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IMAGEM CORPORAL E O RISCO DE DESENVOLVIMENTO DE TRANSTORNOS ALIMENTARES EM ADOLESCENTES PRATICANTES DE BALE.

INTRODUCAO

A adolescencia e uma etapa da vida caracterizada por grandes alteracoes fisicas, emocionais e sociais. E durante essa fase que ocorrem as transformacoes mais aparentes no corpo (Goncalves e colaboradores, 2013) e a imagem corporal torna-se fator chave para o desenvolvimento social e pessoal, e com ele vem a percepcao de um corpo ideal que, no entanto, nem sempre corresponde ao corpo real, e quanto mais o corpo real estiver longe do ideal, maior sera a possibilidade de comprometer a autoestima e de desencadear uma distorcao de imagem corporal (Fortes e colaboradores, 2016).

A distorcao da imagem corporal em conjunto com a baixa autoestima e insatisfacao sao os responsaveis pela busca incessante de emagrecimento, levando a comportamentos prejudiciais a saude como, por exemplo, o uso de laxantes, jejum e a pratica excessiva de exercicios fisicos (Scoffier e colaboradores, 2011), sendo por isso considerados fatores que podem desencadear alguns transtornos alimentares, como a anorexia e a bulimia caracterizadas por alteracoes bruscas negativas no comportamento alimentar (Moraes e colaboradores, 2014).

Na cultura ocidental, ser magra significa nao apenas ter um corpo magro, mais sim ter sucesso, competencia e autocontrole (Stice e colaboradores, 1994).

As profissoes que demandam uma estetica corporal adequada, como modelos, bailarinas e atletas apresentam maior incidencia de casos de insatisfacao corporal, sendo assim prejudicados psicologicamente e socialmente o que pode levar ao desenvolvimento de transtornos alimentares (Corda, 2016).

A exigencia da manutencao de um padrao estetico entre os bailarinos e maior do que entre a populacao em geral, e a partir do momento em que estes se tornam profissionais, a preocupacao com o peso aumenta (Hass, Garcia, Bertoletti, 2011).

A conservacao de uma excelente qualidade fisica torna-se necessidade basica quando esses se veem na busca incansavel para equilibrar preparo fisico, forca, leveza e expressoes dramaticas, necessarios a um espetaculo (Hass, Garcia, Bertoletti, 2011; Lima, Rosa, Rosa, 2012).

O ballet classico conta com uma preocupacao excessiva com a estetica corporal e constante busca pelo perfeccionismo, adotando muitas vezes dietas restritivas, contribuindo para vulnerabilizacao de comportamentos alimentares, desordenados, e desencadeando uma serie de consequencias ligadas a danos a saude e ao proprio desempenho atletico (Monteiro, Correia, 2014).

Os transtornos alimentares tem crescido nas ultimas decadas, afetando diferentes paises, culturas e grupos socioeconomicos, a ponto de serem reconhecidos como um dos principais problemas de saude publica (Costa, Vasconcelos, Peres, 2010).

A preocupacao exagerada com o peso e com a imagem corporal induz as pacientes a chegarem a um corpo idealizado por metodos improprios optando por dietas exageradamente restritivas e prejudiciais a saude (Lima, Rosa, Rosa, 2012).

A anorexia nervosa pode ser caracterizada segundo o Manual Diagnostico e Estatistico de Transtornos Mentais - 5 como uma preocupacao excessiva com o peso corporal, na qual o individuo impoe-se uma grande restricao alimentar, com padroes peculiares de manipulacao da comida, medo intenso de ganhar peso, distorcao da imagem corporal e amenorreia. Ja a bulimia nervosa pode ser descrita como um episodio de compulsao alimentar exagerada, seguida de uma sensacao de perda de controle e de algum tipo de purgacao, como vomitos e uso de laxantes (Alvarenga e Scagliusi, 2010).

O transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC) e um transtorno caracterizado por ideias obsessivas e/ou por comportamentos compulsivos recorrentes e tem sido reconhecido por seu curso cronico e incapacitante (Macy e colaboradores, 2013).

Este estudo teve como objetivo verificar o nivel de satisfacao com a imagem corporal de meninas praticantes e nao praticantes de bale classico.

MATERIAIS E METODOS

Trata-se de um estudo transversal, no qual foram incluidos adolescentes de um colegio de Guarapuava-PR, praticantes e nao praticantes de bale. O estudo foi aprovado pelo Comite e Etica em Pesquisa Envolvendo Seres Humanos da UNICENTRO sob parecer no 2.941.581/2018.

Os adolescentes que consentiram em participar da pesquisa assinaram o termo de assentimento e levaram o termo de consentimento livre e esclarecido para os pais ou responsaveis e foram instruidos a trazerem assinados na proxima aula, no dia em que os questionarios foram aplicados pelas pesquisadoras no dia da aplicacao, preencheram os instrumentos de coleta apenas os estudantes cujos pais assinaram o termo de consentimento livre e esclarecido.

Apos as devidas explicacoes a respeito do preenchimento, cada aluno respondeu individualmente os questionarios. A aplicacao durou 30 minutos e a coleta total em torno de dois dias.

Para identificar a presenca de disturbios de atitudes alimentares foi utilizado o teste de atitudes alimentares (Eating Attitudes Test - EAT-26), desenvolvido por Garner e Garfinkel validado para o portugues por Bighetti (2003).

O EAT-26 e um instrumento de auto relato, que indica a presenca de padroes alimentares anormais. Contem 26 questoes de autopreenchimento com seis opcoes de resposta: sempre, muito frequente, frequentemente, algumas vezes, raramente e nunca e para avaliar os niveis de insatisfacao com a imagem corporal foi utilizado o questionario de imagem corporal (Body Shape Questionnaire--BSQ), desenvolvido por Cooper e colaboradores (1987) e validado por Di Pietro (2001).

Este instrumento examina o grau de preocupacao com a imagem corporal, sendo composto de 34 questoes com seis opcoes de respostas que variam de nunca (0) a sempre (5 pontos).

Para analise dos dados utilizou-se frequencia absoluta, relativa e acumulada e para classificacao do estado nutricional foi utilizado o IMC/Idade dos pontos de corte recomendados pela Organizacao mundial da saude. Para isso foi aferido o peso e altura das meninas por meio de uma fita metrica e balanca digital. Resultados

Participaram do estudo 25 adolescentes com idade entre 13 e 14 anos, sendo 13 adolescentes praticantes de bale e 12 nao praticantes.

A classificacao do IMC/idade foi que 71,4% das adolescentes apresentaram adequacao (> p 50 < p 85), com uma media de 21,7Kg/[m.sup.2] e 28,6% estavam com sobrepeso.

A Tabela 1 apresenta a frequencia de adolescentes em relacao ao risco de desenvolvimento de transtornos alimentares. Verificou-se tambem que a grande maioria (78,6%) das adolescentes participantes do estudo apresentou risco para desenvolvimento de transtornos alimentares.

A tabela 2 apresenta a frequencia de adolescentes em relacao ao risco de desenvolvimento de transtornos alimentares, onde 72% tem a presenca de risco de transtorno alimentar.

Em relacao a frequencia de adolescentes com preocupacao corporal, notou-se que 76% (n=19) das adolescentes preocupam-se com a imagem corporal ao ponto de fazer dieta, esse mesmo resultado foi encontrado para o medo de engordar, ja 40% (n=10) das adolescentes sentem-se culpadas apos comer.

Sobre estrategias para perda de peso, 8% (n=02) relatou que ja vomitou apos as refeicoes e 28% (n= 7) ja usaram laxativos.

