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Fertilizer salts and fertigation management in tomato cultivation in greenhouse/Sais fertilizantes e manejo da fertirrigacao na producao de tomateiro cultivado em ambiente protegido.

INTRODUCAO

A producao de hortalicas e um ramo da economia agricola que possibilita a geracao de empregos, desde a semeadura ate a comercializacao, dentre as quais se destaca o tomate, fruto tipico de clima tropical e de importante valor economico para o pais (Filgueira, 2008).

O tomateiro (Lycopersicum esculentum Mill) por se tratar de uma das principais culturas exploradas em estufa plastica resultando em frutos de excelente qualidade comercial garantindo, assim, um lucro maior, vem-se tornando uma das hortalicas mais significativas cultivadas no Brasil (Luz et al., 2007). Destaca-se por estar entre as dez hortalicas mais importantes do mercado brasileiro uma vez que possui excelente valor nutritivo com altos teores de vitaminas A e C, alem de ser rico em licopeno (Carvalho & Pagliuca, 2007).

De acordo com Ayers & Westcot (1991) o desempenho do tomateiro e reconhecidamente prejudicado quando vegeta em ambiente salino (solo/substratos) ja que o tomate e classificado como moderadamente sensivel aos sais reduzindo sua producao quando a condutividade eletrica da solucao do solo se encontra acima de 2,5 dS [m.sup.-1]. A tolerancia das culturas a salinidade e afetada por diversos fatores como o estagio de desenvolvimento no momento da exposicao aos sais, duracao da exposicao aos sais, condicoes ambientais, propriedades fisicas e quimicas do solo e do tipo e intensidade do manejo (Maas, 1990).

Segundo Eloi et al. (2007) a tomaticultura sob ambiente protegido e uma atividade promissora, sobretudo nas regioes Sul e Sudeste do Brasil, nas quais o cultivo se da mediante o uso frequente da fertirrigacao. Entretanto, deve-se atentar para o acumulo de sais fertilizantes no solo uma vez que nesses ambientes e frequente a aplicacao excessiva de adubos em funcao do manejo inadequado utilizado pelos agricultores ou seja, aplicacao de fertilizantes via agua de irrigacao de maneira excessiva prejudicando, assim, o desenvolvimento da cultura (Bernardo et al., 2006).

O excesso de fertilizantes, o uso de agua salina e a ausencia de drenagem adequada, sao fatores que resultam em condicoes desfavoraveis ao desenvolvimento das culturas acelerando a degradacao do solo (Silva et al., 2008). Em ambiente protegido os problemas de salinizacao podem, ainda, ser maiores em virtude de nao haver lavagem dos sais pelas aguas das chuvas, como ocorre naturalmente em areas cultivadas a ceu aberto. Nessas condicoes a recuperacao desses solos e um processo demorado e bastante criterioso, sendo necessaria a aplicacao de grandes quantidades de agua tanto quanto, tambem, o manejo adequado para cada tipo de solo (Duarte et al., 2007).

Portanto, a adicao de fertilizantes via irrigacao, sobretudo em cultivo protegido, pode contribuir para o aumento dos niveis de salinidade do solo, muitas vezes ultrapassando os limites de tolerancia das culturas reduzindo o crescimento e o rendimento ao longo dos sucessivos cultivos.

O manejo da fertirrigacao e realizado ministrando-se, na maioria das vezes, quantidades pre-estabelecidas de fertilizantes, parceladas com base na curva de absorcao da cultura, nao existindo, na maioria dos casos, monitoramento da condutividade eletrica da solucao do solo ou do estado nutricional da planta. Neste aspecto seria relevante racionalizar o manejo da fertirrigacao por meio da quantificacao do teor de sais no solo (condutividade eletrica) e dos ions especificos da solucao do solo, principalmente o nitrato e o potassio (Dias et al., 2007).

O aumento da salinidade no solo por excesso de fertilizantes, alem de alterar o potencial osmotico do meio provoca, entretanto, desequilibrios nutricionais e mesmo o solo umido e com nutrientes, esses nao sao absorvidos pelas plantas, seja por desequilibrio nutricional ou por efeito osmotico.

