Printer Friendly

In vitro embryo production: oxidative stress and antioxidants/Produccion de embriones in vitro: el estres oxidativo y los antioxidantes/Producao de embrioes in vitro: estresse oxidativo e antioxidantes.

INTRODUCAO

Apesar dos recentes avancos biotecnologicos, a eficiencia da PIV em diferentes especies animais ainda e baixa quando comparada aos resultados obtidos in vivo (1-3). Dentre os fatores implicados neste contexto, a qualidade dos oocitos e as condicoes dos sistemas de maturacao oocitaria e cultivo embrionario in vitro sao determinantes (4, 5).

In vitro, a producao de EROs e favorecida pela alta tensao de oxigenio ([O.sub.2]) associada a interferencia da luz, a presenca de espermatozoides e a ausencia da protecao antioxidante materna. Para reestabelecer o potencial redox intracelular, grande quantidade de glutationa e mobilizada resultando em maior susceptibilidade ao estresse oxidativo (6, 7). Como consequencia, reacoes em cadeia sao desencadeadas promovendo danos celulares que resultam em altas taxas de apoptose e bloqueio da meiose oocitaria e do desenvolvimento embrionario in vitro (8, 9).

Neste contexto, a suplementacao dos meios de maturacao oocitaria (MIV) e cultivo embrionario in vitro (CIV) com compostos tiois, capazes de incrementar o sistema de defesa antioxidante intracelular, tem sido proposta com intuito de melhorar eficiencia da PIV (10, 11).

Deste modo, dada a relevancia do tema, esta revisao visa ampliar o conhecimento referente aos eventos bioquimicos envolvidos na formacao das EROs, na lipoperoxidacao e no sistema de defesa antioxidante glutationa redutase/peroxidase ao longo do desenvolvimento oocitario e embrionario tanto in vivo como in vitro. Alternativas para incrementar a eficiencia da PIV pela utilizacao de antioxidantes nos meios de cultivo in vitro tambem serao abordadas.

ESTRESSE OXIDATIVO

Consiste num termo generico dado a situacao em que existe desequilibrio entre as especies reativas de oxigenio e as substancias antioxidantes, com predominancia das primeiras. Nos sistemas de cultivo in vitro, o estresse oxidativo consiste numa das principais causas da baixa eficiencia da maturacao oocitaria e desenvolvimento embrionario em varias especies (8, 12). Alem disso, esta envolvido no envelhecimento celular e na patogenese de muitas doencas como o cancer, ataque cardiaco, derrame, diabetes, doencas hepaticas entre outras (13).

As EROs sao naturalmente geradas durante o metabolismo aerobico, mesmo em condicoes basais (9). Deste modo, estao presentes em todos os tipos celulares. Numa situacao de equilibrio, exercem efeitos beneficos atuando como moleculas sinalizadoras em processos fisiologicos como na regeneracao tecidual, sinalizacao hormonal, esteroidogenese, regulacao redox intracelular e embriogenese (14).

No entanto, quando a concentracao critica de EROs e ultrapassada, ocorrem efeitos prejudiciais as celulas, resultando em alteracao e morte celular (8). Alem do metabolismo intracelular, o estresse oxidativo tambem pode ser favorecido pelas condicoes ambientais as quais oocitos e embrioes sao submetidos durante a PIV. Tais condicoes envolvem a concentracao de oxigenio, presenca de espermatozoides, constituintes do meio e exposicao a luz ou calor (9).

FORMACAO DAS ESPECIES REATIVAS DE OXIGENIO

Durante a respiracao celular, a molecula de oxigenio ([O.sub.2]) deve receber quatro eletrons e ser completamente reduzida a duas moleculas de agua ([H.sub.2]O). Se o [O.sub.2] for parcialmente reduzido pela recepcao de somente 1 eletron, o produto desta reducao sera o radical superoxido ([O.sup.-.sub.2]). Este radical, ao receber mais um eletron e 2 ions de hidrogenio, formara o peroxido de hidrogenio ([H.sub.2][O.sub.2]). Da reacao entre o peroxido de hidrogenio e ions de ferro ou cobre ocorrera a formacao do radical hidroxila (O[H.sup.-]), considerado o mais reativo (Figura 1). Este ultimo tambem poder ser formado pela reacao entre o peroxido de hidrogenio e superoxido (15, 16).

