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Ilex paraguariensis: bioactive compounds and nutritional properties in health/ ILEX PARAGUARIENSIS: COMPOSTOS BIOATIVOS E PROPRIEDADES NUTRICIONAIS NA SAUDE.

INTRODUCAO

A erva-mate e uma planta nativa da regiao sul do continente americano. Da infusao de suas folhas, depois de devidamente processadas, sao preparadas duas bebidas: o chimarrao e o cha. De acordo com Linhares (1969) "a America nasceu bebendo mate".

Para Martins (1926) "o mais remoto uso da erva-mate prende-se aos quichuas" povos aborigines do Peru pertencentes a civilizacao Inca. O mate deriva do vocabulo quichua "mati" significando cabaca, cuia, porongo.

A palavra, portanto, usada para designar o objeto no qual se bebia, acabou mudada para mate e adotada pelos povos sulamericanos para designar a propria bebida. Por tratar-se de uma planta nativa, o consumo do mate criou fronteiras geograficas proprias e, de certa maneira, funcionou no passado como ainda hoje, de elo cultural entre os povos dos diferentes paises da regiao sul, bem como entre moradores de regioes diferentes de um mesmo pais, como no caso dos estados do sul do Brasil.

A erva-mate e utilizada na producao de bebidas, mas apresenta potencial para outras aplicacoes na industria, como corante, conservante alimentar, medicamentos, produtos de higiene e cosmeticos (Maccari e Mazuchowski, 2000).

Antes de ser consumida, a erva-mate passa por processos de beneficiamento, onde depois de cortados os ramos da planta, estes passam por secagem e moagem para posterior empacotamento (Heinrichs e Malvolta, 2001).

A infusao de erva-mate e rica em polifenois, contem ainda vitaminas A, tiamina, riboflavina, niacina, vitamina C e E, potassio, magnesio, calcio, manganes, ferro, selenio, fosforo e zinco. Sao ainda encontrados na erva-mate 196 compostos volateis, derivados do acido cafeico, tal como acido clorogenico, e flavonoides, ainda apresenta teor consideravel de saponinas, cafeina e teobromina (Freddy, 2013).

A composicao quimica da erva-mate tambem inclui xantinas, taninos, acido clorogenico e neoclorogenico, oleos essenciais, triterpenoides e saponinas (Filip, 2010).

Quanto ao teor de polifenois e comparada ao chocolate, vinhos tintos, e cha verde, e, ainda, e considerada uma fonte de flavonoides (Dudonne e colaboradores,2009; Leonard e colaboradores, 2003).

Alguns mecanismos de acao podem estar presentes em produtos nos quais apresentem em sua composicao acidos fenolicos e flavonoides que atuam no organismo como agentes antioxidantes, reduzindo o risco de inumeras doencas, tais como cardiopatias, aterosclerose, problemas pulmonares, envelhecimento, cancer, e a acao de substancias antioxidantes, presente naturalmente nesses produtos que seriam capazes de agir como protetoras do organismo frente ao processo de oxidacao (Bracesco e colaboradores, 2011).

Nesse sentido surge a erva-mate (Ilex paraguariensis), rica em compostos polifenolicos, os quais tem sido assinalado como potentes inibidores enzimaticos, inclusive da lipase - enzima responsavel pela absorcao de gordura.

No entanto, os polifenois tambem interagem sinergicamente com a cafeina que tambem e um composto do mate, e que podem aumentar e prolongar a estimulacao da termogenese (Martins e colaboradores, 2009).

Dessa forma, o objetivo do presente trabalho foi revisar estudos sobre as propriedades nutricionais da erva-mate (Ilex paraguariensis) na saude humana.

MATERIAIS E METODOS

Trata-se de uma revisao de literatura de artigos publicados nos ultimos dez anos (2004 a 2014), ademais alguns dados relevantes anteriores a esse periodo tambem foram incluidos.

Para facilitar a coleta de dados, foi desenvolvido um instrumento, preenchido para cada artigo da amostra final do estudo, contendo itens como: titulo e autores, objetivos, resultados, ferramentas utilizadas para o estabelecimento diagnostico clinico e nutricional dentre outros.

