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Fitossociologia de um brejo de altitude no semiarido brasileiro: variacao das especies dominantes ao longo do gradiente altitudinal/Plant communities in a "brejo de altitude" of the brazilian semiarid: change of dominants species along the elevation gradient.

Introducao

As florestas montanas do nordeste do Brasil ocorrem em topos e encostas com altitudes que variam entre 600 a 1.100 m a.n.m. (VASCONCELOS SOBRINHO, 1970). Estas florestas serranas, tambem chamados de brejos de altitude, sao enclaves no bioma Mata Atlantica em areas de maiores altitude e umidade em relacao a matriz de vegetacao xerofila (Caatinga) (CAVALCANTI; TABARELLI, 2004). Os brejos sao, em quase toda sua totalidade, disjuncoes de floresta estacional semidecidual montana, um dos tipos vegetacionais que compoem o bioma Mata Atlantica (IBGE, 2012). A presenca dessa vegetacao florestal no dominio do semiarido ocorre principalmente devido ao fator topografico que permite um incremento na media da pluviosidade, em relacao as areas que as circundam (TAVARES et al., 2000).

De acordo com Gentry (1998), mudancas floristicas e estruturais em florestas neotropicais ocorrem ao longo de gradientes de altitudes, das terras baixas ate montanas. Em gradientes altitudinais, como os brejos de altitude do semiarido brasileiro, a composicao e estrutura da vegetacao pode estar relacionado as variacoes de habitat em escala local (IVANAUSKAS; MONTEIRO; RODRIGUES, 2000; MORELLATO, 2000), determinado pelo microclima (PROCTOR et al., 1988; MONTEIRO; FISCH, 2005), solo, topografia (OLIVEIRA FILHO et al., 1999; CARVALHO et al., 2005) e nivel de declividade (OLIVEIRA; MORI, 1999), alem de interacoes interespecificas (WHITTAKER; WILLIS; FIELD, 2001).

A heterogeneidade ambiental em gradientes de altitude favorece uma variacao das especies vegetais dominantes (por densidade ou biomassa) ao longo do gradiente (WEBB; PEART, 2000; ZHAO et al., 2005). Fatores fisicos e bioticos atuam sobre o ambiente, modificando as caracteristicas e regulando o mosaico vegetacional (IVANAUSKA; MONTEIRO; RODRIGUES, 2000; MORELLATO, 2000). Em um estudo com 20 fragmentos de florestas secundarias de Mata Atlantica no sudeste do Brasil com pouca variacao na altitude (150 m), evidenciou maior riqueza e cobertura florestal em altitudes superiores, alem de um menor grau de perturbacao (SILVA et al., 2008). Outros estudos, apontam variacoes nos parametros fitossociologicos ao longo de gradientes altitudinais, como exemplo, a variacao na abundancia relativa (BOTREL et al., 2002), ou mesmo relacionado ao valor de importancia (VI) das especies de acordo com o nivel de altitude (GOMES; BERNACCI; JOLY, 2011).

O brejo de altitude no municipio de Caruaru, Pernambuco, conhecido como Parque Ecologico Joao Vasconcelos Sobrinho foi indicado como uma reserva de prioridade maxima para a conservacao segundo o Workshop sobre Areas Prioritarias para a Conservacao da Mata Atlantica do Nordeste (FUNDACAO SOS MATA ATLANTICA, 1993). Dessa forma, estudos que buscam entender as variacoes na composicao e estrutura fitossociologica deste brejo de altitude nos diferentes niveis de altitude sao relevantes para subsidiar acoes conservacionistas para este tipo vegetacional endemico do nordeste brasileiro.

Neste contexto, o estudo objetivou-se caracterizar a composicao e estrutura da vegetacao lenhosa de um brejo de altitude pernambucano, analisando a variacao das comunidades arboreas em tres niveis de altitude. Com o intuito de responder as seguintes questoes: (i) existem diferencas na composicao e estrutura fitossociologica das comunidades entre os niveis de altitude analisados? (ii) as especies mais importantes da serra (maiores VI) sao as mesmas nos diferentes niveis de altitude? As respostas a estas questoes poderao subsidiar propostas voltadas a eleger areas prioritarias para a conservacao da Mata Atlantica no Estado.

Material e metodos

A area estudada esta localizada no Parque Ecologico Joao Vasconcelos Sobrinho (08[degrees]22'09" S e 36[degrees]05'00" W), situado no municipio de Caruaru - PE. (Figura 1). A serra analisada apresenta altitude maxima de 970 m. O clima da area e tropical chuvoso com verao seco (As'), segundo a classificacao atualizada de Koppen-Geiger (PEEL; FINLAYSON; MCMAHON, 2007) com temperatura media de 24[degrees]C (AGENCIA ESTADUAL DE MEIO AMBIENTE E RECURSOS HIDRICOS, 1994). A precipitacao media anual oscila entre 650 e 800 mm, com um maior indice pluviometrico entre os meses de abril e junho, com estacao seca variando de cinco a sete meses (AGENCIA ESTADUAL DE MEIO AMBIENTE E RECURSOS HIDRICOS, 1994).

