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Initial growth and nutrient concentration in Eucalyptus urophylla x Eucalyptus grandis clones under weed interference/Crescimento inicial e concentracao de nutrientes em clones de Eucalyptus urophylla x Eucalyptus grandis sob interferencia de plantas daninhas.

INTRODUCAO

A presenca das plantas daninhas e considerada um dos principais problemas na implantacao e manutencao de plantios de eucalipto por competirem pelos recursos de crescimento agua, luz e nutrientes. Adicionalmente, essas plantas podem exercer interferencia de natureza alelopatica no eucalipto, hospedar pragas, dificultar os tratos silviculturais, alem de aumentar os riscos de incendio. Embora o genero Eucalyptus apresente especies de rapido crescimento, estas nao estao livres da interferencia das plantas daninhas, o que pode ter como consequencia decrescimos quantitativos e qualitativos da sua producao (TUFFI SANTOS et al., 2006a).

A competicao causada por plantas daninhas e mais expressiva nos dois primeiros anos apos o plantio do eucalipto, sendo a composicao e densidade da comunidade de plantas daninhas fatores relevantes e diretamente relacionados com o grau de interferencia (GARAU et al., 2009). Especies anuais agressivas tais como Panicum maximum e Urochloa decumbens sao muito competitivas nos estadios iniciais de crescimento de Eucalyptus sp. (CRUZ et al., 2010; TOLEDO et al., 2000), sendo as plantas daninhas arbustivas e arboreas mais prejudiciais ao crescimento do eucalipto em estadios mais avancados (SILVA et al., 2012). Commelina benghalensis e Spermacoce latifolia tem sido relatadas como problematicas em areas reflorestadas com eucalipto pela dificuldade de controle, provavelmente pela selecao ocorrida em funcao da utilizacao dos mesmos metodos de controle e herbicidas (COSTA et al., 2004; COSTA et al., 2002). Assim, a reducao na produtividade, o elevado custo de controle, a grande demanda de mao de obra e o impacto do controle quimico no ambiente elevam os cuidados e a importancia do manejo eficiente das plantas daninhas na eucaliptocultura (TUFFI SANTOS et al., 2006b).

Estudos sobre a capacidade de crescimento e desenvolvimento de clones de eucalipto sob disponibilidade limitada de recursos de crescimento sao comuns na literatura, especialmente no que se refere a absorcao e uso da agua, nutrientes e luz (BINKLEY et al., 2004; STAPE et al., 2004), fatores que sao altamente disputados em condicoes de competicao com plantas daninhas. Nesse sentido, o conhecimento da habilidade competitiva de clones de eucalipto em convivencia com plantas daninhas contribui para a adocao de genotipos mais competitivos como pratica cultural de manejo.

Apesar da importancia do manejo de plantas daninhas na eucaliptocultura, poucas pesquisas tem buscado elucidar o efeito direto causado pela interferencia destas no acumulo de nutrientes e no desenvolvimento dessa cultura, visto a diversidade de plantas daninhas e materiais geneticos existentes em implantacoes florestais. Diante disso, objetivouse avaliar os efeitos da iinterferencia de cinco plantas daninhas no crescimento inicial de dois clones de Eucalyptus urophylla x Eucalyptus grandis e a concentracao foliar de nutrientes na cultura e nas plantas daninhas em competicao.

MATERIAL E METODOS

O ensaio foi conduzido em casa de vegetacao, em esquema fatorial 2x5 + 7, sendo dois clones de eucalipto e cinco plantas daninhas. Adicionalmente, foram cultivados os dois clones de eucalipto e as cinco plantas daninhas em monocultivo como padrao de comparacao. Utilizouse o delineamento inteiramente casualizado com quatro repeticoes. A unidade experimental foi constituida de cada vaso contendo um clone de eucalipto ou uma planta daninha, isolados ou em competicao.

As cinco especies daninhas estudadas, Urochloa decumbens Stapf (braquiaria), Ipomoea nil (L.) Roth (corda-de-viola), Commelina diffusa Burm. f. (trapoeraba), Spermacoce lati folia Aubl. (erva-quente) e Panicum maximum Jacq. (capimcoloniao) foram escolhidas considerando-se ocorrencia e dificuldade de manejo. Utilizaramse mudas padronizadas de dois clones de hibridos de Eucalyptus urophylla S.T. Blake x Eucalyptus grandis W. (Hill ex Maiden), com tres meses de idade e altura media de 30 cm, cedidas pela CENIBRA e codificadas como clones CNB001 e CNB016.

As mudas de eucalipto foram transplantadas para vasos preenchidos previamente com 8 L de solo argiloso, adubado com 80 g de superfosfato simples, 20 g de NPK 8-28-16 e 10 g de calcario dolomitico, cuja proporcao Ca/Mg foi de 4:1 equivalentes, conforme recomendacao para a cultura. No mesmo dia realizou-se a semeadura de cinco sementes das especies de Urochloa decumbens, Ipomoea nil, Spermacoce latifolia e Panicum maximum em cada vaso, assim como o transplantio de mudas de Commelina diffusa, a fim de obter, apos o desbaste, tres plantas daninhas de cada especie convivendo com uma planta de eucalipto. As plantas receberam irrigacao diariamente, de modo que mantivessem adequada disponibilidade de agua.

