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Introducao a questao da filosofia primeira em Comte.

Introducao

Pretendemos apresentar sumariamente, neste trabalho, uma introducao a questao da filosofia primeira em Isidore Auguste Marie Francois Xavier Comte (cientista e filosofo frances, fundador da sociologia em termos de ciencia e criador do proprio termo "sociologia", propositor de uma moral em termos de ciencia, fundador do positivismo ou filosofia positiva, fundador da religiao da humanidade: Montpellier, 19/1/1798 Paris, 5/9/1857). Para uma iniciacao a Comte, pode-se ver o nosso texto "Introducao a vida, as obras e ao pensamento de Comte" (TISKI (2010), podemos enviar copia digital aos interessados). Primeiramente vamos contextualizar a filosofia primeira na obra comtiana; depois vamos comentar sumariamente alguns aspectos do conjunto, do esquema geral do que Comte propos desenvolver como filosofia primeira.

Quanto a bibliografia a respeito dessa questao especifica em Comte pode-se ver, entre outros, os bons textos do seu discipulo e sucessor na Franca, Pierre Laffitte (em frances), e de um discipulo brasileiro, Augusto Beltrao Pernetta (em portugues), constantes nas nossas referencias bibliograficas.

O nosso objetivo principal, neste momento, e apenas tentar esclarecer a aparente contradicao entre o fato de Comte combater e superar a metafisica e o fato dele propor uma filosofia primeira, nome da obra aristotelica que depois foi chamada de metafisica; e assim contribuir para melhor conhecimento da filosofia comtiana.

Contextualizacao da filosofia primeira na obra comtiana

Comte fundou o seu positivismo como superador da teologia e da metafisica, como antiteologico e antimetafisico. Mas, assim como acabou afirmando a existencia de um deus (theos), a humanidade, assim tambem acabou afirmando e propondo uma filosofia primeira, exatamente o nome da obra de Aristoteles que posteriormente veio a ser denominada de metafisica. E sabemos que, efetivamente, Aristoteles e o primeiro sistematizador da metafisica que prevaleceu e que sera combatida, e abandonada por muitos, principalmente a partir da Idade Moderna (ARISTOTELES, 1969).

Comte teve uma posicao muito peculiar.

Em Comte, o estado ou estagio metafisico e um estagio dissolvente e, para tanto, funciona com filosofia--mentalidade dissolvente. Ele parece consistente enquanto diz, por exemplo, que a "cavaleidade" e o substrato dos cavalos, mas efetivamente esta negando a existencia de uma especie de espirito que cumpriria a funcao de sustentaculo do cavalo. Aristoteles, para Comte, apesar de parecer encontrar a substancia, na verdade eliminava o politeismo. Tratou-se, portanto, para Comte, de criticidade no sentido negativo.

Nao e esse tipo de metafisica que Comte retomara como filosofia primeira. Ate o Catecismo positivista, de 1852 (COMTE, 1966), a filosofia primeira, para Comte, era simplesmente o sistema das sete ciencias fundamentais (Matematica, Astronomia, Fisica, Quimica, Biologia, Sociologia e Moral. Essa ultima Comte declarou como setima ciencia, apenas no primeiro capitulo do Sistema II, escrito de 12/1850 a 1/1851) (COMTE, 1890). Ate entao Comte fez a sistematizacao das ciencias positivas, generalizando-as, fazendo a filosofia das ciencias positivas, isto e, a filosofia positiva (passando pela fundacao da sociologia, nos tres ultimos volumes do Curso, da religiao positivista, em 1848, e da fundacao da moral no Sistema II) (COMTE, 1907).

A partir do Catecismo positivista comecam a aparecer as leis fundamentais da filosofia primeira, que acabarao sendo 15. So a partir do Sistema IV, de 1854 (COMTE, 1895b), a filosofia primeira se tornou um conjunto com tres partes: a teoria da abstracao, que assume o carater abstrato e subjetivo da ciencia e da filosofia, apesar da adequacao delas aos fatos; as 15 leis; e a teoria fundamentadora da classificacao das ciencias, conforme veremos mais adiante. O que parece ter ocorrido foi a tomada de consciencia da necessidade de explicitar o marco teorico-metodologico das ciencias positivas, da filosofia cientifica e da teoria religiosa cientifica e, enfim, da filosofia e da religiao positivas positivistas.

