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INSATISFACAO CORPORAL, ANTROPOMETRIA E DIETA DE ADOLESCENTES EM TREINAMENTO DE FUTEBOL/Body dissatisfaction, anthropometry and diet of adolescents training soccer.

INTRODUCAO

Na adolescencia, alteracoes no estado nutricional e dos habitos alimentares sao comuns e determinantes para a qualidade de vida (Barbosa e colaboradores, 2010).

A sociedade moderna impoe a imagem de que o corpo saudavel e ideal e o corpo magro, e principalmente o adolescente, tende a ser influenciado por esse conceito.

Uma vez distante deste, o jovem desenvolve a insatisfacao corporal, que pode acarretar condutas nutricionais improprias, para atingir o padrao de beleza idealizado (Amaral, Galego e Novello, 2016; Santos, Poll e Molz, 2016).

Algumas inadequacoes nutricionais sao comumente observadas nessa fase da vida, como dietas extremas, bulimia e obesidade.

Alem disso, a busca pela imagem corporal perfeita tambem esta associada com a pratica de esporte (Amaral, Galego e Novello, 2016; Santos, Poll e Molz, 2016).

A atividade fisica, nesta fase da vida, promove beneficios fisiologicos como o pico de massa mineral ossea, auxilia no aprimoramento da aptidao fisica, oferece promocao de saude e melhora a qualidade de vida do adolescente. E recomendavel que todo jovem, deve exercitar-se moderadamente durante 60 minutos diarios, porem estudos demonstram que mais de 50% das criancas e adolescentes nao atingem esta recomendacao (Comim e Rocha, 2015; Luciano e colaboradores, 2016).

Estudo brasileiro recente apontou que os adolescentes mais insatisfeitos com a imagem corporal, foram os mais susceptiveis a padroes, considerados pelos autores, como restritivos (Santos, Poll e Molz, 2016).

Ressaltando a importancia de se explorar a autopercepcao corporal nos adolescentes, bem como os susceptiveis riscos nutricionais que estao expostos.

Todavia, ainda sao poucos os estudos que consideram a avaliacao desses aspectos em adolescentes, com pratica regular de atividade fisica, como o futebol.

Tendo em vista que a fase da adolescencia e caracterizada por mudancas em varios aspectos, o objetivo desta pesquisa foi associar a auto percepcao da imagem corporal de adolescentes praticantes de futebol e sua relacao com dados antropometricos e alimentares.

MATERIAIS E METODOS

Caracterizacao da pesquisa

Trata-se de um estudo observacional, de corte transversal com os alunos da escolinha de futebol Divinos Futebol Clube, no municipio de Lagarto, em Sergipe.

A pesquisa foi submetida a Plataforma Brasil e aprovada pelo Comite de etica em pesquisa em seres humanos da Universidade Federal de Sergipe (no do parecer 2.099.374).

Populacao do estudo

Participaram do estudo 60 adolescentes, por amostragem nao-probabilistica de conveniencia, no periodo de marco a novembro de 2017.

Foram considerados aptos para o estudo, os alunos ativos na escola de futebol, com idade entre 10 e 19 anos e 11 meses, com autorizacao dos responsaveis.

Foram excluidos, os alunos que nao contemplavam a faixa etaria correspondente a adolescencia, segundo a Organizacao Mundial de Saude (OMS) ou possuam deficiencias fisicas que impossibilitasse a avaliacao antropometrica.

Estadiamento sexual

O estagio de maturacao sexual foi realizado pelo proprio individuo, ao comparar as imagens que caracterizam o desenvolvimento sexual, conforme o criterio proposto por Tanner (1962).

Para a maturacao sexual foi considerado o estagio de desenvolvimento dos genitais (G1, G2, G3, G4, G5), sendo o estagio 1 (pre-puberal) correspondente a fase de crescimento e desenvolvimento, estagios 2 a 4 (puberal) correspondem a progressao da puberdade, ate a maturacao completa, estagio 5 (pos-puberal).

Imagem corporal

Para a analise da autopercepcao da imagem corporal foi aplicada a Escala das Silhuetas (Stunkard, Sorensen e Schlusinger, 1988) que consiste em noves figuras, da silhueta mais magra (silhueta 1) para a mais obesa (silhueta 9).

