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Flight height of scolytins (coleoptera, scolytinae) in Pinus taeda L. stand in Southern Brazil/Altura de voo de escolitineos (coleoptera, scolytinae) em povoamento de Pinus taeda L. no sul do Brasil.

INTRODUCAO

A crescente demanda de materia-prima pelas industrias de base florestal tem elevado a implantacao de plantios florestais homogeneos com especies exoticas e de rapido crescimento e isto tem acarretado problemas com pragas e doencas, pela facilidade de multiplicacao e disseminacao de determinadas especies.

Os insetos sao, potencialmente, limitantes para o desenvolvimento, crescimento e reproducao das arvores, pois alem de provocarem danos em diferentes partes das mesmas, podem ser vetores de doencas causadas por bacterias, fungos ou virus (SAMANIEGO; GARA, 1970; WOOD, 1982; FLECHTMANN et al., 1995).

Entre as ordens da Classe Insecta, os coleopteros apresentam importancia florestal em funcao das injurias que provocam, sendo dominantes nos tropicos, possuindo diversas especies-praga de importancia economica, em razao dos seus danos aos plantios florestais (GRAY, 1972). Muitos trabalhos demonstram a importancia das coleobrocas no Brasil, que causam danos tanto em arvores vivas, quanto em madeira estocada em serrarias (FLECHTMANN; GASPARETO, 1997; ABREU et al., 2002; ZANUNCIO et al., 2005). Especies da subfamilia Scolytinae (Coleoptera) influenciam negativamente o crescimento e desenvolvimento das arvores, em decorrencia do seu ataque (CARVALHO et al., 1996).

Wood (1982) define os escolitineos como sendo besouros pequenos, que atacam principalmente arvores danificadas ou em senescencia, bem como toras recem-cortadas. De acordo com Silveira e Oliveira (1988), quando sua populacao torna-se significativamente alta, arvores sadias tambem sao atacadas.

Algumas especies de Scolytinae introduzem um fungo simbiotico na planta hospedeira, do qual se alimentam. Uma vez introduzido o fungo na galeria e no tecido vegetal, ele se desenvolve rapidamente, obstruindo o sistema vascular, causando a morte da arvore (HINDS, 1971; WOOD, 1982). De acordo com Lopes et al. (2009), a especie Xyleborus affinis ocasionou a morte de mangueiras no estado da Paraiba ao transmitir o fungo Lasiodiplodia theobromae.

Os escolitineos estao entre as pragas mais importantes associadas as coniferas no mundo em razao dos danos causados. Nas regioes temperadas, as especies fleofagas (besouros-da-casca) sao o grupo dominante, causando milhoes de dolares em prejuizos, em anos que atingem surtos epidemicos. Por sua vez, besouros-da-ambrosia, xilomicetofagos, predominam nos tropicos, onde causam danos menores em comparacao com os besouros-da-casca (FLECHTMANN; OTTATI; BERISFORD, 2001). Segundo Hosking e Knight (1975) e Turnbow Junior e Franklin (1980), um dos aspectos mais importantes da biologia dos escolitineos e a atividade de voo, pois e atraves deste que estes insetos procuram um hospedeiro ideal para o seu estabelecimento e desenvolvimento. A altura de voo varia entre as especies e aparenta estar relacionada com o ponto em que ocorre a infestacao na planta hospedeira. Assim, especies capturadas proximas ao nivel do solo, geralmente atacam a parte inferior do tronco, enquanto que aquelas encontradas em todas as alturas atacam diferentes partes da planta.

O padrao de voo estabelecido pelos insetos esta relacionado principalmente ao acasalamento e a obtencao de alimento. Portanto, o padrao de voo tem relacao direta com o local em que o dano ocorre na arvore e o tipo de habito alimentar caracteristico do inseto (BERTIM, 2013). Ainda, de acordo com Peres et al. (2012), o estudo da altura de voo de especies de insetos com potencial para se tornarem pragas possibilita avaliar ate qual altura os ataques podem ocorrer, proporcionando informacoes complementares para uma melhor caracterizacao das areas atacadas e fornecendo informacoes que poderao ser utilizadas em estrategias de monitoramento e controle.

