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Increase of Consteel[R] projects in the world: flexibility for hot metal & scrap continuous charging in EAF now in the Brazilian industry/Aumento das plantas Consteel[R] no mundo: flexibilidade para a carga continua de gusa liquido e sucata no forno eletrico a arco agora na siderurgia Brasileira.

1 INTRODUCAO

Ate hoje, mais de trinta instalacoes Consteel[R] foram contratadas em quinze paises diferentes. Os novos impulsos por tras desse sucesso extraordinario incluem os aspectos ambientais do sistema, a incrivel flexibilidade no tipo de carga usada no Consteel[R] --de 100% de sucata ate 85% de gusa liquido--e o aumento diferencial de produtividade do Forno Eletrico a Arco (FEA) quando carregado continuamente.

Atualmente, todas as unidades Consteel[R] do mundo estao em operacao, em comissionamento ou em fase de construcao, inclusive a primeira que partiu em 1989. Nenhuma outra tecnologia inovadora de fusao pode apresentar o mesmo historico.

A tecnologia basica Consteel[R] tem sido bem documentada (1,2) e uma instalacao tipica e mostrada na Figura 1.

[FIGURA 1 OMITTED]

Comparando fornos convencionais de carga pelo topo e fornos Consteel[R], a principal diferenca e a logistica no metodo de carregamento, ou o gerenciamento do fluxo de sucata do patio ate o forno eletrico.

O tamanho do patio de sucata depende da taxa de alimentacao de sucata e da autonomia desejadas.

O manuseio de materias primas e normalmente executado por pontes rolantes, em numero suficiente para se ter uma margem de seguranca contra falhas. Em fornos convencionais de carga pelo topo, o numero de pontes rolantes depende do numero de cestoes que precisam ser preparados em um dado tempo, considerando o tamanho da corrida do forno, a massa especifica da sucata e o tamanho dos cestoes.

O sistema Consteel[R] adota uma organizacao diferente do patio de sucata, normalmente estocando o material lateralmente a secao de carga do transportador. A capacidade e o numero de pontes de carregamento dependem da taxa maxima de alimentacao de sucata requerida pelo forno.

O sistema Consteel[R] e composto basicamente de duas secoes: uma de carregamento e outra de pre-aquecimento.

A ponte de carregamento transfere a sucata das pilhas ou diretamente de vagoes ferroviarios para a secao de carregamento do transportador. Um movimento de arraste e escorregamento permite que o material se mova em direcao ao forno.

Uma barra de contencao e instalada antes da secao de preaquecimento para garantir que a altura da camada de sucata no transportador nao exceda um valor especifico.

A carga de sucata nivelada e transportada uniformemente atraves da secao de pre-aquecimento, onde e pre-aquecida pelos gases de exaustao do forno.

Um transportador de conexao curto e retratil, chamado "carro de conexao", transfere a sucata pre-aquecida para o banho no forno.

Um selo dinamico e utilizado para reduzir ao minimo o volume de ar admitido na secao de transicao do pre-aquecedor.

O peso de corrida dos fornos Consteel[R] varia de 35 t a 300 t.

2 ALGUNS PROJETOS CONSTEEL[R] RECENTES

A Tabela 1 lista as instalacoes Consteel no mundo. Alguns projetos recentes sao apresentados em seguida.

2.1 America do Sul

A Tenova foi escolhida pela VSB Vallourec & Sumitomo Tubos do Brasil Ltda. para fornecer uma planta inteiramente nova no Brasil, compreendendo um Consteel[R], um FEA de 140 t e um Sistema de Despoeiramento. A unidade esta em construcao no municipio de Jeceaba, MG, regiao de algumas das mais ricas reservas de minerio de ferro do mundo. O inicio da producao esta previsto para 2010.

O forno pode ser carregado com ate 80% de gusa solido e liquido, incluindo mais de 50% de gusa liquido. Essa combinacao garantira alta produtividade e custos reduzidos, enquanto a tecnologia Consteel[R] reduzira o impacto ambiental.