Os participantes assinalavam as figuras que consideravam semelhante a sua atual e a silhueta desejada. A categorizacao do nivel de satisfacao corporal foi realizada pela diferenca entre as escolhas de silhueta desejada e a silhueta atual.

Foram considerados satisfeitos aqueles com diferenca igual a zero e, insatisfeitos para a magreza quando o valor foi negativo e insatisfeitos para o excesso de peso, quando positivo.

Avaliacao antropometrica

Os dados antropometricos foram coletados com os adolescentes em pe, usando roupas leves e descalcos. A afericao do peso (kg) foi realizada em balanca digital (marca Wise 180, Brasil) e estatura com estadiometro (cm) de haste movel vertical (marca Sanny, Brasil).

A medida de peso e altura foi necessaria para o calculo do IMC e o estabelecimento do indicador IMC/idade. O estado nutricional foi categorizando seguindo os valores de percentil da OMS.

A distribuicao corporal foi avaliada atraves da circunferencia da abdominal, medido por fita metrica inelastica (marca Cescorf, Brasil), foi adotado como ponto de corte o percentil >90, segundo Freedman (1999).

O percentual de gordura corporal foi calculado pela formula de Slaughter (Slaughter e colaboradores, 1988), na faixa etaria de 8 a 18 anos e foi classificada em > 10% baixo; 10-20% otimo e > 20% elevado, conforme Lohman (1987).

Avaliacao da ingestao alimentar

Foi aplicado um recordatorio alimentar de 24horas para obter informacoes sobre a ingestao de macronutrientes. O recordatorio alimentar de 24h foi analisado pelo software online Nutriquanti, que possibilita obter a informacao em gramas dos macronutrientes ingeridos.

Os dados em gramas foram transformados em percentual de macronutrientes, e posteriormente, avaliados segundo a faixa aceitavel de recomendacao de 45 -65% de carboidrato, 10-30% de proteina e 25-35% de lipidios, da Dietary Reference Intake (lOM, 2005), para idade e estagio de vida.

Analise estatistica

Na analise estatistica dos dados foi considerado nivel de significancia de 0,05. Para caracterizacao geral da amostra estudada, as variaveis foram categorizadas e apresentados em numero absoluto (frequencia), segundo diferentes faixas etarias.

Para analises posteriores, os dados foram categorizados, segundo o nivel de satisfacao corporal para verificar associacao com dados antropometricos, usando o teste de Qui-quadrado exato de Fisher.

Os dados de ingestao alimentar foram analisados segundo Kruskal Wallis, para verificar diferenca do percentual de ingestao alimentar de macronutrientes entre os niveis de satisfacao corporal.

Termos tecnicos

O projeto do estudo foi aprovado pelo Comite de Etica em Pesquisa da Universidade Federal de Sergipe junto ao Conselho Nacional de Saude (Numero do parecer: 2.099.374) submetido em 24/05/2017.

RESULTADOS

Participaram do estudo adolescentes do sexo masculino, com media de idade de 13,55 (1,61) anos, quando alocados pelas faixas etarias de 11 a 13 anos e 14 a 17 anos, a media foi de 12,19 (0,75), e 15,00 (0,80) anos, respectivamente.

De acordo com a maturacao sexual, a maioria (96,7 %) esta na fase pubere. A satisfacao corporal foi relatada por apenas 8,3% dos adolescentes, aproximadamente 67% estavam insatisfeitos para a magreza, e 25% demonstrou estar insatisfeito para o sobrepeso (Tabela 1).

Ao se avaliar o estado nutricional dos adolescentes conforme o nivel de satisfacao, observou-se que aqueles insatisfeitos para o sobrepeso apresentaram maior IMC e elevado percentual de gordura corporal (Tabela 2).

A avaliacao da ingestao alimentar apontou que esse grupo tinha ainda ingestao de lipidios acima da faixa aceitavel (25-35%), do que os demais niveis de satisfacao corporal (Figura 1).