Tendo em vista a importancia da subfamilia Scolytinae, este trabalho tem por objetivo realizar um levantamento qualitativo (especies) e quantitativo (abundancia) dos escolitineos presentes em um povoamento de Pinus taeda L., caracterizando e delimitando a altura preferencial de voo das principais especies associadas ao povoamento.

MATERIAIS E METODOS

O experimento foi conduzido em povoamento de Pinus taeda, pertencente a Fundacao Estadual de Pesquisa Agropecuaria-FEPAGRO, localizada no municipio de Santa Maria--RS.

O clima da regiao, de acordo com a classificacao de Koppen, recebe a denominacao de subtropical umido, do tipo Cfa. Apresenta temperatura media mensal de 19[degrees]C, sendo a media dos meses mais quentes superior a 30[degrees]C e dos meses mais frios entre 13 e 18[degrees]C. A precipitacao media anual e de 1770 mm, com numero medio anual de 113 dias de chuva (MORENO, 1961).

O povoamento de Pinus taeda, no inicio das coletas, estava com aproximadamente 25 anos de idade, ocupando uma area de dois hectares, tendo o ponto central nas coordenadas 29[degrees]40'5.79" Sul e 53[degrees]55'16.60" Oeste, apresentando um espacamento variavel, com arvores muito proximas, com espacamento de um metro e, distantes com espacamentos de ate cinco metros. Isso se deve ao fato de a area nao ser um plantio e, sim, uma area de regeneracao natural, que foi conduzida durante os primeiros anos de idade, visando formar um povoamento proveniente de regeneracao.

O modelo de armadilha etanolica de impacto utilizada foi desenvolvido no Laboratorio de Entomologia Florestal, junto ao Departamento de Defesa Fitossanitaria da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) (MURARI et al., 2012).

Na area de estudo, seguindo um delineamento inteiramente casualizado (DIC), foram instalados tres conjuntos de armadilhas, cada qual constituindo uma repeticao, distantes 30 metros entre si. O conjunto foi composto de 12 armadilhas (tratamentos), distantes meio metro entre si no sentido vertical. A primeira armadilha foi instalada a meio metro de altura (0,5 m) em relacao ao nivel do solo, e a ultima a 6,0 metros de altura. Os conjuntos de armadilhas foram instalados a 50 metros da bordadura do plantio, para evitar o efeito de borda.

Foram realizadas coletas quinzenais no povoamento de Pinus taeda, no periodo de novembro de 2011 a maio de 2012, totalizando, assim, 14 coletas. Este periodo foi escolhido por apresentar as condicoes ideais a atividade de voo dos escolitineos, temperatura media superior a 22[degrees]C, umidade relativa do ar em torno de 80% e baixa precipitacao no periodo, com media de 11 mm por coleta.

Os insetos coletados foram acondicionados em recipientes plasticos, devidamente identificados. Em seguida, foram transportados ao Laboratorio de Entomologia Florestal (UFSM), no qual se realizou a triagem. Posteriormente, o material foi enviado ao Laboratorio de Entomologia da FEIS/UNESP, campus Ilha Solteira/SP.

Utilizou-se a analise de regressao para verificar a relacao entre a abundancia e a altura de coleta visando identificar a faixa preferencial de voo das principais especies amostradas, bem como a relacao entre a riqueza e a distribuicao vertical dos escolitineos.

RESULTADOS E DISCUSSAO

Especies identificadas e flutuacao populacional

Foram coletados e identificados 2.557 especimes no povoamento de Pinus taeda, sendo que o acme populacional ocorreu na terceira coleta (01/12/2011), com 571 escolitineos amostrados (Figura 1).

Nao se obteve uma correlacao significativa entre o a flutuacao populacional e as variaveis climaticas. Este fato pode estar relacionado as diferencas de microclima entre o local onde a estacao meteorologica estava instalada (area aberta--campo) e as armadilhas (interior do povoamento). Analisando esta hipotese e tambem o fato de que os insetos sao considerados pecilotermicos, destaca-se que o acme populacional ocorreu em periodo de elevacao das temperaturas (final da primavera--inicio do verao) e assim sendo, o aumento gradativo da temperatura provavelmente favoreceu a emergencia dos insetos adultos conforme observado tambem por Murari (2005).

