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Fertilidade do solo e estoques de carbono e nitrogenio sob sistemas agroflorestais no Cerrado Mineiro/Soil fertility and carbon and nitrogen stocks under agroforestry systems in the Cerrado of Minas Gerais State.

Introducao

O desempenho dos sistemas agroflorestais (SAFs) pode ser relacionado com a quantidade de nutrientes liberados durante o processo de decomposicao do material organico aportado ao solo (SILVA, 2011) e com a capacidade de reter carbono no solo, minimizando a sua perda para a atmosfera (SILVA; ARAUJO; KUSDRA, 2014). Esses sistemas apresentam inumeras vantagens que contribuem para o estabelecimento de modelos de producao agricola mais sustentavel, com reducao dos problemas relacionados ao manejo e a conservacao do solo, principalmente em regioes de transicao para o semiarido, que apresentam um longo periodo de estiagem.

Comparativamente aos sistemas convencionais de cultivo, os SAFs proporcionam maior cobertura do solo, favorecem a preservacao da fauna e da flora, promovem a ciclagem de nutrientes a partir da acao de sistemas radiculares diversos e propiciam um continuo aporte de materia organica (MAIA et al., 2006), alem de uma maior diversidade de produtos a serem explorados comercialmente.

Em regioes tropicais, os SAFs podem ser eficientes sequestradores de carbono (C) tanto pela alta produtividade de biomassa quanto pelo significativo aumento dos estoques de carbono no solo (FROUFE; RACHWAL; SEOANE, 2011). O C organico do solo e um importante indicador de qualidade e de sustentabilidade dos sistemas nativos (IWATA, 2010), e a sua determinacao conjuntamente com os teores de nitrogenio (N) e de nutrientes do solo pode auxiliar no direcionamento de estrategias de manejo para os agroecossistemas.

As mudancas no conteudo de C do solo resultam tambem em alteracoes nos conteudos de N. Esses dois elementos sao fonte de energia para a biomassa microbiana, que participa no armazenamento e ciclagem de nutrientes e na melhoria das propriedades fisicas e quimicas dos solos (IWATA, 2010). A baixa disponibilidade de N no solo, associada a grande demanda pelas plantas, pode limitar o crescimento e desenvolvimento das especies nativas e cultivadas (SANTIAGO et al., 2013). Sendo assim, a entrada de C e N pela adicao de materia organica e essencial para a manutencao da biomassa microbiana do solo, uma vez que os micro-organismos sao os principais responsaveis pela ciclagem desses elementos no solo (PITOMBO, 2011).

Diante do exposto, o objetivo deste trabalho foi quantificar os teores de nutrientes e os estoques de C e N na camada superficial do solo sob Sistemas Agroflorestais (SAFs) e respectivas vegetacoes nativas adjacentes, em areas de agricultores familiares localizadas na mesorregiao norte do Estado de Minas Gerais.

Material e metodos

Caracterizacao da area de estudo

O estudo foi realizado no Assentamento Agroextrativista Americana, localizado no municipio de Grao Mogol, mesorregiao norte do estado de Minas Gerais, com coordenada geografica central 16[degrees]17'55" S de latitude e 43[degrees]17'41" W de longitude, inserido no bioma Cerrado. O clima da regiao, de acordo com a classificacao de Koppen, e tropical seco, com precipitacao pluviometrica media anual de 1000 a 1300 mm, inverno seco e temperatura media anual superior a 18[degrees]C (ALVARES et al., 2013).

O assentamento abriga 75 familias em uma area de aproximadamente 18 mil hectares. Para este estudo foram selecionados tres Sistemas Agroflorestais (SAFs) de um hectare, os quais foram divididos em dois grupos em funcao da classe de solo: Latossolo Vermelho Amarelo e Gleissolo Haplico.

