Printer Friendly

Inibicao in vitro de fungos toxigenicos por Pichia sp. e Debaryomyces sp. isoladas de frutos de cafe (Coffea arabica).

Introducao

A cafeicultura e uma importante atividade agricola para o Brasil, e o Estado de Minas Gerais produz aproximadamente 50% da producao nacional. Com menor expressao qualitativa atualmente no mercado mundial, porem ainda com volume de exportacao significativo, a comercializacao do cafe brasileiro tem sofrido algumas restricoes de compra nos mercados importadores. Um dos fatores que determina o preco do cafe e a qualidade. A qualidade do cafe envolve aspectos sensoriais e sanitarios. Neste aspecto, a ausencia de fungos filamentosos potencialmente toxigenicos e de micotoxinas nos graos de cafe e condicao prioritaria para que o cafe brasileiro assuma o primeiro lugar nas exportacoes desta commodity.

O controle biologico microbiano pode ser utilizado principalmente em culturas perenes, como a cultura do cafe, tendo como principio a competicao microbiana (TIMMS-WILSON et al., 2004). As leveduras apresentam caracteristicas que as tornam promissoras para utilizacao como agentes de biocontrole, tais como: i) nao produzem esporos alergenicos e nao produzem toxinas como fazem os fungos filamentosos; ii) nao sintetizam antibioticos como as bacterias (DROBY; CHALUTZ, 1994); iii) exigem nutrientes simples, podendo, inclusive, ser utilizados residuos de industrias como fonte de carbono (FREDLUND et al., 2002); e iv) nao apresentam riscos ao consumidor (PASSOTH et al., 2006).

A acao antagonica que algumas especies de leveduras exercem sobre o desenvolvimento de fungos filamentosos tem sido explorada por alguns autores, especialmente para utilizacao em graos armazenados (MASOUD; KALTOF, 2006; PETERSON; SCHNURER, 1998; PETERSSON et al., 1998). Petersson e Schnurer (1998) relataram a acao antagonica de Pichia anomala sobre o desenvolvimento de Penicillium roqueforti em centeio, trigo e cevada armazenados em condicoes inadequadas de umidade e observaram que a levedura foi capaz de inibir totalmente o crescimento do fungo a uma concentracao celular de 5 x [10.sup.4] UFC [g.sup.-1].

No Brasil, o processamento dos frutos de cafe e realizado quase que na sua totalidade pelo processamento seco, resultando nos cafes naturais. Neste processamento, os frutos de cafe podem sofrer contaminacao fungica na arvore, durante o processamento dos frutos e armazenamento dos graos (BATISTA et al., 2003; SILVA et al., 2003). Fungos filamentosos da secao Flavi e do genero Penicillium podem ser potencialmente toxigenicos e sao frequentemente isolados de frutos e graos de cafe (BATISTA et al., 2003; SILVA et al., 2000; TANIWAKI et al., 2003). Apesar de Batista et al. (2003) afirmarem que a presenca do fungo potencialmente toxigenico nao e indicativo de producao de toxinas, este risco deve ser evitado.

Leveduras, alem de fungos filamentosos, sao microrganismos presentes naturalmente em frutos de cafe (SILVA et al., 2000). Este trabalho teve como objetivo a avaliacao do grau de desenvolvimento de fungos potencialmente toxigenicos dos generos Aspergillus e Penicillium em cultivo pareado com Debaryomyces hansenii e Pichia anomala isolados de frutos e graos de cafe processados via seca.

Material e metodos

Microrganismos

As leveduras foram isoladas da superficie de frutos e graos de cafe processados via seca (SILVA et al., 2000) e sao pertencentes a colecao de microrganismos do Laboratorio de Fisiologia e Genetica de Microrganismos do Departamento de Biologia (UFLA).

Foram utilizados quatro isolados de leveduras, sendo os isolados UFLACF 710 e UFLACF 951 pertencentes a especie Pichia anomala e os isolados UFLACF 889 e UFLACF 847 da especie Debaryomyces hansenii. As leveduras preservadas a -80[degrees]C foram reativadas em meio MEA (Malt Extract Agar) contendo em g [L.sup.-1]: extrato de malte 20, peptona bacteriologica 1, glicose 10 e agar 20, pH 5,6. As culturas foram incubadas a 28[grados]C por 24h. Apos este periodo, foi realizada suspensao de celulas a serem utilizados no teste in vitro.

