Printer Friendly

INFLUENCIA DE DIFERENTES SISTEMAS TATICOS SOBRE A INTENSIDADE DE ESFORCO E A FADIGA DE JOGADORES DE FUTEBOL DA CATEGORIA SUB-17.

Influence of different tactical systems on the intensity of effort and fatigue of football players of the sub-17 category

INTRODUCAO

O futebol e um esporte de alto nivel de exigencia fisica, metabolica e psicologica, contudo tem sido alvo de diversas pesquisas com a finalidade de promover uma evolucao da performance individual e coletiva.

Sendo assim metodos que quantificam as variaveis fisiologicas, bioquimicas e motoras vem sendo analisados como parametros de mensuracao de intensidade e fadiga durante treinos e jogos (Pelegrinotti e colaboradores, 2013).

Dentre todos os metodos utilizados para a determinacao da intensidade de esforco (IE) no futebol, a frequencia cardiaca (FC) apresenta-se como uma variavel de facil aplicacao e alta fidedignidade, pois apresenta alta relacao linear entre FC e a medicao direta do consumo de oxigenio (V[O.sub.2]) (Mortimer e colaboradores, 2006).

Neste sentido, o treinamento e as competicoes no futebol induzem nos atletas um estado de fadiga, a qual se caracteriza pela diminuicao transitoria das capacidades fisicas e mentais do individuo, evidenciada pela falha de manutencao no desempenho das valencias fisicas (Kunrath e colaboradores, 2016).

Sendo assim, sao necessarios a utilizacao de varios metodos para mensurar o indice de fadiga (IF) no futebol. Para tanto a utilizacao de ferramentas de facil aplicabilidade e baixo custo, tornam-se necessarias, principalmente, em clubes de baixo poder economico, sendo os testes indiretos de grande valia para preparadores fisicos (Zacharogiannis e colaboradores (2004).

Estes mesmos pesquisadores propuseram um teste de corrida anaerobia denominado "Running Anaerobic Sprint Test" (RAST), que tem sido frequentemente utilizado por treinadores e preparadores fisicos no futebol (Dal Pupo e colaboradores, 2010) para avaliar a potencia anaerobia.

Estudo de Zagatto e colaboradores (2009) demonstrou que o RAST e um teste reprodutivel e valido, alem de fornecer valores da potencia anaerobia, o mesmo avalia o indice de fadiga, que representa a tolerancia aos esforcos anaerobicos intermitentes como no futebol.

Sabe-se que a fadiga pode se apresentar diferente em funcao dos variados sistemas taticos do futebol a serem utilizados pelos tecnicos durante a partida. Em geral, a distancia percorrida por um jogador durante um jogo de futebol depende do grau de dificuldade imposto pelo time adversario e de aspectos taticos adotados pelas equipes (Bangsbo e colaboradores,1991).

Especificamente, suporta-se na literatura cientifica que a tatica se apresenta como a solucao para os problemas que emergem durante o jogo (Costa e colaboradores, 2009). Sendo assim a forma que o treinador posiciona seus jogadores dentro de campo pode apresentar uma exigencia fisica e cognitiva diferente entre cada modelo de jogo.

O sistema tatico 1-4-3-3 e dado como ofensivo e caracterizado por possuir alta exigencia fisica aos jogadores de ataque que se posicionam nas "pontas", pela necessidade de grande participacao na fase ofensiva e defensiva. Os meio campistas pela sua estrutura de tres jogadores no setor de meio campo, sao expostos varias vezes em situacoes de inferioridade numerica, levando aos jogadores dessa posicao realizar suas atividades em alta intensidade. O sistema 1-4-4-2 e o mais convencional, e composto por quatro jogadores no meio campo e apenas dois jogadores no ataque, deixando assim um modelo de jogo com um possivel equilibrio em termos de exigencias fisicas e controle de igualdade numerica.

Portanto, a preparacao fisica e os estudos cientificos do futebol deveriam incluir situacoes similares aos jogos com objetivo de representar as situacoes reais, tais como, jogos treinos contra times oponentes e jogos modificados de acordo com o sistema tatico utilizado pelo treinador.