Se no final do Curso (Comte, 1975b, Curso VI, 1842, [60.sup.2] licao, p. 789) prometeu os tratados de matematica, politica, educacao e acao; e se em 1854 ele terminou o segundo, o de politica (o Sistema) (COMTE, 1895a); no Sistema IV Comte reprometeu os outros tres (matematica, educacao e acao), mas incluindo-os ja na promessa de uma--da Sintese subjetiva, em dez volumes (Sistema IV, 3[grados] cap., p. 247-248) (COMTE, 1900), dos quais, ja no Sistema IV, cinco ele confiou a possiveis sucessores (astronomia, fisica, quimica, biologia e sociologia) (Sistema IV, 3[grados] cap., p. 232-233). No Sistema IV, ele se comprometeu explicitamente em escrever as sistematizacoes da matematica, da educacao ou moral (note-se o aparecimento da promessa de um tratado de moral), em dois volumes, e da acao ou industria. O volume sobre a filosofia primeira ficou so implicitamente prometido.

Eis como surgiu uma filosofia terceira, destinada a completar a filosofia segunda, emanada da filosofia primeira. Consagrando um volume a essa ultima, a sistematizacao final do dogma positivo pode ser condensada em dez volumes, que fixarao a essencia do saber humano, tanto pratico quanto teorico, salvo os desenvolvimentos especiais, mais verbais do que escritos (Sistema IV, 3[grados] cap., p. 247-248) (1).

O tratado sobre a filosofia primeira so foi prometido dois anos depois, na Decima primeira--(12a segundo TEIXEIRA MENDES, 1913)--Confissao anual para Clotilde de Vaux, escrita de 12 a 14/10/1856:

Vista a natureza atualmente confidencial desta expansao, posso te anunciar livremente, nela, um projeto final, que sera guardado entre nos ate o momento da execucao. Em 1867, pretendo excepcionalmente dedicar meu septuagesimo ano ao volume sobre a Filosofia primeira, que nunca prometi, mas que ja me parece convir ao conjunto de minha segunda vida. Essa composicao, inesperada, embora desejada, te sera especialmente dedicada, como aquela da qual surgiu minha regeneracao [...] (Correspondencia VIII, p. 316) (COMTE, 1990, p. 316)2.

O que era a filosofia primeira (as sete ciencias) passou a ser, no Sistema IV, a filosofia segunda; e aparece tambem a--uma filosofia terceira: "Eis como surgiu uma filosofia terceira, destinada a completar a filosofia segunda, emanada da filosofia primeira." (da citacao anterior a essa ultima). A filosofia terceira e "[...] a enciclopedia concreta, referente ao conjunto das artes especiais, que nao concernem mais a ordem humana e sim somente a ordem exterior"; ela sistematiza "o conjunto da acao do homem sobre o mundo" (Sistema IV, 1854, p. 246); o seu titulo e "Sistema de industria positiva ou Tratado sobre a acao total da Humanidade sobre seu planeta" (Sistema IV, 1854, p. 246-247).

O conjunto da proposta comtiana de filosofia primeira

O Quadro Geral da filosofia primeira de Comte e o seguinte (confeccionado por H. B. da Silva Oliveira e distribuido em uma folha A-3 sem data ou outras informacoes biobibliograficas, fornecido a mim muito provavelmente pela Igreja Positivista do Brasil, Estado do Rio de Janeiro, ou por David Carneiro Junior):

FILOSOFIA PRIMEIRA

LEIS UNIVERSAIS comuns, sob diversas formas, a todas as classes de fenomenos

I. INTRODUCAO--INSTITUICAO DA ABSTRACAO TEORICA

II. 15 LEIS

SECAO MAIS SUBJETIVA

1 GRUPO: TANTO OBJETIVO COMO SUBJETIVO

1a SERIE

1. Formar a hipotese mais simples, mais simpatica e mais estetica que comporta o conjunto dos dados a representar 3.

2. Conceber como imutaveis as leis quaisquer que regem os seres pelos acontecimentos, embora so a ordem abstrata permita aprecia-las.

