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Forage potential of sugarcane varieties for ruminant feeding/Potencial forrageiro de variedades de cana-de-acucar para alimentacao de ruminantes.

Introducao

No Brasil, as pastagens constituem a maneira mais pratica e economica de fornecer alimentos aos ruminantes. Na maioria das regioes, porem, aproximadamente 80% da materia seca das forragens produzidas nas pastagens durante o ano esta disponivel na estacao chuvosa. No periodo seco, ocorre reducao na disponibilidade e qualidade da forragem, e estes fatores sao as principais causas dos baixos indices zootecnicos observados.

A suplementacao na epoca seca e uma alternativa para minimizar a perda de peso ou favorecer o ganho. Entretanto, alem de onerosa, a suplementacao por meio de concentrados nao consegue superar os efeitos negativos da baixa qualidade e disponibilidade do pasto. A cana-deacucar tem sido utilizada principalmente pela elevada producao de materia seca por hectare, por ser uma cultura relativamente facil de conduzir, por ter boa aceitacao pelos animais, por apresentar elevado teor de carboidratos soluveis e disponibilidade no periodo seco, sem que haja queda no seu valor nutritivo (CARVALHO, 1992).

O Brasil e o maior produtor mundial de cana-deacucar, cultivando aproximadamente 5,5 milhoes de hectares, com tendencia de acrescimo a cada nova safra. Estima-se que 10% dessa area seja destinada a alimentacao animal, com um rendimento medio de 110 t [ha.sup.-1] por ano de forragem, o que corresponde a uma producao em torno de 60 milhoes de toneladas de massa verde (LANDELL et al., 1999; LANDELL et al., 2002; ANDRADE et al., 2003).

A cana-de-acucar apresenta caracteristicas que limitam a sua utilizacao por animais de elevado potencial genetico, dentre as quais se destacam: baixo teor de proteina bruta, fibra de lenta degradacao ruminal e elevado teor de fibra naodegradavel, o que pode limitar a ingestao de alimentos (PEREIRA et al., 2001). No periodo seco, porem, ela atinge a maturidade apresentado maior valor nutritivo, devido ao acumulo de acucares em seus tecidos, compensando a diminuicao da digestibilidade da parede celular (BANDA; VALDEZ, 1976).

O valor nutritivo de uma planta forrageira deve ser considerado nao como fator isolado, mas como um complexo formado por composicao quimica, digestibilidade e constituintes secundarios que, em conjunto, podem interferir na ingestao e utilizacao da forragem consumida pelos ruminantes. Numa variedade forrageira, o valor nutritivo varia de acordo com idade e parte da planta, fertilidade do solo, entre outros (VAN SOEST, 1994). Segundo Rodrigues e Esteves (1997), entre os fatores que afetam a qualidade da cana como alimento para bovinos, os mais importantes sao idade da planta e variedade. A idade afeta o valor nutritivo das plantas por mudancas na arquitetura, relacao entre folhas e colmos e composicao quimica dessas porcoes. No entanto, o efeito de variedade e pouco estudado.

Para Tedeschi et al. (2000), o rumen tipicamente funciona como um sistema limitado pela energia, porem dietas com baixa proporcao de proteina bruta degradavel limitam o crescimento dos microrganismos pela deficiencia de nitrogenio. Segundo esses autores, as bacterias celuloliticas necessitam de amonia como fonte de nitrogenio, pois nao conseguem utilizar o nitrogenio aminoacidico, e, nestas condicoes, sao inabeis para degradar a fibra da dieta. Assim, em dietas em que a cana-de-acucar e utilizada como unica fonte de volumoso, o fornecimento de diferentes fontes e quantidades de nitrogenio ao animal pode refletir em diferentes taxas de crescimento microbiano e digestao dos produtos disponiveis para a fermentacao no rumen.

Os trabalhos iniciais com melhoramento de cana-de-acucar destinada a alimentacao animal visavam principalmente ao aumento no valor proteico desta forrageira. Observou-se, porem, que a escolha de variedades de cana-de-acucar pelo maior teor de PB nao seria indicada, pois existe correlacao positiva entre os teores de PB e fibra. Os resultados de pesquisa indicam que o principal entrave para melhores desempenhos de ruminantes consumindo cana esta relacionado com sua fracao fibrosa, visto que reduz o consumo, principalmente, pela baixa digestibilidade desta fracao (RODRIGUES; ESTEVES, 1997; PEREIRA et al., 2001; BASTOS et al., 2003).