Mortimer e colaboradores (2006) buscou comparar a intensidade de uma partida de futebol entre o primeiro e segundo tempo de jogo, os resultados mostraram uma menor intensidade do esforco no segundo tempo de jogo, porem nao levou em consideracao o sistema tatico utilizado ou se houve alteracoes no modelo de jogo proposto entre o primeiro e segundo tempo.

O conhecimento da IE na qual os atletas de futebol sao submetidos a realizarem suas atividades e estrategias taticas durante o jogo, e importante para que os treinamentos sejam aprimorados a elevar o desempenho individual e coletivo, sendo assim este estudo pode fornecer informacoes para auxiliar os profissionais desta area a elaborar de forma mais precisa a preparacao dos atletas de futebol (Bara filho e colaboradores, 2011).

Portanto, o presente estudo tem como objetivo avaliar a influencia de diferentes sistemas taticos sobre a intensidade de esforco e fadiga de jogadores de futebol da categoria sub-17.

MATERIAIS E METODOS

Amostra

A amostra foi constituida de 10 jogadores da categoria de base de um clube de futebol do interior de Sao Paulo que disputava a primeira fase da Copa Paulista de Futebol juvenil.

A Tabela 1 apresenta as caracteristicas gerais dos atletas. Participaram apenas atletas voluntarios que concordaram com as condicoes do estudo, sendo todos os responsaveis informados sobre os possiveis riscos e beneficios da pesquisa, conforme Resolucao CNS 466/12.

Alem disso, todos os pais ou responsaveis de cada adolescente participante da pesquisa assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido autorizando os jogadores a participarem do estudo. O projeto foi aprovado pelo Comite de Etica em Pesquisa da Universidade de Franca (UNIFRAN), sob no. CAAE 89618218.6.0000.5495.

Os atletas foram divididos em dois grupos, cada grupo foi composto por cinco jogadores das posicoes meio campo (MC=5) e atacante (AT=5), uma vez que pela estrutura dos sistemas taticos que foram estudados apenas os jogadores que atuam nessas posicoes apresentariam mudancas significativas nas funcoes taticas durante a partida.

Todas as avaliacoes fisicas e jogos coletivos foram realizados no periodo da tarde com temperatura entre 27[degrees] e 29[degrees], conforme dados online obtidos nos dias das avaliacoes junto ao Instituto Nacional de Meteorologia (INMET). Objetivando respeitar o periodo de recuperacao, foi observado um intervalo minimo 48h entre os jogos e avaliacoes.

Avaliacoes

Para a mensuracao da estatura e massa corporal foi utilizado uma balanca mecanica, nivelada e calibrada (Filizola[R]) com capacidade para 150 kg, contendo um estadiometro acoplado com escala maxima de 200 cm. A precisao da mesma para estatura e massa corporal e respectivamente; 0,1 kg e 0,1 cm, a partir desses dados o Indice de Massa Corporal (MC) foi calculado.

Running-based Anaerobic Sprint Test (RAST)

Para analise das potencias (maxima e minima) e indice de fadiga foi utilizado o Running-based Anaerobic Sprint Test (RAST), proposto por Zacharogiannis e colaboradores (2004) que consiste em realizar seis sprints maximos de 35m, com intervalo de 10 segundos de pausa passiva entre os sprints. O teste foi aplicado em campo gramado, estando os jogadores calcando chuteiras de travas e vestimenta adequada a pratica do futebol. Para obtencao dos tempos dos sprints e pausas, foi utilizado o cronometro digital (Vollo[R], modelo VL 501).

Posteriormente a partir dos tempos obtidos, foram calculados os valores de potencia maxima, media, minima e indice de fadiga. As equacoes utilizadas seguirao conforme trabalhos validados Dal Pupo e colaboradores (2010).

Os atletas realizaram o teste em tres momentos (T1, T2, e T3). Os participantes fizeram uma sessao de aquecimento com duracao de 10 minutos com exercicios basicos coordenativos seguidos por movimentos de alongamento dinamico, logo apos foram submetidos ao teste para avaliar a potencia anaerobia e indice de fadiga (T1).