Os SAFs 1 e 2 foram implantados em 2003 em uma area de Cerrado denso sob Latossolo Vermelho Amarelo, localizado na meia encosta com relevo suave ondulado. Na implantacao desses sistemas, foram preservadas as especies vegetais nativas estrategicas, como meliferas,

madeireiras, frutiferas e medicinais. As especies arboreas preservadas foram desbastadas e/ou desramadas para possibilitar a entrada de luz e a introducao de especies de interesse. O criterio de selecao das especies introduzidas foi em funcao da fertilidade natural do solo, tolerancia ao estresse hidrico e aceitacao no mercado local.

O SAF3 tambem foi implantado em 2003 em area Mata de Galeria sob Gleissolo Haplico, na mesma encosta dos SAFs 1 e 2, porem, em relevo plano no qual, antigamente, era constituida uma varzea. No inicio da decada de 1980, essa area foi drenada e a sua vegetacao nativa suprimida para cultivo. Durante os anos de cultivo nao se fizeram usos de insumos quimicos. Essa atividade ocorreu ate o inicio da decada de 1990, quando a area foi abandonada. Em 2003, quando foi introduzido o SAF3, as especies nativas predominantes eram: o aracazeiro (Psidium firmum O Berg.) e a goiabeira (Psidium guajava), que foram mantidas em funcao do interesse comercial de seus frutos. As duas especies sao secundarias e tem grande capacidade de regeneracao na area de estudo. Nesse sistema, a escolha das especies introduzidas foi em funcao da tolerancia a luminosidade e do tipo de solo. O manejo das especies arboreas foi realizado por meio de desramas para aumentar a disponibilidade de luz no sistema e adicionar materia organica ao solo (ROCHA et al., 2014).

Para fins de comparacao foram avaliadas duas areas de vegetacao nativa de Cerrado (VN) adjacentes, utilizadas como referencia da condicao original do solo (testemunha), denominadas de VN1 (para os SAFs 1 e 2) e VN2 (para o SAF3).

De acordo com o levantamento floristico realizado por Rocha et al. (2014) foi possivel constatar uma variabilidade no numero familias, especies e individuos arboreos lenhosos por hectare em cada SAF e VN avaliadas (Tabela 1). Os SAFs 1 e 2 possuiam maior diversidade floristica do que o SAF3, assim como a VN1 apresenta maior numero de familias, especies e individuos em relacao a VN2.

Amostragem do solo

A amostragem do solo foi realizada 10 anos apos a implantacao dos SAFs, no mes de marco de 2013, epoca caracterizada pela estacao chuvosa, com temperaturas medias acima de 22 [degrees]C. As amostras foram coletadas na camada 0-5 cm de profundidade, com uma pa de corte, para realizar as analises quimicas e granulometricas. Nessa camada, ha maior influencia do material organico depositado na superficie do solo (serapilheira). Na profundidade de 0-20 cm do solo foram coletadas amostras com trado holandes para determinacao dos atributos quimicos e avaliacao da fertilidade do solo. Em cada sistema e profundidade avaliados foram coletadas tres amostras compostas de solo, em que cada uma delas foi originada de cinco amostras simples coletadas aleatoriamente nos locais de estudo.

A densidade aparente do solo foi determinada pelo metodo do anel volumetrico, utilizando-se um cilindro de 5 cm de diametro por 5 cm de altura, e coletando-se amostras indeformadas nas camadas de 0-5, 5-10, 10-15 e 15-20 cm de profundidade. O valor de densidade aparente para a profundidade de 0-20 cm foi obtido pela media das densidades nas camadas amostradas.

Analises quimicas, fisicas e teores de carbono (C) e nitrogenio (N)

As analises quimicas para a avaliacao da fertilidade, determinacao das fracoes granulometricas e da densidade aparente do solo foram realizadas em duplicatas, conforme Embrapa (1997), enquanto que os teores de nitrogenio mineral (N mineral) foram determinados de acordo com metodologia proposta por Alves et al. (1994).

A determinacao dos teores de C organico total e de N total foi realizada em duplicatas, somente na camada de 0-5 cm de profundidade. As amostras de solo foram previamente secas ao ar, homogeneizadas, moidas e passadas em peneiras de 0,150 mm e, posteriormente, analisadas por combustao seca no equipamento LECO CN-2000. Com os valores obtidos para os teores de C e N calculou-se a relacao C:N do solo.