2.2 Asia

A Tenova foi contratada para instalar cinco novas plantas na Asia, incluindo a maior capacidade instalada, 360 t/h, para a Tokyo Steel em Kurashiki, Japao. A instalacao, com comissionamento previsto para meados de 20I0, tera um peso vazado nominal de 300 t e uma capacidade total de 420 t.

Duas unidades estao sendo fornecidas para a planta de Asan Bay da coreana Dong Bu Steel Co. A capacidade total das duas unidades sera superior a 400 t/h. A previsao de inicio de operacao e em 2009.

Um exemplo de um projeto de modernizacao na China esta na fabrica da Anshan Heavy Machine Manufacturing Co., uma companhia do Grupo Anben baseada em Anshan. O Consteel[R] de Anshan e unico, pois sera integrado em um FEA com pesos de corrida variando entre 60 t e 120 t. O FEA alimenta um lingotamento continuo que produz blocos de tamanhos medios a grandes.

No Vietna, os ultimos pedidos sao de duas companhias, cada uma produzindo 400.000 t/ano de tarugos; em uma delas, a planta da Thep Viet Co., localizada perto da cidade de Ho Chi Minh, a Tenova comissionou uma aciaria completa baseada em um Consteel[R] de 60 t, um forno panela e uma maquina de lingotamento continuo.

2.3 Europa

Alguns dos sistemas Consteel[R] contratados recentemente estao localizados na Europa, como o da Arvedi em Cremona, Italia. Essa e a maior unidade da Europa, com um FEA de 250 t e 8,5 m de diametro, projetado para alimentar a nova linha de producao sem fim (ESP Endless Steel Production). Este sistema integrado esta projetado para ate 360 t/h (max. 430 t/h), com alimentacao de sucata e gusa solido atraves de um sistema de 1110 m incluindo dois transportadores de carregamento e uma secao de pre-aquecimento. O transformador e de mais de 200 MVA.

No final de 2007, dois sistemas Consteel[R] comecaram a operar, um na Trierer Stahlwerk GmbH (TSW), na Alemanha, e outro na Sovel Hellenic Steel Processing Company S.A., na Grecia. Baseado na experiencia e no sucesso da aciaria de ORI Martin, em Brescia, Italia (o primeiro Consteel[R] europeu instalado em 1998), a TSW contratou uma aciaria completa, incluindo um FEA Consteel[R] de 60 t, um forno panela e uma estacao de desgaseificacao a vacuo para a sua producao de acos especiais. Na Sovel o sistema foi instalado em um FEA de 130 t existente, que havia sido construido em 1999 sem o equipamento de carregamento continuo de sucata, mas projetado com todas as provisoes para sua instalacao futura.

Os contratos mais recentes de Consteel[R] na Europa sao os de Celsa Nordic, para sua planta de Mo i Rana, Noruega, e o da companhia russa Amet. Este ultimo e a primeira instalacao na antiga CEI, uma regiao com alguns dos menores custos mundiais de producao.

2.4 Africa

O ultimo contrato da Tenova, em 2007, foi o da Cape Gate Pty. Ltd. para a aciaria de Davsteel em Vanderbijlpark. Esse e o primeiro Consteel[R] a ser instalado na Africa do Sul, em uma area onde se concentra a maior producao de aco sul-africana. O sistema sera montado em um FEA Tenova existente e tera a produtividade e melhorias ambientais necessarias para produzir 650.000 t/ano de vergalhoes, fios-maquinas e perfis leves.

