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IBA application for rooting of Eucalyptus benthamii Maiden and Cambage x Eucalyptus dunnii Maiden minicuttings/Aplicacao de IBA para o enraizamento de miniestacas de Eucalyptus benthamii Maiden & Cambage x Eucalyptus dunnii Maiden.

Introducao

As regioes Sul e Sudeste do Brasil formam o maior polo consumidor e exportador de madeira oriunda de plantios florestais. Contudo, as especies de eucalipto adaptadas as condicoes climaticas mais frias e economicamente importantes para a regiao Sul do Brasil constituem um grupo muito restrito, pois apresentam diferencas fundamentais entre si quanto as respostas aos estimulos ambientais de cada nicho ecologico (DEL QUIQUI et al., 2001; ROSA et al., 2006). Dentre as especies, tanto o Eucalyptus benthamii quanto o Eucalyptus dunnii apresentam boa aptidao, principalmente quanto a producao de madeira para fins energeticos e solidos madeiraveis (PALUDZYSZYN FILHO et al., 2006).

Segundo Assis e Mafia (2007), em regioes, onde a incidencia de geadas severas compromete o estabelecimento e a adaptacao de especies de Eucalyptus, a resistencia ao frio e uma das caracteristicas de maior importancia que pode ser introduzida por meio da hibridacao. Recentemente, constatou-se a ocorrencia de hibridos espontaneos entre essas duas especies na Embrapa Florestas em Colombo, Estado do Parana, cujas plantas hibridas tem evidenciado superioridade em relacao as especies paternas quanto ao crescimento e tolerancia a geadas. Entretanto, existe a necessidade de avaliacoes complementares, tendo em vista o potencial do material, visando a futura obtencao de sementes hibridas sinteticas e clones comerciais.

O hibrido entre E. benthamii e E. dunnii apresenta-se como alternativa para futuros plantios florestais, principalmente em funcao da respectiva tolerancia (PALUDZYSZYN FILHO et al., 2006) e resistencia (HIGA et al., 2000) a geadas. Apesar dos avancos, existem limitacoes quanto a producao de sementes e, quando existe disponibilidade, os precos sao elevados, principalmente ao considerar as sementes hibridas, em que sua dificuldade de obtencao e ainda maior. Como alternativa de clonagem massal, destaca-se a miniestaquia, a qual pode ser considerada uma variacao da estaquia convencional. Basicamente consiste na utilizacao de brotacoes de plantas propagadas pelo processo de macroestaquia, ou mudas produzidas por sementes (ALFENAS et al., 2004). Atualmente, a miniestaquia constitui-se no metodo mais adotado pelas grandes empresas florestais brasileiras para a clonagem de Eucalyptus (ALMEIDA et al., 2007).

A sua execucao consiste, basicamente, na quebra da dominancia apical pela poda da macroestaca enraizada, a qual emite novas brotacoes (miniestacas) para o enraizamento e a formacao de futuras mudas em intervalos variaveis em funcao da epoca do ano, de condicoes estruturais, de clone por especie e de condicoes nutricionais (ALFENAS et al., 2004).

Como principais avancos, essa tecnica promoveu a reducao das dimensoes do jardim clonal, o qual passou a ser chamado de minijardim clonal. Ele pode ser implantado em sistema de recipientes que variam desde vasos de polipropileno de diferentes volumes a caixas de fibra de vidro com variadas formas e dimensoes, ou a sistemas de 'canaletoes' de fibrocimento, sendo este o mais utilizado pelas grandes empresas florestais (ALFENAS et al., 2004).

Este fato proporcionou maior controle ambiental, fitopatologico, hidrico e nutricional das minicepas, resultando em aumento da produtividade por unidade de area, aumento da taxa de enraizamento, maior uniformidade das miniestacas, menor variacao sazonal, facilidade de colheita, menor custo de transporte e processamento de brotacoes e reducao ou, em alguns casos, ate ausencia da aplicacao de reguladores vegetais (ALFENAS et al., 2004; BRONDANI et al., 2007, 2008; MAFIA et al., 2005; WENDLING; XAVIER, 2003).

