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Influence of voice and hearing changes in the quality of life of active elderly individuals/ Impacto das mudancas vocais e auditivas na qualidade de vida de idosos ativos.

Introducao

Em face do envelhecimento mundial, tambem vivenciado no Brasil (1), defendem-se acoes que viabilizem o Envelhecimento Ativo da populacao, fundamentado no principio de otimizacao das oportunidades de saude, participacao e seguranca (2).

A manutencao da capacidade funcional e um aspecto essencial para o envelhecimento ativo (3,4), sendo que as possibilidades de comunicacao, seja a partir da compreensao das mensagens orais e escritas, ou pela possibilidade de expressar-se, sao extremamente relevantes para a interacao social, acao necessaria a conservacao da independencia e autonomia.

Modificacoes no padrao e nas habilidades de comunicacao ocorrem fisiologicamente no decorrer do envelhecimento (5). Algumas delas podem afetar a qualidade de vida do idoso quando passam a interferir no seu convivio social (4,6). Entre essas mudancas, a diminuicao da audicao, denominada presbiacusia, pode acarretar dificuldade em conversas em ambientes ruidosos ou com velocidade de fala aumentada (7). As modificacoes na voz, constituintes da presbifonia, por sua vez, sejam decorrentes das mudancas no aparelho fonador ou por alteracoes no automonitoramento auditivo (6,8), podem ter grande influencia em aspectos psicossociais do individuo idoso, ao interferir em seu funcionamento social (9).

A percepcao destes aspectos e sua influencia na qualidade de vida, bem como a analise de sua presenca em idosos ativos, sao importantes para que acoes mais efetivas de prevencao sejam planejadas para a promocao e manutencao do autocuidado, bem como para o diagnostico e a intervencao precoces (10).

Assim, o objetivo deste estudo e verificar a autopercepcao do idoso ativo com relacao ao impacto de mudancas vocais e auditivas senescentes em sua vida diaria, e a influencia desta autopercepcao na sua qualidade de vida.

Metodologia

Trata-se de um estudo transversal, cuja amostra foi composta por idosos alfabetizados, frequentadores de uma Universidade Aberta a Terceira Idade (UATI) paulistana, participantes de um curso de idiomas (ingles ou espanhol) e/ou de um curso denominado "curricular", no qual sao discutidos assuntos referentes a saude, cultura e sociedade na velhice.

A UATI conta com cerca de 150 alunos por ano, com 50 anos ou mais, provenientes da Grande Sao Paulo, que procuram espontaneamente os cursos, seja por indicacao, contato telefonico ou internet.

Todos os idosos, com 60 anos ou mais, participantes desses cursos eram elegiveis para o estudo, e foram recrutados por meio de visitas de uma das pesquisadoras a UATI nos dias letivos, entre outubro de 2010 e marco de 2011. Foram criterios de exclusao a presenca, nos idosos, de comprometimentos motores, visuais ou cognitivos, autodeclarados ou identificados pela pesquisadora durante a entrevista, que nao permitissem que estes lessem e preenchessem os questionarios, bem como a sua nao autorizacao para participacao no estudo. Para a avaliacao do impacto da audicao e da voz nas atividades diarias utilizaram-se o Hearing Handicap Inventory for the Elderly--Screening (HHIE-S) (11) e o Indice de Desvantagem Vocal (IDV) (12), e para a avaliacao da percepcao da qualidade de vida utilizou-se o Questionario de Avaliacao da Qualidade de Vida da Organizacao Mundial de Saude para Idosos (World Health Organization Quality of Life--OLD --WHOQoL-OLD) (13).

Alem disso, caracteristicas da populacao estudada como idade, sexo, estado civil, escolaridade, numero de filhos, coabitacao, atividades fisicas e sociais das quais participava a epoca da coleta de dados, doencas, o curso de que participava na UATI foram verificados a partir de questionario com questoes fechadas.

O HHIE-S e um questionario formado por 10 perguntas fechadas sobre as restricoes de participacao decorrentes de problemas auditivos, com respostas graduadas em "sim" (quatro pontos), "nao" (nenhum ponto) e "as vezes" (dois pontos). Escores ate 8 pontos indicam nao haver percepcao do handicap auditivo; de 10 a 24 pontos, uma percepcao leve a moderada, e acima de 24, uma percepcao significativa (11). As perguntas estao divididas em dois dominios, social e emocional, com cinco perguntas cada um.

