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INCLUSION OF SUSTAINABILITY IN MANAGEMENT TRAINING/A INSERCAO DA SUSTENTABILIDADE NA FORMACAO DE ADMINISTRADORES/LA INSERCION DE LA SOSTENIBILIDAD EN LA FORMACION DE ADMINISTRADORES.

INTRODUCAO

O estudo da sustentabilidade e inserido no ambiente das discussoes academicas e na formacao de ensino superior como consequencia de uma demanda social, que se reflete na urgencia de capacitar novos profissionais para trabalhar com os desafios lancados pela atual contingencia. As transformacoes globais no clima, a possibilidade latente de esgotamento dos recursos naturais, o aumento exponencial das populacoes, a pobreza e distribuicao desigual de recursos, entre outros fatores, motivam a adocao de uma postura mais sensivel a dinamica das mudancas, num contexto mundial (SHRIVASTANA, 2010). A sustentabilidade transita, portanto, na busca de compreender melhor a contingencia contemporanea e estabelecer solucoes e propostas alternativas.

A tomada de decisoes no ambiente corporativo requer a articulacao dos elementos ligados a dimensao social e ambiental, alem da consideracao do lucro e da viabilidade economica. A insercao das pessoas como determinantes no processo decisorio, alem dos fatores ligados ao meio ambiente, pela preservacao e uso eficiente de recursos e conservacao da fauna, flora e recursos hidricos, promove e instrumentaliza na pratica a sustentabilidade.

A formacao de administradores com conhecimento sobre a tematica da sustentabilidade, nesse sentido, pode contribuir para a sua internalizacao nas organizacoes produtivas, inserindo nos processos e procedimentos da empresa a tendencia de preocupacao com as pessoas e com o meio natural, alem daquelas relacionadas ao retorno financeiro. A mudanca de sentido e a adaptacao da empresa a essa demanda socialmente estabelecida passa pela existencia de profissionais capacitados tecnica e intelectualmente, para lidar com um mundo em constante transformacao.

Novos saberes, praticas, posturas e aprendizados sao necessarios a formacao de administradores, gestores e lideres, de modo que se estimule uma visao diferenciada frente ao estimulo do consumo, exploracao de recursos naturais, competicao de mercados, colaboracao entre parceiros e estabelecimento de relacoes eticas nas estruturas de poder. A educacao com foco em sustentabilidade e baseada, portanto, na constituicao de um pensamento complexo, que se edifique pela interdisciplinaridade como meio de instituir saberes e posturas diferenciadas, que efetivamente demonstrem preocupacao com o caminho trilhado pela sociedade.

Os avancos da consciencia ambiental ainda representam um desafio para as escolas de gestao, exigindo o redimensionamento dos metodos e conteudo do ensino em Administracao, conforme aponta Goncalves-Dias (2009). A formacao do administrador, enriquecida pelos conceitos pertinentes a sustentabilidade, pode contribuir com a adocao de comportamentos ambientalmente corretos e socialmente responsaveis nas organizacoes, julgando como influente a posicao desse profissional na tomada de decisoes e na conducao das empresas. Portanto, entende-se que as instituicoes de ensino superior nao educam apenas as futuras geracoes para tomarem decisoes, mas influenciam os rumos de organizacoes pela formacao e capacitacao de seus colaboradores e gestores, exercendo um papel preponderante na trajetoria para um futuro global mais sustentavel (JACOBI; RAUFFLET; ARRUDA, 2011).

No contexto de formacao de administradores, o aprofundamento de pesquisas que visem a flexibilizacao dos cursos de Administracao, incluindo, alem das teorias e tecnicas proprias da area, conhecimentos transversais e experiencias voltadas ao aspecto ambiental e social, e um imperativo necessario ao dialogo e proposicao de iniciativas para o aprimoramento do exercicio profissional e do perfil do novo administrador (SPRINGETT, 2005). A demanda das empresas por gestores que tenham competencias relacionadas com o desenvolvimento sustentavel e estejam prontamente qualificados para o enfrentamento dos problemas sociais e ambientais deve ser suprida e compreendida pelas Escolas Superiores de Administracao, que, apesar de todas as dificuldades e desafios enfrentados, tem se esforcado para formar profissionais capacitados a propor modelos diferenciados de gestao, que comportem os aspectos economicos, sociais e ambientais (SHRIVASTAVA, 2010).

Diante do exposto, a presente pesquisa se propoe a explorar a insercao da tematica sustentabilidade na orientacao da formacao e na producao do conhecimento de bachareis em Administracao da Universidade Estadual do Centro-Oeste --UNI CENTRO. Sobretudo as instituicoes publicas, que contam com a utilizacao de recursos governamentais, devem otimizar de todas as formas possiveis a sua destinacao, assumindo o desafio de formar profissionais com o perfil adequado a nova realidade do mercado, desenvolvendo competencias que facilitem a elaboracao e adocao de praticas administrativas coerentes com a proposta do Desenvolvimento Sustentavel. Assim, futuros administradores nao devem buscar apenas niveis elevados de performance financeira, mas tambem niveis elevados de performance socioambiental, tornando-se solucionadores de problemas socioambientais. Para tanto, buscou-se analisar a percepcao do corpo discente em relacao ao tema abordado, fundamentando o arcabouco conceitual e metodologico nas proposicoes teorico-conceituais dos Jargoes da Sustentabilidade de Sgarbi et al.(2008) e o Modelo Multidimensional do Valor Sustentavel de Hart e Milstein (2004).

REVISAO DE LITERATURA

Producao do Conhecimento em Sustentabilidade

O conhecimento so e valido quando e passivel de ser compartilhado e aproveitado pelos demais individuos. O saber que se funda e e organizado de forma a nao possibilitar sua compreensao e reproducao posterior nao contribui para a edificacao do desenvolvimento da condicao humana. Muito embora o conhecimento e, por extensao, a sua producao tenham ganhado enormes incrementos, sobretudo em virtude da expansao ao seu acesso e a relativa democratizacao do ingresso a universidade, ainda e precaria a capacidade de se produzi-lo e concebe-lo, enquanto meio de modificacao da realidade (SANTOS, 1988). O saber torna-se cada vez mais acessivel apenas a especialistas, sendo continuamente formalizado e quantificado, de modo que as competencias sejam constantemente associadas a um campo restrito de atuacao (MORIN, 2003). Associada a essa tendencia, a especializacao gera incompetencia quando esse campo de visao e perturbado ou recebe influencias externas de um novo acontecimento.

Dessa forma, enquanto o especialista tem sua capacidade de contextualizacao e concepcao do todo e do global atrofiada, o individuo comum perde seu direito de acesso ao conhecimento. Ha um distanciamento entre a ciencia, que e fruto primaz do pensamento humano, e o proprio homem. A ciencia passa a assumir um carater quase magico, apesar do paradoxo que aparentemente esta contido em tal afirmacao (DUARTE JUNIOR, 1984). A inacessibilidade do individuo comum, expressa com clara objetividade nesse isolamento do que e cientifico em relacao ao que e considerado de senso comum ou de sabedoria popular, reforca a urgencia de se integrar os meios de producao do conhecimento com a realidade propria das comunidades.

