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GRAFTING OF TRUNCIFORMS PROPAGULES IN BRANCHES OF Araucaria angustifolia AND MULTIPLICATION OF SELECTED PLANTS/ENXERTIA DE PROPAGULOS TRUNCIFORMES NOS RAMOS DE Araucaria angustifolia E MULTIPLICACAO DE MATRIZES.

INTRODUCAO

A Floresta Ombrofila Mista, tambem denominada de Floresta com Araucaria, integrante do Bioma Mata Atlantica (BRASIL, 2006), cobria areas extensas, principalmente na Regiao Sul do Brasil (HUECK, 1972). Estima-se que entre 1930 e 1980 tenham sido derrubadas cerca de 100 milhoes de araucarias (BRASIL, 2010). De acordo com Mahler Junior e Larocca (2009), restava menos de 3% da area original, resultado de intenso desmatamento para cultivo agricola e exploracao economica da madeira de araucaria. No estado do Parana, as florestas com araucarias primarias ou intocadas praticamente nao existem mais. De acordo com Castella e Britez (2004), restavam apenas 0,3% de florestas secundarias avancadas ou primarias alteradas. Atualmente esse numero pode ser ainda menor, pois a exploracao clandestina ainda persiste, apesar de a legislacao brasileira impedir o corte de araucarias nativas desde 2001 (CONSELHO NACIONAL DO MEIO AMBIENTE, 2001) e da especie estar ameacada de extincao (BRASIL, 2014). A resolucao que proibe o corte da araucaria nao tem conseguido impedir o corte "silencioso" e a morte dos individuos mais velhos. A proibicao do uso da madeira acarreta desvalorizacao economica da especie e a consequente perda de interesse na conservacao, estimulando proprietarios rurais a impedir a sua regeneracao natural. E preciso que sejam criadas alternativas que estimulem o produtor rural a manter as araucarias em sua propriedade. Segundo o que se observa na literatura, a definicao de um protocolo de producao de mudas que permita antecipar a frutificacao da araucaria e ao mesmo tempo elevar a produtividade, pode contribuir para diminuir a exploracao sobre as araucarias remanescentes (ZANETTE, 2010).

Normalmente, a araucaria e propagada por sementes, cuja disponibilidade, geralmente so inicia quando as arvores atingem idades entre 12 e 15 anos (ZANETTE; OLIVEIRA; BIASI, 2011). A baixa longevidade das sementes e a dificuldade no controle sobre algumas caracteristicas de interesse como, por exemplo, definicao do sexo, porte da planta e capacidade produtiva, toma este metodo limitado. Por outro lado, a propagacao vegetativa tem se mostrado promissora quando o objetivo e produzir pinhao. O metodo preferivel e a enxertia, principalmente porque pode antecipar a frutificacao, reduzir o porte da planta e aumentar a produtividade, quando se usa propagulos de matrizes superiores (ZANETTE, 2010).

Embora ate hoje tenham sido publicados poucos estudos sobre a enxertia em araucaria (GURGEL; GURGEL-FILHO, 1967; KAGEYAMA; FERREIRA, 1975; ANSELMINI; ZANETTE, 2008), os estudos mais recentes (ZANETTE; OLIVEIRA; BIASI, 2011; WENDLING, 2015) tem demonstrado o potencial da enxertia para auxiliar na conservacao da especie, na producao de pinhoes e madeira.

De acordo com Mudge et al. (2009), a enxertia envolve a criacao de um sistema genetico composto por duas ou mais unidades genotipicas distintas, cada qual mantendo suas proprias identidades geneticas durante o desenvolvimento da planta enxertada. No caso da araucaria, pode ser realizada pelas tecnicas de garfagem em fenda cheia no topo do porta-enxerto ou borbulhia de placa (WENDLING, 2011) e por placagem lenhosa (ZANETTE; OLIVEIRA; BIASI, 2011).