A maior parte do parque e coberto por floresta estacional semidecidual montana, com um dossel em torno de 20 m de altura (TAVARES et al., 2000). Segundo informacoes de moradores locais, a area era ocupada por plantios de cafe ate meados da decada de 40 do seculo XX. Os solos sao profundos, predominando o podzolico vermelho-amarelo distrofico latossolico no topo das serras e podzolico vermelho-amarelo distrofico nas encostas; planossolo solodico, circundando a area serrana e gley humico e pouco humico nos vales das serras (AGENCIA ESTADUAL DE MEIO AMBIENTE E RECURSOS HIDRICOS, 1994). Quanto a geologia, o parque localiza-se em terrenos de origem pre-cambriana pertencentes ao complexo cristalino da Borborema, formado por granodioritos com gradacao para granitos e tenolitos de coloracao e granulometria variada. No que se refere ao aspecto geomorfologico, a area esta representada por relevos residuais sobre superficies pediplanadas, as chamadas serras, com relevo que varia de ondulado a forte ondulado (TAVARES et al., 2000)

Com auxilio de aparelho GPS (Global System Position) foram demarcados tres niveis de altitude ao longo de toda area serrana, sendo Nivel 1 (N1) com elevacao de 800 a 850 m a.n.m. (base da serra), Nivel 2 (N2) com elevacao variando entre 851 ate 900 m (nivel intermediario), e Nivel 3 (N3) de 901 a 950 m (topo da serra). A divisao da serra em tres niveis de altitude foi baseada em trabalhos realizados anteriormente por Oliveira et al. (2009), Silva et al. (2014) e Lopes, Ramos e Almeida (2017) que sugeriram existir diferencas floristicas e estruturais entre a base, niveis de altitude intermediarios e topo de serra.

Para a amostragem da vegetacao foi utilizado o metodo de quadrante centrados (COTTAM; CURTIS, 1956). Foram mensurados quatro individuos arboreos vivos e com circunferencia a altura do peito (CAP) [greater than or equal to] 15 cm, bem como a altura e a distancia entre o ponto quadrante a arvore mais proxima, presente dentro de cada quadrante. As amostras foram constituidas em 125 pontos aleatorios e correspondente a cada nivel altitudinal (N1, N2 e N3), totalizando 375 pontos amostrais com uma distancia de 10 metros entre os pontos.

Para a caracterizacao da vegetacao arborea, foram calculados para cada especie, os valores de densidade, dominancia e frequencia relativas, valor de importancia (VI) e area basal total. As analises de similaridade floristica (presenca ou ausencia) e de estrutura (abundancia) foram realizadas pelos calculos dos indices de Sorensen, Jaccard (dados binarios) e Bray Curtis (dados de abundancia), utilizando o software Fitopac Shell, versao 2.1. (SHEPHERD, 2010). Para a avaliacao da diversidade foram calculados os indices de diversidade de Shannon (H') e de equabilidade de Pielou (J'). Os indices de diversidade em cada nivel altitudinal foi comparado pelo teste-t de Hutchinson, utilizando o Programa estatistico PAST (HAMMER; HARPER; RYAN, 2001). As identificacoes foram realizadas por meio de pareceres de especialistas e literatura especializada. As especies foram classificadas nas familias de acordo com o sistema APG III (ANGIOSPERM PHYLOGENY GROUP, 2009).

Resultados e discussao

Floristica

Foram amostrados 1.500 individuos, pertencentes a 56 especies e 31 familias, em 1,5 ha ao longo da serra. O primeiro nivel altitudinal (N1) apresentou 44 especies e 22 familias; no N2 foram amostradas 37 especies e 24 familias e no N3 foram encontradas 41 especies e 24 familias (Tabela 1). As familias mais representativas foram Fabaceae (11 especies), Anacardiaceae (quatro especies), Lauraceae e Rubiaceae com tres especies e Clusiaceae, Combretaceae, Malpighiaceae, Meliaceae, Moraceae e Myrtaceae com duas especies cada. Estas familias tambem sao aquelas frequentemente encontradas com maior riqueza de especies em outros estudos realizados em brejos de altitude no Brasil (ANDRADE et al., 2006; OLIVEIRA; ANDRADE; FELIX, 2006; NASCIMENTO; RODAL, 2008). Estas dez familias sao responsaveis por 53,6% de todas as especies levantadas no presente estudo, observaram-se tambem seis especies exoticas, o que pode estar associado ao grau de conservacao da area. Entre os taxons representantes da area amostrada Albizia polycephala, Buchenavia capitata, Casearia sylvestris, Myrcia sylvicata e Tapirira guianensis, sao especies frequentemente citadas em levantamentos floristicos realizados nas florestas serranas nordestinas (Tabela 1).

A maior representatividade de Fabaceae na floresta estudada ja era esperado, visto ser uma das familias botanicas mais diversas em todas as provincias fitogeograficas do Brasil (CESTARO; SOARES, 2004), tambem comumente encontrada em areas de floresta estacional semidecidual com alta densidade e riqueza (LOPES et al., 2012).

Avaliar as comunidades vegetais em um e/ou entre ambientes e uma ferramenta importante em estudos floristicos que visam ressaltar a diversidade floristica. A analise da similaridade floristica da vegetacao associada pelos indices de Sorensen (0,75 - 0,82) e Jaccard (0,60 - 0,70) indicou uma alta similaridade entre os niveis altitudinais (Tabela 2). Esta similaridade tambem foi confirmada pelo valor encontrado com base no indice de Bray-Curtis (0,17 - 0,24), indicando pequena dissimilaridade entre os niveis de altitude (Tabela 2). Do total de especies, 44,64% estavam distribuidas nos tres niveis. Por outro lado, oito especies foram exclusivas do N1, duas especies do N2 e seis especies do N3 (Figura 2).