As avaliacoes posteriores foram realizadas com intervalos de 48hs entre as mesmas, sendo a segunda avaliacao do RAST realizada imediatamente apos o jogo coletivo no sistema tatico 1-4-4-2 sem pausas, (T2). A terceira avaliacao foi realizada imediatamente apos o jogo coletivo no sistema tatico 1-4-3-3 (T3).

O jogo teve duracao de um tempo de 40 minutos sem pausa de recuperacao, em campo de futebol gramado com dimensao oficial, comandado por um arbitro e dois auxiliares (bandeiras) seguindo as regras oficiais de uma partida de futebol. Todos os atletas avaliados permaneceram em campo ate o final do jogo.

Os sistemas taticos utilizados compreenderam: Sistema 1-4-4-2 (S-1): consiste em 1 goleiro, 2 zagueiros, 2 laterais, 4 meio-campistas e 2 atacantes. Sistema 1-4-3-3 (S-2): consiste em 1 goleiro, 2 zagueiros, 2 laterais, 3 meio-campistas e 3 atacantes.

Ambos os sistemas sao frequentemente utilizados pela equipe e perfeitamente compreendidos pelos avaliados a pelo menos a dois anos.

Instrumentos e Procedimentos para coleta da FC

Para quantificacao da intensidade do jogo, foram obtidos os valores absolutos e percentuais da frequencia cardiaca (minimo, medio e maximo) dos atletas. A FC dos atletas foi medida e registrada durante os jogos com a utilizacao de um conjunto de cardiofrequencimetros (Firstbeat[R], Finlandia) e os dados coletados foram analisados utilizando o software "Firstbeat Sports". O aparelho permite o registro da FC por telemetria sem a utilizacao de um monitor de pulso em intervalos de 30 em 30 segundos, atraves de cintas cardiacas (colocados junto ao peito dos jogadores), composto por antena e software. Este equipamento permitiu o monitoramento de todos os participantes durante o jogo em tempo real. A FCmax predita foi calculada pela formula de Karvonen e colaboradores (1957) (FC max = 220-idade) e a FC max obtida foi o maior valor da FC registrado durante os jogos.

Estatistica

Foi realizada analise descritiva (medias e desvio padrao) para todas as variaveis. Os dados foram analisados atraves do teste estatistico nao parametrico de Friedman. Foi adotado nivel de significancia de p < 0,05. Todos os dados foram tratados pelo software IBM SPSS Statistics 20.0.

RESULTADOS

O presente estudo comparou os efeitos dos diferentes sistemas taticos sobre a frequencia cardiaca media, frequencia cardiaca maxima e indice de fadiga.

Na Tabela 2 estao descritos os valores medios e desvio padrao da frequencia cardiaca. Pode-se observar que ambos os sistemas taticos (1-4-4-2 e 1-4-3-3) promoveram elevada resposta da frequencia cardiaca, quando confrontamos valores da frequencia maxima obtida (93,07% e 95,13% da Frequencia cardiaca predita) nos diferentes sistemas taticos.

Quando comparamos o comportamento da frequencia cardiaca nos diferentes sistemas taticos (1-4-4-2 x 1-4-3-3) observamos que tanto a frequencia cardiaca maxima predita por Karvonen e colaboradores (1957) (p< 0,151), quanto a frequencia cardiaca media (p< 0,711) nao demonstraram diferencas significativas entre os sistemas taticos avaliados.

Ao analisarmos as potencias mensuradas, pode-se verificar que nao ocorreram alteracoes significativas quando comparadas nos tres momentos (basal, 1-4-42 e 1-4-3-3). Contudo, observamos um aumento significativo nos valores do indice de fadiga entre os momentos basal e 1-4-4-2 (* p < 0,05).

DISCUSSAO

O presente estudo teve por objetivo analisar a influencia de diferentes sistemas taticos sobre a intensidade e a fadiga causada em jogadores de futebol da categoria sub-17. O principal achado do presente estudo demonstra que apenas o sistema tatico 1-4-42 promoveu um indice de fadiga elevado quando comparado a situacao basal.

