Printer Friendly

Influence of different diets on the development of the shrimp Litopenaeus vannamei (Boone, 1931) in intensive nurseries/Influencia de diferentes dietas no desenvolvimento do camarao Litopenaeus vannamei (Boone, 1931) em bercarios intensivos.

Introducao

Atualmente, o camarao marinho e tido como um dos mais importantes produtos da aquicultura mundial, e a carcinicultura e capaz de incrementar a oferta desse produto no mercado internacional. Em 2000, cerca de 1,1 milhao de toneladas de camarao marinho foram produzidas (pesca e aquicultura), sendo 26% desse total proveniente de cultivos, gerando, ao todo, negocios da ordem dos US$ 6,2 bilhoes (TACON; FORSTER, 2001).

As primeiras experiencias com o cultivo de camarao marinho no Brasil foram desenvolvidas em meados da decada 1970. Inicialmente, utilizaram-se especies nativas e, posteriormente, as exoticas. No entanto, somente a partir de 1990, com a introducao da especie Litopenaeus vannamei, originaria da costa do Pacifico, e que se alcancaram bons resultados em termos zootecnicos (BARBIERI JUNIOR; OSTRENSKY NETO, 2001).

A utilizacao de novas tecnicas de cultivo, como a implantacao de tanques bercarios intensivos nas fazendas brasileiras, fez com que a atividade conseguisse aumentar o numero de ciclos na producao. Alem disso, quando sao cultivados por um periodo de 15 dias nos tanques bercarios, os camaroes adquirem melhores condicoes de adaptacao as condicoes fisico-quimicas e biologicas das fazendas de cultivos; observa-se, tambem, melhoria no manejo e no controle dos estoques, assim como a obtencao de pos-larvas saudaveis, bem formadas e resistentes. Desse pressuposto, os sistemas de bercarios intensivos servem, adicionalmente, como importante ferramenta de biosseguranca, uma vez que proporcionam o acompanhamento sistematico do comportamento e da sanidade dos animais em cativeiro (PEREIRA NETO et al., 2005).

Segundo Santos et al. (2007), e durante a fase de bercario que a alimentacao, outro fator de suma importancia, entra em acao, influenciando diretamente a sobrevivencia e o crescimento dos organismos aquaticos, bem como a viabilidade economica do cultivo, visto que pode representar ate 60% do custeio da producao. Assim, o controle na qualidade e quantidade de alimentos fornecidos torna-se um elemento basico para o sucesso na producao de organismos em cativeiro (WASIELESKY et al., 2006).

Coutteau (2004) informou que as composicoes das racoes nao estao mais atendendo as exigencias nutricionais, particularmente em condicoes mais intensas, quando os camaroes dependem de insumos enriquecidos no alimento artificial. Segundo Silva e Mendes (2006a), muitas vezes sao ofertados alimentos de baixa qualidade e em grandes quantidades, proporcionando perdas de nutrientes e, consequentemente, degradacao na qualidade da agua.

Contudo, o manejo alimentar mais utilizado nos cultivos em bercarios intensivos e o fornecimento alternado de biomassa de Artemia sp. com racao balanceada triturada a cada 2h, aumentando-se gradativamente a quantidade ofertada de acordo com as tabelas de alimentacao especificas e observacoes do consumo.

Nesse sentido, o tipo de alimento ofertado para esta fase do cultivo deve ser mais bem assistido, pois nesse periodo os camaroes precisam de alimentos ricos em nutrientes digestiveis, e uma das formas encontradas seria a oferta alternada de alimentos altamente nutritivos, substituindo parcial ou completamente a biomassa de Artemia sp., que pode vir a ser um vetor de doencas bacterianas ou virais. Portanto, objetivou-se buscar alternativas que contribuam na complementacao alimentar do camarao branco do Pacifico L. vannamei, utilizando alimentos importados de alta qualidade nutricional, durante a fase de bercarios intensivos.

Material e metodos

Este experimento foi realizado nas instalacoes da Estacao de Piscicultura Professor Raimundo Saraiva da Costa, do Departamento de Engenharia de Pesca da Universidade Federal do Ceara--UFC, no periodo de 14 a 24 de dezembro de 2006.

As pos-larvas no estagio de [PL.sub.10] foram adquiridas de uma larvicultura de camarao marinho localizada no municipio de Acarau, Ceara, Brasil. Os camaroes foram acondicionados em sacos plasticos de 30 L com 1/3 de agua na salinidade de 10%o e 2/3 de oxigenio, sendo transportados ate a Estacao de Piscicultura da UFC. As [PL's.sub.10] apresentaram peso e comprimento medio total inicial de 11 mg e 9,78 mm, respectivamente.

Apos a chegada das pos-larvas, os sacos plasticos foram colocados por 30 min. na coluna d'agua (10%) de um tanque de recepcao para a equiparacao das temperaturas. Apos a estabilizacao das temperaturas, os animais foram cuidadosamente liberados. Iniciou-se o processo de aclimatacao dos individuos, que consistiu na diminuicao gradativa da salinidade de 1% a cada 5h, durante 48h ate que se atingisse a salinidade de 0[per thousand].