A similaridade floristica entre os tres niveis calculadas pelos indices de Sorensen e Jaccard (Tabela 2), bem como pelo Diagrama de Veen (Figura 2), demostram uma flora comum entre os niveis, refletindo uma homogeneidade floristica. Um estudo realizado tambem no estado de Pernambuco, em uma area de Caatinga, apresentou um alto indice de similaridade de Sorensen, mostrando que, apesar das diferencas de altitude das areas analisadas, os ambientes sao muito semelhantes (FARIAS et al., 2016). Esta alta similaridade encontrada entre os niveis pode estar relacionada as caracteristicas ambientais intrinsecas da area, como os fatores edaficos (BRAGA; LIMA; MARTINS, 2015), luminosidade, temperatura, as quais possibilitam o estabelecimento das mesmas especies (KELLMAN, 1980).

A distribuicao das especies na area estudada mostrou que a pequena variacao na altitude resultou em uma elevada similaridade floristica ao longo da serra, sendo necessarias diferenciacoes contrastantes nas condicoes do meio ambiente e um distanciamento maior entre os pontos amostrais, para que novas especies possam ser amostradas. Embora a distancia geografica sozinha nao responde totalmente pela substituicao de especies, pois diferencas ambientais e limites de dispersao das especies podem ser responsaveis pela maior variacao da composicao floristica entre areas (TUOMISTO; RUOLOLAINEN; YLI-HALLA, 2003; DUQUE et al., 2009).

Estrutura da vegetacao

Das 44 especies amostradas no N1, seis responderam com mais de 50% do Valor de Importancia (VI) total (Tabela 3), destacando-se Byrsonima sericea com 9,2% da densidade relativa e 18,5% da frequencia relativa, seguida por Tapirira guianensis (14,2% e 8,0%), Eriotheca crenulaticalyx (1,6% e 20,2%), Thyrsodium schomburgkianum (12% e 1,2%) e Artocarpus heterophyllus (8% e 8,3%). Tapirira guianensis ainda se destacou com a maior frequencia relativa do N1. Eriotheca crenulaticalyx, especie com o terceiro maior valor importancia para o N1, possui a maior dominancia relativa em funcao da area basal de oito individuos presentes nesta altitude (Tabela 3).

No nivel intermediario, mais de 50% do VI total pertenciam a apenas quatro especies: Byrsonima sericea, Eriotheca crenulaticalyx, Tapirira guianensis e Ocotea glomerata. Em relacao aos parametros relativos, Swartzia pickelli e Ormosia fastigiata, com 11 e 28 individuos, respectivamente, representaram o terceiro e quarto maior valor de dominancia relativa (Tabela 3), o que indica a presenca de alguns individuos de grande porte nesse nivel. Por outro lado, foram amostrados 101 individuos de Tapirira guianenses neste nivel, entretanto, com dominancia relativa menor que as duas especies anteriormente citadas, o que revela o pequeno porte de individuos de T. guianenses no N2. Tapirira guianenses apresenta-se com o terceiro maior VI devido a maior frequencia e densidade relativa.

Das especies amostradas no N3, seis responderam aproximadamente 50% do VI deste nivel, com destaque novamente para T. guianensis com 20,2% de densidade relativa e 6,69% de dominancia relativa, seguida por Guapira laxiflora com 10,2% e 8,13% para os mesmos descritores respectivamente. Tapirira guianensis tambem apresenta a maior frequencia relativa no N3. Eugenia punicifolia apresentou 35 individuos neste nivel, valor diferente ao N2, sendo amostrados apenas dois individuos. Destaca-se ainda, a alta dominancia relativa de Stryphnodendron pulcherrimum em relacao ao pequeno numero de representantes (oito individuos) no N3 (Tabela 3).

Em relacao aos parametros estruturais, houve uma grande variacao nos valores de densidade entre os niveis altitudinais N1, N2 e N3 (780; 3069 e 278 individuos/ha, respectivamente). A variacao dos valores de densidade corrobora outros estudos como o de Meireles, Shepherd e Kinoshita (2008) em que os autores tambem encontraram os menores valores de densidade nos extremos do gradiente, entretanto, contrapoe os estudos de Gomes, Bernacci e Joly (2011) que observaram uma relacao direta entre densidade e altitude. A maior densidade no N2 pode ser atribuida a maior concentracao de individuos de menores valores medios de altura e diametro (10,2 metros e 42,61 cm), devido ao historico precedente de extracao de terra, madeira e cultivo de hortalicas nessa porcao intermediaria, segundo moradores locais. Por outro lado, a area basal nao variou entre os niveis de elevacao (15,71; 15,06 e 14,92 [m.sup.2]/ha, respectivamente). Os valores de area basal encontrados sao muito baixos quando comparadas a outras areas de floresta estacional semidecidual, como por exemplo, um estudo realizado em um Parque Municipal em Minas Gerais apresentou uma area basal total de 23,18 [m.sup.2]/ha, atribuindo este valor ao processo de perturbacao que ainda ocorre dentro do parque (CORAIOLA; NETTO, 2017). Estudos realizados em ecossistemas serranos, demonstram cada vez mais que estas florestas nao apresentam um padrao recorrente na organizacao floristica e estrutural, Espirito-Santo et al. (2002) sugerem que as variaveis associadas a organizacao espacial das comunidades vegetais em areas serranas mudam caso a caso.