3. As modificacoes quaisquer da ordem universal limitam-se sempre a intensidade dos fenomenos, cujo arranjo permanece inalteravel.

2 GRUPO: ESSENCIALMENTE SUBJETIVO

2a SERIE: Leis estaticas do entendimento

4. Subordinar as construcoes subjetivas aos materiais objetivos.

5. As imagens interiores sao sempre menos vivas e menos nitidas do que as impressoes exteriores.

6. A imagem normal deve ser preponderante sobre as que a agitacao cerebral faz simultaneamente surgir.

3a SERIE: Leis dinamicas do entendimento

7. Toda concepcao humana passa por tres estados, ficticio, abstrato e positivo, mas com uma velocidade proporcional a generalidade dos fenomenos correspondentes.

8. A atividade pratica e, primeiro, conquistadora, depois defensiva e enfim industrial.

9. A sociabilidade e, primeiro, domestica, depois civica e enfim universal, conforme a natureza peculiar a cada um dos tres instintos simpaticos (apego, veneracao, bondade).

SECAO MAIS OBJETIVA

3 GRUPO: SOBRETUDO OBJETIVO

4a SERIE: a mais objetiva da filosofia primeira

10. Todo estado, estatico ou dinamico, tende a persistir espontaneamente sem nenhuma alteracao, resistindo as perturbacoes exteriores.

11. Um sistema qualquer mantem a sua constituicao, ativa ou passiva, quando os seus elementos experimentam mutacoes simultaneas, contanto que sejam exatamente comuns.

12. Existe por toda parte uma equivalencia necessaria entre a reacao e a acao, se a intensidade de ambas for medida conforme a natureza de cada conflito.

5a SERIE: mais subjetiva que a precedente

13. Subordinar por toda parte a teoria do movimento a da existencia, concebendo todo o progresso como o desenvolvimento da ordem correspondente, cujas condicoes quaisquer regem as mutacoes que constituem a evolucao.

14. Toda classificacao positiva procede segundo a generalidade crescente ou decrescente, tanto subjetiva como objetiva.

15. Todo intermediario deve ser subordinado aos dois extremos cuja ligacao opera.

III. CONCLUSAO - INSTITUICAO DA ESCALA ENCICLOPEDICA

A teoria Comtiana da abstracao

Para Comte, o conhecimento humano e feito com a observacao e o raciocinio. Trata-se de observar a "materia" dando-lhe a "forma". E o raciocinio e o que Comte denomina de abstracao. Como funciona - deve funcionar a nossa capacidade abstrativa? E o que Comte "institui" na parte introdutoria da sua proposta de filosofia primeira.

No fundo e uma explicacao muito semelhante a explicacao da logica formal aristotelico-tomista: a partir do contato com objetos formamos imagens deles. Por simples apreensao formamos ideias a respeito deles. Juntamos essas ideias formando juizos. Dai juntamos os juizos formando raciocinios. Sobre isso se pode ver em Maritain (1986, p. 23).

Comte trata de quatro funcoes cerebrais cognoscitivas, de quatro concepcoes: concepcao passiva ou contemplacao (que capta os materiais objetivos), subdividida em concreta ou relativa aos seres (essencialmente sintetica) e abstrata ou relativa as propriedades comuns aos seres (essencialmente analitica), e de concepcao ativa ou meditacao (que faz as construcoes subjetivas), subdividida em indutiva ou por comparacao (faz as generalizacoes) e dedutiva ou por coordenacao (faz as sistematizacoes). E possivel ver a inteira Classificacao positiva das 18 funcoes interiores do cerebro ou Quadro sistematico da alma, de Comte (COMTE, 1988, p. 192).

Como se pode sentir, apos ter acentuado durante quase toda a vida o raciocinio matematico, como base das demais ciencias, essa introducao busca fundamentos anteriores a quantidade. A capacidade abstrativa e anterior a capacidade abstrativa quantitativa ou matematica. Os numeros da aritmetica e as figuras da geometria ja supoem essas quatro concepcoes, assim como ja supoem tambem as 15 leis da filosofia primeira.