A utilizacao dessa ferramenta permitiu a organizacao dos dados, o que facilitou a comparacao dos estudos em topicos especificos.

Os resultados obtidos de cada estudo foram analisados de forma descritiva, e discutidos a luz da literatura especifica.

Para a selecao dos artigos utilizou-se acesso online a quatro bases de dados: LILACS (Literatura Latino-Americana em Ciencias de Saude), Medline (National Library of Medicine and National Institutes of Health), Scopus e Cochrane. A busca em diversas bases de dados teve como finalidade ampliar o ambito da pesquisa e minimizar possiveis vieses.

O levantamento dos artigos e realizado utilizando os descritores extraidos do DeCS (Descritores em Ciencias da Saude) do Portal BVS e do MeSH (Medical Subject Headings) da National Library: "erva-mate", "propriedades", "nutricao", "fitoterapia" nas linguas portuguesa, inglesa e espanhola.

Nas bases de dados Scopus e Cochrane utilizou-se termos indexados. Os artigos que nao estavam disponiveis, inicialmente, nas bases de dados no periodo da coleta foram buscados no portal de periodicos da Coordenacao de Aperfeicoamento de Pessoal de Nivel Superior (CAPES).

Na impossibilidade de buscar artigos diretamente nas bases de dados utilizadas no estudo, o portal da CAPES tambem foi considerado como fonte de dados.

Os criterios de inclusao estabelecidos para a presente revisao foram: artigos completos disponiveis eletronicamente; artigos disponiveis nos idiomas portugues, ingles ou espanhol; artigos completos de pesquisas que abordam as propriedades da erva-mate. Estudos qualitativos foram excluidos, assim como aqueles em que o titulo e o resumo nao condiziam como as variaveis anteriormente definidas. Foi dado enfase a estudos dos ultimos 10 anos.

Foram utilizados artigos originais, observacionais ou de intervencao. Restringindo a apenas 48 artigos, selecionados conforme o relatado anteriormente, esses foram lidos na integra, analisados e deles coletados as informacoes importantes para alcancar o objetivo dessa revisao.

RESULTADOS E DISCUSSAO

Caracteristicas da erva

A Ilex paraguariensis e uma erva, cujas folhas sao secas, trituradas e, entao, e feito uma infusao de cha, preparado de forma peculiar por grandes populacoes da America do Sul, tendo evoluido de um cha bebido por indios Guarani a uma bebida com um papel social em povos sul-americanos modernos. E utilizada tanto como fonte de cafeina, em substituicao ou em paralelo com cha e cafe, tambem como um agente terapeutico, visto suas propriedades farmacologicas (Bracesco e colaboradores, 2011).

Morfologicamente, duas variedades de Ilex paraguariensis podem ser identificadas: Ilex paraguariensis St. Hil. variedade paraguariensis e Ilex paraguariensis variedade vestita (Reisseck) Loes (que sao densamente puberes e nao utilizados na industria). Ambas as especies coexistem em algumas regioes do Nordeste da Argentina e Brasil (Saint-Hilaire, 1824a; Saint-Hilaire, 1824b; Filip, 2010).

Sao poucos trabalhos que evidenciam se o processo de torrefacao desta planta influencia na atividade antioxidante da materia prima. Maior parte das pesquisas aqui exibidas foram realizadas com a erva-mate ja beneficiada para chimarrao.

No entanto, dentre os compostos de maior interesse na composicao fisico-quimica da erva-mate destaca-se a cafeina. A cafeina e um componente importante da erva-mate e um dos compostos que nobilita o produto por suas caracteristicas fitoterapicas (Valduga, 1994).

No entanto, a linha de processamento da erva-mate, principalmente o sapecador, implica no teor de cafeina do produto. Esta reducao no teor de cafeina durante o processamento se deve, provavelmente, a degradacao termica da cafeina em funcao das elevadas temperaturas a que o produto e submetido durante o sapeco e secagem (Esmerlindo e colaboradores, 2002).