DISCUSSAO

O presente estudo teve como premissa analisar a relacao e percepcao entre imagem corporal e o risco de desenvolvimento de transtornos alimentares na adolescencia. De acordo com o IMC a media foi semelhante ao encontrado por Simas e colaboradores (2014) em uma populacao de bailarinas (20,37 kg/[m.sup.2]), cujo IMC estava adequado, e mesmo assim havia um numero consideravel de meninas com preocupacao com a imagem corporal e com o desejo de estarem mais magras.

A prevalencia de distorcao da imagem corporal encontrada nas adolescentes da escola e bale apresentou risco para o desenvolvimento de transtornos alimentares, caracterizando-se pela preocupacao excessiva com o peso que se relaciona ha uma ideia negativa da imagem corporal, como temor a obesidade e adesao a diferentes metodos inadequados para o controle de peso (Nunes e colaboradores, 2001; Scherer e colaboradores, 2010).

A maior parte das adolescentes do grupo estudado tinha a percepcao de ser "gorda" e ja havia feito dieta em algum momento da vida, a preocupacao com a imagem corporal foi de 76% das adolescentes, sugerindo que a percepcao da aparencia, que e um dos componentes da imagem corporal, pode levar a alteracoes no comportamento alimentar, um estudo feito com 442 adolescentes de uma escola de 14 a 18 anos.

Moreno e Thelen (1995) constataram que mais de um quarto das adolescentes ja tinham feito dieta como forma de controlar o peso. Isto revela que a relacao de preocupacao do corpo, vai muito alem da comida e sim uma relacao sociocultural, ou seja, podem desenvolver dietas restritivas e possiveis comportamentos de compensacao. (Scagliusi e colaboradores, 2012).

No presente estudo foi verificado que 76% das adolescentes preocupam-se com a imagem corporal ao ponto de fazer dieta e para o medo de engordar, ja 40% das adolescentes sentem-se culpadas apos comer, sendo apenas 28,6% estao com sobrepeso. Este dado mostra que as adolescentes apesar de estarem com o IMC adequado para idade, preocupam-se com sua imagem corporal e com o medo de engordar, alem disso, sentemse culpadas apos comer, por saberem que a ingestao de alimentos leva a um "aumento de peso" (Benedikt Werthein, Love 1998) encontraram uma porcentagem de 60,7% das adolescentes de sua amostra estavam insatisfeitas com a imagem corporal e engajadas em atitudes para reducao de peso (dieta) sendo que apenas 13,6% estavam realmente com excesso de peso.

Este e um dado que chama a atencao, visto que as adolescentes estao ficando cada vez mais insatisfeitas com o seu corpo, mesmo estando adequadas em relacao ao seu IMC e idade, sendo uma via para o desencadeamento de comportamentos sugestivos a transtornos alimentares (Benedikt, Werthein, Love, 1998).

As limitacoes encontradas no estudo foram o uso dos questionarios, pois houve reclamacoes e desmotivacao das adolescentes no preenchimento, devido ao fato de que no total eram quatro paginas com questoes, as quais eram muito parecidas entre si, e com isso algumas perguntas acabavam sendo deixadas em brancos.

O estudo contribui para avaliar a relacao e percepcao entre imagem corporal e o risco de desenvolvimento de transtornos alimentares na adolescencia, pois e um periodo de risco para o desenvolvimento de transtornos alimentares e distorcao na imagem corporal, em que o IMC pode ser um fator de risco para o desenvolvimento de transtornos, e levar a uma preocupacao sobre o corpo (Fan e colaboradores, 2010).

CONCLUSAO

A prevalencia de distorcao de imagem corporal foi considerada alta e o risco de desenvolvimento de transtornos alimentares tambem foi alto na escola de bale, visto que o meio exige uma preocupacao com o corpo, podendo indicar que quem apresenta distorcao de imagem corporal tambem tem risco para o desenvolvimento de transtornos alimentares.