Na analise da intensidade dos sistemas taticos mensurados atraves da frequencia cardiaca, apesar dos diferentes sistemas (1-4-4-2 e 1-4-3-3) promoverem uma elevada intensidade que variou entre 93 e 95% da frequencia cardiaca maxima prevista, o que corresponde a uma frequencia cardiaca media de 162,6 [+ o -] 7,23 e 164,3 [+ o -] 9,64, respectivamente, os resultados nao mostraram diferenca significativa.

Estes resultados corroboram com o estudo de Mohr e colaboradores (2004) que mostraram valores medios de FC de 164 [+ o -] 1 e 158 [+ o -] 1 bpm para o primeiro e segundo tempo de um jogo amistoso. A intensidade do jogo de futebol estimada pelo % da FCmax no presente estudo (79,9 e 80,7% FCmax), ficou proximo dos valores relatados por estudo de Coelho e colaboradores (2008), que encontrou uma intensidade media do jogo de futebol em torno de 84% FC max. A intensidade elevada encontrada no presente estudo e em outros achados anteriores, confirmam que o futebol e caracterizado por um esporte intermitente que combina acoes realizadas em alta intensidade, com periodos de recuperacao ativa.

No presente estudo, ambos os sistemas promoveram intensidades de esforco muito elevadas. Este achado corrobora com estudo de Stolen e colaboradores (2005) que mostram que a intensidade media do trabalho em porcentagem da FCmax durante uma partida de futebol, esta entre 80-90%. Estes autores observaram que os jogadores permaneceram 46% (sistema 1-4-4-2) e 42% (sistema 1-4-3-3) do tempo entre 80-90% FCmax, tais resultados demonstram que ambos os sistemas taticos apresentaram resultados muito similares quando se refere a reposta da frequencia cardiaca.

Quanto as potencias e indice de fadiga, estes parametros sao importantes para determinacao da capacidade glicolitica anaerobia muscular, sendo esta capacidade uma caracteristica de esforcos intensos e de curta duracao, como o futebol (Pellegrinotti e colaboradores, 2008).

No presente estudo nao foram encontradas diferencas entre as potencias anaerobias maxima e minima (absoluta ou relativa). Tal resultado se explica talvez pela limitacao do estudo em se tratar de um jogo simulado onde pode ocorrer um menor desempenho dos atletas levando a uma menor resposta fisiologica e metabolica geralmente observada em jogos competitivos. Um dos principais fatores que classificam o nivel de competicao no futebol sao o numero de acoes de velocidade realizadas em alta intensidade durante a partida (Bradley e colaboradores, 2015.

Draganidis e colaboradores (2015) relataram que as respostas de danos musculares no futebol estavam significativamente relacionadas a atividade no gramado durante o jogo e, especificamente, ao sprint e aceleracoes / desaceleracoes, parametros estes nao avaliados no presente estudo Shona (2014) mostra que quando fatigados, os atletas tambem podem nao ter motivacao para produzir um esforco maximo que nao seja para fins competitivos.

O estudo analisou apenas um tempo de jogo e segundo estudo de Mortimer e colaboradores (2006) onde se comparou a IE realizada por jovens futebolista entre o primeiro e segundo tempo de jogo, a qual demonstra uma maior FC media de um jogador no primeiro tempo 189 bpm em comparacao com o segundo tempo 176 bpm o que pode dever-se a fadiga.

Os valores de potencia maxima e minima entre os valores de pre-jogos e valores pos-jogos em ambos os sistemas taticos nao foram suficientes para determinar uma queda nas capacidades de potencia valores. Estes resultados sao contrarios ao estudo de Brito (2012) que relatou um decrescimo de ate 6,4% na potencia de membros inferiores em pequenos jogos. O achado de reducao na potencia muscular induzido por jogos esta de acordo com numerosos estudos investigando principalmente os extensores e flexores de joelho apos jogos de futebol ou modelos simulados (Delextrate colaboradores, 2013; Draganidis e colaboradores, 2015; Krustrup e colaboradores, 2011).