Os isolados de Aspergillus ochraceus, Aspergillus parasiticus e Penicillium roqueforti foram isolados a partir do plaqueamento direto dos graos de cafe (BATISTA et al., 2003) e pertencem a colecao de microrganismos do Laboratorio de Micologia e Micotoxinas do Departamento de Ciencia dos Alimentos (UFLA).

Os isolados de fungos filamentosos foram estocados em meio YEPG (g [L.sup.-1]: extrato de levedura 10; peptona 20; glicose 20; agar 15) e reativados em meio MEA, com inoculacao pontual, no centro da placa, e incubados a 28[grados]C por cinco dias. Apos este periodo, foi realizada suspensao de esporos a serem utilizados no teste in vitro.

Ensaios in vitro

Foi realizada uma suspensao de celulas de leveduras e ajustadas as concentracoes a fim de se obter de [10.sup.3] a [10.sup.6] celulas [mL.sup.-1]. O mesmo procedimento foi realizado com os isolados de fungos filamentosos. As concentracoes de celulas e de esporos dos fungos filamentosos foram obtidas a partir da contagem em Camara de Neubauer. Cada concentracao de celulas de leveduras foi testada com cada concentracao de esporos; foram plaqueadas, em meio MEA, pontualmente, aliquotas de 100 [micron]L de cada concentracao a ser testada, distantes 4 cm. Cada ensaio foi realizado em triplicata.

A Tabela 1 apresenta a esquematizacao dos ensaios.

As placas inoculadas foram incubadas em B.O.D., a 28[grados]C, por ate 21 dias.

Cada isolado de fungo filamentoso foi inoculado em ponto no meio MEA, a partir da suspensao de esporos das concentracoes testadas e mantidas nas mesmas condicoes de cultivo que os ensaios, porem sem a inoculacao das leveduras. Estas placas foram consideradas como testemunhas.

Avaliacao do crescimento vegetativo

Para avaliacao do crescimento vegetativo micelial, foram realizadas medidas do diametro (cm) da colonia. Estas medidas foram realizadas aos sete, 14 e 21 dias apos a inoculacao, utilizando-se um paquimetro e considerando-se o diametro a partir do ponto de inoculacao.

Avaliacao da producao de esporos

A contagem de esporos foi realizada apos 21 dias. Com o auxilio de um estilete, foram retirados tres cortes de 7 mm da colonia do fungo, a distancia de 2,5 cm da colonia da levedura, e tres cortes da colonia fungica em contato com a colonia leveduriforme. Estes cortes foram colocados em tubos de ensaio com 10 mL de agua esteril + Tween 20 e agitados. Logo em seguida, foi feita a contagem de esporos em Camara de Neubauer, sendo realizadas diluicoes quando necessarias. A porcentagem de inibicao da producao de esporos pelos fungos testados foi obtida considerando como 100% de producao a contagem de esporos realizada na suspensao obtida sem contato com a colonia de levedura.

Analise estatistica

Foram comparadas as medias de inibicao da producao de esporos utilizando-se o teste de Tukey (p < 0,05), por meio do software Statistica versao 6.0.

Resultados e discussao

Frutos e graos sao amplamente contaminados por fungos filamentosos e apresentam riscos a saude humana. Quando se trata de fungos potencialmente toxigenicos, a contaminacao do alimento deve ser evitada, uma vez que as toxinas podem apresentar efeitos carcinogenicos e teratogenicos (BATISTA et al., 2003; LA PENNA et al., 2004).

As duas especies de leveduras testadas quanto ao potencial efeito inibitorio no desenvolvimento de fungos filamentosos apresentaram diferencas no grau de inibicao da producao de esporos das diferentes especies de fungos filamentosos (Tabela 2). Observa-se que ha diferenca no grau de inibicao de cada isolado de levedura, em relacao a especie fungica.

Observou-se que as leveduras inibiram a esporulacao, mas nao causaram interferencia no crescimento micelial (Figura 1). Os isolados de D. hansenii foram os mais efetivos, inibindo, em media, 32% da esporulacao, enquanto os isolados de P. anomala inibiram a esporulacao, em media, 27%. Microrganismos usados como agentes do controle biologico podem agir impedindo que estruturas ou mecanismos de virulencia sejam desencadeados sem interferir no crescimento do microrganismo patogenico. Dong et al. (2004) relataram que a presenca de Bacillus thuringiensis inibiu o desenvolvimento da virulencia de Erwinia carotovara, mas nao impediu seu crescimento na planta.