3 DESEMPENHO AMBIENTAL

Na conferencia de Fornos Eletricos a Arco da ISS, em Pittsburgh, EUA, em novembro de I999, a razao da construcao de novos fornos incorporando tecnologias de pre-aquecimento de sucata estava prevista para aumentar de 10% a 30% na decada seguinte. Os grandes motivadores por tras desse desenvolvimento esperado eram conservacao de energia, tempos de ciclos mais curtos e reducao de custos operacionais. As tecnologias consideradas para eventualmente dominar o mercado de pre-aquecimento de sucata eram o pre-aquecimento de shaft (cuba), com 50% das instalacoes, e o pre-aquecimento de twin shell (carcaca dupla), com 37%. Somente 5% eram esperados para o Consteel[R]. O tempo provou que essa previsao foi imprecisa, pois a tecnologia de forno shaft foi abandonada. Embora esse forno tenha adquirido uma posicao dominante, ele sofreu pela ma imagem do desempenho ambiental, que so poderia ser corrigido por medidas caras de reducao e por restricoes nos tipos de sucata carregada. (3) Em um estudo da Divisao de Protecao ao Clima--Departamento de Ar e Radiacao--da Agencia de Protecao Ambiental americana (EPA), sobre ganhos de energia primaria comparando o forno shaft com o Consteel[R], foram calculados ganhos de 0,63 GJ/t, para o forno shaft, e 0,66 GJ/t, para o Consteel[R]. (4) Embora em principio o conceito do forno shaft aqueca a sucata a temperaturas mais altas, por razoes ambientais a necessidade de tratar os fumos a jusante e cara. Como isso nao e necessario no Consteel, sua eficiencia global de recuperacao de energia e maior.

Desde entao a Tenova aprimorou a capacidade de pre-aquecimento. Por exemplo, uma pesquisa demonstrou que os gases de exaustao do FEA passam pelo tunel de pre-aquecimento a uma temperatura regular acima de 900[grados]C e pre-aquecem a carga de sucata ate uma temperatura na superficie superior a 600[grados]C, com uma temperatura media na faixa de 300 a 400[grados]C, dependendo do tipo da sucata. (5) Adicionalmente, o processo Consteel[R] provou reduzir o po gerado no forno pela eliminacao do carregamento pelo topo. (6) Como a carga por cestao nao e necessaria, o dimensionamento do sistema de exaustao pode ser minimizado, reduzindo o custo associado aos equipamentos de despoeiramento em novas plantas, ou evitando despesas adicionais de tais equipamentos no caso de um aumento de producao em plantas existentes. Como o tunel de pre-aquecimento possui uma secao transversal maior que a de um duto de exaustao normal, a velocidade dos fumos na secao do tunel e muito menor que a velocidade em uma curva do quarto furo de um FEA. Isso significa que as particulas de po maiores depositam na parte inferior do tunel e sao levadas pela sucata de volta ao forno. Desta forma, cerca de 20% a 30% do po total produzido no FEA e reciclado, resultando em uma consideravel reducao de custos ambientais. A abobada do FEA permanece fechada durante todo o tempo para reduzir perdas de energia e corte nas emissoes de gases e outros poluentes.

4 ENERGIA ELETRICA

O consumo eletrico medio em FEAs e tipicamente 400 kWh/t. Utilizando o processo Consteel[R], este numero pode cair para aproximadamente 335 kWh/t-355 kWh/t. (7) Assim como o efeito do pre-aquecimento, que reduz a demanda de energia, os 30% a 50% de pe-debanho empregados, comparados aos mais usuais 10% a 15% em fornos convencionais, geram uma inercia termica que ajuda a fusao da sucata, sem a necessidade de queimadores oxi-combustiveis.

Em regioes do mundo em que a energia eletrica e problematica, o Consteel[R] e particularmente benefico porque o transformador pode ser um terco menor que o de um FEA convencional. O Consteel[R] pode produzir ate 2,5 t/h de aco liquido a 1,620[grados]C, com I MW de potencia ativa. Um FEA convencional de 100 t/h exigiria um transformador de cerca de 60 MW, enquanto um forno Consteel[R] de 100 t/h requer aproximadamente 40 MW. A Figura 2 tambem mostra um perfil de energia eletrica mais uniforme, reduzindo assim os custos associados com a demanda de carga.