Foram identificadas 36 morfoespecies, sendo que destas, 21 foram identificadas em nivel de especie e 15 em nivel de genero (Tabela 1).

Hypothenemus eruditus foi a especie mais abundante, com um total de 1.934 exemplares amostrados no povoamento de Pinus taeda (Tabela 1). Flechtmann, Ottati e Berisford (2001), no estado de Sao Paulo, tambem encontraram em Pinus taeda e Eucalyptus grandis, Hypothenemus eruditus como uma das especies predominantes e em um povoamento de acacia-negra, no Rio Grande do Sul, Murari (2005) identificou Hypothenemus eruditus como uma das principais especies amostradas, totalizando 2.906 exemplares, equivalentes a 21,04% do total amostrado. Ainda corroborando o resultado obtido neste trabalho, de acordo com Machado et al. (2014), Hypothenemus eruditus tambem foi a especie mais abundante em levantamento realizado em um povoamento de acacia-negra, no Rio Grande do Sul, com 593 exemplares amostrados (55,63% do total).

Estes resultados demonstram que Hypothenemus eruditus tem presenca constante em diferentes formacoes florestais, estando este fator relacionado a sua adaptabilidade as mais diversas condicoes e ambientes, principalmente no que se refere a capacidade de desenvolver-se em material vegetal com baixo teor de umidade. Conforme observado por Flechtmann et al. (1995), especies xilofagas e mielofagas fazem parte do genero Hypothenemus, as quais nao necessitam da associacao com fungos para sua sobrevivencia, se desenvolvendo em ramos e galhos com teores de umidade inferiores aos tolerados pelos demais escolitineos.

Relacao entre abundancia e riqueza em funcao do ponto de coleta

A riqueza (total de especies amostradas) apresentou uma relacao inversamente proporcional a altura de instalacao das armadilhas (Figura 2). Os maiores valores foram obtidos a 0,5 e 1,0 metros de altura (36 especies) e o menor valor a 6,0 metros de altura em relacao ao solo (21 especies). A equacao gerada indicou uma relacao de 75,53% entre a riqueza e a altura de captura.

Assim como a riqueza, a abundancia (total de individuos amostrados por especie) tambem apresentou uma relacao inversamente proporcional a altura de instalacao das armadilhas (Figura 3), sendo que os maiores valores foram encontrados a 0,5, 1,0 e 1,5 metros de altura (307, 295 e 291 exemplares), respectivamente. Os menores valores foram encontrados a 5,0 e 5,5 metros de altura em relacao ao solo (152 e 153 exemplares), respectivamente. A equacao gerada indicou uma relacao de 86,04% entre a riqueza e a altura de captura.

Uma possivel explicacao para a riqueza e abundancia serem maiores proximas ao nivel do solo, consiste no fato de que o etanol atrai, geralmente, de forma significativa especies que se desenvolvem em material sobre o solo, uma vez que este material em decomposicao volatiliza compostos quimicos semelhantes aos do etanol. Outro fator importante esta relacionado a abundancia de diversos elementos de origem vegetal presentes no solo, podendo-se destacar: troncos caidos, ramos, galhos, frutos e plantas herbaceas. Esses componentes arboreos devem ter sido utilizados pelos escolitineos durante o seu desenvolvimento, justificando desta forma uma maior abundancia nas alturas mais proximas ao solo. Ainda neste contexto, segundo Bertim (2013), insetos degradadores da madeira como os escolitineos sao atraidos pelo etanol devido a este composto tambem ser liberado tanto por arvores senescentes ou mortas, principal fonte de alimento destas especies. Kelsey, Beh e Shaw (2013) atraves de medicao da concentracao de etanol confirmaram que lesoes maiores em arvores de Quercus agrifolia, por volatilizarem mais etanol, se mostraram mais atrativas ao aparecimento de Scolytinae na ordem de quatro a quinze vezes.

As informacoes encontradas na literatura corroboram os resultados referentes a abundancia apresentados na Figura 3. Nestes trabalhos, os besouros-da-ambrosia (o grupo mais representativo amostrado neste trabalho) voam, preferencialmente, proximo ao solo e pousam nas porcoes inferiores do tronco (TURNBOW JUNIOR; FRANKLIN, 1980; ATKINSON; FOLTZ; CONNOR, 1988).