Apesar da possibilidade de enxertar araucaria, a tecnica ainda e pouco usada porque depende do propagulo. De acordo com Hibbert-Frey et al. (2011), a origem do propagulo na copa pode afetar o sucesso da enxertia. Nesse sentido, tipo, juvenilidade e vigor sao algumas das caracteristicas determinantes.

Existe limitacao para aplicacao da enxertia de forma intensiva devido, principalmente, ao plagiotropismo caracteristico da araucaria (IRITANI, 1997) e a escassez de propagulos ortotropicos (WENDLING, 2015), ou seja, aqueles obtidos de tronco. Quando enxertados propagulos de origem plagiotropica, os brotos assumem um crescimento desviado da vertical e continuam seu crescimento de forma similar a um ramo lateral (ZOBEL; TALBERT, 1984). Apenas propagulos de origem ortotropica desenvolvem copa com crescimento vertical, portanto sao os indicados para propagacao vegetativa da araucaria, visando amultiplicacao de arvores superiores (WENDLING et al., 2009; ZANETTE; OLIVEIRA; BIASI, 2011). Portanto, e imprescindivel a definicao de metodologias para aumentar a quantidade de brotacoes ortotropicas trunciformes (com morfologia de tronco) para viabilizar a producao em larga escala de mudas de Araucaria angustifolia por propagacao vegetativa.

A possibilidade de realizar a enxertia nos ramos plagiotropicos da araucaria visando a multiplicacao de material selecionado podera constituir um estimulo para a criacao de areas exclusivas para producao e fornecimento de propagulos, o que viabilizaria a producao em larga escala de mudas e, consequentemente, o maior alcance ecologico e economico, contribuindo para reverter a atual fragmentacao em que se encontram as matas com araucarias.

O objetivo deste trabalho foi avaliar a sobrevivencia, a cicatrizacao, o crescimento, o tropismo e o potencial de multiplicacao de material selecionado em enxertos realizados sobre ramos primarios plagiotropicos localizados nos tres ultimos verticilos da copa de araucaria.

MATERIAL E METODOS

Caracterizacao do experimento

A pesquisa foi realizada em julho de 2014 em viveiro do Departamento de Fitotecnia e Fitossanitarismo da Universidade Federal do Parana, localizado nas coordenadas 25[degrees] 24' 45"S e 49[degrees] 14' 54" O, em altitude maxima de 911 m. Para a realizacao da enxertia, foram utilizadas como porta-enxertos, 20 plantas de Araucaria angustifolia com idade de tres anos e altura variando entre dois e tres metros, propagadas por sementes. Estas plantas foram selecionadas com base nos seus ramos pouco lignificados e de diametro compativel com os propagulos (borbulhas). Foram selecionados 43 ramos, sendo 14 do primeiro verticilo, 24 do segundo verticilo e 5 do terceiro verticilo.

Foram obtidas placas (enxerto) de tronco de plantas juvenis produzidas por sementes, com aproximadamente dois anos de idade e altura de 80 cm, mantidas em vasos. Cada placa com tamanho de dois centimetros de comprimento e 0,8 cm de largura continha pelo menos tres aciculas com suas regioes axilares intactas (nesta regiao estao contidos polos meristematicos capazes de regenerar uma nova copa, portanto, e neste local que iniciara a brotacao do enxerto). As placas foram enxertadas sobre os ramos, na distancia de 10 cm do tronco das plantas porta-enxerto, utilizando a tecnica de enxertia por placagem lenhosa (ZANETTE; OLIVEIRA; BIASI, 2011). Esta tecnica consiste na utilizacao de placas (enxertos) retangulares de tamanhos variaveis em funcao do diametro do porta-enxerto. Neste trabalho foram usadas placas de 2 cm de comprimento por 0,8 cm de largura. A espessura ideal da placa foi obtida aplainando ate que houvesse uma fina camada de lenho. Dos ramos porta-enxertos foram retiradas placas de mesmas dimensoes para colocacao da placa/enxerto. Os enxertos foram fixados com arame flexivel e depois envoltos com fita plastica para criacao de uma camara umida para evitar sua desidratacao. Decorridos vinte e um dias apos a realizacao da enxertia foram retiradas as fitas plasticas. Quatorze dias depois, os ramos contendo enxertos com sinais de pegamento (coloracao verde) foram podados logo depois/acima dos enxertos. Os arames foram retirados logo que iniciou o inchaco e amarelecimento nas axilas das aciculas do enxerto.