Dada a relevancia da tematica, torna-se de fundamental importancia a determinacao da tolerancia das culturas ao excesso de sais fertilizantes uma vez que a maioria das informacoes existentes na literatura especializada e referente a tolerancia das culturas a salinidade provocada pelo excesso de sais na agua de irrigacao (Eloi et al., 2007).

Objetivou-se com este trabalho avaliar o efeito do excesso de fertilizantes aplicados via irrigacao em solo com diferentes niveis iniciais de salinidade advindos de cultivo anterior enfatizando, assim, o objetivo em estudar o excesso de sais provenientes de cultivos sucessivos sobre as variaveis produtivas do tomateiro.

MATERIAL E METODOS

O experimento foi conduzido em area experimental da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (ESALQ/USP) no periodo de maio a setembro de 2010 em estufa plastica no Departamento de Engenharia de Biossistemas, no municipio de Piracicaba-SP, situado nas coordenadas geograficas de 22[degrees] 42' de latitude sul e 47[degrees] 38' de longitude oeste, a uma altitude de 540 m.

O solo utilizado na pesquisa foi objeto de estudos em cultivos anteriores nos quais se tinha, como fonte de variacao, o nivel de condutividade eletrica (CE) da solucao do solo ocasionada pela adicao de fertilizantes em ambiente protegido, sendo o mesmo classificado como Litossolo, textura franco-argilosa (Tabela 1).

A determinacao da condutividade eletrica do extrato de saturacao ([CE.sub.es]) seguiu metodologia proposta por Richards (1954) cuja caracterizacao quimica se encontra na Tabela 2. Para tanto, os valores foram organizados visando a distribuicao da variacao de salinidade do solo resultando nos niveis iniciais antes da implantacao da cultura (1,62; 2,40; 2,98; 3,48; 4,63 e 5,62 dS [m.sup.-1]) provenientes do residuo de sais do cultivo anterior de tomate.

Os tratamentos foram compostos pela combinacao de dois fatores: seis niveis de salinidade do solo - [CE.sub.es] ([S.sub.1] = 1,62; [S.sub.2] = 2,40; [S.sub.3] = 2,98; [S.sub.4] = 3,48; [S.sub.5] = 4,63 e [S.sub.6] = 5,82 dS [m.sup.-1]) e dois manejos de fertirrigacao ([M.sup.1]--Adubos aplicados em fertirrigacao obedecendo a curva de absorcao de nutrientes da cultura e [M.sub.2]--Sem a aplicacao de fertilizantes).

O delineamento estatistico adotado foi em blocos inteiramente casualizados, com quatro repeticoes, de modo que os fatores estudados foram arranjados em esquema fatorial 6 x 2. Os 12 tratamentos propostos foram dispostos em 48 parcelas, ou seja, 48 vasos de 22,5 L espacados 0,5 m entre plantas e 1,5 m entre linhas, tendo 2 vasos no inicio e no final de cada linha com funcao de bordadura. Cada unidade experimental foi composta por um vaso com orificios na parte inferior, contendo uma camada de 1 cm de brita no 1, recoberta com manta geotextil para facilitar a drenagem; os vasos foram completados com cerca de 20 kg de solo.

A cultivar de tomate utilizada foi a Debora Plus, do grupo Santa Cruz, uma das mais cultivadas em ambiente protegido com o proposito de investigar os problemas de salinidade causados por aplicacao excessiva de fertilizantes no cultivo de tomate em ambiente protegido.

As mudas foram produzidas em bandejas de polietileno expandidas de 128 celulas, preenchidas com substrato comercial. O transplantio foi realizado utilizando-se uma muda por vaso, quando apresentava de quatro a cinco folhas definitivas, o que ocorreu por volta dos 25 dias apos a semeadura. No interior da estufa foram instaladas estacas de concreto, as quais foram fixados arames numero 14 na altura de 2,0 m, procedimento este que veio a auxiliar o tutoramento vertical das plantas.

O sistema de irrigacao empreendido foi o de gotejamento empregando-se emissores (on-line) do tipo autocompensante com vazao nominal de 3,0 L [h.sup.-1] acoplados as linhas de irrigacao (tubos de polietileno 16 mm), com registros instalados no inicio de cada linha os quais permitiam aplicar volume diferenciado de agua por tratamento, condicao esta que se perfaz indispensavel para o controle dos manejos de irrigacao e fertirrigacao, posto que evita possiveis contaminacoes salinas.