As 15 leis

Aristoteles, alem de sistematizar a logica, sistematizou tambem, entre muitas outras obras, a filosofia primeira, posteriormente denominada de metafisica. Com a sua filosofia primeira, ele quis captar o ser das coisas, atingir a essencia delas. E formulou principios que considerou universais objetivamente, por exemplo, o principio de naocontradicao: O que e, enquanto e, nao pode nao ser.

Comte, por fazer uma opcao teorica agnostica fenomenalista (nao e possivel conhecer os numenos --so e possivel conhecer o que se nos aparece das coisas: sobre esses conceitos em Comte pode-se ver no nosso livro: Introducao, notas 5 e 7) (TISKI, 2006, p. 3), a partir da orbita newtoniana, fez afirmacoes que considera universais apenas a respeito das coisas como elas se nos aparecem. Ja que nao se pode atingir a essencia, descobriu (descobertas que para nos podem ser consideradas apenas invencoes de Comte) leis ou principios a respeito apenas das coisas como se nos apresentam: "As modificacoes quaisquer da ordem universal limitam-se sempre a intensidade dos fenomenos, cujo arranjo permanece inalteravel" (3a lei da filosofia primeira); "As imagens interiores sao sempre menos vivas e menos nitidas que as impressoes exteriores" (5a lei da filosofia primeira); "Cada entendimento oferece a sucessao dos tres estados, ficticio, abstrato e positivo, em relacao as nossas concepcoes quaisquer, mas com uma velocidade proporcional a generalizacao dos fenomenos correspondentes" (7a); "A atividade e, primeiro, conquistadora, em seguida defensiva, e enfim industrial" (8a); "A sociabilidade e, primeiro, domestica, em seguida civica, e enfim universal, segundo a natureza peculiar a cada um dos tres instintos simpaticos" (9a); "Todo estado, estatico ou dinamico, tende a persistir espontaneamente sem nenhuma alteracao, resistindo as perturbacoes exteriores" (10a); "Um sistema qualquer mantem sua constituicao ativa ou passiva quando seus elementos experimentam mutacoes simultaneas, contanto que sejam exatamente comuns" (11a); "Existe por toda parte uma equivalencia necessaria entre a reacao e a acao, se a intensidade de ambas for medida conformemente a natureza de cada conflito" (12a); "Toda classificacao positiva procede segundo a generalidade crescente ou decrescente, tanto subjetiva como objetiva" (14a).

E assumiu decretar, como um legislador com autoridade, a necessaria subjetividade correta e verdadeira compativel com essas descobertas, com essa objetividade agnostico--fenomenalista: "Formar a hipotese mais simples, mais simpatica e mais estetica que comporta o conjunto dos dados a representar" (1a lei da filosofia primeira); "Conceber como imutaveis as leis quaisquer que regem os seres pelos acontecimentos [isto e, as propriedades comuns], apesar de que so a ordem abstrata permite aprecia-las" (2a); "Subordinar as construcoes subjetivas aos materiais objetivos" (4a); "A imagem normal deve ser preponderante sobre as que a agitacao cerebral faz simultaneamente surgir" (6a); "Subordinar por toda parte a teoria do movimento a da existencia, concebendo todo o progresso como o desenvolvimento da ordem correspondente, cujas condicoes quaisquer regem as mutacoes que constituem a evolucao" (13a); "Todo intermediario deve ser subordinado aos dois extremos cuja ligacao opera" (15a).

Como se ve, trata-se de uma combinacao de afirmacoes que podem ser consideradas constatadas (ou supostas como tal) com afirmacoes que podem ser consideradas como conselhos de alguem com autoridade para tal.

A escala enciclopedica das ciencias fundamentais

Comte adotou como criterio enciclopedico o grau de simplicidade ou de generalidade e o grau de complexidade e especificidade dos estudos dos fenomenos e dos proprios fenomenos. Vejamos na 2a licao do Curso I, de 1830:

A ordem das ciencias e determinada pelo grau de simplicidade ou, o que significa a mesma coisa, pelo grau de generalidade dos fenomenos, donde resulta sua dependencia sucessiva e, por conseguinte, a facilidade maior ou menor de seu estudo. E claro, a priori, que os fenomenos mais simples, aqueles que menos se complicam com os outros, sao tambem necessariamente os mais gerais, pois o que se observa na maioria dos casos e desprendido [por generalizacao], por isso mesmo, o mais possivel das circunstancias proprias de cada caso separado (COMTE, 1975a, p. 54)4.