[FIGURE 1 OMITTED]

Os radicais superoxidos e hidroxilas sao considerados radicais livres, pois possuem eletrons desemparelhados em sua orbita mais externa. O peroxido de hidrogenio, apesar de nao ser um radical livre, representa um metabolito parcialmente reduzido (17). Logo, todos estes metabolitos derivados do oxigenio sao denominados especies reativas de oxigenio em funcao da elevada instabilidade e reatividade (18).

Para se tornarem estaveis, as EROs precisam adquirir eletrons. Sendo assim, reagem com quaisquer moleculas ao seu redor (lipidios, carboidratos, acidos nucleicos) provocando a oxidacao destas. Como consequencia, reacoes em cadeia sao desencadeadas resultando em danos celulares que incluem: peroxidacao lipidica, alteracoes mitocondriais, desnaturacao proteica, bloqueio no desenvolvimento embrionario, reducao da motilidade espermatica, alteracao do fuso meiotico, deplecao de ATP e apoptose celular (8, 9).

PEROXIDACAO LIPIDICA OU LIPOPEROXIDACAO

Definida como "a deteriorizacao oxidativa dos acidos graxos poliinsaturados (AGPI)", a lipoperoxidacao consiste numa reacao em cadeia desencadeada pela acao das EROs sobre os AGPI, resultando em alteracoes celulares irreversiveis (19). Devido a isso, e considerada um dos mais importantes efeitos citotoxicos decorrentes do estresse oxidativo (20).

O processo de lipoperoxidacao se inicia com o sequestro de um atomo de hidrogenio dos AGPI pelas EROs. Por ser mais instavel e reativo, o radical hidroxila (O[H.sup.-]) e considerado o agente desencadeador da reacao. Como consequencia, ha formacao de radicais lipidicos alquila ([L.sup.-]), que rapidamente reagem com uma molecula de oxigenio ([O.sub.2]) formando os radicais peroxila (LO[O.sup.-]). Estes, por sua vez, para se estabilizarem, abstraem atomos de hidrogenio dos AGPI, resultando na formacao de novos radicais lipidicos. Esta reacao em cadeia se propaga ate os radicais lipidicos destruirem a si proprios (15, 21), conforme demonstrado na figura 2.

[FIGURE 2 OMITTED]

Dentre os componentes celulares, as membranas sao mais susceptiveis a deteriorizacao lipidica, devido a grande quantidade de AGPI. As alteracoes decorrentes deste processo incluem: destruicao da estrutura e alteracao da permeabilidade das membranas celulares. Consequentemente, ha perda da seletividade para entrada e saida de nutrientes e substancias toxicas, liberacao do conteudo das organelas, formacao de produtos citotoxicos e alteracao do DNA, culminando com a morte celular (22, 23).

Nas biotecnologias reprodutivas, a lipoperoxidacao decorrente do estresse oxidativo e considerada uma das principais causas da baixa fertilidade dos espermatozoides submetidos aos processos de criopreservacao e da baixa eficiencia dos sistemas de cultivo oocitario e embrionario in vitro (24, 25).

Evidencias indicam que o excesso de EROs na PIV induz o bloqueio do desenvolvimento e compromete a viabilidade oocitaria e embrionaria. Estes comprometimentos ocorrem devido as lesoes estruturais e funcionais promovidas pela deteriorizacao oxidativa dos AGPI (6).

SISTEMAS DE DEFESA ANTIOXIDANTE

As EROs sao continuamente geradas como consequencia direta do metabolismo de [O.sub.2] (9). Como protecao aos efeitos nocivos do excesso de metabolitos de oxigenio, o organismo dispoe de dois sistemas antioxidantes: nao enzimaticos e enzimaticos. Estes atuam em diferentes niveis de protecao: inibindo a formacao e acao oxidativa das EROs, e reparando as lesoes provocadas pelos metabolitos oxidativos (26).

Sistema antioxidante nao enzimatico

Inclui compostos de baixo peso molecular presentes na dieta como acido ascorbico (vitamina C), tocoferol (vitamina E), selenio, zinco, taurinas, hipotaurinas, caroteno, acido lipoico (9). Tambem sao incluidos os compostos tiois como: cistina, cisteina, cisteamina e beta-mercaptoetanol, utilizados nos meios de cultivo oocitario e embrionario in vitro (10).