Inumeros trabalhos relacionados a propagacao vegetativa de Eucalyptus, via tecnica de miniestaquia, tem sido realizados com E. dunnii (SOUZA JUNIOR; WENDLING, 2003), E. benthamii (CUNHA et al., 2005), E. grandis (SANTOS et al., 2005; TITON et al., 2002, 2003; WENDLING; XAVIER, 2005a), E. cloeziana (ALMEIDA et al., 2007), Eucalyptus spp. (FERREIRA et al., 2004; WENDLING; XAVIER, 2003; WENDLING et al., 2000) e E. benthamii x E. dunnii (BRONDANI et al., 2008). Dentre esses trabalhos, aplicacoes de reguladores vegetais proporcionaram efeitos positivos ou negativos aos processos de enraizamento em propagulos vegetativos, sendo o acido indolilbutirico (IBA) o mais empregado, variando em suas formas de aplicacao, veiculado em talco e liquido e, mais recentemente, via gel (BRONDANI et al., 2008). O equilibrio endogeno entre os reguladores vegetais apresenta forte influencia na emissao de raizes adventicias, porem as concentracoes exogenas podem variar em funcao das condicoes de trabalho e das caracteristicas de cada material genetico.

Como nao existe protocolo estabelecido de propagacao clonal, via tecnica de miniestaquia, com o genotipo em questao, objetivou-se avaliar diferentes concentracoes de IBA na sobrevivencia, no enraizamento e no vigor vegetativo de miniestacas de tres clones de E. benthamii x E. dunnii, com a determinacao da dose de maxima eficiencia tecnica.

Material e metodos

Caracterizacao geral do experimento

O trabalho foi conduzido de junho a agosto de 2007, no Laboratorio de Propagacao de Plantas da Embrapa Florestas--CNPF, situada em Colombo, Estado do Parana (25[degrees]20' S e 49[degrees]14' W, 950 m). Segundo a classificacao de Koppen, o clima da regiao e temperado, do tipo Cfb, ou seja, temperatura do mes mais frio entre -3 a 18[degrees]C, sempre umido, chuva em todos os meses do ano e temperatura do mes mais quente inferior a 22[degrees]C, mas no minimo quatro meses com temperatura maior que 10[degrees]C.

Obtencao dos clones e constituicao do minijardim clonal

Utilizaram-se genotipos superiores do hibrido natural de E. benthamii x E. dunnii de aproximadamente um ano de idade, identificados como H12, H19 e H20, os quais foram selecionados precocemente pela equipe de melhoramento florestal da Embrapa Florestas. As matrizes, de onde se originaram estes clones, foram plantadas no municipio de Guarapuava, Estado do Parana, no espacamento inicial de 3 x 2 m.

A partir das brotacoes produzidas pelas matrizes decepadas foram obtidas estacas dos ramos da parte aerea, as quais foram enraizadas em casa-de-vegetacao. Como recipientes de cultivo foram utilizados tubetes plasticos de forma conica de 55 [cm.sup.3], contendo como substrato a mistura de casca de arroz carbonizada, vermiculita media e substrato comercial a base de casca de pinus e vermiculita (1:1:1 v [v.sup.-1]). Em janeiro de 2006, mudas dos clones com 90 dias de idade e aproximadamente 15 cm de altura foram transferidas para sistema semi-hidroponico de canaletao em leito de areia e plantadas no espacamento 10 x 15 cm.

Decorridos 21 dias para adaptacao das mudas ao sistema semi-hidroponico, procedeu-se a poda da brotacao apical para formar as minicepas, a partir do desenvolvimento das brotacoes basais induzidas pela quebra da dominancia apical. A poda foi efetuada 7 cm acima do caule da brotacao de cada estaca enraizada, tomando-se o cuidado de se manter, no minimo, um par de folhas remanescentes por minicepa, a fim de se reduzir o estresse e facilitar a iniciacao da brotacao posterior, constituindo-se o minijardim clonal.