Para a reducao gradativa da salinidade, foi utilizada a metodologia recomendada por Nunes (2001).

F = 1 - [([P.sub.NOVA] - [P.sub.FINAL])/([P.sub.NOVA] - [P.sub.INICIAL])] (1)

em que:

F = fracao de agua do tanque bercario a ser renovada e substituida por agua doce;

[P.sub.nova] = salinidade ([per thousand]) da agua adicionada (agua doce ou oligohalina);

[P.sub.inicial] = salinidade ([per thousand]) da agua do tanque bercario;

[P.sub.final] = salinidade ([per thousand]) final da agua desejada.

Durante a reducao da salinidade, os camaroes foram alimentados com racao comercial para fase inicial com 40% de PB. Essa dieta foi ofertada a cada 2h na proporcao de 15% da biomassa total dos individuos.

Os quatro tratamentos testados foram distribuidos em delineamento inteiramente casualizado (controle: RC40-ART--racao comercial para fase inicial com 40% PB + biomassa congelada de Artemia sp.; RC42:48-ART--racao comercial Stresspak com 42% PB + racao comercial Epack--XL com 48% de PB + biomassa congelada de Artemia sp.; RC42:48:52--racao comercial Stresspak com 42% PB + racao comercial Epack--XL com 48% de PB + racao comercial Frippak Flake com 52% PB e ART--biomassa congelada de Artemia sp.), com tres repeticoes, estando os valores nutricionais das dietas apresentados na Tabela 1. Utilizaram-se 12 caixas de fibra com capacidade para 1.000 L cada.

Antes de iniciar o cultivo, a agua foi fertilizada com nitrato de sodio (4,6 mg [L.sup.-1]), superfosfato triplo (0,66 mg [L.sup.-1]) e silica (1 mg [L.sup.-1]). A fertilizacao foi realizada quando o volume das caixas se encontrava em 50% e, apos dois dias, estas unidades foram completadas com agua ate a sua capacidade maxima. Apos esse processo, foi verificada a proliferacao de plancton, e deu-se inicio ao povoamento dos tratamentos a uma taxa de estocagem inicial de 22 PL's [L.sup.-1].

Na alimentacao dos camaroes, na fase de bercario, foi utilizado o mesmo procedimento adotado na aclimatacao, diferindo-se apenas nas dietas ofertadas. Antes da oferta de alimentos, os mesmos eram pesados para que ao final do cultivo se obtivesse a taxa de conversao alimentar aparente.

CAA = kg de alimentos ofertados/biomassa final--biomassa inicial (2)

em que:

CAA = conversao alimentar aparente.

As variaveis fisico-quimicas da agua do cultivo (temperatura, oxigenio dissolvido, pH, C[O.sub.2] livre, alcalinidade total, dureza calcica, amonia total e condutividade eletrica) foram monitoradas e analisadas diariamente nos ambientes de cultivo. Essas variaveis foram determinadas no Laboratorio de Limnologia do Departamento de Engenharia de Pesca da UFC, sendo utilizada a sonda YSI-58A e metodologias especificas para a verificacao (APHA, 1989).

As trocas de agua das unidades de cultivo foram realizadas de acordo com a taxa de oxigenio dissolvido na agua; para valores abaixo de 3 mg [L.sup.-1], realizavam-se troca de 30 a 50% do volume total de agua.

As biometrias dos camaroes foram realizadas no inicio e ao final do experimento, de acordo com a metodologia proposta por Nunes e Martins (2002). Para a realizacao da pesagem, foi utilizado um Becker de 50 mL com agua e pesado em uma balanca digital com precisao de 1 mg, sendo diminuido o peso do Becker, e, em seguida, colocado 1 g de pos-larvas dentro desse recipiente e pesado novamente. Apos esse procedimento, foi realizada a contagem dos camaroes e, a seguir, obtidos os pesos medios iniciais e finais ([P.sub.medio] = 1 g de camarao/no de camaroes contidos em 1 g). O comprimento total dos individuos foi mensurado com paquimetro de aco inoxidavel com precisao de 0,05 mm.

Para o calculo da taxa de sobrevivencia, foi realizada a despesca dos camaroes dos tanques bercarios, e para cada unidade foi utilizado um balde de 20 L com aeracao intensa para homogeneizacao das pos-larvas. Posteriormente, retirou-se uma amostra da populacao contida no balde com um Becker de 50 mL; repetiu-se esse procedimento cinco vezes e, em seguida, foi realizada a contagem dos camaroes. De posse dos dados, realizou-se uma regra de tres simples para a obtencao do numero total de camaroes presentes nas unidades ao final do cultivo.

Sobrevivencia (%) = no de ID/no de ID x 100 (3)

em que:

ID = individuos despescados.

Para a analise estatistica dos dados, foi utilizada a Analise de Variancia (Anova), com aplicacoes do teste de Tukey e do teste do Qui-quadrado de Pearson, com nivel de significancia de [alpha] = 0,05 (AYRES et al., 2005).