Sistema antioxidante enzimatico

Inclui as enzimas superoxido dismutase, catalase, peroxirredoxinas e o sistema glutationa redutase/peroxidase. A superoxido dismutase e responsavel por catalisar a dismutacao do superoxido em oxigenio e peroxido de hidrogenio, enquanto que as peroxirredoxinas degradam o peroxido de hidrogenio e a catalase o converte a agua e oxigenio. Ja o sistema glutationa redutase/peroxidase consiste no mecanismo de defesa primario para remocao das EROs (15, 18).

SISTEMA GLUTATIONA REDUTASE/PEROXIDASE

A Glutationa e o maior e mais importante composto tiol-sulfidril nao proteico, presente em todas as celulas dos mamiferos. Consiste num tripeptideo formado pelos aminoacidos: glutamato, glicina e cisteina. Este composto esta envolvido em inumeras funcoes biologicas, sendo conhecido principalmente pelo seu potencial de proteger as celulas contra os efeitos citotoxicos das EROs e manter o potencial redox intracelular (12).

No organismo, se apresenta sob 2 formas: glutationa reduzida (GSH), que apresenta capacidade redutora determinada pelo grupamento sulfidrila (-SH) e e predominante no meio intracelular; e a glutationa oxidada (GSSG), que e um dissulfeto resultante da oxidacao da GSH apos sua exposicao ao agente oxidante (27).

No processo de neutralizacao das EROs, a glutationa opera em ciclos entre a sua forma reduzida e oxidada. As reacoes de reducao e oxidacao sao catalisadas pelas enzimas glutationa peroxidase (GPx) e redutase (GR) e ocorrem na presenca de selenio e NADPH, respectivamente (12).

Conforme representado na figura 3, a glutationa peroxidase catalisa a dismutacao do peroxido de hidrogenio a agua, utilizando a GSH como agente redutor que, consequentemente, e convertida a sua forma oxidada (GSSG). Numa situacao de equilibrio, a glutationa redutase imediatamente converte a GSSG a sua forma reduzida (GSH), utilizando o NADPH como agente redutor (27, 28).

A recuperacao da GSH e essencial para manter integro o sistema de protecao celular. Este processo depende da nicotinamida adenina dinucleotido fosfato (NADPH) que e gerada pela oxidacao da glicose na via das pentoses-fosfato (12). Qualquer desequilibrio neste processo resultara em menor contracao intracelular de GSH favorecendo o estresse oxidativo.

[FIGURE 3 OMITTED]

GLUTATIONA DURANTE O DESENVOLVIMENTO OOCITARIO E EMBRIONARIO IN VIVO X IN VITRO

Devido as suas inumeras funcoes biologicas, em especial a atividade antioxidante, a glutationa esta diretamente relacionada ao potencial de desenvolvimento oocitario e embrionario tanto in vivo como in vitro (12).

Evidencias indicam que a concentracao intraoocitaria de glutationa aumenta ao longo da maturacao, de modo que, oocitos no estadio de metafase II apresentam o dobro da quantidade de GSH detectada no estadio de vesicula germinativa. Esta sintese de GSH durante a maturacao pode ser regulada por gonadotrofinas (29).

No entanto, no estadio inicial do desenvolvimento embrionario, o nivel de GSH diminui rapidamente, sendo que sua sintese e retomada apenas com a ativacao do genoma embrionario. Logo, o estoque de GSH intraoocitario assegura a protecao contra as EROs durante a fertilizacao e desenvolvimento embrionario inicial e, consequentemente, determina a competencia oocitaria (30, 31).

Alem da acao antioxidante, a GSH participa ativamente na descondensacao do material genetico espermatico, formacao do pronucleo masculino e manutencao do potencial redox intracelular (32). Deste modo, a glutationa, em sua forma reduzida, pode ser considerada um potencial marcador bioquimico da maturacao, viabilidade e potencial de desenvolvimento oocitario (29).