Os estoques de C e N foram calculados pela multiplicacao dos teores de cada elemento (C ou N) pela densidade aparente do solo e camada amostrada (0-5 cm de profundidade).

Os valores de cada variavel foram submetidos ao teste de Lilliefors para verificar se os dados das analises apresentavam distribuicoes normais. Aplicou-se tambem o teste de Cochran e Bartlett para verificar a homogeneidade de variancias. Como os tratamentos avaliados encontravam-se dispostos lateralmente (sem aleatorizacao) e as hipoteses de normalidade e homogeneidade nao foram validadas, optou-se pelo uso de estatistica nao parametrica para todas as variaveis. Assim, foi aplicado o teste Kruskal-Wallis (p<0,05), utilizando-se o software R (R Development Core Team).

Resultados e discussao

De acordo com o triangulo textural de Atterberg, os solos dos Sistemas Agroflorestais 1 e 2 (SAF1 e SAF2) e de vegetacao nativa adjacente (VN1), sao enquadrados na classe textural franco-argilo-arenosa, enquanto os solos do SAF3 e da VN2 na classe textural argilo-arenosa (Tabela 2). Os teores de argila do Gleissolo Haplico, em que estao o SAF3 e a VN2, foram superiores aqueles encontrados no Latossolo Vermelho Amarelo, onde estao o SAF1, SAF2 e a VN1.

A densidade aparente do solo foi semelhante entre os sistemas avaliados para os dois tipos de solo e camadas amostradas (Tabela 2). Esse atributo fisico do solo e fortemente afetado pelo manejo e pela materia organica do solo adicionada (LEAL FILHO et al., 2013). Sendo assim, pode-se observar que a conducao dos SAFs com aporte de material vegetal por dez anos consecutivos contribuiu para o processo de agregacao e manutencao da porosidade do solo, de forma que a densidade ficou em niveis semelhantes aos observados nas duas areas de vegetacao nativa avaliadas.

A materia organica depositada na superficie do solo pode alterar o arranjo das particulas primarias do solo e, consequentemente, a densidade do solo. Alvarenga et al. (2015), estudando os mesmos sistemas, verificaram que, ao longo do ano, as quantidades serapilheira depositada na superficie do Latossolo Vermelho Amarelo foram maiores nos SAF1 (18.191 kg [ha.sup.-1] [ano.sup.-1]) e SAF2 (24.904 kg [ha.sup.-1] [ano.sup.-1]) em relacao a VN1 (15.803 kg [ha.sup.-1] [ano.sup.-1]), enquanto que no Gleissolo Haplico, a VN2 (19.269 kg [ha.sup.-1] [ano.sup.-1]) depositou maiores quantidades em relacao ao SAF3 (15.037 kg [ha.sup.-1] [ano.sup.-1]). Segundo os autores, as diferencas nas quantidades de material depositado estao relacionadas a composicao floristica das areas e ao manejo dos SAFs por meio de desramas.

Embora os SAFs e VNs tenham apresentado diferencas quanto ao numero de familias, numero de especies e individuos arboreos, estes dados nao influenciaram a densidade do solo apos 10 anos de implantacao dos sistemas agroflorestais (Tabela 2). Apesar de haver um menor numero de individuos e especies arboreas no SAF3 e menor deposicao de material organico (ROCHA et al., 2014) ao longo dos anos, o acumulo de materia organica, associada ao manejo do solo, tem contribuido para a manutencao dos valores de densidade do solo a VN3.

Matias et al. (2009) verificaram menores valores de densidade do solo em mata nativa do que em areas ocupadas com monocultivos de milho e pastagem. Os autores atribuiram os achados a maior quantidade de materia organica, teor de argila e ausencia de trafego de maquinas agricolas, o que tambem foi verificado neste estudo.

A fertilidade dos solos dos SAFs e VNs, de modo geral, foi semelhante para os atributos avaliados, sendo que os teores de nutrientes foram superiores na camada 0-5 cm de profundidade (Tabela 3). A mineralizacao do material organico depositado na superficie dos solos por 10 anos contribuiu para o aumento dos teores de nutrientes na camada superficial do solo.

