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General and abdominal obesity among the elderly from Southern Brazil: results of the How are you doing? (Como vai?) study/Obesidade geral e abdominal em idosos do Sul do Brasil: resultados do estudo Como vai?

Introducao

O crescimento vertiginoso da populacao idosa (60 anos ou mais (1)) traz, de imediato, aumento da carga de doencas cronicas nao transmissiveis (DCNT), tipicas dessa faixa etaria, com destaque para as cardiovasculares, hipertensao arterial sistemica (HAS) e diabetes mellitus (DM) (2). Alem de poder afetar a qualidade de vida do idoso, por comprometer a sua funcionalidade, dificultando ou impedindo o desempenho das atividades cotidianas de forma independente (2), a presenca dessas doencas requer cuidado continuado de media e alta complexidade, o que eleva o custo da prestacao de servicos em saude (3).

A obesidade e um dos principais fatores associados as DCNT. Sua ocorrencia e de carater multifatorial, podendo ser resultado da combinacao de fatores geneticos e fisiologicos com um ambiente obesogenico, caracterizado, principalmente, pela presenca de atividade fisica insuficiente e de habitos alimentares inadequados (4). Em nivel mundial, a prevalencia de obesidade praticamente dobrou entre 1980 e 2008, passando de 5% em homens e 8% em mulheres para 10% e 14%, respectivamente (5). No Brasil, a prevalencia de obesidade em 2008 foi de 13% em homens e 17% em mulheres (6).

Entre os idosos, as alteracoes fisiologicas decorrentes do processo de envelhecimento, como, por exemplo, o declinio da altura (aproximadamente 2-4 cm ao longo da vida, comparado a altura maxima (7)), causado por compressao vertebral e perda do tonus muscular, a reducao da massa muscular devido a sua transformacao em gordura intramuscular e, principalmente, a modificacao na quantidade e distribuicao do tecido adiposo subcutaneo, com acumulo na regiao abdominal (8), representam diferenciacoes entre adultos e idosos e, por esse motivo, devem ser consideradas na definicao de obesidade (2).

A obesidade, em qualquer de suas formas de manifestacao, aumenta o risco para doencas cardiovasculares, DM, doencas musculoesqueleticas e alguns tipos de cancer (9). Alem disso, o acumulo de gordura na regiao abdominal altera o perfil metabolico, com diminuicao da tolerancia a glicose, reducao da sensibilidade a insulina e perfis lipidicos adversos (10). Apesar de toda esta importancia, no contexto brasileiro sao escassos os estudos de base populacional abordando este tema na populacao idosa.

Este estudo teve por objetivo medir as prevalencias e identificar os fatores associados a ocorrencia de obesidade geral e abdominal na populacao idosa residente na area urbana do municipio de Pelotas, RS.

Metodos

O presente estudo foi conduzido em Pelotas, municipio de medio porte, localizado na chamada Metade do Sul do Rio Grande do Sul, que tem como base economica o agronegocio e o comercio. E considerado o terceiro municipio mais populoso do estado, com cerca de 330 mil habitantes (93,3% urbana), sendo, aproximadamente, 15% individuos idosos (11).

Este estudo faz parte de um inquerito maior que investiga a situacao de saude da populacao pelotense desde 1999, sob forma de consorcio, realizado por mestrandos em epidemiologia a cada dois anos (12). Trata-se de um estudo transversal de base populacional sobre a populacao idosa (60 anos ou mais) residente na area urbana do municipio. Em 2014, o estudo foi conhecido como Consorcio de Mestrado Orientado para a Valorizacao da Atencao ao Idoso (COMO VAI?) e a coleta de dados foi realizada entre os meses de janeiro e agosto.

O calculo do tamanho amostral para o estudo de prevalencia considerou nivel de confianca de 95%, efeito de delineamento de 1,3 e prevalencia de 33,5% para a obesidade geral e 45% para a (abdominal) (13). O erro maximo aceitavel foi de quatro pontos percentuais. Com base nesses parametros amostrais, este estudo deveria incluir pelo menos 916 idosos. Destaca-se que esse valor esta acrescido de 20% para a ocorrencia de eventuais perdas.

Para o estudo de associacao, os calculos de tamanho amostral foram realizados a posteriori. Considerou-se poder de 80%, nivel de confianca de 95%, razoes de prevalencias variando entre 1,25 e 1,90 e frequencias de exposicao de 23% e 81%. Alem disso, acrescentou-se 20% para possiveis perdas e recusas e 15% para controle de fatores de confusao. Com base nesses parametros, seriam necessarios pelo menos 1.264 idosos. Para algumas variaveis contidas no modelo hierarquico de analise (cor da pele, escolaridade, classe economica, situacao conjugal, doenca cardiovascular e hipercolesterolemia) nao foi possivel trabalhar com esses parametros amostrais, em virtude de requerer um tamanho amostral substancialmente maior que o passivel de obtencao neste estudo. Apesar disso, essas variaveis foram mantidas na analise em funcao da definicao previa do modelo hierarquico.

O processo de amostragem por conglomerados foi realizado em dois estagios, com base nas informacoes do Censo Demografico de 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatistica (IBGE) (11). Primeiramente, todos os 488 setores censitarios da zona urbana do municipio foram listados em ordem crescente, de acordo com a renda media, garantindo a participacao de individuos com diferentes situacoes socioeconomicas. Setores com menos que 15 idosos foram agrupados, resultando em 469 setores para o sorteio sistematico.

Considerando haver 0,43 idosos por domicilio, definiu-se que seriam selecionados 31 domicilios por setor, possibilitando a identificacao de, no minimo, 12 idosos. Para atingir o tamanho amostral da pesquisa como um todo foram sorteados 133 setores censitarios, a partir de um "pulo" sistematico. Os domicilios permanentes ocupados, dos setores selecionados, foram listados e sorteados sistematicamente e todos os individuos idosos, moradores dos domicilios sorteados, foram incluidos na amostra. Para este estudo, foram excluidos todos aqueles que se mostraram impossibilitados de permanecer em posicao ereta, bem como os que utilizavam protese ou gesso ou amputados de membros inferiores.