Resultados e discussao

Nas analises de qualidade da agua, detectaram-se variacoes nos valores medios entre os tratamentos ao final dos dez dias de cultivo (Tabela 2). No entanto, os parametros de qualidade da agua podem variar durante os periodos diurnos e noturnos, comprometendo o desenvolvimento dos camaroes. Porem as interacoes existentes entre estas variaveis podem influenciar a qualidade da agua, acarretando, de forma negativa ou positiva, o desenvolvimento dos organismos cultivados.

Samocha et al. (2007) verificaram pequenas variacoes na temperatura (28,4 a 30,4[degrees]C), no pH (6,3 a 6,9) e no oxigenio dissolvido (5,3 a 5,9 mg [L.sup.-1]) da agua de cultivo de camaroes L. vannamei, a qual se adicionou melaco como fonte de carbono em sistema de bercario. Boyd (2000) afirmou que especies cultivadas em aguas tropicais crescem melhor em temperaturas variando de 25 a 32[degrees]C e que concentracoes de oxigenio dissolvido diminuem drasticamente a noite, atingindo valores abaixo de 3-4 mg [L.sup.-1], podendo-se esperar indices negativos no crescimento e sobrevivencia dos organismos quando submetidos, por muito tempo, a essas condicoes. Nunes (2001) citou que pos-larvas cultivadas em agua doce teriam valores de 20 e 50 mg [L.sup.-1] como niveis minimos aceitaveis para alcalinidade e dureza, respectivamente.

Arnold et al. (2006) verificaram que, na agua de cultivo do Penaeus monodon, a amonia total observada foi de 0,39 [+ or -] 0,17 mg [L.sup.-1] para a densidade de 1.000 camaroes [m.sup.-3] com substrato e de 0,86 [+ or -] 0,15 mg [L.sup.-1] para a densidade de 2.000 camaroes [m.sup.-3] sem substrato, ao 26[degrees] dia de cultivo. Chen e Chin (1988) mencionaram que concentracoes aceitaveis de nitrito para o tempo de 24, 48, 72 e 96h, para pos-larvas de P. monodon, e de 61,87, 33,17, 20,53 e 13,55 mg [L.sup.-1], respectivamente. O nivel seguro recomendado, porem, e de 1,36 mg [L.sup.-1] para pos-larvas e de 0,11 mg [L.sup.-1] para os nauplios. Kubitza (2003) relatou que concentracoes de gas carbonico raramente ultrapassam os valores de 10 mg [L.sup.-1] pela manha. No entanto, altas concentracoes aliadas ao baixo nivel de oxigenio dissolvido podem estressar os camaroes e reduzir seu desempenho. Dessa forma, os camaroes podem tolerar concentracoes muito elevadas de dioxido de carbono na agua do cultivo, no entanto, isso dependera da concentracao de oxigenio dissolvido na agua.

Observaram-se pequenas variacoes no pH e temperatura da agua do cultivo; todavia, em conjunto, essas variaveis podem influenciar os valores de outros parametros, comprometendo a qualidade da agua, com efeitos diretos no metabolismo dos organismos aquaticos. A dureza e a alcalinidade da agua do cultivo se mantiveram dentro dos padroes para o cultivo do L. vannamei em agua doce, como recomendou Nunes (2001). No que concerne aos compostos nitrogenados, as concentracoes de amonia total nao influenciaram o desenvolvimento dos camaroes. Salienta-se que a amonia total interfere diretamente na qualidade da agua.

Silva e Mendes (2006a) informaram que os principais nutrientes em excesso na agua do cultivo responsaveis pela eutrofizacao e causadores da mesma sao: os compostos nitrogenados (amonia, nitrito e nitrato) e os fosforados (fosforos e fosfatos). As concentracoes desses compostos, porem, sao facilmente incrementadas pelo excesso de racao colocada diariamente nos tanques de cultivo. Verificou-se que os parametros de qualidade da agua se mantiveram dentro dos padroes aceitaveis para o cultivo do camarao marinho L. vannamei em tanques bercarios.

Quanto aos parametros biometricos, verificaramse diferencas estatisticas significativas (p < 0,05) nos tratamentos testados (Tabela 3). Com o teste de Tukey, observou-se que o comprimento medio final e o ganho em comprimento apresentaram DMS = 4,166; o peso medio final e o ganho em peso DMS = 0,009; a biomassa final DMS = 199,152; o ganho em biomassa DMS = 186,08 e a conversao alimentar aparente DMS = 2,882, respectivamente. Contudo, os valores de DMS para o comprimento medio final e ganho em comprimento, peso medio final e ganho em peso foram similares, pelo fato dos parametros biometricos estarem diretamente relacionados.