O IDV e composto por 30 itens referentes as restricoes causadas por alteracoes vocais na vida diaria; as respostas sao graduadas de 0 a 4, sendo 0 quando o individuo nunca compartilha da dificuldade descrita e 4 quando sempre (12). Assim, os sujeitos foram classificados conforme o impacto na vida diaria em desvantagem leve (ate 40 pontos), desvantagem moderada (de 41 a 60 pontos) e desvantagem severa (acima de 60 pontos) (14). O questionario tambem divide os fatores de restricao em emocionais, funcionais e organicos, com 10 itens cada um, dispostos em ordem aleatoria.

Para mensuracao da qualidade de vida, utilizou-se o WHOQoL-OLD, desenvolvido pela Organizacao Mundial de Saude (OMS) especificamente para idosos (15), que consiste em 24 itens, pontuados de 1 a 5, atribuidos a seis facetas: funcionamento sensorial; autonomia; atividades passadas, presentes e futuras; participacao social; morte e morrer; e intimidade. O escore total varia de zero a 120 pontos, sendo que, quanto maior a pontuacao, melhor a qualidade de vida.

Considerando a percepcao da desvantagem auditiva a mais prevalente entre as questoes estudadas, e assumindo a proporcao de 25% de sujeitos com esse desfecho (16-18), um erro de 10% e um intervalo de confianca de 95%, o tamanho da amostra prevista foi de 72 pessoas, que correspondeu ao total de sujeitos dessa pesquisa.

Foi realizada analise de correlacao entre os escores do IDV, HHIE-S e WHOQoL-OLD, e variaveis sociodemograficas, culturais e de saude, por meio da Correlacao de Spearman, considerando um nivel de significancia de 5%.

Este estudo foi aprovado pelo Comite de Etica e ao final foi proporcionada para todos os sujeitos que desejaram uma explicacao sobre os escores obtidos nos testes, e para aqueles que apresentaram durante este estudo alguma queixa de dificuldade de audicao ou de voz, lhes foram facilitadas as instrucoes sobre como serem aten didos na triagem dos servicos de otorrinolaringologia ou do ambulatorio de voz da instituicao.

Resultados

As caracteristicas sociodemograficas, culturais e de saude dos idosos estao apresentadas na Tabela 1. Os sujeitos praticavam atividades fisicas em media 4 [+ or -] 2 dias por semana. Vinte e sete pessoas (37,5%) referiram apenas uma doenca, 10 (13,9%) relataram duas doencas e 25 (34,7%) afirmaram ter tres ou mais doencas. As mais prevalentes foram hipertensao arterial sistemica (n = 35; 48,6%) e hipercolesterolemia (n = 28; 38,9%).

A Tabela 2 contem os valores de handicap auditivo, desvantagem vocal e qualidade de vida, obtidos.

Nenhum dos sujeitos incluidos na pesquisa era usuario de aparelho de amplificacao sonora individual (AASI). Trinta e tres sujeitos (45,8%) perceberam a influencia da audicao na vida diaria (HHIE-S > 8), e sete individuos (9,7%) apresentaram desvantagem vocal moderada ou severa (IDV > 40). A verificacao de correlacao entre a autopercepcao do impacto das modificacoes da voz e da audicao na vida diaria e a qualidade de vida pode ser observada na Tabela 3.

O escore de qualidade de vida se relacionou a pratica de exercicios fisicos (p = 0,011) e ao numero de doencas cronicas (p < 0,001). As demais variaveis sociodemograficas e culturais nao apresentaram correlacao com a autopercepcao do impacto de modificacoes vocais e auditivas no cotidiano, nem com a qualidade de vida.

Discussao

A maior parte da amostra foi constituida de idosas jovens (60-69 anos), com alta escolaridade, viuvas ou casadas, caracteristica comum a outros estudos realizados em Universidades da Terceira Idade (19-21). Alem disso, a maior parte dos idosos referiu apresentar pelo menos uma doenca cronica, prevalencia semelhante a media da populacao brasileira (1). Ao contrario de outras pesquisas (19,21), a maior parte dos idosos estudados realiza alguma atividade fisica, possivelmente pela grande presenca, nesta amostra, de sujeitos de cultura japonesa, com costume de pratica diaria e coletiva de exercicios fisicos.