Os isolados que apresentaram melhor efeito antagonico foram os isolados UFLACF 889 (D. hansenii) e o isolado UFLACF 710 (P. anomala), que inibiram, em media, 82 e 60,3% da producao de esporos de A. ochraceus e 74,1 e 75,6% da producao de esporos de P. roqueforti, respectivamente. A. parasiticus foi o isolado fungico que menos apresentou efeito inibitorio das especies antagonistas, apresentando, em media, decrescimo na producao de esporos de 29%.

[FIGURA 1 OMITIR]

O isolado UFLACF 889 inibiu ate 98,4% da producao de esporos de A. ochraceus e 52,4% em A. parasiticus. O mesmo isolado leveduriforme foi capaz de inibir 85,3% da producao de esporos de

P. roqueforti (Tabela 3). O isolado UFLACF 847

inibiu a producao de esporos em 52,6% em A. parasiticus (maxima inibicao observada para este isolado fungico) e 66,7% da producao de esporos de P. roqueforti.

Nao foi possivel estabelecer padrao de inibicao para esses isolados; entretanto, quando a concentracao de celulas de leveduras foi menor que a concentracao de esporos, observou-se tendencia de menor efeito de inibicao, embora estatisticamente nao-significativa (p > 0,05). Ou seja, independentemente da concentracao de celulas do antagonista, houve inibicao da producao de esporos. Masoud e Kaltoft (2006) observaram que com o aumento da concentracao de celulas de leveduras de [10.sup.4] para [10.sup.6] celulas [mL.sup.-1] tambem ocorreu aumento da inibicao sobre o crescimento de A. ochraceus, em testes in vitro.

A concentracao celular inicial do microrganismo antagonista parece ser um dos fatores que interfere no grau de inibicao. Essa afirmacao pode ser comprovada neste trabalho, pois, uma vez que a concentracao de celulas de leveduras foi menor que a concentracao de esporos testados nos ensaios, a producao de esporos durante o desenvolvimento da colonia foi fracamente inibida em torno de 0 a 6%.

A comercializacao e o consumo de frutos de cafe brasileiro sofrem restricao no mercado mundial pelas frequentes contaminacoes por fungos potencialmente toxigenicos e por micotoxinas (TANIWAKI et al., 2003).

Os esporos sao estruturas reprodutivas assexuadas de fungos filamentosos que tambem podem apresentar acumulo de toxinas (DE PENA; HERRERA, 1997). Em cafes brasileiros, foi observado que 75% dos isolados de A. ochraceus eram produtores de ocratoxina A (OTA) (TANIWAKI et al., 2003); portanto, o controle de seu desenvolvimento e uma alternativa para incremento da qualidade sanitaria dos frutos e graos de cafe.

As leveduras podem atuar na descontaminacao de produtos com micotoxinas (SHETTY; JESPERSEN, 2006). Para a cultura do cafe, em especial quando o processamento dos frutos e realizado via seca e em regioes onde ha maior indice pluviometrico durante a colheita e secagem dos frutos em terreiros, o controle preventivo da contaminacao dos frutos e dificultado. Sendo assim, a acao descontaminante das leveduras sobre as toxinas fungicas representa uma alternativa para a comercializacao segura dos graos de cafe. Muitos paises desenvolvidos ja apresentam normas rigidas para a comercializacao de produtos agricolas sujeitos a riscos de contaminacao. Porem, em paises em desenvolvimento, a falta de legislacao, a pobreza e a ma nutricao favorecem o consumo de alimentos contaminados, o que compromete a saude da populacao (SHETTY; JESPERSEN, 2006).

As duas especies de leveduras aqui testadas (Pichia anomala e Debaryomyces hansenii) e outras especies dos generos Saccharomyces, Candida e Zygosaccharomyces ja foram relatadas em literatura quanto ao potencial de descontaminacao de alimentos contaminados com aflatoxina B1, por meio da adsorcao destas moleculas (SHETTY; JESPERSEN, 2006).

