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Helminth fauna of sheep from the micro region of Jaboticabal, Sao Paulo State, Brazil/ Fauna helmintologica de ovinos provenientes da microrregiao de Jaboticabal, estado de Sao Paulo, Brasil.

INTRODUCAO

As infeccoes por nematodeos gastrintestinais em ovinos determinam importantes perdas economicas em decorrencia da elevada mortalidade e morbidade. Atua de forma clinica e ou subclinica em ovinos, prejudicando o desenvolvimento dos animais nas fases de cria e recria e diminuindo consequentemente a resistencia destes as infeccoes desencadeadas por outros agentes parasitarios como bacterias e virus (VILELA et al., 2012).

De acordo com AMARANTE et al. (2004), para se obter maior sucesso no combate aos helmintos, e necessario realizar um controle embasado no conhecimento das especies de nematodeos presentes nos animais da regiao, assim como a epidemiologia destes. Esses mesmos autores ressaltam ainda que o sistema de manejo zootecnico e sanitario, associado aos estudos epidemiologicos dos helmintos, podem diminuir a utilizacao deste tipo de medicamento nos animais.

Os trabalhos que enfatizam os indicadores de infeccoes helminticas em ovinos, utilizando necropsia parasitologica no Brasil foram realizados por GONCALVEZ (1974), SANTIAGO et al. (1976), VASCONCELOS et al. (1985), PINHEIRO et al. (1987), RAMOS et al. (2004). Considerando-se o elevado entrave que os nematodeos gastrintestinais podem representar na criacao de ovinos, aliados ao fato de existirem poucos estudos sobre a fauna de helmintos nesta especie animal, o presente trabalho teve como objetivo caracterizar a prevalencia e a contagem parasitaria das diferentes especies de helmintos em ovinos, oriundos da microrregiao de Jaboticabal, regiao Noroeste do Estado de Sao Paulo.

MATERIAL E METODOS

Local e selecao dos animais

A pesquisa foi realizada de janeiro a dezembro 2012. Foram utilizados 66 ovinos pertencentes a 13 diferentes propriedades rurais da microrregiao de Jaboticabal/SP (situada na regiao Noroeste do Estado de Sao Paulo, aproximadamente 350km da capital do estado), situadas nos seguintes municipios: Jaboticabal, Bebedouro, Matao, Viradouro, Pitangueiras, Ribeirao Preto e Pindorama..

Foram utilizados neste estudo ovinos machos e femeas, mesticos (Lanados e Deslanados), com idade entre quatro e 36 meses, criados em regime extensivo, naturalmente infectados por helmintos e que nao eram criados em contato com outra especie animal (bovino ou caprino). Apenas animais nao tratados com qualquer anti-helmintico nos 60 dias que antecederam esta pesquisa, e aqueles com as contagens de ovos (estrongilideos) por grama de fezes (GORDON & WHITLOCK, 1939), acima de 800, foram selecionados. Vale frisar que, em nenhuma das propriedades de onde os animais foram obtidos, realizava-se metodos de controle alternativos (nao quimicos) contra helmintos. Em todas as propriedades de onde foram obtidos os animais, os ovinos recebiam tratamento anti-helmintico a cada 40 ou 50 dias, ou antes desse intervalo, quando se observava sinal de edema submandibular nos animais.

Necropsias parasitologicas e identificacao dos helmintos

Apos selecao, todos os animais foram encaminhados ao setor de ovinos e caprinos do "Centro de Pesquisas em Sanidade Animal" (CPPAR/ FCAVJ/UNESP- Jaboticabal, SP). Decorrido o periodo de adaptacao, todos os animais foram eutanasiados, conforme os procedimentos eticos descritos no Guidelines on Euthanasia of American Veterinary Medical Association AVMA--(2007). Na sequencia, todos os tratos gastrintestinais dos ovinos foram removidos, e os varios segmentos anatomicos (abomaso, intestino delgado e intestino grosso), isolados e separados por ligaduras duplas. Apos a colheita, o conteudo foi armazenado em potes plasticos acrescidos de formol a 10% preaquecido. A mucosa do abomaso de cada animal foi submetida a digestao com solucao pepsina/ cloridrica previamente aquecida a aproximadamente 37[degrees]C de quatro a seis horas (WOOD et al., 1995). Alem disso, todos os pulmoes e figados tambem foram dissecados e inspecionados visualmente, com o objetivo de determinar a presenca e o numero de helmintos (adultos e larvas), possivelmente presentes nestes orgaos (WOOD et al., 1995). Apos armazenamento, foi retirada uma aliquota de 10% (pos-homogeneizacao) de cada conteudo previamente armazenado em formol. Os helmintos foram colhidos usando estereomicrospio, e as suas identificacoes genericas e especificas, utilizando um microscopio optico (ampliacao de 100-400 x), de acordo com os criterios taxonomicos descritos por COSTA (1982) e UENO & GONCALVES (1998).