Os fenomenos mais simples e mais gerais sao tambem os mais abstratos e afastados do homem:

A primeira [ciencia] considera os fenomenos mais gerais, mais simples, mais abstratos e mais afastados da humanidade, [...]. Os fenomenos considerados pela ultima [ciencia] sao, ao contrario, os mais particulares, mais complicados, mais concretos e mais diretamente interessantes para o homem [...] (COMTE, 1975a, p. 58)5.

Como ja se percebeu, trata-se da 14a lei da filosofia primeira que foi posteriormente aprimorada conforme a redacao do quadro acima: "Toda classificacao positiva procede segundo a generalidade crescente ou decrescente, tanto subjetiva como objetiva" (COMTE, 1975a, 14a lei). Da primeira para a ultima ciencia ha a generalidade subjetiva crescente e a objetiva decrescente; da ultima para a primeira ha a generalidade objetiva crescente e a subjetiva decrescente.

Ate o capitulo primeiro do Sistema II, escrito de 12/1850 a 1/1851, a realidade, para Comte, contava com seis nucleos de fenomenos reais (numeros e figuras matematicas, astros, corpos terrestres, elementos quimicos dos corpos terrestres, corpos vivos e corpos vivos humanos agrupados) e respectivamente seis ciencias fundamentais: Matematica, Astronomia, Fisica, Quimica, Biologia e Sociologia. A partir de entao Comte acrescentou o nucleo dos fenomenos morais e a moral, como setima e ultima ciencia, a ciencia Suprema. A questao da moral em Comte pode ser vista na nossa Tese, cuja versao digital podemos enviar aos interessados (TISKI, 2005).

Consideracoes finais

Contextualizamos a filosofia primeira na obra de Comte e comentamos sumariamente alguns aspectos do conjunto, do esquema geral do que Comte propos desenvolver como filosofia primeira. Como pode ser percebido, nao se tratou de um retorno a metafisica que ele quis superar e sim de um retorno a uma metafisica necessaria, como filosofia primeira, para servir de marco teorico-metodologico para a(s) filosofia(s) cientifica(s) ou, melhor dizendo, para o caso de Comte, para a filosofia positivista. Pretendemos retomar e aprofundar essa questao no futuro.

Esse exemplo de Comte nao deveria ser seguido, talvez, por algumas filosofias posteriores que optaram pelo abandono da metafisica tradicional e acabaram deixando apenas implicita essa discussao dos seus proprios marcos teorico-metodologicos?

Received on February 8, 2010.

Accepted on April 14, 2010.

Referencias

ARISTOTELES. Metafisica. Traducao Leonel Vallandro. Porto Alegre: Globo, 1969.

COMTE, A. Systeme de politique positive ou Traite de sociologie Instituant la religion de l'humanite. 3. ed. Paris: Imp. Moderne, 1890. (Tomo primeiro Contendo o Discurso Preliminar e a Introducao fundamental 1849-1850 - [1851]).

COMTE, A. Systeme de politique positive ou Traite de sociologie Instituant la religion de l'humanite.

3. ed. Paris: Imp. Larousse, 1895a. (Tomo terceiro Contendo a Dinamica Social ou Tratado geral do progresso humano. Filosofia da Historia - 1853).

COMTE, A. Systeme de politique positive ou Traite de sociologie Instituant la religion de l'humanite.

3. ed. Paris: Imp. Larousse, 1895b. (Tomo quarto e ultimo, Contendo o Quadro sintetico do futuro humano. Este volume final e terminado por um Apendice Geral, que reproduz todos os opusculos primitivos do autor sobre a filosofia social - 1854).

COMTE, A. La synthese subjective d'Auguste Comte ou Systeme universel des conceptions propres a l'etat normal de l'humanite. 2ieme ed. Paris: Fonds Typographique de L'execution Testamentarie d'Auguste Comte, 1900. (Tomo primeiro. Unico publicado. Sistema de logica positiva ou Tratado de filosofia matematica - 1856). (Abreviamos Sintese subjetiva).