Esta reducao na potencia de membros inferiores se caracteriza pelo aumento de lactato sanguineo devido ao acumulo de H +, deplecao de fosfocreatina, glicogenio muscular e possiveis alteracoes na coordenacao neuromuscular durantes os movimentos de alta intensidade.

Sobre o indice de fadiga, observou-se um aumento significativo quando comparado os momentos RAST basal e RAST 1-4-4-2 (31,33% para 41,11% respectivamente).

Krustrup e colaboradores (2006) evidenciaram que o desempenho repetido no teste de corrida anaerobia depois das partidas de futebol e amplamente reduzido com o desenvolvimento da fadiga. Este indice de fadiga se mostra mais elevados em atletas das categorias Juniores, o que pode ser atribuido ao desenvolvimento, crescimento e a maturacao geral destes atletas (Pellegrinott, 2013).

Os resultados obtidos no presente estudo sao de fundamental importancia, uma vez que foram coletados a partir de uma situacao real de jogo, na qual diferentes sistemas taticos foram testados.

Este tipo de avaliacao permite compreender a realidade jogo de futebol e influencia dos sistemas taticos na IE e fadiga em jogadores de futebol, durante partidas oficiais.

CONCLUSAO

Concluimos que os sistemas taticos 1 4-4-2 e 1-4-3-3 nao apresentaram alteracoes significativas na intensidade de esforco quando avaliados atraves da FC e nao causou diminuicao significativa na potencia maxima e minima dos atletas.

Apenas o sistema tatico 1-4-4-2 apresentou um aumento do indice de fadiga quando comparado com o valor basal.

Neste sentido, sugerimos que os jogos simulados podem ser considerados como metodos de treinamento a serem utilizados 48h antes das partidas oficiais por se aproximar da realidade e especificidade do jogo de futebol e nao causar fadiga elevada aos atletas.

AGRADECIMENTOS

O presente trabalho foi realizado com apoio da Coordenacao de Aperfeicoamento de Pessoal de Nivel Superior--Brasil (CAPES) Codigo de Financiamento 001.

REFERENCIAS

(1)-Bangsbo, J.; e colaboradores. Activity profile of competition soccer. Canadian Journal of Sport Sciences. Vol. 16. Num. 2. p. 110-116. 1991.

(2)-Bara, M.; e colaboradores. Quantificacao da carga de diferentes tipos de treinamento no futebol. Revista da Educacao Fisica/UEM. Vol. 22. Num. 2. p. 239-246. 2011.

(3)-Bradley, P.S.; Vescovi, J.D. Velocity thresholds for women's soccer matches: sex specificity dictates high-speed running and sprinting thresholds--Female Athletes in Motion (FAIM). International journal of sports physiology and performance. Vol. 10. Num. 1. p. 112-116. 2015.

(4)-Costa, I.; e colaboradores. Principios taticos do jogo de futebol: conceitos e aplicacao. Motriz Revista de Educacao Fisica. Vol. 15. Num. 3. p. 657-668. 2009.

(5)-Coelho, D.; e colaboradores. Intensidade de sessoes de treinamento e jogos oficiais de futebol. Revista Brasileira de Educacao Fisica e Esporte. Vol. 22. Num. 3. p. 211-18. 2008.

(6)-Dal Pupo, J.; e colaboradores. Potencia muscular e capacidade de sprints repetidos em jogadores de futebol. Revista Brasileira Cineantropometria e Desempenho Humano. Vol. 12. Num. 4. p. 255-261.2010.

(7)-Delextrat, A.; e colaboradores. Effect of a simulated soccer match on the functional hamstringsto-quadriceps ratio in amateur female players. Scandinavian Journal Medicine Science Sports. Vol. 23. p. 478-486. 2013.

(8)-Draganidis, D.; e colaboradores. Recovery kinetics of knee flexor and extensor strength after a football match. PLoS One. Num. 10. Num. 4. 2015.

(9)-Karvonen MJ, Kentala E, Mustala O The effects of training on heart rate a longitudinal study. Annales Medicinae Experimentalis et Biologiae Fenniae. Vol. 35. p. 307-315. 1957.