Os dois isolados de Pichia anomala apresentaram efeito inibitorio semelhante ou inferior, quando comparados com os isolados de D. hansenii. Estudos sobre o efeito inibitorio da especie sobre o desenvolvimento de fungos deterioradores de graos foi realizado por Fredlund et al. (2002), e por Passoth et al. (2006), que verificaram os possiveis mecanismos de acao antifungica da levedura. Estes autores observaram que a competicao por substrato nao seria o fator de inibicao de P. anomala no desenvolvimento de P. roqueforti e concluiram que possivelmente o modo de acao de P. anomala seja a producao de acetato de etila durante o seu crescimento. Durante a fase inicial do crescimento lag, foi observado que houve menor producao de acetato de etila. A concentracao inicial de celulas esta entre os parametros que podem interferir no periodo da fase lag e que poderiam estender esta fase, inibindo a producao de acetato de etila. Masoud et al. (2005) avaliaram o efeito inibitorio de compostos produzidos por leveduras predominantes isoladas de cafe e observaram que o crescimento e a producao da ocratoxina A foram fortemente inibidos pelo acetato de etila.

E dificil predizer o possivel modo de acao antifungica dos isolados de P. anomala testadas neste trabalho; parece evidente, no entanto, que a competicao por nutrientes, producao de substancias Killer e producao de 1,3 ss glucanase nao foram responsaveis pelos mecanismos inibitorios. Grevesse et al. (2003) estudaram a acao de exoglucanase produzida por P. anomala como agente inibitorio. O isolado de Pichia anomala (UFLACF 710) apresentou maior eficiencia de inibicao (75,6%) sobre a esporulacao de P. roqueforti e houve maior inibicao quando a concentracao de celulas do antagonista era de 104 celulas [mL.sup.-1] (Tabela 4). Droby et al. (1999) relataram o crescimento e a eficiencia antagonica de Pichia anomala sobre a germinacao dos esporos de Penicillium digitatum isolados de pomelo. Alguns isolados da levedura inibiram em 70% ou mais a infeccao por P. digitatum; outros foram capazes ate mesmo de proteger integralmente o fruto da infeccao pelo fungo. Em escala piloto e testes comerciais, a viabilidade da producao e da aplicacao da biomassa leveduriforme ja foram testadas por Droby et al. (1993; 1998), que utilizaram substratos de residuos de industria como semente de algodao e liquido de maceracao do milho. Recentemente, ja ha disponivel no mercado produtos comerciais que contem leveduras antagonistas como Candida saitoana (CASTORIA et al., 2008).

Testes seletivos de microrganismos com potencial efeito inibitorio sobre o desenvolvimento de fungos fitopatogenicos podem ser realizados in vitro e em bioensaios, utilizando-se diferentes tecnicas. Saligkarias et al. (2002) avaliaram o potencial antagonico de C. guilliermondii sobre o desenvolvimento de Botrytis cinerea em tomates e observaram que, o maior efeito inibitorio foi conseguido quando a levedura foi inoculada 24h antes da inoculacao de B. cinerea, sugerindo que a competicao por nutrientes pode estar envolvida com o modo de acao.

Neste trabalho, a inoculacao dos isolados de leveduras foi realizada concomitantemente a inoculacao dos isolados de fungos filamentosos, distantes 4 cm, permitindo que ambos os isolados se desenvolvessem antes do contato direto da colonia de levedura com a de fungo filamentoso, o que aconteceu, em media, sete dias apos a inoculacao. Isto poderia justificar o maior efeito inibitorio de isolados de leveduras sobre a esporulacao do que no desenvolvimento micelial. A concentracao do inoculo do antagonista e o grau de inibicao parecem ser fatores diretamente proporcionais, ou seja, quanto maior a concentracao do inoculo da especie antagonista maior o efeito inibitorio sobre a esporulacao.

Conclusao

Este estudo revelou que especies de Pichia e Debaryomyces podem reduzir a esporulacao de fungos potencialmente toxigenicos e naturalmente presentes em frutos de cafe.

Agradecimentos

Os autores agradecem a pesquisadora Dra. Carla L. S. Avila a ajuda nas analises estatisticas.

DOI: 10.4025/actasciagron.v32i3.3361

Received on May 12, 2008. Accepted on August 7, 2008.

Referencias

BATISTA, L. R.; CHALFOU, N. S. M.; PRADO, G.; SCHWAN, R. F.; WHEALS, A. E. Toxigenic fungi associated with processed (green) coffee beans (Coffea arabica L.). International Journal of Food Microbiology, v. 85, n. 3, p. 293-300, 2003.