A acidez ativa dos solos foi classificada como acidez media e os valores de pH foram superiores na camada de 0-20 cm. De acordo com classificacao proposta por Alvarez et al. (1999), os teores de Ca, Mg e K na camada 0-5 cm de profundidade foram classificados como muito bom, enquanto que, na camada 0-20 cm, variaram de medio a bom. Ja os teores de P e Al trocavel, em todos os sistemas e camadas avaliadas, foram classificados como muito baixo.

Os teores de S foram classificados como bom, na camada 0-5 cm e baixo a medio, na camada 0-20 cm de profundidade (ALVAREZ et al., 1999). Os teores de N mineral (nitrato e amonio) tambem foram superiores na camada 0-5 cm, demonstrando que ha maior ciclagem de nutrientes na camada superficial, principalmente devido ao aporte de constante de material vegetal. Esses resultados sao semelhantes aqueles encontrados por Silva e Vale (2000), em solos classificados como Latossolos e Gleissolos. Os micronutrientes boro e zinco, independentemente da camada de solo amostrada, variaram de baixo a medio, segundo a classificacao de Alvarez et al. (1999).

A presenca do componente arboreo nos SAFs favorece uma maior deposicao de material vegetal ao solo (raizes, galhos, folhas), contribuindo para a melhoria da fertilidade do solo pelo processo de mineralizacao dos nutrientes (CAMPANHA; SANTOS, 2007). Neste estudo verificaram-se maiores teores de nutrientes na camada superficial do solo (Tabela 3), principalmente pelo aporte constante de material organico proveniente da desrama (SAFs), do estrato arboreo e arbustivo (VN) e pela renovacao do sistema radicular das plantas nativas e cultivadas.

Os teores e estoques de C do solo na camada 0-5 cm de profundidade foram maiores nos SAFs implantados sob o Latossolo Vermelho Amarelo (Tabela 4). Os teores e estoques de C semelhantes a VN1 podem ser explicados pela diversidade floristica do local, que aumenta a qualidade do material organico adicionado, e consequentemente, os processos de humificacao que contribuem para o armazenamento de C ao longo prazo. Conforme pode ser constatado no estudo de Rocha et al. (2014) nas mesmas areas deste estudo, as diferencas na qualidade do material depositado ao solo estao relacionadas a composicao floristica das areas e ao manejo adotado aos SAFs por meio de podas.

Os resultados evidenciaram que a diversidade vegetal e o manejo utilizado no SAF1 e SAF2 tem contribuido para a manutencao e estabilidade do carbono no solo, uma vez que ocorre o aporte de residuos ao longo dos anos e nao ocorrem revolvimento e acoes perturbadoras ao solo. Esses achados demonstram o potencial dos sistemas agroflorestais para restabelecimento do equilibrio e melhoria da ciclagem de nutrientes ao longo do tempo, contribuindo para o aumento dos teores de materia organica do solo e aportes de C e N (IWATA et al., 2012). De acordo com Bochner et al. (2008) e Silva et al. (2012), os teores elevados de C em areas florestadas se devem ao maior tempo de cobertura florestal e ao maior aporte de serapilheira. Assim como observado no presente estudo, Gama-Rodrigues et al. (2010) verificaram que o estoque de C do solo nao diferiu entre os SAFs estudados e a floresta nativa, evidenciando, segundo esses autores, a importancia dos sistemas agroflorestais para a manutencao e incremento do C no solo.

Nas areas sob Gleissolo Haplico, o SAF3 apresentou menores teores e estoques de C que a VN2 (Tabela 4). Esses resultados podem ser explicados pelo historico da area do SAF3, que teve a vegetacao nativa totalmente suprimida para o cultivo na decada de 1980. Apos abandonada, na decada de 1990, as unicas duas especies arboreas que regeneraram, de acordo com Rocha et al. (2014), foram o aracazeiro (Psidium firmum O Berg.) e a goiabeira (Psidium guajava).O menor numero de diversidade de especies arboreas, bem como a menor densidade de plantas para favorecer a entrada de luz no sistema com o objetivo de cultivar especies anuais mais exigentes em luminosidade, como milho e feijao, certamente estao contribuindo para a menor estocagem de C ao longo do tempo.