Mendes et al. (2006), ao cultivarem o L. vannamei com duas dietas compostas, obtiveram rendimentos no peso final e ganho em peso de 0,0048 e 0,0041 g para pos-larvas alimentadas com biomassa de Artemia sp. + racao de camarao e 0,0026 e 0,0019 g para os individuos alimentados com biomassa de Artemia sp. + racao de peixe, respectivamente. Silva e Mendes (2006b), cultivando pos-larvas de L. vannamei em bercarios, obtiveram comprimento e peso medio final de 1,45 cm e 0,023 g para camaroes alimentados com racao e 1,41 cm e 0,043 g para os individuos alimentados com nauplios de Artemia sp., respectivamente. Velasco et al. (1999), ao avaliarem em dois experimentos os efeitos de diferentes frequencias alimentares em um sistema estatistico de cultivo para o L. vannamei, obtiveram, ao final do cultivo, ganho de biomassa de 9,2 [+ or -] 0,89 g - 9,7 [+ or -] 0,76 g (Experimento 1) e 2,1 [+ or -] 0,47 g - 2,6 [+ or -] 0,29 g (Experimento 2), conversao alimentar de 1,2 - 1,3 (Experimento 1) e 1,6 - 2,1 (Experimento 2) e taxa de sobrevivencia de 98,6% (Experimento 1) e 100,0% (Experimento 2). Smith et al. (2002) avaliaram a influencia da frequencia alimentar sobre o crescimento do camarao P. monodon e verificaram que os valores variaram de 16,8 [+ or -] 0,28 g a 17,2 [+ or -] 0,28 g para o peso final, 1.060 [+ or -] 45 g a 1.070 [+ or -] 45 g para a biomassa final e de 1,9 [+ or -] 0,12 a 2,1 [+ or -] 012 para a conversao alimentar.

Obtiveram-se, no tratamento RC42:48:52, resultados dentro da faixa informada por Mendes et al. (2006), Silva e Mendes (2006b) e Velasco et al. (1999) para o ganho em peso, comprimento e sobrevivencia, porem, superiores aos encontrados por Smith et al. (2002) e Velasco et al. (1999) para a conversao alimentar e ganho de biomassa.

Segundo Pontes e Arruda (2005), o L. vannamei se alimenta sempre que ha oferta de racao, embora haja variacao na quantidade de racao ingerida em funcao da fase do dia (claro/escuro). Ainda de acordo com os autores, as menores latencias para a chegada e para o consumo, bem como os maiores niveis de ingestao do alimento, ocorrem nos horarios da fase clara, ou seja, durante o dia. Pontes (2006) informou que a busca do alimento pelo L. vannamei se da pela exploracao do substrato ao longo das 24h do dia, com intensidade mais expressiva em horarios caracteristicos de maior luminosidade.

Cuzon et al. (2004) inferiram que os niveis de proteinas exigidos para o desenvolvimento dos camaroes variam em cada fase do ciclo de vida: em pos-larvas, esses niveis compreendem de 30 a 35% e, em juvenis, 30%, sendo inferiores aos niveis observados nas racoes utilizadas neste trabalho. Abad et al. (2004) relataram que os teores de proteinas, aminoacidos e vitaminas em microrganismos sao similares aos das racoes industrializadas, e essas dietas podem atuar como unica fonte ou complemento no processo nutricional dos camaroes. Rosas et al. (2001) verificaram que a salinidade da agua tem efeito significativo sobre o desenvolvimento dos camaroes, podendo ocorrer alteracao nas estrategias de utilizacao dos nutrientes pelos individuos. Lemos e Rodriguez (1998) relataram que, no estagio de [PL.sub.5], os lipideos sao as principais fontes de energia para as pos-larvas. Coutteau (2004) mencionou que a utilizacao de racoes enriquecidas nutricionalmente em um sistema semi-intensivo de producao de L. vannamei, nas estacoes quentes e frias, melhorou significativamente o desenvolvimento e a taxa de conversao alimentar dos camaroes.

No que se refere aos incrementos analisados, verificou-se que estes apresentaram diferencas estatisticas significativas (p < 0,05), quando os camaroes foram alimentados com as diferentes dietas (Tabela 4). Observou-se que o incremento em peso apresentou DMS = 86,018, o incremento em comprimento total DMS = 42,58 e o incremento relativo diario de biomassa DMS = 8,613.

Davis e Arnold (2000) cultivaram juvenis de L. vannamei utilizando diferentes concentracoes de farinha de peixe na alimentacao e obtiveram, ao final do ensaio, percentuais de incremento em peso variando de 960 a 1.125%. Santos et al. (2007) alimentaram poslarvas de L. vannamei com diferentes dietas a base de peixes da fauna acompanhante do camarao marinho e observaram que, ao final de 60 dias de cultivo, o incremento em comprimento total variou de 410,9 a 464,5%. Santos et al. (2002) constataram variacao de 11,25 a 22,5% no incremento relativo diario da biomassa, quando pos-larvas de L. vannamei foram alimentadas com diferentes dietas naturais.