Entre os insatisfeitos para a magreza observou-se uma distorcao em relacao ao estado nutricional, ja que a maioria dos adolescentes apresentou IMC de eutrofia e ingestao alimentar acima da faixa de recomendacao aceitavel para carboidratos, em relacao aos demais niveis de satisfacao corporal (Tabela 2 e Figura 1).

DISCUSSAO

A adolescencia e uma fase da vida que sofrem interferencias biologicas e culturais, que afetam a necessidade nutricional e a composicao corporal. Por isso, pesquisas sobre a insatisfacao corporal tem sido realizada na adolescencia, que podem ter consequencias para saude, como os transtornos alimentares (Cruzat-Mandich e colaboradores, 2017).

Alguns estudos tem indicado o alto numero de adolescentes insatisfeitos com o proprio corpo, e que essa insatisfacao aumenta de acordo com o avanco da idade. Percebe-se que a insatisfacao atinge mais mulheres do que homens, no entanto, a insatisfacao corporal envolvendo homens esta mais relacionada com o baixo peso do que com a propria obesidade ou sobrepeso, como apresentando no presente estudo (Cruzat-Mandich e colaboradores, 2017; Jimenez-Flores e colaboradores, 2017).

Em consequencia, os jovens iniciam as atividades fisicas como uma alternativa para a mudanca da composicao corporal e possivelmente, para atingir a satisfacao com o proprio corpo. A Sociedade Brasileira de Medicina do Esporte recomenda que todo jovem deve praticar, pelo menos 60 minutos de atividade fisica por dia.

A atividade fisica correta nessa fase contribui, a longo prazo, para formacao de adultos ativos, e a curto prazo, melhora o perfil lipidico e metabolico, reducao da prevalencia da obesidade, maximiza o pico de massa mineral ossea, sendo uma ferramenta importante para a promocao de saude (Luciano e colaboradores, 2016).

Mesmo com a existencia da recomendacao de atividade fisica, alguns estudos mostraram que boa parte dos jovens brasileiros ainda estao abaixo desta recomendacao. Junior e colaboradores (2012) encontraram que 50,2%, dos 2874 adolescentes, foram considerados ativos.

Ja no estudo de Freitas e colaboradores (2010), apenas 32,6% foram considerados ativos. E mesmo no presente estudo, que o criterio foi a pratica de atividade fisica, observou-se que 75% dos adolescentes realizavam atividades ate tres vezes na semana, totalizando 150 minutos, nao obedecendo a recomendacao atual da Sociedade Brasileira de Medicina do Esporte (60 min/dia).

Entre os adolescentes atletas tem-se encontrado maiores adequacoes do peso corporal e da massa magra, menores niveis de gordura corporal em comparacao aos nao atletas, o que e benefico devido ao desenvolvimento do conteudo mineral osseo e de sua densidade. Junior e colaboradores (2015) em seu estudo mostram que os adolescentes atletas masculinos apresentam a distribuicao de gordura dentro do recomendado, bem como a massa magra. Corroborando com esta pesquisa.

Todavia, tem sido mostrado na literatura que a obesidade atinge boa parte dos adolescentes. Estudo recente mostrou que o percentual de excesso de peso atingiu 10% entre 1.075 adolescentes estudados (Dumith e colaboradores, 2018), e em estudo anterior esse autor mostrou que existe associacao entre a insatisfacao corporal e a prevalencia de excesso de peso em adolescentes (Dumith e colaboradores, 2012).

Como mostrado por Santos, Poll e Molz (2016) que encontraram insatisfacao de 88,9% entre adolescentes com sobrepeso e 93,7% entre adolescentes em obesidade.

No presente estudo foi possivel verificar entre os adolescentes com insatisfacao para o excesso de peso, as resultantes, IMC elevado e ingestao alimentar de lipidios inadequada, como possiveis explicacoes. Dessa forma, na tentativa de entender e encontrar a melhor forma de reverter a insatisfacao, o consumo alimentar e a atividade fisica tem sido o foco dessa discussao.

A ingestao alimentar saudavel esta diretamente ligada com a satisfacao corporal, e uma intervencao nutricional com habitos alimentares mais saudaveis traz resultados significantes na reducao do peso corporal e medidas (Alves e colaboradores, 2018).