Tapirira guianensis foi a segunda especie de maior VI no N1, no entanto, apresenta-se no N2 como quarta especie de maior VI, em funcao da elevada dominancia relativa de Byrsonima sericea e Eriotheca crenulaticalyx para esta altitude. Ja no N3, Tapirira guianensis apresenta-se com o maior VI e as duas especies anteriormente citadas nesta altitude, apresentam o oitavo e quarto lugar, respectivamente (Figura 3).

Com relacao a Diversidade de Shannon-Wiener (H') nao houve diferencas significativas entre N1 e N3 (3,02 e 3,06; P > 0,05), o que pode ser constatado pela diferenca discreta nos valores de riqueza de especies entre esses niveis de altitudes (44 e 41 especies, respectivamente). Porem, o nivel intermediario (H' = 2,84) possui uma variacao significativa quando comparado ao N1 e N3 (P < 0,05), devido a baixa riqueza de especies e alta abundancia nesse nivel, principalmente a dominancia de Tapirira guianensis e Byrsonima sericea. Por mais pequeno que seja, um fragmento pode conter varias pecas de mosaico de vegetacao relacionadas a diferencas de substrato e/ou a fase sucessional (ESPIRITO-SANTO et al., 2002), nesse sentido, o fragmento aqui analisado apresenta abertura de clareiras, trilhas e corpos d'agua (acude), principalmente na porcao intermediaria, nos quais foi identificada a presenca de especies exoticas como a jaca (Artocarpus heterophyllus) e o cafe (Coffea arabica), o que pode resultar em diferentes estagios de sucessao ao longo do gradiente. Levando-se em consideracao estas informacoes, as maiores riquezas no N1 e N3 podem estar relacionadas tanto ao maior numero de especies exclusivas em cada um desses niveis de altitude, sendo oito e seis especies, respectivamente (Figura 2), quanto aos diferentes estagios de conservacao. A baixa densidade do N3, por exemplo, possivelmente deve-se aos maiores portes dos individuos nesse nivel, em que florestas mais maduras possuem fisionomia mais preservadas, com arvores de maior altura e diametro o que reflete em um estagio sucessional mais avancado (SILVA et al., 2015). Estas caracteristicas do N3 tambem podem ser observadas pelo maior valor de equabilidade nesta faixa de altitude, o que indica uma distribuicao mais uniforme dos individuos nas especies, aumentado o valor de diversidade. Ja o N2 apresenta um menor numero de especies exclusivas, o que reflete em uma menor riqueza, aliando a isso, a presenca de perturbacoes e intervencoes antropicas neste nivel, pode estar levando a uma dominancia de Byrsonima sericea, Eriotheca crenulaticalyx e Tapirira guianensis, dificultando, assim, o estabelecimento de outras especies devido a competicao por recursos (HOMEIER et al., 2010; KRAFT et al., 2011).

Das dez especies de maior VI para cada nivel, quatro sao comuns as tres altitudes (Byrsonima sericea, Eriotheca crenulaticalyx, Tapirira guianensis e Ocotea glomerata). Estas especies tambem foram amostradas com elevada importancia em outros brejos de altitudes (ANDRADE et al., 2006; OLIVEIRA; ANDRADE; FELIX, 2006; NASCIMENTO; RODAL, 2008; PINTO; SAMPAIO; NASCIMENTO 2012). Byrsonima sericea apresenta-se no N1 e N2 como a especie mais importante e ocupa a oitava posicao no N3, principalmente, em funcao da baixa dominancia relativa, que pode ser explicado pela reducao de sua area basal na maior altitude. Essa especie apresenta se na base da serra (N1) com uma area basal de 2,96 [m.sup.2], no nivel intermediario (N2) com 3,98 [m.sup.2] e na porcao mais alta da serra (N3) com apenas 0,91 rru Mudancas nos valores de area basal podem estar relacionado diretamente a variacao na abundancia (CORAIOLA; NETTO, 2017), como e o caso registrado no presente estudo. Eriotheca crenulaticalyx possui os maiores valores de area basal para as tres altitudes.

Tapirira guianensis e a especie mais abundante na serra como um todo e tambem em cada uma das altitudes investigadas, o que a faz ser a especie com maior sucesso em explorar os recursos ao longo de todo o gradiente altitudinal. Esta especie se enquadra no padrao de especies cuja densidade varia localmente em funcao da extensao de seus habitat preferenciais (DURIGAN et al., 2000). No entanto, e considerada generalista por habitat (OLIVEIRA FILHO; RATTER, 1995; 2000) e dependente de vetores bioticos para sua reproducao sexuada, por outro lado, tais polinizadores sao eficientes mesmo em areas antropizadas (BOEGER et al., 1998). Desta forma, a eficiencia da reproducao sexuada de Tapirira guianenses pode explicar a ampla distribuicao e importancia ecologica da especie (BOEGER et al., 1998) na serra.

Essa alternancia de dominancia das especies, evidencia a existencia de diferentes micro-habitats entre os niveis de altitude. Urbanetz e colaboradores (2013), em um gradiente de altitude, observaram diferencas na estrutura e na importancia das especies ao longo do gradiente, coincidindo com uma mudanca no tipo de formacao vegetal. No entanto, o Brejo dos Cavalos apresenta uma unica formacao vegetal ao longo de toda a serra, o que pode ser evidenciado pelo fato dessas quatro especies (Byrsonima sericea, Eriotheca crenulaticalyx, Tapirira guianensis e Ocotea glomerata) serem apontadas como as mais importantes na serra como todo, porem, apresentando uma alternancia, entre elas, em relacao ao VI nos diferentes niveis de altitude, o que pode ter sido propiciado por diferencas topograficas e fatores antropicos.