Manejo e nutricao das minicepas

O minijardim clonal foi mantido em condicoes de estufa recoberta com polietileno. Procedeu-se a limpeza semanal do sistema, com eliminacao de folhas, brotacoes e minicepas mortas. As minicepas receberam solucao nutritiva por gotejamento, a qual foi distribuida tres vezes ao dia a uma vazao total de 5 L [m.sup.-2].

A solucao nutritiva foi composta por monoamonio fosfato (0,04 g [L.sup.-1]), sulfato de magnesio (0,40 g [L.sup.-1]), nitrato de potassio (0,44 g [L.sup.-1]), sulfato de amonio (0,31 g [L.sup.-1]), cloreto de calcio (0,79 g [L.sup.-1]), acido borico (2,88 mg [L.sup.-1]), sulfato de manganes (3,70 mg [L.sup.-1]), molibdato de sodio (0,18 mg [L.sup.-1]), sulfato de zinco (0,74 mg [L.sup.-1]) e hidroferro em po (81,80 mg [L.sup.-1]). Durante a renovacao da solucao nutritiva, realizada a cada tres semanas, a condutividade eletrica foi mantida em 1,6 mS [m.sup.-2] a 25[degrees]C e o pH ajustado a 5,5 ([+ or -] 0,1), corrigido com acido cloridrico (HCl) e hidroxido de sodio (NaOH), ambos a 1M. A analise quimica da agua apresentou as seguintes caracteristicas: 1,4 mg [L.sup.-1] de N-N[O.sub.3], 0,4 mg [L.sup.-1] de N-N[H.sub.4], 0,93 mg [L.sup.-1] de P, 1,44 mg [L.sup.-1] de K, 26,08 mg [L.sup.-1] de Ca, 5,07 mg [L.sup.-1] de Mg, 0,4 mg [L.sup.-1] de Cu, 0,09 mg [L.sup.-1] de Fe, 0,04 mg [L.sup.-1] de Mn e 0,04 mg [L.sup.-1] de Zn.

Coleta de brotacoes e preparo das miniestacas

As brotacoes dos tres clones (H12, H19 e H20) de E. benthamii x E. dunnii foram coletadas, preferencialmente, no periodo matinal, a fim de se reduzir a evapotranspiracao das miniestacas. Para tal, utilizaram-se tesouras de poda, previamente esterilizadas em alcool (70% v [v.sup.-1]). Durante todo o processo, as brotacoes foram armazenadas em caixas de isopor contendo agua, a fim de se minimizar a perda da turgescencia celular dos tecidos vegetais.

As coletas foram efetuadas em diferentes intervalos de tempo e de maneira seletiva, ou seja, brotacoes menores que 5 cm e com menos de tres pares de folhas foram mantidas na minicepa para as coletas subsequentes. Logo apos a coleta das brotacoes foram preparadas as miniestacas sem a remocao da ponteira (gema apical). Na regiao basal foi efetuado um corte reto, mantendo-se um par de gemas. As miniestacas apresentaram comprimento de 5 cm ([+ or -] 1 cm) e um par de folhas, as quais foram reduzidas a 50% da area foliar total.

Manejo e fertilizacao das miniestacas

Previamente a adicao do substrato ao recipiente de cultivo, os tubetes foram expostos a solucao a 0,25% (v [v.sup.-1]) de cloro ativo (NaOCl) por 48h, visando erradicar-se possiveis fontes de patogenos e, em seguida, foram enxaguados com agua corrente, a fim de se remover os residuos. O substrato foi composto pela mistura de casca de arroz carbonizada e vermiculita media (1:1 v [v.sup.-1]), sendo incorporados 4 kg [m.sup.-3] de superfosfato simples (20% de [P.sub.2][O.sub.5] e 14% de S) e 1,5 kg [m.sup.-3] de FTEBR12 (9% Zn, 3% Fe, 2% Mn, 0,1% Mo, 1,8% B e 0,8% Cu).