Avaliou-se o sistema de irrigacao sob condicoes de 1,5 kgf [cm.sup.-2] de pressao de operacao, tendo apresentado coeficiente de uniformidade de 97,3%. O manejo da irrigacao foi baseado no monitoramento do potencial matrico da agua no solo obtido em tensiometros instalados a 0,15 m de profundidade, e da curva caracteristica de retencao de agua no solo. A aplicacao da irrigacao foi realizada de acordo com a recomendacao de Alvarenga (2004) sempre que a tensao se encontrava entre 10 a 15 kPa. A quantidade de agua aplicada era suficiente para elevar a umidade a capacidade de campo sendo calculada mediante as medias das leituras tensiometricas, para cada tratamento.

A aplicacao dos fertilizantes foi realizada juntamente com a agua de irrigacao, de modo que houve tratamentos diferenciados em funcao dos manejos de fertirrigacao, [M.sub.1] e [M.sub.2]. O manejo [M.sub.1] foi baseado na marcha de absorcao da cultura proposta por Alvarenga (2004) em seu estudo sobre a producao de tomate em condicoes de campo, casa de vegetacao e hidroponia, obedecendo aos seguintes valores para a adubacao de mil plantas via fertirrigacao: N = 35 kg; P = 14 kg; K = 75 kg e Ca = 10 kg.

Para o tratamento referente ao manejo [M.sub.1] realizou-se a fertirrigacao semanalmente de forma que as quantidades de fertilizantes aplicadas em todo o ciclo foram de 29,07; 31,14; 177,23; 52,83; 22,22 g planta-1 de nitrato de amonio (N[H.sub.4]N[O.sub.3]), fosfato monopotassico (K[H.sub.2]P[O.sub.4]), nitrato de potassio (KN[O.sub.3]), nitrato de calcio (Ca[(N[O.sub.3]).sub.2]) e sulfato de magnesio (MgS[O.sub.4]) respectivamente. Por outro lado, para o manejo [M.sub.2] nao se aplicou nenhum tipo de fertilizante durante todo o ciclo da cultura, ou seja, prevaleceram somente os niveis iniciais de fertilizantes no solo (Tabela 2).

As variaveis analisadas foram: numero de frutos por planta; producao de fitomassa fresca medida no final do ciclo para frutos e producao de fitomassa seca medida no final do ciclo de haste, fruto, raiz, folhas, frutos e total incluindo o refugo (g [planta.sup.-1]); estas foram acondicionadas em sacos de papel e levadas a estufa com circulacao forcada de ar, na temperatura de 65 [+ or -] 1[degrees]C, ate atingir uma fitomassa constante obtida em balanca de precisao de 0,01 g.

Para obtencao da fitomassa seca da raiz peneirou-se todo o solo contido nos vasos e, logo em seguida, as raizes foram lavadas de maneira que todo o substrato fosse removido retirando-se o excesso de agua com auxilio de papel toalha, sendo as raizes submetidas ao mesmo processo que as demais fitomassas. Avaliou-se, tambem, no final do ciclo, a area foliar ([cm.sup.2]) por meio de um integrador eletronico de area foliar, modelo LI-3100.

As variaveis foram analisadas estatisticamente pelo teste F desdobrando-se as analises sempre que a interacao fosse significativa. Os fatores quantitativos relativos aos niveis de salinidade do solo, foram analisados estatisticamente por meio de regressao polinomial (linear e quadratica) com auxilio do programa computacional Sisvar (Ferreira, 2000).

RESULTADOS E DISCUSSAO

O resumo da analise de variancia para as variaveis fitomassas secas de folhas (FSF); de haste (FSH); de raiz (FSR) e fitomassa fresca de frutos (FFFR) do tomateiro, em funcao dos niveis de salinidade e manejos da fertirrigacao, encontra-se na Tabela 3.