Conclusao

O Brejo de altitude Serra dos Cavalos exibiu uma unidade floristica comum, no entanto, apresentou diferencas nos parametros estruturais das comunidades entre os niveis de altitude. Apesar de nao terem sido realizadas analises de fatores abioticos e de impactos antropicos, tais diferencas podem ser atribuidas as variacoes das caracteristicas ambientais a cada nivel de altitude, principalmente relacionadas a maior frequencia de perturbacoes no nivel intermediario, o que proporcionou menor diversidade e maior densidade neste nivel. Nesse sentido, a variacao dos descritores fitossociologicos entre os niveis tambem e consequencia da dominancia ecologica diferenciada (maiores VI) de Byrsonima sericea, Eriotheca crenulaticalyx, Tapirira guianensis e Ocotea glomerata ao longo do gradiente. Essas especies seriam as que realmente definiram a estrutura dessa floresta de brejo, ja que tais especies apresentaram uma vantagem seletiva sobre as outras e passaram a ocupar um lugar representativo no ambiente, o que pode ser confirmado pelos descritores fitossociologicos, com mudancas na posicao do VI de acordo com o nivel de altitude.

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Thallyta Guimaraes Araujo (I), Augusto Barbosa de Queiroz (II), Sergio de Faria Lopes (III)

(I) Biologa, MSc., Programa de Pos-Graduacao em Ecologia e Conservacao, Universidade Estadual da Paraiba, Rua Baraunas, 351, Bairro Universitario, CEP 58430 335, Campina Grande (PB), Brasil. tga13011988@gmail.com (ORCID: 0000-0001-9820-7226)

(II) Doutorando em Ecologia do Programa de Pos-Graduacao em Ecologia e Recursos Naturais da Universidade Federal do Ceara, Brasil. abqueiiroz@gmail.com (ORCID: 0000-0001-6084-3956)

(III) Biologo, Dr., Professor do Departamento de Biologia, Universidade Estadual da Paraiba, Rua Baraunas, 351, Bairro Universitario, CEP 58430 335, Campina Grande (PB), Brasil. defarialopes@gmail.com (ORCID: 0000-0001-6472-6765)

Submissao: 19/02/2016

Aprovacao: 24/05/2018

Publicacao: 30/06/2019

DOI: https://doi.org/10.5902/1980509821231
Tabela 1--Lista de familias e especies amostradas e respectivas
abundancias por nivel altitudinal no Brejo dos Cavalos, Pernambuco,
Brasil
Table 1--List of families and species and their abundances by
altitudinal level in the Brejo dos Cavalos, Pernambuco state, Brazil

Familia/Especie                 Nome popular         Nivel 1  Nivel 2

ANACARDIACEAE
Anacardium occidentale L.       cajueiro              4         0
Tapirira guianensis             pau-pombo            71       101
Aubl.
Thyrsodium schomburgkianum      cabota               60         4
Benth.
Schinopsis brasiliensis         maria-preta           1         0
Engl.
APOCYNACEAE
Aspidosperma sp.                pereiro               0         1
ARALIACEAE
Schefflera morototoni (Aubl.)   sabaquim              0         3
Maguire-Steyerm. & Frodin
ARECACEAE
Attalea oleifera Barb.          palmeira              1         0
Rodr.
BORAGINACEAE
Cordia sellowiana Cham.         gaiuba                2         2
CLUSIACEAE
Clusia dardanoi G.              orelha-de-onca        3        29
Mariz & Maguire
Vismia guianensis (Aubl.)       lacre                 8         0
Choisy
COMBRETACEAE
Buchenavia capitata (Vahl)      esparrada             0         1
Eichl.
Combretum sp.                   rama-branca           1         6
CHRYSOBALANACEAE
Licania octandra (Hoffmanns.    goiti                 0         0
ex Roem. & Schult.)
Kuntze
ERYTHROXYLACEAE
Erythroxylum mucronatum Benth.  cafezinho             1         6
EUPHORBIACEAE
Mabea occidentalis Benth.       canudo-caximbo        0         0
FABACEAE
Albizia polycephala             jaguarana             1        11
(Benth.) Killip ex Record
Andira fraxinifolia Benth.      piaca                 1         0
Andira nitida Mart. ex          angelin               2         1
Benth.
Copaifera langsdorffii          pau-de-oleo           0         0
Desv.
Inga sp.                        inga                 32         1
Machaerium hirtum (Vell.)       chifre-de-bode        2         7
Stellfeld
Ormosia fastigiata Tul.         sucupira             13        28
Piptadenia stipulacea           jurema-preta          1         0
(Benth.) Ducke
Pterocarpus violaceus           pau-sangue            0         0
Vogel
Stryphnodendron pulcherrimum    favinha               8         9
(Willd.)
Hochr.
Swartzia pickelli Killip.       jacaranda             5        11
ex Ducke
LAURACEAE
Nectandra cuspidata Nees        louro-canela         16         3
& Mart.
Ocotea gardneri (Meins.)        louro-babao           0         0
Mez
Ocotea glomerata (Ness)         louro                32        37
Mez
MALPIGHIACEAE
Byrsonima crispa A.             murici-branco         1         0
Juss.
Byrsonima sericea DC.           murici               46        63
MALVACEAE
Eriotheca crenulaticalyx A.     munguba-vermelhinho   8        40
Robyns
Melochia sp.                                          2         0
MELASTOMATACEAE
Miconia munutiflora (Bonpl.)    carrasco              0         7
DC.
MELIACEAE
Cedrela fissilis Vell.          cedro                 4         0
Guarea macrophylla Vahl         gito                 13         2
MORACEAE
Artocarpus heterophyllus        jaca                 40        21
Lam.
Ficus maxima Mill.              gameleira             0         0
PRIMULACEAE
Myrsine guianensis (Aubl.)      carne-de-vaca         1         2
Kuntze
MYRTACEAE
Eugenia punicifolia (Kunth)     murta                18         2
DC.
Myrcia sylvatica (G. Mey.)      prupuna               9        29
DC.
NYCTAGINACEAE
Guapira laxiflora (Choisy)      piranha              15        19
Lundell
PODOCARPACEAE
Podocarpus sellowii Klotzsch    pinheirinho-bravo     0         1
ex Endl.
RUBIACEAE
Coffea arabica L.               cafe                  2         2
Genipa americana L.             jenipapo              1         3
Palicourea crocea (Sw.)         erva-de-rato          2         1
Roem. & Schult.
RUTACEAE
Zanthoxylum rhoifolium          limaozinho            3         0
Lam.
SALICACEAE
Casearia sylvestris Sw.         caiubim              31        30
SAPINDACEAE
Talisia esculenta (Cambess.)    pitomba               1         0
Radlk.
SAPOTACEAE
Micropholis sp.                 bom-nome              0         5
SIMAROUBACEAE
Simarouba amara Aubl.           praiba                4         6
URTICACEAE
Cecropia pachystachya           embauba              22         4
Trecul
VERBENACEAE
Cytharexylum sp.                salgueiro             3         0
VOCHYSIACEAE
Vochysia sp.                    cinzeiro              4         1
INDETERMINADAS
Morfospecie 1                                         4         1
Morfospecie 2                                         1         0