Os criterios para escolha de uma variedade de cana-de-acucar como forrageira tem-se baseado na relacao entre FDN e teor de acucares. A relacao FDN/acucares e uma variavel importante na escolha de variedades de cana-de-acucar para alimentacao dos ruminantes, sendo sugerida uma baixa relacao FDN/acucares, ou seja, baixo conteudo de FDN e alto conteudo de acucar. A variedade que apresenta elevado teor de FDN limitara em determinado grau a ingestao de cana-de-acucar e, consequentemente, o consumo de energia (GOODING, 1982). Alem disso, Rodrigues e Esteves (1997) observaram que, quanto menor a relacao FDN/acucares, maior sera a digestibilidade in vitro da materia seca.

Teve-se como objetivo neste trabalho comparar 23 variedades de cana-de-acucar em relacao as caracteristicas agronomicas e quimicobromatologicas, especialmente os parametros que limitam o consumo dessa forrageira por ruminantes.

Material e metodos

O experimento foi realizado na Estacao Experimental da Empresa Baiana de Desenvolvimento Agricola S.A.--EBDA, Barra do Choca, Estado da Bahia. Foram avaliadas 23 variedades de cana-de-acucar (Saccharum spp.) em delineamento de blocos casualizados com duas repeticoes, totalizando 46 unidades experimentais. As variedades de cana foram: RB72-454, RB78-5148, RB76-5418, RB73-9359, B62-163, BJ7504, Branca Jaula--Regional Iraquara (BJRI), CB47-355, CB61-80, CP5122, MY5465, N48-4899, PR61632, R570, R579, RB83-5486, RD7511, SP70-1143, SP71-1406, SP80-1842, SP80-2015, SP81-3250 e SP82-1044.

Conforme resultado da analise quimica do solo e recomendacao da Comissao de Fertilidade do Solo do Estado de Minas Gerais, foram estabelecidas as necessidades de adubacao e calagem. Em fevereiro, a area foi calcareada com 3.000 kg [ha.sup.-1], arada e gradeada. Em marco realizou-se o sulcamento e aplicacao de 48 e 60 kg [ha.sup.-1] de [K.sub.2]O e [P.sub.2][O.sub.5] respectivamente. A adubacao nitrogenada foi realizada 60 dias apos o plantio, com 90 kg [ha.sup.-1] de N.

As variedades de cana foram plantadas em parcelas com 5,0 m de comprimento, em quatro linhas de plantio com espacamento entre linhas de 1,5 m. As unidades experimentais foram espacadas entre si de 2,0 m. A distribuicao da cana muda aos sucos foi continua, de forma a se obterem aproximadamente 18 gemas por metro linear. Apos a distribuicao das mudas, estas foram cortadas em toletes de tres a quatro gemas. Posteriormente os toletes foram cobertos com camada de terra.

A colheita foi realizada em julho, 16 meses apos o plantio. Em cada parcela foram eliminadas as linhas laterais e 0,5 m nas extremidades, sendo a area util da parcela de 12,0 [m.sup.2]. As canas foram colhidas manualmente com o auxilio de um facao e corte rente ao solo. As canas foram pesadas para obtencao da producao de materia natural (PMN), expressa em t [ha.sup.-1]. Em cada parcela foram separadas tres canas e enviadas para o Campus Juvino Oliveira da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB), localizado em Itapetinga. Nessas amostras foram avaliados: numero de nos por planta (NN), comprimento do colmo (CC, em metro), comprimento total da cana (CT, em m), peso da cana (PC, em kg) e teor de solidos soluveis (Brix, expresso em Brix).

Apos essas determinacoes, as amostras foram picadas em ensiladeira regulada para fracoes de 3 mm. Retirou-se uma porcao de aproximadamente 3 kg, que foi armazenada em sacos plasticos em freezer a zero grau. As analises laboratoriais consistiram na determinacao da materia seca (MS), materia organica (MO), materia mineral (MM), proteina bruta (PB), extrato etereo (EE), lignina (LIG), fibra em detergente neutro (FDN), fibra em detergente acido (FDA). As analises de PB, EE, MO e MM foram realizadas seguindo os procedimentos padroes da Association of Official Analytical Chemists (AOAC, 1990); as analises de FDN, FDA e LIG, conforme Silva e Queiroz (2002).

Os carboidratos totais (CHOT) foram obtidos pela expressao definida por Van Soest et al. (1991), sendo: [CHOT.sub.(%oMS) = 100--(%PB + %EE + %MM); os carboidratos nao fibrosos (CNF) foram calculados pela formula: [CHOT.sub.(%oMS) = 100--(%PB + %EE + %MM + %FDN). Os nutrientes digestiveis totais (NDT) foram calculados, conforme NRC (2001), de acordo a formula: NDT(%) = CNFD + PBD + FDND + AGD x 2,25 -- 7, em que: CNFD--carboidratos naofibrosos digestiveis ou nao-estruturais (CNE); PBD proteina bruta digestivel; FDND--fibra em detergente neutro digestivel; AGD--acidos graxos digestiveis; 7--energia metabolica fecal.