Decorridos 60 dias do transplantio, os dois clones cultivados em monocultivo e em competicao foram avaliados quanto aos teores foliares de nutrientes, altura (regiao entre o coleto e o apice), diametro do coleto a um cm do solo, numero de ramificacoes primarias, area foliar e materia seca de folha e caule.

A area foliar (AF) foi determinada atraves do medidor de area foliar LI-3100, coletando-se 10 folhas representativas em cada terco da planta de eucalipto, totalizando uma amostra de 30 folhas por planta. Em seguida, o restante das folhas foi retirado das plantas e o caule cortado rente ao solo, sendo o material acondicionado em sacos de papel, igualmente as amostras, e colocados em estufa com circulacao forcada de ar a 65 [+ or -] 3[degrees]C ate atingirem massa constante, para obtencao da materia seca (MS) das folhas e do caule. Com os resultados obtidos foi calculada a area foliar especifica (AFE ([cm.sup.2][g.sup.-1])=AF/MS).

Para determinacao do teor dos nutrientes N, P, K, Ca, Mg, S, Zn e B em folhas dos clones de eucalipto estudados, foram coletadas 5 folhas em cada terco das plantas, totalizando uma amostra de 15 folhas, as quais foram colocadas em sacos de papel e secas em estufa com circulacao forcada de ar a 65 [+ or -] 3[degrees]C ate atingir massa constante. Coletouse tambem toda a parte aerea das plantas daninhas seguindo o mesmo procedimento. Posteriormente, as folhas foram moidas em moinho analitico e submetidas a digestao nitricoperclorica para determinacao das concentracoes de fosforo (P), pelo metodo da vitamina C modificado (BRAGA; De FELIPO, 1974); determinacao de potassio (K) por fotometria de chama (SARRUGE; HAAG, 1974); determinacao de enxofre (S) pelo metodo turbidimetrico (MALAVOLTA et al., 1997) e de calcio (Ca), magnesio (Mg) e zinco (Zn) por espectrofotometria de absorcao atomica (BRAGA; De FELIPO, 1974). Apos a digestao sulfurica foi determinado o teor de nitrogenio total (N) pelo metodo Kjeldahl (YASUHARA; NOKIHARA, 2001). Para determinacao do boro, as amostras foram submetidas a digestao por via seca, sendo quantificado por meio de colorimetria pela Azometina H (MALAVOLTA et al., 1997).

Os dados obtidos foram submetidos a analise de variancia pelo Teste F (p [less than or equal to] 0,05). Efetuouse o desdobramento da interacao significativa, empregando-se o Teste de Tukey a 5% de probabilidade.

RESULTADOS E DISCUSSAO

A presenca de plantas daninhas em convivencia com os hibridos de Eucalyptus urophylla x Eucalyptus grandis afetou negativamente a altura de plantas, o numero de ramos, o diametro do caule e a materia seca de folhas e do caule da especie florestal, sendo o grau de interferencia variavel de acordo com a competidora e o clone.

Dentre as variaveis de crescimento, verificou-se efeito da interacao entre clones e plantas daninhas somente na altura e numero de ramos. Em competicao com Ipomoea nil e Commelina di fusa, o clone CNB016 apresentou menor altura que o clone CNB001. Entretanto, quando em convivencia com Panicum maximum, o clone CNB001 apresentou menor altura de plantas (Tabela 1). Qualitativamente observou-se que o clone CNB001 apresentava maior comprimento e largura do limbo foliar, menor angulo de insercao dos ramos ao caule e copa mais densa que o clone CNB016, caracteristicas que possivelmente contribuiram para que os clones apresentassem habilidades competitivas distintas entre si e em relacao as especies competidoras.

Livre da interferencia de plantas daninhas, o clone CNB001 apresentou menor numero de ramificacoes primarias que o clone CNB016, o que tambem foi verificado quando em competicao com Panicum maximum e Spermacoce latifolia. Comportamento contrario foi observado para o clone CNB001, quando em competicao com Ipomoea nil. Tal resultado apesar de corresponder a uma reducao de 28% no numero de ramos do clone CNB016 em relacao ao clone CNB001, representa uma reducao de 50% em comparacao a sua testemunha (Tabela 1). O menor investimento em ramos e folhas pelos clones, em decorrencia do estresse imposto pela competicao, pode comprometer a sobrevivencia das mudas no campo ou gerar perdas substanciais em produtividade, por reduzir o aparato fotossintetico das plantas. Estudos comprovam perdas de ate 50% na produtividade do povoamento em razao da interferencia das plantas daninhas, podendo reduzir a lucratividade em mais de 90% (HAKAMADA et al., 2010).

Maiores reducoes em altura e numero de ramos do clone CNB001 foi observada sob convivencia com Panicum maximum, da ordem de 26 e 25%, respectivamente. Para o clone CNB016, Ipomoea nil mostrou-se mais agressiva, reduzindo em 40% o crescimento em altura (Tabela 1). Cruz et al. (2010) ao analisarem os efeitos da convivencia de capim-coloniao (Panicum maximum) sobre o crescimento inicial das mudas de diferentes clones de eucalipto (Eucalyptus urophylla x Eucalyptus grandis), observaram que a altura, o teor relativo de clorofila total, o diametro do caule, a materia seca do caule e das folhas e a area foliar especifica foram reduzidas, sendo as duas ultimas as mais sensiveis por apresentarem porcentagem de reducao elevada. A especie Ipomoea nil apresenta habito de crescimento trepador, cujos caules desenvolvemse rapidamente para sustentacao dos ramos e das folhas (KISSMANN; GROTH, 1999), geralmente emaranhando-se sobre a parte aerea das culturas a procura de luz, o que pode causar o estrangulamento do caule das mudas de eucalipto, interferindo nao so na area fotossintetica como tambem na alocacao de fotoassimilados e nutrientes.