A obesidade geral foi investigada atraves do Indice de Massa Corporal (IMC) e utilizou-se o ponto de corte preconizado pela Organizacao Mundial da Saude (OMS) (14), que classifica como obesos individuos com IMC [greater than or equal to] 30 kg/[m.sup.2]. Para o calculo do IMC foram utilizadas medidas de peso e altura, esta estimada atraves da altura do joelho, por ser mais adequada para a populacao-alvo (14), sendo empregadas as equacoes preditivas propostas por Chumlea e Guo (15).

A circunferencia da cintura foi utilizada para avaliar a obesidade abdominal, medida com uma fita metrica nao extensivel diretamente sobre a pele na regiao mais estreita do tronco, entre o torax e o quadril, sendo a leitura feita no momento da expiracao. Somente em caso de nao haver ponto mais estreito, a medida era feita no ponto medio entre a ultima costela e a crista iliaca. Esta tecnica e recomendada pela OMS (14) e pelo Ministerio da Saude (16), sendo utilizada por diversos estudos (13,17,18). Foram classificados como portadores de obesidade abdominal os individuos com circunferencia da cintura > 102 cm para homens e > 88 cm para mulheres (14).

Para identificar os fatores associados a obesidade geral e abdominal foram utilizadas as seguintes variaveis independentes: idade (obtida em anos completos e agrupada em tres categorias: 60-69; 70-79; 80 anos ou mais), sexo, cor da pele (observada pela entrevistadora e categorizada como branca ou preta/parda/amarela/indigena), escolaridade (agrupada em quatro categorias: 0-3 anos de estudo; 4-7; 8-11; 12 ou mais), classe economica (classificacao da Associacao Brasileira de Empresas de Pesquisa--ABEP (19), agrupada em tres categorias: classe A/B-mais ricos, C ou D/E-mais pobres) e situacao conjugal (com ou sem companheiro/a).

Foram ainda incluidas como variaveis independentes tabagismo atual (nao ou sim, considerando como fumante aquele individuo que fumou todos os dias, pelo menos uma vez, durante 30 dias) e atividade fisica de lazer, coletada atraves do questionario IPAQ--International Physical Activity Questionnaire (20) (insuficientemente ativo: < 150 minutos/semana; ativo: [greater than or equal to] 150 minutos/ semana), bem como a ausencia ou presenca autorreferida de HAS, DM, doenca cardiovascular e hipercolesterolemia. As variaveis relacionadas a saude foram coletadas atraves da pergunta Algum medico ou profissional de saude ja disse que o(a) sr.(a) tem hipertensao (pressao alta), mesmo que controlada; diabetes; problema do coracao, atual ou antigo; colesterol alto ou gordura no sangue?

A coleta dos dados foi realizada por entrevistadoras com, no minimo, ensino medio completo, previamente treinadas e padronizadas para a coleta das medidas antropometricas, de acordo com os criterios propostos por Habicht (21). O questionario utilizado foi testado pelos autores anteriormente ao inicio da pesquisa a partir de estudo piloto. Em quase toda a coleta de dados, o estudo contou com auxilio de um veiculo para transporte das entrevistadoras ate os domicilios selecionados.

A entrada dos dados se deu por meio de netbooks da marca Samsung[R] modelo N150 plus, e do software Pendragon[R]. Para a coleta das medidas antropometricas, foram utilizados os seguintes instrumentos: balancas eletronicas da marca Tanita[R], modelo UM-080, com capacidade maxima de 150 quilogramas e precisao de 100 gramas, para obtencao do peso; antropometro infantil em madeira da marca Indaia[R], com escala de 100 centimetros e graduacao em milimetros, para medida de altura do joelho; e fitas metricas nao extensiveis da marca Cescorf[R], com extensao de 2 metros e graduacao em milimetros, para medida de circunferencia da cintura. As tecnicas de medicao seguiram as recomendacoes da OMS (11).

O controle de qualidade foi feito atraves de nova visita e entrevista com uma versao reduzida do questionario original a 10% dos entrevistados, esses selecionados aleatoriamente. Para este estudo, a questao utilizada foi: Alguem pesou o(a) sr(a)? Foi testada a concordancia esperada alem do acaso entre as respostas utilizando-se o teste Kappa, o qual resultou em 87% de repetibilidade.

As analises estatisticas foram realizadas por meio do programa estatistico Stata, versao 12.1 (Stata Corporation, College Station, USA). O efeito de amostragem por conglomerados foi considerado em todas as analises, atraves do comando survey (svy). A significancia estatistica de cada variavel foi avaliada atraves dos testes de Wald de heterogeneidade ou de tendencia linear. Foram realizadas analises brutas e ajustadas atraves da regressao de Poisson. Testes de interacao entre os desfechos (obesidade geral e abdominal), sexo e outras variaveis independentes foram realizados, obtendo-se resultado nao significativo, entretanto realizou-se estratificacao das analises por sexo por ser considerada uma informacao importante ao tema.

Para a analise multivariavel, foi construido um modelo conceitual hierarquico com as variaveis demograficas e socioeconomicas encontradas no primeiro nivel, as comportamentais no segundo e as relacionadas a saude no mais proximal para cada desfecho (22). Utilizou-se o procedimento de selecao para tras (backward) por niveis, incluindo somente as variaveis com p < 0,2 na analise bruta. De acordo com este metodo, as variaveis do primeiro nivel foram ajustadas entre si, sendo mantidas no modelo aquelas que apresentaram valor -p < 0,05 na analise ajustada. Apos, foram incluidas as variaveis comportamentais, ajustando-as para as variaveis do primeiro nivel que permaneceram no modelo, e para as do segundo com p < 0,05. Por fim, as variaveis relacionadas a morbidade autorreferida foram incluidas na analise, sendo ajustadas para as variaveis dos dois niveis anteriores, bem como para as do terceiro nivel com p < 0,05. Foram considerados fatores associados ao desfecho aquelas variaveis com p < 0,05.

Este estudo foi aprovado pelo Comite de Etica em Pesquisa da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Pelotas. A utilizacao de um numero para cada participante no banco de dados garantiu a confidencialidade dos dados pessoais. Anteriormente a entrevista, foi obtida assinatura no termo de consentimento livre e esclarecido de todos os participantes, concordando com a participacao na pesquisa.