(10)-Krustrup P, Mohr M, Steensberg A, Bencke J, Kjaer M, Bangsbo J. Muscle and blood metabolites during a soccer game: Implications for sprint performance. Medicine Science Sports Exercise. Vol. 38. Num. 6. p. 1165-1174. 2006.

(11)-Krustrup, P.; e colaboradores. Maximal voluntary contraction force, SR function and glycogen resynthesis during the first 72 h after a high-level competitive soccer game. European Journal Applied Physiology. Vol. 111. Num. 12. p. 2987-2995. 2011.

(12)-Kunrath, C. A.; e colaboradores. Avaliacao da intensidade do treinamento tecnico-tatico e da fadiga causada em jogadores de futebol da categoria sub-20. Revista Brasileira de Educacao Fisica e Esporte. Vol. 30. Num. 2. p. 217-225. 2016.

(13)-Mohr, M.; e colaboradores. Muscle temperature and sprint performance during soccer matches beneficial effect of re-warm-up at half time. Scandinavian Journal of Medicine Science Sports. Vol. 14. Num. 3. p. 156-162. 2004.

(14)-Mortimer, L.; e colaboradores. Comparacao entre a intensidade do esforco realizada por jovens futebolistas no primeiro e no segundo tempo do jogo de Futebol. Revista Portuguesa de Ciencias do Desporto. Vol. 6. Num. 2. p. 154-159. 2006.

(15)-Pelegrinotti, I. L.; e colaboradores. Analise da potencia anaerobia de jogadores de futebol de tres categorias, por meio do "teste de velocidade para potencia anaerobia" (TVPA) do running based anaerobic sprint teste (RAST). Revista da Escola de Educacao Fisica e Desporto-UFRJ. Vol. 4. Num. 2. 2008.

(16)-Pelegrinotti, I. L.; Braghin, R. S.; Stanganelli, L. C. R.; Mota, G. R.; Lopes, C. R. Comparacao das respostas da frequencia cardiaca de futebolistas juvenis em jogos oficiais com o teste de esforco. Revista Brasileira de Futsal e Futebol. Vol. 5. Num. 17. p. 227-232. 2013. Disponivel em: <http://www.rbff.com.br/index.php/rbff/article/vi ew/216>

(17)-Shona, LH. Monitoring Training Load to Understand Fatigue in Athletes. Sports Medicine. Vol. 44. Num. 2. p. 139-147. 2014.

(18)-Stolen, T.; e colaboradores. Physiology of soccer. Sports Medicine. Vol. 35. Num. 6. p. 501-536. 2005.

(19)-Zacharogiannis, E.; e colaboradores. An evaluation of tests of anaerobic power and capacity. Medicine Science Sports Exercise. Vol. 36. Num. 5. p. 116. 2004.

(20)-Zagatto, A.; e colaboradores. Validity of the running anaerobic sprint test for assessing anaerobic power and predicting short-distance performances. Journal of Strength and Conditioning Research. Vol. 23. Num. 6. p. 1820-1827. 2009.

E-mails dos autores:

kevin.fisiologia@gmail.com

daniel.santos@unifran.edu.br

leonardoribeirodacosta@hotmail.com

elianeaparecidacastro@gmail.com

ceduardopimenta@hotmail.com

luciana.raiz@unifran.edu.br

belmar@fadep.br

andrefirstbeat@gmail.com

matheusqueirozef@hotmail.com

Endereco para correspondencia:

Kevin Silva Araujo.

Rua Zeferino Ferraz, 539 Santa Terezinha, Franca-SP, Brasil.

CEP: 14409-292.

Recebido para publicacao em 18/10/2018

Aceito em 06/01/2019

Kevin Silva Araujo [1,2], Daniel dos Santos [1,3]

Leonardo Ribeiro da Costa [4], Eliane Aparecida de Castro [3]

Carlos Eduardo Pimenta [1,5,6], Luciana Moreira Motta Raiz [3]

Belmar Ramos Junior [7], Andre Luiz Berzoti Ribeiro [7], Matheus Silva Queiroz [1]

[1]-Universidade de Franca (UNIFRAN), FrancaSP, Brasil.