Analise de dados

A sobrevivencia dos enxertos foi avaliada aos 70 dias apos a enxertia. A cicatrizacao foi avaliada no final do experimento de acordo com a Figura 1.

O tropismo das brotacoes foi avaliado 180 dias apos a enxertia. Com auxilio de um transferidor foi obtido o angulo formado entre a linha de projecao do tronco da planta porta-enxerto e a linha de inclinacao da brotacao, conforme Fazio e Robinson (2008). Alem do angulo, tambem foi considerada a organizacao dos verticilos para caracterizacao do tropismo. Brotacoes com crescimento ate 10 graus em relacao ao tronco da planta porta-enxerto foram consideradas ortotropicas. Brotacoes com angulos maiores que 10 graus que apresentaram ramificacao em verticilo bem definido (ramos inseridos no mesmo no) tambem foram classificadas como ortotropicas.

Medidas de comprimento das brotacoes, diametro na base e no terco medio das brotacoes e diametro dos ramos porta-enxertos, abaixo do local enxertado, foram obtidas com auxilio de regua graduada e paquimetro. O comprimento foi expresso em cm e o diametro em mm.

Os dados foram analisados por meio de estatistica descritiva. Foi calculado o coeficiente de correlacao de Pearson entre as variaveis "distancia dos verticilos ate o apice" e "angulo da brotacao": "distancia dos verticilos" e "comprimento das brotacocs".

RESULTADOS E DISCUSSAO

Sobrevivencia e qualidade da cicatrizacao dos enxertos

Dos 43 enxertos realizados apenas quatro nao desenvolveram brotacao e secaram, resultando numa taxa de sobrevivencia de 91%. Ao dividir esta taxa proporcionalmente pelo total de enxertos sobreviventes por verticilo tem-se 28%; 53,7% e 9,3% para o primeiro, segundo e terceiro verticilo, respectivamente (Tabela 1).

Embora o experimento tenha sido instalado no inicio do inverno, propagulos obtidos de tronco e enxertados nos ramos primarios da araucaria apresentaram taxa de sobrevivencia equivalente a enxertia no tronco principal, que e a tecnica recomendada por Zanette, Oliveira e Biasi (2011) e Wendling (2015). O segundo autor relatou taxa de sobrevivencia entre 80 e 90% para enxertia tradicional no tronco principal em experimento realizado entre primavera e verao.

O sucesso da sobrevivencia e do crescimento do enxerto depende de varios fatores como: epoca do ano; fase de crescimento e idade da planta-matriz e da planta porta-enxerto; ciclo de vida dos tecidos envolvidos; tipo de enxerto; local de cultivo; afinidade anatomica quanto ao tamanho e forma das celulas, consistencia dos tecidos, exigencia nutricional; porte e vigor da copa da planta porta-enxerto; producao de compostos metabolicos secundarios, como resina ou substancias fenolicas que dificultam a formacao de calos e condicao fitossanitaria da planta-matriz e do porta-enxerto (FACHINELLO et al., 1995; HARTMANN et al., 2002; XAVIER; WENDLING; SILVA, 2009). Neste sentido, o bom resultado de sobrevivencia dos enxertos se deve, provavelmente, ao uso de propagulos de plantas juvenis e porta-enxertos em boas condicoes fitossanitarias. Tecidos de propagulos juvenis apresentam maiores niveis endogenos de auxinas e outros reguladores comparados aos tecidos maduros (HACKETT, 1987), portanto, a regeneracao celular tende a ser mais eficiente, favorecendo a cicatrizacao e o pegamento do enxerto. Outro fator determinante para o sucesso da enxertia pode ter sido a tecnica utilizada, a placagem lenhosa. Esta tecnica contorna o problema da diferenca de diametro entre enxerto e porta-enxerto, principalmente quando enxertado material de origem ortotropica em ramos porta-enxerto que, por natureza, pode apresentar diametro menor. Neste caso e possivel obter placas de tamanho compativel com o ramo porta-enxerto.