Resultados

O presente estudo identificou 1.844 idosos. Destes, foi possivel entrevistar 1.451, correspondendo a uma taxa de resposta de 78,7%. Dentre as perdas e recusas, 59,3% eram mulheres, semelhante a amostra (p = 0,198), e a media de idade foi 69,5 anos (DP [+ or -] 8,6), com diferenca em relacao a amostra (70,7; DP [+ or -] 8,2; p = 0,011). Entre os idosos entrevistados, 87 nao tinham informacao de peso ou altura do joelho e 78 de circunferencia da cintura, por estarem entre os criterios de exclusao. O efeito de delineamento amostral do estudo foi 1,11 para obesidade geral e 1,06 para obesidade abdominal.

A Tabela 1 mostra que 52% dos idosos possuiam entre 60 e 69 anos de idade, 63% pertenciam ao sexo feminino, 84% eram de cor da pele branca, 53% pertenciam ao estrato C de classe economica, 37% possuiam quatro anos ou mais de escolaridade e 53% viviam com companheiro. Com relacao as variaveis comportamentais e de morbidade, a grande maioria dos idosos relatou nao fumar atualmente (87,4%), ser insuficientemente ativa fisicamente (81,4%), enquanto 67%, 24%, 32% e 41% referiu ter HAS, DM, doenca cardiovascular e hipercolesterolemia, respectivamente.

Entre os idosos estudados, 29,9% (IC95%: 27,5-32,4) foram considerados obesos e cerca de metade da amostra [50,4% (IC95%: 47,8-53,1)] apresentou obesidade abdominal (Tabela 1). As prevalencias de obesidade geral e abdominal foram significativamente maiores entre as mulheres (Figura 1). Observou-se diminuicao progressiva da obesidade geral com o aumento da idade e foi encontrada maior prevalencia em individuos com HAS, DM e doenca cardiovascular autorreferidas. Individuos que referiram fumar e aqueles fisicamente ativos apresentaram menores prevalencias de obesidade (Tabela 2). Para obesidade abdominal, maiores prevalencias foram observadas em idosos que viviam sem companheiro e naqueles que referiram ter HAS, DM, doenca cardiovascular ou hipercolesterolemia. Observaram-se prevalencias menores na faixa mais avancada de idade (80 anos ou mais) e em idosos fisicamente ativos e que referiram fumar atualmente (Tabela 2).

Na analise ajustada, realizada a partir de modelo conceitual hierarquico, as variaveis que permaneceram associadas a obesidade geral e a obesidade abdominal (Tabela 2) foram idade, sexo, tabagismo atual, atividade fisica no lazer, HAS e DM.

Para obesidade geral, as mulheres apresentaram prevalencia 35% maior, quando comparadas aos homens. Observou-se uma relacao inversa entre idade e obesidade: idosos com 70 a 79 anos tiveram prevalencia 24% menor, comparandose aos de 60 a 69 anos, e aqueles com 80 anos ou mais apresentaram prevalencia 53% menor. Entre as variaveis comportamentais, individuos que referiram ser fumantes no momento da entrevista apresentaram prevalencia de obesidade 29% menor do que os nao fumantes e aqueles fisicamente ativos mostraram uma prevalencia 26% menor, quando comparados aos insuficientemente ativos. Ainda, idosos que referiram ser hipertensos e diabeticos tiveram prevalencias de obesidade 37% e 22% maiores, respectivamente, quando comparados aos que nao referiram tais doencas (Tabela 3).

Em relacao a obesidade abdominal, as mulheres tiveram prevalencia 80% maior, quando comparadas aos homens. Assim como para obesidade geral, observou-se uma relacao inversa entre idade e obesidade abdominal, sendo que idosos com idade entre 70 e 79 anos apresentaram prevalencia 2% menor, comparando-se aos idosos de 60 a 69 anos, e aqueles com 80 anos ou mais apresentaram uma prevalencia 27% menor, ao comparar-se com a categoria de referencia. Sobre as variaveis comportamentais, os fumantes apresentaram uma prevalencia 21% menor, quando comparados aos nao fumantes, e aqueles idosos fisicamente ativos mostraram prevalencia 26% menor, comparando-se aos insuficientemente ativos. Entre os idosos que referiram ser hipertensos e diabeticos foram observadas prevalencias 44% e 16% maiores de obesidade abdominal, respectivamente, quando comparados aqueles que nao referiram tais doencas (Tabela 4).

Discussao

A prevalencia de obesidade geral entre idosos deste estudo foi cerca de 30%. Esse resultado e superior ao encontrado na Pesquisa Nacional de Saude e Nutricao (PNSN) de 1989, que foi de 17% (23), e aos 17% observados na Pesquisa de Orcamentos Familiares (POF) de 2008-2009, entre individuos de 65 anos ou mais (6). Em Pelotas, RS, no ano 2000, em estudo tambem de base populacional, a prevalencia encontrada foi de 25% (24). As diferencas, no caso da PNSN e da POF, podem ser explicadas em parte pelo tempo decorrido desde a sua realizacao, representando uma evolucao da prevalencia, e porque representam o Brasil como um todo, diferente deste estudo, que se refere a apenas a area urbana de uma cidade de porte medio onde, sabidamente, a prevalencia de obesidade e maior que no pais como um todo. Em relacao ao estudo de Pelotas, alem do tempo decorrido, a diferenca pode ter sido devido a forma de obtencao das medidas de peso e altura, que foram autorreferidas. Destaca-se ainda o fato de, neste estudo, a altura ter sido estimada a partir da medida da altura do joelho.

Metade dos idosos estudados apresentou obesidade abdominal. Um estudo realizado em 2010 com uma amostra representativa da populacao adulta de Pelotas (RS) encontrou que aproximadamente 46% dos individuos no estrato de 60 anos ou mais apresentava obesidade abdominal (13). Outro estudo de base populacional, conduzido em 1996 no municipio de Rio de Janeiro, encontrou uma prevalencia de inadequacao do perimetro da cintura superior a 50%, porem, utilizando pontos de corte [greater than or equal to] 94 cm, para homens, e [greater than or equal to] 80 cm, para mulheres (17). A prevalencia do presente estudo pode ser considerada maior que a do estudo supracitado, em virtude de nossos pontos de corte serem mais conservadores. Em comparacao ao estudo de Linhares et al. (13), que utilizou os mesmos pontos de corte, nossa prevalencia foi tambem superior, sugerindo um possivel aumento da obesidade abdominal entre idosos pelotenses no periodo de 2010 a 2014.