RESULTADOS

Os resultados necroscopicos, presentes na tabela 1, revelaram a presenca de 430.635,0 helmintos, pertencentes a sete generos e 12 especies, com a seguinte prevalencia e a media de parasitismo: Haemonchus contortus: 100,0% (2947.2); Trichostrongylus colubriformis: 90,9% (3048,8); Cooperia curticei: 56,0% (256,5); Oesophagostomum columbianum: 48,4% (36,0); Cooperia punctata: 30,3% (94,5); Trichostrongylus axei: 22,7% (26,5); Strongyloides papillosus: 19,6% (83,0); Haemonchus contortus (L4): 7,5% (17.2); Cooperia pectinata: 10,6% (12,9); Trichuris ovis: 10,6% (0,6); Cooperia spatulata 4,5% (0,3); Capillaria bovis: 4,5% (0,1).

A carga parasitaria media foi de 6.524,7 helmintos por animal. Por meio da identificacao dos helmintos colhidos nas necropsias, observouse que Haemonchus contortus (Adultos e L4) e Trichostrongylus colubriformis corresponderam a 45,4% e 46,7% da carga parasitaria media total, respectivamente (Tabela 1). Apesar da pequena diferenca percentual demonstrada pela especie T. colubriformis em comparacao ao H. contortus (Adultos e L4), e importante frisar que os 66 animais (100% de prevalencia) necropsiados encontravamse parasitados por adultos H. contortus, enquanto que, em 60 ovinos, foram encontrados adultos de T. colubriformis (90,9% de prevalencia). Os demais 7,8% da carga parasitaria media diagnosticada e representada por: C. curticei (3,9%), C. punctata (1,4%), S. papillosus (1,2%), O. columbianum (0,5%), T. axei (0,4%), C. pectinata (0,2%), C. spatulata (0,01%), T. ovis (0,01%) e C. bovis (0,001%).

A distribuicao percentual dos casos de infeccao registrada de acordo com o numero de especies de helmintos presentes em um mesmo hospedeiro esta inserida na tabela 2. Pela analise da referida tabela, observa-se que 86,3% dos ovinos estavam infectados por duas a seis especies de helmintos. Dentre estes, 46,9% estavam parasitados por apenas duas ou tres especies. Apenas 9,0% dos hospedeiros mostraram-se parasitados com sete ou oito diferentes especies de helmintos em seu trato digestivo. Em nenhum animal foi possivel observar mais de oito especies de helmintos em conjunto (Tabela 2). Fato interessante que se deve relatar e que, de um modo geral, os animais que estavam parasitados com sete ou oito especies de helmintos, continham uma carga parasitaria media de H. contortus e T. colubriformis relativamente menor, quando comparados aos demais ovinos diagnosticados com uma a seis especies de nematodeos em conjunto (Tabela 3).

A observacao visual dos figados e pulmoes neste estudo, durante a necropsia dos 66 ovinos, nao revelou a presenca de nenhum parasito.

DISCUSSAO

RAMOS et al. (2004), necropsiando ovinos tracadores no planalto catarinense, evidenciaram que H. contortus e T. colubriformis foram as especies de helmintos mais encontradas no abomaso e intestino delgado, respectivamente. Resultados semelhantes a estes tambem foram encontrados anteriormente por GONCALVES(1974) e PINHEIRO et al. (1987) no Rio Grande do Sul, e proximo a mesma regiao de onde este estudo foi conduzido por VASCONCELOS et al. (1985). Nesse caso, evidencia-se que, decorridos mais de 30 anos, nao houve alteracao significativa da fauna helmintologica dos ovinos da regiao, apesar de possiveis alteracoes no manejo, emprego de lactonas macrociclicas, ou, ainda, das supostas alteracoes climaticas globais durante o referido periodo.