De acordo com Peil (2003), quanto maior a afinidade botanica, maior a probabilidade de sobrevivencia do enxerto. A afinidade compreende aspectos morfologicos e fisiologicos. Nesse sentido e possivel concluir que a diferenca anatomica, morfologica e funcional existente entre os propagulos de tronco e o ramo porta-enxerto nao interferiu na uniao dos tecidos cambiais da araucaria, que e condicao fundamental para o exito da enxertia (CARVALHO, 2002).

De acordo com os resultados deste trabalho, a baixa taxa de mortalidade dos enxertos e a distribuicao proporcional nos tres verticilos avaliados, sugerem que a posicao da enxertia ao longo do tronco nao teve influencia na mortalidade dos enxertos.

Com relacao a cicatrizacao, foi observado que na maioria dos casos, apesar da uniao entre enxerto e ramo porta-enxerto, houve presenca de tecidos ressecados no local da enxertia, principalmente nas regioes de corte, configurando cicatrizacao de qualidade intermediaria, aos 180 dias apos a enxertia (Figura 1-B).

A qualidade da cicatrizacao na enxertia em ramos de araucaria a partir de propagulos de tronco de plantas juvenis nao e muito diferente em relacao aquela da enxertia conminente realizada no tronco, apesar das diferencas morfologicas e funcionais existentes entre o material do tronco e do ramo. A presenca de tecidos ressecados na regiao de contato entre enxerto e porta-enxerto pode ter sido resultado da oxidacao, devido a necessidade de aparar a placa de enxerto; da posicao de enxertia, que dificulta o manuseio e a fixacao da placa; da espessura e lignificacao dos tecidos do ramo porta-enxerto, na regiao da enxertia, que dificulta a transferencia de conteudo entre as celulas de ambos os tecidos. Trabalhos futuros aplicando a enxertia em local mais proximo do apice dos ramos podem ajudar a esclarecer a questao da cicatrizacao, pois nesta regiao, geralmente os tecidos sao mais jovens, menos lignificados e mais grossos.

Apesar da maioria dos enxertos terem apresentado areas ressecadas na regiao de enxertia, foi possivel constatar que nao houve comprometimento dos polos meristematicos presentes internamente na parte superior das aciculas na placa de enxerto, a ponto de impedir o pegamento e o desenvolvimento inicial da brotacao. Com relacao a isso, Canizares, Santos e Goto (2003) afirmam ser necessaria apenas uma area minima de contato na regiao do cambio, entre enxerto e porta-enxerto para que seja possivel a formacao de novo xilema e floema. De acordo com Goldschmidt (2014), sinais hormonais, em particular auxinas desempenham um papel importante na cicatrizacao e regeneracao vascular. Nesse sentido, o amarelecimento e a constatacao de sinais de inchaco na regiao da enxertia, antes da brotacao do enxerto, indicam uma provavel atividade hormonal capaz de criar condicoes para a cicatrizacao dos tecidos envolvidos e crescimento dos enxertos.

Os resultados de sobrevivencia e cicatrizacao ate 180 dias apos a enxertia, periodo de acompanhamento deste trabalho, sao indicativos da viabilidade tecnica de enxertar material obtido do tronco em ramos da araucaria, como alternativa para multiplicacao de propagulos ortotropicos de matrizes selecionadas.