[2]-Pos-graduacao em Fisiologia do Exercicio, Universidade Federal de Sao Carlos (UFSCAR), Sao Carlos-SP, Brasil.

[3]-Pos-graduacao em Promocao de Saude, Universidade de Franca (UNIFRAN), FrancaSP, Brasil.

[4]-Centro Universitario Claretiano, Batatais-SP, Brasil.

[5]-Coordenador futebol Prefeitura de Franca/Internacional E.C, Franca-SP, Brasil.

[6]-Tecnico sub 17 A.A.Francana, Franca-SP, Brasil.

[7]-Fisiologista da Firstbeat Technologies Ou, Brasil.
Tabela 1--Caracteristicas antropometricas dos
jogadores da categoria sub 17.

                        Media       Desvio
Variaveis              (n=10)    Padrao (dp)

Idade (anos)            16,50           0,50
Estatura (cm)          176,00           0,07
Massa Corporal (Kg)     62,05           4,96
IMC (Kg/[m.sup.2])      19,95           1,34
Gordura corporal (%)    16,60           2,20

Tabela 2--Comportamento da frequencia
cardiaca durante as os jogos monitorados.

Parametros analisados           1-4-4-2               1-4-3-3

FC maxima predita (bpm)   203,5 [+ o -] 0,53    203,5 [+ o -] 0,53
FC maxima obtida (bpm)    189,4 [+ o -] 8,18    193,6 [+ o -] 5,13
FC media obtida (bpm)     162,6 [+ o -] 7,23    164,3 [+ o -] 9,64

Legenda: FC (frequencia cardiaca); bpm
(batimento por minuto); 1-4-4-2 e 1-4-3-3 (sistemas
taticos utilizados).

Tabela 3--Valores descritivos e comparativos entre os parametros
adquiridos por meio do RAST.

Parametros analisados         RAST basal              RAST 1-4-4-2

Pmax absoluta (W)       716,26 [+ o -] 128,17    633,28 [+ o -] 112,85
Pmax relativa (W/Kg)       11,50 [+ o -] 1,64       10,15 [+ o -] 1,27
Pmin absoluta (W)        471,15 [+ o -] 97,42     391,63 [+ o -] 59,04
Pmin relativa (W/Kg)        7,57 [+ o -] 1,41        6,32 [+ o -] 0,84
IF (%)                   31,33 [+ o -] 8,54 *      41,11 [+ o -] 10,36

Parametros analisados        RAST 1-4-3-3

Pmax absoluta (W)        594,12 [+ o -] 97,42
Pmax relativa (W/Kg)        9,56 [+ o -] 1,27
Pmin absoluta (W)        374,24 [+ o -] 60,70
Pmin relativa (W/Kg)        6,02 [+ o -] 0,80
IF (%)                     36,86 [+ o -] 4,82

Legenda: Pmax (Potencia maxima); Pmin (Potencia minima); IF (Indice de
fadiga); Rast (Running Anaerobic Sprint Test). * Diferenca
significativa em relacao ao RAST 1-4-4-2.
COPYRIGHT 2019 Instituto Brasileiro de Pesquisa e Ensino em Fisiologia do Exercicio. IBPEFEX
No portion of this article can be reproduced without the express written permission from the copyright holder.
Copyright 2019 Gale, Cengage Learning. All rights reserved.

Article Details
Printer friendly Cite/link Email Feedback
Author:Silva Araujo, Kevin; dos Santos, Daniel; Ribeiro da Costa, Leonardo; Aparecida de Castro, Eliane; Pi
Publication:Revista Brasileira de Futsal e Futebol
Date:May 1, 2019
Words:4128
Previous Article:RBFF ATINGE 159 MIL VISUALIZACOES DE PAGINAS E 36 MIL USUARIOS EM 2018.
Next Article:ANALISE DA VANTAGEM DE SE JOGAR COMO MANDANTE E SUAS VARIACOES POR NIVEL DAS EQUIPES NAS PRINCIPAIS LIGAS EUROPEIAS DE FUTEBOL.
Topics:

Terms of use | Privacy policy | Copyright © 2020 Farlex, Inc. | Feedback | For webmasters