Papel da erva-mate na perda de peso

Estudo em animais confirmou que o extrato da Ilex paraguariensis (concentracao de 20%) pode ter um efeito protetor contra o aumento do peso, induzido por dieta hiperlipidica, uma vez que houve um aumento das proteinas de desacoplamento e valores elevados de monofosfato de adenosina quinase dependente de fosforilacao, com isso diminuicao no tecido adiposo visceral. A perda de peso, diminuicao da gordura visceral e melhora do perfil hepatico foi visualizada nesse mesmo estudo (Pang, Choi e Park, 2008).

Estudo de Arcari, Bartchewsky e Santos (2009) demonstrou que ratos alimentados com extrato de erva-mate (25 mg/mL) e administrando dietas hiperlipidicas por 8 semanas, ganharam menos peso comparado aos que nao receberam a erva.

Outros estudos comprovaram que o tratamento teve efeito na modulacao de varios genes que tem relacao com a obesidade (Martinet, Hostettmann e Schutz, 1999; Matsumoto e colaboradores, 2009; Oliveira e colaboradores, 2008).

Em modelo animal, foi evidenciado que as saponinas da erva-mate foram responsaveis pela diminuicao da gordura intraabdominal, o peso corporal e a oxidacao de glicose (Resende e colaboradores, 2012; Silva e colaboradores, 2011).

Tambem em animais, foi admitido que o extrato da Ilex paraguariensis pode ter um efeito protetor contra o aumento do peso, induzido por dieta hiperlipidica, uma vez que houve um aumento das proteinas de desacoplamento e valores elevados de monofosfato de adenosina quinase dependente de fosforilacao, com isso diminuicao no tecido adiposo visceral. A perda de peso e diminuicao da gordura visceral e melhora do perfil hepatico foi visualizada nesse mesmo estudo (Pang, Choi e Park, 2008).

Em dieta hipercalorica, induzida para obesidade, em ratos, com administracao de extrato aquoso houve melhora dos efeitos inflamatorios decorrentes da doenca, alem de aumento da saciedade com diminuicao de calorias totais ingeridas (Pimentel e colaboradores, 2013).

Kang e colaboradores (2012) corroboraram que a erva-mate (100g/L de agua a 100[degrees]C) constitui uma atividade importante contra a obesidade. Nesse estudo, foi visualizado que houve inibicao dos niveis de leptina e diminuicao dos niveis de glicemia pos-prandial em ratos.

Em estudo recente de Lima e colaboradores (2014) foi evidenciado que a terapia com a solucao aquosa (1g/kg/dia por 30 dias) de erva-mate foi capaz de reverter a obesidade abdominal de ratas, melhorou parametros de resistencia a leptina e hipertrigliceridemia, sugerindo um papel importante de este componente bioativo no tratamento da obesidade neste modelo de programacao animal.

Estudo de Boaventura e colaboradores (2012) visualizaram a evolucao de humanos tomando extrato aquoso de erva-mate, por 20, 40, 60 e 90 dias de tratamento. O resultado foi que houve maior saciedade e melhora na qualidade da dieta ao final do estudo, comparado ao inicio.

Estudo randomizado controlado com mulheres jovens, utilizando extrato seco de erva-mate, administrado sob a forma de capsula, 3000 mg/dia durante 6 semanas, demonstrou que houve diminuicao da ingestao energetica entre o grupo que fazia uso do fitoterapico. E tambem existiu uma tendencia a diminuir o peso corporal, porcentagem de gordura corporal e peso da gordura (Kang e colaboradores, 2012)

Outro subproduto da Ilex paraguariensis e a Pholia Negra. Esse fitoterapico esta sendo disseminado pelo fabricante com um possivel efeito emagrecedor. Trata-se do extrato seco padronizado de alta concentracao e balanceamento de seus marcadores ativos alem de protegido por tecnologia proprietaria conhecida como "X'tract Vetorized" para estender sua vida util.