Portanto, o homem nao pode ser colocado a parte do fruto de suas proprias construcoes e experiencias. Ainda que seja possivel afirmar que o homem tem uma natureza, e mais significativo asseverar que ele constroi e determina sua propria natureza, ou, mais simplesmente, "que o homem se produz a si mesmo" (BERGER; LUCKMANN, 2004). Isso leva a consideracao de que o saber, sendo obra essencialmente humana, precisa e deve ser relacionado a sua origem.

A constituicao das diversas especialidades, nesse contexto, deriva da necessidade de acumular saberes para a formacao de papeis especificos numa sociedade, de tal maneira que certos individuos possam direcionar seus esforcos em uma dada questao especifica (BERGER; LUCKMANN, 2004). Entretanto, saberes isolados nao produzem respostas perfeitamente legitimas, na perspectiva de contribuicao na modificacao real da sociedade. Mesmo que cada campo disciplinar se apodere de dar resposta a uma indagacao em especifico, dentro de uma problematica, a contextualizacao geral, partindo de apenas uma razao, nao pode ser empreendida (BERGAMO; BERNARDES, 2006). Consequentemente, ao enfrentar demandas de conhecimento que nao podem ser identificadas e problematizadas apenas pelo olhar cientifico unico, exigem-se colaboracoes de especialistas de diversos universos do pensamento cientifico.

Nao obstante, o conhecimento e suas formas de producao devem ser empregados, numa perspectiva interdisciplinar, na busca da viabilizacao de prospeccao de alternativas concretas de desenvolvimento das comunidades. A abordagem teorica do desenvolvimento em si demanda um olhar interdisciplinar, que possibilite a contemplacao dos diferentes saberes (BELTRAME; DORNELES; GRZYBOVSKI, 2013). Nesse contexto, a interdisciplinaridade e definida por Palhano (2012) como o instrumento que tem por objetivo contribuir para a resolucao de um problema que seja comum a um conjunto de disciplinas e, portanto, integrante de um universo em constante transformacao. Muitos dos problemas, quase em sua totalidade, relacionados ao ambiente comunitario demandam o enfrentamento, nao por recortes disciplinares, mas por modelos de abordagem estruturados, que compreendam a complexidade e a diversidade do ambiente social. A colaboracao entre especialistas com formacoes distintas deve transpor as fronteiras conceituais estabelecidas nas areas de conhecimento, tornando-as permeaveis entre si.

Os cientistas, no contexto de uma formacao especializada, sao defrontados com a necessidade do estabelecimento de relacoes de colaboracao, rompendo fronteiras conceituais entre os saberes distintos. A reparticao e a fragmentacao do conhecimento em disciplinas nega a possibilidade de se aprender com maior clareza o que esta tecido em conjunto (MORIN, 2003). Para tanto, trocas e ajustes metodologicos na forma como os objetos de pesquisa e discussao sao abordados sao imprescindiveis. Portanto, o apelo a colaboracao interdisciplinar e expresso cada vez com mais forca, visto que vinculos mais intensos sao lancados entre os diferentes aspectos setoriais da realidade.

O estudioso com foco interdisciplinar seria aquele que tem instrucao suficiente de uma ampla possibilidade de disciplinas, diversificadas entre si, mas e capaz de produzir por si so um modelo explicativo de uma dada realidade complexa (PALHANO, 2012). A acao interdisciplinar, visando a compreensao dessa realidade, leva o sujeito a possibilidade de superacao dos limites dos interesses individuais, direcionando seu foco na apreensao das especificidades de cada disciplina, de modo que estas possam dar oportunidade de producao de resultados.

A interdisciplinaridade pode ser ainda como um metodo ou instrumento que tem por proposito contribuir para a resolucao de um problema que seja comum a um conjunto de disciplinas, que podem dialogar entre si (DEMAJOROVIC; SILVA, 2012). Isso demanda, inclusive, a acao de inter-relacao de praticas e ciencia que vao alem das pesquisas e ensino formalmente constituidas, extrapolando o alcance da disciplinaridade e suas articulacoes diretas.

Nesse contexto, a interdisciplinaridade e legitimamente passivel de ser buscada para dar respostas aos desafios da sustentabilidade, pois as tentativas de solucoes para problemas levantados nesse campo de estudo vao muito alem dos conceitos originados dos limites disciplinares das ciencias naturais ou das ciencias humanas, por exemplo. O "ser sustentavel" assume um carater de complexidade, uma vez que a resposta aos seus questionamentos e implicacoes demanda uma resposta multifacetada, que contemple diferentes aspectos e dimensoes de analise. Nesse cenario, o conceito de complexidade, de acordo com Morin (2003), e o contrario ao do simplismo, ou seja, e uma interacao peculiar entre elementos que abarcam varias dimensoes de diferentes realidades, e que devem ser tomadas nao apenas como a somas das partes, mas sim como uma unidade interdependente. Portanto, a composicao das partes, produzindo uma sinergia por meio do seu inter-relacionamento, resulta em explicacoes e respostas mais concretas do que quando as diversas disciplinas sao simplesmente colocadas frente a frente. A justaposicao e o dialogo integrado dos setores disciplinares evocam concepcoes que transcendem as delimitacoes do discurso com base na especializacao, por si so.

A Composicao Complexa e Interdisciplinar da Sustentabilidade

Assim sendo,Morin (2003) e categorico ao defender que o conceito de complexidade deve substituir o da especializacao, da simplificacao e da segmentacao de conhecimentos. Segundo ele, a propria origem etimologica da palavra "complexo", em raiz latina, significa "aquilo que e tecido em conjunto". E, quando se trata de sustentabilidade, a significacao do complexo esta explicita. Nao se pode conceber a sustentabilidade senao como algo que e construido por uma malha tecida por inumeros fios, formando um conceito maior e mais amplo.

Portanto, a sustentabilidade e um conceito que engloba um processo de constante transformacao, que e necessariamente multidimensional, na medida em que e composta por varios aspectos de discussao. Conforme assevera Telles (2011), o entendimento sobre sustentabilidade passa pela nocao de que, continuamente, a resposta dada a demanda social por um maior comprometimento e sensibilidade ao meio deve ser aprimorada e transformada, de acordo com as transformacoes das proprias esferas que a compoem.

O conceito de sustentabilidade e de desenvolvimento sustentavel se fortaleceu e tornou-se visivel internacionalmente a partir do final do seculo XX. O inicio de suas discussoes remonta a necessidade de se pensar no desenvolvimento economico como condicionante e responsavel pelo equilibrio ecologico e social do planeta, assim como pela preservacao da qualidade de vida das populacoes, numa perspectiva de medio e longo prazo (MASCARENHAS, 2013). Aliando aspectos ecologicos, sociais e economicos, institui-se um modelo de gestao que busca o equilibrio(ELKINGTON, 1998), em face do excessivo apelo apenas ao elemento financeiro, que considera o emprego otimizado de recursos e tecnologias, assim como o consumo consciente dos recursos naturais.