CASTORIA, R.; WRIGHT, S. A. I.; DROBY, S. Biological control of mycotoxigenic fungi in fruits. In: BARKAI GOLAN, R.; PASTER, N. (Ed.). Mycotoxin in fruits and vegetables. San Diego: Academic Press, 2008. p. 311-334.

DE PENA, D. G.; HERRERA, J. R. Relationship between aflatoxin biosynthesis and sporulation in Aspergillus parasiticus. Fungal Genetics and Biology, v. 21, n. 2, p. 198-205, 1997.

DONG, Y. H.; ZHANG, X. F.; XU, J. L.; ZHANG, L. H. Insecticidal Bacillus thuringiensis silences Erwinia carotovora virulence by a new form of microbial antagonism, signal interference. Applied and Environmental Microbiology, v. 70, n. 2, p. 954-960, 2004.

DROBY, S.; CHALUTZ, E. Mode of action of biocontrol agents for postharvest diseases. In: Biological Control of Postharvest Diseases of Fruits and Vegetables--Theory and Practice. Boca Raton: CRC Press, 1994. p. 63-75.

DROBY, S.; COHEN, L.; DAUS, A.; WEISS, B.; HOREV, B.; CHALUTZ, E.; KATZ, H.; KEREN-TZUR, M.; SHACHNAI, A. Commercial testing of aspire: a yeast preparation for the biological control of postharvest decay of citrus. Biological Control, v. 12, n. 2, p. 97-101, 1998.

DROBY, S.; HOFSTEIN, R.; WILSON, C. L.; WISNIEWSKI, M.; FRIDLERNDER, B.; COHEN, L.; WEISS, B.; DAUS, A.; TIMAR, D.; CHALUTZ, E. Pilot testing of Pichia guilliermondii: a biocontrol agent of Postharvest diseases of citrus fruit. Biological Control, v. 3, n. 1, p. 47-52, 1993.

DROBY, S.; LISCHINSKI, S.; COHEN, L.; WEISS, B.; DAUS, A.; CHAND-GOYAL, T.; MANULIS, S. Characterization of an epiphytic yeast of grapefruit capable of suppression of green mold decay caused by Penicillium digitatum. Biological Control, v. 16, n. 1, p. 27-34, 1999.

FREDLUND, E.; DRUVEFORS, U.; BOYSEN, M. E.; LINGSTEN, K. J.; SCHNURER, J. Physiological characteristics of the biocontrol yeast Pichia anomala J121. FEMS Yeast Research, v. 2, n. 3, p. 395-402, 2002.

GREVESSE, C.; LEPOIVRE, P.; JIJAKLI, M. H. Characterization of the Exoglucanase-Encoding gene PaEXG2 and study of its role in the biocontrol activity of Pichia anomala. Phytopathology, v. 93, n. 9, p. 1145-1152, 2003.

LA PENNA, M.; NESCI, A.; ETCHEVERRY, M. In vitro studies on the potential for biological control on Aspergillus section Flavi by Kluyveromyces spp. Letters in Applied Microbiology, v. 38, n. 4, p. 257-264, 2004.

MASOUD, W.; KALTOFT, H. C. The effects of yeasts involved in the fermentation of Coffea arabica in East Africa on growth and ochratoxin A (OTA) production by Aspergillus ochraceus. International Journal of Food Microbiology, v. 106, n. 4, p. 229-234, 2006.

MASOUD, W.; POLL, L.; JAKOBSEN, H. Influence of volatile compounds produced by yeast predominant during processing of Coffea arabica in East Africa on growth and ochratoxin A (OTA) production by Aspergillus ochraceus. Yeast, v. 22, n. 14, p. 1133-1142, 2005.

PASSOTH, V.; FREDLUND, E.; DRUVEFORS, U.; SCHNURER, J. Biotechnology, physiology and genetics of the yeast Pichia anomala. FEMS Yeast Research, v. 6, n. 1, p. 3-13, 2006.

PETERSSON, S.; HANSEN, M. W.; AXBERG, K.; HULT, K.; SCHNURER, J. Ochratoxin A accumulation in cultures of Penicillium verrucosum with the antagonistic yeast Pichia anomala and Saccharomyces cerevisiae. Mycological Research, v. 102, n. 8, p. 1003-1006, 1998.

PETERSSON, S.; SCHNURER, J. Pichia anomala as a biocontrol agent of Penicillium roqueforti in high moisture wheat, rye, barley, and oats stored under airtight conditions. Canadian Journal of Microbiology, v. 44, n. 5, p. 471-476, 1998.

