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Indicated species to restoration of riparian forests in subwatershed of Peixe-Boi river, para state/Especies indicadas para a recomposicao da floresta ciliar da sub-bacia do Rio Peixe-Boi, para.

INTRODUCAO

Diante da intensificaqao e extensao das atividades antropicas que degradam o ambiente, a recomposiqao de florestas ciliares tem sido alvo de estudo constante, devido a importancia ambiental que esses ecossistemas apresentam (ALMEIDA et al., 2007; LACERDA e FIGUEIREDO, 2009).

No nordeste paraense, a situaqao nao e diferente. Nos municipios de Peixe-Boi e Bonito, por exemplo, a antropizaqao desses ecossistemas e intensa. Os dois municipios juntos possuem uma populaqao total de 21.484 habitantes (IBGE, 2010), os quais sao bastante dependentes dos rios da regiao. Contudo, as areas de floresta ciliar da regiao estao sendo degradadas principalmente devido ao intenso desmatamento para implantaqao de roqas e pastagens. Alem disso, em alguns pontos, os rios apresentam pequenas represas que servem de balnearios turisticos, os quais sao bastante explorados. Outra pratica comum durante o verao e a instalaqao de pequenos acampamentos, para turistas, constrmdos as margens dos rios, que servem de base para a pratica da caqa e pesca predatoria na regiao.

As florestas ciliares sao fundamentais para o equilibrio ambiental, sendo que em escala local e regional, protegem a agua e o solo, reduzindo o assoreamento dos rios e o aporte de poluentes, criam corredores que favorecem o fluxo genico entre remanescentes florestais, fornecem alimentaqao e abrigo para a fauna e funcionam como barreiras naturais contra a disseminaqao de pragas e doenqas nas lavouras (CHABARIBERY et al., 2008).

Esses ecossistemas possuem condiqoes ecologicas proprias que sao decorrentes do regime hidrico, sendo bastante heterogeneas quanto a diversidade de especies e ambientes (CAMARGOS et al., 2008; MAGNAGO et al., 2011; MIGUEL et al., 2011). Esta grande heterogeneidade pode ser explicada por fatores como o tamanho do fragmento ciliar, o estado de conservaqao desses remanescentes, o tipo de vegetaqao de origem, a matriz vegetacional onde a mesma esta inserida e a capacidade de adaptaqao as caracteristicas fisicas do ambiente (SALAMENE et al., 2011).

Devido a esta grande heterogeneidade, o processo de escolha das especies a serem utilizadas no plantio de recomposiqao das florestas ciliares e um dos passos determinantes para o restabelecimento dessas areas (DAVIDE et al., 1996). Alem disso, o estudo da matriz vegetacional e um importante fator a ser considerado. As capoeiras podem oferecer serviqos, como propagulos e sementes, interferindo na vegetaqao espontanea de areas adjacentes (VIEIRA e PROCTOR, 2007; MIRANDA et al., 2009).

Do mesmo modo, alem do aspecto ecologico na escolha das especies, deve-se tambem levar em consideraqao o aspecto silvicultural das mesmas. E a combinaqao desses fatores, oriundos do conhecimento cientifico, que melhor norteia a definiqao de modelos de recuperaqao e garante a sustentabilidade do sistema, em especial para areas de florestas ciliares (LIMA et al., 2009).

Baseado nesses principios, este estudo objetiva indicar especies nativas para serem usadas na recomposiqao de florestas ciliares degradadas existentes na sub-bacia do Rio Peixe-Boi.

MATERIAL E METODOS

O estudo foi realizado em junho de 2011, na sub-bacia hidrografica do Rio Peixe-Boi e compreendeu os municipios de Peixe-Boi e Bonito, pertencentes a regiao do Nordeste Paraense e a microrregiao da Zona Bragantina.

Os municipios sao caracterizados pela dominancia de Latossolo Amarelo e Plintossolo Petrico, com cobertura vegetal original de Floresta Ombrofila Densa, mas atualmente e predominada por florestas secundarias de diferentes estadios e idades decorrentes do abandono de pastagens e de areas de cultivos agricolas migratorios e permanentes. O clima da regiao e do tipo Am, segundo a classificaqao de Koppen (IDESP, 2009). As areas de floresta ciliar da regiao podem ser classificadas como igapos. Os igapos sao areas periodicamente alagadas por rios de aguas claras (translucidas) ou escuras, com poucos sedimentos em suspensao, geralmente associados a solos formados nos periodos Terciarios e Pre-Cambrianos. A variacao no mvel das aguas pode chegar a 12 m, e os periodos de inundacao ocorrem de 50 a 210 dias por ano (FERREIRA et al., 2010).