Carregando sucata continuamente, o arco e mais estavel e, estando coberto por escoria espumosa, reduz consideravelmente os disturbios eletricos flicker (cintilacao), harmonicas e ruidos para a rede com um custo de capital minimo. (8)

O nivel de ruido e um item muito importante a resolver, as vezes ate mais importante que o flicker. Emissoes de ruido de um FEA carregado pelo topo e de um FEA de fusao continua sao comparadas na Figura 3 mostrando significativa reducao de ruido.

[FIGURA 2 OMITTED]

[FIGURA 3 OMITTED]

5 CONTROLE DE PROCESSO

As caracteristicas ambientais do sistema Consteel[R] tem sido agora aprimoradas com um dos mais inovadores produtos da Tenova, chamado tecnologia Goodfellow EFSOP[R], introduzido no Canada no final dos anos 1990. (9,10) O EFSOP e um sistema de controle de circuito fechado que analisa continuamente a composicao dos gases de exaustao--monoxido de carbono, dioxido de carbono, oxigenio e hidrogenio--e executa as retroacoes necessarias no sistema de injecao quimica. Isso otimiza o uso de energia quimica no forno, e tambem detecta possiveis vazamentos de agua, proporcionando uma contribuicao significativa para operacoes de fusao mais seguras.

Uma das melhorias do Consteel[R] acoplado ao EFSOP e a possibilidade de monitoramento do teor de carbono do aco liquido pela medicao da composicao do gas de exaustao. Dessa forma a descarburacao fica totalmente sob controle, otimizando o uso de oxigenio injetado. A possibilidade de utilizar oxigenio adicional de pos-combustao permite otimizar a combustao do monoxido de carbono gerado no banho de aco. A energia liberada e entao usada para pre-aquecer a sucata ao longo do tunel de pre-aquecimento, melhorando o efeito de pre-aquecimento do sistema padrao. Como resultado, a quantidade de CO nos gases de exaustao e minimizada.

A planta de ORI Martin tem sido tambem um lugar importante de desenvolvimento para varias das tecnologias que hoje complementam o sistema basico, tal como o controle automatico de velocidade da sucata baseado na medicao em tempo real do peso do FEA e assim o calculo do consumo de energia especifica. Essa caracteristica de automacao foi implantada com sucesso em ORI Martin, deixando para o operador do FEA apenas a tarefa de supervisao do processo, sem qualquer intervencao manual real durante as fases de fusao e refino. Um detalhe tecnologico adicional que foi acrescentado em ORI e o carregamento continuo de carbono e cal por correia sobre o carro de conexao transportador, uma solucao de projeto inserida hoje em todos os novos sistemas Consteel[R].

6 QUALIDADE DA SUCATA

A massa especifica e o tipo de sucata sao preocupacoes constantes para usuarios de FEAs. Isso foi especialmente importante para aciaristas chineses onde a qualidade, disponibilidade, selecao e preparacao da sucata sempre foram criticas. Apos a instalacao das plantas Consteel[R], no entanto, eles logo perceberam que podiam carregar qualquer tipo de sucata desde 100% pesada ate 100% cavaco, e desde emaranhados de arame ate cascao de distribuidor. Isso resulta em grande flexibilidade operacional quando o suprimento de sucata e variavel.

7 CARGA DE GUSA LIQUIDO

Os primeiros usuarios a adicionar gusa liquido em um forno Consteel[R] foram os chineses. Na operacao do Consteel[R], e possivel substituir a sucata por uma porcentagem relevante de gusa liquido sem aumentar o uso de oxigenio acima dos 30 N.[m.sup.3]/t-35 N.[m.sup.3]/t de aco produzido. Este e, de fato, o consumo normal aproximado de oxigenio de um forno de alta potencia (UHP).