Para cada uma das caracteristicas avaliadas, realizou-se analise de variancia por meio do procedimento de modelos lineares gerais (GLM) do Sistema para Analises Estatisticas (SAS, 2007). Uma vez que os tratamentos--variedades de cana-deacucar --constituem um fator qualitativo, as medias foram comparadas por meio do teste de Duncan a 10% de probabilidade.

Resultados e discussao

Na Tabela 1 estao apresentados os dados referentes as medias de comprimento total da cana (CT), comprimento do colmo (CC), porcentagem de colmos (% Colmo), numero de nos (NN), comprimento medio do no (CN), peso da cana (PC) e producao de materia natural (PMN) referentes a 23 variedades de cana-de-acucar. Tambem estao apresentados os resultados do teste de Duncan a 10% de probabilidade para comparacao entre medias e o coeficiente de variacao.

Maior proporcao de colmos e um atributo qualitativo desejavel na alimentacao animal (RODRIGUES; ESTEVES, 1997). A combinacao da maior porcentagem de colmo e do maior comprimento de nos pode conferir melhor qualidade quanto aos aspectos nutricionais. Neste sentido, a variedade SP80-1842 apresentou o maior CT, de 3,64 m, e CC de 3,22 m, com uma porcentagem de colmo de 88,43%. Por outro lado, a variedade BJRI pertence ao grupo que apresentou menor CT, de 2,18 m, e menor CC, de 1,94 m, no entanto apresentou porcentagem de colmo de 88,90%. Pode-se verificar que e possivel selecionar variedade de porte alto ou porte baixo que apresente alta porcentagem de colmo.

Entre as variedades que apresentaram maior porcentagem de colmo--que foram MY5465, BJRI, B62-163, SP80-1842, BJ7504, R570, SP82-1044 e R579 -, as variedades BJ7504, R570 e R579 destacam-se por pertencerem ao grupo que apresentou maior PMN. Essas variedades, no entanto, apresentaram comprimento de no pequeno, caracterizando desvantagem em relacao ao valor nutricional para alimentacao animal. O comprimento do entreno pode ser limitado por deficit hidrico nos meses de baixo indice pluviometrico e e facilmente observada a reducao em seu comprimento. Essa caracteristica e importante de ser observada, pois e nesta regiao que se concentra a maior quantidade e qualidade dos carboidratos soluveis.

O numero medio de nos das plantas foi 24,25. Essa caracteristica tem sido relacionada com o peso total das plantas e, especificamente, com o peso de entrenos, podendo de certa forma afetar a quantidade de solidos soluveis totais das plantas. Porem, nao deve ser avaliada de forma isolada, pois o perfilhamento das plantas e um fato que pode interferir no rendimento de MS e, sobretudo, do peso de entrenos.

Entre as variedades que apresentaram maior producao de materia natural por hectare, destacam se as variedades RB78-5148, CP5122, PR61632, SP71-1406 e SP80-2015, que tambem apresentaram elevada porcentagem de colmo.

Na Tabela 2 estao apresentados os dados referentes as medias do teor de materia seca (MS), materia mineral (MM), extrato etereo (EE) e proteina bruta (PB) de 23 variedades de cana-deacucar. As 23 variedades de cana apresentaram teores medios de MS de 26,35%, valor proximo ao encontrado na literatura (AZEVEDO et al., 2003; ANDRADE et al., 2004). Apenas a variedade SP81-3250 apresentou baixo teor de MS, de 20,30%, provavelmente por ser uma variedade tardia e ainda nao ter atingido a maturacao. Por outro lado, as variedades CB47-355, R579, SP70-1143, SP71-1406 e SP80-1842 com teor de MS proximo a 30%.

Os teores medios de materia mineral (MM) variaram entre 1,75 e 3,30%, com media de 2,44%. Os teores de extrato etereo (EE) variaram de 0,76 a 1,32%, com media de 1,01%. Em ambos os caracteres, existe diferenca significativa (p < 0,10) entre as variedades, resultados que estao de acordo com os apresentados na literatura. Andrade et al. (2004) ressaltam que esses valores retratam pouca expressividade da contribuicao dos nutrientes na formulacao de racoes com cana-de-acucar. Ainda, parte do extrato etereo da cana-de-acucar pode ser originaria das ceras que recobrem os colmos, as quais sao de baixa utilizacao pelos ruminantes.