Para a caracterizacao vegetal foram inventariadas dez areas de floresta secundaria (capoeiras) e seis areas de floresta de igapo distribuidas aleatoriamente na regiao de estudo (Tabela 1). Em cada area o inventario floristico foi realizado em quatro subparcelas de 10 x 25 m, totalizando 1 ha amostrado em capoeira e 0,6 ha em igapo. Todas as arvores e arbustos com DAP [greater than or equal to] 5 cm foram incluidas no inventario. A identificacao das especies foi realizada por um parataxonomo e, quando necessario, a identificacao foi realizada por comparacao no Herbario Joao Murca Pires do Museu Paraense Emilio Goeldi. As plantas foram classificadas de acordo com o sistema do Angiosperm Phytogeny Group III (APG III, 2009).

A composicao floristica e a estrutura das florestas foram analisadas conforme Brower et al. (1998), usando os indices de abundancia (n), area basal (G), riqueza (S), diversidade de Shannon-Weaver (H') e equabilidade de Pielou (E). Esses indices foram relacionados com a idade estimada das florestas secundarias atraves de uma relacao linear testada com analise de variancia. As analises dos parametros fitossociologicos foram realizadas utilizando a abundancia, densidade relativa, frequencia relativa, dominancia relativa e indice de valor de importancia (IVI).

Para verificar a heterogeneidade floristica, os dados logaritmizados ([Log.sub.(x+1)]) da matriz de IVI das especies foram submetidos a Analise de Componentes Principais (ACP). A ordenacao foi utilizada para as florestas de igapo e para as florestas secundarias separadamente. O Programa utilizado foi o ADE-4 incluido no pacote R1.9 (R DEVELOPMENT CORE TEAM, 2004). A similaridade entre areas tambem foi analisada pelo indice de Jaccard (BROWER et al., 1998), comparando os grupos apresentados pela analise ACP. As especies indicadoras de cada grupo, obtidas pela analise ACP, foram avaliadas silviculturalmente atraves de revisao bibliografica.

RESULTADOS

Florestas de Igapo

Nas seis areas estudadas de igapos foram encontrados 720 indmduos pertencentes a 29 familias, 53 generos e 66 especies. As famdias com maior riqueza floristica foram Fabaceae (com 21 especies), Clusiaceae (7 esp.), Annonaceae, Lecythidaceae e Malvaceae (3 esp. cada).

As cinco especies com maior IVI nas areas de igapos foram Macrolobium angustifolium e Virola surinamensis (muito importante em quatro areas estudadas), Carapa guianensis, Pterocarpus santalionoides e Symphonia globulifera (muito importante em tres areas) (Tabela 2).

Em geral as areas apresentaram grande abundancia de individuos, alta riqueza, baixa diversidade de Shannon e alta equabilidade de Pielou (Tabela 3).

A analise de ordenacao separou as areas de igapo em tres grupos. Os eixos 1 e 2 explicam 36,69 e 26,51% da variancia dos dados, com eigen-valores de 8,002 e 5,782, respectivamente. Os grupos identificados foram: Grupo 1 com IG1 e IG2, Grupo 2 com IG3 e IG4, e Grupo 3 com IG5. A area IG6 nao apresentou resultados conclusivos na analise ACP, contudo, ficou mais proxima da area IG5 (Figura 1).

O eixo 1 foi negativamente influenciado pelas especies Tapirira guianensis, Symphonia globulifera e Hernandia guianensis Aubl., as quais foram indicadoras do Grupo 1 representando 30% do IVI em IG1 e 36% do IVI em IG2. O eixo 1 ainda foi positivamente influenciado pela Pachira aquatica Aubl., Spondias mombin L, Crudia oblonga Benth., Vatairea guianensis Aubl., Gustavia augusta L. e Licania laxiflora, as quais formaram o Grupo 3 representando 32% do IVI em IG5.

[FIGURE 1 OMITTED]

O eixo 2 foi positivamente influenciado pelas especies Ficus maxima Mill., Zygia latifolia e Hernandia guianensis; e negativamente pelas especies Ambelania acida Aubl., Ormosia coutinhoi Ducke, Macrolobium acaciifolium (Benth.) Benth e Macrolobium angustifolium, as quais determinaram a formacao do Grupo 2 representando 30% do IVI em IG3 e 32% do IVI em IG4.