Familia/Especie                 Nivel 3

ANACARDIACEAE
Anacardium occidentale L.          0
Tapirira guianensis              101
Aubl.
Thyrsodium schomburgkianum        15
Benth.
Schinopsis brasiliensis            2
Engl.
APOCYNACEAE
Aspidosperma sp.                   0
ARALIACEAE
Schefflera morototoni (Aubl.)      4
Maguire-Steyerm. & Frodin
ARECACEAE
Attalea oleifera Barb.             2
Rodr.
BORAGINACEAE
Cordia sellowiana Cham.           12
CLUSIACEAE
Clusia dardanoi G.                18
Mariz & Maguire
Vismia guianensis (Aubl.)          5
Choisy
COMBRETACEAE
Buchenavia capitata (Vahl)         0
Eichl.
Combretum sp.                      7
CHRYSOBALANACEAE
Licania octandra (Hoffmanns.       1
ex Roem. & Schult.)
Kuntze
ERYTHROXYLACEAE
Erythroxylum mucronatum Benth.     2
EUPHORBIACEAE
Mabea occidentalis Benth.          6
FABACEAE
Albizia polycephala                6
(Benth.) Killip ex Record
Andira fraxinifolia Benth.         0
Andira nitida Mart. ex             2
Benth.
Copaifera langsdorffii             1
Desv.
Inga sp.                           3
Machaerium hirtum (Vell.)          3
Stellfeld
Ormosia fastigiata Tul.            8
Piptadenia stipulacea              0
(Benth.) Ducke
Pterocarpus violaceus              2
Vogel
Stryphnodendron pulcherrimum       8
(Willd.)
Hochr.
Swartzia pickelli Killip.          3
ex Ducke
LAURACEAE
Nectandra cuspidata Nees          17
& Mart.
Ocotea gardneri (Meins.)           6
Mez
Ocotea glomerata (Ness)           45
Mez
MALPIGHIACEAE
Byrsonima crispa A.                0
Juss.
Byrsonima sericea DC.             17
MALVACEAE
Eriotheca crenulaticalyx A.       23
Robyns
Melochia sp.                       0
MELASTOMATACEAE
Miconia munutiflora (Bonpl.)      15
DC.
MELIACEAE
Cedrela fissilis Vell.             2
Guarea macrophylla Vahl            7
MORACEAE
Artocarpus heterophyllus           0
Lam.
Ficus maxima Mill.                 3
PRIMULACEAE
Myrsine guianensis (Aubl.)         0
Kuntze
MYRTACEAE
Eugenia punicifolia (Kunth)       35
DC.
Myrcia sylvatica (G. Mey.)         9
DC.
NYCTAGINACEAE
Guapira laxiflora (Choisy)        51
Lundell
PODOCARPACEAE
Podocarpus sellowii Klotzsch      10
ex Endl.
RUBIACEAE
Coffea arabica L.                  3
Genipa americana L.                2
Palicourea crocea (Sw.)            3
Roem. & Schult.
RUTACEAE
Zanthoxylum rhoifolium             6
Lam.
SALICACEAE
Casearia sylvestris Sw.           12
SAPINDACEAE
Talisia esculenta (Cambess.)       0
Radlk.
SAPOTACEAE
Micropholis sp.                   21
SIMAROUBACEAE
Simarouba amara Aubl.              2
URTICACEAE
Cecropia pachystachya              0
Trecul
VERBENACEAE
Cytharexylum sp.                   0
VOCHYSIACEAE
Vochysia sp.                       0
INDETERMINADAS
Morfospecie 1                      0
Morfospecie 2                      0