Alguns autores tem discutido que as modificacoes decorrentes do processo de envelhecimento podem fazer com que o IMC nao reflita adequadamente a adiposidade corporal. Batsis et al. (25), analisando uma coorte representativa de idosos dos Estados Unidos, e Choi et al. (26) uma coorte de idosos coreanos, observaram que individuos com IMC normal, mas obesos metabolicamente, ou seja, com gordura corporal elevada, apresentavam alto risco de desregulacao cardiometabolica e mortalidade. Apesar disso, estudos encontram boa correlacao entre circunferencia da cintura e IMC (17,27), podendo este ser util para o diagnostico de obesidade em nivel populacional (4). No presente estudo, a maioria das variaveis que se mantiveram relacionadas a obesidade geral e a obesidade abdominal, apos a analise ajustada, apresentou direcoes de associacao semelhantes, exceto para a variavel idade.

Com relacao ao sexo, encontrou-se maior prevalencia de obesidade, principalmente abdominal, em mulheres. Barreto et al. (28), ao estudar uma coorte de idosos de Bambui, MG, observou que o sexo feminino foi positivamente associado ao IMC. Santos e Sichieri (17) relataram o mesmo para obesidade abdominal, sendo que as idosas do Rio de Janeiro apresentaram maior proporcao de inadequacao da circunferencia da cintura. Dois fatores podem explicar estes resultados. Primeiramente, o acumulo de gordura subcutanea durante o processo de envelhecimento e maior em mulheres do que em homens e a perda de gordura se da em idade mais avancada em idosas (14). Alem disso, devido a expectativa de vida ser maior entre as mulheres, pode ter ocorrido vies de sobrevivencia, contribuindo para subestimacao da prevalencia de obesidade em homens.

Os resultados aqui apresentados mostram que a idade esteve negativamente associada a obesidade geral e abdominal, observando-se tendencia linear de declinio com o avanco das faixas etarias. Tais resultados poderiam ser explicados pelas alteracoes que ocorrem no processo de envelhecimento. A diminuicao de peso nos idosos, inerente a problemas alimentares, como perda de apetite e dificuldade de mastigacao por lesao oral, uso de protese dentaria ou problemas digestivos, leva a uma reducao do IMC2. Ao mesmo tempo, ha uma reducao da massa muscular devido a sua transformacao em gordura intramuscular, tambem contribuindo para a diminuicao do peso (8). Ainda, a categoria de 80 anos ou mais de idade mostrou as menores prevalencias de obesidade geral e abdominal, podendo ser explicado pelo vies de sobrevivencia, que diz respeito a mortalidade em individuos com doencas relacionadas a obesidade.

Quanto as caracteristicas comportamentais dos idosos, encontrou-se que individuos fumantes apresentaram menores prevalencias, tanto de obesidade geral como abdominal. Os mecanismos da perda de peso associada ao habito de fumar sao complexos e refletem os efeitos mediados pela nicotina. Essa substancia reduz o peso corporal a partir do aumento da taxa de metabolismo basal, alem de regular os multiplos caminhos neuroquimicos que governam a fome e a saciedade (29). Em relacao a atividade fisica, foi observado que as prevalencias de obesidade geral e abdominal eram menores em idosos fisicamente ativos do que naqueles insuficientemente. Em decorrencia do declinio funcional natural ao envelhecimento, bem como a carga de doencas presente nesta faixa etaria, ha um aumento nas limitacoes fisicas, dificultando a pratica de atividades fisicas, com consequente aumento da obesidade (30). Entretanto, deve-se ter cautela na interpretacao das relacoes entre tabagismo, atividade fisica e obesidade devido a presenca de causalidade reversa.

Os resultados deste estudo mostram que a obesidade esteve positivamente associada a HAS e a DM, corroborando os achados de Barreto et al. nos idosos da coorte de Bambui, MG (28). Entretanto, no presente estudo, nao e possivel inferir que a obesidade representa uma causa de tais doencas, mas, apenas, que ela esta presente em hipertensos e diabeticos. Sabe-se que a obesidade e um agravo metabolico complexo, que envolve reducao da sensibilidade a insulina e consequente estado de descompensacao nos niveis de glicose circulante, bem como perfis lipidicos adversos. Ainda, as alteracoes de perfil metabolico mostram-se mais comuns naqueles individuos com acumulo de gordura intraabdominal e representam fatores de risco para DM e doencas cardiovasculares (10,31).

Algumas variaveis demograficas (cor da pele e situacao conjugal) e socioeconomicas (escolaridade e classe economica) nao se mostraram associadas a obesidade geral e a abdominal. Silveira et al., estudando idosos em Pelotas, RS, mostraram que renda per capita, escolaridade e cor da pele nao tiveram associacao com obesidade geral (24). Ressalta-se que a obesidade pode estar difundida em tamanha escala na sociedade que, em idosos, as questoes inerentes ao processo de envelhecimento mostram maior efeito. Com relacao a doenca cardiovascular e a hipercolesterolemia, variaveis que perderam a associacao com obesidade geral e abdominal apos o ajuste, poderiam estar sob efeito de confusao na analise bruta por parte da HAS.

Como pontos fortes do estudo, e importante ressaltar que o mesmo foi de carater populacional, delineado especificamente para individuos idosos. Alem disso, a coleta de medidas antropometricas, ao inves de peso e altura autorreferidos, confere confiabilidade ao estudo. Alguns estudos foram realizados no Brasil para determinar a validade dessas medidas autorreferidas em individuos de 20 anos ou mais (32,33) e 12 anos ou mais (34) e os autores mostram que a idade afeta a qualidade do IMC referido (32,33) e que os idosos tendem a superestimar a altura (34), possivelmente por nao verificarem suas medidas periodicamente e relatarem informacoes imprecisas, baseadas em recordatorio de medidas passadas (33).