DOMINGUES et al. (2013) relatam que as principais especies de helmintos que acometem os ovinos, dependendo da regiao, sao o Haemonchus contortus e Trichostrongylus colubriformis. Esses autores enfatizam, ainda, que H. contortus e o nematodeo gastrintestinal mais patogenico de ovinos, responsavel pela enfermidade denominada de hemoncose, sendo a anemia e dispepsia (seguida de hipoproteinemia e edemas) os principais sinais clinicos dessa infeccao parasitaria. Ja o T. colubriformis, responsavel pela enfermidade denominada de tricostrongilose, causa uma gastrenterite parasitaria com secrecao de muco, podendo ainda ocorrer hemorragia, com exsudacao de liquidos e desequilibrio eletrolitico, resultando em um quadro clinico de hipoproteinemia/edemas e diarreia (AMARANTE et al., 2004). Na maioria dos casos, T. colubriformis e considerado um helminto que pode ocasionar problemas secundarios ao H. contortus em animais. Entretanto, os resultados de prevalencia deste estudo demonstram que T. colubriformis pode ser tao importante quanto H. contortus nesta regiao e que, muito provavelmente, T. colubriformis esteja ocasionando danos aos animais, mais imperceptiveis aos produtores de ovinos quando comparados aos prejuizos desencadeados por H. contortus. Os resultados encontrados por CARDIA et al. (2011) reforcam tal inferencia. Esses autores avaliaram a resposta imunologica e o desempenho de crescimento de ovinos Santa Ines, experimentalmente infectados por T. colubriformis, e concluiram que os animais infectados com o referido helminto apresentaram atrofia das vilosidades intestinais e menor conversao alimentar, o que, por sua vez, acabou desencadeando uma retardo no crescimento desses ovinos, provocado pelos helmintos adultos de T. colubriformis presentes na mucosa intestinal. MARTINS FILHO & MENEZES (2001) e RAMOS et al. (2004) encontraram em ovinos baixo parasitismo e prevalencia por Trichuris e Oesophagostomum, assim como no presente estudo.

Prevalencia de 19,6% foi encontrada para S. papillosus no presente estudo. Resultados superiores foram encontrados em ovinos e caprinos por MARTINS FILHO & MENEZES (2001). Apesar de esses autores nao relatarem a idade dos animais em seus respectivos estudos, de acordo com COSTA et al. (1979), a baixa prevalencia desta especie de helminto, pode estar associada com a faixa etaria dos animais envolvidos no estudo, uma vez que, a partir dos cinco meses, ruminantes comecam a demonstrar resistencia contra essa especie e, neste caso, a maior parte dos ovinos tinham idade superior a cinco meses.

Cooperia punctata, C. pectinata, C. spatulata, Trichostrongylus axei, T. logispicuralis, Trichuris ovis e Capillaria bovis estavam presentes nos ovinos, entretanto, com baixo nivel de infeccao e prevalencia nos animais, evidenciando-se pouca importancia no contexto epidemiologico da regiao onde o estudo foi conduzido.

Em relacao a nao deteccao de helmintos nos pulmoes e figado dos 66 animais necropsiados neste estudo, fica claro a baixa incidencia e prevalencia destas especies que tem estes locais como habitat, nos rebanhos de ovinos da regiao onde o estudo foi realizado. Baixo ou ausencia de parasitismo nestes segmentos anatomicos tambem foi relatado em ovinos por outros pesquisadores (RAMOS et al., 2004).