SALIGKARIAS, I. D.; GRAVANIS, F. T.; EPTON, H. A. S. Biological control of Botrytis cinerea on tomato plants by the usew of epiphytic yeasts Candida guilliermondii strains 101 and US 7 and Candida oleophila strain I-182: I. in vivo studies. Biological Control, v. 25, n. 2, p. 143-150, 2002.

SHETTY, P. H.; JESPERSEN, L. Saccharomyces cerevisiae and lactic acid bacteria as potential mycotoxin decontaminating agents. Trends in Food Science and Technology, v. 17, n. 2, p. 48-55, 2006.

SILVA, C. F.; BATISTA, L. R.; SCHWAN, R. F. Incidencia de Aspergillus produtores de micotoxinas em frutos e graos de cafe (Coffea arabica L.). Revista Brasileira de Armazenagem, n. 7, p. 30-36, 2003.

SILVA, C. F.; SCHWAN, R. F.; DIAS, E. S.; WHEALS, A. E. Microbial diversity during maturation and natural processing of coffee cherries of Coffea arabica in Brazil. International Journal of Food Microbiology, v. 60, n. 2-3, p. 251-260, 2000.

TANIWAKI, M. H.; PITT, J. I.; TEIXEIRA, A. A.; IAMANAKA, B. T. The source of ochratoxin A in Brazilian coffee and its formation in relation to processing methods. International Journal of Food Microbiology, v. 82, n. 2, p. 85-92, 2003.

TIMMS-WILSON, T. M.; KILSHAW, K.; BAILEY, M. J. Risk assessment for engineered bacteria used in biocontrol of fungal disease in agricultural crops. Plant and Soil, v. 266, n. 1-2, p. 57-67, 2004.

Darle Martins Barros Ramos (1), Cristina Ferreira Silva (2) *, Luis Roberto Batista (3) e Rosane Freitas Schwan (2)

(1) Faculdades Unidas do Norte de Minas, Montes Claros, Minas Gerais, Brasil. (2) Departamento de Biologia, Universidade Federal de Lavras, Cx Postal 3037, 37200-000, Lavras, Minas Gerais, Brasil. (3) Departamento de Ciencia dos Alimentos, Universidade Federal de Lavras, Lavras, Minas Gerais, Brasil. *Autorpara correspondencia. E-mail: cristinafsb@dbi.ufla.br
Tabela 1. Esquema dos ensaios realizados para avaliar o efeito
antagonico de duas especies de leveduras sobre o
desenvolvimento de fungos potencialmente toxigenicos com
diferentes concentracoes celulares.

                                           Leveduras

                                 D. hansenii (celulas [mL.sup.-1])

Fungos                                [10.sup.3]   [10.sup.4]

A. parasiticus           [10.sup.3]       x            x
(esporos [mL.sup.-1])    [10.sup.4]                    x
                         [10.sup.5]
                         [10.sup.6]
A. ochraceus             [10.sup.3]       x            x

(esporos [mL.sup.-1])    [10.sup.4]                    x
                         [10.sup.5]
                         [10.sup.6]

P. roqueforti            [10.sup.3]       x            x
(esporos [mL.sup.-1])    [10.sup.4]                    x
                         [10.sup.5]
                         [10.sup.6]

                                         Leveduras

                         D. hansenii (celulas      P. anomala
                             [mL.sup.-1])          (celulas
                                                  [mL.sup.-1])

Fungos                   [10.sup.5]   [10.sup.6]   [10.sup.3]

A. parasiticus               x            x            x
(esporos [mL.sup.-1])        x            x
                             x            x
                                          x
A. ochraceus                 x            x            x

(esporos [mL.sup.-1])        x            x
                             x            x
                                          x

P. roqueforti                x            x            x
(esporos [mL.sup.-1])        x            x
                             x            x
                                          x

                                     Leveduras

                          P. anomala (celulas [mL.sup.-1])

Fungos                   [10.sup.4]   [10.sup.5]   [10.sup.6]

A. parasiticus               x            x            x
(esporos [mL.sup.-1])        x            x            x
                                          x            x
                                          x            x
A. ochraceus                 x            x            x

(esporos [mL.sup.-1])        x            x            x
                                          x            x
                                          x            x

P. roqueforti                x            x            x
(esporos [mL.sup.-1])        x            x            x
                                          x            x
                                          x            x

Tabela 2. Inibicao (%) de Pichia anomala (UFLACF 710 e 951) e
Debaryomyces hansenii (UFLACF 847 e 889) na producao de
esporos de Aspergillus ochraceus, A parasiticus e Penicillium
roqueforti.