Queiroga e colaboradores (2016) mostraram melhora significante da composicao corporal, baseada principalmente no percentual de gordura, se associada com a pratica regular de atividade fisica diariamente, e acrescentam a importancia de incentivar a pratica de atividade fisica na fase da adolescencia para a prevencao e tratamento da obesidade.

Como limitacoes desse estudo podese considerar a forma subjetiva de estimar a insatisfacao corporal, principalmente em adolescentes que estao em processo de formacao. Para minimizar esses viesses sao utilizados questionarios que contenham imagens corporais que sao de facil interpretacao por parte do adolescente, tambem usado no presente estudo.

Para avaliacao da ingestao alimentar foi aplicado um recordatorio alimentar de 24h, o que pode gerar imprecisoes. Todavia, album fotografico com medidas caseiras foi utilizado para minimizar os erros na porcao dos alimentos

CONCLUSAO

Conclui-se que os adolescentes, mesmo praticando atividade fisica, apresentam elevados percentuais de insatisfacao corporal tanto para a magreza quanto para o sobrepeso.

Todavia, aqueles insatisfeitos com a magreza apresentaram-se eutroficos, caracterizando uma distorcao da imagem corporal por esse grupo.

Destaca-se tambem que aqueles insatisfeitos com o excesso de peso apresentaram elevado IMC, percentual de gordura corporal e ingestao de lipidios, refletindo a necessidade de melhoria dos habitos alimentares e da qualidade de vida.

CONFLITO DE INTERESSE

Sem conflitos de interesse

REFERENCIAS

1-Alves, M. F. C.; Estrela, R.V.F.; Souza, A. A.; Della Noce, R. R. Intervencao nutricional em adolescente com obesidade grave: relato de caso. Revista Brasileira de Obesidade, Nutricao e Emagrecimento. Vol. 12. Num. 69. 2018.p. 118-125. Disponivel em: <http://www .rbone.com.br/index.php/rbone/article/view/665>

2-Amaral, A.C.C.; Galego, B.V.; Novello, D. Estado nutricional e percepcao corporal entre adolescentes de uma escola do municipio de Guarapuava-PR. Revista da Universidade Vale do Rio Verde. Vol. 14. Num. 1. 2016. p. 383-392.

3-Barbosa, A.P.G.; Waihrich, M. E. M.; Matto, K. M.; Pereira, A. D. Adolescentes: uma analise nutricional. Disc. Scientia. Serie: Ciencias da Saude. Vol. 11. Num. 1. 2010.p. 61-70.

4-Comim, J.; Rocha. R.E.R. Relacao entre percepcao de habitos saudaveis de vida e sua influencia na aptidao fisica de adolescentes. Revista Brasileira de Prescricao e Fisiologia do Exercicio. Vol. 9. Num. 54. 2015. p. 387-393. Disponivel em: <http://www.rbpfex.com.br/index.php/rbpfex/article/view/814>

5-Cruzat-Mandich, C.; Diaz-castrillon, F.; Calderon, P.L.; Winkler, M. A.; Delucch, C. H. Diferencias en imagen corporal de jovenes con normopeso y con sobrepeso/obesidade. Nutr. Hosp. Vol. 34. Num. 4. 2017. p.847-855.

6-Dumith, S. C.; Menezes, A. M. B.; Bielemann, R. M.; Petresco, S.; Silva, I. C. M.; Linhares, R. S.; Amorim, T. C.; Duarte, D. V.; Araujo, C. L. P.; Santos, J. V. Insatisfacao corporal em adolescentes: um estudo de base populacional. Cienc. saude coletiva. Vol. 17. Num. 9. 2012. p. 2499-2505.

7-Dumith, S. C.; Muraro, M. F. R.; Monteiro, A. R.; Machado, K. P.; Dias, M.; Oliz, M. M.; Cesar, J. A. Propriedades diagnosticas e pontos de corte para predicao de excesso de peso por indicadores antropometricos em adolescentes de Caracol, Piaui. Epidemiol. Serv. Saude. Vol. 27. Num. 1. 2018. p. 1-10.

