http://www.lehmannmaupin.com/exhibitions/2012-09- 13_mr/press_release/0/exhibition_work. A direita: Mr., See You at School, 2015. Acrilico sobre tela queimada, 250 x 250 cm. Fonte: https://www.perrotin.com/Mr.-works-oeuvres-32764-31.html

Caption: Figura 10. A esquerda: detalhe de olho no videoclipe "It Girl" de Pharrell Williams, 2014. Fonte: https://www.youtube.com/watch?v=pPZDBF0kei0. A direita: olhos numa escultura de Mr., 2005. Fonte: https://www.perrotin.com/Mr.-works-oeuvres-100000517-31.html

Caption: Figura 11. Polemica em torno dos conteudos nocivos da banda desenhada lolicon na televisao japonesa. Fonte: http://kotaku. com/5623330/nsfw-was-britney-spears-bamboozled-into-virtual-childporn-protest- art

Caption: Figura 12. O internacionalismo no videoclipe "It Girl" de Pharrell Williams, 2014. Fonte: https://www.youtube.com/ watch?v=pPZDBF0kei0
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Author:De Sousa, Ana Matilde Diogo
Publication:Estudio
Article Type:Ensayo critico
Date:Jul 1, 2016
Words:3335
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