O crescimento da importancia da discussao que envolve a pratica sustentavel se deu a medida que houve maior conscientizacao, no ambito internacional, da possibilidade de esgotamento das fontes de recursos naturais. A exploracao desmedida, sobretudo dos recursos naorenovaveis, levou ao inevitavel questionamento da capacidade de sustentacao do modelo, que exclui a consideracao das geracoes futuras de terem condicoes igualmente capazes as da geracao presente. Assim sendo, Barbieri et al.(2010) apontam para um processo de institucionalizacao do desenvolvimento sustentavel para as organizacoes como um todo, especialmente para as empresas. A explicacao para esse processo reside no fato de que, quando novos valores sao institucionalizados no meio social, se tornam o que o autor denomina "mito", no sentido de serem seguidos sem questionamento por um determinado setor. As organizacoes produtivas, ao buscarem respostas para esses questionamentos, amenizam as pressoes e possivelmente diminuem seus impactos, adotando modelos e praticas em consonancia com aquelas tidas como as melhores ou mais adequadas num dado sistema social.

Essas organizacoes tornam-se eficientes, simbolicamente falando, pois adotam modelos institucionalizados, conforme o setor em que atuam, de modo que estejam conformes aos posicionamentos tidos como ideais. Ao aderirem aos modelos formalmente constituidos de valores e praticas, que apresentam direcionamento em conformidade com o anseio social, recebem legitimidade nas suas acoes, assim como maior visibilidade na destinacao e investimentos de recursos (BARBIERI et al., 2010). Sendo legitimas, agem segundo tendencias socialmente estabelecidas, constituidas por meio de um consenso de acoes e de direcionamentos.

No modelo atual de gerenciamento e de conducao das organizacoes, produtivas ou nao, valores relacionados ao desenvolvimento sustentavel e ao fomento de politicas voltadas a pratica ambiental tem sido colocados como conformes ao modelo institucional de crescimento, sobretudo pelos movimentos sociais e ambientalistas, e pelos governos. Como fruto desse processo de pressao social, no sentido de promover a mobilizacao de esforcos comuns, e instituido um modelo diferenciado de organizacao (BARBIERI et al., 2010). Sendo mais adequado e em conformidade a demanda social, esse modelo incita a formacao de um novo ciclo, pautando a incorporacao de praticas inovadoras e, necessariamente, sustentaveis.

O desafio lancado na busca da sustentabilidade, por meio da inovacao, demanda a articulacao da organizacao num contexto mais amplo, uma vez que a preocupacao com a sustentabilidade e projetada como de ascendencia global. Portanto, pela otica das organizacoes, o desafio da sustentabilidade e bem mais amplo (HART; MILSTEIN, 2004), visto que gera, simultaneamente, obrigacoes e beneficios mutuos nos campos ambiental, social e economico. Ao associarem suas praticas ao modelo sustentavel de desenvolvimento, as empresas adequam suas estrategias na constituicao de uma sociedade de consumo menos agressiva e agregam, ao mesmo tempo, valores aos seus procedimentos, que vao alem daqueles relacionados exclusivamente ao aspecto economico-financeiro.

Considerando o carater global e complexo da sustentabilidade, Kanashiro (2009) aponta que o tema recebe cada vez mais atencao da comunidade cientifica, ao mesmo tempo que se disseminam as incertezas e controversias sobre sua discussao. A possibilidade de reflexao, notoria no contexto moderno da producao da ciencia, direciona o conhecimento em duas direcoes. Em primeiro lugar, a preocupacao com a concentracao na questao da sustentabilidade evidencia o processo pelo qual a modernidade se depara, como consequencia de seu proprio processo de modernizacao, que inclui a supervalorizacao e centralidade da ciencia e tecnologia, como ponto de partida e meio de abordagem nos processos de tomada de decisao e na organizacao da vida social. O segundo ponto ressalta o proprio questionamento da ciencia e da tecnologia como produtoras da realidade objetiva, que viabilizam o progresso e a existencia de um pensamento reflexivo sobre as modalidades de conhecimento cientifico. Retorna-se a premissa do questionamento e da busca da relacao de causalidade entre o processo de desenvolvimento e o foco no sustentavel.

Na apresentacao da sustentabilidade como um desafio amplo da sociedade contemporanea, sua pauta e consolidada como uma das prioridades na agenda politica internacional e e colocada nos discursos dos chefes de Estado, organismos internacionais, ONGs, empresas e movimentos sociais (KANASHIRO, 2009). Assim sendo, Hart e Milstein (2004) afirmam que sao quatro os principais grupos motivadores pelos quais se fundamenta a necessidade e a viabilidade teorico-pratica do discurso que permeia a sustentabilidade, a saber:

O primeiro conjunto de motivacoes esta relacionado com a crescente industrializacao e suas consequencias correlatas, como consumo de materiasprimas, poluicao e geracao de residuos pela atividade industrial. Ao mesmo tempo que as industrias produziram beneficios economicos, tambem ocasionaram enormes quantidades de poluicao, aliada ao consumo de materias-primas, recursos minerais ou fosseis, num ritmo crescente que impede a sua renovacao, incompativel com a capacidade do planeta. O sustentavel, nesse aspecto, esta ligado a preservacao e eficiencia no uso de recursos e diminuicao da emissao de poluentes.

O segundo grupo de motivadores relaciona-se ao reforco das redes de conexao entre as diversas pessoas que estao no circulo de influencia das organizacoes e a sociedade civil como um todo. Essa interligacao cresce a medida que o poder do Estado diminui, fato que fica evidente quando grupos da sociedade civil organizada e organizacoes naogovernamentais assumem papeis que sao de atribuicao especifica do governo, principalmente quando se trata de ambientais e sociais. As organizacoes, nessas circunstancias, sao desafiadas a funcionar de maneira transparente e responsavel, mantendo bons relacionamentos com seus parceiros.

O terceiro conjunto de motivadores relacionase com as modalidades de tecnologias emergentes, que podem oferecer solucoes revolucionarias e alternativas aos modos de producao obsoletos e ineficientes, no quesito de uso de recursos de forma sustentavel. As tecnologias que possibilitam a circulacao de um volume imenso de informacoes e de troca de experiencias facilitam a prospeccao de novos modelos e formas inovadoras de relacoes de producao. A inovacao e as solucoes tecnologicas sao, portanto, o caminho para a busca do desenvolvimento sustentavel.