Portanto, de acordo com os resultados obtidos, mesmo apresentando um tempo de cultivo curto (dez dias), a fase de bercario proporcionou elevados indices nos incrementos aos camaroes confinados. Porem, quanto maior for o tempo de cultivo, maiores serao os valores de incrementos acumulados. Dessa forma, pode-se convir que os resultados aqui apresentados para o incremento em peso e comprimento foram inferiores aos encontrados por Davis e Arnold (2000) e Santos et al. (2007). No entanto, os dados do incremento relativo diario da biomassa foram similares ao encontrado por Santos et al. (2002). Alem disso, Saldanha e Chatterji (1997) mencionaram que o incremento em peso e mais significativo que o incremento em comprimento, e, segundo Peixoto et al. (2004), os incrementos em peso e comprimento total sao melhores do que o comprimento do cefalotorax para cultivo realizado em bercario.

Assim sendo, os resultados deste experimento foram bastante animadores no que concerne a metodologia de cultivo utilizada, que consistiu na utilizacao de tanques bercarios e de dietas industrializadas de alto valor nutritivo. Dessa forma, e possivel aplicar o presente trabalho, de maneira pratica, nas fazendas de cultivo comercial.

Conclusao

A utilizacao de dietas artificiais com elevados valores nutricionais proporcionam desempenhos zootecnicos diferenciados as pos-larvas de L. vannamei, assegurando, assim, a qualidade desses organismos no povoamento na fase de terminacao.

As dietas dos tratamentos RC42:48-ART e RC42:48:52 mostraram uma perspectiva futura de se substituir, parcial ou completamente, a biomassa de Artemia sp. na alimentacao dos camaroes durante o cultivo em bercario.

Os elevados indices de desenvolvimento do L. vannamei no tratamento RC42:48:52 podem ter sido influenciados diretamente com o enriquecimento das racoes pelo fabricante, em funcao dos seguintes compostos: PUFA n-3, DHA (22:6n-3), EPA (20:5n-3) e imunoestimulantes.

DOI: 10.4025/actascibiolsci.v31i1.454

Agradecimentos

Os autores agradecem a Alexandro de Souza Poliato, Lucas Viana Leite e Janio Clecio Duarte Magalhaes, alunos do Curso de Graduacao em Engenharia de Pesca da Universidade Federal do Ceara, a contribuicao na parte experimental; a Inve Aquaculture do Brasil Ltda. o auxilio financeiro; a Empresa Aquacrusta Marinha Ltda. o fornecimento das pos-larvas de camarao marinho.

Received on September 10, 2007.

Accepted on July 25, 2008.

Referencias

ABAD, F. G.; CARVALHO, M. B.; FERREIRA, A.; FREIRE, A. Probioticos, os novos caminhos da sustentabilidade. Revista da Associacao Brasileira de Criadores de Camarao, v. 6, n. 4, p. 64-67, 2004.

APHA-American Public Health Association. Standard methods for the examination of water and wastewater. 17th ed. Washington, D.C.: APHA, 1989.

ARNOLD, S. J.; SELLARS, M. J.; CROCOS, P. J.; COMAN, G. J. Intensive production of juvenile tiger shrimp Penaeus monodon: An evaluation of stocking density and artificial substrates. Aquaculture, v. 261, n. 3, p. 890-896, 2006.

AYRES, M.; AYRES JUNIOR, M.; AYRES, D. L.; SANTOS, A. D. S. BioEstat 4.0: aplicacoes estatisticas nas areas das ciencias biomedicas. Belem: Imprensa Oficial do Estado do Para, 2005.

BARBIERI JUNIOR, R. C.; OSTRENSKY NETO, A. Camaroes marinhos: reproducao, maturacao, larvicultura. Vicosa: Aprenda Facil, 2001.

BOYD, C. E. Manejo da qualidade da agua na aquicultura e no cultivo de camarao marinho. Recife: ABCC, 2000.

CHEN, J. C.; CHIN, T. S. Acute toxicity of nitrite to tiger prawn, Penaeus monodon, larvae. Aquaculture, v. 69, n. 3-4, p. 253-262, 1988.

COUTTEAU, P. Lacunas nutricionais na formulacao de racao para camarao. Revista da Associacao Brasileira de Criadores de Camarao, v. 6, n. 4, p. 86-92, 2004.

CUZON, G.; LAWRENCE, A.; GAXIOLA, G.; ROSAS, C.; GUILLAUME, J. Nutrition of Litopenaeus vannamei reared in tanks or in ponds. Aquaculture, v. 235, n. 1-4, p. 513-551, 2004.

DAVIS, D. A.; ARNOLD, C. R. Replacement of fish meal in practical diets for the Pacific white shrimp, Litopenaeus vannamei. Aquaculture, v. 185, n. 3-4, p. 291-298, 2000.

KUBITZA, F. Qualidade da agua no cultivo de peixes e camaroes. Jundiai: Sao Paulo, 2003.

LEMOS, D.; RODRIGUEZ, A. Nutritional effects on body composition, energy content and trypsin activity of Penaeus japonicus during early postlarval development. Aquaculture, v. 160, n. 1-2, p. 103-116, 1998.