Tropismo (angulo das brotacoes)

O angulo de crescimento das brotacoes dos enxertos variou entre zero e 25[degrees], com media geral de 5,3[degrees], a partir da projecao vertical obtida pelo paralelismo com o tronco da planta porta-enxerto. A media por verticilo foi de 1,1[degrees]; 7[degrees] e 8[degrees] para os enxertos do primeiro, segundo e terceiro verticilo, respectivamente (Tabela 1 -AC).

Apesar de encontrada uma variacao significativa nos angulos de crescimento das brotacoes, todas apresentaram caracteristicas de crescimento ortotropico, com crescimento vertical e/ou formacao de verticilos bem definidos (Figura 2--B, C, F, G, H, K, L).

A pequena variacao no angulo de crescimento, mais comum na Figura 2 (F, I) pode ser resultado do processo de enxertia, uma vez que os enxertos foram posicionados na lateral e na parte mais inferior do ramo. Como o geotropismo da araucaria e negativo, o crescimento inicial tende a ser inclinado. Outra hipotese esta relacionada com o vigor do ramo enxertado e a dominancia apical, uma vez que existe gradiente de auxina da parte aerea ate a raiz que afeta varios processos do desenvolvimento da planta (TAIZ; ZEIGER, 2004), inclusive inibicao de crescimento como pode ser visto em enxertos localizados em ramos do terceiro verticilo da araucaria (Figura 2--F). A correlacao (r=0,44 *) entre a distancia do verticilo enxertado e o angulo da brotacao indica que, quanto mais distante o enxerto estiver do apice da planta, mais inclinada e a brotacao. Alem da dominancia apical, e possivel que o sombreamento proporcionado pelos ramos dos verticilos superiores induza a brotacao a procurar por luz e, consequentemente, inclinar-se. Essa inclinacao, no entanto, nao significa que o crescimento seja plagiotropico, mas apenas resultado de um desvio temporario em busca de luz.

Na Figura 2 (B) e possivel notar o paralelismo das brotacoes em relacao ao tronco da planta portaenxerto e tambem o vigor de crescimento do enxerto. Provavelmente, seja resultado da interacao dos ramos enxertados que estao proximos do apice da planta, portanto mais novos, e do grau de juvenilidade dos propagulos obtidos de plantas jovens produzidas a partir de sementes. O mesmo paralelismo e encontrado na Figura 2 (C), neste caso as brotacoes ja apresentam ramificacao bem definida, refletindo as caracteristicas ortotropicas do material de origem dos enxertos.

A gema terminal e as gemas dormentes (polos meristematicos) ao longo do tronco principal das Araucariaceas sao os unicos meristemas normalmente capazes de produzir brotacoes que se desenvolvem ortotropicamente (NIKLES, 1964). De acordo com os resultados deste trabalho, o desenvolvimento ortotropico destes meristemas independe do local em que sao enxertados. As caracteristicas de crescimento ortotropico das borbulhas/placas enxertadas se mantiveram independentemente da caracteristica de crescimento dos ramos porta-enxerto, que e plagiotropica. Portanto, nao foi verificada interferencia tropica do ramo. Significa que a enxertia envolveu a criacao de um sistema genetico composto por duas unidades genotipicas distintas, cada qual mantendo suas proprias identidades geneticas (MUDGE et al., 2009). Tendo em vista a escassez de propagulos de origem ortotropica em araucarias, a retencao das caracteristicas de crescimento destes propagulos, independentemente do local em que sao enxertados (no tronco ou nos ramos) pode ser explorada como uma estrategia para multiplicacao de genotipos selecionados.

Comprimento e diametro das brotacoes

Nas condicoes deste experimento com a avaliacao no inverno para regiao de Curitiba, foram encontradas aos 180 dias apos a enxertia brotacoes com ate 20 cm de comprimento e 10,6 mm de diametro (Tabela 1--primeiro verticilo).

O comprimento das brotacoes dos enxertos variou de 1,1 a 20,0 cm, com media geral de 6,7 cm (Tabela 1--CT).

A media de crescimento em diametro no terco superior da brotacao foi maior que na base das brotacoes, sugerindo que neste local o ritmo de crescimento foi menor, provavelmente influenciado pela interacao anatomica e morfologica do ramo porta-enxerto (Tabela 1--DB e DA).