Altura de voo (distribuicao vertical)

Para analise da distribuicao vertical foram consideradas aquelas especies que obtiveram os maiores valores de abundancia, destacando-se assim: Hypothenemus eruditus com 1.934 exemplares (75,60%), Xyleborus affinis com 106 exemplares (4,15%), Xyleborus ferrugineus com 94 exemplares (3,68%), Xylosandrus retusus com 89 individuos (3,48%), Xyleborinus saxeseni com 79 exemplares (3,09%) e Xyleborinus gracilis com 40 exemplares (1,56%). Juntas estas especies representam mais de 91% do total coletado, ou seja, sao as especies mais representativas dentre as amostradas. Para as demais especies, a distribuicao vertical nao foi analisada, devido principalmente a baixa abundancia destas especies o que impossibilitou uma analise detalhada.

Hypothenemus eruditus concentrou sua atividade de voo na faixa entre 1,0 e 1,5 metros de altura em relacao ao solo (Figura 4), porem, devido a variabilidade presente nas amostras, nao foi possivel gerar um modelo matematico com representacao significativa entre a abundancia e a altura de voo. Segundo Flechtmann et al. (1995), esta especie e conhecida por sua polifagia, podendo atacar e se desenvolver tanto em ramos e galhos sobre o solo como em sementes. Deste modo, a polifagia deve ter favorecido a distribuicao da especie nas diferentes alturas, o que justificaria a dificuldade em se obter uma relacao significativa entre a altura e a abundancia.

Xyleborinus saxeseni nao apresentou preferencia de voo por nenhuma das alturas analisadas (Figura 4), diferindo assim dos resultados encontrados por Flechtmann et al. (1995), que obtiveram picos populacionais de Xyleborinus saxeseni a um e dois metros de altura. De acordo com Atkinson, Foltz e Connor (1988), as especies xilomicetofagas apresentam habito de voo proximo ao solo, o qual nao foi detectado neste estudo. Talvez a quantidade de exemplares amostrados neste estudo nao tenha possibilitado a determinacao da altura preferencial de voo para esta especie.

Xylosandrus retusus nao apresentou preferencia de voo por nenhuma das alturas analisadas (Figura 4), diferindo assim do encontrado por Flechtmann et al. (1995), que obtiveram picos populacionais de Xylosandrus retusus a um e dois metros de altura. Assim como o observado para Xyleborinus saxeseni, Xylosandrus retusus e uma especies xilomicetofaga e, assim sendo, normalmente apresenta habito de voo proximo ao solo. Este fato explicaria a preferencia dessa especie por alturas mais proximas ao solo, porem, talvez o baixo numero de exemplares amostrados e a variabilidade da abundancia ao longo das alturas analisadas neste estudo tenha impossibilitado a deteccao desta preferencia.

Xyleborus ferrugineus concentrou sua atividade de voo a meio metro de altura em relacao ao solo (Figura 4). A equacao gerada indicou uma relacao de aproximadamente 78,65% entre a altura de instalacao das armadilhas e a abundancia, estando estes resultados de acordo com os observados por Flechtmann et al. (1995), nos quais a captura de Xyleborus ferrugineus foi tanto maior quanto menor a altura de instalacao da armadilha. Corroborando esta afirmacao, Moura (2007) encontrou Xyleborus ferrugineus infestando toras de Tectona grandis armazenadas ao nivel do solo no estado do Mato Grosso.

Xyleborus gracilis concentrou sua atividade de voo a meio metro de altura em relacao ao solo, assim como observado para Xyleborus affinis, que foi mais abundante nas alturas mais proximas ao solo (Figura 4). As equacoes geradas indicaram uma relacao de 79,75% entre a altura de instalacao das armadilhas e a abundancia para Xyleborus gracilis e de 75,51% para Xyleborus affinis, estando este resultado de acordo com o encontrado na literatura, no qual, comumente, os besouros-da-ambrosia ocorrem em maior abundancia em alturas de ate 1,5 metros em relacao ao solo (TURNBOW JUNIOR; FRANKLIN, 1980; ATKINSON; FOLTZ; CONNOR, 1988). Estes resultados tambem estao de acordo com os observados por Flechtmann et al. (1995), cuja captura de Xyleborus gracilis e Xyleborus affinis foi tanto maior quanto menor a altura de instalacao da armadilha.