Os menores estoques de C no SAF3 podem ser tambem atribuidos ao aumento no consumo do C prontamente disponivel pela biomassa microbiana do solo e por meio da exportacao de C pelas culturas anuais. Alvarenga et al. (2015), trabalhando nessa mesma area e com os mesmos sistemas, verificaram que a composicao da serapilheira do SAF3 era mais rica em lignina e celulose que a da VN2, dificultando a decomposicao do material depositado pela comunidade microbiana e, consequentemente, o aporte de C. Resultados semelhantes ao deste estudo foram encontrados por Iwata et al. (2012), onde SAFs com seis anos de implantacao apresentaram baixos estoques de C em relacao a floresta natural, uma vez que antes da sua implantacao teve a vegetacao nativa cortada e queimada, com grande liberacao de C na forma de C[O.sub.2] para a atmosfera e perda de nutrientes.

Quanto aos teores e estoques de N nao houve diferenca entre as areas avaliadas, porem, observou-se uma tendencia de aumento dos teores no SAF3 e VN2. Esses resultados podem ser explicados pela composicao quimica do material depositado, decorrente das especies vegetais encontradas em cada sistema. De acordo com Pulrolnik et al. (2009), substratos organicos de decomposicao rapida tendem a apresentar teores mais elevados de N do que aqueles de decomposicao mais lenta, responsaveis pela conservacao do C no solo. Iwata et al. (2012) observaram teores superiores de N nos SAFs em detrimento da floresta nativa e inferiores em solos de agricultura convencional em virtude de perdas da materia organica nesse sistema

A relacao C:N nao se diferenciou entre os SAFs 1 e 2 e a VN1 e entre o SAF3 e a V[N.sub.2] (Tabela 4). Por outro lado, quando se comparam todas as areas, no Latossolo Vermelho Amarelo pode-se verificar que os valores foram mais elevados, possivelmente pela composicao quimica do material depositado pelas especies vegetais presentes. A relacao C:N alta indica uma menor taxa de mineralizacao da MOS e, consequentemente, conservacao do C. Adicionalmente, e importante ressaltar que no SAF3 o cultivo do feijao (Phaseolus vulgaris), planta leguminosa, pode favorecer a simbiose com bacterias fixadoras de nitrogenio atmosferico ([N.sub.2]) e producao de residuos culturais ricos em nitrogenio, contribuindo para diminuicao da relacao C:N nesta area.

Outros estudos tambem correlacionaram os aumentos dos teores de C com o aporte de materia organica proveniente da deposicao continua e variada de substratos organicos com diferentes graus de suscetibilidade a decomposicao, oriundos da vegetacao nativa com maior diversidade de especies (PORTUGAL et al., 2008; CARDOSO et al., 2009). Adicionalmente, o estudo de Lima et al. (2011) em dois SAFs com seis e dez anos de implantacao demonstrou que os sistemas aportaram mais C e N no solo em relacao a vegetacao nativa, e os autores atribuiram tal resultado a eficiencia do manejo agroflorestal adotado, condicionando melhoria na qualidade do solo.

Assim, quanto maior o tempo de adocao de um SAF maior sera a conservacao da qualidade quimica do solo e maior o equilibrio desse sistema, baseado na diversidade dos seus componentes e no arranjo estrutural que o aproxima de uma vegetacao nativa (IWATA et al., 2012).

Conclusao

O manejo conservacionista dos sistemas agroflorestais contribuiu para a manutencao da densidade do solo em niveis semelhantes a vegetacao nativa, e ao longo do tempo promoveu melhoria da fertilidade do solo na camada superficial.