COMTE, A. Systeme de politique positive ou Traite de sociologie Instituant la religion de l'humanite.

4. ed. Paris: Imp. de la Societe Typographique, 1907. (Tomo segundo Contendo a Estatica Social ou o Tratado abstrato da ordem humana - 1852).

COMTE, A. Catechisme positiviste ou Sommaire exposition de la religion universelle en onze entretiens systematiques entre une femme et un pretre de l'humanite - 1852. Chronologie, introduction et notes par P. Arnaud. Paris: Garnier-Flammarion, 1966. COMTE, A. Cours de philosophie positive. Paris: Hermann, 1975a. (Lecons 1-45 primitivos. v. I-III. Escritos de 1830 a 1837).

COMTE, A. Cours de philosophie positive. Paris: Hermann, 1975b. (Lecons 46-60 primitivos. v. IV-VI. Escritos de 1839 a 1842).

COMTE, A. Catecismo positivista. In: COMTE, A. Curso de filosofia positiva. Discurso preliminar sobre o conjunto do positivismo. Catecismo positivista. Traducao J. A. Gianotti e M. Lemos. Sao Paulo: Nova Cultural, 1988. (Col. Pensadores, p. 63-264).

COMTE, A. Correspondance generale et confessions (1855-1857). Textes etablis par P. E. de B. Carneiro et presentes par A. Kremer-Marietti. Paris: Ehess; Vrin, 1990. (T. VIII. Coll. Archives Positivistes). (Abreviamos Correspondencia).

MARITAIN, J. Elementos de filosofia II: a ordem dos conceitos - logica menor (logica formal). Traducao Ilza das Neves. Revisao Adriano Kury. 11. ed. Rio de Janeiro: Agir, 1986.

TEIXEIRA MENDES, R. Auguste Comte. Evolution originale; Documents publies jusqu'ici montrant la parfaite continuite de cette evolution sans pareille, malgre les troubles profonds dus a la funeste liaison avec Saint-Simon 1798-1820. Rio de Janeiro: Apostolat positiviste du Brezil, 1913. (Primeiro volume).

TISKI, S. A questao da religiao em Auguste Comte. Londrina: Eduel, 2006.

TISKI, S. Introducao a vida, as obras e ao pensamento de Comte. Arapongas: [s. n.], 2010.

TISKI, S. A questao da moral em Augusto Comte. 2005. 236f. Tese (Doutorado em Filosofia)-Universidade Estadual de Campinas, Campinas, 2005.

TISKI, S. Urgencia da moral: a questao da moral em A. Comte e algumas sugestoes quanto a preocupacao moral contemporanea. Arapongas: [s. n.], 1998. (Texto antecipador da Tese de doutorado).

DOI: 10.4025/actascihumansoc.v32i2.9369

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Sergio Tiski

Departamento de Filosofia, Centro de Letras e Ciencias Humanas, Universidade Estadual de Londrina, Rod. Celso Garcia Cid, Pr 445, km 380, Cx. Postal 6001, 86051-990, Londrina, Parana, Brasil. E-mail: sertis@uel.br

(1) Em todo este trabalho a traducao e sempre nossa.

(2) Transcrevemos os grifos dos proprios autores sempre em italico.

(3) Essa formulacao explicita melhor o pensamento de Comte, que efetivamente diz "Formar a hipotese mais simples e mais simpatica que comporta o conjunto dos dados a representar". A explicitacao das tres partes da filosofia primeira com os algarismos romanos "I", "II", "III" e a expressao "15 leis" sao acrescimo nosso. E possivel ver tambem esse Quadro das 15 leis de filosofia primeira ou principios universais sobre os quais assenta o dogma positivo, de Comte, com a formulacao original, em Comte (1988, p. 163).

(4) Na traducao da Nova Cultural, esse trecho encontra-se na p. 30. Em todo este trabalho o que aparece entre colchetes e sempre explicitacao nossa.

(5) Na traducao da Nova Cultural, esse trecho encontra-se na p. 33.
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Title Annotation:Texto en Portuguese
Author:Tiski, Sergio
Publication:Acta Scientiarum Human and Social Sciences (UEM)
Date:Apr 1, 2010
Words:3837
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