Lopes et al. (2009) relataram a associacao da especie Xyleborus affinis com o fungo Lasiodiplodia theobromae causando a morte de mangueiras no estado da Paraiba. Estes mesmos autores tambem verificaram o ataque desta especie em plantas adultas de coqueiro-anao nesta mesma regiao (LOPES et al., 2010).

Em trabalho realizado por Silva (2012) em madeiras de diferentes especies instaladas a 1,5 metros de altura em relacao ao solo,Xyleborus affinis foi a especie mais infestante, representando 33,8% do total de individuos amostrados. As especies deste genero sao bastante comuns nos tropicos e estao dentre os grupos mais destrutivos, possuindo alta agressividade e podendo atacar qualquer parte de arvores reeem-eortadas ou em pe, inclusive de hospedeiros considerados sadios, provocando danos que aparecem na forma de pequenos orificios com marcas pretas ocorrentes da associacao com fungos xilofagos (WOOD, 1982).

CONCLUSOES

Hypothenemus eruditas voa preferencialmente na faixa de 1,0 a 1,5 metros de altura em relacao ao solo. Xyleborinus saxeseni e Xylosandrus retusus nao apresentam preferencia por altura de voo.

Xyleborus ferrugineus, Xyleborinus gracilis e Xyleborus affinis voam preferencialmente a meio metro em relacao ao solo.

As alturas situadas entre 0,5 e 1,5 metros sao as ideais para a instalacao das armadilhas visando avaliar quantitativamente os escolitineos presentes em povoamentos de Pinus taeda.

AGRADECIMENTOS

Os autores agradecem ao professor e pesquisador PhD. Carlos Alberto Hector Flechtmann pela identificacao das especies.

REFERENCIAS

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Leonardo Mortari Machado (1) Ervandil Correa Costa (2)

(1) Engenheiro Florestal, MSc., Doutorando do Programa de Pos-Graduacao em Engenharia Florestal, Centro de Ciencias Rurais, Universidade Federal de Santa Maria, Av. Roraima, 1000, CEP 97105-900, Santa Maria (RS), Brasil. E-mail: machado2838@gmail.com

(2) Engenheiro Agronomo, Dr., Professor do Programa de Pos-Graduacao em Engenharia Florestal, Centro de Ciencias Rurais, Universidade Federal de Santa Maria, Av. Roraima, 1000, CEP 97105-900, Santa Maria (RS), Brasil. ervandilc@gmail.com

Recebido para publicacao em 18/04/2013 e aceito em 23/10/2015

Caption: FIGURE 2: Wealth of scolytines in different heights, collected by flight intercept traps in a stand of Pinus taeda in the period from 03/11/2011 to 29/05/2012 in Santa Maria, RS state.

FIGURA 2: Riqueza de eseolitineos em diferentes alturas, coletados atraves de armadilha de intereeptacao de voo em povoamento de Pinus taeda, no periodo de 03/11/2011 a 29/05/2012, em Santa Maria--RS.

Caption: FIGURE 3: Abundance of scolytines in different heights, collected by flight intercept traps in a stand of Pinus taeda in the period from 03/11/2011 to 29/05/2012 in Santa Maria, RS state.

FIGURA 3: Abundancia de eseolitineos em diferentes alturas, coletados atraves de armadilha de intereeptacao de voo em povoamento de Pinus taeda, no periodo de 03/11/2011 a 29/05/2012, em Santa Maria--RS.

Caption: FIGURE 4: Vertical distribution of Hypothenemus eruditus, Xyleborinus saxeseni, Xylosandrus retusus, Xyleborus ferrugineus, Xyleborinus gracilis and Xyleborus affinis, and regression generated from data collected in intercept flight traps, installed at different heights, in a stand of Pinus taeda, 03/11/2011 to 29/05/2012, in Santa Maria, RS state.