Observou-se efeito significativo da salinidade inicial do solo sobre a variavel fitomassa seca de folha (FSF) (p < 0,05) e sobre as variaveis fitomassa seca de haste (FSH), de raiz (FSR) e fitomassa fresca de frutos (FFFR) a nivel de 0,01 de probabilidade. Com efeito quadratico significativo a (p < 0,05 e p < 0,01) para as variaveis FSF, FSH e FSR, respectivamente; ja na variavel FFFR observou-se efeito linear (p < 0,01). O fator manejo foi significativo em nivel de (p < 0,01) para as quatro variaveis estudadas. Verificou-se efeito significativo para a interacao entre salinidade e manejo (S X M) a nivel de (p < 0,01) para as variaveis FSF e FFFR (Tabela 3).

Em relacao ao estudo isolado da variavel manejo da fertirrigacao observa-se, na Tabela 3, que as variaveis fitomassa seca de haste e raiz no manejo [M.sub.1] diferiram significativamente do manejo [M.sub.2], sendo as medias observadas no manejo [M.sub.1], superiores as observadas no [M.sub.2].

Houve efeito da interacao entre salinidade inicial do solo e manejo da fertirrigacao para a variavel fitomassa seca de frutos (Figura 1A), para o manejo [M.sub.1] a taxa de decrescimos relativos na producao ou reducao por incremento unitario de condutividade eletrica do extrato de saturacao do solo, foi de 2,65%. Em contrapartida, no manejo [M.sub.2] ocorreu, inicialmente, um aumento na FSF, com ponto de maxima producao em 3,5 dS [m.sup.-1], e posterior reducao sendo a diferenca entre [S.sub.1] e [S.sub.6] de 4,8% representada pela equacao de regressao FSF([M.sub.2]) = -5,47**CE + 38,92**CE + 120,4 com coeficiente de determinacao [R.sup.2] = 0,52, corroborando com Silva (2010) em trabalho sobre o manejo da fertirrigacao em ambiente protegido visando ao controle da salinidade do solo para a cultura da berinjela.

Medeiros et al. (2007) tambem observaram, estudando o crescimento do meloeiro cultivado sob diferentes niveis de salinidade, com e sem cobertura de solo e com niveis elevados de salinidade da agua, uma reducao significativa da fitomassa da parte aerea das plantas. A reducao na quantidade de agua disponivel e a consequente diminuicao na quantidade de agua absorvida provocam, combinadas com os disturbios nutricionais provocados pelo meio salinos, reducoes consideraveis no crescimento das plantas, as quais apresentam, como resultado, folhas menores porem mais espessas (Bresler et al., 1982).

Para a variavel FSH a equacao que melhor se ajustou para o fator salinidade isolado foi a quadratica (Figura 1B) sendo o ponto de maximo 4,18 dS [m.sup.-1] a partir do qual o rendimento comeca a declinar com uma diferenca de 6,34% entre o menor ([S.sub.1]) e o maior nivel de salinidade inicial do solo ([S.sub.6]).

De acordo com a equacao de regressao (Figura 1C) a fitomassa seca de raiz atingiu seu ponto de maximo em 3,99 dS [m.sup.-1] e diferenca entre [S.sub.6] comparada a [S.sub.1] de 5,28%. Freire et al. (2010) e Campos et al. (2007) relataram, em seus estudos com tomate, que nao houve efeito significativo da salinidade em relacao a massa seca de raizes de plantas avaliadas.

Segundo Soares et al. (2011) em condicoes de elevada salinidade a fitomassa seca de haste, raizes e folhas de plantas do tomateiro sao reduzidas assim como o consumo de agua. Para tanto, a fitomassa do sistema radicular e fundamental na avaliacao de plantas pois um sistema radicular bem desenvolvido pode proporcionar melhores condicoes de suprimento da demanda de agua e nutrientes para as plantas principalmente nas primeiras semanas quando as condicoes adversas podem comprometer sua sobrevivencia.

Em relacao a variavel fitomassa fresca de frutos, o modelo matematico que melhor se ajustou para o manejo [M.sub.1] foi o linear (Figura 1D), com decrescimos relativos de producao, de [S.sub.2] comparando a [S.sub.1] de 7,21%; entre [S.sub.3] e [S.sub.1] de 12,53%; entre [S.sub.4] e [S.sub.1] de 17,19%; entre [S.sub.5] e [S.sub.1] de 27,83% e entre [S.sub.6] e [S.sub.1] de 38,82%. Verifica-se, ainda, de acordo com o modelo matematico, que a taxa de decrescimo relativo ou reducao por incremento unitario de condutividade eletrica do extrato de saturacao do solo foi de 9,24%.