No entanto, nos oocitos maturados in vitro, a concentracao intracelular de GSH e bem menor do detectado in vivo. Isto se deve a elevada e continua producao de EROs nos sistemas de cultivo in vitro decorrente da elevada concentracao de [O.sub.2], interferencia da luz e presenca de espermatozoides. Estas condicoes resultam em maior mobilizacao da GSH e, consequentemente, maior susceptibilidade ao estresse oxidativo (6, 7).

Alem disso, in vivo, os oocitos e embrioes estao protegidos contra o estresse oxidativo pela presenca de antioxidantes no fluido folicular e oviduto (33). No entanto, na PIV, os oocitos sao removidos do ambiente natural e submetidos a condicoes de cultivo distintas do fisiologico o que favorece o estresse oxidativo (6). Como consequencia, podem ser constatadas alteracoes mitocondriais, apoptose, bloqueio da meiose oocitaria e do desenvolvimento embrionario (8).

Neste contexto, com intuito de minimizar os efeitos citotoxicos decorrentes do estresse oxidativo e consequentemente melhorar a eficiencia da PIV, tem sido proposto a suplementacao dos meios de cultivo oocitario e embrionario com antioxidantes (10, 11), e a reducao da tensao de oxigenio a niveis mais proximos do fisiologico (5%) (5).

ANTIOXIDANTES NO MEIO DE CULTIVO IN VITRO

A sintese de GSH nos oocitos e embrioes depende da disponibilidade de aminoacidos precursores no meio extracelular e de um sistema de transporte destes aminoacidos pela membrana plasmatica (34). Baseado nisso, os meios de cultivo padrao, como TCM199, sao normalmente enriquecidos com aminoacidos como cisteina e/ou cistina (35).

Efeitos beneficos da cisteina nos meios MIV e CIV tem sido relatados em bovinos e suinos, no entanto, ainda existe discrepancia entre autores com relacao aos resultados obtidos (36, 37). Apesar de a cisteina ser diretamente aproveitada pelo oocito e embriao para sintese de glutationa, sua estabilidade no meio extracelular e muito baixa, sendo oxidada em cistina em uma hora de cultivo (38).

Evidencias indicam ainda que tanto oocitos desnudos como embrioes nao conseguem utilizar a cistina presente no meio de cultivo, provavelmente pela ausencia de um sistema de transporte transmembrana de cistina ou pela incapacidade de conversao desta em cisteina (10, 39).

Neste contexto, as celulas do cumulus desempenham importante funcao, uma vez que, conseguem recuperar a cistina do meio e converte-la em cisteina. Alem disso, sintetizam GSH que juntamente com cisteina sao transferidas ao oocito pelas juncoes GAP (39, 40). Evidencias indicam incremento no nivel intracelular de GSH quando oocitos desnudos sao cultivados na presenca de complexos cumulus-oocitos intactos (41) ou monocamada de celulas do cumulus (35).

Deste modo, o estoque intraoocitario de glutationa esta diretamente relacionado a presenca do cumulus (42), sendo favorecido pela intima comunicacao destas celulas com o oocito pelas juncoes GAP.

Neste contexto, a adicao de compostos tiois de baixo peso molecular como a cisteamina e o [beta]-mercaptoetanol aos meios de cultivo in vitro suplementados com cistina e/ou cisteina consiste numa alternativa para incrementar a concentracao intracelular de GSH. Evidencias indicam que tal estrategia resulta em maior eficiencia da PIV (3, 43).

Os compostos tiois tem a capacidade de converter a cistina em cisteina, que e diretamente aproveitada tanto pelos oocitos como embrioes. Alem disso, impedem a oxidacao da cisteina, aumentando a sua disponibilidade no meio extra e intracelular. Como consequencia, ha incremento da sintese de GSH resultando em maior viabilidade oocitaria e embrionaria (44, 45).

Estudos relatam ainda maiores taxas de blastocistos e reducao da apoptose, em diferentes especies animais, quando os meios MIV e CIV foram suplementados com cisteamina e/ou beta-mercaptoetanol associados a cistina e/ou cisteina (34, 43, 44, 46). Vale ressaltar, no entanto, que os efeitos positivos ou negativos do uso de antioxidantes dependem da concentracao destes no meio extracelular, do tempo de cultivo e da especie animal em questao (3).