Houve manutencao dos teores e estoques de C do solo sob sistemas agroflorestais que apresentaram maior diversidade floristica e foram implantados com preservacao das especies arboreas. Por outro lado, o sistema implantado com supressao da vegetacao apresentou reducao da qualidade do solo.

Houve incrementos nos teores e estoques de N no sistema agroflorestal com cultivo anual do feijao (Phaseolus vulgaris), especie leguminosa que favorece a associacao rizosferica com bacterias fixadoras de [N.sub.2].

Agradecimentos

A Fundacao de Amparo a Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig), Conselho Nacional de Desenvolvimento Cientifico e Tecnologico (CNPq), e ao Programa de Cooperacao Academica (PROCAD/CAPES - 88881.068513/2014-01), pelo suporte financeiro. A Coordenacao de Aperfeicoamento de Pessoal de Nivel Superior (CAPES) pela concessao de bolsa de mestrado a J. M. Ribeiro.

Referencias

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Juliana Martins Ribeiro (I), Leidivan Almeida Frazao (II), Paulo Henrique Silveira Cardoso (III), Agda Loureiro Goncalves Oliveira (IV), Regynaldo Arruda Sampaio (II), Luiz Arnaldo Fernandes (II)

(I) Engenheira Agronoma, MSc., Doutoranda do Instituto de Ciencias Agrarias, Universidade Federal de Minas Gerais, Av. Universitaria, 1000, CEP 39404-547, Montes Claros (MG), Brasil. juliannaribeiromartins@hotmail.com (ORCID: 0000-0001-6131-4992)

(II) Engenheiro(a) Agronomo(a), Dr.(a), Professor(a) do Instituto de Ciencias Agrarias, Universidade Federal de Minas Gerais, Av. Universitaria, 1000, CEP 39404-547, Montes Claros (MG), Brasil. lafrazao@ica.ufmg.br (ORCID: 0000-0001-6848-9007) / larnaldo@ufmg.br (ORCID: 0000-0002-9877-1924) / rsampaio@ica.ufmg.br (ORCID: 0000-0003-3214-6111)

(III) Engenheiro Agricola e Ambiental, MSc., Doutorando do Centro de Energia Nuclear na Agricultura, Universidade de Sao Paulo, Av. Centenario, 303 CEP 13400-970, Piracicaba (SP), Brasil. paulohenrique.sc@hotmail.com (ORCID: 0000-0002-6209-7026)

(IV) Engenheira Agricola e Ambiental, Mestranda em Engenharia Agricola da Universidade Estadual de Campinas, Av. Candido Rondon, 501, CEP 13083-875, Campinas (SP), Brasil. agdaloureiro@gmail.com (ORCID: 0000-0002-8761-9716)

Submissao: 21/12/2016 Aprovacao: 09/10/2018 Publicacao: 30/06/2019

DOI: https://doi.org/10.5902/1980509825310
Tabela 1--Familia e numero de especies (ESP) e individuos arboreos
lenhosos (IND) em sistemas agroflorestais (SAF) e vegetacao nativa
adjacentes (VN) localizados em Grao Mogol-MG. Adaptado de Rocha et al.
(2014).
Table 1--Family and number of species (ESP) and woody individuals (IND)
in agroforestry systems (SAF) and adjacent native vegetation (VN)
located in Grao Mogol/MG state. Adapted from Rocha et al. (2014).

Familia                SAF1      SAF2       VN1       SAF3       VN2
                    ESP  IND   ESP  IND  ESP  IND   ESP  IND  ESP  IND