O indice de Jaccard mostrou que as areas do Grupo 1 possuem 44.4% de similaridade floristica, o Grupo 2 tem 42.4% e as areas IG5 e IG6 possuem 40.5% de similaridade.

Florestas Secundarias

Nas florestas secundarias foram inventariados 1.198 individuos pertencentes a 46 familias e 175 especies. Apenas quatro individuos nao foram identificados. As familias com maior riqueza floristica foram Fabaceae (com 30 especies), Burseraceae, Malvaceae, Myrtaceae e Sapotaceae (8 esp. cada), Euphorbiaceae e Lecythidaceae (7 esp. cada).

Na analise fitossociologica, as especies mais importantes (com maior IVI) entre as areas foram Tapirira guianensis (muito importante em seis areas estudadas), Inga alba (Sw.) Willd. e Simarouba amara (muito importante em quatro areas) (Tabela 4).

Em geral as areas apresentaram grande abundancia de individuos, alta riqueza, diversidade e equabilidade (Tabela 5).

Houve uma significativa relacao entre os parametros de area basal, riqueza e diversidade com as estimativas de idade das areas (P<0,05); sendo que as areas mais velhas, em estadio de desenvolvimento mais avancado, mostraram maior area basal e diversidade, tanto considerando riqueza quanto diversidade de Shannon (Figura 2).

A analise ACP separou as areas de florestas secundarias em quatro grupos. Os eixos 1 e 2 explicaram 25,86 e 15,04% da variancia dos dados, com eigen-valores de 8,47 e 4,925, respectivamente. Os grupos identificados foram: Grupo 1 com C30.1; Grupo 2 com C30.2 e C30.3; Grupo 3 com FM1, FM2, FM3; Grupo 4 com C40.2 (Figura 3). As areas C30.4, C40.1 e C15 nao obtiveram resultados conclusivos na analise PCA.

O eixo 1 foi influenciado positivamente pelas especies Tapirira guianensis, Nectandra cuspidata, Inga thibaudiana DC. e Vismia guianensis (Aubl.) Choisy, as quais foram determinantes para o agrupamento dos Grupos 1 e 2, formados por areas de aproximadamente 30 anos. O eixo 1 ainda foi negativamente influenciado pelas especies Apeiba glabra Aubl., Tachigali glauca Tul. e Pseudopiptadenia psilostachya (DC.) G.P.Lewis & M.PLima, que contribuiram para o agrupamento do Grupo 3, formado por areas de floresta madura de aproximadamente 70 anos.

O eixo 2 foi influenciado positivamente pelas especies Talisia retusa R.S. Cowan, Myrcia paivae O. Berg, Inga edulis Mart., formadoras do Grupo 1, de 30 anos; e Jacaranda copaia formadora do Grupo 4, de 40 anos; Simarouba amara, Lacistema pubescens e Inga alba influenciaram o eixo 2 negativamente e foram formadoras do Grupo 2, de florestas de 30 anos.

O indice de Jaccard mostrou 36% de similaridade floristica para as areas do Grupo 2 e 30% de similaridade media para as areas do Grupo 3.

[FIGURE 2 OMITTED]

[FIGURE 3 OMITTED]

Analise Silvicultural das Especies

A analise ACP estabeleceu a importancia ecologica de 29 especies arboreas verificadas nas florestas inventariadas, entretanto, foram encontradas na literatura informacoes sobre o conhecimento silvicultural de apenas dez especies. Para a maioria das especies ha falta de informacoes silviculturais na literatura.

Especies que possuem boa disponibilidade de informacoes silviculturais e que foram ecologicamente importantes: Carapa guianensis, Pachira aquatica, Spondias mombin, Tapirira guianensis e Virola surinamensis encontradas nas florestas secundarias; e, Inga edulis, Jacaranda copaia, Pseudopiptadenia psilostachya, Simaruba amara, Tapirira guianensis e Vismia guianensis encontradas nas florestas de igapo.