Enquanto na MIV e CIV, a adicao de antioxidantes promove efeitos beneficos, supoe-se que o meio de fertilizacao in vitro (FIV) nao deve conter antioxidante uma vez que as EROs sao fundamentais para hiperativacao, capacitacao e reacao acrossomica dos espermatozoides (31).

CONSIDERACOES FINAIS

Conforme exposto, as condicoes de cultivo in vitro favorecem o estresse oxidativo que interfere negativamente na PIV. Modificacoes nestas condicoes, como suplementacao dos meios de cultivo com compostos tiois e baixas concentracoes de oxigenio tem sido propostas como alternativas para aumentar a viabilidade dos oocitos e embrioes. Apesar dos resultados satisfatorios obtidos, acredita-se que o estudo aprofundado dos aspectos bioquimicos e moleculares do fluido folicular e do ambiente uterino e imprescindivel para reproducao de condicoes de cultivo in vitro semelhantes ao fisiologico, resultando em melhor eficiencia de biotecnologias reprodutivas como a PIV.

REFERENCIAS

(1.) Ward F, Enright B, Rizos D, Boland M, Lonergan P. Optimization of in vitro bovine embryo production: effect of duration of maturation, length of gamete co-incubation, sperm concentration and sire. Theriogenoloy. 2002;57:2105-17.

(2.) Zicarelli L, Donnay I, De Rosa A, Boccia L, Monaco E, Attanasio L, et al. Use of thiol compounds during in vitro maturation of buffalo oocytes: effects on embryo development. Ital J Anim Sci. 2005;4:304-6.

(3.) Choe C, Shin YW, Kim EJ, Cho SR, Kim HJ, Choi SH, et al. Synergistic effects of glutathione and P-mercaptoethanol treatment during in vitro maturation of porcine oocytes on early embryonic development in a culture system supplemented with L-cyteine. J Reprod Dev. 2010;56:575-82.

(4.) Krisher RL. The effect of oocyte quality on development. J Anim Sci. 2004;82:E14-E23.

(5.) Kitagawa Y, Suzuki K, Yoneda A, Watanabe T. Effects of oxygen concentration and antioxidants on the in vitro developmental ability, production of reactive oxygen species (ROS), and DNA fragmentation in porcine embryos. Theriogenology. 2004; 62:1186-97.

(6.) Wang X, Falcone T, Attaran M, Goldberg JM, Agarwal A, Sharma RK. Vitamin C and Vitamin E supplementation reduce oxidative stress-induced embryo toxicity and improve the blastocyst development rate. Fertil Steril. 2002;78:1272-7.

(7.) Livingston T, Rich K, Mackenzie S, Godkin JD. Glutathione content and antioxidant enzyme expression of in vivo matured sheep oocytes. Anim Reprod Sci. 2009;116:265-73.

(8.) Agarwal A, Gupta S, Sharma RK. Role of oxidative stress in female reproduction. Reprod Biol Endocrinol. 2005;3:1-21.

(9.) Guerin P, El Mouatassim S, Menezo Y. Oxidative stress and protection against reactive oxygen species in the pre-implantation embryo and its surroundings. Hum Reprod Update. 2001;7:175-89.

(10.) De Matos DG, Gasparrini B, Pasqualini SR, Thompson JG. Effect of glutathione stimulation during in vitro maturation of ovine oocytes on embryo development and intracellular peroxide content. Theriogenology. 2002;57:1443-51.

(11.) Urdaneta A, Jimenez AR, Paramio M, Izquierdo D. Cysteamine, glutathione and ionomycin treatments improve in vitro fertilization of prepubertal goat oocytes. Zygote. 2004;12:277-84.

(12.) Luberda Z. The role of glutathione in mammalian gametes. Reprod Biol. 2005;5:5-17.

(13.) Wu G, Fang Y, Yang S, Lupton JR, Turner ND. Glutathione metabolism and its implications for health. J Nutr. 2004;134:489-92.

(14.) Agarwal A, Gupta S, Sekhon L, Shah R. Redox considerations in female reproductive function and assisted reproduction: from molecular mechanisms to health implications. Antioxid Redox Signal. 2008;10:1375-403.

(15.) Ferreira ALA, Matsubara LS. Radicais livres: conceitos, doencas relacionadas, sistema de defesa e estressee oxidativo. Rev Assoc Med Bras. 1997;43:1-16.