                        P. anomala               D. hansenii

                 UFLACF 710   UFLACF 951   UFLACF 847   UFLACF 889

A. ochraceus      60,3 bB      31,3 aC         --          82aA
A. parasiticus    23,5 cA      29,6 aA       33 aA       31,6 bA
P. roqueforti     75,6 aA       32 aB        28,6aB       74,1aA

Medias seguidas de mesma letra minuscula, na coluna, nao diferem
entre si pelo teste deTukey (p > 0,05). Medias seguidas de mesma
letra maiuscula, na linha, nao diferem entre si pelo teste de
Tukey (p > 0,05).

Tabela 3. Inibicao (%) da producao de esporos de Aspergillus ochraceus
e Penicillium roqueforti, com concentracao de 10.sup.-3] a 10.sup.6]
esporos [mL.sup.-1], em cultivo pareado com Debaryomyces hansenii
(UFLACF 889) em diferentes concentracoes do inoculo (celulas
[mL.sup.-1]).

D. hansenii                  A. ochraceus
(celulas                 (Esporos [mL.sup.-1])
[mL.sup.-1])

                 [10.sup.3]  [10.sup.4]   [10.sup.4]   [10.sup.6]
                      %           %            %            %

[10.sup.3]          98.0        89.6         79.2         83.3
[10.sup.4]          81.6        73.0         98.0         98.4
[10.sup.4]          75.0        92.3         83.3         86.5
[10.sup.6]          93.3        91.0          --          87.5

D. hansenii                     P. roqueforti
(celulas       (Esporos [mL.sup.-1])
[mL.sup.-1])

               [10.sup.-3]   [10.sup.-4]   [10.sup.4]   [10.sup.6]
                     %             %            %            %

[10.sup.3]         45,5          77,4         75,9         68,9
[10.sup.4]         76,7          83,3         69,7         81,8
[10.sup.4]         75,0          85,3         73,2         76,9
[10.sup.6]         76,9          75,9         73,3         69,9

Tabela 4. Inibicao da producao de esporos de Penicillium
roqueforti, com concentracao de [10.sup.3] a [10.sup.6]
esporos [mL.sup.-1], em cultivo pareado com Pichia anomala,
(UFLACF 710) em diferentes concentracoes do inoculo (celulas
[mL.sup.-1]).

Pichia anomala                Penicillium roqueforti
(celulas                      (esporos [mL.sup.-1])
[mL.sup.-1])

                 [10.sup.3]   [10.sup.4]   [10.sup.5]   [10.sup.6]
                     %            %            %            %

[10.sup.3]         65,0cA       66,7cA      69,7acA       64,3bA
[10.sup.4]         81,6bA      69,0 cB       55,0dC       86,4aA
[10.sup.5]        85,2abA       85,7aA       86,0aA       84,7aA
[10.sup.6]         88,1aA       76,2bB       78,2bB       67,2bC

Medias seguidas de mesma letra minuscula, na coluna, nao diferem
entre si pelo teste de Tukey (p > 0,05). Medias seguidas de mesma
letra maiuscula, na linha, nao diferem entre si pelo teste de
Tukey (p > 0,05).
COPYRIGHT 2010 Universidade Estadual de Maringa
No portion of this article can be reproduced without the express written permission from the copyright holder.
Copyright 2010 Gale, Cengage Learning. All rights reserved.

Article Details
Printer friendly Cite/link Email Feedback
Title Annotation:texto en portugues
Author:Barros Ramos, Darle Martins; Ferreira Silva, Cristina; Batista, Luis Roberto; Freitas Schwan, Rosane
Publication:Acta Scientiarum Agronomy (UEM)
Date:Jul 1, 2010
Words:4371
Previous Article:Viabilidade economica e risco do cultivo de mamao em funcao da lamina de irrigacao e doses de sulfato de amonio.
Next Article:Teor e composicao quimica do oleo essencial de Hyptis marrubioides Epl., Lamiaceae em funcao da sazonalidade.
Topics:

Terms of use | Copyright © 2017 Farlex, Inc. | Feedback | For webmasters