As plantas daninhas estao presentes nos campos de reflorestamento em grande diversidade e podem constituir problemas serios as culturas por ocorrem geralmente em altas densidades. Pitelli e Marchi (1991) comentam que, sob intensa infestacao de plantas daninhas, o eucalipto tende a perder rapidamente os ramos e as folhas da base da copa, apresentando, com isso, pequena quantidade de folhas concentradas no topo da muda e estiolamento do caule devido a competicao por luz, restringindo a fonte predominante de energia aos processos basicos de recrutamento de elementos envolvidos no crescimento do vegetal.

Nao houve efeito da interacao dos fatores estudados para as variaveis area foliar especifica (AFE), diametro do coleto (DC) e materia seca das folhas (MSF) e do caule (MSC), sendo significativo o efeito isolado destes (Tabela 2). Verificou-se que o clone CNB001 foi superior ao clone CNB016 com relacao a AFE, DC, MSF e MSC (Tabela 2), evidenciando diferencas mais acentuadas no atributo materia seca, de cerca de 50%. Reis et al. (2006) reforcam a importancia de estudos que avaliem o crescimento inicial de clones para subsidiar a selecao de genotipos de eucalipto para diferentes ambientes. De maneira semelhante, trabalhos que auxiliam na identificacao de materiais geneticos menos suscetiveis a interferencia de plantas daninhas tornam-se relevantes para a reducao das perdas e dos custos com o manejo destas.

A AFE dos clones em estudo foi reduzida somente pela convivencia com Panicum maximum. No entanto, o DC, a MSF e MSC foram afetados negativamente pelacompeticao com todas as especies competidoras (Tabela 2), mostrando-se variaveis mais sensiveis a interferencia. Trabalhos relataram os efeitos negativos da convivencia de plantas de eucalipto com forrageiras, como braquiaria e capimcoloniao, na reducao da materia seca de folhas, caules, ramos e raizes, alem da diminuicao na area foliar e numero de folhas (TOLEDO et al., 2001; DINARDO et al., 2003), e com especies de "folhas largas", como trapoeraba e erva-quente, afetando o crescimento inicial do eucalipto de acordo com o periodo de controle e convivencia (COSTA et al., 2002; COSTA et al., 2004). Ademais, Souza et al. (2003) e Takahashi et al. (2004) constataram efeitos alelopaticos de plantas daninhas que inibiram o desenvolvimento do eucalipto. Segundo Toledo et al. (2000), plantas de eucalipto que cresceram em convivencia com a comunidade infestante, durante 364 dias, apresentaram reducao de 71 e 68% no diametro medio e na altura, respectivamente, em relacao as plantas de eucalipto que cresceram livres da interferencia das plantas daninhas.

Como efeito da acao conjunta dos fatores sobre a nutricao foliar dos hibridos de Eucalyptus urophylla x Eucalyptus grandis, verificou-se variacao no teor de nutrientes apresentados pelos dois clones na presenca das plantas daninhas. Livre da interferencia das plantas daninhas, nao houve diferenca entre os clones nos teores de N, P e K nas folhas (Tabela 3). Quando em competicao com Ipomoea nil, o clone CNBOOl apresentou menor teor de N, P e K nas folhas em relacao ao clone CNB016. Contudo, comportamento inverso foi observado para o teor de P em convivencia com Urochloa decumbens (Tabela 3), em que o clone CNBOOl apresentou maior teor desse nutriente quando comparado ao clone CNB016. Tais resultados evidenciam a variacao existente entre os clones quanto a capacidade competitiva e habilidade em extrair e acumular esses nutrientes em funcao da convivencia com as plantas daninhas.

Com relacao ao efeito das plantas daninhas, a convivencia com Panicum maximum causou reducao na concentracao de N nas folhas do clone CNBOOl da ordem de 29%, sendo esta especie juntamente com Commelina diffusa as mais competitivas por P, em relacao a testemunha (Tabela 3). Em trabalho desenvolvido por Ronchi et al. (2003), Commelina diffusa foi uma das especies que proporcionou as maiores reducoes no conteudo relativo de macro e micronutrientes na parte aerea de plantas de cafe, cultivadas em vasos.