(16.) Gate L, Paul J, Ba GN, Tew KD, Tapiero H. Oxidative stress induced in pathologies: the role of antixidants. Biomed Pharmacother. 1999;53:169-80.

(17.) Schneider CD, Oliveira AR. Radicais livres de oxigenio e exercicio: mecanismos de formacao e adaptacao ao treinamento fisico. Rev Bras Med Esporte. 2004;10:308-13.

(18.) Nordberg J, Arner ESJ. Reactive oxygen species, antioxidants and the mammalian thioredoxin system. Free Radic Biol Med. 2001;31:1287-312.

(19.) Lima ES, Abdalla DSP. Peroxidacao lipidica: mecanismos e avaliacao em amostras biologicas. Rev Bras Cienc Farm. 2001;37:293-303.

(20.) McBride JM, Kraemer WJ. Free radicals, exercise and antioxidantes. J Strenght Cond Res. 1999;13:175-83.

(21.) Halliwell B, Gutteridge JMC. Free radical in biology and medicine. 3a ed. New York: Oxford Science Press; 1999.

(22.) Mello Filho AC, Hoffman ME, Meneghini R. Cell killing and DNA damage by hydrogen peroxide are mediated by intracellular iron. Biochem J. 1983;218:273-5.

(23.) Hershko C. Mechanism of iron toxicity and its possible role in red cell membrane damage. Semin Hematol. 1989;26:277-85.

(24.) Nasr-Esfahani MH, Aitken JR, Johnson MH. Hydrogen peroxide levels in mouse oocyte and early cleavage stages embryos developed in vitro or in vivo. Development. 1990;109:501-7.

(25.) Chatterjee S, Gagnon C. Production of reactive oxygen species by spermatozoa undergoing cooling, freezing and thawing. Mol Reprod Dev. 2001;59:451-8.

(26.) Sies H. Strategies of antioxidant defense--review. Eur J Biochem. 1993;215:213-9.

(27.) Meister A, Anderson ME. Glutathione. Ann Rev Biochem. 1983;52:711-60.

(28.) Hall AG. The role of glutathione in the regulation of apoptosis. Eur J Clin Invest. 1999;29:238-45.

(29.) Zuelke KA, Jeffay SC, Zucker RM, Perreault SD. Glutathione (GSH) concentration vary with the cell cycle in maturing hamster oocytes, zygotes, and preimplantation stage embryos. Mol Reprod Dev. 2003;64:106-12.

(30.) De Matos DG, Furnus CC. The importance of having high glutathione (GSH) level after bovine in vitro maturation on embryo development: effect of B-mercaptoethanol, cysteine and cystine. Theriogenology. 2000;53:761-71.

(31.) Stradaioli G, Noro T, Sylla L, Monaci M. Decrease in glutatione (GSH)content in bovine sperm after cryopreservation: comparison between two extenders. Theriogenology. 2007;67:1249-55.

(32.) Abeydeera LR, Wang WH, Cantley TC, Prather RS, Day BN. Presence of b-mercaptoethanol can increase the glutathione content of pig oocytes matured in vitro and the rate of blastocyst development after in vitro fertilization. Theriogenology. 1998;50:747-56.

(33.) Lapointe J, Bilodeau JF. Antioxidant defenses are modulated in the cow oviduct during the estrous cycle. Biol Reprod. 2003;68:1157-64.

(34.) Gasparrini B, Boccia L, Marchandise J, Di Palo R, George F, Donnay I, et al. Enrichment of in vitro maturation medium for buffalo(Bubalus bubalis) oocytes with thiol compounds: Effects of cystine on glutathione synthesis and embryo development. Theriogenology. 2006;65:275-87.

(35.) De Matos DG, Furnus CC, Moses DF. Glutathione synthesis during in vitro maturation of bovine oocytes: role of cumulus cells. Biol Reprod. 1997;57:1420-5.

(36.) Ali AA, Bilodeau JF, Sirard MA. Antioxidant requirement for bovine oocytes varies during in vitro maturation, fertilization and development. Theriogenology. 2003;59:939-49.

(37.) Katayama M, Reike A, Cantley T, Murphy C, Dowell L, Sutovsky P, et al. Improved fertilization and embryo development resulting in birth of live piglets after intracytoplasmic sperm injection and in vitro culture in a cysteine-supplemented medium. Theriogenology. 2007;67:835-47.