MENDES, P. P.; ALBUQUERQUE, M. L. L. T.; QUEIROZ, D. M.; SANTOS, B. L.; LIMA, A. C.; LOPES, Y. V. A. Aclimatacao do camarao marinho Litopenaeus vannamei (Boone, 1931) a agua doce com diferentes estrategias de alimentacao e calagem. Acta Scientiarum. Biological Sciences, v. 28, n. 1, p. 89-95, 2006.

NUNES, A. J. P. O cultivo do camarao marinho Litopenaeus vannamei em aguas oligohalinas. Revista Panorama da Aquicultura, v. 11, n. 66, p. 26-35, 2001.

NUNES, A. J. P.; MARTINS, P. C. C. Avaliando o estado de saude de camaroes marinhos na engorda. Revista Panorama da Aquicultura, v. 12, n. 72, p. 23-33, 2002.

PEIXOTO, S.; SOARES, R.; WASIELESKY, W.; CAVALLI, R. O.; JENSEN, L. Morphometric relationship of weight and length of cultured Farfantepenaeus paulensis during nursery, grow out, and broodstock production phases. Aquaculture, v. 241, n. 1-4, p. 291-299, 2004.

PEREIRA NETO, A.; ALENCAR, R.; PEREGRINO, L.; JUNIOR, F. Analise comparativa dos resultados de cultivos do Litopenaeus vannamei em bercarios intensivos utilizando racao e biomassa de Artemia e apenas racao. Revista da Associacao Brasileira de Criadores de Camarao, ano 7, n. 1, p. 68-69, 2005.

PONTES, C. S. Padrao de deslocamento do camarao marinho Litopenaeus vannamei (Boone) (Crustacea, Decapoda, Penaeidae) nas fases clara e escura ao longo de 24 horas. Revista Brasileira de Zoologia, v. 23, n. 1, p. 223-227, 2006.

PONTES, C. S.; ARRUDA, M. F. Acesso ao alimento artificial e enchimento do trato digestivo de juvenis do camarao marinho Litopenaeus vannamei (Boone) (Crustacea, Decapoda, Penaeidae) durante as fases claras e escura do periodo de 24 horas. Revista Brasileira de Zoologia, v. 22, n. 4, p. 1039-1043, 2005.

ROSAS, C.; CUZON, G.; GAXIOLA, G.; LE PRIOL, Y.; PASCUAL, C.; ROSSIGNYOL, J.; CONTRERAS, F.; SANCHEZ, A.; WORMHOUDL, A. V. Metabolism and growth of juveniles of Litopenaeus vannamei: effect of salinity and dietary carbohydrate levels. Journal of Experimental Marine Biology and Ecology, v. 259, n. 1, p. 1-22, 2001.

SALDANHA, C. M.; CHATTERJI, A. Length and weight relationship of laboratory reared penaeid prawn Penaeus monodon (Fabricius) (Crustacea: Penaeidae). Indian Journal of Marine Science, v. 26, p. 389-391, 1997.

SAMOCHA, T. M.; PATNAIK, S.; SPEED, M.; ALI, A. M.; BURGER, J. M.; ALMEIDA, R. V.; AYBUL, Z.; HARISANTO, M.; HOROWITZ, A.; BROCK, D. L. Use of molasses as carbon source in limited discharge nursery and grow-out systems for Litopenaeus vannamei. Aquacultural Engineering, v. 36, n. 2, p. 184-191, 2007.

SANTOS, C. H. A.; ROCHA, R. B.; IGARASHI, M. A. Cultivo em agua doce do camarao marinho Litopenaeus vannamei (Boone, 1931), alimentados com diferentes dietas naturais. Revista Ciencia Agronomica, v. 33, n. 1, p. 58-63, 2002.

SANTOS, C. H. A.; LOURENCO, J. A.; COSTA, H. J. M. S.; IGARASHI, M. A. Avaliacao do ganho de peso de pos-larvas do camarao marinho Litopenaeus vannamei (Boone, 1931), alimentados com peixes da fauna acompanhante do camarao marinho. Ciencia Animal Basileira, v. 8, n. 1, p. 7-15, 2007.

SMITH, D. M.; BURFORD, M. A.; TABRETT, S. J.; IRVIN, S. J.; WARD, L. The effect of feeding frequency on water quality and growth of the black tiger shrimp Penaeus monodon. Aquaculture, v. 207, n. 1-2, p. 125-136, 2002.

SILVA, A. P.; MENDES, P. P. Influencia de duas dietas na qualidade da agua dos tanques-bercarios, utilizados no cultivo do camarao marinho Litopenaeus vannamei (Boone, 1931). Acta Scientiarum. Biological Sciences, v. 28, n. 1, p. 105-111, 2006a.

SILVA, A. P.; MENDES, P. P. Utilizacao da artemia nacional como dieta para pos-larvas do Litopenaeus vannamei (Boone, 1931) na fase bercario. Acta Scientiarum. Biological Sciences, v. 28, n. 3, p. 345-351, 2006b.

TACON, A. G. J.; FORSTER, I. P. Global trends and challenges to aquaculture and aquafeed development in the new millennium. In: INTERNATIONAL Aquafeed Directory and Buyer's Guide 2001. 5. ed. Uxbridge: Turret Rai Group, 2001. p. 4-25.