O teor de Proteina Bruta variou de 2,25 a 3,81% nas variedades RB76-5418 e BJ5418, respectivamente. Estes valores estao proximos dos encontrados por Azevedo et al. (2003), que obtiveram valores entre 1,65 e 3,45%. O baixo teor de proteina em cultivares de cana-de-acucar e uma caracteristica desta especie forrageira. Atualmente esse fator nao auxilia como criterio de escolha de variedades para serem utilizadas na alimentacao de bovinos, pois pode ser corrigido, a um custo baixo, por meio de adicao de uma fonte de nitrogenio naoproteico a dieta (TEDESCHI et al., 2000).

Na Tabela 3 sao apresentadas as porcentagens medias de fibra em detergente neutro (FDN), fibra em detergente acido (FDA), celulose (Cel), hemicelulose (Hemi) e lignina (Lig) de 23 variedades de cana-de-acucar, assim como o teste de Duncan a 10% de probabilidade e os coeficientes de variacao.

Em relacao a FDN, o valor medio encontrado neste trabalho foi de 43,71%. A variedade CB47355 apresentou o menor valor (38,43%); a variedade N48-4899, o maior (50,40%). Estes valores sao inferiores aos apresentados por Valadares Filho et al. (2002), que apontam valores medios para FDN de 55,87%.

Ao contrario do que ocorre em outras gramineas tropicais, na cana-de-acucar os teores de FDN sao menores nos colmos do que nas folhas. Este aspecto e importante, pois a FDN ou parede celular representa a fracao quimica da forragem que guarda mais estreita relacao com o consumo e desempenho animal.

O teor de fibra em detergente acido (FDA) variou de 22,92 a 30,92%, nas variedades Branca Jaula e N48-4899, respectivamente. A variedade N48-4899 tambem apresentou maior valor de FDN e hemicelulose, e a variedade Branca Jaula apresentou baixo valor de FDN. Andrade et al. (2003), avaliando 60 genotipos de cana, encontraram valor medio de 24,48% para teor de celulose, valor superior ao encontrado neste trabalho, que foi 17,82%. A variedade que apresentou maior valor foi a N48-4899 com 23,02%, nao diferindo (p > 0,10) das variedades R-570 e RB78-5148. Diversos autores mencionam que a digestao da celulose e deprimida quando o ruminante ingere grandes quantidades de alimentos ricos em acucares facilmente digeriveis, o que acontece no caso da cana-de-acucar.

Um importante aspecto a ser observado quanto ao perfil das fibras nas especies de cana-de-acucar e a resistencia ao acamamento durante o cultivo, pois a selecao para reduzir o teor de lignina em uma variedade visando melhorar sua digestibilidade pode proporcionar maior acamamento das plantas e dificultar a sua colheita, onerando o custo.

Nos dados compilados por Valadares Filho et al. (2002) de teses e dissertacoes publicadas em universidades brasileiras, e possivel observar que a variacao media existente na composicao da fibra e seus componentes esta proxima das encontradas neste trabalho, mostrando que as variedades avaliadas sao amostras representativas das variedades de cana-de-acucar utilizadas no pais. Os autores observaram valores medios para hemicelulose de 20,50% em 14 observacoes. As variedades avaliadas apresentaram valores medios de 16,95% de hemicelulose; a variedade RB83-5486 apresentou o maior valor, 14,06%; a SP 771-1406, o menor (18,53%).

Quanto ao teor de lignina, o valor medio encontrado neste trabalho foi de 5,11%. Observa-se que a variedade PR61632 foi a que apresentou o maior valor, 6,81%, diferenciando-se (p < 0,10) de grande parte das variedades. Em seguida, a variedade PR61632 apresentou valor de 6,75%, proximo dos valores da variedade anteriormente citada. Os teores medios de lignina encontrados para as variedades estudadas sao superiores aos relatados por Andrade et al. (2004), que foram de 4,16%.

Segundo Van Soest (1994), a lignina pode limitar o potencial de digestao dos carboidratos fibrosos a que esta quimicamente ligada por ser de digestibilidade nula. A porcao indigestivel da forragem e aproximadamente igual a 2,4 vezes o teor de lignina da planta. A lignina na dieta pode servir de parametro para avaliar a flora ruminal. Segundo esse autor, a concentracao de lignina das plantas forrageiras pode variar de 3 a 5%. Os teores encontrados para as variedades estudadas estao proximos do intervalo citado.

Na Tabela 4 estao apresentados os dados referentes as medias de carboidratos totais (CHOT), carboidratos nao-fibrosos (CNF), teor de solidos soluveis (Brix), relacao FDN/Brix e nutrientes digestiveis totais (NDT) de 23 variedades de canade-acucar.