Na literatura ha poucos registros mencionando os efeitos da competicao por nutrientes de especies florestais com plantas daninhas (SILVA et al., 2000; SOUZA et al., 2010). Silva et al. (2000) avaliaram os efeitos da interferencia de Brachiaria brizantha sobre a absorcao de nutrientes por mudas de duas especies de eucalipto em resposta a diferentes teores de agua no solo e constataram que a presenca da graminea reduziu as concentracoes de N-NH+4 e de K nas duas especies de eucalipto, independentemente dos teores de agua no solo. Souza et al. (2010), estudando a interferencia da comunidade infestante sobre plantas de Eucalyptus grandis de segundo corte, evidenciaram baixa interferencia no crescimento, diametro e estado nutricional (macronutrientes) das plantas. Fialho et al. (2012), avaliando os teores de nutrientes em plantas jovens de cafe cultivadas com diferentes plantas daninhas, observaram reducoes nos teores de macro e micronutrientes das folhas da cultura mesmo em convivencia com baixas densidades dessas. Assim como no cafe, a competicao por nutrientes em povoamentos florestais pode impedir, especialmente em areas recem-implantadas, que as especies expressem seu potencial de crescimento e de producao.

Observou-se reducao do teor foliar de K nos dois clones pelas cinco especies de plantas daninhas. Maior efeito negativo da interferencia das plantas daninhas sobre o teor de N e P pelo clone CNB016 foi verificado pelo convivio com Urochloa decumbens, Panicum maximum e Commelina diffusa (Tabela 3). Pedrinho Junior (2004) e Duarte et al. (2008), verificaram que K e N sao os macronutrientes mais acumulados pelas plantas daninhas de "folhas largas" estudadas, e por isso sao eficientes na competicao por esses nutrientes. Considerando ainda a expansao do setor florestal sobre areas anteriormente ocupadas por pastagens, Urochloa decumbens e Panicum maximum sao especies problematicas que apresentam elevada agressividade e habilidade na aquisicao de nutrientes.

Nao houve efeito de competicao por Ca entre as plantas daninhas e os dois clones de hibridos de Eucalyptus urophylla x Eucalyptus grandis, apresentando o clone CNB001 maior eficiencia na absorcao e concentracao deste nutriente, livre ou sob interferencia, em relacao ao clone CNB016 (Tabela 3). Para os micronutrientes Zn e B, o clone CNB001 nao apresentou os efeitos da interferencia imposta pelas plantas daninhas. O cultivo simultaneo do clone CNB016 com as plantas daninhas nao afetou o teor de B, sendo favorecida a aquisicao de Zn quando em competicao com Ipomoea nil (Tabela 3). Sabe-se que Zn e B sao dois micronutrientes limitantes para o crescimento e desenvolvimento do eucalipto.

O clone CNB001 mostrou-se mais eficiente que o clone CNB016 na aquisicao de Zn na presenca das plantas daninhas, com excecao da competicao com Ipomoea nil. No entanto, o clone CNB016 destacou-se em relacao ao clone CNBOOl, apresentando maior teor foliar de B quando houve o cultivo simultaneo com Urochloa decumbens, Panicum maximum e Ipomoea nil (Tabela 3). O manejo cultural de plantas daninhas constitui-se um metodo importante para se obter reducoes com os custos de controle e possiveis impactos ambientais. Assim, a escolha de clones de eucalipto que apresentem elevada capacidade competitiva com as especies infestantes e considerada pratica essencial para implantacao de povoamentos de eucalipto.

Para os teores de Mg e S nao se realizou o desdobramento da interacao pela ausencia de significancia, apresentando os efeitos isolados dos clones e plantas daninhas competidoras. O clone CNBOOl apresentou maiores teores de Mg e S que o clone CNB016, mostrando-se mais habil e eficiente na extracao desses nutrientes (Tabela 4). Quanto ao efeito dos competidores, apenas Panicum maximum competiu significativamente, causando reducao da concentracao foliar de S nos hibridos de Eucalyptus urophylla x Eucalyptus grandis (Tabela 4).

Goncalves et al. (2000) descreveram que as taxas de absorcao de nutrientes sao pequenas nos tres primeiros meses de crescimento das mudas de eucalipto, periodo no qual estas alocam grande quantidade de fotoassimilados e nutrientes para o crescimento de raizes, para assegurar o suprimento de agua e nutrientes, mas na convivencia com as plantas daninhas, pode haver diminuicao na disponibilidade desses elementos.

Analisando o efeito da competicao por nutrientes exercida sobre as plantas daninhas observou-se que houve interacao significativa entre plantas daninhas e competidores (clones e monocultivo) para os teores foliares de N, P, K, S e Zn. Dessa forma, a interacao foi desdobrada, estudando-se o efeito conjunto dos fatores sobre o teor destes nutrientes.

Verificou-se que, em relacao as respectivas testemunhas, as gramineas Urochloa decumbens e Panicum maximum nao tiveram o teor de N afetado pela presenca dos clones, mostrando-se eficientes na aquisicao deste nutriente em condicoes de competicao (Tabela 5). Reducao do teor de N nas folhas de Ipomoea nil foi observada quando em competicao com o clone CNBOOl, da ordem de 40%, sendo o teor de nitrogenio por Commelina diffusa afetado negativamente pelos dois clones. O teor de N encontrado nas folhas de Spermacoce latifolia que conviveu com o clone CNB016 foi significativamente maior que aquele encontrado nessa especie em monocultivo (Tabela 5). Apesar de serem consideradas boas competidoras, as plantas daninhas tambem sofrem os efeitos da concorrencia com as culturas com decrescimos nos atributos de crescimento e concentracao de nutrientes quando em competicao com especies cultivadas.