As demais especies importantes ecologicamente, mas que nao possuem informacoes silviculturais suficientes que possam garantir o sucesso de plantio foram Ambelania acida, Crudia oblonga, Gustavia augusta, Hernandia guianensis, Licania macrophylla, Macrolobium acaciifolium, Macrolobium angustifolium, Ormosia coutinhoi, Pterocarpus santalionoides, Symphonia globulifera e Vatairea guianensis encontradas nas florestas secundarias; e, Apeiba burchellii, Inga alba, Inga thibaudiana, Lacistema pubescens, Myrcia paivae, Nectandra cuspidata, Tachigali myrmecophila e Talisia retusa encontradas nas florestas de igapo.

DISCUSSAO

Florestas de Igapo

Os igapos estudados apresentaram baixo indice de riqueza e diversidade de Shannon, quando comparados com as florestas secundarias (Tabelas 3 e 5). No entanto, a riqueza de especies foi superior a encontrada por Ferreira e Prance (1998) nos igapos do Rio Tapajos, 30 especies em 1 ha inventariado, enquanto que em Peixe-Boi esse valor foi de 66 especies em 0,6 ha. A riqueza encontrada nesse estudo tambem foi alta se comparada com aquelas verificadas por Almeida et al. (2004), que mostraram uma variacao de 30 a 78 especies em 4 amostras de 1 ha distribuidas nas varzeas do estuario amazonico. Segundo Ferreira et al. (2010), os ambientes de igapo e varzea nao apresentam diferenca significativa quanto ao numero de especies.

Nas florestas de igapo, as variacoes ambientais agem como forte fator de selecao natural, o que ocasiona a baixa diversidade encontrada nessas areas e grande dominancia de poucas especies (ALMEIDA et al., 2007). Contudo, essa pequena quantidade de especies dominantes promove a facilitacao da escolha das especies para a recomposicao das areas, pois sao poucas as especies com alto valor de importancia.

A composicao floristica dos igapos foi bem heterogenea, porem, os resultados indicam que quanto mais proximas geograficamente sao as areas, maior e a similaridade floristica. A maior similaridade floristica encontrada entre as areas IG1 e IG2 e as areas IG3 e IG4 deve ser consequencia da aproximacao geografica (Figura 1).

Os fatores fisicos locais, como as variacoes edaficas e topograficas, sao parametros que provavelmente influenciam bastante a formacao de florestas ciliares, como sugerido por Camargos et al. (2008) e podem estar sendo responsavel por essa variacao entre os diferentes agrupamentos encontrados na sub-bacia do Rio Peixe-Boi. Almeida et al. (2004) encontraram o mesmo padrao para areas de varzea e atribuiram essa dissimilaridade aos efeitos de zonacao, altura de inundacao, salinidade e velocidade da agua.

Florestas Secundarias

As florestas secundarias foram separadas em funcao da idade, o que esta diretamente ligado ao estadio sucessional. Todos os parametros floristicos, como riqueza, area basal e diversidade de Shannon, aparecem mais elevados nas florestas mais antigas (Tabela 5). Esses resultados estao em conformidade com o padrao mostrado por Prata et al. (2010) para as capoeiras do nordeste do estado do Para.

A estrutura fitossociologica tambem possui padroes diferentes de acordo com a idade. Nas florestas mais antigas varias especies sao importantes, com alto IVI. Ja nas florestas mais jovens, os valores de IVI mais alto sao acumulados em poucas especies (Tabela 4). Nas florestas de 40 anos, as cinco especies com maior IVI detem de 22 a 30% do IVI total, enquanto nas florestas mais jovens, de 15 a 30 anos, esse numero aumenta para 39 a 52%.

A analise ACP tambem diferencia as areas em funcao da idade no eixo 1, o qual separa os Grupos 3 e 4, das areas mais antigas com idade entre 40-70 anos, dos Grupos 1 e 2, formado por areas intermediarias de 30 anos (Figura 3).

No eixo 2, a escala e espacial, separando os grupos de acordo com o local inventariado, pois as areas agrupadas em um mesmo grupo foram inventariadas em uma mesma floresta. Portanto, alem dos grupos terem sido formados pela similaridade em idade sucessional, eles tambem foram influenciados pela proximidade geografica. Desta forma, e possivel associar as especies de floresta secundaria a posicao geografica e ao nivel sucessional das florestas inventariadas e escolher quais sao as mais indicadas a recompor determinado ambiente.