A interacao dos fatores teve comportamento quadratico sobre a fitomassa fresca de frutos no manejo [M.sub.2] (Figura 1D), com limiar de 3,12 dS [m.sup.-1], sendo a diferenca observada entre [S.sub.1] e [S.sub.6] de 32,23%. A maxima producao de FFFR para manejo [M.sub.2] em [S.sub.2] representou 64% da maxima producao obtida em [M.sub.1]

Com base nesses resultados observa-se, para o Mp que as variaveis fitomassa seca de folha e fitomassa fresca de fruto do tomateiro foram influenciadas negativamente pelo aumento da [CE.sub.es] do solo uma vez que essas variaveis foram mais sensiveis ao maior nivel de salinidade ([S.sub.6]) quando comparadas ao menor nivel ([S.sub.1]).

Tal resultado se assemelha ao encontrado por Silva et al. (2013) em seu estudo sobre o manejo da fertirrigacao em berinjela, o qual visou ao controle da salinidade do solo em ambiente protegido e concordando com resultados encontrados por Botrini et al. (2000) que, trabalhando com solucao nutritiva altamente salina, concentracao de NaCl equivalente a 8770 mg [L.sup.-1] e quantidades crescentes de K, observaram que a producao da massa seca da parte aerea e do sistema radicular do tomateiro foi reduzida; contudo e segundo os autores, este resultado foi basicamente influenciado pelo aumento dos fertilizantes aplicados.

O resumo da analise de variancia para as variaveis, fitomassa seca de frutos (FSFR), numero de frutos por planta (NFR), fitomassa seca total (FST) e area foliar (AF) do tomateiro, em funcao dos niveis de salinidade e dos manejos da fertirrigacao encontra-se na Tabela 4. Houve efeito significativo da salinidade inicial do solo sobre as variaveis fitomassa seca de frutos (FSFR) e numero de frutos (NFRP) (p < 0,05), para fitomassa seca total (p < 0,01) e para a area foliar nao houve significancia para o fator salinidade. O manejo da fertirrigacao para todas as variaveis e a interacao entre os fatores, foram significativos a 0,01 e 0,05 de probabilidade, respectivamente (Tabela 4).

O desdobramento da interacao para os fatores estudados em relacao a fitomassa seca de frutos manejo [M.sub.1] (Figura 2A) evidenciou reducao com o aumento da concentracao salina da solucao de saturacao, sendo que a equacao que melhor se ajustou foi a linear, com perda relativa para a producao, de [S.sub.2] comparado a [S.sub.1] de 2,22%; [S.sub.3] e [S.sub.1] de 5,63%; [S.sub.4] e [S.sub.1] de 7,97%; [S.sub.5] e [S.sub.1] de 12,46%; e [S.sub.6] e [S.sub.1] de 17,39%. Constatou-se, ainda, de acordo com a equacao de regressao para o manejo [M.sub.1] que a taxa de decrescimo por incremento unitario de salinidade provocada pela adicao de sais fertilizantes foi de 4,14%. A FSFR teve comportamento quadratico para o [M.sub.2] com ponto de maximo em 3,31 dS [m.sup.-1], sendo a perda relativa entre o nivel menor e maior no manejo [M.sub.2] de 17,07% (Figura 2A).

Eloi et al. (2007) encontraram, ao utilizar a mesma cultura em solo franco arenoso, valores de salinidade limiar entre 2,98 e 3,03 dS [m.sup.-1], com decrescimos relativos de producao que variaram entre 9,38 e 10, 95%, para cada aumento unitario de salinidade do solo provocada pela aplicacao de sais fertilizantes.

Cosme et al. (2011) obtiveram, em estudo sobre a producao de tomate hidroponico em que foi utilizado rejeito da dessalinizacao na solucao nutritiva aplicados em diferentes epocas, resultados similares aos do presente trabalho; todavia, a reducao ocorreu a partir do nivel medio de salinidade da solucao nutritiva (8,7 dS [m.sup.-1]), chegando a diminuir em 21,5% a fitomassa seca, quando comparada com a aplicacao do nivel de salinidade mais baixo (2,1 dS [m.sup.-1]) com o nivel mais elevado (10,1 dS [m.sup.-1]).

