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Hegel Husserl Heidegger.

Hegel Husserl Heidegger

Hans-Georg Gadamer

Traducao de Marco Antonio Casanova

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GADAMER, Hans-Georg. Hegel-Husserl-Heidegger. Traducao de Marco Antonio Casa Nova. Petropolis: editora Vozes, 2012.

O livro de Hans-Georg Gadamer (Marburgo 1900-Heidelberg 2002), intitulado Hegel-Husserl-Heidegger recebeu sua primeira traducao para o portugues, feita pelo Professor Doutor Marco Antonio Casa Nova e publicada pela editora Vozes (Colecao Textos Filosoficos) em fevereiro do ano passado. Trata-se de uma reuniao de estudos feita pelo autor de Verdade e Metodo, apresentadas em conferencias ou publicadas em revistas, contendo ainda duas recensoes para obras de outro autor (Werner Marx), e ate uma bastante conhecida introducao a primeira edicao de A Origem da Obra de Arte, de Heidegger, publicada em 1960.

Sao ao todo vinte e oito textos abrangendo um consideravel repertorio de discussoes em torno dos tres grandes pensadores. A obra se divide necessariamente em tres partes, tendo cada parte voltada para um dos tres filosofos. Mas o que se ve efetivamente e a oportunidade de alcar o pensamento para alem das atribuicoes. De maneira que a abrangencia da obra termina por ser bem maior que o periodo que cobre a vida dos tres filosofos em questao. Ela ja se mostra logo no primeiro texto, resultado de uma conferencia em Weimar, em 1940, onde se procura analisar a relacao da dialetica hegeliana com a dialetica antiga. Em verdade, a questao da dialetica parece ser o grande tema, a grande questao de Gadamer com Hegel. Como ele mesmo citou no Prefacio:

(...) atraves de decadas de minhas proprias tentativas de pensamento e de trabalho, acompanhou-me a tarefa de clarificar a falta de clareza produtiva do pensamento dialetico e aprender a expo-la em seu conteudo substancial (GADAMER, 2012, Prefacio).

O centro gravitacional do problema gira em torno do metodo. O que contribui a dialetica antiga na obra de Hegel; o que Hegel compreende de Platao e Aristoteles; que contribuicao lhe oferece o pensamento desses dois; o que ha de moderno e de antigo no pensamento deste alemao; como Hegel compreende e critica a propria modernidade a partir de sua compreensao dos antigos? Com isso, a pretensao de Hegel de trazer de volta a possibilidade da demonstracao filosofica e a sua filosofia da especulacao sao confrontados com a historia que se desdobrou a partir dele mesmo, e recebe especial atencao o confronto com Heidegger, como veremos adiante. O ultimo dos textos dedicados a Hegel, denominado Hegel e Heidegger, parte de uma confrontacao explicita entre os dois. De maneira que a ordem presente no titulo, Hegel, Husserl e Heidegger, que e tambem a ordem cronologica entre os tres, confere a proposta da obra.

Esse movimento em direcao a Heidegger tende a esclarecer o conteudo das questoes presentes no livro. E la no capitulo de Heidegger que se plenifica grande parte das questoes que ja no capitulo de Hegel se apresentam. Dos vinte e oito textos, cinco dedicados a Hegel, tres a Husserl, vinte sao dedicados ao autor de Ser e Tempo.

O segundo texto do primeiro capitulo (sobre Hegel), resultado de uma conferencia em 1964 com o titulo "O Mundo as avessas", vai ao conteudo especulativo da dialetica de Hegel. O mundo as avessas e o modo como a dialetica coloca um estado de situacao do real com os quais a indicacao propositiva que contem o eidos, a ideia, que e necessariamente universal, deve conter tambem a sua diferenca, a diferenca especifica. O mundo verdadeiro, por isso mesmo, nao podera ser nunca o oposto do mundo as avessas:

Por isso, Hegel pode falar com razao desse mundo, que ele seria 'por si o mundo as avessas, isto e, o mundo as avessas em relacao a si mesmo', pois ele nao e o mero oposto. O mundo verdadeiro e muito mais as duas coisas (GADAMER, 2012, O Mundo as avessas, p.64).