8-Freedman, D.S.; Serdula, M.K.; Srinivasan, S.R.; Berenson, G.S. Relation of circemference and skinfold thicknesses to lipid and insulin concentrations in children and adolescents: the Bogalusa Heart Study. Am J Clin Nutr. Vol. 69. 1999. p.308-317.

9-Freitas, R. W. J. F.; Silva, A. R. V.; Araujo, M. F. M.; Marinho, N. B. P.; Damasceno, M. M. C.; Oliveira, M. R. Pratica de atividade fisica por adolescentes por adolescentes de Fortaleza-CE, Brasil. Rev Bras Enferm. Vol. 63. Num. 3. 2010. p.410-415.

10-Institute of Medicine. Dietary Reference Intakes for Energy, Carbohydrate, Fiber, Fat, Fatty Acids, Cholesterol, Protein, and Amino Acids. Washington, DC: National Academies Press, 2005.

11-Jimenez-Flores, P.; Arturo, J.C.; Montserrat, B. G. Insatisfaccion con la imagen corporal en ninos y adolescentes: revision sistematica. Nutr Hosp. Vol. 34. Num. 2. 2017. p. 479-489.

12-Junior, S. J. F. Composicao corporal de pentatletas adolescentes avaliada com a absortometria radiologica de dupla energia. Rev. Educ. Fis/UEM. Vol. 26. Num. 3. 2015. p.465-472.

13-Junior, J. C. F.; Lopes, A. S.; Mota, J.; Hallal, P. C. Pratica de atividade fisica e fatores associados em adolescentes no Nordeste do Brasil. Revista de Saude Publica. Vol. 46. Num. 3. 2012. p.505-515.

14-Lohman, T. G. The Use of Skinfold to Estimate Body Fatness on Children and Youth, Journal of Physical Education, Recreation & Dance. Vol. 58. Num. 9. 1987. p. 98-103.

15-Luciano, A. P.; Bertoli, C. J.; Adami, F.; Abreu, L. C. Nivel de Atividade Fisica em Adolescentes Saudaveis. Rev Bras Med Esporte. Vol. 22. Num. 3. 2016. p. 191-194.

16-Queiroga, M. R.; Ferreira, A.S.; Tartaruga, M.P.; Hirata, M.H.; Kokubun, W.; Rusenhack, M.C.; Souza, W.C.; Lima, V.A.; Mascarenhas, L.P.G. Atividade fisica diaria e composicao corporal de adolescentes gemelares. Rev. Bras. Ci. e Mov. Vol. 24. Num. 3. 2016. p.62-69.

17-Santos, C. C.; Poll, F. A.; Molz, P. Relacao entre o estado nutricional, comportamento alimentar e satisfacao corporal de escolares adolescentes de Santa Cruz do Sul-RS. Cinergis. Vol. 17. Num. 4. 2016. p.330-335.

18-Slaughter, M.H.; Lohman, T.G.; Boileau, R.A.; Horswill, C.A.; Stillman, R.J.; Van Loan, M.D.; Bemben, D.A. Skinfold equations for estimation of body fatness in children and youth. Human Biol. Vol. 60. Num. 5. 1988. p.709-723.

19-Stunkard, A. J.; Sorensen, T.; Schlusinger, F. Use of the Danish Adoption Register for the study of obesity and thinness. In: Kety, S. S.; e colaboradores. The Genetics of Neurological and Psychiatric Disorders. New York: Raven Press. 1988. p.115-120.

20-Tanner, J. Growth at adolescence. 2nd ed. Oxford: Blackwell Scientific Publications. 1962. p. 36-39.

E-mails dos autores:

viviannesrocha@gmail.com

kalil_musical@hotmail.com

joyce.morais_@hotmail.com

ronnie_junior07@hotmail.com

deadultra@hotmail.com

daline_araujo@yahoo.com.br

Autor para correspondencia:

Vivianne de Sousa Rocha

Av. Governador Marcelo Deda, Num.13.

Departamento de Nutricao, Campus universitario prof. Antonio Garcia Filho.

Universidade Federal de Sergipe.

Centro, Lagarto, Sergipe-SE.

CEP: 490400-000.