De acordo com a equacao de regressao para o numero de frutos por planta (NFRP), resultante do desdobramento dos fatores para o [M.sub.1] (Figura 2B) evidenciou-se que quando se aumentava o nivel de salinidade inicial do solo, as perdas relativas para a variavel foram de 27,31%; ja para NFRP no [M.sub.2] a equacao de regressao que melhor se ajustou foi a quadratica NFRP ([M.sub.2]) = -[0,81.sup.ns] [CE.sup.2] + 4,73*CE + 14,98 com coeficiente de determinacao [R.sup.2] = 0,53.

Nos tratamentos que corresponderam aos maiores niveis de salinidade do solo os efeitos foram mais severos sobre o numero de frutos por planta e fitomassa fresca de frutos quando comparados com os das demais variaveis estudadas sugerindo que nos tratamentos com maiores salinidades houve maior abortamento das flores femininas e consequentemente reducao na producao de frutos comerciais. Concordando com os estudos de Medeiros et al. (2012) e Eloi et al.(2007) esses autores afirmam que o tomateiro, quando cultivado sob salinidade elevada, reduz sua produtividade, resultado este do menor numero de frutos produzidos por planta.

De acordo com Cosme et al. (2011) a producao de frutos foi a variavel mais afetada pela salinidade da solucao nutritiva haja vista que a reducao atingiu 33,0% entre o nivel de maior salinidade (10,1 dS [m.sup.-1]) com o menor nivel (7,1 dS [m.sup.-1]) e uma diferenca de 51,4 % entre a media dos tratamentos e a testemunha evidenciando que a producao dos frutos do tomateiro e reduzida com a exposicao das plantas a salinidade, o que ocasiona diminuicao da produtividade do tomateiro.

Em relacao a variavel fitomassa seca total (FST) verificouse efeito linear para o manejo [M.sub.1] (Figura 2C) de modo que os decrescimos relativos de 1,54; 2,68; 3,66; 5,93; e 8,27%, respectivamente, para [S.sub.2]; [S.sub.3]; [S.sub.4]; [S.sub.5] e [S.sub.6] comparados a [S.sub.1].

O decrescimo por incremento unitario para esta variavel foi de 1,97%. Quanto ao manejo [M.sub.2], o ajuste foi quadratico (Figura 2C), com salinidade limiar para a variavel de 3,69 dS [m.sup.-1] e a diferenca entre o maior e menor nivel de salinidade do extrato de saturacao foi de 1,7%. Blanco et al. (2008) observaram, em estudo sobre a tolerancia do tomateiro a salinidade em Piracicaba-SP, um aumento da fitomassa seca com incremento dos niveis de salinidade e posteriormente reducao corroborando com os resultados observados no presente trabalho.

De acordo com os estudos de regressao, o modelo que melhor se ajustou a AF no manejo [M.sub.1] foi o linear (Figura 2D) com decrescimo de S2 comparado a [S.sub.1] de 2,14; entre [S.sub.3] e [S.sub.1] de 3,74%; [S.sub.4] de [S.sub.1] de 5,12%; [S.sub.5] e [S.sub.1] de 8,29% e entre [S.sub.6] e [S.sub.1], de 11,56%, sendo o decrescimo por incremento unitario de salinidade 2,75%. Contudo, no [M.sub.2] a area foliar se ajustou a um modelo quadratico (Figura 2D) com limiar de 3,54 dS [m.sup.-1] e a diferenca entre o maior e menor nivel de salinidade inicial do solo, 6,68%.

O decrescimo linear de algumas variaveis pode ter ocorrido em funcao do aumento da concentracao de sais na zona radicular, o que causa reducao na absorcao de agua e nutrientes pela planta, fazendo com que esta altere seu metabolismo. Resultados semelhantes foram encontrados por Oliveira et al. (2007) e Najla et al. (2007) analisando as variaveis produtivas do tomateiro submetido a diferentes niveis de sais.

Para Blanco & Folegatti (2002) e Silva et al. (2013) o aumento da concentracao salina da solucao do solo provocou reducao na fitomassa seca total e na area foliar, com o valor maximo para salinidade de aproximadamente 4,5 dS [m.sup.-1] em trabalhos com pepino e berinjela, respectivamente, quando cultivados com excesso de sais fertilizantes.