(38.) Kobayashi M, Asakuma S, Fukui Y. Blastocyst production by in vitro maturation and development of procine oocytes in defined media following intracytoplasmic sperm injection. Zygote. 2007;15:93-102.

(39.) Nagai T. The improvement of in vitro maturation systems for bovine and porcine oocytes. Theriogenology. 2001;55:1291-301.

(40.) Ka HH, Sawai K, Wang WH, Im KS, Niwa K. Amino acids in maturation medium and presence of cumulus cells at fertilization promote male pronuclear formation in porcine oocytes matures and penetrated in vitro. Biol Reprod. 1997;57:1478-83.

(41.) Luciano AM, Lodde V, Beretta MS, Colleoni S, Lauria A, Modina S. Developmental capability of denuded bovine oocyte in co-culturesystem with intact cumulus-oocyte complexes: role of cumulus cells, cyclic adenosine 30,50-monophosphate, and glutathione. Mol Reprod Dev. 2005;71:389-97.

(42.) Tatemoto H, Sakurai N, Muto N. Protection of porcine oocytes against apoptotic cell death caused by oxidative stress during In vitro maturation: role of cumulus cells. Biol Reprod. 2000;63:805-10.

(43.) Kobayashi M, Lee ES, Fukui Y. Cysteamine or bmercaptoethanol added to a defined maturation medium improves blastocyst formation of porcine oocytes after intracytoplasmic sperm injection. Theriogenology. 2006;65:1191-9.

(44.) Takahashi M, Nagai T, Okamura N, Takahashi H, Okano A. Promoting effect of beta-mercaptoethanol on in vitro development under oxidative stress and cystine uptake of bovine embryos. Biol Reprod. 2002;66:562-7.

(45.) Zhou P, Wu YG, Li Q, Lan GC, Wang G, Gao D, et al. The interactions between cysteamine, cystine and cumulus cells increase the intracellular glutathione level and developmental capacity of goat cumulus-denuded oocytes. Reproduction. 2008;135:605-11.

(46.) Rodriguez-Gonzalez E, Lopez-Bejar M, Mertens MJ, Paramio MT. Effects on in vitro embryo development and intracellular glutathione content of the presence of thiol compounds during maturation of prepubertal goat oocytes. Mol Reprod Dev. 2003;65: 446-53.

Recebido em: 16/01/12

Aceito em: 20/08/12

Leticia Ferrari Crocomo [1] *

Wolff Camargo Marques Filho [2]

Fernanda da Cruz Landim-Alvarenga [3] *

Sony Dimas Bicudo [3] *

[1] Medica Veterinaria doutoranda em Reproducao Animal, bolsista FAPESP, UNESP, Botucatu, Sao Paulo, Brasil. E-mail: lfcrocomo @ hotmail.com.

[2] Pos-graduando da FMVZ-UNESP Botucatu, Sao Paulo, Brasil.

[3] Prof. Dr. do Departamento de Reproducao Animal e Radiologia Veterinaria da FMVZ-UNESP, Botucatu, Sao Paulo

* Correspondencia: Distrito de Rubiao Jr, s/n, CEP 18618-000 Botucatu-SP
COPYRIGHT 2012 Universidade Estadual Paulista. Facultade de Medicina Veterinaria e Zootecnia
No portion of this article can be reproduced without the express written permission from the copyright holder.
Copyright 2012 Gale, Cengage Learning. All rights reserved.

Article Details
Printer friendly Cite/link Email Feedback
Author:Crocomo, Leticia Ferrari; Filho, Wolff Camargo Marques; Landim-Alvarenga, Fernanda da Cruz; Bicudo,
Publication:Veterinaria e Zootecnia
Date:Dec 1, 2012
Words:3757
Previous Article:Oocyte transfer in mares/Transferencia de oocitos em eguas/Transferencia de ovocitos en yeguas.
Next Article:Matrix metalloproteinases in corneal repair. Review/Matriz metaloproteinases na reparacao corneal. Revisao de literatura/Metaloproteinasas de matriz...
Topics:

Terms of use | Privacy policy | Copyright © 2018 Farlex, Inc. | Feedback | For webmasters