Recebido para publicacao em 07/03/2019

Aceito em 28/05/2019

Kalil Luno Cardoso Silva (1), Joyce Santos de Jesus (1), Ronnie Ney Franca Andrade Junior (1) Andrea dos Santos Dultra (1), Daline Fernandes de Souza Araujo (2), Vivianne de Sousa Rocha (3)

(1) - Universidade Federal de Sergipe (UFS), Lagarto-SE, Brasil.

(2) - Faculdade de Ciencias da Saude do Trairi, Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Natal-RN, Brasil.

(3) - Departamento de Nutricao, Campus universitario professor Antonio Garcia Filho, Universidade Federal de Sergipe (UFS), Lagarto-SE, Brasil.
Tabela 1 - Caracteristicas gerais e avaliacao antropometrica dos
adolescentes praticantes de futebol.

Variaveis               Total         11 - 13 anos   14-18 anos    p
                        (n=60)        (n=31)         (n=29)

Idade (anos) (1)        13,55 (1,61)  12,19 (0,75)   15,00 (0,80)
Doenca cronica (2)
Sim                         3 (5,0)       3 (9,7)        0 (0,0)   0,238
Nao                        57 (95,0)     28 (90,3)      29 (100)
Frequencia da
pratica de futebol (2)
2-3 vezes/semana           45 (75,0)     24 (77,4)      21 (72,4)  0,490
4-5 vezes/semana           15 (25,0)      7 (22,6)       8 (27,6)
Maturacao sexual (2)
Pre-pubere                  2 (3,3)       2 (6,5)        0
Pubere                     58 (96,7)     29 (93,5)      29 (100)   0,100
Pos-pubere                  0             0              0
Satisfacao
corporal (2)
Insatisfeito para          40 (66,7)     21 (67,7)      19 (65,6)
magreza
Satisfeito                  5 (8,3)       4 (12,9)       1 (3,4)   0,277
Insatisfeito para          15 (25,0)      6 (19,4)       9 (31,0)
sobrepeso
IMC/Idade (2)
Baixo peso                  1 (1,7)       0 (0)          1 (3,4)
Eutrofico                  46 (76,7)     26 (83,9)      20 (69)    0,221
Sobrepeso                   8 (13,3)      2 (6,5)        6 (20,7)
Obesidade                   5 (8,3)       3 (9,7)        2 (6,9)
Circunferencia
abdominal (2)
Adequada                   59 (98,3)     31 (100)       28 (96,6)
Obesidade abdominal         1 (1,7)       0              1 (3,4)   0,225
% Gordura
corporal (2)
Baixo                      18 (30,0)      7 (22,6)      11 (37,9)
Otimo                      29 (48,3)     17 (54,8)      12 (41,4)  0,414
Elevado                    13 (21,7)      7 (22,6)       6 (20,7)

Legenda: (1) Dados apresentados em media (desvio padrao). (2) Dados
apresentados em numero absoluto (percentual). Teste de Qui-quadrado
exato de Fisher.

Tabela 2 - Percepcao da imagem corporal em relacao as variaveis
antropometricas.

Variaveis (1)         Insatisfeito para   Satisfeito   Insatisfeito para
                      magreza (n=40)      (n=5)        o sobrepeso(n=15)

IMC/Idade
Magreza                1 (2,5)            0             0
Eutrofia              38 (95,0)           4 (80,0)      4 (26,7)
Sobrepeso/Obesidade    1 (2,5)            1 (20,0)     11 (73,3)
% Gordura corporal
Baixo                 17 (42,5)           1 (20,0)      0
Otimo                 20 (50,0)           4 (80,0)      5 (33,3)
Elevado                3 (7,5)            0            10 (66,7)

Variaveis (1)         p


IMC/Idade
Magreza
Eutrofia              [less than or equal to]0,001
Sobrepeso/Obesidade
% Gordura corporal
Baixo
Otimo                 [less than or equal to]0,001
Elevado

Legenda: (1) Dados apresentados em numero absoluto (percentual). Teste
de Qui-quadrado exato de Fisher.
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Author:Silva, Kalil Luno Cardoso; de Jesus, Joyce Santos; Junior, Ronnie Ney Franca Andrade; dos Santos Dul
Publication:Revista Brasileira de Nutricao Esportiva
Date:Jul 1, 2019
Words:3595
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