Diante da importancia do tema para a saude desses adolescentes, sao necessarias medidas de intervencao junto aos escolares na tentativa de auxilia-los em uma melhor aceitacao do seu corpo.

Profissionais da area da saude tornam-se importantes interlocutores no processo de conscientizacao desses alunos, podendo promover campanhas educativas, palestras, aulas explicativas sobre as mudancas do corpo na adolescencia e sobre os riscos que comportamentos relacionados aos transtornos alimentares e distorcao de imagem corporal podem acarretar para a vida destes adolescentes.

REFERENCIAS

1-Alvarenga, M.S.; Scagliusi, F.B. Tratamento nutricional da bulimia nervosa. Revista de Nutricao. Vol. 23. Num. 5. 2010. p.907-918.

2-Benedikt, R.; Werthein, E.H.; Love, A. Eating attitudes and weight-loss attempts in female adolescents and their mothers. Journal Youth Adolescense. Vol. 27. Num. 1. 1998. p.43-57.

3-Bighetti, F. Traducao e validacao do Eating Attitudes Test (EAT-26) em adolescentes do sexo feminino na cidade de Ribeirao Preto-SP (Unpublished master's thesis). Universidade de Sao Paulo. Sao Paulo. 2003.

4-Corda, T.A. Transtornos alimentares: classificacao e diagnostico. Revista Psiquiatria Clinica. Vol. 31. Num. 4. 2016. 154-157.

5-Costa, L.C.F.; Vasconcelos, F.A.G.; Peres, K.G. Influence of biological, social and psychological factors on abnormal eating attitudes among female university students in Brazil. Journal of Health, Population and Nutrition. Vol. 28. Num. 2. 2010. p.173-181.

6-Di Pietro, M. C. Validade interna, dimensionalidade e desempenho da escala BSQ - "Body Shape Questionnaire" em uma populacao de estudantes universitarios. 2001. Dissertacao de Mestrado em Ciencias. Escola Paulista de Medicina. Universidade Federal de Sao Paulo, Sao Paulo. 2001.

7-Fan, Y.; Li, Y.; Liu, A.; Hu, X.; Ma, G.; Xu, G. Associations between body mass index, weight control concerns and behaviors, and eating disorder symptoms among non-clinical Chinese adolescents. BMC Public Health. Vol. 3. 2010. p.10-14.

8-Fortes, L.S.; Filgueiras, J. F.; Oliveira, F. C.; Almeida, S. S.; Ferreira, M. E. C. Modelo etiologico dos comportamentos de risco para os transtornos alimentares 376 em adolescentes brasileiros do sexo feminino. Cadernos de Saude Publica. Vol. 32. Num. 4. 2016. p.1-11.

9-Goncalves, J. A.; Moreira, E. A. M.; Trindade, E. B. S. M.; Fiates* G. M. R. Transtornos alimentares na infancia e na adolescencia. Revista Paulista de Pediatria. Vol. 31. Num. 1. 2013. p.96-103.

10-Haas, N.A.; Garcia, A. C. D.; Bertoletti, J. Imagem corporal e bailarinas profissionais. Revista Brasileira Medicina Esporte. Vol. 16 Num. 3. 2010. p. 182-185.

11-Lima, N.L.; Rosa, C.O.B.; Rosa, J.F.V. Identificacao de fatores de predisposicao aos transtornos alimentares: anorexia e bulimia em adolescentes de Belo Horizonte. Estudos e Pesquisas em Psicologia. Minas Gerais. Vol. 12. Num. 2. 2012. p.360-378.

12-Macy, A.; Theo, J.N.; Kaufmann, S.C.; Ghazzaoui, R.B.; Pawlowski, P.A.; Fakhry, H.I.; Cassmassi, B.J. Ishak W.W. Quality of life in obsessive compulsive disorder. CNS Spectrums. Vol. 18. Num. 1. 2013. p.21-33.