Os teores de carboidratos totais diferiram entre as variedades (p < 0,10), oscilando entre 91,91 a 94,35% nas variedades BJ7504 e RB76-5418, respectivamente, e o valor medio encontrado foi de 93,54%. Este valor foi semelhante aos encontrados por Azevedo et al. (2003). As variedades que apresentam maior valor de CHOT como fibra disponivel poderao fornecer mais energia para os microrganismos e aumentar a sintese de proteina microbiana, sendo os CNF a principal fonte de energia para os microrganismos do rumem.

Neste estudo, o CNF foi significantemente maior nas variedades RB83-5486, CB47355 e PR61632 com valores de 55,97, 55,54 e 55,3%, respectivamente. A variedade N48-4899 apresentou o menor valor com 44,45%. Essas diferencas estao relacionadas aos teores de lignina contidos nas plantas e que influenciam a fracao de carboidratos fibrosos.

Quanto ao teor de solidos soluveis, expressos em [degrees]Brix, os valores encontrados variam de 15,22 a 19,99% para as variedades BJ7504 e R570, respectivamente. Sao valores semelhantes aos citados por Rodrigues e Esteves (1997), que variaram de 16,4[degrees]Brix a 19,9[degrees]Brix, e por Banda e Valdez (1976), que encontraram valores variando de 15,2 a 18,0[degrees]Brix na cana-de-acucar cortada com 16 meses apos o plantio, porem superior aos valores verificados pelos mesmos autores em cana-de-acucar cortada aos oito meses apos o plantio.

A idade da cana e um fator importante na obtencao de maiores concentracoes de solidos soluveis estando correlacionada inversamente com a atividade vegetativa. Atinge valor maximo e depois volta a reduzir, podendo ser proveniente do florescimento da planta. Durante o periodo de corte, o indice pluviometrico tambem reduz o teor de solidos soluveis, por isso em canaviais irrigados as parcelas a serem cortadas nao devem ser irrigadas.

Observando a relacao FDN/Brix, verifica-se que a variedade Branca Jaula apresentou a menor relacao de 2,07 e a SP81-3250 a maior de 2,96. Rodrigues e Esteves (1997) encontraram valores de 2,3 a 3,4 e o valor medio das variedades da relacao FDN/Brix foi de 2,7. Assim, pode-se aceitar este valor como uma media adequada na relacao FDN/Brix entre as variedades analisadas, para evitar que o maior teor de FDN de algumas variedades limite o consumo de cana-de-acucar pelo animal e, consequentemente, o consumo de acucares, que e o componente que fornece a maior parte da energia digestivel para o animal. Deve-se ressaltar que uma variedade que apresente teor de FDN menor permitira ao animal maior consumo de energia, comparada com outra de teor um pouco melhor de acucar, porem com teor de FDN mais alto.

O NDT variou de 57,17 a 62,61% nas variedades BJ7504 e RB72-454, respectivamente. Azevedo et al. (2003) encontraram valores entre 62,47 e 63,51% para o ciclo de producao precoce e intermediario, respectivamente.

Conclusao

As variedades estudadas apresentaram diversidade quanto a caracteristicas agronomicas e composicao quimica, evidenciando possibilidade de selecao para nutricao animal.

Considerando o conjunto de variaveis analisadas, pode-se concluir que, dentre as variedades de cana-deacucar estudadas, as que apresentaram maior potencial para continuidade de estudos com animais foram RB76-5418, CB47-355, CP-5122 e SP80-2015, pois apresentaram maior equilibrio entre as caracteristicas agronomicas e os componentes quimicos que podem favorecer o desempenho animal.

Received on November 29, 2008. Accepted on March 12, 2009.

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License information: This is an open-access article distributed under the terms of the Creative Commons Attribution License, which permits unrestricted use, distribution, and reproduction in any medium, provided the original work is properly cited.

DOI: 10.4025/actascianimsci.v31il.498

Paulo Bonomo *, Claudio Murilo Melo Cardoso, Marcio dos Santos Pedreira, Cibele Costa Santos, Aureliano Jose Vieira Pires e Fabiano Ferreira da Silva

Universidade Estadual do Sudeste da Bahia, Praca Primavera, 45, 45700-000, Itapetinga, Bahia, Brasil. * Autor para correspondencia. E-mail: bonomopaulo@gmail.com
Tabela 1. Media de comprimento total da cana (CT), comprimento do
colmo (CC), porcentagem de colmos (%Colmo), numero de nos (NN),
comprimento medio do no (CN), peso da cana (PC) e producao de
materia natural (PMN) de 23 variedades de cana-de-acucar.

Table 1. Plant height (PH), length of the stem (LS), portion of
stems (PS), number of us (n), length of us (LU), sugarcane
weight (CW) and natural matter production (NM), 23 sugarcane
varieties.