As plantas daninhas nao foram afetadas quanto ao teor de fosforo nas folhas quando submetidas a competicao com os clones de eucalipto, com excecao de Panicum maximum que, apresentou, em convivencia com os clones de hibridos de Eucalyptus urophylla x Eucalyptus grandis, consideravel aumento deste nutriente em relacao a sua testemunha, estimulando possivelmente a aquisicao de P devido a pressao exercida pela competicao (Tabela 5). Maior teor de N e P, em relacao as plantas daninhas, foi encontrado nas folhas de Commelina diffusa independente da presenca ou ausencia (testemunha) dos clones (Tabela 5).

As plantas daninhas apresentaram elevada habilidade competitiva, nao sofrendo reducoes no teor de K e S pela convivencia com os hibridos de Eucalyptus urophylla x Eucalyptus grandis. Dentre as especies avaliadas, apenas Ipomoea nil teve o conteudo de K e S alterado com aumento significativo em cultivo simultaneo com o clone CNBOO1 (Tabela 5). Duarte et al. (2008) estudando o acumulo de nutrientes por Ipomoea nil constataram que a especie apresenta elevada capacidade de extracao de K, sendo a concentracao deste nutriente superior aos demais.

Panicum maximum apresentou reduzido teor de K em relacao as demais plantas daninhas avaliadas em monocultivo e juntamente com os clones de hibridos de Eucalyptus urophylla x Eucalyptus grandis. Destaque e dado a Spermacoce latifolia que apresentou elevado teor deste nutriente mesmo na presenca dos clones (Tabela 5).

Nao houve efeito da interacao entre clones de Eucalyptus e plantas daninhas para os teores de Ca, Mg e B, sendo apresentando, na Tabela 6, o efeito isolado dos fatores. Somente o teor de B foi afetado, sendo reduzido quando em competicao com os hibridos de Eucalyptus urophylla x Eucalyptus grandis (Tabela 6).

As plantas daninhas apresentaram capacidade diferenciada de acumulo de nutrientes, sobressaindo-se Spermacoce latifolia e Ipomoea nil nos teores de Ca e B, respectivamente, e as especies Urochloa decumbens e Commelina diffusa para o teor de Mg (Tabela 6).

Spermacoce latifolia apresentou aumento do teor de Zn em competicao com o clone CNB016, nao sendo alterado para as demais especies na presenca e ausencia dos clones de eucalipto (Tabela 7). Adicionalmente, Spermacoce latifolia foi a especie que acumulou maior quantidade de Zn, chegando a 7,2, 6,9 e 6,8 vezes maior que a media apresentada por Panicum maximum e Ipomoea nil em competicao com os clones CNBOOl, CNB016 e monocultivo, respectivamente.

Apesar da elevada extracao de nutrientes apresentada por Spermacoce latifolia no presente trabalho, esta se mostrou pouco prejudicial aos hibridos de Eucalyptus urophylla x Eucalyptus grandis, em comparacao as outras especies. Entretanto, Costa et al. (2002) ressaltam que devido a dificuldade no controle dessa especie com os herbicidas existentes, esta planta daninha esta se dispersando, tornando-se cada vez mais frequente em plantios de eucalipto do Estado de Sao Paulo. Alem disso, vem se tornando problematica nas areas de reflorestamento no Estado de Sao Paulo, principalmente com relacao a sua densidade de ocorrencia, provavelmente, como resultado de um processo de selecao promovido pelos metodos de controle e herbicidas utilizados, merecendo assim devida atencao.

CONCLUSOES

O clone CNBOOl apresentou crescimento inicial superior ao clone CNB016.

Livres da interferencia de plantas daninhas, os dois clones de Eucalyptus urophylla x Eucalyptus grandis apresentaram teores foliares semelhantes para os nutrientes N, P, K e B.

O clone CNB016 mostrou maior sensibilidade que o clone CNBOOl a interferencia das plantas daninhas, sendo seu crescimento inicial mais afetado por Ipomoea ml e a concentracao de nutrientes reduzida pelas especies Panicum maximum, Urochloa decumbens e Commelina diffusa.

O clone CNBOOl foi mais sensivel a competicao com Panicum maximum.

As plantas daninhas apresentaram elevada capacidade de extrair nutrientes do solo em competicao com os dois clones de hibridos de Eucalyptus urophylla x Eucalyptus grandis estudados.

AGRADECIMENTOS

Ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Cientifico e Tecnologico (CNPq) e a Celulose NipoBrasileira (CENIBRA), pelo apoio na realizacao deste trabalho.

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YASUHARA, T.; NOKIHARA, K. High-throughput analysis of total nitrogen content that replaces the classic Kjeldahl method. Journal of agricultural and food chemistry, v. 49, n. 10, p. 4581-4583, 2001.