A adicao de gusa liquido de forma continua no banho e equivalente a injetar carbono com a lanca: o oxigenio injetado consome o carbono proveniente do gusa liquido na medida em que ele entra no banho. Consequentemente, nao ha necessidade de tempo extra para a descarburacao.

A Figura 4 mostra o consumo de energia calculado com uma carga metalica incluindo gusa liquido em porcentagens variadas e o balanco feito de sucata pre-aquecida.

O gusa liquido fornece calor adicional ao banho tal que, com cerca de 30% de gusa liquido e injecao de oxigenio, o consumo de potencia eletrica e reduzido em mais de 80 kWh/t. (11) Adicionalmente, quando gusa liquido e carregado, a producao de uma grande quantidade de CO fica disponivel no banho, auxiliando a escoria espumosa.

Hoje, a carga de gusa liquido tem um papel importante na Shaoguan, cuja instalacao esta indicada na Figura 5. E a unica planta FEA capaz de utilizar regularmente uma taxa de gusa liquido superior a 85% devido a melhorias na injecao de oxigenio.

A boa experiencia com o carregamento continuo de sucata e metal liquido em seis plantas chinesas usando esse procedimento ajudou a definir o processo de fusao da nova aciaria da planta americana de Wheeling-Pittsburgh Mingo Junction. Esse e o primeiro FEA construido nos EUA para substituir um dos altos fornos existentes e suas baterias de coque. (12) Wheeling-Pittsburgh e uma das maiores unidades Consteel[R] em operacao no mundo e a primeira nos EUA projetada para alimentar continua e simultaneamente gusa liquido e sucata em um novo FEA. O forno possui uma capacidade nominal de 250 t/h, que pode ser aumentada para 300 t/h quando alimentado com 40% de gusa liquido e 60% de sucata.

[FIGURA 4 OMITTED]

[FIGURA 5 OMITTED]

8 PERSPECTIVAS DO CONSTEEL[R] E CARGA DE GUSA LIQUIDO NO BRASIL

A siderurgia brasileira possui um grande potencial--logo antes da crise mundial em 2008 a producao de aco tinha expectativa de aumento dos entao 37 Mt/ano para 52 Mt/ano, em 2012. (14) Recursos naturais e condicoes locais sao favoraveis a um rapido crescimento da producao de aco. Pequenos guseiros tambem podem agregar valor aos seus produtos instalando novos processos a jusante em suas plantas.

Melhorias no desempenho ambiental sao exigidas em todos os novos projetos. A economia de energia e critica especialmente nas regioes central e norte do Brasil, principais areas produtoras de gusa. Reducoes de flicker e harmonicas tambem sao necessarias em varias redes eletricas ainda deficientes. Niveis de ruido, emissoes de gases e outros poluentes estao sendo severamente controlados.

Todos estes aspectos sao tratados positivamente pelo Consteel[R], junto com tempos de ciclo mais curtos, custos operacionais menores e aumento de produtividade.

Considerando as flutuacoes no mercado de sucata, a carga continua de gusa liquido agrega uma importante flexibilidade adicional ao processo Consteel[R].

Neste cenario, o forno Consteel[R] com carga de gusa liquido representa uma importante rota de producao a ser considerada na maioria dos projetos.

9 CONCLUSOES

O processo FEA Consteel[R] representa a extensao das vantagens do processo de carga e fundicao continuas--tipico em FEAs carregados com 100% DRI--para o carregamento de sucata.

O processo Consteel[R] apresenta grande estabilidade operacional e flexibilidade no carregamento de sucata e de gusa liquido, economiza energia, minimiza disturbios na rede eletrica, reduz ruidos e emissoes de gases e poluentes, e mais benefico ao meio ambiente,

Vinte anos apos a primeira instalacao Consteel aparece o segredo de seu sucesso: simplicidade. Como dizia John Vallomy, o inventor da tecnologia Consteel: "Se voce tiver agua fervendo em uma panela no fogo, voce pode adicionar gelo gradualmente e a agua continuara fervendo". O Consteel e tao simples quanto isso.

doi: 10.4322/tmm.00601010

Recebido em: 19/04/2009

Aceito em: 16/09/2009

Proveniente de: SEMINARIO DE ACIARIA--INTERNACIONAL, 39., 2008, Curitiba, PR. Sao Paulo: ABM, 2008.