As especies selecionadas podem ser implantadas nas areas de borda e em areas adjacentes as florestas ciliares, pois, alem de proporcionarem propagulos vegetativos, essas fornecem outros servicos ecossistemicos importantes a serem considerados nos processos de reflorestamento em florestas ciliares, como formacao de serapilheira e cobertura de copas, a qual afeta o crescimento e sobrevivencia de plantulas, os processos de oxidafao da materia organica e controla processos erosivos atraves da formafao de um micro-habitat (MELO et al., 2007; NUNES e PEREIRA, 2007).

Indicacao de Especies Para Recomposicao Florestal

Apenas dez especies apresentaram tanto importancia ecologica, quanto boa disponibilidade de informafoes silviculturais na literatura. Essas especies devem ser usadas em um plano de recomposifao da sub-bacia do Rio Peixe-Boi. No entanto, outras 19 especies tambem apresentaram importancia ecologica, podendo ser utilizadas na recomposifao da sub-bacia do Rio Peixe-Boi, mas nada se sabe sobre o comportamento silvicultural delas. A ausencia das informafoes silviculturais coloca essas 19 especies em ordem prioritaria para futuros estudos silviculturais, uma vez que a recomposifao da sub-bacia do Rio Peixe-Boi e essencial para a manutenfao do equilibrio ambiental da microrregiao da Zona Bragantina do Estado do Para.

A escassez de informafoes relativas a silvicultura das especies e comum nas florestas tropicais e isso se agrava especialmente na Amazonia, o que dificulta a escolha de especies nativas para atividades como o reflorestamento, pois os tratamentos silviculturais aumentam o desenvolvimento de arvores (COSTA et al., 2009; GOMES et al., 2009).

CONCLUSAO

Por apresentarem grande importancia ecologica para a regiao estudada e tecnicas silviculturais viaveis e disponiveis na literatura, as especies Carapa guianensis, Pachira aquatica, Spondias mombin, Tapirira guianensis e Virola guianensis sao as mais indicadas para a recomposifao das areas de floresta de igapo da subbacia Rio Peixe-Boi, em associafao com as especies Inga edulis, Jacaranda copaia, Pseudopiptadenia psilostachya, Simarouba amara e Vismia guianensis de floresta secundaria, que podem ser implantadas nas areas de borda e adjacentes as florestas de igapo.

O plantio dessas especies deve considerar a localizafao geografica de cada floresta a ser recomposta, uma vez que a localizafao espacial influenciou a composifao e estrutura desses ambientes.

Ha uma necessidade urgente de estudos silviculturais sobre outras 19 especies, que tambem sao importantes nas florestas da regiao, para melhor garantir seus usos nos planos de recomposifao.

Recebido para publicagao em 27/12/2011 e aceito em 2/04/2013

AGRADECIMENTOS

Ao apoio financeiro da Petrobras, atraves do Programa de Recuperafao Ambiental e Conservafao da Microbacia do Rio Peixe-Boi, Para, Brasil. Ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Cientifico e Tecnologico (CNPq), que financiou a bolsa de estudo do aluno Igor do Vale Gonfalves. Os autores tambem agradecem aos alunos da disciplina Ecologia Florestal (Turma 2010) do Curso de Engenharia Florestal da Universidade Federal Rural da Amazonia pela ajuda na coleta dos dados.

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Igor Do Vale (1) Luiz Gonzaga Silva Costa (2) Izildinha Souza Miranda (3)

(1) Engenheiro Florestal, Bolsista de Iniciagao Cientifica, Universidade Federal Rural da Amazonia, Caixa Postal 917, CEP 66077-530, Belem (PA), Brasil. dovale.igor@gmail.com

(2) Engenheiro Florestal, Dr., Professor Associada do Institute Socio Ambiental e de Recursos Hidricos, Universidade Federal Rural da Amazonia, Caixa Postal 917, CEP 66077-530, Belem (PA), Brasil. gonzaga.costa@ufra.edu.br

(3) Biologa, Dr1., Professora Associada do Instituto Socio Ambiental e de Recursos Hidricos, Universidade Federal Rural da Amazonia, Caixa Postal 917, CEP 66077-530, Belem (PA), Brasil. izildinha.miranda@ufra.edu.br
TABLE 1: Location and condition of conservation of the inventoried
areas of the sub-watershed of Peixe-Boi River.

TABELA 1: Localizacao e estado de conservacao das areas inventariadas
na sub-bacia hidrografica do Rio Peixe-Boi, PA.