Fonte: Thallyta Guimaraes de Araujo, et al. 2018

Tabela 2--Analise de similaridade e dissimilaridade entre os niveis
altitudinais, no Brejo dos Cavalos, Pernambuco, Brasil
Table 2--Analysis of similarity and dissimilarity among altitudinal
levels in the Brejo dos Cavalos, Pernambuco state, Brazil

Niveis   Sorensen   Jaccard   Bray Curtis

1 x 2    0,75       0,60      0,24
1 x 3    0,76       0,62      0,23
2 x 3    0,82       0,70      0,17

Fonte: Thallyta Guimaraes de Araujo, et al. 2018

Tabela 3--Especies arboreas amostradas no levantamento estrutural nos
tres niveis altitudinais no Brejo dos Cavalos, Pernambuco, Brasil com
seus respectivos descritores fitossociologicos. Organizada de acordo
com a ordem decrescente de VI
Table 3--Tree species shown in the structural survey in the three
altitudinal levels in the Brejo dos Cavalos, Pernambuco state, Brazil
with their phytosociological parameters. Organized according to IV
decreasing order

Especies                           Nivel 1
                          DR    FR     DoR    VI

Byrsonima sericea          9,2   8,1   18,54  36,25
Eriotheca                  1,6   2,13  20,2   23,92
crenulaticalyx
Tapirira guianensis       14,2  12,77   8,01  34,98
Guapira laxiflora          3,0   3,19   2,4    8,59
Thyrsodium                12,0   9,57   1,2   22,77
schomburgkianum
Ocotea glomerata           6,4   5,32   1,96  13,68
Eugenia punicifolia        3,6   4,79   1,07   9,46
Ormosia fastigiata         2,6   2,39   2,04   7,03
Inga sp.                   6,4   7,18   2,98  16,56
Stryphnodendron            1,6   1,86   3,86   7,32
pulcherrimum
Casearia sylvestris        6,2   6,12   1,01  13,33
Swartzia pickelli          1,0   1,06   7,58   9,64
Cordia sellowiana          0,4   0,53   0,68   1,62
Myrcia sylvicata           1,8   2,39   0,5    4,69
Clusia dardanoi            0,6    0,8   0,18   1,58
Nectandra cuspidata        3,2   3,99   3,6   10,79
Albizia polycephala        0,2   0,27   0,55   1,02
Guarea macrophylla         2,6   2,93   0,93   6,46
Simarouba amara            0,8   1,06   2,4    4,27
Machaerium hirtum          0,4   0,53   0,03   0,96
Erythroxylum               0,2   0,27   0,01   0,48
mucronatum
Andira nitida              0,4   0,53   0,08   1,01
Palicourea crocea          0,4   0,53   0,03   0,96
Genipa americana           0,2   0,27   0,17   0,64
Coffea arabica             0,4   0,53   0,02   0,95
Artocarpus heterophyllus   8,0   5,59   8,29  21,87
Cecropia pachystachya      4,4   5,59   4,85  14,83
Combretum sp.              0,2   0,27   0,02   0,49
Vochysia sp.               0,8   0,8    0,25   1,85
Morfoespecie 1             0,8   0,8    0,24   1,83
Micropholis sp.
Podorcarpus sellowii
Miconia munutiflora
Schefflera morototoni
Morfoespecie 2             0,2   0,27   0,03   0,5
Zanthoxylum rhoifolium     0,6   0,8    0,08   1,48
Vismia guianensis          1,6   1,6    0,13   3,32
Cedrela fissilis           0,8   1,06   0,28   2,15
Attalea oleifera           0,2   0,27   0,98   1,45
Schinopsis brasiliensis    0,2   0,27   0,25   0,72
Anacardium                 0,8   0,8    2,22   3,82
occidentale
Cytharexylum sp.           0,6   0,53   1,08   2,21
Byrsonima crispa           0,2   0,27   0,65   1,12
Melochia sp.               0,4   0,53   0,09   1,02
Piptadenia stipulacea      0,2   0,27   0,45   0,92
Andira fraxinifolia        0,2   0,27   0,01   0,48
Talisia esculenta          0,2   0,27   0,01   0,48
Buchenavia capitata
Aspidosperma sp.
Ficus cf. maxima
Ocotea gardneri
Pterocarpus violace
Mabea occidentalis
Copaifera langsdorffii
Licania octandra

Especies                            Nivel 2
                          D DR    FR     DoR    VI