Em modelo animal, foi evidenciado que os efeitos da Pholia Negra (15mg/dia) foram semelhantes ao medicamento Sibutramina (utilizado no tratamento da obesidade), provando seus efeitos antiobesidade (Bernardi, Spinosa e Ricci, 2011).

Todavia, outros estudos deverao ser conduzidos nos proximos anos a fim de elucidar melhor o mecanismo de acao e real eficacia desse fitoterapico.

Papel da erva-mate na hipercolesterolemia

Estudos avaliaram o consumo de ervamate, juntamente com dieta rica em colesterol em animais, apontando para uma protecao contra a peroxidacao lipidica, diminuindo os fatores de risco para doenca vascular cerebral. Esse papel da Ilex paraguariensis como uma bebida antioxidante e como um protetor contra danos oxidativos aos lipidios concorda com o que foi descrito por outros autores (Gugliucci e Stahl, 1995).

Estudos em coelhos alimentados com dieta enriquecida com colesterol ingerindo extratos de erva-mate demonstraram uma reducao no teor de colesterol e no tamanho das lesoes da aorta (Lee, 2007; Mosimann, Wilhelm-Filho e Silva, 2006). Isso seria uma possivel explicacao de protecao da oxidacao do LDL, proporcionada pelo extrato da Ilex paraguariensis tanto in vitro e ex vivo, em humanos (Gugliucci e Stahl, 1995).

Estudo de Melo e colaboradores (2007) demonstraram que houve melhora do perfil hepatico (<ALT) e do perfil lipidico (diminuicao de colesterol total e fracoes e triglicerideos) apos a administracao de extrato aquoso de erva-mate (110g/1L de agua a 80[degrees]C) durante 5 semanas em ratos.

Foi apontado que o consumo de Ilex paraguariensis (20 a 50 mg/mL) por 30 dias, melhora perfil lipidico em individuos dislipidemicos, com LDL-C significativamente reduzido (p<0,05), em paralelo com um aumento do HDL-C nesse grupo (em terapia com estatinas) em comparacao com controles que nao tomaram. Outros estudos obtiveram resultados semelhantes (Arcari, Bartchewsky e Santos 2009; Boaventura e colaboradores, 2012).

Da mesma forma, o consumo de extratos de erva-mate diminuiu a oxidacao de acidos graxos insaturados no figado de ratos (Boaventura e colaboradores, 2012) sendo o acido clorogenico envolvido no processo. Portanto, a erva-mate pode ser considerada como uma fonte alimentar de compostos bioativos que podem ter um efeito positivo sobre saude cardiovascular.

Em um estudo de pequena intervencao em seres humanos, os autores avaliaram os efeitos no plasma da suplementacao dietetica de Ilex paraguariensis (5g/500mL) por uma semana, a fim de observar a susceptibilidade a oxidacao e o gene da expressao de enzima antioxidante.

Depois do periodo de suplementacao com mate, a peroxidacao lipidica foi reduzida de forma aguda, um leve efeito que se manteve apos a administracao prolongada. O total de antioxidante presente no plasma tambem aumentou, tendo provavel evidencia sobre o estresse oxidativo (Matsumoto e colaboradores, 2009).

Arcari e colaboradores (2011) conduzindo estudo com erva-mate objetivaram analisar os biomarcadores inflamatorios e o perfil lipidico de individuos dislipidemicos e normolipidemicos, apos a administracao de 200 ml/dia de extrato aquoso de erva-mate durante um periodo de 60 dias.

Os resultados foram que houve perda de peso entre homens e mulheres. E as fracoes de colesterol (HDL, LDL e VLDL) tambem melhoraram, porem sem evidencia estatistica significativa.

Gugliucci e Stahl (1995) estudou o efeito da infusao de Ilex paraguariensis sobre o LDL, em humanos, coletou amostra de 3 voluntarios saudaveis, ofereceu 500 ml de extrato aquoso de erva-mate e apos uma hora fez outra coleta, obtendo diferencas significativas (p<0,001), tanto em TBARS (Substancias reativas ao acido tiobarbiturico) como na inibicao da oxidacao de LDL.