REFERENCIAS

(1) FANUTTI, G.; POZZI, M. Environmental control and the Consteel process. Millennium Steel, p. 105-10, 2004.

(2) JEMIN, T.; XUEFENG W.; BIANCHI FERRI, M.; ARGENTA, P Charging hot metal to the EAF using Consteel. Millennium Steel, p. 79-86, 2006.

(3) BIRAT, J.P A futures study analysis of the technological evolution of the EAF by 2010: Irsid-Usinor recherche. La Revue de Metallurgie-CIT, v. 97, n. 11, p. 1355-63, Nov. 2000.

(4) WORRELL, E.; MARTIN, N.; PRICE, L. Energy efficiency and carbon dioxide emissions reduction opportunities in the U.S. iron and steel sector. Berkeley: Energy Analysis Department, University of California, 1999. p. 9-11, 20-9. (LBNL- 41724).

(5) DE MIRANDA, U.; DI DONATO, A.; VOLPONI, V; ZANUSSO, U.; ARGENTA, P; POZZI, M. Scrap continuous charging to EAF. Luxembourg: European Commission, 2003. p. 1-41.

(6) CONSIDINE, T.; JABLONOWSKY, C.; CONSIDINE, D. M. M.; RAO, P G. The industrial ecology of steel. Final Report to Office of Biological and Environmental Research, US Department of Energy, Award No. DE-FGO2-97ER62496. University Park: The Pennsylvania State University, 200I. p. 15-16.

(7) INTER-LABORATORY WORKING GROUP Scenarios for a Clean Energy Future. Berkeley, CA: Lawrence Berkeley National Laboratory, 2000. (ORNL/CON-476 and LBNL-44029).

(8) VALLOMY, J. A.; FALLON, C. Continuous Melting in EAF: a way to minimise flicker and harmonics. Metallurgical Plant and Technology International, v. 20, n. 4, p. 94-101, Ago. 1997.

(9) FERRO, L.; PALMA, M.; MAIOLO, J.; MEMOLI, F. EAF Process control. Millennium Steel, p. 93-6, 2006.

(10) POZZI, M.; MAIOLO, J.; MASOERO, D.; SCIPOLO, V.; VENERI, N. Operating results of Goodfellow EFSOP[R] at Riva. Verona, Italy: Millennium Steel, 2008, p. 89-93.

(11) SANWU, W.; SHOUJUN, Z.; RISHENG, T. Application of hot metal charging for 90t Consteel--EAF at SGIS. In: CONSTEEL[R] INTERNATIONAL SYMPOSIUM, 2004, Beijing. Proceedings ... [S.l.]: Metallurgical Industry Press, 2004. p. 39-41.

(12) BRADLEY; J. G.; PAGE, H. L.; KEATIN, D. E.; BROWN, T.; GUZY, S. D. Wheeling-Pittsburgh steel: Mingo Junction plant: Revitalized with a new continuous steelmaking process. Iron & Steel Technology, 2005, v. 2, n. 6, p. 29-45, Jun. 2005.

(13) FERRI, M.; MEMOLI, F. EAF Integration into the blast furnace route at Wheeling Pittsburgh. Millennium Steel, 2007, p. 92-4.

(14) INSTITUTO BRASILEIRO DE SIDERURGIA. Siderurgia: investimentos e expansao da producao. Disponivel em: <http://www.ibs.org.br/downloads/Folder_Investimento_IBS.pdf>. Acesso em: 15 fev. 2008.