Wilker Nunes Medeiros (1) Christiane Augusta Diniz Melo (2) Rafael Augusto Soares Tiburcio (3) Gustavo Soares da Silva (4) Aroldo Ferreira Lopes Machado (5) Leonardo David Tuffi Santos (6) Francisco Affonso Ferreira (7)

(1) Engenheiro Agronomo.Mestre em Engenharia Agricola por MSc., Doutorando em Engenharia Agricola, Rua Padre Jose Mariano, 131, Centro, CEP 35550-000, Itapecerica (MG). wilkermedeirosi@,yahoo.com.br

(2) Engenheira Agronoma, MSc., Doutora em Fitotecnia pela Universidade Federal de Vicosa, Av. PH Rolfs s/n, Campus Universitario, CEP 36570-000, Vicosa (MG). christiane.meloi@,uiV.br

(3) Engenheiro Florestal, MSc., Doutor em Engenharia Agricola pela Universidade Federal de Vicosa, Av. PH Rolfs s/n, Campus Universitario, CEP 36570-000, Vicosa (MG). rastiburcioi@yahoo.com.br

(4) Engenheiro Agronomo, MSc., Doutorando em Fitotecnia pela ESALQ/USP, Av. Padua Dias 11, Campus Universitario, Caixa Postal 9, CEP 13418-900, Piracicaba (SP), gustavusoarcsiv hotmail.com

(5) Engenheiro Agronomo, Dr., Professor do Departamento de Fitotecnia, Instituto de Agronomia, Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, BR 465, Km 7, CEP 23890-000, Seropedica (RJ), a ro Ido machado a yahoo, co m,b r

(6) Engenheiro Agronomo, Dr., Professor do Instituto de Ciencias Agrarias, Universidade Federal de Minas Gerais, Av. Universitaria, n 1000, Campus Universitario, Caixa Postal 135, CEP 39404-006, Montes Claros (MG). ltuffi([R],y ahoo. com.br

(7) Engenheiro Agronomo, Dr., Professor do Departamento de Fitotecnia, Universidade Federal de Vicosa, Av. PH Rolfs s/n, Campus Universitario, CEP 36570-000, Vicosa (MG). faifonso@ufV.br

Recebido para publicacao em 2/05/2013 e aceito em 13/11/2013
TABLE 1 : Height and number of branches of two hybrids clones of
Eucalyptus urophylla x Eucalyptus grandis subjected to competition
with weeds for 60 days.

TABELA 1 : Altura de plantas e numero de ramos de dois clones de
hibridos de Eucalyptus urophylla x Eucalyptus grandis submetidos a
competicao com plantas daninhas por 60 dias.

                                Altura (m)
Competidor
                       Clone CNB001   Clone CNB016

Testemunha             1,05 Aa        1,09 Aa
Urochloa decumbens     0,99 Aab       0,94 Abe
Panicum maximum        0,78 Bc        0,89 Acd
Ipomoea nil            0,95 Aab       0,65 Be
Commelina diffusa      0,92 Ab        0,81 Bd
Spermacoce latifolia   0,96 Aab       1,01 Aab

CV (%)                           5,14

                               Numero de ramos
Competidor
                       Clone CNB001   Clone CNB016

Testemunha             21,33 Ba       26,67 Aa
Urochloa decumbens     19,67 Aab      18,67 Ad
Panicum maximum        16,00 Bc       20,33 Acd
Ipomoea nil            18,67 Ab       13,33 Be
Commelina diffusa      20,00 Aab      21,67 Abe
Spermacoce latifolia   18,33 Bbc      23,67 Ab

CV (%)                            5,30

Em que: Para cada variavel, medias seguidas pela mesma letra
maiuscula na linha e minuscula na coluna nao diferem entre si pelos
Testes F e de Tukey (p > 0,05), respectivamente.

TABLE 2: Specific leaf area (AFE), stem diameter (DC), leaves dry
matter (MSF) and stem dry matter (MSC) seedlings oftwo hybrids
clones of Eucalyptus urophylla x Eucalyptus grandis subjected to
competition with weeds for 60 days.

TABELA 2: Area foliar especifica (AFE), diametro do coleto (DC) e
materia seca das folhas (MSF) e do caule (MSC) de mudas de dois
clones de hibridos de Eucalyptus urophylla x Eucalyptus grandis
submetidos a competicao com plantas daninhas por 60 dias.

                           AFE
                       ([cm.sup.2]
Clone                  [g.sup.-1])    DC (mm)    MSF (g)   MSC (g)

CNB001                 193,42 a      13,96 a     51,37 a   49,54 a
CNB016                 170,30 b      11,02 b     26,46 b   24,95 b

                           AFE
                       ([cm.sup.2]
Competidor             [g.sup.-1])    DC (mm)    MSF (g)   MSC (g)

Testemunha             195,23 a      15,70 a     55,31 a   54,31 a
Urochloa decumbens     175,27 ab     11,63 bed   35,02 c   31,66 c
Panicum maximum        158,33 b      10,88 b     32,27 c   31,06 c
Ipomoea nil            189,35 a      12,77 bc    31,27 c   31,90 c
Commelina diffusa      176,84 ab     11,06 cd    33,67 c   31,86 c
Spermacoce latifolia   196,14 a      12,94 b     45,95 b   42,67 b
CV (%)                 8,98          7,95        10,67     11,21

Em que: Medias seguidas pela mesma letra minuscula na coluna nao
dilerem entre si pelo leste r para clone e pelo Teste de Tukey para
competidor (p > 0,05).

TABLE 3: Foliar content of nitrogen (N), phosphorus (P), potassium
(K), calcium (Ca), zinc (Zn) and boron (B) of two hybrids clones of
Eucalyptus urophylla x Eucalyptus grandis in competition with weeds
for 60 days.