A utilizacao da medida de altura do joelho, em substituicao a altura em pe, esta de acordo com o preconizado pela OMS para a avaliacao antropometrica da populacao idosa (14), considerando que o declinio da estatura, decorrente de compressao vertebral e perda de tonus muscular, esta presente no processo de envelhecimento (2). Um estudo de revisao mostrou que as equacoes desenvolvidas por Chumlea e Guo (15), utilizadas no presente estudo, sao as que possuem maior numero de trabalhos avaliando sua aplicacao, e que sabe-se que ha possibilidade de superestimar a altura ao utiliza-las na populacao brasileira (35). Por esse motivo, na tentativa de garantir a qualidade desta medida, avaliou-se a altura em pe de uma subamostra de idosos de Pelotas-RS sem curvatura na coluna e o calculo do coeficiente de concordancia de Lin entre esta medida e a altura do joelho resultou em alta concordancia entre as duas medidas (r = 0,868). A media de altura real foi de 166,92 cm (DP = 5,50 cm) para homens e de 155,18 cm (DP = 7,34 cm) para mulheres e a media de altura estimada foi de 167,86 cm (DP = 4,84 cm) para homens e de 156,41 cm (DP = 5,16 cm) para mulheres.

Algumas limitacoes devem ser consideradas. A diferenca encontrada entre as medias de idade de perdas e recusas, em comparacao a amostra estudada (69,5 anos; DP [+ or -] 8,6 vs. 70,7; DP [+ or -] 8,2, respectivamente), poderia estar subestimando a prevalencia de obesidade geral e abdominal na amostra, ja que idosos mais novos apresentaram maior prevalencia. Entretanto, tal fato provavelmente nao e relevante, pois a diferenca entre as medias foi muito pequena (1,2; DP [+ or -] 0,47).

As informacoes coletadas sobre morbidade foram provenientes de autorrelato do entrevistado, uma estrategia que estima as prevalencias com menor custo e de forma acessivel e rapida, mas que pode apresentar erros de classificacao. Contudo, tais questoes foram construidas com base em um estudo realizado com 2.949 individuos de Pelotas (RS) que mostrou ser valido o autorrelato de HAS (36), sendo, entao, extrapolado para as outras doencas. Outra limitacao refere-se ao vies de causalidade reversa, inerente aos estudos transversais, nos quais nao e possivel estabelecer uma relacao de temporalidade entre determinadas variaveis independentes e os desfechos, como nas associacoes de tabagismo, atividade fisica e morbidade autorreferida com obesidade geral e abdominal.

No presente estudo, foi utilizado como ponto de corte para obesidade IMC > 30 kg/[m.sup.2], proposto para adultos pela OMS (14). A definicao da OMS, assim como a da Organizacao Pan-Americana da Saude (37), permite discriminar a obesidade do excesso de peso, ainda que nao possua distincao para os diferentes grupos etarios. Considerando as alteracoes fisiologicas decorrentes do envelhecimento, o Ministerio da Saude (16) recomenda a proposta de Lipschitz (38), que define o IMC > 27kg/ [m.sup.2] como causa de preocupacao em idosos. Esse autor, ainda, discute que e geralmente recomendado que idosos tenham um IMC entre 24 e 29 kg/[m.sup.2], limites aceitaveis semelhantes a definicao de obesidade da OMS e da OPAS. Devido a ausencia de consenso sobre o ponto de corte mais adequado na definicao de obesidade em idosos, utilizou-se a recomendacao da OMS no presente estudo, por essa estar mais consolidada na literatura sobre o tema. A partir de revisao da literatura, observa-se que a maioria dos estudos, nacionais e internacionais, utiliza essa classificacao (39-43) e poucos estudos brasileiros utilizam a recomendacao do Ministerio da Saude (44,45). Ainda, foi encontrado um estudo que comparou os dois pontos de corte (24). Caso o ponto de corte para excesso de peso (IMC > 27kg/[m.sup.2]) viesse a ser utilizado, a prevalencia na populacao estudada seria 56%.

Atraves deste estudo transversal de base populacional foi possivel estimar as prevalencias e identificar os fatores associados a obesidade geral e abdominal em idosos. A elucidacao de como a obesidade se distribui na populacao em estudo fornece subsidios para o planejamento de politicas de saude que visem a reducao da sua ocorrencia. No entanto, e necessario compreender que as alteracoes fisiologicas inerentes ao processo de envelhecimento nao podem ser evitadas, mas podem ser atenuadas a partir de acoes que englobem o incentivo a pratica de atividade fisica, por exemplo, considerando as limitacoes e condicoes de saude do idoso.

DOI: 10.1590/1413-812320152111.02492016

Colaboradores

CS Costa participou de todas as fases do estudo, desde a concepcao e planejamento, analise e interpretacao dos dados, redacao do artigo e aprovacao da versao final do manuscrito; BC Schneider e JA Cesar contribuiram substancialmente para a concepcao e planejamento, interpretacao dos dados e revisao critica do conteudo e aprovaram a versao final do manuscrito.

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Artigo apresentado em 26/09/2015

Aprovado em 04/05/2016

Versao final apresentada em 06/05/2016

Caroline dos Santos Costa [1]

Bruna Celestino Schneider [1]

Juraci Almeida Cesar [1]

[1] Programa de Pos-Graduacao em Epidemiologia, Universidade Federal de Pelotas. R. Marechal Deodoro 1160/30 andar, Centro. 96020-220 Pelotas RS Brasil. carolinercosta@gmail.com

Caption: Figura 1. Prevalencias e intervalos de confianca de 95% de obesidade geral e abdominal conforme o sexo. Pelotas, RS, Brasil, 2014.
Tabela 1. Descricao da amostra em termos de variaveis
demograficas, socioeconomicas, comportamentais e de morbidade
(n = 1.451). Pelotas, RS, Brasil, 2014.