Para a promocao dos processos rizogenicos, as miniestacas permaneceram em casa-de-vegetacao automatizada. A umidade relativa do ar (UR [greater than or equal] 80%) e a temperatura do ar (T < 30[degrees]C) foram mantidas sob controle automatico, por meio de umidostato e termostato, respectivamente. Decorrido o tempo de enraizamento, as miniestacas foram transferidas para casa-de-vegetacao com sombrite de 50% para aclimatacao. O sistema de microaspersao funcionou com pressao de agua da rede e foi controlado por temporizador em intervalos pre-estabelecidos. O sistema foi composto por 12 microaspersores (amarelos) de 2,0 kg [cm.sup.-2] de pressao, com vazao de 144 L [h.sup.-1] (2,4 L [min..sup.-1]), o qual se ligou durante 2 min. a cada 2h. Apos o processo de aclimatacao, as miniestacas foram transferidas para uma area de pleno sol, visando a rustificacao e o crescimento. O sistema de aspersao funcionou com pressao de agua de rede (2,0 kg [cm.sup.-2]) e foi controlado por temporizador. O sistema foi composto por 12 microaspersores (verdes) de 97 L [h.sup.-1], o qual foi ligado tres vezes ao dia durante 20 min.

Da fase de aclimatacao ate a rustificacao, realizou-se adubacao semanal de cobertura com 6 mL [muda.sup.-1] da seguinte formulacao: sulfato de amonio (4 g [L.sup.-1]), superfosfato triplo (10 g [L.sup.-1]), cloreto de potassio (4 g [L.sup.-1]), e solucao de micronutrientes (10 mL L-1), composta por: 9% de Zn; 1,8% de B; 0,8% de Cu; 3% de Fe; 2% de Mn e 0,12% de Mo.

Aplicacao do acido indolilbutirico

Para o processo de enraizamento, mergulhou-se a porcao basal das miniestacas durante 10 segundos em diferentes solucoes hidroalcoolicas nas seguintes concentracoes: 0, 2.000, 4.000, 6.000 e 8.000 mg [L.sup.-1] de IBA (diluidos a 50% em alcool e 50% em agua v [v.sup.-1]). Logo apos, foram introduzidas em tubetes plasticos conicos (55 [cm.sup.3]), com a insercao de aproximadamente 2 cm da regiao basal da miniestaca no substrato de cultivo.

Ao longo do experimento, avaliou-se a sobrevivencia das miniestacas na saida da casa-de-vegetacao (SSCV), na saida da casa de sombra (SSCS) e a sobrevivencia em area de pleno sol (SAPS). Na avaliacao da SSCV (35 dias) e da SSCS (56 dias), consideraram-se vivas apenas as miniestacas que mantiveram o vigor, caracterizado pela coloracao verde. Na SAPS (86 dias), consideraram-se somente as miniestacas enraizadas, as quais foram caracterizadas pela emissao da raiz na porcao inferior do tubete. Destas, foram avaliadas as caracteristicas do numero de folhas e o comprimento medio de brotacoes. A dose de maxima eficiencia tecnica (DMET) foi determinada a partir do calculo das derivadas parciais das equacoes ajustadas pela analise de regressao.

O experimento foi conduzido em esquema inteiramente casualizado em arranjo fatorial (3 x 5), sendo os fatores constituidos por tres clones e cinco concentracoes de IBA, com cinco repeticoes, contendo 10 miniestacas por repeticao.

Procedimentos estatisticos

Inicialmente, os dados foram submetidos ao teste Lilliefors (p < 0,05) e ao de Bartlett (p < 0,05) e, em seguida, procedeu-se a analise de variancia (ANOVA) (p < 0,01 e p < 0,05).

Os dados qualitativos foram comparados pelo teste de Tukey (p < 0,05) e os quantitativos foram submetidos a analise de regressao polinomial (p < 0,01 e p <0,05). Utilizaram-se os pacotes estatisticos Statistical Program (MSTAT, 1994) e Programa SOC-Software Cientifico (EMBRAPA, 1990) para a realizacao dos procedimentos estatisticos.