Por fim, o quarto conjunto de motivadores diz respeito ao aumento da pobreza, da populacao e das desigualdades associadas ao processo de globalizacao. A combinacao exponencialmente crescente da expansao populacional e o aumento das desigualdades leva a reflexao do redimensionamento das acoes, num nivel global. O desenvolvimento social e a geracao de oportunidades, em contraposicao a desigualdade, devem ser essenciais para o crescimento de forma sustentada, a fim de que se evite o colapso do modelo instalado.

Ao considerar as quatro dimensoes que permeiam o fomento das discussoes que envolvem a sustentabilidade, evidencia-se seu carater complexo e multidimensional, que nao pode ser compreendido pela restricao a um ou outro elemento. A criacao de subsidios que possibilitem a geracao de condicoes concretas de mudanca parte da articulacao de varios sujeitos em torno de diretrizes norteadoras, produzindo meios de viabilizar a busca pela pratica sustentavel.

Nesse contexto, o Modelo do Triple BottomLine, proposto por Elkington (1998), fundamenta a composicao do sustentavel como o arranjo de tres principais pilares: o aspecto economico, o social e o ambiental. Contemplando esses tres macrofatores, cada qual com uma grande rede de indicadores subjacentes, compoe-se o conhecimento amplo do que e a sustentabilidade. Sachs (2008) aponta ainda outros quatro aspectos, que complementam e evidenciam o carater multifacetado do tema, a saber: dimensoes politica, cultural, temporal e espacial. Entretanto, cada aspecto leva a segmentacao de uma vasta possibilidade de outros fatores, que por sua vez demandam a utilizacao e integracao de varios saberes distintos.

A necessidade de articulacao de diversos saberes para a compreensao global do que e a sustentabilidade reafirma a consideracao de sua complexidade, uma vez que esta nao pode ser tomada como algo disciplinar ou dotado de passividade de analise pela otica de apenas um campo da ciencia. Ela e um conceito dinamico, necessariamente multidimensional.

E, considerando esse carater multifacetado e multidimensional da sustentabilidade, que esta inclusive em constante transformacao pelos agentes sociais, insere-se a discussao em torno da comunidade. Para Burbano (2011), a comunidade e um conjunto de pessoas que habitam um determinado espaco geografico, cujos membros tem consciencia de pertencimento ou identificacao com algum simbolo local, que tem relacoes mais intensas do que em outros contextos e que compartilham saberes, praticas, interesses, com o proposito de apoio e cooperacao mutuos. Seu fim e alcancar determinados objetivos, satisfazer necessidades, resolver problemas ou desempenhar funcoes sociais relevantes a nivel local.

Em consonancia, Zarate (2007) afirma que a comunidade local e um contexto para onde convergem interesses, recursos compartilhados e necessidades, que dao constituicao e formacao a mesma. Nesse cenario, convergem as definicoes e implicacoes de sustentabilidade e comunidade, uma vez que ambas apontam para a direcao de um convivio racional, compartilhado, que esta em constante transformacao e continuamente recebe influencia e e influenciado pelo meio.

A Sustentabilidade na Formacao do Conhecimento Academico

A instrumentalizacao da sustentabilidade, aplicada ao contexto de formacao de administradores, busca estabelecer a insercao do tema em discussoes que envolvem academicos e futuros profissionais, que irao compor o mercado de trabalho e auxiliar no direcionamento das decisoes organizacionais. Sobretudo no caso dos administradores, que sao formados com o intuito de receber embasamento tecnico e teorico para conduzirem empresas, gerindo os recursos a ela dispostos, e notavel a urgencia de se pensar em sustentabilidade (GODARTH et al., 2011). Sendo um tema essencialmente articulavel com varias areas do conhecimento, a sustentabilidade assume, no ambito da Administracao, um carater estrategico, que empreende a formacao de uma visao de sociedade e de mundo numa perspectiva de longo prazo.

Para que a sustentabilidade se torne efetivamente presente na formacao e possa ser levada as organizacoes tambem via colaboradores, deve-se ampliar o alcance das acoes e assumir comportamentos verdes em toda a economia, uma tarefa extraordinariamente dificil para todos os envolvidos. Cabe ao administrador, que gerencia a disposicao de recursos e promove a tomada de decisao, fomentar e incentivar um posicionamento pautando a pratica sustentavel. Mas, por outro lado, tal conquista cria desafios e oportunidades, sobretudo para aqueles que estiverem capacitados e preparados para tal mudanca de estagio global (MAKOWER, 2009).

A forma como as relacoes sociais sao estabelecidas no atual contexto explicita a vivencia constante de transformacoes na forma de ver o mundo, com o aumento de informacao e estudos cientificos sobre os impactos dos meios de producao no meio ambiente, sobretudo no futuro. Assim sendo, torna-se intrinseca em qualquer estrategia de negocio a preocupacao com o desenvolvimento sustentavel (ESTENDER; ROCHA, 2010). A consideracao do sustentavel como imprescindivel as relacoes empresariais fica evidente.

Portanto, a formacao de administradores com pressupostos orientados pela sustentabilidade exige novas propostas interdisciplinares, em que a visao integrada, sistemica e holistica substitua os projetos pedagogicos disciplinares, que privilegiam o processo de compreensao sobre uma determinada realidade de maneira fragmentada (JACOBI; RAUFFLET; ARRUDA, 2011). Recorrer a praticas interdisciplinares passa a ser um imperativo em funcao das mudancas sociais vivenciadas pela sociedade, tornando-se evidente que disciplinas que trabalham isoladamente nao podem dar respostas adequadas as problematicas altamente complexas da atualidade.

O desafio da articulacao da sustentabilidade, tomada como uma necessidade e um anseio social, e a formacao do administrador demandam um olhar multifacetado e dinamico, acompanhando as constantes transformacoes da sociedade atual. A construcao de projetos de ensino que promovam efetivamente o foco na sustentabilidade esta no desenvolvimento da capacidade de dialogo, desde o processo de construcao do projeto ate a sua implementacao. Conforme afirma Morin (2003), o pensamento complexo so podera se concretizar se mantiver uma relacao permanente de colaboracao e dialogo entre os diversos campos de conhecimento, de modo que a interdisciplinaridade deixe de ser uma utopia e passe a ser um caminho para o desenvolvimento de novos conhecimentos que permitam aprender a lidar com os desafios socioambientais. Portanto, a edificacao do conhecimento, capaz de mobilizar meios de modificacao das condicoes deficitarias de vida e de exploracao do meio, necessita romper com o isolamento do conhecimento incorporado nas disciplinas fechadas e desenvolver formas de entendimentos globais e integradores sobre a realidade.

PROCEDIMENTOS METODOLOGICOS

Conforme o problema de pesquisa proposto, o presente estudo e classificado como exploratorio e descritivo, de acordo com as definicoes de Gil (2007), que busca apresentar um quadro de investigacoes sobre iniciativas que integram a sustentabilidade a educacao.