Ora, esse "si mesmo" da relacao traz outro problema dentro da filosofia hegeliana, que e em verdade a conjugacao com as questoes modernas por excelencia, o problema da consciencia, que no caso de Hegel e o problema da autoconsciencia. E o tema do texto seguinte, "A dialetica da autoconsciencia". Salta aos olhos como essa variedade de temas segue um nexo coerente. Sao textos montados, como ja dissemos, a partir de estudos feitos ao longo de um vasto periodo da vida de Gadamer, e posteriormente reunidos em obras especificas, ate que finalmente fossem reunidos em um volume so, junto ao conjunto de toda a sua obra. O capitulo dedicado a Hegel termina com um embate frontal entre este e Heidegger. Em verdade, a partir de um problema incisivo ja colocado no interior da filosofia hegeliana: "Nao foi certamente Heidegger o primeiro a apresentar a formulacao de que Hegel teria representado a consumacao da metafisica ocidental" (GADAMER, 2012, Hegel e Heidegger, p. 122). Tem-se a impressao de que, tendo ja apresentado ao leitor um conjunto de temas latentes da filosofia hegeliana, particularmente a sua dialetica, Gadamer parte agora para o desenvolvimento dessas questoes com Heidegger. O texto supracitado e, neste sentido, bastante esclarecedor. Vejamos:

Quando Heidegger fala sobre a consumacao da metafisica por meio de Hegel, porem, ele nao tem em vista o mero fato historico, mas esta formulando ao mesmo tempo uma tarefa, que ele denominou a 'superacao da metafisica. (...) Superar significa muito mais, tal como Heidegger o formulou de maneira inimitavel de seu proprio pensamento, sempre ao mesmo tempo uma transversao da metafisica. Aquilo que se transverte nao se encontra simplesmente atras de nos. (GADAMER, 2012, Hegel e Heidegger, p.122)

Transverter nao e jogar para tras o passado e esquecido, mas caminhar junto aquilo que lhe e inerente. Vem a tona nao apenas possiveis pontos de contato Hegel-Heidegger, mas mais profundamente a assimilacao de Hegel por Heidegger. Isto inclui uma pergunta pelo valor e pela importancia de Hegel para a posteridade, e paralelamente, a conclusao de que "meio seculo nao e suficiente --e e a mais ou menos esse tempo que o pensamento heideggeriano vem se mostrando como efetivo entre nos--para assegurar de uma maneira duradoura determinacoes de um nivel hierarquico historico-mundial" (GADAMER, 2012, Hegel e Heidegger, p. 125). Se ha algo que nos ensina a forte marca que a presenca de Hegel deixou para a filosofia, e de que e preciso espacos de tempo muito maiores para podermos ter uma dimensao da importancia de seu pensamento. O mesmo se aplica a Heidegger: nao e nem a rapida e grandiosa aceitacao de sua filosofia em todo o mundo, nem a sua nao pouca rejeicao que determinara os rumos abertos pelo seu pensar. E isto vale com a confrontacao da dialetica. Nao por acaso entre Hegel e Heidegger se apresenta a figura de Husserl. O metodo fenomenologico em tudo se distancia da dialetica hegeliana pela sua "pureza artesanal". O metodo fenomenologico, como o proprio Gadamer dira sobre Husserl em um dos artigos no capitulo seguinte, e a "sintese de teoria e pratica", um metodo que nao parte da necessidade de aplicacao no mundo, justamente porque ele parte da mera descricao do mundo. Algo que Heidegger disse certa vez da fenomenologia: "um metodo que se confunde o mais intrinsecamente possivel com a coisa mesma" (HEIDEGGER, 2006, p.340). Entre Husserl e Heidegger, no entanto, ha uma transformacao e, por isso, ha uma polemica que determinou o rumo da obra de Husserl. Apos o sucesso de Ser e Tempo, aos poucos foi ficando claro que as pretensoes de Heidegger com a filosofia nao eram as mesmas de Husserl, que dizia no inicio dos anos de 1920: "A fenomenologia somos eu e Heidegger" (GADAMER, 2012,0 movimento fenomenologico, p.158-159). O conceito tardio de "mundo da vida" que passa a configurar dentro do pensamento de Husserl como uma intensificacao das questoes que trabalhava desde o momento em que fundou a fenomenologia, e assim tratada por Gadamer:

Toda a discussao do mundo da vida em Husserl e--e possivel comprovar isso no particular--uma confrontacao constante com a questao: a tematica exposta por Heidegger pode ser realmente pensada fora do projeto de minha fenomenologia transcendental? (GADAMER, 2012, Sobre a atualidade da fenomenologia husserliana, p.218).