Os enxertos do primeiro verticilo apresentaram maior comprimento, diametro e relacao entre o diametro da brotacao e diametro do ramo porta-enxerto, aos 180 dias apos a enxertia (Tabela 1). A diferenca no crescimento pode ser observada comparando-se a imagem da Figura 2 (L), cuja enxertia foi realizada em ramos do primeiro verticilo, com a imagem da Figura 3, com enxertos nos ramos do terceiro verticilo.

Na Figura 2 (B, C, K, F) sao apresentados alguns enxertos, cujas brotacoes aos 180 dias apos a enxertia ja estao aptas para fornecimento de borbulhas viaveis para enxertia da araucaria, por placagem lenhosa.

A enxertia na araucaria como em qualquer especie nao depende so do pegamento do material enxertado, mas, tambem do desenvolvimento da brotacao do enxerto. No caso deste experimento, a expectativa de superioridade em comprimento e diametro dos enxertos do primeiro verticilo (Tabela 1) foi confirmada. Provavelmente o resultado tenha ocorrido em funcao de uma resposta hormonal mais pronunciada neste local, ja que esta localizado mais proximo do apice da planta (TAIZ; ZEIGER, 2004).

O menor comprimento dos enxertos mais distante do apice da planta porta-enxerto (terceiro verticilo) pode ser explicado pela correlacao negativa (r=-0,52 *) entre a posicao do verticilo enxertado na planta e o comprimento total da brotacao. Significa que existe gradiente decrescente no comprimento da brotacao, na medida em que os enxertos estao localizados mais distantes do apice. Essa reducao pode estar relacionada com um gradiente decrescente de auxina do apice para a base, que pode afetar a divisao, expansao e diferenciacao celular (BERFETH; SACHS, 2001) e o alongamento do caule (FRIMF et al., 2003; TAIZ; ZEIGER, 2004).

Apesar do comprimento e diametro ter sido maior nos enxertos realizados no primeiro verticilo, brotacoes de enxertos do segundo verticilo tambem se apresentaram viaveis para fornecimento de material genetico, apos 180 dias da enxertia.

Em um possivel jardim clonal para producao de borbulhas ortotropicas de araucaria para enxertia, um unico apice de tronco ou, quando muito, dois ou tres, se explorada a brotacao para estaquia, poderiam ser destacados da planta-matriz. Uma estimativa moderada empregando a tecnica usada neste trabalho pode alcancar uma producao de borbulhas ate quatro vezes maior enxertando apenas ramos do verticilo superior, que foi o que apresentou melhores condicoes de desenvolvimento para as brotacoes. A proporcao pode ser ainda maior uma vez que a quantidade de apices fornecedores de borbulhas ou estacas e proporcional a quantidade de ramos enxertados, podendo-se enxertar ate ramos do segundo verticilo. Portanto, pode ser uma otima alternativa para aumentar a disponibilidade de propagulos de matrizes selecionadas, viabilizando a propagacao vegetativa em maior escala.

O crescimento em diametro da brotacao do enxerto quando comparado ao diametro do ramo portaenxerto (Tabela 1), mostra que, aos 180 dias depois da enxertia, praticamente ja ha uma equivalencia em diametro, principalmente nos enxertos em ramos do primeiro verticilo. Essa capacidade de crescimento pode ser explorada para multiplicacao de propagulos e indica o potencial desta tecnica de enxertia a ser usada em jardins clonais. No entanto, e importante ressaltar que os ramos apresentam crescimento em diametro detenninado e no tronco o crescimento e indetenninado, podendo ocorrer incompatibilidade tardia. Nesse sentido, o periodo indicado e de 180 dias, periodo utilizado para avaliacao deste experimento. E importante que sejam realizados novos experimentos deste tipo, principalmente com propagulos de plantas adultas e que os mesmos sejam mantidos por um periodo mais extenso, de modo a estabelecer prazo de manutencao dos enxertos, sem que haja prejuizo devido a incompatibilidade e dominancia apical.