Resultados e discussao

Com base nos dados amostrados, pode-se observar que houve interacao (p < 0,05) entre os fatores testados apenas para a caracteristica da sobrevivencia das miniestacas em area de pleno sol (SAPS), ou seja, os clones responderam de maneira diferenciada quanto a SAPS em funcao da aplicacao de IBA (Tabela 1).

Existiu efeito significativo (p < 0,01) para o fator clone em relacao as caracteristicas da SSCV, SSCS e CMB. Contudo, nao foi constatado efeito significativo do numero de brotacoes (NB) (Tabela 1). De acordo com a analise de regressao para o efeito da aplicacao do fitorregulador IBA, ajustou-se a equacao linear apenas para as caracteristicas da SSCV (p < 0,05) e SSCS (p < 0,01).

Os valores do C[V.sub.exp.] referentes as caracteristicas amostradas (Tabela 1) estao de acordo com os registrados na literatura para miniestaquia de Eucalyptus (TITON et al., 2003; ALMEIDA et al., 2007), indicando que a precisao do experimento encontra-se nos padroes existentes para essa tecnica de clonagem.

Os valores medios da sobrevivencia das miniestacas dos clones H12 (96,57%) e H19 (98,29%), durante a saida da casa-de-vegetacao (SSCV), diferiram significativamente da sobrevivencia registrada para o clone H20, o qual apresentou valor medio de 87,43% de miniestacas vivas durante esse periodo (Figura 1). Estes resultados corroboram com os encontrados por Almeida et al. (2007), Souza Junior e Wendling (2003), Titon et al. (2003), Wendling e Xavier (2005b) e Wendling et al. (2000), em que foi constatada alta sobrevivencia de miniestacas nessa fase.

O fato de os percentuais de sobrevivencia de miniestacas apresentarem-se altos durante a SSCV advem do controle das condicoes ambientais no interior da casa-de-vegetacao, as quais sao favoraveis a manutencao da sobrevivencia dos propagulos vegetativos (WENDLING; XAVIER, 2005b).

Portanto, a elevada sobrevivencia de miniestacas durante a saida da casa-de-vegetacao indica que a temperatura e a umidade relativa do ar foram controladas adequadamente.

Apesar da elevada sobrevivencia das miniestacas na saida da estrutura de enraizamento, ocorreu significativa mortalidade durante a fase de aclimatacao em casa-de-sombra. Nesta fase, os clones apresentaram comportamento diferenciado, e o maior valor medio da SSCS foi observado para o H19 que apresentou 57,71% de miniestacas vivas, seguido do clone H20, com 39,43%. O clone H12 demonstrou maior sensibilidade durante essa fase de aclimatacao, resultando no menor valor registrado de miniestacas vivas, com apenas 28,57% de sobrevivencia (Figura 1).

Em relacao as concentracoes do fitorregulador, independente do clone, a aplicacao de IBA apresentou tendencia de proporcionar mortalidade de miniestacas durante a SSCV, ao se comparar com os valores medios da testemunha. De maneira geral, quanto maior a concentracao, maior a mortalidade registrada (Figura 2). Esse comportamento pode ter ocorrido por algum efeito residual do IBA na porcao basal da miniestaca, contudo, a mortalidade foi pequena, e a estimativa da sobrevivencia de miniestacas para o tratamento controle (ausencia de fitorregulador) foi de 97,71% e, na maior concentracao de IBA (8.000 mg [L.sup.-1]), foi de 90,51%.

Apesar da constatacao desse efeito, durante a aclimatacao das miniestacas em casa-de-sombra (SSCS), ocorreu efeito inverso ao observado na SSCV em relacao as concentracoes de IBA, ou seja, o aumento das concentracoes de auxina promoveu resposta positiva quanto a sobrevivencia das miniestacas. Contudo, ao se considerar cada tratamento isoladamente, pode-se observar que, durante a SSCS, ocorreu mortalidade das miniestacas em relacao aos valores observados na SSCV, passando em media, a valores inferiores a 50% de sobrevivencia (Figura 2). Segundo Wendling e Xavier (2005b), a reducao do percentual de sobrevivencia das miniestacas na fase de saida da casa-de-sombra pode estar relacionada a mudancas das condicoes ambientais, em que os efeitos de oscilacoes hidricas e luminicas, ocorridas na area de aclimatacao, proporcionam maiores estresses as miniestacas.