Quanto ao metodo de abordagem dos objetivos de pesquisa, classifica-se como qualitative-quantitativo, uma vez que integra a coleta de dados e exposicao de valores de carater quantitativos a elaboracao de discussoes voltadas ao aspecto qualitativo. A pesquisa qualitativa-quantitativa ou de abordagem mista, conforme defende Cresswell (2010), utiliza elementos qualitativos mesclados aos quantitativos, por meio da qual a forma qualitativa recorre a quantificacao para a obtencao dos melhores resultados, nao havendo, em regra, uma abordagem que seja dominante. Para o autor, a defesa do conceito da pesquisa qualitativa-quantitativa se da pelo fato de que o metodo quantitativo permite melhor tratamento dos dados e maior precisao das conclusoes, muito embora nao se aplique a totalidade dos dados qualitativos, de dificil quantificacao. Trata-se de otimizar o uso dos procedimentos, no qual a quantificacao e o tratamento estatistico sao utilizados como base para a obtencao de resultados mais complexos ou profundos do que a simples observacao das caracteristicas pesquisadas.

A proposta de pesquisa e baseada na integracao dos modelos Teorico-conceituais dos Jargoes da Sustentabilidade de Sgarbiet al.(2008) e do Modelo Multidimensional do Valor Sustentavel de Hart e Milstein (2004). As duas metodologias de abordagem da Sustentabilidade promovem uma leitura integrativa da percepcao da insercao do tema de pesquisa no contexto de formacao dos administradores.

As contribuicoes teoricas estabelecidas pelo Modelo de Criacao de Valor Sustentavel de Hart e Milstein (2004) e dos jargoes sustentaveis de Sgarbi et al. (2008) possibilitam meios de desenvolvimento de uma analise complexa, no contexto da implementacao da sustentabilidade nas organizacoes, utilizando-se de variaveis multidimensionais que dao subsidios a tomada de decisoes (MASCARENHAS, 2013; TELLES, 2011). Os quadrantes e os jargoes, compreendidos de forma integrada, podem auxiliar empresas e gestores na minimizacao de riscos, emissao de poluentes e residuos, assim como permite a insercao efetiva das perspectivas dos stakeholders nos negocios. Num cenario de planejamento de resultados futuros, a organizacao pode desenvolver competencias sustentaveis, criar valor e reafirmar seu papel influente na sociedade, criando estrategias para atendimento das necessidades nao satisfeitas da populacao.

O universo de pesquisa corresponde a Universidade Estadual do Centro-Oeste (UNICENTRO), com foco nas turmas do curso de Bacharel em Administracao, na modalidade presencial. A referida universidade e publica, gratuita e considerada de referencia nessa area de formacao. A amostra de pesquisa e intencional e naoprobabilistica, de modo que foi selecionada a totalidade dos seis cursos, distribuidos em cinco campi no estado.

Optou-se pela selecao dos ultimos periodos de cada curso, considerando que esses alunos frequentaram mais disciplinas que os demais de outros anos. Salienta-se que nenhuma das grades dos cursos inclui a disciplina de Sustentabilidade, muito embora o tema seja citado em ementas de outras disciplinas correlatas, como Gestao Socioambiental e Responsabilidade Social.

A Tabela 01 aponta a relacao numerica de sujeitos abordados:
Tabela 01. Populacao de Sujeitos Abordados na Pesquisa

                  No. de     Total de         Nao        Rejeitados ou
                  Turmas   Respondentes   Respondentes    Incompletos

Campus de Irati     01          20             --             --

Campus              01          17             2              --
Avancado de
Prudentopolis

Campus Santa        02          21             5               2
Cruz
(Guarapuava)

Campus Avancado     01          16             2               1
de Laranjeiras

Campus Avancado     01          12             1              --
de Chopinzinho

TOTAL               06          86             10              3

                   Total de
                  Utilizados

Campus de Irati       20

Campus                17
Avancado de
Prudentopolis

Campus Santa          19
Cruz
(Guarapuava)

Campus Avancado       15
de Laranjeiras

Campus Avancado       12
de Chopinzinho

TOTAL                 83

Fonte: Dados da pesquisa.


O criterio de rejeicao dos questionarios se baseou no fato de os respondentes supraquantificados nao avaliarem sua percepcao na totalidade das questoes abordadas, nao respondendo as duas laudas de questionarios. Totalizou-se, portanto, 83 respondentes aptos. Os questionarios foram aplicados nas salas de aula de cada curso, com a colaboracao dos academicos presentes no ato, no periodo compreendido entre os meses de agosto e setembro do ano de 2015.

O questionario aplicado foi desenvolvido a partir da Teoria dos Jargoes da Sustentabilidade de Sgarbiet al.(2008), que estabelece 47 termos que sao considerados os mais recorrentes quanto ao tema Sustentabilidade. Alinhando as perspectivas dos jargoes da sustentabilidade ao modelo de Hart e Milstein (2004), tem-se a classificacao de cada um dos termos de acordo com a proposta de analise integrada ao modelo como um todo, que remete a concepcao de complexidade e de visao sistemica sobre a pratica sustentavel.

Todos os termos foram dispostos num questionario estruturado, com possibilidade fechada de resposta. As questoes sao do tipo Likert, numa escala de cinco pontos, na qual se definiu a seguinte mensuracao de importancia: 01--nunca se aplica; 02--raramente de aplica; 03--as vezes se aplica; 04--geralmente de aplica; e 05--sempre se aplica. O questionamento se refere a classificacao do grau de ocorrencia dos itens dispostos, conforme o conhecimento e as discussoes estabelecidas no ambiente academico do curso.

Para elaboracao da analise e discussao dos resultados encontrados, e utilizado o Modelo Multidimensional do Valor Sustentavel de Hart e Milstein (2004), que estabelece uma concepcao cartesiana da composicao das variaveis que influenciam a postura sustentavel, aliado a percepcao dos academicos a respeito dos termos considerados jargoes, proprios da area em debate. A proposta de abordagem, considerando o objeto de estudo e os objetivos tracados, permite e justifica a classificacao metodologica, segundo a qual Oliveira (2011) respalda que pesquisas de carater qualitativo e quantitativo apresentam uma complementaridade virtuosa, em que uma alcanca resultados que a outra nao e possivel atingir. Enquanto a pesquisa quantitativa questiona o que acontece e como acontece, a qualitativa pergunta por que acontece, fazendo com que a pesquisa qualitativa de sentido e confianca a exploracao quantitativa. Trujillo (2003) acrescenta que tecnicas como a escala de Likert, na qual se atribui um numero de mensuracao a opiniao de uma pessoa com uma variavel, sao qualitativas-quantitativas por excelencia.

A proposta de integracao dos modelos de Hart e Milstein (2004) e Sgarbi et al. (2008) e util a investigacao no sentido de convergir o metodo da pratica sustentavel ao ensino ministrado para a formacao de novos profissionais. Estimula a construcao de um modelo de analise que facilita o dialogo e a pesquisa, e ao mesmo tempo evidencia a necessidade de convivencia, no contexto pratico, da dicotomia entre a certeza e a incerteza, da complexidade da vida, dos ecossistemas, das interacoes e do futuro, como meio de incitacao a edificacao de novos saberes e atitudes inovadoras (TELLES, 2011).