FIGURA 4: Distribuicao vertical de Hypothenemus eruditas, Xyleborinus saxeseni, Xylosandrus retusus, Xyleborus ferrugineus, Xyleborinus gracilis e Xyleborus affinis, e regressao gerada a partir de dados coletados atraves de armadilha de interceptacao de voo em povoamento de Pinus taeda, no periodo de 03/11/2011 a 29/05/2012, em Santa Maria--RS.
TABLE 1: Absolute frequency (N) and relative frequency (%) by
species of scolytines collected in flight intercept trap, installed
at different heights, in a stand of Pinus taeda in the period from
03/11/2011 to 29/05 / 2012, in Santa Maria, RS state.

TABELA I: Frequencia absoluta (N.) e frequencia relativa (%) por
especie de eseolitineo coletada em armadilhas de interceptacao de
voo, em diferentes alturas, em povoamento de Pinus taeda no periodo
de 03/11/2011 a 29/05/2012, em Santa Maria--RS.

Genero/Especie                                 N.      %

Ambrosiodmus obliquus (LeConte, 1878)           10    0,39
Amphicranus sp.2                                 4    0,16
Coccotrypes sp.1                                 5    0,20
Corthylus parvicirrus                            1    0,04
Corthylus pharax Schedl, 1976                    3    0,12
Cryptocarenus diadematus Eggers, 1937            3    0,12
Cryptocarenus heveae (Hagedorn, 1912)           12    0,47
Cryptocarenus seriatus Eggers, 1933              2    0,08
Dendrocranulus sp.1                             10    0,39
Gnathotrupes sp.2                                1    0,04
Hylocurus dimorphus (Schedl, 1939)               4    0,16
Hypothenemus eruditus Eichhoff, 1868          1934    75,6
Hypothenemus sp.1                                1    0,04
Hypothenemus sp.2                                5    0,20
Hypothenemus sp.3                               22    0,86
Hypothenemus sp.5                                7    0,28
Hypothenemus sp.7                               18    0,70
Hypothenemus sp.10                               2    0,08
Hypothenemus sp.11                              36    1,41
Hypothenemus sp.12                               3    0,12
Hypothenemus sp.14                               4    0,16
Microcorthylus minimus Schedl, 1950             12    0,47
Microcorthylus sp.1                              7    0,27
Monarthrum cristatum Wood & Bright, 1992         2    0,08
Monarthrum quadridens Wood & Bright, 1992       29    1,14
Tricolus affinis Eggers, 1931                    2    0,08
Tricolus sp.2                                    6    0,24
Xyleborinus gracilis (Eichhoff, 1868)           41    1,56
Xyleborinus saxeseni (Ratzeburg, 1837)          79    3,09
Xyleborinus sentosus (Eichhoff, 1868)            1    0,04
Xyleborus affinis Eichhoff, 1867               106    4,15
Xyleborus biconicus Eggers, 1928                 1    0,04
Xyleborus ferrugineus (Fabricius), 1801         94    3,68
Xyleborus neivai Eggers, 1928                    1    0,04
Xylosandrus curtulus (Eichhoff, 1869)            1    0,04
Xylosandrus retusus (Eichhoff, 1868)            89    3,48

Total geral                                   2557    100

FIGURE 1: Data samples and the number of specimens of scolytines
collected in intercept flight traps, installed at different
heights, in a stand of Pinus taeda in the period from 03/11/2011 to
29/05/2012 in Santa Maria, RS state

FIGURA I: Data das coletas e numero de especimes de escolitineos
coletadas em armadilhas de interceptacao de voo, instaladas a
diferentes alturas, em povoamento de Pinus taeda, no periodo de
03/11/2011 a 29/05/2012, em Santa Maria--RS.

Coleta

Abundancia

1 03/11/2011     69
2 17/11/2011    298
3 01/12/2011    571
4 20/12/2011    361
5 05/01/2011    213
6 19/01/2011    203
7 09/02/2011    145
8 23/02/2011     96
9 05/03/2011    119
10 15/03/2011   127
11 30/03/2011    72
12 16/04/2011   104
13 15/05/2011   109
14 29/05/2011    90

Note: Table made from bar graph.
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Author:Machado, Leonardo Mortari; Costa, Ervandil Correa
Publication:Ciencia Florestal
Article Type:Ensayo
Date:Apr 1, 2017
Words:4172
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