[FIGURE 2 OMITTED]

Durante a avaliacao da sobrevivencia das miniestacas em area de pleno sol (SAPS), os clones apresentaram comportamento distinto em funcao das aplicacoes de IBA. Embora os clones H12 e H19 tenham apresentado diferentes valores de porcentagem de miniestacas enraizadas, o comportamento foi muito semelhante naquela funcao, com resposta linear crescente com o aumento das concentracoes de IBA (Figura 3).

Porem, o clone H20 apresentou resposta quadratica crescente em funcao do aumento das concentracoes de IBA. De acordo com a equacao ajustada para o enraizamento desse clone foi estimada a dose de maxima eficiencia tecnica (DMET) na concentracao de 5.633,8 mg [L.sup.-1] de IBA, o que promoveu uma estimativa de 41,97% de miniestacas enraizadas do clone H20 (Figura 3). Com base na estimativa da equacao ajustada, pode-se inferir que a faixa situada entre os tratamentos de 4.000 e 6.000 mg [L.sup.-1] de IBA promoveu os melhores resultados para o enraizamento do clone H20.

[FIGURE 3 OMITTED]

Na avaliacao das mudas em area de pleno sol (86 dias), o comprimento medio de brotos por miniestaca (CMB) apresentou variacao entre os diferentes materiais geneticos. Os clones H12 e H20 nao diferiram significativamente, apresentando os maiores valores medios, com 1,62 e 1,90 cm, respectivamente. O menor valor do CMB foi observado para o clone H19, o qual apresentou 1,17 cm para essa caracteristica, diferindo significativamente dos demais clones testados (Figura 4). Nao foi constatada diferenca significativa quanto ao numero de brotacoes, cujo valor medio foi de 1,45 brotacoes por muda aos 86 dias apos a miniestaquia (Tabela 1).

Os efeitos da aplicacao de IBA aos processos rizogenicos em propagulos vegetativos de especies lenhosas sao diversos em funcao da grande variabilidade de acoes, as quais estao condicionadas a interacao de varios fatores, como o material genetico (HARTMANN et al., 2002; TITON et al., 2003; WENDLING; XAVIER, 2005b; WENDLING et al., 2000), a forma de veiculacao (ALMEIDA et al., 2007; BRONDANI et al., 2008), a epoca do ano, a temperatura, a luminosidade, o fotoperiodo e a juvenilidade (ALFENAS et al., 2004; ASSIS; MAFIA, 2007; HARTMANN et al., 2002).

[FIGURE 4 OMITTED]

Em certos casos, a aplicacao de IBA pode promover resultados positivos, como em materiais que apresentam dificuldade ao enraizamento (ALMEIDA et al., 2007). Contudo, a sua aplicacao pode nao promover incrementos ao enraizamento (SOUZA JUNIOR; WENDLING, 2003) e, em certas concentracoes, ate causar niveis de toxidez (WENDLING; XAVIER, 2005b). Geralmente, as concentracoes consideradas otimas para a formacao de raizes sao muito particulares a cada situacao. Almeida et al. (2007) estudaram diferentes veiculacoes de IBA variando nas concentracoes de 0 a 6.000 mg [L.sup.-1] e observaram que alguns clones de E. cloeziana, considerada especie de dificil propagacao vegetativa, apresentaram maior potencial rizogenico das miniestacas somente quando tratadas com as maiores concentracoes do regulador vegetal, efeito este semelhante ao do presente estudo.