CONCLUSOES

A enxertia nos ramos da araucaria e viavel. Apesar das diferencas morfologicas e funcionais, a interacao entre enxertos de origem ortotropica e ramos porta-enxertos plagiotropicos nao interfere no pegamento, na cicatrizacao e no crescimento inicial dos enxertos ate 180 dias da enxertia. Portanto, a possibilidade de enxertia em varios ramos de uma mesma planta configura uma alternativa para multiplicacao de matrizes.

O tropismo das brotacoes depende da origem do enxerto. Propagulos trunciformes (obtidos de tronco) nao sao afetados pela interacao quando enxertados em ramos porta-enxertos plagiotropicos, dando origem a brotacoes com crescimento ortotropico e morfologia de tronco juvenil.

Os ramos do verticilo superior sao os mais indicados para enxertia visando a multiplicacao de propagulos ortotropicos, pois estao menos sujeitos a dominancia apical.

DOI: http://dx.doi.org/10.5902/1980509832103

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Valdeci Constantino (1) Flavio Zanette (2)

(1) Engenheiro Florestal Dr., Producao Vegetal, Departamento de Fitotecnia e Fitossanitarismo, Universidade Federal do Parana, Rua dos Funcionarios, 1540, CEP 80035-060, Curitiba (PR), Brasil, deco@ufpr.br

(2) Engenheiro Agronomo, Dr., Professor do Departamento de Fitotecnia e Fitossanitarismo, Universidade Federal do Parana, Rua dos Funcionarios, 1540, CEP 80035-060, Curitiba (PR), Brasil, flazan@ufpr.br

Recebido para publicacao em 6/04/2016 e aceito em 21/03/2017

Caption: FIGURE 1: Healing graft classification: A) Great healing (perfect union between graft and rootstock); B) Intennediate healing (union between graft and rootstock with the presence of dried tissue); C) Poor healing (edges of the graft are misaligned with the rootstock and dried).

FIGURA 1: Classificacao da cicatrizacao dos enxertos: A) cicatrizacao otima (perfeita uniao enxerto e porta enxerto); B) cicatrizacao intennediaria (uniao entre enxerto e porta-enxerto com presenca de tecidos ressecados); C) cicatrizacao fraca (bordas do enxerto desalinhadas com o porta-enxerto e ressecadas).

Caption: FIGURE 2: Grafts from trunk bud in plagiotropic branches of Araucaria angustifolia: A) branch from the first fresh grafted upper whorl; B) budding with orthotropic growth; C) budding with vertical growth showing brandling in whorls; D) branch from second fresh grafted upper whorl; E) growth of grafts in second whorl branches; F) growth of grafts in the third whorl branches showing slight inclination; G) graft in the third whorl branch with growth inhibition signals; H and I) budding with negative geotropism in grafts placed in the lower part of the branches; J) orthotropic growth of the graft shoots with trunk propagules and plagiotropic growth of the shoots from the pruned branch; K and L) grafts shoots with trunk propagules on plagiotropic branches of Araucaria able to supply viable material.

FIGURA 2: Enxertos de borbulhas de tronco em ramos plagiotropicos de Araucaria angustifolia: A) ramo do primeiro verticilo superior recem-enxertado; B) brotacao com crescimento ortotropico; C) brotacao com crescimento vertical apresentando ramificacao em verticilos; D) ramo do segundo verticilo superior recem-enxertado; E) crescimento de enxertos em ramos do segundo verticilo; F) crescimento de enxertos em ramos do terceiro verticilo apresentando leve inclinacao; G) enxerto em ramo do terceiro verticilo com sinais de inibicao de crescimento; H e I) brotacoes com geotropismo negativo em enxertos posicionados na parte inferior dos ramos; J) crescimento ortotropico da brotacao de enxerto com propagulo de tronco e crescimento plagiotropico da brotacao do ramo podado; K e L) brotacoes de enxertos com propagulos de tronco sobre ramos plagiotropicos de araucaria aptas para fornecimento de borbulhas viaveis.