13-Monteiro, M. F.; Correa, M. M. Eating disorders among classic ballet dancers. Revista Brasileira em Promocao da Saude. Vol. 26. Num. 3. 2014. p. 396-403.

14-Moraes G.A.; e colaboradores. Transtornos alimentares na infancia. Revista de Psicologia. Vol. 17. Num. 27. 2014.

15-Moreno, B.A.; Thelen, M.H. Eating behavior in junior high school females. Adolescence, Vol. 30. 1995. p.171-174.

16-Nunes, A.M.; Olinto, M.T.A.; Barros, F.C; Camey, S. Influencia da percepcao do peso e do indice de massa corporal nos comportamentos alimentares anormais. Revista Brasileira Psiquiatria. Vol. 23. Num. 1. 2001. p.21-27.

17-Scagliusi, F. B.; colaboradores. Insatisfacao corporal, pratica de dietas e comportamentos de risco para transtornos alimentares em maes residentes em santos. Jornal Brasileiro de Psiquiatria. Vol. 61. Num. 3. p.159-67. 2012.

18-Scoffier, S.; Woodman, T.; D'arripelongueville, F. Psychosocial consequences of disordered eating attitudes in elite female figure skaters. European Eating Disorders Review. Vol. 19. Num. 3. 2011. p. 280-287.

19-Scherer, F. C.; Martins, C. R.; Pelegrini, A. P.; Matheus, S. C.; Petroski, E. L. Body image among adolescents: association with sexual maturation and symptoms of eating disorders Jornal Brasileiro de Psiquiatria. Vol. 59. Num. 3. 2010. p.198-202.

20-Simas, J. P. N.; Macara, A.; Melo, S. I. L. Imagem corporal e sua relacao com peso e indice de massa corporal em 439 bailarinos profissionais. Revista Brasileira de Medicina do Esporte. Vol. 20. Num. 6. 2014. p.433-437.

21-Stice, E.; Schupak-Neuberg, E.; Shaw, H.E.; Stein, R.I. Relation of media exposure to eating disorder symptomatology: an examination of mediating mechanisms. J Abnorm Psychol. Vol. 103. Num. 4. 1994 p36-40.

Recebido para publicacao em 08/03/2019

Aceito em 21/04/2019

Allana Mariny Marconato (1), Julya Oliveira (1), Maria Teresa Knaut Luzzi (1) Mariana Abe Vicente Cavagnari (1)

(1) - Universidade Estadual do Centro Oeste (UNICENTRO), Guarapuava-PR, Brasil.

E-mails dos autores:

allanamarconato@hotmail.com

julysoliveira5@gmail.com

maria.luzzi@hotmail.com

marianaav@hotmail.com
Tabela 1 - Frequencia de adolescentes em relacao a distorcao de imagem
corporal

Distorcao de         Frequencia   Frequencia   Frequencia Acumulada
Imagem Corporal      Absoluta     Relativa     Relativa

Sem distorcao        25           100%         100%
Distorcao leve       -            -            -
Distorcao moderada   -            -            -
Distorcao Grave      -            -            -
Total                25           100%         100%

Tabela 2 - Frequencia de adolescentes em relacao ao risco de
desenvolvimento de transtornos alimentares.

Transtorno Alimentar   Frequencia Absoluta Nao   Frequencia   Total
                       praticantes de ballet     Absoluta
                                                 Bailarinas

Presenca de Risco       8 (44,4%)                10 (55,5%)   18 (100%)
Transtorno Alimentar
Ausencia de Risco de    4 (57,1%)                 3 (42,8%)    7 (100%)
Transtorno
Alimentar
Total                  12 (48%)                  13 (52%)     25 (100%)
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Author:Marconato, Allana Mariny; Oliveira, Julya; Luzzi, Maria Teresa Knaut; Cavagnari, Mariana Abe Vicente
Publication:Revista Brasileira de Nutricao Esportiva
Date:Jul 1, 2019
Words:2816
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