TABELA 3 : Teor foliar de nitrogenio (N), fosforo (P), potassio
(K), calcio (Ca), zinco (Zn) e boro (B) de dois clones de hibridos
de Eucalyptus urophylla x Eucalyptus grandis submetidos a
competicao com plantas daninhas por 60 dias.

Competidor              N (dag [kg.sup.-1])    P (dag [kg.sup.-1])

                               Clone                 Clone

Testemunha              CNBOOl     CNB016      CNBOOl     CNB016

Urochloa decumbens      1,79 Aa    1,88 Ab    0,22 Aa     0,22 Ab
Panicum maximum        1,51 Aab    1,37 Ac    0,21 Aab   0,15 Bcd
Ipomoea nil             1,27 Ab    1,33 Ac    0,18 Ac    0,16 Acd
Commelina diffusa      1,60 Bab    2,44 Aa    0,21 Bab    0,25 Aa
Spermacoce latifolia   1,52 Aab    1,36 Ac    0,19 Abc    0,15 Bc
CV (%)                 1,55 Aab   1,57 Abc   0,20 Aabc   0,19 Abc

                               12,15                 7,17

Competidor              Ca (dag [kg.sup.-1])   Zn (mg [kg.sup.-1])

                               Clone                 Clone

Testemunha              CNBOOl     CNB016      CNBOOl     CNB016

Urochloa decumbens      1,75 Aa    1,06 Ba    47,30 Aa   38,98 Bb
Panicum maximum         1,56 Aa    1,31 Aa    40,80 Aa   37,02 Bb
Ipomoea nil             1,69 Aa    1,36 Ba    40,45 Aa   37,18 Bb
Commelina diffusa       1,80 Aa    1,37 Ba    45,43 Ba   55,73 Aa
Spermacoce latifolia    1,94 Aa    1,01 Ba    42,45 Aa   29,00 Bb
CV (%)                  1,48 Aa    1,05 Ba    41,43 Aa   38,35 Ab

                               16,73                  13,06

Competidor               K (dag [kg.sup.-1])

                               Clone

Testemunha              CNB001      CNB016

Urochloa decumbens      2,22 Aa     2,38Aa
Panicum maximum        1,13 Abc     1.04AC
Ipomoea nil             0,90 Ac     0,88Ac
Commelina diffusa      1,09 Bbc     l,64Ab
Spermacoce latifolia   1,04 Abc     0,79Ac
CV (%)                  1,40 Ab     l,59Ab

                                14,61

Competidor                B (mg [kg.sup.-1])

                               Clone

Testemunha              CNB001      CNB016

Urochloa decumbens     42,45 Aa   48,15 Aabc
Panicum maximum        40,28 Ba    52,10 Aa
Ipomoea nil            39,53 Ba    51,78 Aab
Commelina diffusa      38,58 Ba    54,48 Aa
Spermacoce latifolia   40,30 Aa    39,43 Ac
CV (%)                 38,45 Aa    39,93 Abc

                                12,78

Em que: Medias seguidas pela mesma letra maiuscula na linha e
minuscula na coluna nao diferem entre si pelos Testes F e de Tukey
(p > 0,05), respectivamente.

TABLE 4: Foliar content of magnesium (Mg) and sulfur (S) of two
hybrids clones of Eucalyptus urophylla x Eucalyptus grandis in
competition with weeds for 60 days.

TABELA 4: Teor foliar de magnesio (Mg) e enxofre (S) de dois clones
de hibridos de Eucalyptus urophylla x Eucalyptus grandis submetidos
a competicao com plantas daninhas por 60 dias.

                         Mg (dag        S (dag
Competidor             [kg.sup.-1])   [kg.sup.-1])   Clone

Testemunha              0,28 a (1)       0,08 a      CNBOOl
Urochloa decumbens        0,25 a        0,06 ab      CNB016
Panicum maximum           0,26 a         0,06 b
Ipomoea nil               0,30 a         0,08 a
Commelina diffusa         0,28 a        0,06 ab
Spermacoce latifolia      0,24 a        0,06 ab
CV(%)                     17,40          19,96

                         Mg (dag         S (dag
Competidor             [kg.sup.-1])   [kg.sup.-1])

Testemunha                0,32 a         0,08 a
Urochloa decumbens        0,21b          0,05 b
Panicum maximum
Ipomoea nil
Commelina diffusa
Spermacoce latifolia
CV(%)                     17,40          19,96

Em que: Medias seguidas pela mesma letra minuscula na coluna nao
diferem entre si pelos Testes F para clone e Tukey para competidor
(p > 0,05).

TABLE 5: Content of nitrogen (N), phosphorus (P), potassium (K) and
sulfur (S) in weed leaves of five species grown in monoculture and
in competition with two hybrids clones of Eucalyptus urophylla x
Eucalyptus grandis for 60 days.

TABELA 5: Teor de nitrogenio (N), fosforo (P), potassio (K) e
enxofre (S) em folhas de plantas daninhas de cinco especies
cultivadas em monocultivo e em competicao com dois clones de
hibridos de Eucalyptus urophylla x Eucalyptus grandis por 60 dias.