Byrsonima sericea          12,6  11,31  24,26  48,16
Eriotheca                   8,0   7,54  27,67  43,21
crenulaticalyx
Tapirira guianensis       120,2  16,08   5,93  42,21
Guapira laxiflora           3,8   4,52   2,28   10,6
Thyrsodium                1 0,8   0,75   0,27   1,82
schomburgkianum
Ocotea glomerata            7,4   8,79    3,7   19,9
Eugenia punicifolia         0,4   0,5    0,44   1,34
Ormosia fastigiata          5,6   5,78   6,88  18,26
Inga sp.                    0,2   0,25   0,01   0,46
Stryphnodendron             1,8   2,26   2,01   6,07
pulcherrimum
Casearia sylvestris         6,0   6,78   1,38  14,17
Swartzia pickelli           2,2   2,76   8,37  13,34
Cordia sellowiana           0,4   0,5    0,02   0,92
Myrcia sylvicata            5,8   6,03   0,64  12,48
Clusia dardanoi             5,8   5,78   0,74  12,32
Nectandra cuspidata         0,6   0,75   0,06   1,42
Albizia polycephala         2,2   2,26   2,27   6,74
Guarea macrophylla          0,4   0,5    0,02   0,83
Simarouba amara             1,2   1,26   3,46   5,92
Machaerium hirtum           1,4   1,26   1,49   4,14
Erythroxylum                1,2   1,26   0,21   2,66
mucronatum
Andira nitida               0,2   0,25   0,18   0,63
Palicourea crocea           0,2   0,25   0,01   0,46
Genipa americana            0,6   0,75   0,04   1,39
Coffea arabica              0,4   0,5    0,02   0,93
Artocarpus heterophyllus    4,2   3,77   3,18  11,14
Cecropia pachystachya       0,8   0,75   0,6    2,15
Combretum sp.               1,2   1,51   0,88   3,59
Vochysia sp.                0,2   0,25   0,01   0,46
Morfoespecie 1              0,2   0,25   0,08   0,53
Micropholis sp.             1,0   1,26   0,68   2,93
Podorcarpus sellowii        0,2   0,25   0,01   0,46
Miconia munutiflora         1,4   1,51   0,26   3,16
Schefflera morototoni       0,6   0,75   0,04    1,4
Morfoespecie 2
Zanthoxylum rhoifolium
Vismia guianensis
Cedrela fissilis
Attalea oleifera
Schinopsis brasiliensis
Anacardium
occidentale
Cytharexylum sp.
Byrsonima crispa
Melochia sp.
Piptadenia stipulacea
Andira fraxinifolia
Talisia esculenta
Buchenavia capitata         0,2   0,25   1,05    1,5
Aspidosperma sp.            0,2   0,25   0,78   1,23
Ficus cf. maxima
Ocotea gardneri
Pterocarpus violace
Mabea occidentalis
Copaifera langsdorffii
Licania octandra

Especies                             Nivel 3
                          DDR     FR     DoR   VI

Byrsonima sericea           3,4   4,23   6,44  14,07
Eriotheca                   4,6   5,47  11,71  21,78
crenulaticalyx
Tapirira guianensis       120,2  16,17   6,69  43,06
Guapira laxiflora          10,2   8,71   8,13  27,04
Thyrsodium                1 3,0   3,23   0,44   6,68
schomburgkianum
Ocotea glomerata            9,0   9,45   4,1   22,55
Eugenia punicifolia         7,0   6,47   5,36  18,83
Ormosia fastigiata          1,6   1,74   1,17   4,51
Inga sp.                    0,6   0,75   0,43   1,77
Stryphnodendron             1,6   1,99  10,86  14,45
pulcherrimum
Casearia sylvestris         2,4   2,49   0,55   5,43
Swartzia pickelli           0,6   0,75   3,02   4,37
Cordia sellowiana           2,4   2,49   8,23  13,12
Myrcia sylvicata            1,8   1,74   0,22   3,76
Clusia dardanoi             3,6   3,98   0,62   8,2
Nectandra cuspidata         3,4   3,23   2,83   9,46
Albizia polycephala         1,2   1,24   0,07   2,51
Guarea macrophylla          1,4   1,49   0,15   3,04
Simarouba amara             0,4   0,5    1,83   2,73
Machaerium hirtum           0,6   0,75   0,26   1,61
Erythroxylum                0,4   0,5    0,07   0,97
mucronatum
Andira nitida               0,4   0,5    1,51   2,41
Palicourea crocea           0,6   0,75   0,09   1,44
Genipa americana            0,4   0,5    0,27   1,17
Coffea arabica              0,6   0,75   0,04   1,39
Artocarpus heterophyllus
Cecropia pachystachya
Combretum sp.
Vochysia sp.
Morfoespecie 1
Micropholis sp.             4,2   3,98   7,9   16,08
Podorcarpus sellowii        2     1,74   4,8    8,55
Miconia munutiflora         3     3,48   1,65   8,13
Schefflera morototoni       0,8   1,0    0,08   1,87
Morfoespecie 2              1,4   1,49   1,2    4,09
Zanthoxylum rhoifolium      1,2   1,49   1,09   3,78
Vismia guianensis           1,0   1,0    0,15   2,14
Cedrela fissilis            0,4   0,5    1,96   2,86
Attalea oleifera            0,4   0,5    0,02   0,92
Schinopsis brasiliensis     0,4   0,5    0,08   0,97
Anacardium
occidentale
Cytharexylum sp.
Byrsonima crispa
Melochia sp.
Piptadenia stipulacea
Andira fraxinifolia
Talisia esculenta
Buchenavia capitata
Aspidosperma sp.
Ficus cf. maxima            0,6   0,75   3      4,35
Ocotea gardneri             1,2   1,49   0,76   3,45
Pterocarpus violace         0,4   0,5    1,91   2,81
Mabea occidentalis          1,2   1,24   0,26   2,7
Copaifera langsdorffii      0,2   0,25   0,01   0,46
Licania octandra            0,2   0,25   0,01   0,46

Em que: DR = densidade relativa (%); FR = frequencia relativa (%); DoR
= dominancia relativa (%); IVI = indice de valor de importancia.
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Title Annotation:Artigos
Author:Araujo, Thallyta Guimaraes; Queiroz, Augusto Barbosa De; Lopes, Sergio De Faria
Publication:Ciencia Florestal
Date:Apr 1, 2019
Words:7834
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