APRESENTACAO E ANALISE DOS RESULTADOS

Para facilitar a apresentacao dos dados obtidos por meio dos 83 sujeitos respondentes da pesquisa, optou-se por dispor as informacoes de forma segmentada por quadrante, de acordo com o modelo de pesquisa de Hart e Milstein (2004). Cada um dos quadrantes apresenta a classificacao de percepcao atribuida pelos academicos, conforme cada jargao abordado. Os quadrantes sao dispostos com uma configuracao que permite tomar a sustentabilidade por quatro perspectivas, segundo a configuracao apresentada na Figura 01.

O ponto medio estabelecido pela escala de Likert e o que esta proximo ao termo intermediario, representado pelo item 03 (as vezes se aplica). As respostas qualificadas abaixo desta sao consideradas como menos satisfatorias, ou de menor desempenho que as demais. As respostas qualificadas acima sao tidas como de melhor desempenho, consequentemente. Portanto, o ponto medio, colocado entre as respostas menos e mais satisfatorias, e tomado como o ponto de referencia para abordagem das respostas obtidas.

A seguir, sao apresentadas as qualificacoes atribuidas por cada termo no quadrante, apresentando um panorama segmentado de cada conjunto de jargoes. Em seguida, sao expostas as medias gerais encontradas, considerando a composicao dos quatro quadrantes, assim como os resultados apresentados por cada campus. Por fim, evidencia-se um panorama geral de cada jargao, apontando a percepcao registrada de cada termo, assim como o ranking comparativo dos jargoes, especificando os aspectos com maior e menor destaque na pesquisa.

Analise do Primeiro Quadrante

O primeiro quadrante do modelo de Hart e Milstein (2004) e localizado na margem superior direita, formando o aspecto que trata das questoes externas e de perspectiva com foco no amanha. Possui as dimensoes-chave relacionadas ao caminho de crescimento e trajetoria. As principais estrategias desse quadrante sao visao de sustentabilidade e a criacao de um mapa comum para atender as necessidades nao satisfeitas. Ainda nesse quadrante, a preocupacao esta no reposicionamento do mercado buscando satisfazer as necessidades dos stakeholders. Os dados obtidos nesse quadrante sao demonstrados graficamente:

De acordo com os dados apresentados graficamente, a percepcao dos discentes sobre os termos elencados no primeiro quadrante e dispar, com termos recebendo qualificacao acima e outros abaixo do eixo de referencia (3). A melhor media e encontrada com o termo "desenvolvimento sustentavel" (3,91) e a menor, com "triplo resultado" (1,71). Contraditoriamente, ambos os termos focam em aspectos semelhantes, uma vez que o triplo resultado se relaciona com a obtencao de desempenho no tripe do desenvolvimento sustentavel, nos aspectos social, ambiental e economico. Os outros jargoes que se destacaram com avaliacao negativa foram o "reinvestimento urbano" (2,17) e "desenvolvimento de areas deterioradas" (2,56).

Sao dispostos nesse agrupamento de jargoes termos relacionados aos processos que foram mal compreendidos pelo capitalismo de mercado e, dessa forma, explorados em demasia. A atuacao empresarial incide sobre essa dimensao indiretamente, incitando o desenvolvimento de projetos que ensejam acoes estruturantes, que visem a obtencao de melhorias numa perspectiva futura. Salienta-se a classificacao, nesse quadrante, de expressoes como o desenvolvimento sustentavel, que abarca de forma holistica toda a discussao teorica dos demais elementos, sobretudo pela integracao das dimensoes ambiental, economica e social (SGARBI et al., 2008).

Analise do Segundo Quadrante

O segundo quadrante do modelo de Valor Sustentavel de Hart e Milstein (2004) e o superior esquerdo, no qual a preocupacao interna deve ser pautada pelo reposicionamento de produtos e servicos para atender e satisfazer as necessidades dos clientes, associada a producao de tecnologias limpas e marcas. Os aspectos mais relevantes desse quadrante relacionam-se a inovacao e reposicionamento da organizacao. Os resultados obtidos sao apresentadosgraficamente:

Pode-se notar que, dos dez jargoes adequados no segundo quadrante, apenas tres receberam avaliacao positiva quanto a percepcao dos academicos. Destes, destacam-se a "producao maislimpa" (3,39) e "inovacoes tecnologicas" (4,12), que recebeu a melhor avaliacao do quadrante. E recorrente, no meio academico, a reproducao e circulacao de informacoes ligadas as constantes transformacoes e evolucao da tecnologia. Entretanto, assim como acontece no primeiro quadrante, percebe-se que os termos menos recorrentes sao intimamente ligados aos mais lembrados. Nesse quadrante, os de menor media foram o "ecodesigne" (1,75) e a "ecoeficiencia" (2,26). Ambos os termos sao fenomenos fruto das inovacoes tecnologicas, muito embora menos lembrados pelos academicos do que estas ultimas.

O quadrante comporta os termos que destacam a prospeccao de tecnologias emergentes e aptidoes inerentemente limpas. O potencial de inovacao, combinado com as aspiracoes sustentaveis, engendra mudancas e evolucoes, sobretudo com foco no aspecto ambiental. Na evolucao da organizacao em busca da sustentabilidade, o desenvolvimento de tecnologias alternativas e formas diferenciadas de producao e o elemento-chave de implementacao dessa dimensao (SGARBI et al., 2008).

4.3. Analise do Terceiro Quadrante

O terceiro quadrante e definido por Hart e Milstein (2004) como o inferior a esquerda. As estrategias propostas nesse quadrante se ocupam com a reducao de custos, poluicao ambiental e consumo consciente, preocupacao essa que deve permear a tomada de decisoes no contexto das organizacoes. Com base na estrategia desse quadrante, seguem os dados apresentados pela percepcao dos academicos sobre os referidos jargoes enquadrados, representados graficamente:

Conforme a representacao grafica do terceiro quadrante, a avaliacao da percepcao dos termos foi majoritariamente positiva, ao contrario dos demais quadrantes. Os jargoes julgados como de maior conhecimento por parte do corpo discente foram a "reciclagem e reutilizacao de materiais" (3,36), "atender a legislacao ambiental e social" (3,35) e os "sistemas de gestao ambiental" (3,26). As medias negativas mais representativas encontradas foram o "consumo verde" (2,39), "auditoria ambiental" (2,65) e "gerenciamento ambiental" (2,82). O jargao consumo verde, apontado como o menos representativo dos termos elencados, refere-se a utilizacao de produtos que sejam fabricados em conformidade nao apenas com a legislacao ambiental, mas que apresentem caracteristicas marcantes de preocupacao com o aspecto ambiental.