A proporcao de idosos que percebem influencia de alteracoes auditivas no cotidiano e bastante variada na literatura, com ocorrencia entre 11 e 39%16-18. Embora nossos dados tenham indicado uma maior proporcao de sujeitos com esta percepcao, o escore medio no teste reflete uma desvantagem leve, o que implica uma restricao da participacao pouco significativa e, portanto, com pouca influencia percebida nas atividades diarias. Por estar relacionada a fatores culturais e emocionais, a presbiacusia pode ser supervalorizada ou negada pelo idoso (16); assim, ha pessoas com deficiencia minima, mas dificuldades significantes, bem como pessoas com perda significante, sem impacto importante em seu cotidiano.

Apesar de sabida a influencia do uso de aparelho de amplificacao sonora individual na qualidade de vida dos idosos (22), esta pesquisa nao o adotou como criterio de inclusao ou exclusao, visto than or objetivo se relacionava a analise da funcionalidade comunicativa e sua relacao com a qualidade de vida, mantendo-se, portanto, as caracteristicas de voz e audicao habituais dos participantes. Ainda assim, nos dados analisados, nenhum dos sujeitos era usuario de AASI, de maneira que este dado nao foi incluido nas conclusoes obtidas.

Os dados revelam ainda que a desvantagem auditiva percebida no dominio social foi mais importante do que a percebida no dominio emocional, apesar da relacao, ja comprovada em na literatura, entre a perda auditiva e as dificuldades emocionais (6,23). Esse achado esta em consonancia com o de um estudo brasileiro, no qual tambem os aspectos sociais foram mais afetados do than ors emocionais (16).

Os achados do presente trabalho sugerem que a restricao da participacao resultante das dificuldades auditivas influenciou na qualidade de vida dos idosos, dado que encontra consonancia com estudos anteriores que versaram sobre o tema, ainda que com metodologia diversa (24,25). Segundo alguns autores, os questionarios de autoavaliacao do impacto da audicao nas atividades diarias, como o HHIE-S, tem uma relacao mais forte com o nivel de qualidade de vida que avaliacao audiometrica (26), uma vez que avaliam o estresse emocional e social do sujeito em suas relacoes com familiares e amigos.

Com menor proporcao que para a audicao, o numero de idosos que percebeu a influencia das mudancas vocais no cotidiano foi similar ao relatado na literatura (27,28), sendo destacados os fatores organico-funcionais como mais relevantes nessa percepcao, comparados aos aspectos emocionais, possivelmente porque a presbifonia e fisiologicamente decorrente de modificacoes anatomicas (29), sendo este o dominio com mais impacto no cotidiano dos sujeitos.

Para os idosos que perceberam a influencia de modificacoes vocais no cotidiano, verificou-se impacto na qualidade de vida, conforme ja observado em outros estudos (30-32).

Analisa-se, porem, que essa autopercepcao pode apresentar indices menores do que a real presenca de disturbio vocal, quando verificado em avaliacao especifica (28,33), possivelmente porque a importancia dada a qualidade vocal na velhice e menor em comparacao a importancia da voz para o desempenho da atividade profissional, ou ainda por esta mudanca nao ser tao perceptivel ao idoso como outras mudancas fisicas senescentes (30). Esse contraste reforca a necessidade de se avaliar nao apenas a existencia de alteracoes, mas se ha restricao de participacao dela resultante, visto que este aspecto tambem se correlaciona com a qualidade de vida.

A coocorrencia de alteracoes de voz e audicao ja havia sido observada em estudo anterior (6), no qual individuos com percepcao da restricao de participacao ocasionada por alteracoes auditivas, avaliada por meio do teste HHIE-S, apresentaram maior predisposicao a presenca de disturbio vocal, possivelmente por precisarem aumentar a intensidade da fala para se escutarem. Ainda segundo os autores, pacientes com ambas as dificuldades tendem a sofrer de ansiedade e isolamento social, ocasionando maiores indices em escalas de depressao, com consequente interferencia na sua qualidade de vida (6).