Contudo, o decrescimo na producao de massa seca, produtividade total e comercial em tomate cultivado em solo submetido ao aumento da salinidade tem sido reportado por diversos autores (Campos et al., 2006; Magan et al., 2008; Albusaidi et al., 2009).

Assim sendo, para o tratamento em que se aplicou a curva de absorcao da cultura as variaveis tiveram reducao na producao a partir do primeiro nivel de salinidade; em contrapartida, para os tratamentos em que nao se aplicaram fertilizantes as variaveis analisadas aumentaram no inicio a producao, de modo a se obter um ponto de maximo em media na CEes de 3,69 dS [m.sup.-1]. Concordando com o trabalho de Eloi et al. (2007) que em seus estudos utilizando a mesma cultivar do presente trabalho afirmam nao haver prejuizos significativos sobre a producao total do tomateiro, quando a condutividade eletrica do extrato de saturacao proporcionada pela adicao de fertilizantes, e inferior a 3,03 dS [m.sup.-1], e diferindo dos resultados obtidos por Medeiros et al. (2012) que observaram uma salinidade limiar de 1,278 dS [m.sup.-1] com decrescimo de 15,96% na produtividade a cada incremento unitario na salinidade limiar.

CONCLUSOES

1. Os niveis de salinidade do solo provocados por excesso de fertilizantes em cultivos anteriores e associados a novas aplicacoes de fertilizantes conforme curva de absorcao dos nutrientes ([M.sub.1]) reduzem significativamente os componentes de producao do tomateiro.

2. As variaveis fitomassa fresca de frutos e o numero de frutos foram afetados estatisticamente tanto pelo tipo de manejo de fertirrigacao adotado quanto pelos niveis de salinidade do solo com reducoes de 38,82 e 27,31% para o manejo [M.sub.1].

3. A interacao entre os fatores estudados (Salinidade Inicial x Manejo da Fertirrigacao) foi significativa para os componentes de producao estudados exceto para FSH e FSR.

4. O manejo [M.sub.1] foi superior para todos os componentes de producao estudados quando comparado ao manejo sem a aplicacao dos fertilizantes ([M.sub.2]).

5. A cultivar de tomate Debora Plus apresentou maior tolerancia a salinidade que a encontrada na literatura (2,5 dS [m.sup.-1]).

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Patricia F. da Silva (1), Carlos J. G. de S. Lima (2), Allan C. Barros (3), Everaldo M. da Silva (4) & Sergio N. Duarte (5)

(1) Mestranda em Engenharia Agricola, UFCG. Rua Aprigio Veloso, 882, Bodocongo, CEP 58429-140, Campina Grande, PB. Fone: (83) 9972-8432. E-mail:patrycyafs@yahoo.com.br

(2) DEAS/UFPI. Campus da Socopo, CEP 64049-550, Teresina, PI. E-mail: kj.gon@bol.com.br

(3) UFAL, Campus Arapiraca. Av. Manoel Severino Barbosa, S/N, Bom Sucesso, CEP 57309-005, Arapiraca, AL. E-mail: allan.cunha.barros@gmail.com

(4) CCGBEAg/uFPI. Rodovia BR--135, Planalto Horizonte, CEP 64900-000, Bom Jesus, PI. E-mail: everaldo_99@hotmail.com

(5) ESALQ/USP. Av. Padua Dias, 11, CEP 13418-900, Piracicaba, SP. E-mail: snduarte@carpa.ciagri.usp.br

Protocolo 256.12--31/10/2012 * Aprovado em 09/08/2013

Tabela 1. Caracterizacao fisico-hidrica
do solo utilizado no experimento

    Densidade             Granulometria

Global   Particulas   Areia   Silte   Argila

  (g [cm.sup.-3])             (g [kg.sup.-1])

 1,19       2,91       440     170     390

Umidade base peso          Porosidade

 CC *     Residual    Micro   Macro   Total

                      (%)

28,27       6,1       33,64   25,47   59,11

* Capacidade de conteiner

Tabela 2. Caracterizacao quimica do solo utilizado no experimento

    CEes              PH               N               M.O
dS [m.sup.-1]   * Ca[Cl.sup.2]   mg [kg.sup.-1]   g [dm.sup.-3]