No quadrante inferior esquerdo estao dispostos os termos relacionados a eficiencia de recursos e a prevencao da poluicao, o que permite a organizacao a possibilidade de fazer "mais com menos". Para Sgarbi et al. (2008), a classificacao dos jargoes nesse quadrante demanda o reconhecimento do atual nivel de industrializacao, com consequente geracao de residuos, poluicao e consumo de materiais, e e o primeiro passo rumo a mudanca. Os itens dispostos nesse quadrante sao ligados as operacoes presentes da empresa.

Analise do Quarto Quadrante

O quarto e ultimo quadrante do modelo de Hart e Milstein (2004) aborda as organizacoes produtivas quanto ao atendimento do mercado externo atualmente. O foco desse conjunto de termos e a preocupacao relacionada a sociedade civil, transparencia e conectividade, buscando um retorno corporativo pautado na reputacao e legitimidade. A percepcao dos academicos sobre essa dimensao da formacao sustentavel e apresentada graficamente:

No quarto quadrante da sustentabilidade, apontou-se que sao sete os jargoes que nao sao aplicaveis no contexto das discussoes estabelecidas em sala de aula. Destes, apenas o termo "responsabilidade social corporativa" (2,89) se aproxima ao ponto central, o que significa que as vezes e aplicado. As piores classificacoes remetem aos termos "contabilidade ambiental" (2,05), "projeto verde" (2,16) e "regulamentacao voluntaria" (2,17). Os jargoes classificados como relevantes na formacao academica, segundo a otica dos discentes, sao "gerenciamento do ciclo de vida do produto" (3,50), "responsabilidade ambiental" (3,30) e "gerenciamento de stakeholders" (3,30). Os demais termos tambem se aproximam do ponto central de referencia.

Sao encontrados os termos que direcionam as acoes empresariais rumo a transparencia, figurada pelo envolvimento dos stakeholders e na administracao e acompanhamento do ciclo de vida dos produtos. As expressoes agrupadas nesse quadrante vao alem do controle operacional direto, provocando operacoes de forma transparente e receptiva. Esse fato e motivado pela proporcao crescente de stakeholders ativos e empenhados em buscar informacoes, exercendo pressao sobre as empresas, no que diz respeito a atitudes permeadas de preocupacoes socioambientais (SGARBI et al., 2008).

Classificacao Geral dos Quadrantes da Sustentabilidade

A percepcao dos academicos, considerando a composicao dos quatro quadrantes, demonstra uma visao geral do entendimento que se tem a respeito da formacao e do conhecimento obtidos nas aulas e nas discussoes estabelecidas acerca da sustentabilidade. Os quadrantes apresentam os agrupamentos dos jargoes em categorias, conforme expresso anteriormente. Cada quadrante e composto por um conjunto de termos, que refletem diferentes aspectos da sustentabilidade. Os quadrantes juntos formam o entendimento geral sobre essa tematica, e refletem quais conjuntos de jargoes sao mais bem assimilados pelos academicos e quais recebem menos atencao, sendo classificados com uma media inferior ao ponto de referencia (media 3). A composicao dos quadrantes, num contexto amplo que considera todos os respondentes da Universidade, e apresentada graficamente:

Pode-se notar nitidamente que, das quatro dimensoes, tres quadrantes apresentam classificacao inferior ao ponto medio de referencia (3), que remete a categoria "as vezes se aplica". Portanto, somente um dos quadrantes pode ser considerado como de aprendizagem e assimilacao acima do eixo referencial. O terceiro quadrante (3,02), que teve classificacao satisfatoria, remete a preocupacao das organizacoes quanto a reducao dos residuos, custos, poluicao ambiental e consumo consciente, que sao relacionados, de acordo com a teoria de Hart e Milstein (2004), com a perspectiva atual e voltada aos processos internos. Os demais quadrantes receberam avaliacao correspondente a categoria "raramente de aplica", estando classificados abaixo do ponto medio de referencia. Por ondem crescente de avaliacao de percepcao, tem-se o segundo quadrante (2,82), o primeiro quadrante (2,80) e o quarto quadrante (2,76). Segundo a percepcao do corpo discente, portanto, esses quadrantes sao pouco discutidos e nao ha assimilacao representativa dos jargoes elencados, de modo geral. Os temas sao raramente recorrentes, e representam as duas possibilidades de perspectivas externas, correlacionadas ao ambiente atual e ao futuro, e a perspectiva interna, ligada ao momento futuro.

Classificacao Geral da Percepcao sobre a Sustentabilidade nos Campi

A percepcao identificada, quando considerados todos os jargoes estabelecidos pela teoria de Sgarbiet al. (2008) e os quatro quadrantes da teoria de Hart e Milstein (2004), revela que nenhum dos campi apresentou classificacao geral positiva. Num contexto amplo, a contraposicao das avaliacoes indicou que o conhecimento dos academicos sobre os termos relacionados a sustentabilidade, elencados pela teoria adotada, e inferior ao ponto medio referencial. Os resultados estao dispostos graficamente:

Conforme indicado no Grafico 06, todos os Campi foram avaliados com medias inferiores ao ponto de referencia. Nesse caso, estes sao denominados de modo a preservar a identificacao dos mesmos. Por ordem crescente de medias, tem-se o Campus C (2,99), o Campus A (2,98), o Campus B (2,95) e, por ultimo, empatados, o Campus D (2,70) e o Campus E (2,70).

A existencia de diferenca dos rankings estabelecidos entre as percepcoes, tomando por foco os quadrantes e os Campi, e possivelmente justificada peloarranjo dos jargoes. Alguns termos receberam avaliacao negativa em todos os casos, o que acentuou a colocacao inferior do quadrante, fato que nao e tao representativo quando analisada a perspectiva dos Campi, nos quais se dilui as percepcoes dos jargoes na media geral.

Percepcao Detalhada dos Jargoes da Sustentabilidade na Perspectiva do Curso de Administracao da UNICENTRO

O Grafico 07 apresenta a perspectiva geral dos Jargoes da Sustentabilidade de Sgarbiet al. (2008), considerando os resultados obtidos pela totalidade dos academicos abordados.

Dos quarenta e sete jargoes elencados, vinte e quatro sao percebidos pelo corpo discente como menos discutidos e lembrados a partir da formacao recebida no ambiente academico, tomando por referencia o ponto medio. Destes, dois apresentaram as menores medias, sendo classificados na categoria equivalente a "raramente se aplica", sendo eles o "triplo resultado" (1,71) e "ecodesigne" (1,75). Dos demais, destacam-se ainda como os menos lembrados e assimilados pelos academicos os jargoes "contabilidade ambiental" (2,05), "projeto verde" (2,16), "regulamentacao voluntaria" (2,16), "reinvestimento urbano" (2,17), "cidadania corporativa" (2,22), entre outros.