Papel da erva-mate na atenuacao da glicemia

Estudos ainda tem buscado evidencias do poder hipoglicemiante da erva-mate. O trabalho de Pereira e colaboradores (2012) tiveram como objetivo determinar a homeostase glicemica apos a administracao de extrato aquoso de erva-mate in vitro. Foi encontrado que houve diminuicao da curva glicemica pos-prandial.

Corroborando com isso, estudo de Silva e colaboradores, (2011) em modelo animal, demonstraram que existiu diminuicao da resposta glicemica apos as refeicoes, apos a ingestao de extrato aquoso (70g/L de agua) de erva-mate.

Alem disso, nesse mesmo estudo, houve diminuicao significativa de gordura intra-abdominal, apos a administracao por 60 dias de extrato aquoso.

Em estudo semelhante, Acari e colaboradores (2011) confirmou que a ervamate pode ser eficaz para tratamento em ratos com resistencia a insulina.

Em modelo animal, Oliveira e colaboradores (2008) comprovaram uma diminuicao da expressao de GLUT1 (co-transportador de glicose a nivel intestinal), com a administracao de extrato aquoso de erva-mate (100 mg/mL) por 28 dias. Demonstrando assim, que os polifenois presentes na erva-mate podem interferir na absorcao da glicose.

Boaventura e colaboradores (2012) demonstraram o poder antioxidante da ervamate e sua acao no diabetes mellitus.

O estudo aconteceu no Brasil, onde foi ofertado 1 litro de cha mate ao dia a 11 individuos com pre-diabetes e 11 com diabetes tipo 2.

Apos testes bioquimicos, a conclusao da equipe de pesquisa foi que a ingestao de cha-mate atenuou o estresse oxidativo no diabetes mellitus tipo 2 e em pre-diabeticos, o que sugere que essa erva pode impedir complicacoes futuras e atuais do diabetes.

Papel da erva-mate na atividade antimicrobiana

Nos ultimos anos, diferentes investigacoes revelaram o potencial antimicrobiano de erva-mate, cujo espectro de atividade inclui bacterias gram-positivas e gram-negativas alem de bacterias e fungos (Cogo e colaboradores, 2010).

O trabalho de De Biasi e colaboradores (2009) avaliaram a atividade antimicrobiana contra patogenos alimentares do metanol e extratos etanolicos de erva-mate (Ilex paraguariensis St. Hil.). Acidos cafeoquimicos foram os principais compostos fenolicos e a sua presenca foi relatada em estudo anterior (Pagliosa e colaboradores, 2010).

Estes compostos tem varias atividades biologicas importantes, tais como antioxidantes e compostos antivirais. A ervamate e, portanto, uma fonte potencial para a extracao de compostos antimicrobianos para utilizacao na industria de alimentos como conservante natural em alimentos e bebidas.

Em estudo de Martin e colaboradores (2013) foi possivel concluir que o extrato de erva-mate foi capaz de inibir in vitro o crescimento microbiano a pH neutro (7 e 8), ou seja microrganismos como Staphylococcus aureus, Listeria monocytogenes, Salmonella Enteritidis e Escherichia coli.

Papel da erva-mate como anticonvulsivante

Estudos foram desenvolvidos com o objetivo de avaliar os efeitos da possivel funcao anticonvulsivante, comportamental e neuroprotetora de erva-mate em ratos. Alguns antioxidantes mostraram um efeito de doseresposta em modelos animais de epilepsia (Nassiri e colaboradores, 2010; Arzi e colaboradores, 2011; Golechha e colaboradores, 2011).

As enzimas antioxidantes e defesas nao enzimaticas desempenham papeis importantes na defesa celular do cerebro contra danos oxidativos e sao capazes de diminuir o risco de alguns disturbios neurologicos. Ambos os tratamentos de ervamate sao capazes de proteger o cerebelo, cortex cerebral e hipocampo do dano oxidativo (Halliwell e Gutteridge, 2007).