A amostra tem caracteristicas condizentes com o perfil tipico de pessoas que vivenciam uma velhice bem-sucedida, conceito que traduz a aceitacao das mudancas naturais da velhice, adaptacao a presenca das doencas comuns nessa fase da vida, adocao de habitos saudaveis, e participacao social (34). Isso pode justificar than or impacto percebido das mudancas auditivas e vocais no seu cotidiano seja menor em comparacao ao que se esperaria caso essas modificacoes nao fossem decorrentes do envelhecimento, ou caso nao fossem bem adaptados a elas. Tambem pode explicar than or impacto emocional seja menor do than or social, no caso da audicao, e organico-funcional, no caso da voz, afinal, embora eles demonstrem perceber mudancas no cotidiano decorrentes da comunicacao senescente, estao bem adaptados a elas a ponto de os aspectos emocionais nao serem tao afetados quanto os demais. Apesar da correlacao entre o impacto percebido e a qualidade de vida, verifica-se que essa apresentou indices elevados, reforcando a caracteristica de adaptacao da amostra a senescencia.

Considerando-se a possivel interferencia de outros fatores na qualidade de vida alem dos que foram principal alvo deste estudo, tambem se analisou o impacto de todos os demais dados sociodemograficos, culturais e de saude geral que, por sua vez, tambem poderiam influenciar a voz e a audicao. A correlacao entre pratica de atividades fisicas e qualidade de vida aqui identificada, ja foi verificada anteriormente (35). Apesar de evidencias cientificas da relacao entre sedentarismo de disturbio vocal (36), o presente estudo nao demonstrou associacao entre desvantagem vocal e a pratica de atividades fisicas.

Embora a presente pesquisa nao tenha encontrado evidencias de relacao entre o numero de doencas cronicas e o impacto da audicao no cotidiano, sua presenca e apontada, na literatura, como um fator de risco para queixas auditivas em idosos (7), incluindo-se a hipertensao e a diabetes mellitus (37). A relacao dessas doencas com a qualidade de vida geral dos idosos, que foi verificada na amostra estudada, esta de acordo com estudos revisados (38,39), segundo os quais quanto maior o numero de comorbidades, piores foram os escores de qualidade de vida e indices de felicidade.

O estudo apresenta, como limitacoes, o fato de nao ter registrado se os sujeitos apresentavam queixas de voz e de audicao, nem tampouco ter identificado, por meio de avaliacao profissional especifica, a presenca dessas alteracoes, uma vez than or enfoque foi dado a funcionalidade, pela analise do impacto funcional de possiveis queixas de audicao e/ou voz na vida dos sujeitos participantes do estudo.

Os resultados reforcam a importancia de se avaliar, tanto clinicamente quanto no planejamento de politicas publicas, o impacto percebido pelo proprio idoso, considerando a influencia dessa percepcao na qualidade de vida (7,12), para than or planejamento das acoes seja baseado na real demanda do sujeito e da sociedade. Alem disso, demonstram a necessidade de promocao de acoes de autocuidado e empoderamento para os idosos (40,41), ja que se observa que, mesmo em idosos considerados ativos, ha um impacto das modificacoes comunicativas nas atividades diarias, principalmente no que se refere as questoes auditivas.

Aponta-se para a necessidade de mais estudos que explorem as mudancas senescentes na comunicacao sob diferentes prismas, comparando os grupos de idosos com experiencias e rotinas diversas; bem como as demandas destes sujeitos em relacao a sua comunicacao e sua percepcao sobre a repercussao (ou nao) das modificacoes desta ao longo do ciclo vital.

DOI: 10.1590/1413-81232014198.07642013

Colaboradores

JSC Chiossi participou da coleta e analise de dados e da redacao do texto; BNG Goulart, FP Roque participaram da interpretacao dos dados, da redacao e revisao critica do texto; e BM Chiari orientou todas as etapas desta pesquisa.

Agradecimentos

A Universidade Federal de Sao Paulo--UNIFESP, pelo apoio financeiro.

A coordenadora da UATI-UNIFESP, pelo apoio a realizacao da pesquisa. E aos idosos que participaram desta pesquisa pela disponibilidade e por consentir na divulgacao dos dados.