Titon et al. (2003) observaram que as concentracoes compreendidas entre 1.000 a 2.000 mg [L.sup.-1] de IBA proporcionaram os melhores indices de enraizamento e sobrevivencia de miniestacas para diferentes clones de E. grandis. Embora em outras condicoes, resultados semelhantes foram constatados por Wendling et al. (2000), em que o efeito do IBA foi positivo ao processo de rizogenese na miniestaquia de Eucalyptus spp. nas concentracoes de 1.000 a 3.000 mg [L.sup.-1]. Porem, em outro estudo, Wendling e Xavier (2005b) observaram efeito diferenciado entre os clones na miniestaquia seriada de E. grandis em funcao das aplicacoes de IBA, e, em certas caracteristicas dos clones estudados, foi constatada toxidez nas concentracoes acima de 500 mg [L.sup.-1] de IBA.

Trabalhando com material juvenil, Souza Junior e Wendling (2003) concluiram que a miniestaquia de E. dunnii de brotacoes de origem seminal e tecnicamente viavel sem a aplicacao de IBA para a promocao do enraizamento, em vista do alto grau de juvenilidade do material utilizado. Brondani et al. (2008), estudando o mesmo material genotipico, concluiram que a estimativa da dose de maxima eficiencia tecnica de IBA foi de 4.421,9 mg [L.sup.-1]. Este resultado reforca a necessidade de aplicacao de elevadas concentracoes de IBA para a promocao do enraizamento do hibrido, quando propagado via tecnica de miniestaquia. Apesar dos valores dos coeficientes de determinacao ([R.sup.2]) para os modelos ajustados terem variado entre 0,65 a 0,77, as equacoes auxiliaram para expressar uma tendencia de comportamento do enraizamento das miniestacas de E. benthamii x E. dunnii na presenca do IBA, o qual promoveu resultados positivos para todos os clones ate a concentracao de 8.000 mg [L.sup.-1], em comparacao a nao-aplicacao. Apesar disso, os indices de enraizamento foram baixos.

Um possivel efeito dos baixos indices de enraizamento observado em especies de Eucalyptus, indicadas para o plantio em regioes subtropicais, segundo Assis e Mafia (2007), refere-se a elevada recalcitrancia aos processos rizogenicos ao se comparar com especies de Eucalyptus de clima tropical mais estudadas, dificultando-se o uso dessas fontes geneticas em programas clonais. A exemplo, essa caracteristica pode ser observada para as especies de E. nitens, E. regans (ELDRIDGE et al., 1994) e E. benthamii (GRACA et al., 1999), as quais sao dificeis de enraizar se comparadas com especies de clima tropical, como o E. grandis, E. urophylla e seus hibridos (ASSIS; MAFIA, 2007), que possuem silvicultura clonal ja estabelecida em grande escala. A importancia de se conhecer os fatores que afetam a formacao de raizes e suas implicacoes esta relacionada ao sucesso ou ao fracasso da producao de mudas via propagacao vegetativa e, apesar da evolucao das tecnicas para maximizar o enraizamento de especies de Eucalyptus, os fundamentos biologicos da formacao de raizes adventicias em propagulos vegetativos nao estao bem elucidados (ALFENAS et al., 2004), sendo importante a realizacao de novos estudos nessa linha de pesquisa.

Conclusao

Os clones responderam de maneira semelhante ao tratamento com IBA quanto a sobrevivencia de miniestacas na saida da casa-de-vegetacao e casa-desombra; a aplicacao de IBA influenciou positivamente os processos rizogenicos das miniestacas, em que os clones H19 e H20 apresentaram os maiores indices de enraizamento; os clones H12 e H19 apresentaram incrementos positivos ao enraizamento adventicio das miniestacas ate a maior concentracao de IBA; o clone H20 apresentou comportamento quadratico e a faixa situada entre os tratamentos de 4.000 e 6.000 mg [L.sup.-1] de IBA promoveu os melhores resultados para o enraizamento das miniestacas.

DOI: 10.4025/actasciagron.v32i4.4879

Agradecimentos

A Embrapa Florestas e a Universidade Federal do Parana pelo suporte prestado.

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Received on August 31, 2008.

Accepted on March 5, 2009.

Gilvano Ebling Brondani (1) *, Fernando Grossi (2), Ivar Wendling (3), Leonardo Ferreira Dutra (4), Marla Alessandra Araujo (5)

(1) Programa de Pos-graduacao em Recursos Florestais, Escola Superior de Agricultura "Luiz de Queiroz", Universidade de Sao Paulo, Av. Padua Dias, 11, Cx. Postal 9, 13418-900, Piracicaba, Sao Paulo, Brasil.