Anacardiaceae       02    180  02   120  02    100  -    -    02   440
Annonaceae          02     40  -    -    -    -     -    -    -    -
Bignoniaceae        -    -     02    80  02    120  -    -    01    40
Bixaceae            01     40  -    -    -    -     -    -    -    -
Bombacaceae         -    -     -    -    01     60  -    -    -    -
Caricaceae          01     20  -    -    -    -     -    -    -    -
Combretaceae        01     40  01    20  01     40  -    -    -    -
Euphorbiaceae       01     20  -    -    -    -     -    -    -    -
Fabaceae            06    240  02    40  01    100  -    -    01    20
Lamiaceae           -    -     01    60             -    -    -    -
Loganiaceae         01     20  -    -    -    -     -    -    -    -
Malpighiaceae       01     20  -    -    -    -     -    -    01    60
Moraceae            01     20  01    60  -    -     -    -    -    -
Musaceae            01     80  -    -    -    -     -    -    -    -
Myrtaceae           01     40  01    40  01     40  02   440  02   280
Nyctaginaceae       -    -     -    -    01     80  -    -    -    -
Palmaceae           01     40  -    -    01    360  -    -    -    -
Rubiaceae           -    -     -    -    01     20  -    -    -    -
Rutaceae            02     40  -    -    01     20  -    -    01    20
Sapindaceae         01    120  01    60  01    140  -    -    -    -
Tiliaceae           01     20  01    20  -    -     -    -    -    -
Vochysiaceae        01     20  01    60  01     40  -    -    -    -
Total de ESP e IND  25   1000  13   560  14   1120  02   440  08   860

Dentre as especies de valor comercial encontradas e/ou cultivadas nos
SAFs, pode-se dar destaque para Ananascomosus, Malpighiae marginata,
Psidium cattleyanum, Musa spp., Psidium guajava, Annona muricata,
Citruslimon, Caricapapaya, Mangifera indica, Byrsonima crassifolia,
Annona crassiflora e Bixa orellana. Especificamente no SAF3, em que ha
maior incidencia de radiacao solar e baixa diversidade floristica, ha o
cultivo de culturas anuais como feijao (Phaseolus vulgaris) e milho
(Zea mays) em sistemas consorciados e/ ou rotacionados.

Tabela 2--Composicao granulometrica e densidade do solo sob sistemas
agroflorestais (SAFs) e vegetacao nativa adjacentes (VNs) em Grao
Mogol-MG.
Table 2--Soil granulometric composition and bulk density under
agroforestry systems (SAFs) and adjacent native vegetation (VNs) in the
municipality of Grao Mogol/MG state.

                 Areia              Silte              Argila
Sistemas
                                  g [kg.sup.-1]
           0-5cm       0-20 cm   0-5cm   0-20 cm   0-5cm   0-20 cm

SAF1       530 a (*)   520 a     140 b   140 b     330 b   340 b
SAF2       470 a       440ab     170 b   180 b     350 b   350 b
VN1        540 a       540 a     150 b   160 b     310 b   300 b
SAF3       410 b       420 b     230 a   220 a     370 a   370 a
VN2        400 b       380 b     230 a   220 a     370 a   400 a

               Densidade
Sistemas       Aparente
            kg [dm.sup.-3]
           0-5cm    0-20cm

SAF1       1,13 a   1,15 a
SAF2       1,17 a   1,16 a
VN1        1,14 a   1,15 a
SAF3       1,15 a   1,16 a
VN2        1,14 a   1,14 a

(*) Medias seguidas pelas mesmas letras, nas linhas, para cada atributo
e profundidade avaliada, nao diferem entre si pelo teste de
Kruskal-Wallis (p<0,05).

Tabela 3--Teores de nutrientes do solo sob sistemas agroflorestais
(SAFs) e vegetacao nativa adjacentes (VNs) em Grao Mogol-MG.
Table 3--Soil nutrient contents under agroforestry systems (SAFs) and
adjacent native vegetation (VNs) in the municipality of Grao Mogol/MG
state.

                 pH                  Calcio            Magnesio
Sistemas     Em [H.sub.2]O               [mmol.sub.c][dm.sup.-3]
           0-5cm       0-20 cm   0-5cm   0-20 cm   0-5cm      0-20 cm

SAF1       5,3 b (*)   5,8 a     63 a    38 b      24 a       17 b
SAF2       5,3 b       5,7 a     58 a    33 b      25 a       16 b
VN1        5,1 b       5,8 a     56 a    46 b      35 a       21 b
SAF3       5,3 b       5,8 a     41 a    18 b      31 a       11 b
VN2        5,2 b       5,6 a     41 a    23 b      32 a       15 b