Variaveis                                       Homens       Mulheres
                                                 n (%)         n (%)

Idade (anos) (n = 1.446)
  60-69                                       289 (53,9)    467 (51,3)
  70-79                                       172 (32,1)    288 (31,7)
  80+                                          75 (14,0)    155 (17,0)
Cor da pele (n = 1.447)
  Branca                                      454 (84,7)    757 (83,1)
  Preta/Parda/Amarela/Indigena                 82 (15,3)    154 (16,9)
Escolaridade (anos de estudo) (n = 1.437)
  0-3                                         205 (38,5)    328 (36,3)
  4-7                                         169 (31,7)    276 (30,5)
  8-11                                         55 (10,3)      88 (9,7)
  12+                                         104 (19,5)    212 (23,5)
Classe economica (ABEP) (n = 1.372)
  A/B (mais ricos)                            200 (39,4)    283 (32,8)
  C                                           248 (48,8)    472 (54,6)
  D/E (mais pobres)                            60 (11,8)    109 (12,6)
Situacao conjugal (n = 1.447)
  Com companheiro (a)                         408 (76,1)    355 (39,0)
  Sem companheiro (a)                         128 (23,9)    556 (61,0)
Tabagismo atual (n = 1.446)                    76 (14,2)    106 (11,7)
Atividade fisica no lazer (n = 1.391)
  Insuficientemente ativo                     391 (76,4)    742 (84,4)
  Ativo                                       121 (23,6)    137 (15,6)
Hipertensao arterial sistemica (n = 1.447)    340 (63,5)    625 (68,5)
  Diabetes (n = 1.447)                        129 (24,1)    211 (23,1)
  Doenca cardiovascular (n = 1.446)           174 (32,5)    291 (31,9)
  Hipercolesterolemia (n = 1.446)             176 (33,0)    413 (45,3)
  Obesidade geral (n = 1.364)                 120 (24,0)    288 (33,4)
  Obesidade abdominal (n = 1.373)             163 (32,3)    529 (60,9)
Total                                         537 (37,0)    914 (63,0)

Variaveis                                         Total
                                                  n (%)

Idade (anos) (n = 1.446)
  60-69                                          756 (52,3)
  70-79                                          460 (31,8)
  80+                                            230 (15,9)
Cor da pele (n = 1.447)
  Branca                                       1.211 (83,7)
  Preta/Parda/Amarela/Indigena                   236 (16,3)
Escolaridade (anos de estudo) (n = 1.437)
  0-3                                            533 (37,0)
  4-7                                            445 (31,0)
  8-11                                           143 (10,0)
  12+                                            316 (22,0)
Classe economica (ABEP) (n = 1.372)
  A/B (mais ricos)                               483 (35,2)
  C                                              720 (52,5)
  D/E (mais pobres)                              169 (12,3)
Situacao conjugal (n = 1.447)
  Com companheiro (a)                            763 (52,7)
  Sem companheiro (a)                            684 (47,3)
Tabagismo atual (n = 1.446)                      182 (12,6)
Atividade fisica no lazer (n = 1.391)
  Insuficientemente ativo                      1.133 (81,4)
  Ativo                                          258 (18,6)
Hipertensao arterial sistemica (n = 1.447)       965 (66,7)
  Diabetes (n = 1.447)                           340 (23,5)
  Doenca cardiovascular (n = 1.446)              465 (32,2)
  Hipercolesterolemia (n = 1.446)                589 (40,7)
  Obesidade geral (n = 1.364)                    408 (29,9)
  Obesidade abdominal (n = 1.373)                692 (50,4)
Total                                         1.451 (100,0)

Tabela 2. Analises bruta e ajustada entre obesidade geral e
abdominal e variaveis independentes para amostra total. Pelotas,
RS, Brasil, 2014.

                                              Obesidade geral

Variaveis                                Bruta             Ajustada
                                       RP (IC95%)         RP (IC95%)
1 Nivel
  Idade (anos)                        p < 0,001 *        p < 0,001 *
    60-69                                 1,00               1,00
    70-79                           0,81 (0,68;0,97)   0,76 (0,64;0,91)
    80+                             0,54 (0,41;0,72)   0,47 (0,35;0,63)
  Sexo                                 p = 0,002          p = 0,004
    Masculino                             1,00               1,00
    Feminino                        1,39 (1,13;1,72)   1,35 (1,11;1,66)
  Cor da pele                          p = 0,229              --
    Branca                                1,00                --
    Preta/Parda/Amarela/            1,14 (0,92;1,41)          --
    Indigena
  Escolaridade                         p = 0,302              --
    0-3                                   1,00                --
    4-7                             1,19 (0,99;1,44)          --
    8-11                            1,08 (0,81;1,44)          --
    12+                             1,13 (0,91;1,41)          --
  Classe economica (ABEP)              p = 0,205              --
    A/B (mais ricos)                      1,00                --
    C                               1,02 (0,84;1,24)          --
    D/E (mais pobres)               0,76 (0,53;1,09)          --
  Situacao conjugal                    p = 0,448              --
    Com companheiro (a)                   1,00                --
    Sem companheiro (a)             0,94 (0,93;1,04)          --
2 Nivel
    Tabagismo atual                    p = 0,054          p = 0,029
      Nao                                 1,00               1,00
      Sim                           0,73 (0,53;1,01)   0,71 (0,52;0,97)
    Atividade fisica (lazer)           p = 0,034          p = 0,022
      Insuficientemente ativo             1,00               1,00
      Ativo                         0,75 (0,58;0,98)   0,74 (0,57;0,96)
3 Nivel
    Hipertensao arterial               p < 0,001          p = 0,003
      Nao                                 1,00               1,00
      Sim                           1,49 (1,22;1,82)   1,37 (1,12;1,68)
    Diabetes                           p = 0,002          p = 0,025
      Nao                                 1,00               1,00
      Sim                           1,33 (1,11;1,59)   1,22 (1,03;1,45)
    Doenca cardiovascular              p = 0,030          p = 0,073
      Nao                                 1,00               1,00
      Sim                           1,20 (1,02;1,42)   1,16 (0,99;1,36)
    Hipercolesterolemia                p = 0,585              --
      Nao                                 1,00                --
      Sim                           1,05 (0,89;1,24)          --