No que diz respeito ao numero de especies encontradas no mesmo ovino (51,5% dos animais parasitados com uma a tres especimes), estes resultados podem ser justificados em funcao dos achados descritos por GIUDICI et al. (1999). Esses autores, em seu estudo, verificaram que a diversidade de especies de nematodeos em ovinos e maior quando eles compartilham pastagens com bovinos, fato este que nao aconteceu com os animais do presente estudo. Por outro lado, LOPES et al. (2013) ressaltam ainda que as dosificacoes frequentes (tratamentos supressivos) aumentam as chances de prevalencia de uma unica especie parasitaria, geralmente a mais resistente as bases farmaceuticas utilizadas em um determinado rebanho. O FAMACHA, um metodo adotado para o controle de helmintos, foi inicialmente descoberto e utilizado em ovinos, entretanto, recentes estudos comprovam bons resultados dessa medida no controle da verminose, tanto de ovinos quanto de caprinos (MOLENTO et al., 2004; VILELA et al., 2012). E importante frisar que tal ferramenta e utilizada na pratica de acordo com a coloracao da mucosa ocular inferior dos animais (de vermelho robusto a branco), de modo que sua indicacao acaba sendo especificamente para o controle de especies hematofagas, principalmente H. contortus, que possui elevada prevalencia nos rebanhos, e um consideravel poder de hematofagismo sobre os animais. Os resultados de prevalencia e distribuicao percentual das principais especies de helmintos diagnosticadas na regiao onde o estudo foi conduzido (H. contortus e T. colubriformis) demonstram a importancia em se realizar um monitoramento constante das contagens de ovos por grama de fezes (OPG) dos rebanhos. Nesse sentido, quando o metodo FAMACHA for empregado em uma determinada propriedade, uma vez que o parasitismo por T. colubriformis na regiao e no minimo equivalente ao por H. contortus, aliado ao fato de que este metodo de controle, geralmente, nao permite diagnosticar os danos/sinais clinicos desencadeados nos animais pelo T. colubriformis, uma vez que esta especie nao possui habito de hematofagismo sobre os hospedeiros.

CONCLUSAO

Com base nos resultados encontrados no presente trabalho, pode-se concluir que as duas especies de helmintos mais abundantes e importantes da microrregiao de Jaboticabal/Sao Paulo, nas 66 necropsias parasitologicas, foram Trichostrongylus colubriformis (46,7%) e Haemonchus contortus (45,4%), sendo que essas duas especies perfizeram 92,1% da distribuicao percentual dos helmintos recolhidos de todos os animais. Tais resultados demonstram a importancia em se realizar um monitoramento das contagens de ovos por grama de fezes (OPG) dos rebanhos desta regiao, quando o metodo FAMACHA for empregado em uma determinada propriedade, uma vez que este metodo de controle, geralmente, nao permite diagnosticar os danos/sinais clinicos desencadeados nos animais pelo T. colubriformis, em funcao de esta especie nao possuir habito de hematofagismo sobre os hospedeiros.

COMITE DE ETICA E BIOSEGURANCA

Este trabalho foi submetido e aprovado pelo comite de etica, sob processo 012J2/2011.

REFERENCIAS

AMARANTE, A.F.T. et al. Resistance of santa ines, suffolk and ile de France lambs to naturally acquired gastrointestinal nematode infections. Vet Parasitol, v. 120, p.91-106, 2004. Disponivel em: <http://www.sciencedirect.com/science/article/pii/ S0304401703005041>. Acesso em: 02 maio 2013. doi: dx.doi. org/10.1016/j.vetpar.2003.12.004.

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PINHEIRO, A.C. et al. Epidemiologia da helmintose ovina em Bage (RS-Brasil). Bage-RS: Centro Nacional de Pesquisa em Ovinos, EMPRESA BRASILEIRA DE PESQUISA AGROPECUARIA, 1987. p.263-267. (Coletanea das pesquisas: Medicina Veterinaria e Parasitologia. Bage).

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WOOD, I.B. et al. World Association for the Advancement of Veterinary Parasitology (W. A.A.V.P.): second edition of guidelines for evaluating the efficacy of anthelmintics in ruminants (bovine, ovine, caprine). Vet Parasitol, v.58, p.181-213, 1995. Disponivel em: <http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/7571325>. Acesso em: 02 maio 2013.

Willian Giquelin Maciel (I) Gustavo Felippelli (I) Welber Daniel Zanetti Lopes (I) * Weslen Fabricio Pires Teixeira (I) Breno Cayeiro Cruz (I) Thais Rabelo dos Santos (I) Carolina Buzzulini (I) Flavia Favero (I) Lucas Costa Gomes (I) Gilson Pereira de Oliveira (I) Alvimar Jose da Costa (I) Lucas Vinicius Shigaki de Matos (I)

(I) Centro de Pesquisas em Sanidade Animal (CPPAR), Faculdade de Ciencias Agrarias e Veterinarias, Universidade Estadual Paulista "Julio de Mesquita Filho" (UNESP), Via de acesso prof. Paulo Donatto Castellani, s/n, 14884-900, Jaboticabal, SP, Brasil. E-mail: wdzlopes@hotmail.com. * Autor para correspondencia.