VELASCO, M.; LAWRENCE, A. L.; CASTILLE, F. Z. Effect of variation in daily feeding frequency and ration size on growth of shrimp, Litopenaeus vannamei (Bonne), in zero-water exchange culture tanks. Aquaculture, v. 179, n. 1-4, p. 141-148, 1999.

WASIELESKY, W.; EMERENCIANO, M.; BALLESTER, E.; SOARES, R.; CAVALLI, R.; ABREU, P. C. Cultivos em meios com flocos microbianos: um novo caminho a ser percorrido. Revista Panorama da Aquicultura, v. 16, n. 96, p. 14-23, 2006.

Jullyermes Araujo Lourenco (1) *, Carlos Henrique dos Anjos dos Santos (2), Francisco Hidalecio Ferreira Braga Neto (1), Maria Leticia Arena (3) e Marco Antonio Igarashi (1)

(1) Universidade Federal do Ceara, Av. Mister Hull, 2977, Bloco 825, 60021-970, Fortaleza, Ceara, Brasil. (2) Laboratorio de Ecofisiologia e Evolucao Molecular, Instituto Nacional de Pesquisas da Amazonia, Manaus, Amazonas, Brasil. (3) Universidad Nacional Autonoma de Mexico, Cidade do Mexico, Mexico. * Autorpara correspondencia. E-mail: jullyermeslourenco@yahoo.com.br
Tabela 1. Composicao bromatologica dos alimentos utilizados na
dieta do camarao branco do Pacifico Litopenaeus vannamei
cultivado em tanques bercarios intensivos.

Niveis de garantia por kg do produto *

                                      RC40      RC42      RC48

Proteina bruta (min.)                40,00%    42,00%    48,00%
Umidade (max.)                       12,50%      --      10,00%
Extrato eterio                       7,50%     9,00%       --
Materia fibrosa (max.)               4,50%     2,00%     3,00%
Materia mineral (max.)               13,00%    12,00%    7,00%
Calcio (max.)                        3,00%       --      1,50%
Fosforo                              1,25%       --      2,00%

                                      RC52      ART

Proteina bruta (min.)                52,00%    50,00%
Umidade (max.)                       8,00%     95,00%
Extrato eterio                       11,50%    10,00%
Materia fibrosa (max.)               2,50%       --
Materia mineral (max.)               11,00%    23,00%
Calcio (max.)                          --      0,30%
Fosforo                                --       1,5%

Enriquecimento por kg do produto *

                                      RC40             RC42

Vitamina A                        4.000,000 UI      100.000 UI
Vitamina B                             --            2.250 mg
Vitamina B1 (tiamina)                20 mg              --
Vitamina B2 (riboflavina)            25 mg              --
Vitamina B6 (piridoxina)             25 mg              --
Vitamina B12                         20 mg              --
Vitamina C                           150 mg         10.000 mg
Vitamina D3                       2.000,000 UI      40.000 IE
Vitamina E                           150 mg          5.000 UI
Vitamina K                           10 mg              --
acido folico                         10 mg              --
Aditivo antifungico fungitatico   1.000.000 UI          --
Antioxidante                         125 mg             --
Biotina                              0,4 mg             --
Carotenoides                           --             0,20%
Cloreto de colina                    260 mg             --
Cobalto                               2 mg              --
Cobre                                20 mg              --
Colesterol                             --               --
Colina                                 --            3.000 mg
DHA (22:6n-3)                          --               --
EPA (20:5n-3)                          --               --
Ferro                                10 mg              --
Fosfolipideos                          --             2,00%
Imunoestimulante                       --             5,30%
Inositol                             100 mg             --
Iodo                                 0,5 mg             --
Lipideo apos hidrolizado               --               --
Magnesio                             1,5 mg             --
Manganes                             20 mg              --
Niacina                              100 mg             --
Pantotenato de calcio                100 mg             --
PUFA n-3                               --             2,00%
Selenio                              0,2 mg             --
Zinco                                100 mg             --

                                      RC48             RC52

Vitamina A                         100.000 UI       10.000 UI
Vitamina B                             --               --
Vitamina B1 (tiamina)                  --               --
Vitamina B2 (riboflavina)              --               --
Vitamina B6 (piridoxina)               --               --
Vitamina B12                           --               --
Vitamina C                         10.500 UI        4.000 ppm
Vitamina D3                        26.000 UI        8.000 ppm
Vitamina E                          5.000 UI         500 ppm
Vitamina K                             --               --
acido folico                           --               --
Aditivo antifungico fungitatico        --               --
Antioxidante                           --               --
Biotina                                --               --
Carotenoides                           --               --
Cloreto de colina                      --               --
Cobalto                                --               --
Cobre                                  --               --
Colesterol                             --               --
Colina                                 --           4.000 ppm
DHA (22:6n-3)                          --
EPA (20:5n-3)                          --        6 mg [g.sup.-1]
Ferro                                  --               --
Fosfolipideos                          --        30 mg [g.sup.-1]
Imunoestimulante                       --               --
Inositol                               --           2.000 ppm
Iodo                                   --               --
Lipideo apos hidrolizado               --             13,00%
Magnesio                               --               --
Manganes                               --               --
Niacina                                --               --
Pantotenato de calcio                  --               --
PUFA n-3                               --        20 mg [g.sup.-1]
Selenio                                --               --
Zinco                                  --               --

RC -- racao comercial; * informacoes segundo os fabricantes.