Variedades   CT (m)     CC (m)     % Colmo       NN
Varieties    PH (m)     LS (m)     OS            n

RB72-454     2,71bcde   2,24cde    82,66ef       22,00efg
RB78-5148    2,93bcd    2,50bcd    85,42bcdef    23,50cdefg
RB76-5418    2,69cde    2,12cdef   78,85g        23,00cdefg
RB73-9359    2,89bcd    2,20cdef   76,21g        21,17fg
B62-163      2,62cdef   2,34bcde   88,88ab       29,50a
BJ7504       2,55cdef   2,24cde    87,61abcd     26,83abc
bJri         2,18f      1,94ef     88,90ab       22,34defg
CB47-355     2,73bcde   2,29bcde   83,64def      21,83efg
CB61-80      2,45def    2,06def    84,36cdef     20,67fg
CP5122       2,97bc     2,52bc     84,68cdef     24,50bcdef
MY5465       2,74bcde   2,47bcd    90,08"        28,34ab
N48-4899     2,94bc     2,47bcd    84,19"        28,17ab
PR61632      2,60cdef   2,22cdef   85,31bcdef    20,83gf
R570         2,66cdef   2,33bcde   87,50abcd     24,67bcdef
R579         2,92bcd    2,53bc     86,55abcdef   26,50abcd
RB83-5486    2,87bcd    2,48bcd    86,17abcdef   23,50cdefg
RD7511       2,29ef     1,79f      77,98g        21,83efg
SP70-1143    2,57cdef   2,13cdef   82,47f        20,50fg
SP71-1406    2,95bc     2,51bc     85,13bcdef    25,67abcde
SP80-1842    3,64a      3,22a      88,43abc      27,00abc
SP80-2015    3,18b      2,70b      84,78bcdef    27,17abc
SP81-3250    2,64cdef   2,24cde    85,03bcdef    19,34g
SP82-1044    2,67cde    2,31bcde   86,70abcde    29,00a
Media        2,75       2,34       84,85         24,25
CV (%)       8,8        9,5        5,4           9,0

                                     PMN
Variedades   CN (cm)      PC (kg)    (t [ha.sup.-1])
Varieties    LU (cm)      CW(kg)     NM (t [ha.sup.-1])

RB72-454     10,2a        1,733c     141,78abcd
RB78-5148    10,6a        1,928bc    184,93ab
RB76-5418    9,2a         2,167abc   213,14a
RB73-9359    10,4a        2,128abc   146,32abcd
B62-163      7,9a         2,290abc   137,24abcd
BJ7504       8,3a         2,900a     179,50abc
bJri         8,7a         1,967bc    90,34d
CB47-355     10,5a        2,440abc   159,01abcd
CB61-80      9,9a         2,387abc   104,73bcd
CP5122       10,3a        2,105abc   184,44ab
MY5465       8,7a         2,840a     138,01abcd
N48-4899     8,8a         2,480abc   121,93bcd
PR61632      10,6a        2,315abc   219,91a
R570         9,4a         2,135abc   162,25abcd
R579         9,5a         2,845a     136,41abcd
RB83-5486    10,5a        2,663ab    91,80cd
RD7511       8,2a         2,118abc   107,66bcd
SP70-1143    10,4a        1,853bc    109,67bcd
SP71-1406    9,8a         2,140abc   152,55abcd
SP80-1842    11,9a        2,618ab    111,71bcd
SP80-2015    9,9a         2,478abc   179,51abc
SP81-3250    11,6a        1,867bc    111,04bcd
SP82-1044    7,9a         2,245abc   177,65abcd
Media        9,7          2,29       146,15
CV (%)       17,5         17,9       15,3

* Medias seguidas de uma mesma letra, na coluna, nao diferem
(p > 0,10) pelo teste de Duncan.

* Means followed by the same letter, within a column, do not
differ (p > 0.10) by Duncan test.

Tabela 2. Teor de materia seca (MS), materia mineral (MM),
extrato etereo (EE) e proteina bruta (PB) de 23 variedades de
cana-de-acucar.

Table 2. Dry matter percentage (DM), ashes (a) and ether extract
(EE) of dry matter, crude protein (CP) in 23 sugarcane varieties.