Caption: FIGURE 3: Growth behavior of Araucaria angustifolia grafts performed on branches of third whorl, 180 days after grafting.

FIGURA 3: Comportamento de crescimento de enxertos de Araucaria angustifolia realizados nos ramos do terceiro verticilo, 180 dias apos a enxertia.
TABLE 1: Averages of growth and healing quality of the grafts in
plagiotropic branches of Araucaria angustifolia with trunk
propagules, 180 days after the grafting.

TABELA 1: Medias de crescimento e qualidade de cicatrizacao de
enxertos em ramos plagiotropicos de Araucaria angustifolia com
propagulos de tronco, 180 dias apos a enxertia.

               DV      CT     AC     DB     DA      DP

1[degrees] verticilo (14 ramos enxertados - 2 mortos) - TRS = 28 %

[bar.X]       15.9    9.6     1.1    6.2    8.0    6.3
Minimo        08.0    1.8     0.0    4.7    5.0    5.2
Maximo        23.5    20.0    5.0    7.9   10.6    9.4
Desvio p.      5.9    5.5     1.6    0.8    1.5    1.2

2[degrees] verticilo (24 ramos enxertados - 1 morto) - TRS = 53,7 %

[bar.X]       46.6    6.1     7.0    4.9    6.2    6.3
Minimo        17.0    1.1     0.0    4.2    4.5    5.3
Maximo        110.0   12.5   25.0    5.9   00 00   7.7
Desvio p.     33.4    3.2     8.0    0.5    1.1    0.8

3[degrees] verticilo (5 ramos enxertados - 1 morto) - TRS = 9,3 %

[bar.X]       106.0   1.4     8.0    n.a    n.a    5.4
Minimo        94.0    1.2     0.0    n.a    n.a    5.1
Maximo        118.0   1.7    15.0    n.a    n.a    5.9
Desvio p.     17.0    0.2     8.1    n.a    n.a    0.3

Media geral           6.7     5.3    5.4    6.9    6.2

                                 QC
              ICB   ICA
                           O     I      F

1[degrees] verticilo (14 ramos enxertados - 2 mortos) - TRS = 28 %

[bar.X]       1.0   1.3
Minimo        0.7   0.8   0.0   91.7   8.3
Maximo        1.5   1.5
Desvio p.     0.2   0.2

2[degrees] verticilo (24 ramos enxertados - 1 morto) - TRS = 53,7 %

[bar.X]       0.8   1.0
Minimo        0.6   0.2   0.0   95.7   4.3
Maximo        1.0   0.6
Desvio p.     0.1   0.2

3[degrees] verticilo (5 ramos enxertados - 1 morto) - TRS = 9,3 %

[bar.X]       n.a   n.a
Minimo        n.a   n.a   0.0   75.0   25.0
Maximo        n.a   n.a
Desvio p.     n.a   n.a

Media geral   0.8   ia    0.0   87.5   12.5

Em que: DV = distancia do verticilo ate o apice da copa (cm); CT =
comprimento do enxerto (cm); AC = angulo de crescimento do enxerto
(graus); DB = diametro da base do enxerto (mm); DA = diametro no
terco superior do enxerto (mm); DP = diametro do ramo porta-enxerto
(imn); ICB = diametro da base do enxerto-diametro do ramo porta-
enxerto; ICA = diametro no terco superior do enxerto-diametro do
ramo porta-enxerto; QC = qualidade da cicatrizacao (%); O =
qualidade otima; I = qualidade intermediaria; F = qualidade fraca;
n.a = nao avaliado; Desvio p. = desvio padrao; TRS = taxa relativa
de sobrevivencia (%).
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Author:Constantino, Valdeci; Zanette, Flavio
Publication:Ciencia Florestal
Date:Apr 1, 2018
Words:5238
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