                                             Obesidade abdominal

Variaveis                                Bruta             Ajustada
                                       RP (IC95%)         RP (IC95%)
1 Nivel
  Idade (anos)                         p = 0,028         p = 0,001 *
    60-69                                 1,00               1,00
    70-79                           1,05 (0,93;1,18)   0,98 (0,88;1,09)
    80+                             0,82 (0,70;0,97)   0,73 (0,62;0,86)
  Sexo                                 p < 0,001          p < 0,001
    Masculino                             1,00               1,00
    Feminino                        1,89 (1,65;2,16)   1,80 (1,57;2,06)
  Cor da pele                          p = 0,277              --
    Branca                                1,00                --
    Preta/Parda/Amarela/            0,91 (0,78;1,08)          --
    Indigena
  Escolaridade                         p = 0,568              --
    0-3                                   1,00                --
    4-7                             1,07 (0,95;1,21)          --
    8-11                            1,01 (0,85;1,20)          --
    12+                             0,97 (0,83;1,13)          --
  Classe economica (ABEP)              p = 0,103          p = 0,205
    A/B (mais ricos)                      1,00               1,00
    C                               1,09 (0,96;1,25)   1,05 (0,92;1,18)
    D/E (mais pobres)               0,91 (0,74;1,13)   0,89 (0,72;1,10)
  Situacao conjugal                    p = 0,012          p = 0,931
    Com companheiro (a)                   1,00               1,00
    Sem companheiro (a)             1,16 (1,03;1,31)   1,01 (0,89;1,13)
2 Nivel
    Tabagismo atual                    p = 0,006          p = 0,016
      Nao                                 1,00               1,00
      Sim                           0,76 (0,62;0,92)   0,79 (0,66;0,96)
    Atividade fisica (lazer)           p < 0,001          p < 0,001
      Insuficientemente ativo             1,00               1,00
      Ativo                         0,70 (0,58;0,85)   0,74 (0,62;0,87)
3 Nivel
    Hipertensao arterial               p < 0,001          p < 0,001
      Nao                                 1,00               1,00
      Sim                           1,57 (1,37;1,80)   1,44 (1,25;1,65)
    Diabetes                           p < 0,001          p = 0,011
      Nao                                 1,00               1,00
      Sim                           1,26 (1,12;1,42)   1,16 (1,04;1,29)
    Doenca cardiovascular              p = 0,008          p = 0,193
      Nao                                 1,00               1,00
      Sim                           1,16 (1,04;1,29)   1,07 (0,96;1,20)
    Hipercolesterolemia                p = 0,001          p = 0,874
      Nao                                 1,00               1,00
      Sim                           1,18 (1,07;1,30)   1,01 (0,92;1,11)

* Teste qui-quadrado para tendencia linear.

Tabela 3. Analises bruta e ajustada entre obesidade geral e
variaveis independentes estratificadas por sexo. Pelotas, RS,
Brasil, 2014.

                                                   Homens

Variaveis                                Bruta             Ajustada
                                       RP (IC95%)         RP (IC95%)
1 Nivel
  Idade (anos)                        p = 0,001 *        p = 0,001 *
    60-69                                 1,00               1,00
    70-79                           0,65 (0,47;0,90)   0,64 (0,46;0,89)
    80+                             0,48 (0,28;0,84)   0,46 (0,26;0,81)
  Cor da pele                          p = 0,676              --
    Branca                                1,00                --
    Preta/Parda/Amarela/Indigena    1,09 (0,74;1,59)          --
  Escolaridade                        p = 0,048 *         p = 0,420
    0-3                                   1,00               1,00
    4-7                             1,15 (0,81;1,63)   1,08 (0,77;1,54)
    8-11                            1,22 (0,71;2,11)   1,13 (0,65;1,97)
    12+                             1,61 (1,02;2,53)   1,47 (0,92;2,33)
  Classe economica (ABEP)              p = 0,211              --
    A/B (mais ricos)                      1,00                --
    C                               0,73 (0,51;1,04)          --
    D/E (mais pobres)               0,81 (0,47;1,39)          --
  Situacao conjugal                    p = 0,449              --
    Com companheiro (a)                   1,00                --
    Sem companheiro (a)             0,85 (0,55;1,30)          --
2 Nivel
  Tabagismo atual                      p = 0,639              --
    Nao                                   1,00                --
    Sim                             0,88 (0,51;1,51)          --
  Atividade fisica (lazer)             p = 0,483              --
    Insuficientemente ativo               1,00                --
    Ativo                           0,86 (0,57;1,31)          --
3 Nivel
  Hipertensao arterial                 p = 0,045          p = 0,027
    Nao                                   1,00               1,00
    Sim                             1,41 (1,01;1,97)   1,46 (1,05;2,05)
  Diabetes                             p = 0,052          p = 0,073
    Nao                                   1,00               1,00
    Sim                             1,39 (1,00;1,92)   1,34 (0,97;1,86)
  Doenca cardiovascular                p = 0,825              --
    Nao                                   1,00                --
    Sim                             1,04 (0,75;1,43)          --
  Hipercolesterolemia                  p = 0,492              --
    Nao                                   1,00                --
    Sim                             1,10 (0,83;1,47)          --

                                                   Mulheres

Variaveis                                Bruta             Ajustada
                                       RP (IC95%)         RP (IC95%)
1 Nivel
  Idade (anos)                        p < 0,001 *        p < 0,001 *
    60-69                                 1,00               1,00
    70-79                           0,88 (0,72;1,09)   0,79 (0,64;0,97)
    80+                             0,55 (0,40;0,77)   0,48 (0,34;0,68)
  Cor da pele                          p = 0,280              --
    Branca                                1,00                --
    Preta/Parda/Amarela/Indigena    1,15 (0,89;1,48)          --
  Escolaridade                         p = 0,235              --
    0-3                                   1,00                --
    4-7                             1,21 (0,97;1,50)          --
    8-11                            1,03 (0,73;1,45)          --
    12+                             0,95 (0,74;1,21)          --
  Classe economica (ABEP)              p = 0,039          p = 0,056
    A/B (mais ricos)                      1,00               1,00
    C                               1,14 (0,92;1,41)   1,14 (0,92;1,41)
    D/E (mais pobres)               0,73 (0,48;1,10)   0,76 (0,50;1,14)
  Situacao conjugal                    p = 0,028          p = 0,359
    Com companheiro (a)                   1,00               1,00
    Sem companheiro (a)             0,82 (0,69;0,98)   0,92 (0,76;1,11)
2 Nivel
  Tabagismo atual                      p = 0,049          p = 0,020
    Nao                                   1,00               1,00
    Sim                             0,68 (0,46;1,00)   0,64 (0,44;0,93)
  Atividade fisica (lazer)             p = 0,067          p = 0,022
    Insuficientemente ativo               1,00               1,00
    Ativo                           0,74 (0,53;1,02)   0,69 (0,50;0,95)
3 Nivel
  Hipertensao arterial                 p = 0,005          p = 0,026
    Nao                                   1,00               1,00
    Sim                             1,49 (1,13;1,95)   1,36 (1,04;1,78)
  Diabetes                             p = 0,015          p = 0,255
    Nao                                   1,00               1,00
    Sim                             1,31 (1,06;1,64)   1,13 (0,92;1,39)
  Doenca cardiovascular                p = 0,015          p = 0,018
    Nao                                   1,00               1,00
    Sim                             1,29 (1,05;1,57)   1,26 (1,04;1,52)
  Hipercolesterolemia                  p = 0,803              --
    Nao                                   1,00                --
    Sim                             0,98 (0,80;1,19)          --

* Teste qui-quadrado para tendencia linear.