Variedades   MS (%)    MM (% MS)   EE (% MS)   PB (% MS)
Varieties    DM        a (% DM)    EE (% DM)   CP (% DM)

RB72-454     24,11i    2,22cde     1,16abcd    3,34abcde
RB78-5148    26,61ef   2,27cde     1,01bcdef   3,15bcdefg
RB76-5418    25,39gh   2,48bcde    0,93cdef    2,25i
RB73-9359    25,88fg   2,28cde     1,03bcdef   2,77efghi
B62-163      24,89hi   2,47bcde    0,77f       3,66abc
BJ7504       24,56hi   3,14ab      1,15abcd    3,81a
BJRI         24,70hi   2,12de      0,88def     3,03cdefgh
CB47-355     29,17ab   2,61abcd    1,09abcde   3,42abcd
CB61-80      25,20gh   2,90abc     1,25ab      3,63abc
CP5122       26,63ef   2,35cde     1,19abc     2,41hi
MY5465       26,35ef   2,65abcd    1,27ab      2,84defghi
N48-4899     26,71ef   2,00de      1,24ab      3,15bcdefg
PR61632      27,24de   2,20cde     0,86ef      2,63fghi
R570         26,94e    1,75e       1,01bcdef   2,98defgh
R579         29,45a    1,97de      1,32a       3,19abcdef
RB83-5486    26,79ef   2,20cde     0,88def     2,60fghi
RD7511       27,92cd   2,68abcd    1,01bcdef   3,20abcdef
SP70-1143    29,50ef   2,42bcde    0,76f       2,57fghi
SP71-1406    28,33bc   2,59abcd    1,09abcde   2,53ghi
SP80-1842    28,55bc   2,47bcde    0,80f       2,73efghi
SP80-2015    25,96fg   2,37cde     0,94cdef    2,63fghi
SP81-3250    20,30j    3,30a       0,82f       3,78ab
SP82-1044    24,95hi   2,62abcd    0,86f       2,73efghi
Media geral  26,35     2,44        1,01        3,00
CV (%)       1,8       15,2        13,2        10,9

* Medias seguidas de uma mesma letra, na coluna, nao diferem
(p > 0,10) pelo teste de Duncan.

* Means followed by the same letter, within a column, do not
differ (p > 0.10) by Duncan test.

Tabela 3. Medias de fibra em detergente neutro (FDN), fibra em
detergente acido (FDA), celulose (Cel), hemicelulose (Hemi) e
lignina (Lig), de 23 variedades de cana.

Table 3. Neutral detergent fiber (NDF), acid detergent fiber
(AADF), cellulose (Cel), hemi cellulose (Hemi), lignin (lig)
in 23 sugarcane varieties.

Variedades    FDN (% MS)     FDA (% MS)     Cel (% MS)
Varieties     NDF (% DM)     AADF (% DM)    Cel (% DM)

RB72-454      42,67cdefghi   27 17bcdefgh   17,90efghi
RB78-5148     46,22abcde     28,52abcde     21,56ab
RB76-5418     43,66bcdefgh   28,79abcde     19,49cde
RB73-9359     43,49bcdefgh   27,61bcdef     17,67efghi
B62-163       41,25efghi     26,58cdefghi   15,27jk
BJ7504        43,89bcdefgh   24,54ghijk     16,77ghij
BJRI          40,19ghi       22,92k         16,38hijk
CB47-355      38,43i         24,18ijk       17,41fghi
CB61-80       46,27abcde     27,34bcdefg    18,81cdef
CP5122        46,66abcd      29,22abcd      19,83cd
MY5465        41,17fghi      23,27jk        16,06ijk
N48-4899      50,40a         30,92a         23,02a
PR61632       39,64hi        24 29hjk       18,32defg
R570          48,50ab        29,02abcde     21,64ab
R579          44,92bcdefg    26,07efghij    17,96efgh
RB83-5486     39,25hi        25,19fghjk     14,66k
RD7511        44 22bcdefgh   28,13abcdef    20,21bc
SP70-1143     45,36bcdef     29,50abc       9,15l
SP71-1406     42,26defghi    23,73ijk       16,39hijk
SP80-1842     42,56cdefghi   26,44defghi    18,82cdef
SP80-2015     45,35bcdef     27,78bcdef     19,28cde
SP81-3250     47,31abc       29,89ab        18,50cdefg
SP82-1044     41,71defghi    24 44ghijk     14,74k
Media geral   43,71          26,76          17,82
CV (%)        5,7            5,6            5,3

Variedades    Hemi (% MS)   Lig (% MS)
Varieties     Hemi (% DM)   Lig (% DM)

RB72-454      15,50abcd     3,62g
RB78-5148     17,70abcd     5,65abcdef
RB76-5418     14,87bcd      4,89abcdefg
RB73-9359     15,88abcd     4,79bcdefg
B62-163       14,67bcd      6,04abcde
BJ7504        19,36a        6,10abcd
BJRI          17,26abcd     5,43cdefghi
CB47-355      14,25abcd     3,97fg
CB61-80       18,93ab       5,30abcdefg
CP5122        17,43abcd     4,11fg
MY5465        17,90abcd     6,41ab
N48-4899      19,48a        5,16abcdefg
PR61632       15,36abcd     6,81a
R570          19,49a        5,00abcdefg
R579          18,86ab       4,19defg
RB83-5486     14,06d        4,40cdefg
RD7511        16,10abcd     5,28abcdefg
SP70-1143     15,87abcd     3,77fg
SP71-1406     18,53abc      5,45abcdefg
SP80-1842     16,13abcd     6,74a
SP80-2015     17,57abcd     4,38cdefg
SP81-3250     17,43abcd     3,73fg
SP82-1044     17,27abcd     6,29abc
Media geral   16,95         5,11
CV (%)        12,9          18,9

* Medias seguidas de uma mesma letra, na coluna, nao diferem
(p > 0,10) pelo teste de Duncan.