(2) Programa de Pos-graduacao em Engenharia Florestal, Universidade Federal do Parana, Curitiba, Parana, Brasil.

(3) Centro Nacional de Pesquisa de Florestas, Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuaria, Colombo, Parana, Brasil.

(4) Centro de Pesquisa Agropecuaria de Clima Temperado, Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuaria, Pelotas, Rio Grande do Sul, Brasil.

(5) Programa de Pos-graduacao em Ciencia do Solo, Universidade Federal de Lavras, Lavras, Minas Gerais, Brasil.

* Autorpara correspondencia. E-mail: gebrondani@yahoo.com.br
Tabela 1. Resumo da analise de variancia para as caracteristicas
da sobrevivencia na saida da casa-de-vegetacao (SSCV), saida da
casa de sombra (SSCS), sobrevivencia em area de pleno sol (SAPS),
numero de brotacoes (NB) e comprimento medio de brotacoes (CMB)
de miniestacas de E. benthamii x E. dunnii.

 Quadrados Medios

Causas da GL SSCV SSCS SAPS
Variacao -------------------(%)---------------------
Clone (CL) 2 851,75 ** 5.422,74 ** 4.508,46 **
IBA 4 172,82 * 1.006,62 ** 798,49 **
CL x IBA 8 62,59 (ns) 198,64 (ns) 204,80 *
Residuo 60 61,23 122,43 96,59
Media - 94,09 41,90 34,48
C[V.sub.exp. (%) - 8,32 26,40 28,51

 Quadrados Medios

Causas da NB (1) CMB (1)
Variacao ([muda.sup.-1 (cm [muda.sup.-1])

Clone (CL) 0,0048 (ns) 0,0563 **
IBA 0,0084 (ns) 0,0027 (ns)
CL x IBA 0,0049 (ns) 0,0019 (ns)
Residuo 0,0055 0,0036
Media 1,45 1,56
C[V.sub.exp. (%) 20,06 15,40

(ns) nao-significativo em nivel de 5% de probabilidade de erro,
pelo teste F.

* e

** significativo em nivel de 5% e 1% de probabilidade de erro,
respectivamente, pelo teste F.

(1) dados transformados por ([n/10).sup.0,5] em nivel de 5% de
probabilidade de erro. GL = graus de liberdade. C[V.sub.exp] =
coeficiente de variacao experimental, n = dado amostrado.

Figura 1. Variacao da sobrevivencia de miniestacas dos clones
H12, H19 e H20 de E. benthamii x E. dunnii durante a saida da
casa-de-vegetacao (SSCV) e saida da casa-de-sombra (SSCS).
Medias seguidas por mesma letra dentro de cada fase nao diferem
entre si pelo teste de Tukey, em nivel de 5% de probabilidade

 Sobrevivencia (%)
 Clone H12 Clone H19 Clone H20

SSCV 96,57 98,29 87,43
(35 dias) A A B

SSCS 28,57 57,71 39,43
(56 dias) C A B

Note: Table made from bar graph.

Figura 4. Variacao do comprimento medio de brotos por
miniestaca (CMB) dos clones H12, H19 e H20 de E. benthamii x
E. dunnii durante avaliacao em area de pleno sol, aos 86 dias apos a
miniestaquia. Medias seguidas por mesma letra nao diferem
significativamente pelo teste de Tukey, em nivel de 5% de
probabilidade de erro.

 CMB (cm [muda-.sup.1])

Clone H12 A 1,62
Clone H19 B 1,17
Clone H20 A 1,90

Note: Table made from bar graph.
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Author:Brondani, Gilvano Ebling; Grossi, Fernando; Wendling, Ivar; Dutra, Leonardo Ferreira; Araujo, Marla
Publication:Acta Scientiarum. Agronomy (UEM)
Date:Oct 1, 2010
Words:5250
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