Tabela 4. Analises bruta e ajustada entre obesidade abdominal e
variaveis independentes estratificadas por sexo. Pelotas, RS,
Brasil, 2014.

                                                   Homens

Variaveis                                Bruta            Ajustada
                                      RP (IC95%)         RP (IC95%)

1 Nivel
  Idade (anos)                         p = 0,173          p = 0,173
    60-69                                1,00               1,00
    70-79                          0,82 (0,63;1,07)   0,82 (0,63;1,07)
    80+                            0,72 (0,47;1,10)   0,72 (0,47;1,10)
  Cor da pele                          p = 0,419             --
    Branca                               1,00                --
    Preta/Parda/Amarela/Indigena   0,85 (0,58;1,26)          --
  Escolaridade                         p = 0,683             --
    0-3                                  1,00                --
    4-7                            0,98 (0,72;1,33)          --
    8-11                           1,22 (0,81;1,85)          --
    12+                            1,15 (0,81;1,62)          --
  Classe economica (ABEP)             p = 0,038*          p = 0,172
    A/B (mais ricos)                     1,00               1,00
    C                              0,78 (0,60;1,02)   0,80 (0,60;1,05)
    D/E (mais pobres)              0,64 (0,39;1,06)   0,67 (0,40;1,11)
  Situacao conjugal                    p = 0,205             --
    Com companheiro (a)                  1,00                --
    Sem companheiro (a)            0,80 (0,57;1,13)          --
2 Nivel
  Tabagismo atual                      p = 0,150          p = 0,114
    Nao                                  1,00               1,00
    Sim                            0,72 (0,46;1,13)   0,70 (0,45;1,09)
  Atividade fisica (lazer)             p = 0,045          p = 0,060
    Insuficientemente ativo              1,00               1,00
    Ativo                          0,67 (0,46;0,99)   0,70 (0,48;1,02)
3 Nivel
  Hipertensao arterial                 p < 0,001          p < 0,001
    Nao                                  1,00               1,00
    Sim                            1,93 (1,41;2,66)   1,93 (1,41;2,66)
  Diabetes                             p = 0,041          p = 0,103
    Nao                                  1,00               1,00
    Sim                            1,34 (1,01;1,76)   1,26 (0,95;1,66)
  Doenca cardiovascular                p = 0,250             --
    Nao                                  1,00                --
    Sim                            1,16 (0,90;1,49)          --
  Hipercolesterolemia                  p = 0,086          p = 0,552
    Nao                                  1,00               1,00
    Sim                            1,27 (0,97;1,67)   1,09 (0,82;1,44)

                                                  Mulheres

Variaveis                                Bruta            Ajustada
                                      RP (IC95%)         RP (IC95%)

1 Nivel
  Idade (anos)                         p = 0,003          p = 0,006
    60-69                                1,00               1,00
    70-79                          1,13 (1,01;1,26)   1,07 (0,96;1,19)
    80+                            0,83 (0,70;0,97)   0,78 (0,66;0,94)
  Cor da pele                          p = 0,261             --
    Branca                               1,00                --
    Preta/Parda/Amarela/Indigena   0,91 (0,78;1,07)          --
  Escolaridade                        p = 0,044*          p = 0,300
    0-3                                  1,00               1,00
    4-7                            1,10 (0,97;1,24)   1,08 (0,96;1,22)
    8-11                           0,95 (0,79;1,14)   0,95 (0,79;1,15)
    12+                            0,88 (0,76;1,02)   0,96 (0,82;1,11)
  Classe economica (ABEP)              p = 0,051          p = 0,202
    A/B (mais ricos)                     1,00               1,00
    C                              1,16 (1,01;1,32)   1,08 (0,92;1,26)
    D/E (mais pobres)              0,99 (0,79;1,22)   0,91 (0,72;1,17)
  Situacao conjugal                    p = 0,786             --
    Com companheiro (a)                  1,00                --
    Sem companheiro (a)            0,99 (0,88;1,10)          --
2 Nivel
  Tabagismo atual                      p = 0,049          p = 0,109
    Nao                                  1,00               1,00
    Sim                            0,81 (0,66;1,00)   0,84 (0,68;1,04)
  Atividade fisica (lazer)             p = 0,012          p = 0,016
    Insuficientemente ativo              1,00               1,00
    Ativo                          0,79 (0,66;0,95)   0,80 (0,66;0,96)
3 Nivel
  Hipertensao arterial                 p < 0,001          p = 0,001
    Nao                                  1,00               1,00
    Sim                            1,40 (1,19;1,64)   1,32 (1,12;1,55)
  Diabetes                             p < 0,001          p = 0,030
    Nao                                  1,00               1,00
    Sim                            1,26 (1,12;1,41)   1,14 (1,01;1,29)
  Doenca cardiovascular                p = 0,003          p = 0,147
    Nao                                  1,00               1,00
    Sim                            1,18 (1,06;1,31)   1,09 (0,97;1,22)
  Hipercolesterolemia                  p = 0,233             --
    Nao                                  1,00                --
    Sim                            1,06 (0,96;1,16)          --

* Teste qui-quadrado para tendencia linear.
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Title Annotation:articulo en portuguese
Author:Costa, Caroline dos Santos; Schneider, Bruna Celestino; Cesar, Juraci Almeida
Publication:Ciencia & Saude Coletiva
Article Type:Ensayo
Date:Nov 1, 2016
Words:8404
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