Areas                 Coordenadas geograficas
inventariadas
                     Latitude            Longitude

Florestas
de igapo

IG1             01[degrees]11'17"S   47[degrees]19'01"W
IG2             01[degrees]10'09"S   47[degrees]18'55"W
IG3             01[degrees]19'17"S   47[degrees]21'10"W
IG4             01[degrees]22'04"S   47[degrees]18'45"W
IG5             01[degrees]16'36"S   47[degrees]17'31"W
IG6             01[degrees]08'40"S   47[degrees]16'12"W

Florestas
secundarias

FM1             01[degrees]05'28"S   47[degrees]19'41"W
FM2             01[degrees]05'28"S   47[degrees]19'41"W
FM3             01[degrees]05'28"S   47[degrees]19'41"W
C15             01[degrees]08'34"S   47[degrees]18'22"W
C30.1           01[degrees]08'34"S   47[degrees]18'22"W
C30.2           01[degrees]12'16"S   47[degrees]22'37"W
C30.3           01[degrees]12'21"S   47[degrees]22'31"W
C30.4           01[degrees]11'52"S   47[degrees]21'45"W
C40.1           01[degrees]09'18"S   47[degrees]19'06"W
C40.2           01[degrees]11'52"S   47[degrees]21'45"W

Areas           Municipio     Estado de conservacao
inventariadas

Florestas
de igapo

IG1             Peixe-Boi          Conservado
IG2             Peixe-Boi          Conservado
IG3              Bonito            Conservado
IG4              Bonito            Conservado
IG5             Peixe-Boi          Conservado
IG6             Peixe-Boi          Conservado

Florestas
secundarias

FM1             Peixe-Boi   Floresta [+ or -] 70 anos
FM2             Peixe-Boi   Floresta [+ or -] 70 anos
FM3             Peixe-Boi   Floresta [+ or -] 70 anos
C15             Peixe-Boi   Capoeira [+ or -] 10 anos
C30.1           Peixe-Boi   Capoeira [+ or -] 30 anos
C30.2           Peixe-Boi   Capoeira [+ or -] 30 anos
C30.3           Peixe-Boi   Capoeira [+ or -] 30 anos
C30.4           Peixe-Boi   Capoeira [+ or -] 30 anos
C40.1           Peixe-Boi   Capoeira [+ or -] 40 anos
C40.2           Peixe-Boi   Capoeira [+ or -] 40 anos

TABLE 2: Species with the highest importance value index (IVI) of the
six forests of igapo inventoried in the sub-watershed of Peixe-Boi
river, PA state. *most important species in each area.

TABELA 2: Especies com os maiores indices de valor de importancia
(IVI) nas seis florestas de igapo inventariadas na sub-bacia
hidrografica do Rio Peixe-Boi, PA; *especies mais importantes em cada
area.

Especie                        IG1       IG2       IG3

Carapa guianensis            8,96 *    9,54 *     5,64
Ficus maxima                   --      7,77 *      --
Gustavia augusta              3,09       --       2,49
Hernandia guianensis         15,16 *    3,19       --
Macrolobium angustifolium     1,16     7,29 *    15,86 *
Pterocarpus santalionoides
Symphonia globulifera        9,95 *    18,95 *   6,15 *
Tapirira guianensis           5,43     14,06 *    1,18

Especie                        IG4       IG5       IG6

Carapa guianensis             4,71      6,95     8,96 *
Ficus maxima                   --       1,41     13,74 *
Gustavia augusta               --      9,12 *     3,24
Hernandia guianensis           --        --        --
Macrolobium angustifolium    14,3 *    11,22 *    1,63
Pterocarpus santalionoides
Symphonia globulifera         5,20       --       5,26
Tapirira guianensis          12,24 *     --       1,19

TABLE 3: Abundance (n), basal area (G), richness (S), diversity of
Shannon (H') e equability of Pielou (E) of the six forests of igapo
inventoried in the sub-watershed of Peixe-Boi river, PA state.

TABELA 3: Abundancia (n), area basal (G), riqueza (S), diversidade de
Shannon (H') e equabilidade de Pielou (E) de seis florestas de igapo
inventariadas na sub-bacia hidrografica do Rio Peixe-Boi, PA.

Florestas    n    G ([m.sup.2])   S     H'     E
de igapo

IG1         103       4,07        18   2,47   0,85
IG2         81        2,92        21   2,50   0,82
IG3         142       4,22        26   2,75   0,84
IG4         183       2,28        21   2,42   0,79
IG5         120       3,86        28   2,93   0,88
IG6         91        4,23        24   2,75   0,87

TABLE 4: Species with the highest importance value index (IVI) of the
ten secondary forests inventoried in the sub-watershed of Peixe-Boi
river, PA state; *most important species in each area.