Do montante de termos colocados em avaliacao, vinte e dois jargoes foram apontados como recorrentes nas discussoes e comumente citados no meio academico. Os dois termos com as melhores medias, classificados muito acima dos demais, sao "inovacoes tecnologicas" (4,12) e "desenvolvimento sustentavel" (3,92). Ambos os jargoes representam conceitos amplos, que podem ser associados com facilidade a outros temas de menor complexidade. Os demais temas que apresentaram medias elevadas, em comparacao com o ponto referencial, sao "gerenciamento do ciclo de vida do produto" (3,50), "producao maislimpa" (3,39), "reciclagem e reutilizacao de materiais" (3,36) e "atender a legislacao social e ambiental" (3,35), entre outros. O jargao "produtividade de recursos" (3,00) apresentou media ajustada ao eixo de referencia, sendo categorizado na classe "as vezes se aplica".

CONSIDERACOES FINAIS

As proposicoes teorico-conceituais utilizadas no presente estudo permitiram estabelecer um panorama da insercao da tematica Sustentabilidade no contexto de formacao de Bachareis em Administracao, tomando por universo de pesquisa a Universidade Estadual do Centro-Oeste (UNICENTRO). Conforme exposto, diante dos desafios globais, sobretudo aqueles relacionados ao meio natural, representado pelo uso eficiente e racionalizacao dos recursos e conservacao de areas naturais, e as pessoas, pela distribuicao mais igualitaria de possibilidades, diminuicao da fome e dos problemas de ordem social, a Sustentabilidade configura-se como uma medida de urgencia, de modo que se permitam as geracoes futuras as mesmas condicoes ou a melhoria da qualidade de vida, se comparada a geracao atual.

Pela formacao de novos profissionais, no campo da administracao, com conhecimento e direcionamento de ideais com foco na sustentabilidade, fomenta-se a insercao mais efetiva da pratica sustentavel na instrumentalizacao do trabalho nas organizacoes produtivas. A internalizacao da necessidade dessa tendencia no meio empresarial nao deve vir apenas das pressoes governamentais ou do mercado.

Assim sendo, possibilitou-se com a presente pesquisa conhecer a percepcao dos academicos em administracao da UNICENTRO sobre termos recorrentes a sustentabilidade, por meio do modelo dos Jargoes da Sustentabilidade de Sgarbiet al. (2008) e do modelo Multidimensional do Valor Sustentavel de Hart e Milstein (2004). Os resultados gerais apontam para o fato de que, em todos os Campi estudados, as medias de percepcao foram inferiores ao ponto considerado como de referencia (media 3), sendo intermediario entre resultados positivos e negativos. Alguns termos, como "inovacoes tecnologicas" (4,12) e "desenvolvimento sustentavel" (3,92), apresentaram medias muito acima do ponto de referencia, assim como outros termos, a exemplo de "ecodesigne" (1,75) e "triplo resultado" (1,71), ficaram colocados muito abaixo.

A percepcao em relacao aos quadrantes tambem revelou uma situacao semelhante. Das quatro dimensoes estabelecidas pelo modelo de Hart e Milstein (2004), apenas o terceiro quadrante, relacionado as acoes com foco no ambiente interno das organizacoes, na perspectiva atual, recebeu avaliacao positiva, colocado ligeiramente acima da referencia. Os demais foram avaliados como "raramente aplicados".

Pode-se aferir, com base nos resultados obtidos, que alguns aspectos relacionados a sustentabilidade sao mais bem assimilados e mais discutidos no ambiente academico do universo analisado do que outros, mas, num contexto amplo, o conhecimento sobre o tema ainda nao recebe atencao consideravelmente relevante, sobretudo segundo a otica dos discentes.

As possibilidades lancadas para pesquisas futuras podem residir na abordagem mais criteriosa dos jargoes com as melhores e as piores avaliacoes, buscando estabelecer relacoes de causalidade nesses fatos. A pesquisa pode ser tambem aplicada a outras instituicoes de ensino superior, na tentativa de se conhecer outras experiencias de ensino, tanto em universidades da rede publica quanto privada.

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GeAS--Revista de Gestao Ambiental e Sustentabilidade E-ISSN: 2316-9834 Organizacao: Comite Cientifico Interinstitucional/ Editora Cientifica: Profa. Dra. Claudia Terezinha Kniess Revisao: Gramatical, normativa e de formatacao. DOI: 10.5585/geas.v5i2.430

(1) Edson Luis Kuzma

(2) Maricleia Aparecida Leite Novak

(3) Sergio Luis Dias Doliveira

(4) Carlos Alberto Marcal Gonzaga

Recebido: 18/12/2015

Aprovado: 26/04/2016

(1) Universidade Estadual do Centro Oeste--UNICENTRO, Brasil. E-mail: edson.kuzma@gmail.com

(2) Universidade Estadual do Centro Oeste--UNICENTRO, Brasil. E-mail: maricleia@hotmail.com.br

(3) Universidade Estadual do Centro Oeste--UNICENTRO, Brasil. E-mail: sldd@uol.com.br

(4) Universidade Estadual do Centro Oeste--UNICENTRO, Brasil. E-mail: admgonzaga@yahoo.com.br

Caption: Grafico 01. Classificacao dos Jargoes da Sustentabilidade--1 Quadrante

Caption: Grafico 02. Classificacao dos Jargoes da Sustentabilidade--2 Quadrante

Caption: Grafico 03. Classificacao dos Jargoes da Sustentabilidade--3 Quadrante

Caption: Grafico 04. Classificacao dos Jargoes da Sustentabilidade--4o Quadrante

Caption: Grafico 05. Classificacao Media Geral dos Quadrantes da Sustentabilidade

Caption: Grafico 06. Classificacao Media dos Campi quanto a Sustentabilidade

Caption: Grafico 07. Apresentacao Geral dos Jargoes da Sustentabilidade
Figura 01. Modelo Multidimensional do Valor Sustentavel de Hart e
Milstein (2004)

                               Amanha

Estrategia: Tecnologia                        Estrategia: Base da
Limpa                                               Piramide

Inovacao--                                 Crescimento--Trajetoria--
Reposicionamento--                         Desenvolvimento social --
Revolucao--Tecnologias                     Populacao--Desigualdade--
limpas--Marcas--                                Necessidades nao
Competencias  sustentaveis                        satisfeitas

Interno                                                      Externo
                                Valor
                             Sustentavel

Estrategia: Combate a                      Estrategia: Gerenciamento
Poluicao                                           do Produto

Custo--Risco--Poluicao--                   Reputacao--Legitimidade--
Consumo--Residuos--                              Stakeholders--
Emissoes das operacoes                          Transparencia--
                                                 Conectividade

                                Hoje

Fonte: Hart e Milstein (2004).
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Author:Kuzma, Edson Luis; Novak, Maricleia Aparecida Leite; Doliveira, Sergio Luis Dias; Gonzaga, Carlos Al
Publication:Revista de Gestao Ambiental e da Sustentabilidade
Date:May 1, 2016
Words:8480
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