                 Fosforo            Enxofre              Boro
Sistemas                                 [mmol.sub.c][dm.sup.-3]
           0-5cm       0-20 cm   0-5cm   0-20 cm    0-5cm      0-20 cm

SAF1       2,4 a       0,8 b      8,3 a  3,4 b      0,5 (ns)   0,4
SAF2       1,7 a       0,5 b     12,5 a  5,7 b      0,6        0,5

                 Fosforo            Enxofre              Boro
Sistemas                                 [mmol.sub.c][dm.sup.-3]
           0-5cm       0-20 cm   0-5cm   0-20 cm    0-5cm      0-20 cm

VN1        1,5 a       0,3 b     12,2 a  3,3 b      0,6        0,8
SAF3       2,1 a       0,4 b     10,7 a  4,5 b      0,8        1,0
VN2        2,8 a       1,1 b     13,4 a  2,4 b      0,3        0,5

             Potassio         Aluminio
Sistemas       [mmol.sub.c][dm.sup.-3]
          0-5cm    0-20cm   0-5cm   0-20cm

SAF1       3,5 a   3,3 a     0 a     0 a
SAF2       4,2 a   3,2 b     0 a     0 a
VN1        5,8 a   3,2 b     0 a     0 a
SAF3       4,3 a   1,8 b     1,0 a   1,0 a
VN2       12,8 a   2,2 b     4,0 a   2,0 b

               Zinco           N mineral
Sistemas       [mmol.sub.c][dm.sup.-3]
           0-5cm   0-20cm   0-5cm   0-20cm

SAF1       1,2 a   1,3 a    47 a    12 b
SAF2       1,5 a   1,4 a    45 a    14 b

               Zinco           N mineral
Sistemas       [mmol.sub.c][dm.sup.-3]
           0-5cm   0-20cm   0-5cm   0-20cm

VN1        1,6 a   1,6 a    62 a    14 b
SAF3       1,0 a   0,9 a    69 a    23 b
VN2        0,9 a   0,4 b    61 a    10 b

(*) Medias seguidas pelas mesmas letras em cada linha, entre as colunas
para cada atributo avaliado, nao diferem estatisticamente entre as
profundidades avaliadas pelo teste de Kruskal-Wallis (p<0,05). (ns) Nao
significativo para o atributo avaliado.

Tabela 4--Teores e estoques de carbono e de nitrogenio e relacao C:N do
solo (0-5 cm de profundidade) em sistemas agroflorestais (SAFs) e
respectivas areas de vegetacao nativa adjacentes (VNs) em Grao Mogol-MG.
Table 4--Soil carbon and nitrogen contents, stocks, and C: N ratio
(0-5cm soil depth) in agroforestry systems (SAFs) and their respective
adjacent native vegetation areas (VNs) in the municipality of Grao
Mogol/MG state.

                    Carbono                      Nitrogenio
Sistemas   Teor           Estoque         Teor           Estoque
           g [kg.sup.-1]  Mg [ha.sup.-1]  g [kg.sup.-1]  Mg [ha.sup.-1]

SAF1       62,70a (*)     35,27 a         4,18 b         2,35 b
SAF2       64,73 a        37,87 a         4,18 b         2,45 b
VN1        66,25 a        37,76 a         4,21 b         2,40 b
SAF3       60,70 b        34,75 b         4,93 a         2,82 a
VN2        68,43 a        39,18 a         5,41 a         3,10 a

Sistemas  Relacao C:N

SAF1      14,99 a
SAF2      15,47 a
VN1       15,74 a
SAF3      12,32 a
VN2       12,66 a

(*) Medias seguidas pelas mesmas letras, nas linhas, para o mesmo
parametro avaliado, nao diferem entre si pelo teste de Kruskal-Wallis
(p<0,05).
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Title Annotation:Nota Tecnica
Author:Ribeiro, Juliana Martins; Frazao, Leidivan Almeida; Cardoso, Paulo Henrique Silveira; Oliveira, Agda
Publication:Ciencia Florestal
Date:Apr 1, 2019
Words:5815
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