    1,62             5,1              1178              17
    2,40             4,8              1088              17
    2,98             4,4              1091              18
    3,48             4,4              1210              18
    4,63             4,5              1140              18
    5,82             4,8              1532              17

                  K     Ca   Mg   H+Al    SB     CTC    V
      P                                                 %
mg [dm.sup.-3]          [mmol.sub.c] [dm.sup.-3]

      56         8,0    20   4     25    32,0   56,9    56
     121         14,5   27   5     31    46,5   77,3    60
     370         15,5   27   5     42    47,5   89,7    53
     390         15,5   29   5     42    49,5   91,7    54
     420         15,0   40   7     47    62,0   108,9   57
     670         24,0   37   5     34    66,0   100,2   66

* 0,01 mmolc [L.sup.-1] Ca[Cl.sub.2] (acidez ativa)

Tabela 3. Resumo da analise da variancia e medias
das fitomassas secas de folhas (FSF), de haste (FSH),
de raiz (FSR) e fitomassa fresca de fruto (FFFR), para a
cultura do tomate em funcao dos niveis de salinidade
e dos manejos de fertirrigacao

   Fonte de
   variacao       GL      FSF         FSH         FSR        FFFR

Salinidade (S)    5     2,78 *      4,70 **     5,79 **     6,05 **
Reg. Linear       1     3,04 ns     3,72 ns     2,55 ns    22,36 **
Reg. Quadratica   1     4,45 *     10,10 **    20,06 **     0,88 ns
Manejo (M)        1    235,91 **   70,17 **    50,28 **    12,85 **
SXM               5     2,85 **     2,07 ns     1,42 ns     6,11 **
Bloco             3      4,94        1,22        1,51        3,94
Media geral       --    257,14      122,27       26,26      955,17
CV(%)             --     12,01       10,11       14,56       19,64

Manejo (M)                         Valores medios (#)--g

M1                --   326,82 a    137,22 a     30,44 a    1052,26 a
M2                --   187,45 b    107,32 b     22,07 b    858,07 b

(#) Medias seguidas de mesma letra na coluna nao diferem entre si
em nivel de 0,05 de probabilidade, pelo teste de Tukey; ns--Nao
significativo em nivel de 0,05 de probabilidade, pelo teste F;
*, ** Significativo em nivel de 0,05 e 0,01 de probabilidade,
respectivamente, pelo teste F

Tabela 4. Resumo da analise da variancia e medias de
fitomassa seca de fruto (FSFR), numero de frutos por
planta (NFRP), fitomassa seca total (FST) e area foliar
por planta (AF), para a cultura do tomate, em funcao
dos niveis de salinidade e dos manejos de fertirrigacao

   Fonte de
   variacao       GL     FSFR       NFRP        FST          AF

Salinidade (S)    5     3,59 *     3,24 *     7,85 **      2,23ns
Reg. Linear       1     6,61 *     7,26 *     2,85 ns      3,90ns
Reg. Quadratica   1     4,20 *    0,22 ns    15,41 **     4,21 **
Manejo (M)        1    26,09 **   77,62 **   299,58 **   347,24 **
SXM               5     2,81 *     1,97 *     6,23 **      3,07 *
Bloco             3      3,56       4,15       6,64         3,80
Media geral       --    128,53     28,93      532,97      24087,44
C V (%)           --    16,19      21,34       7,92        12,27

                                   Valores Medios (#)

Manejo (M)                g                      g       [cm.sup.2]

M1                --   143,87 a   36,79 a    638,36 a    32034,70 a
M2                --   113,19 b   21,08 b    427,57 b    16140,18 b

(#) Medias seguidas de mesma letra na coluna nao diferem entre si
em nivel de 0,05 de probabilidade, pelo teste de Tukey; ns--Nao
significativo em nivel de 0,05 de probabilidade, pelo teste F; *,
** Significativo em nivel de 0,05 e 0,01 de probabilidade,
respectivamente, pelo teste F
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Author:da Silva, Patricia F.; de S. Lima, Carlos J.G.; Barros, Allan C.; da Silva, Everaldo M.; Duarte, Ser
Publication:Revista Brasileira de Engenharia Agricola e Ambiental
Date:Nov 1, 2013
Words:5989
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