Recebido 05.05.13 Aprovado 19.09.13 Devolvido pelo autor 13.12.13 CR-2013-0615.R1
Tabela 1--Prevalencia, contagem media e amplitude de
variacao de helmintos em ovinos da regiao microrregiao
de Jaboticabal, Estado de Sao Paulo.

                                                Contagem da infeccao
                                                     helmintica

                                                  Contagem media
                                                de helmintos entre
Especies de helmintos             Prevalencia   ovinos necropsiados

Haemonchus contortus (adultos)    100,0%        2947,2
Haemonchus contortus (L4)         7,5%          17,3
Cooperia punctata                 30,3%         94,5
Cooperia curticei                 56,0%         256,5
Cooperia pectinata                10,6%         13,0
Cooperia spatulata                4,5%          0,3
Trichostrongylus axei             22,7%         26,6
Trichostrongylus colubriformis    90,9%         3048,8
Trichostrongylus logispicuralis   1,5%          0,7
Strongyloides papillosus          19,6%         83,1
Oesophagostomum columbianum       48,4%         36,0
Trichuris ovis                    10,6%         0,7
Capillaria bovis                  4,5%          0,1
Moniezia
Total                             --            6524,77

                                   Contagem da
                                    infeccao
                                   helmintica

                                                  Amplitude de
                                  Distribuicao      variacao
                                  percentual de   da infeccao
Especies de helmintos             helmintos (%)    helmintica

Haemonchus contortus (adultos)    45,2            03--16.745
Haemonchus contortus (L4)         0,3             00--1.050
Cooperia punctata                 1,4             00--1.695
Cooperia curticei                 3,9             00--4.293
Cooperia pectinata                0,2             00--273
Cooperia spatulata                0,0             00--16
Trichostrongylus axei             0,4             00--1.239
Trichostrongylus colubriformis    46,7            00--32.923
Trichostrongylus logispicuralis   0,0             00--46
Strongyloides papillosus          1,3             00--3240
Oesophagostomum columbianum       0,6             00--440
Trichuris ovis                    0,0             00--20
Capillaria bovis                  0,0             00--03
Moniezia
Total                             100,000         --

Tabela 2--Distribuicao percentual, media/desvio padrao e
amplitude de variacao da infeccao helmintica dos casos de
coinfeccoes  helminticas nos ovinos da microrregiao de
Jaboticabal, Estado de Sao Paulo.

                                            Ovinos infectados

No de Especies
encontradas no   Numero de
mesmo animal      animais     Porcentagem             Media e Desvio
                 infectados                               Padrao

1                3            4,5           305,6     [+ or -]   1686,8
2                14           21,2          122,1     [+ or -]   420,0
3                17           25,7          659,4     [+ or -]   2847,0
4                5            7,5           248,6     [+ or -]   789,7
5                12           18,1          273,7     [+ or -]   1143,5
6                9            13,6          393,1     [+ or -]   1209,5
7                4            6,0           1.800,0   [+ or -]   5288,2
8                2            3,0           1.632,0   [+ or -]   3998,6
Total            66           100           --        --         --

No de Especies    Amplitude
encontradas no   de variacao
mesmo animal     da infeccao
                 helmintica

1                00--10.520
2                00--3.434
3                00 -32.923
4                00--4.805
5                00--11.231
6                00--8.379
7                00--26.170
8                00--15.998
Total            --

Tabela 3--Contagem media de infeccao por Haemonchus conctortus
e Trichostrongylus colubriformis em ovinos com coinfeccao
helmintica.

                                    Ovinos infectados

No de Especies
encontradas                    Contagem media     Contagem media
no mesmo animal                da infeccao por   da infeccao por
                  Quantidade    H. contortus     T. colubriformis

1 a 6             60           3100,8            3148,8
7 a 8             6            1518,0            911,6
Total             66           --                --
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Author:Maciel, Willian Giquelin; Felippelli, Gustavo; Lopes, Welber Daniel Zanetti; Teixeira, Weslen Fabric
Publication:Ciencia Rural
Date:Mar 1, 2014
Words:3349
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