                                N (dag [kg.sup.-1])

Plantas Daninhas         Clone      Clone    Monocultivo
                        CNBOOl     CNB016

Urochloa decumbens      1,48 Ab    1,07 Ac     1,50 Ac
Panicum maximum         1,00 Ab    1,09 Ac     1,16 Ac
Ipomoea nil             1,37 Bb    1,98 Ab     2,30 Ab
Commelina diffusa       2,92 Ba    3,35 Ba     4,47 Aa
Spermacoce latifolia   2,40 ABb    2,97 Aa     2,29 Bb

CV (%)                            14,32

                                K(dag [kg.sup.-1])

Plantas Daninhas         Clone      Clone    Monocultivo
                        CNBOOl     CNB016

Urochloa decumbens     2,70 Aab    2,44 Aa     2,50 Aa
Panicum maximum         1,38 Ac    1,24 Ab     1,02 Ab
Ipomoea nil             2,80 Aa   1,83 Bab     1,99 Ba
Commelina diffusa      1,95 Abc    2,29 Aa     2,53 Aa
Spermacoce latifolia   2,56 Aab    2,13 Aa      2,65Aa
CV (%)                              16,07

                               P (dag [kg.sup.-1])

Plantas Daninhas        Clone      Clone    Monocultivo
                        CNBOOl    CNB016

Urochloa decumbens     0,33 Ac    0,28 Ac     0,33 Ab
Panicum maximum        0,65 Ab    0,55 Ab     0,38 Bb
Ipomoea nil            0,28 Ac    0,33 Ac     0,33 Ab
Commelina diffusa      0,91 Aa    0,94 Aa     0,98 Aa
Spermacoce latifolia   0,25 Ac    0,31 Ac     0,25 Ab

CV (%)                           14,18

                               S(dag [kg.sup.-1])

Plantas Daninhas        Clone      Clone    Monocultivo
                        CNBOOl    CNB016

Urochloa decumbens     0,13 Ad   0,12 Acd     0,14 Acd
Panicum maximum        0,07 Ad    0,07 Ad     0,06 Ad
Ipomoea nil            0,28 Ac    0,19 Bc     0,16 Bc
Commelina diffusa      0,44 Ab    0,40 Ab     0,37 Ab
Spermacoce latifolia   1,46 Aa    1,34 Ba     1,50 Aa
CV (%)                             9,26

Em que: Medias seguidas pela mesma letra maiuscula na linha e
minuscula na coluna nao diferem entre si pelo Teste de Tukey (p >
0,05).

TABLE 6: Content of calcium (Ca), magnesium (Mg) and boron (B) in
weed leaves of five species grown in monoculture and in competition
with two hybrids clones of Eucalyptus urophylla x Eucalyptus grandis
for 60 days.

TABELA 6: Teor de calcio (Ca), magnesio (Mg) e boro (B) em folhas de
plantas daninhas de cinco especies cultivadas em monocultivo e em
competicao com dois clones de hibridos de Eucalyptus urophylla x
Eucalyptus grandis por 60 dias.
                          Ca(dag         Mg(dag          B(mg
Competidor             [kg.sup.-1])   [kg.sup.-1])   [kg.sup.-1])

CNB00l                    1,14 a         0,46 a         51,02 b
CNB016                    1,21 a         0,44 a         48,95 b
Monocultivo               1,22 a         0,46 a         59,07 a
Plantas Daninhas          Ca(dag         Mg(dag          B(mg
                       [kg.sup.-1])   [kg.sup.-1])   [kg.sup.-1])
Urochloa decumbens        0,48 d         0,62 a         16,87 d
Panicum maximum           0,53 d         0,36 b         20,94 d
Ipomoea nil               0,98 c         0,25 c         95,12 a
Commelina diffusa         1,43 b         0,66 a         59,12 c
Spermacoce latifolia      2,55 a         0,39 b         72,99 b
CV(%)                      15,07          16,70          16,79

Em que: Medias seguidas pela mesma letra minuscula na coluna nao
diferem entre si pelo Teste de Tukey (p > 0,05).

TABLE 7: Content of zinc (Zn) in weed leaves of five species grown
in monoculture and in competition with two hybrids clones of
Eucalyptus urophylla x Eucalyptus grandis for 60 days.

s
TABELA 7: Teor de zinco (Zn) em folhas de plantas daninhas de cinco
especies cultivadas em monocultivo e em competicao com dois clones
de hibridos de Eucalyptus urophylla x Eucalyptus grandis por 60
dias.
                                      Zn (mg kg1)
Plantas Daninhas
                       Clone CNBOOl   Clone CNB016   Monocultivo

Urochloa decumbens       58,73 Ab       44,90 Ab       54,00 Ab
Panicum maximum          20,16 Ac       20,13 Ac       17,77 Ac
Ipomoea nil              17,15 Ac       23,46 Ac       20,50 Ac
Commelina diffusa        48,60 Ab       45,36 Ab       46,73 Ab
Spermacoce latifolia    129,70 Ba      150,33 Aa      122,20 Ba
CV(%)                                      16,44

Em que: Medias seguidas pela mesma letra maiuscula na linha e
minuscula na coluna nao diferem entre si pelo Teste de Tukey (p >
0,05).
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Title Annotation:texto en portugues
Author:Medeiros, Wilker Nunes; Melo, Christiane Augusta Diniz; Tiburcio, Rafael Augusto Soares; da Silva, G
Publication:Ciencia Florestal
Date:Jan 1, 2016
Words:6682
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