TABELA 4: Especies com os maiores indices de valor de importancia
(IVI) nas dez florestas secundarias inventariadas na sub-bacia
hidrografica do Rio Peixe-Boi, PA. ; *especies mais importantes em
cada area.

Especie                   FM1       FM2       FM3       C15

Apeiba burchellii        4,54 *   4,24 *     1,31       --
Caryocar villosum          --       --      4,88 *      --
Eschweilera coriacea      3,08      --      10,15 *    1,42
Gustavia augusta          1,91     2,98      0,78       --
Inga alba                  --     3,84 *      --      10,11 *
Inga capitata              --     4,60 *      --        --
Jacaranda copaia          1,23     2,67      3,53      2,78
Lacistema pubescens        --      2,49       --        --
Nectandra cuspidata        --       --        --       0,97
Schefflera morototoni    4,89 *    1,37       --       2,63
Simaruba amara            2,67     2,50     3,84 *      --
Tachigali myrmecophila   3,71 *   13,18 *    0,79       --
Talisia retusa             --       --        --       1,00
Tapirira guianensis       2,82     1,00       --      6,77 *

Zanthoxylum rhoifolium    3,43      --       1,54     9,44 *

Especie                   C30.1     C30.2     C30.3     C30.4

Apeiba burchellii          --        --        --       0,95
Caryocar villosum          --       1,02       --        --
Eschweilera coriacea      2,06       --        --       0,80
Gustavia augusta           --       0,93       --      8,49 *
Inga alba                  --       2,30      4,26     6,09 *
Inga capitata              --        --        --       1,62
Jacaranda copaia          2,69      0,93       --       0,84
Lacistema pubescens        --      7,09 *    6,30 *     0,81
Nectandra cuspidata      4,09 *     3,29     5,31 *     0,89
Schefflera morototoni      --        --        --       1,32
Simaruba amara             --       1,52     7,46 *    22,11 *
Tachigali myrmecophila     --       2,37       --        --
Talisia retusa           8,62 *      --        --        --
Tapirira guianensis      13,78 *   18,7 *    13,75 *   11,46 *

Zanthoxylum rhoifolium     --       3,15      0,94       --

Especie                  C40.1     C40.2

Apeiba burchellii          --      0,83
Caryocar villosum          --       --
Eschweilera coriacea      2,49    4,38 *
Gustavia augusta           --     10,14 *
Inga alba                9,04 *    1,34
Inga capitata              --      0,74
Jacaranda copaia          1,52    6,04 *
Lacistema pubescens       3,92      --
Nectandra cuspidata      7,51 *    1,49
Schefflera morototoni     2,43     2,28
Simaruba amara           5,08 *     --
Tachigali myrmecophila     --      2,20
Talisia retusa             --       --
Tapirira guianensis      4,74 *     --

Zanthoxylum rhoifolium     --       --

TABLE 5: Abundance (n), basal area (G), richness (S), diversity of
Shannon (H') and equability of Pielou (E) of the ten secondary
forests inventoried in the sub-watershed of Peixe-Boi river, PA
state.

TABELA 5. Abundancia (n), area basal (G), riqueza (S), diversidade de
Shannon (H') e equabilidade de Pielou (E) de dez florestas
secundarias na sub-bacia hidrografica do Rio Peixe-Boi, PA.

Florestas      n    G ([m.sup.2])   S     H'     E
secundarias

FM1           107       2,53        57   3,85   0,95
FM2           132       4,74        52   3,60   0,91
FM3           117       4,24        54   3,68   0,92
C15           94        1,15        38   3,29   0,90
C30.1         93        1,95        37   3,17   0,88
C30.2         111       2,16        36   3,22   0,90
C30.3         115       1,59        39   3,23   0,88
C30.4         126       3,96        43   3,07   0,82
C40.1         145       3,15        55   3,67   0,91
C40.2         158       3,46        52   3,40   0,86
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Title Annotation:articulo en portugues
Author:Vale, Igor Do; Costa, Luiz Gonzaga Silva; Miranda, Izildinha Souza
Publication:Ciencia Florestal
Date:Jul 1, 2014
Words:4780
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