Francesco Memoli [1]

Mauro Bianchi Ferri [2]

Jorge Villares de Freitas [3]

[1] Vice Presidente, Divisao Metal Making Tenova Core, 100 Corporate Center Drive, 15108-3185 Coraopolis, PA, USA. E- mail: fmemoli@corefurnace.com.

[2] Gerente de Marketing e Vendas, Tenova Metal Making. Via Monte Rosa, 93, 20149 Milan, Italy. E-mail: mauro.bianchiferri@it.tenovagroup.com.

[3] FHE Freitas & Heer Engenharia. R. Afonso Braz, 692 cj. 22, 04511-001 Sao Paulo, SP Brasil. E-mail: jvfreitas@fhe.com.br.
Tabela 1. Projetos Consteel no mundo

             Planta                     Local             Capacidade

1    * Amet JSC               Asha, Russia                   120 t
2    * Cape Gate              Gauteng, Africa do Sul          70 t
       Vanderbijlpark
3    * Commercial Metals      Mesa, AZ, EUA                   35 t
       Co. CMC
4    * Dong Bu Steel EAFI     Asan Bay, Coreia do Sul        160 t
5    * Dong Bu Steel EAF2     Asan Bay, Coreia do Sul        160 t
6    * Estructurales Corsa    Tlalnepantla, Mexico           120 t
       G.G.
7    * HTPM                   Hainphong City, Vietna          75 t
8    * Tokyo Steel            Kurashiki, Japao               300 t
       Manufacturing Co.
9    * Vallourec Sumitomo     Jeceaba, Brasil                140 t
       Tubos do Brasil
       Ltda
10   * Viet Italy Steel       Hanoi, Vietna                   60 t
11   Angang H.M.M.            Anshan Liaoning Province,       75 t
                                China
12   Celsa Nordic             Mo I Rana, Noruega              90 t
13   Acciaieria Arvedi        Cremona, Italia                250 t
       S.p.A.
14   Sovel S.A.               Plant-Almyros, Magnisia,       130 t
                                Grecia
15   T.S.W. Trier Stahlwerk   Trier, Alemanha                 60 t
       GmbH
16   Thep Viet                Ho Chi Minh City, Vietna        60 t
17   Jiaxin Dongfang I&S      Zhejiang Province, China        75 t
       Co.
18   Ningxia Hengli Co.       Hengli, China                   75 t
       Ltd. Group
19   Sonasid                  Casablanca, Marrocos           120 t
20   Wheeling-Pittsburgh      Steubenville, OH, EUA          250 t
       Steel Corp.
21   Tonghua Iron & Steel     China                           65 t
       Group
22   E'Cheng Iron & Steel     Hubei Province, China           60 t
       Co.
23   Shiheng Special Steel    Shandong Province, China        65 t
24   Wuxi Iron & Steel Co.    Jiangsu Province, China         70 t
25   Shaoguan Iron & Steel    Guangdong Province, China      100 t
26   Gerdau Ameristeel        Knoxville, TN, EUA              60 t
27   Nucor Corp.              Hertford, NC, EUA              150 t
28   Xining Special Steel     Xining, China                   60 t
29   Guiyang Steel Special    Guiyang, China                  60 t
       Co. Ltd.
30   ORI Martin S.p.A.        Brescia, italia                 82 t
31   Nakornthai Strip Mill    Chonburi, Tailandia            180 t
       Ltd.
32   Gerdau Ameristeel        Sayreville, NJ, EUA             80 t
33   Nucor Corp.              Darlington, SC, EUA            100 t
34   Kyoei Steel Ltd.         Nagoya, Japao                  110 t
35   Gerdau Ameristeel        Charlotte, NC, EUA              41 t

* Atualmente em fase de projeto, montagem ou comissionamento.
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Author:Memoli, Francesco; Ferri, Mauro Bianchi; de Freitas, Jorge Villares
Publication:Tecnologia em Metalurgia e Materiais
Date:Jul 1, 2009
Words:3826
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