Em estudo de Branco e colaboradores (2014) com ratos evidenciaram que o consumo de extrato de erva-mate por 60 dias seria capaz de reduzir os ataques vasculares. Desta maneira, sugere-se o desenvolvimento de abordagens terapeuticas com compostos naturais na area de fitoterapicos, tanto para reduzir a frequencia das convulsoes e quanto para minimizar o dano neuronal associada com crises recorrentes nestas doencas.

Papel da erva-mate como agente antidepressivo

Estudos foram realizados com o objetivo de avaliar a possivel acao antidepressiva da I. paraguariensis em ratos, onde mostrou-se que a erva-mate possui efeitos estimulantes sobre o sistema nervoso central.

Segundo trabalho de Colpo e colaboradores (2007) a infusao de I. paraguariensis pode melhorar a memoria de ratos tratados com Haloperidol e este efeito foi relacionado a uma modulacao indireta de estresse oxidativo.

O dano oxidativo esta implicado em varias patogeneses dos disturbios neuropsiquiatricos (Reis e colaboradores, 2013).

Esse trabalho mostrou que Ilex paraguariensis apresenta um efeito importante na reducao da imobilidade que poderia sugerir um efeito antidepressivo do extrato.

Demais estudos

O consumo de erva-mate tem sido associado a incidencia de cancer de orofaringe e esofago, no entanto, este parece estar relacionado principalmente ao habito de algumas pessoas de ingerir a bebida em temperaturas muito altas (Loria, Barrios, Zanetti, 2009).

A temperatura ideal da agua e de 70 a 80[degrees]C, para que nao sejam perdidas as propriedades da erva; preparado dessa forma, a erva-mate possui 330 mg/L de cafeina (Olmos e colaboradores, 2009).

Apesar de ser associada ao cancer, experimentos obtiveram a comprovacao de propriedades protetoras, presentes na ervamate, contra o cancer (Heck e colaboradores, 2007; Loria e colaboradores, 2009) e, ainda, protege contra a peroxidacao do hidrogenio induzida por danos no DNA (Leonard e colaboradores, 2003; Miranda e colaboradores, 2008; Gau e colaboradores, 2013).

CONCLUSAO

A partir dos estudos apresentados, pode-se concluir que a erva-mate melhora o perfil lipidico, diminuindo colesterol total e LDL-C; pode tambem ter efeito antineoplasico; potencial efeito anti-obesidade, devido ao aumento da lipase e aumento da saciedade; e, diminuicao da glicemia.

Atuacao no processo antidepressivo; potencial anticonvulsivante; possui efeitos antimicrobianos. E uma erva com possivel efeito anti-inflamatorio e antioxidante. Ha muitos estudos na literatura relacionando a administracao tanto de extrato aquoso e seco, em animais.

No entanto, faltam relatos em humanos para comprovar e elucidar melhor a eficacia da ingestao de erva-mate a curto e a longo prazo. Sao necessarios mais dados sobre a dose minima/maxima bem tolerada, tanto em modelo animal quanto em humanos.

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Recebido para publicacao em 30/04/2015

Aceito em 27/05/2015

Aldani Fagundes [1]

Larissa Buher Danguy [2]

Vania Schmitt [3]

Caryna Eurich Mazur [4]

[1]--Graduada em Nutricao, Faculdade Campo Real, Guarapuava, Parana, Brasil.

[2]--Nutricionista, Especialista em Nutricao Clinica Funcional, Docente da Faculdade Campo Real, Guarapuava, Parana, Brasil.

[3]--Nutricionista, Especialista em Docencia no Ensino Superior, Docente da Faculdade Campo Real, Guarapuava, Parana, Brasil.

[4]--Nutricionista, Mestre em Seguranca Alimentar e Nutricional, Docente da Faculdade Campo Real, Guarapuava, Parana, Brasil.

E-mail:

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Endereco para correspondencia:

Caryna Eurich Mazur

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Author:Fagundes, Aldani; Danguy, Larissa Buher; Schmitt, Vania; Mazur, Caryna Eurich
Publication:Revista Brasileira de Obesidade, Nutricao e Emagrecimento
Date:Sep 1, 2015
Words:5095
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