* Means followed by the same letter, within a column, do not
differ (p > 0.10) by Duncan test.

Tabela 4. Medias de carboidratos totais (CHOT), carboidratos
nao-fibrosos (CNF), teor de solidos soluveis (Brix), relacao
FDN/Brix e nutrientes digestiveis totais (NDT) de 23 variedades
de cana-de-acucar.

Table 4. Total carbohydrates (CHOT), non fiber carbohydrates
(NFC), sugar index (Brix), ratio NDF/Brix, total digestible
nutrients (TDN) in 23 sugarcane varieties.

Variedades    CHOT (% MS)   CNF (% MS)   Brix
Varieties     CHOT (% DM)   NFC (% DM)   Brix

RB72-454      93,30bcd      51,78abcd    17,98cdefghi
RB78-5148     93,58abcd     48,37cdef    17,20ghij
RB76-5418     94,35a        51,62abcd    17 27fghij
RB73-9359     93,93abc      51,46abcd    19,85ab
B62-163       93,11cde      52,63abc     17,70defghij
BJ7504        91,91g        49,16cde     15,22k
BJRI          93,98abc      54,67ab      19,27abcde
CB47-355      92,89def      55,54a       15,30k
CB61-80       92,23efg      47,21def     19,32abcd
CP5122        94,06abc      48,60cdef    17,15hij
MY5465        93,25bcd      53,34abc     16,90ij
N48-4899      93,61abcd     44,45f       18,84abcdefgh
PR61632       93,89abcd     55,53abc     18 12bcdefghi
R570          94,26ab       46,77def     19,99a
R579          93,53abcd     49,92cde     17,55efghij
RB83-5486     94,34a        55,97a       18,94abcdefg
RD7511        93,11cde      49,90bcde    18,42abcdefghi
SP70-1143     94,26ab       49,65bcde    19,59abc
SP71-1406     93,81abcd     52,64abc     18,94abcdefg
SP80-1842     94,00abc      52,25abc     18,97abcdef
SP80-2015     94,07abc      49,65bcde    18,40abcdefghi
SP81-3250     92,11fg       45,61ef      15,98jk
SP82-1044     93,80abcd     52,94abc     17,34fghij
Media geral   93,54         50,86        18,01
CV (%)        0,5           2,4          4,8

Variedades    FDN/Brix    NDT ** (% MS)
Varieties     NDF/Brix    TDN ** (% DM)

RB72-454      2,37cdef    62,61a
RB78-5148     2,69abc     58,70bcdef
RB76-5418     2,54bcd     59,94abcdef
RB73-9359     2,19ef      59,61abcdef
B62-163       2,33def     58,26cdef
BJ7504        2,89a       57,17f
BJRI          2,09f       59,92abcdef
CB47-355      2,50bcde    61,63ab
CB61-80       2,39bcdef   58,58bcdef
CP5122        2,72ab      60,52abcde
MY5465        2,43bcde    57,74cdef
N48-4899      2,68abc     59,11bcde
PR61632       2,19ef      57,99cdef
R570          2,43bcde    59,50abcdef
R579          2,56bcd     61,53ab
RB83-5486     2,07f       60,83abc
RD7511        2,40bcdef   58,61bcdef
SP70-1143     2,32def     60,58abcd
SP71-1406     2,23def     58,89bcdef
SP80-1842     2,24def     57,42def
SP80-2015     2,47bcde    59,94abcdef
SP81-3250     2,96a       60,28abcdef
SP82-1044     2,41bcdef   57,31ef
Media geral   2,44        59,42
CV (%)        5,3         2,7

* Medias seguidas de uma mesma letra, na coluna, nao diferem
(p > 0,10) pelo teste de Duncan. ** NDT estimado (NRC, 2001).

* Means followed by the same letter, within a column, do not
differ (p > 0.10) by Duncan test. ** Estimated NDT (NRC, 2001).
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Title Annotation:Texto en Portuguese
Author:Bonomo, Paulo; Cardoso, Claudio Murilo Melo; dos Santos Pedreira, Marcio; Costa Santos, Cibele; Pire
Publication:Acta Scientiarum Animal Sciences (UEM)
Date:Jan 1, 2009
Words:5594
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