O proprio Gadamer reconhece nas criticas de Heidegger um elemento decisivo que se da com a radicalizacao da proposta fenomenologica de descricao, que faz ruir qualquer elemento dualista da fundamentacao transcendental junto com qualquer determinacao a priori de consciencia. O que nao significa, entretanto, jogar para tras a fenomenologia e a proposta nascida com Husserl --da mesma maneira como haviamos dito acerca de Hegel e da transversao da metafisica. Toda a discussao do segundo capitulo frisa a importancia do metodo fenomenologico, nao como mero desencadeador em direcao a filosofia de Heidegger. Discussao essa que guarda para si seus proprios elementos. Se observarmos as linhas finais dos dois ultimos textos do capitulo dedicado a Husserl, "A ciencia do mundo da vida" (p.200-216) e "Sobre a atualidade da fenomenologia husserliana" (p.217-231) veremos que ambos concluem de maneira semelhante. Semelhante, entretanto, nao quer dizer identico. Sobre isso duas coisas: primeiramente, no segundo desses dois textos, a conclusao de Gadamer diz respeito a "colocar de lado o antigo impulso de um senso comum autentico". O texto anterior--se a edicao nao tiver ai falhado--falava justamente o oposto, em colocar ao lado esse antigo impulso, da nova praxis exigida pelo conceito de "Mundo da Vida", de Husserl. A segunda coisa: Gadamer havia modificado, nao com relacao a proposicao sobre colocar ao lado ou de lado, a opiniao de 1963, em que concordava que a questao de Husserl era uma especie de "sintese entre teoria e pratica". Gadamer nesses dois outros textos ira dizer que nao se trata, pois, de uma sintese. Vejamos:

O que se delineia aqui nao e uma sintese de teoria e pratica, nem tampouco uma ciencia dotada de um novo estilo, mas a demarcacao previa, pratico-politica da peticao de monopolio da ciencia e uma nova consciencia critica em relacao a 'cientificidade' da propria filosofia (GADAMER, 2012, A ciencia do mundo da vida, p.215-216).

Evidentemente marcada pela critica de Heidegger e apesar dos descaminhos da relacao entre ciencia e filosofia que o pensamento deste provocou, essa nova fenomenologia do mundo da vida ira justamente refundar, assim pensa Gadamer, um "modo de saber" que nao se limite ao metodo da aplicacao. Trata-se de uma implicacao epistemologica latente da propria filosofia de Husserl, da qual Heidegger havia encontrado um caminho que apontava outra direcao, que nao o da ciencia, que aquele ira encontrar apesar deste.

Assim, o dialogo entre os tres filosofos se mostra frutifero. Ha, contudo, outra questao que teria jogado Heidegger para fora da fenomenologia husserliana. Segundo Gadamer, foi a historicidade mesma, tao distante da fenomenologia de Husserl que provinha de uma tradicao neokantiana, que apontava o pensamento de Heidegger para fora da fenomenologia como "ciencia rigorosa", e que despertava "para uma nova atualidade o Kant originario contra os seus sucessores especulativos" (GADAMER, 2012, Kant e a virada hermeneutica, p.290). Teria sido uma constelacao de pensadores que prepararam a base para uma nova hermeneutica da vida--sob a principal influencia de Nietzsche--que empurraram o autor de "Ser e Tempo" para fora das margens da fundamentacao de uma ciencia:

Nao foram mais as dacoes fenomenais da autoconsciencia, mas a interpretacao dos fenomenos que emergiram da mobilidade hermeneutica da vida, que precisou ser submetida, por sua vez, a interpretacao (GADAMER, 2012, Kant e a virada hermeneutica, p.291).

Em se tratando de Husserl, aquilo que constituia um desvio no interior do metodo propagado por ele poderia muito bem ser a demonstracao dos proprios limites das suas conviccoes, de modo tal que mesmo reconhecendo uma esfera distinta de questionamentos da fenomenologia husserliana, que se manteria mais fiel a uma epistemologia, Gadamer termina por reconhecer a preponderancia da critica heideggeriana:

Apesar de todo o reconhecimento da estrutura pre-reflexiva, prepredicativa da intencionalidade da experiencia e da percepcao, o carater apofantico do juizo tambem permanece dominante por fim em Husserl. (GADAMER, 2012, Sobre a atualidade da fenomenologia husserliana, p.227-228).

Em se tratando de Heidegger, Gadamer deixa claro que toda uma tradicao de pensamento, que nao aquela ligada ao kantismo, exerce importancia decisiva no confronto com Heidegger. Fica clara a evocacao de Kierkgaard ao paradoxo e a contradicao da existencia, que decidiu os rumos de uma teologia dialetica de Karl Barth; toda uma serie de questionamentos oriundos nao de um campo cientifico, mas sim teologico e vitalista, desde Nietzsche e Bergson, passando por Dilthey; um "novo acento" ao conceito de existencia cunhado por Jaspers; e tambem aquelas decisivas reinterpretacoes dos antigos, Platao e Aristoteles, cuja base Hegel ja havia alavancado. Toda uma leitura permitiu a Heidegger nao se limitar ao campo da ciencia. Mas fica clara a influencia de Hegel em Heidegger tambem. Nao no sentido de haver necessariamente uma influencia direta daquele neste, mas de como a presenca de Hegel evoca uma recepcao do pensamento, o que nos remete novamente ao problema de se pensar a transversao da metafisica! Cito:

(...) parece dificil escapar da reflexao, que se impoe ante a auto justificacao historica de Heidegger e seu retorno a questao do ser: a saber, parece-me dificil escapar do fato de que um tal retorno ao inicio nao e ele mesmo inicio, mas algo mediado por um fim. Pode-se deixar de ver que o vir a tona do niilismo europeu, que o canto de galo do positivismo e, com isso, o fim do 'mundo verdadeiro' que agora finalmente 'se transformou em fabula', intermedeiam o passo do questionamento dado por Heidegger, na medida em que esse coloca uma questao critica acerca do fundamento da metafisica? E o 'passo de volta' pode ser considerado em geral um salto que emerge do contexto de intermediacao do pensamento metafisico? Historia nao e sempre continuidade? Vir-a-ser no perecer? (GADAMER, 2012, Hegel e Heidegger, p. 132)

Pela profundidade e abrangencia de articulacao e visivelmente possivel estabelecer o ultimo texto do capitulo de Hegel como central da obra.

O capitulo de Heidegger, o mais extenso, se divide em tres partes tematicas: a) Os caminhos de Heidegger; b) Heidegger e a etica; c) Os momentos iniciais de Heidegger. Todos eles dao sequencia as discussoes que vinham sendo trabalhadas nos capitulos anteriores. Nenhum texto dessa obra se mantem isolado de todo o resto, por mais que esses tres grandes filosofos pertencam cada um a sua epoca. Com relacao a Heidegger, um tema que sempre volta quase que numa constante das discussoes de Gadamer, e a chamada virada. Mas em toda essa discussao ao longo do terceiro capitulo, em nenhum momento o tema da virada e tematizado como em dois textos em especifico: o primeiro chamado "O caminho ate a virada" e o segundo chamado "O caminho uno de Martin Heidegger". Tal tema leva a questionarmos ate que ponto as obras iniciais do filosofo de Messkirch, particularmente Ser e Tempo, ja nao indicavam o caminho ate o ponto em que ocorre uma radicalizacao das questoes do Ser, levando consigo o abandono de uma analitica do ser-ai. A viragem consiste em nao mais partir da pergunta pelo ente que compreende o Ser, mas pelo contrario, radicalizar o tema do Ser:

Na viragem parte-se do Ser, ao inves de se partir da consciencia que pensa o ser ou do ser-ai para o qual esta em jogo o seu ser, que se compreende em vistas ao seu ser e que cuida de seu ser. Assim, Heidegger nao chegou tanto a levantar a questao acerca do ser em Ser e Tempo, ele so chegou a prepara-la (GADAMER, 2012, Martin Heidegger, 75 anos, p.257).

Essa radicalizacao do Ser ela mesma, que exige cada vez menos uma pergunta pelo ente, faz Gadamer deixar clara as dificuldades e "misterios", a obscuridade tematica que tanto intrigou e movimentou criticos a difamarem contra Heidegger. No entanto, Gadamer permite aparecer a perspectiva de um encanto e de uma grandeza que permeiam esse momento da virada, a intensidade do pensamento envolvido com a arte e com a poetica, que muitos nao conseguem enxergar, obscurecidos pelo passado politico do filosofo. O tema da viragem leva Gadamer a se perguntar se esse impulso poetico ja nao estava presente la mesmo em Ser e Tempo, que apesar de envolvido com a analitica do ser-ai, apontava para uma transformacao no interior da construcao conceituai. A viragem nao consiste em uma ruptura do pensamento de Heidegger, mas uma continuidade. Ser e Tempo nao fracassara no sentido de se perder de vez toda a sua pretensao, seu questionamento nao pairou em um beco sem saida. Pelo contrario, Ser e Tempo fracassou porque as questoes que ali entao se levantavam foram se intensificando, seu discurso nao fluiu para uma nao saida, mas sim para um campo aberto: "a celebre 'viragem' foi tudo menos uma ruptura no pensamento de Heidegger" (GADAMER, 2012, Os Gregos, p.386).

Ora, mas entao a 'viragem' ja estava presente em um dialogo em 1924. Ela tambem ja estava presente na primeira declaracao que pude ouvir de Heidegger em minha vida. Um jovem estudante, que estava retornando de Friburgo para Marburgo, contou cheio de entusiasmo que um jovem professor teria dito em sua catedra: 'o mundo munda'. Esta expressao tambem se mostrava como a viragem antes da viragem. Neste enunciado nao ha eu algum, nenhum sujeito e nenhuma consciencia. Expressa-se ai muito mais uma estrutura fundamental do ser, estrutura essa que nos experimentamos e, em verdade, de tal modo que o mundo desponta como a semente (GADAMER, 2012, O caminho uno de Martin Heidegger, p.570).

por Luciano Gomes Brazil

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Title Annotation:Hans-Georg Gadamer
Author:Brazil, Luciano Gomes
Publication:Ekstasis: Revista de Hermeneutica e Fenomenologia
Article Type:Resena de libro
Date:Jun 1, 2013
Words:2906
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