Tabela 2. Valores medios dos parametros da qualidade da agua
observados durante o periodo de desenvolvimento das pos-larvas
do camarao branco do Pacifico Litopenaeus vannamei na fase de
bercario.

Tratamentos      Temp.             OD            pH
              ([degrees]C)   (mg [L.sup.-1])   (unid.)

RC40-ART          30,3             4,6           7,4
RC42:48-ART       30,3             5,1           7,3
RC42:48:52        30,4             5,1           7,2
ART               30,1             6,8           7,5

Tratamentos   C[O.sub.2] livre     Alcalinidade           Dureza
              (mg [L.sup.-1])    (mg CaC[O.sub.3])   (mg CaC[O.sub.3])

RC40-ART            10,7               29,9                68,9
RC42:48-ART         14,5               30,0                86,9
RC42:48:52          12,2               27,0                69,1
ART                 6,8                26,1                71,8

Tratamentos    Amonia total         C.E
              (mg [L.sup.-1])    ([micro]S
                                [cm.sup.-1])

RC40-ART           1,041           890,8
RC42:48-ART        1,298           890,8
RC42:48:52         1,354           854,1
ART                1,087           884,3

RC--racao comercial

Tabela 3. Valores medios dos indices de desenvolvimento de
pos-larvas do camarao branco do Pacifico Litopenaeus vannamei
submetidas a diferentes dietas na fase de bercario.

Parametros                                   Tratamentos

                       RC40-ART   RC42:48-ART  RC42:48:52     ART

Densidade de           22 PL's      22 PL's     22 PL's     22 PL's
estocagem             [L.sup.-1]  [L.sup.-1]   [L.sup.-1]  [L.sup.-1]

Comprimento medio       9,78a        9,78a       9,78a       9,78a
inicial (mm) *

Comprimento medio      18,35abc     18,77ab      20,49a      14,35c
final (mm) *

Ganho em               8,57abc      8,99ab       10,71a      4,57c
comprimento (mm) *

Peso medio              0,011a      0,011a       0,011a      0,011a
inicial (g) *

Peso medio             0,024ab      0,026ab      0,032a      0,017b
final (g) *

Ganho em               0,013ab      0,015ab      0,021a      0,006b
peso (g) *

Biomassa                 242a        242a         242a        242"
inicial (g) *

Biomassa              374,352bc    517,660ab    633,037a    305,932c
final (g) *

Ganho em              132,352bc    275,660ab    400,752a    63,932c
biomassa (g) *

Conversao alimentar    2,890ab      1,293ab      1,008a      6,387c
aparente *

Sobrevivencia (%) **    70,9a        90,5a       91,3a       81,8a

Letras iguais significam nao existir diferenca estatistica
significativa pelo * teste de Tukey e pelo ** teste do Qui-
quadrado de Pearson (nivel de significancia de 5%); RC--racao
comercial.

Tabela 4. Valores medios dos incrementos no desenvolvimento
de pos-larvas do camarao branco do Pacifico Litopenaeus vannamei
submetidas a diferentes dietas na fase de bercario.

Parametros                            Tratamentos

                          RC40-ART    RC42:48-ART   RC42:48:52    ART

Incremento em             118,18abc    139,39ab      187,88a     51,51c
peso (%) *

Incremento em             87,61abc      91,88ab      109,48a     46,76c
comprimento total (%) *

Inc. relativo diario de    11,8abc      13,9ab        18,8a       5,2c
biomassa (%) *

Letras iguais significam nao existir diferenca estatistica
significativa pelo *teste de Tukey (nivel de significancia de
5%); RC--racao comercial.
COPYRIGHT 2009 Universidade Estadual de Maringa
No portion of this article can be reproduced without the express written permission from the copyright holder.
Copyright 2009 Gale, Cengage Learning. All rights reserved.

Article Details
Printer friendly Cite/link Email Feedback
Author:Lourenco, Jullyermes Araujo; Santos, Carlos Henrique dos Anjos dos; Neto, Francisco Hidalecio Ferrei
Publication:Acta Scientiarum Biological Sciences (UEM)
Date:Jan 1, 2009
Words:5163
Previous Article:Feeding strategy of the jundia Rhamdia quelen (Siluriformes, Heptapteridae) in costal lagoons of southern Brazil/ Estrategia alimentar do jundia...
Next Article:Population biology of Pareiorhina rudolphi (Loricariidae, Hypostominae) in the Ribeirao Grande system, eastern serra da Mantiqueira, Sao Paulo...

Terms of use | Copyright © 2018 Farlex, Inc. | Feedback | For webmasters