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Artigo apresentado em 25/03/2013

Aprovado em 16/05/2013

Versao final apresentada em 23/05/2013

Julia Santos Costa Chiossi [1]

Francelise Pivetta Roque [2]

Barbara Niegia Garcia de Goulart [3]

Brasilia Maria Chiari [1]

[1] Departamento de Fonoaudiologia, Universidade Federal de Sao Paulo. R. Botucatu 802, Vila Clementino. 04.023-900 Sao Paulo SP Brasil. julia.chiossi@unifesp.br

[2] Polo Universitario de Nova Friburgo, Universidade Federal Fluminense.

[3] Departamento de Saude e Comunicacao Humana, Universidade Federal do Rio Grande do Sul.
Tabela 1. Caracteristicas sociodemograficas, culturais e
de saude dos idosos.

Variaveis         Mulheres (n = 65)       Homens (n = 7)

Media (desvio padrao)

Idade (anos)      68,5 ([+ or -]6,2)   68,3 ([+ or -]6,9)
Escolaridade      11,9 ([+ or -]3,5)   14,1 ([+ or -]1,7)
  (anos)

N (%)

Estado civil

  Solteiro                10 (15,4)              0 (0,0)
  Casado                  18 (27,7)             5 (71,4)
  Viuvo                   26 (40,0)              0 (0,0)
  Divorciado              11 (16,9)             2 (28,6)

Coabitacao

  Sozinho                 26 (40,0)             1 (14,3)
  Conjuge                 19 (29,2)             6 (85,7)
    (com ou
    sem filhos)
  So Filhos               15 (23,1)              0 (0,0)
  Outros                    5 (7,7)              0 (0,0)

Pratica regular
  de atividade
  fisica

  Nao                     27 (41,5)             2 (28,6)
  Sim                     38 (58,5)             5 (71,4)

Presenca
  de doencas

  Nao                      9 (13,9)             1 (14,3)
  Sim                     56 (86,1)             6 (85,7)

Variaveis             TOTAL (n = 72)

Media (desvio padrao)

Idade (anos)      68,5 ([+ or -] 6,2)
Escolaridade      12,1 ([+ or -]3,4)
  (anos)

N (%)

Estado civil

  Solteiro                 10 (13,9)
  Casado                   23 (31,9)
  Viuvo                    26 (36,1)
  Divorciado               13 (18,1)

Coabitacao

  Sozinho                  27 (37,5)
  Conjuge                  25 (34,7)
    (com ou
    sem filhos)
  So Filhos                15 (20,9)
  Outros                     5 (6,9)

Pratica regular
  de atividade
  fisica

  Nao                      29 (40,3)
  Sim                      43 (59,7)

Presenca
  de doencas

  Nao                      10 (13,9)
  Sim                      62 (86,1)

Tabela 2. Escores de percepcao do impacto da e audicao (HHIE-S) e voz
(IDV) no cotidiano e de qualidade de vida (WHOQoL-OLD).

Variavel     Percentil 25   Mediana   Percentil 75

HHIE-S               2,0       8,0           16,0
IDV                  3,0       8,5           20,0
WHOQoL-OLD          86,0      94,5          102,0

Legenda: HHIE-S (Hearing Handicap Inventory for Elderly--Screening);
IDV (Indice de Desvantagem Vocal); WHOQoL-OLD (Questionario de
Avaliacao da Qualidade de Vida da Organizacao Mundial de Saude, para
Idosos).

Tabela 3. Correlacao entre a percepcao de impactos vocais
e auditivos no cotidiano e a qualidade de vida.

Par de Variaveis      Coeficiente de   Significancia
                      Correlacao (r)   (p)

HHIE-S x IDV                + 0,445       < 0,001 *
WHOQoL-OLD x HHIE-S         - 0,341         0,003 *
WHOQoL-OLD x IDV            - 0,297         0,011 *

*: p estatisticamente significante, pela Analise de Correlacao de
Spearman.

Legenda: HHIE-S (Hearing Handicap Inventory for Elderly--Screening);
IDV (Indice de Desvantagem Vocal); WHOQoL-OLD (Questionario de
Avaliacao da Qualidade de Vida da Organizacao Mundial de Saude,
para Idosos).
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Title Annotation:articulo en portugues
Author:Chiossi, Julia Santos Costa; Roque, Francelise Pivetta; de Goulart, Barbara Niegia Garcia; Chiari, B
Publication:Ciencia & Saude Coletiva
Date:Aug 1, 2014
Words:4067
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