Printer Friendly

Feed intake and digestibility of fibrous fractions of coconut cake by sheep/Ingestao de alimentos e digestibilidade aparente das fracoes fibrosas da torta de coco para ovinos.

Introducao

A Amazonia brasileira tem atraido atencao redobrada da comunidade cientifica e da sociedade em geral pelo ritmo extremamente acelerado de dilapidacao dos seus recursos naturais. Um dos seus pilares de sustentacao economica e a atividade pecuaria, e o Estado do Para ocupa o quinto lugar no ranking brasileiro de rebanhos bovinos, com cerca de 17,4 milhoes de cabecas, faturamento medio anual de R$ 2,7 bilhoes e 400 mil empregos diretos (IBGE, 2007). Para essa regiao, as pastagens se constituem na principal, ou ate mesmo unica, fonte alimentar para bovinos de corte.

Todavia, a falta de alimentacao adequada dos animais e um dos principais fatores limitantes da produtividade. Neste aspecto, sao fundamentais pesquisas sobre estrategias que amenizem, de modo consideravel, o declinio produtivo em epocas de deficit hidrico. A utilizacao de subprodutos de frutas como aditivos em dietas com forrageiras, configurase como alternativa para elevar os teores de materia seca, alem de constituir fonte de carboidratos no processo de fermentacao. Destaca-se que o Brasil e o quarto maior produtor mundial de coco com 1,99 bilhoes de frutos, em uma area estimada em 276,8 mil hectares (AGRIANUAL, 2007), e o Estado do Para detem o segundo lugar nessa producao, com area plantada de 29.935 hectares (IBGE, 2007). O ponto negativo se concentra na significativa geracao de residuos que a agroindustria do coco emite, aumentando substancialmente a poluicao ambiental, principalmente nos grandes centros urbanos onde o material e de dificil descarte (COELHO et al., 2001). 80 a 85% do peso bruto do coco verde e considerado lixo (ROSA et al., 2001). Portanto, torna-se imprescindivel que haja destino adequado dos residuos agroindustriais, os quais podem ser aproveitados na alimentacao dos animais. Desta forma, surge a necessidade de se estudar a viabilidade de incluir fontes alimentares alternativas e quantificar as respostas dos animais em termos produtivos. O objetivo deste trabalho foi avaliar a ingestao de alimentos e a digestibilidade aparente da torta de coco, como perspectiva de elevar a produtividade animal e reduzir os poluentes ambientais.

Material e metodos

Animais e instalacoes

O trabalho foi desenvolvido com animais na unidade de pesquisa "Senador Alvaro Adolpho", da Embrapa Amazonia Oriental (1 [degrees]28'S e 48 [degrees]27'W), em tipo climatico Afi, segundo Koppen, com epoca mais chuvosa, de janeiro a junho; e menos chuvosa, de julho a dezembro, temperatura media anual de 26 [degrees]C, precipitacao pluvial anual de 3.000,1 mm, umidade relativa do ar de 86% e 2.389h de insolacao. Para estimativa do consumo voluntario e da digestibilidade aparente da fracao fibrosa da torta de coco (Cocos nucifera L.) foram utilizados 16 ovinos machos da raca Santa Ines, nao-castrados, com aproximadamente seis meses de idade e peso corporal medio de 28 [+ or -] 3,2 kg. em dietas com niveis crescentes de inclusao (0; 0,4; 0,8 e 1,2% PV). Os ovinos permaneceram confinados em gaiolas de madeira para ensaio de metabolismo, gaiolas providas de cochos para suplementacao alimentar e mineral, alem de bebedouros dispostos lateralmente. A torta de coco, oriunda da extracao do oleo de coco, apos extracao mecanica, foi adquirida junto a agroindustria regional Sococo[R], localizada no distrito industrial do municipio de Ananindeua, Estado do Para. O subproduto foi estocado em sacos plastico de 60 kg e armazenado em local fresco e arejado, para evitar umidecimento e rancificacao.

Delineamento experimental e tratamentos

O delineamento experimental utilizado foi o inteiramente casualizado. Os tratamentos constaram de dietas contendo quicuio-da-amazonica e inclusao de torta de coco nos niveis de 0; 0,4; 0,8 ou 1,2% do peso corporal do animal.

Coletas de amostras

O experimento foi realizado com duracao de 21 dias, sendo 14 dias de adaptacao e sete dias para determinacao do consumo voluntario e coeficientes de digestibilidade aparente, pela coleta das amostras dos alimentos fornecidos, fezes e sobras. Foram realizadas pesagens dos animais pela manha do dia anterior, no primeiro dia de adaptacao e no final do periodo de coleta de dados, sempre com os animais em jejum alimentar de 12h. Visando ao fornecimento uniforme do volumoso quanto ao estadio fisiologico (35 dias de descanso), adotou-se metodologia que consistiu na divisao de uma area de 1.800 [m.sup.2] em 30 parcelas de 3 m de largura por 20 m de comprimento, e, diariamente foi cortada uma parcela para consumo do primeiro ao ultimo dia de fornecimento aos animais. A metodologia experimental adotada foi baseada em analises que indicam que o quicuio-da-amazonia (Brachiaria humidicola) e mais apropriado para ser utilizado em torno de 35 dias de descanso (SILVA et al., 2004).

Analises de alimentos e sobras

As analises foram realizadas no Laboratorio de Nutricao Animal da Universidade Federal Rural da Amazonia (UFRA). Os teores de materia seca, materia organica e, residuo mineral fixo dos alimentos, sobras e fezes foram determinados de acordo com a AOAC (1995). As analises da fibra em detergente neutro, fibra em detergente acido, celulose e a lignina seguiram o metodo sequencial, descrito por Van Soest et al. (1991). A energia bruta (EB) foi determinada, segundo Silva e Queiroz (2006).

Os coeficientes de digestibilidade aparente da materia seca, da materia organica, da fibra em detergente neutro e da fibra em detergente acido foram determinados pelo metodo de coleta total de fezes. Foram avaliados os consumos da materia seca, materia organica, fibra em detergente neutro e fibra em detergente acido de acordo com Silva e Leao (1979), por meio da formula: CD AN (%) = [(NCON - NEXC)/NCOM] x 100, em que: CDAN = coeficiente de digestibilidade aparente do nutriente; NCON = quantidade do nutriente consumido, em gramas; e NEXC = quantidade do nutriente excretado, em gramas.

Alimentacao e manejo dos animais

Diariamente foi fornecido o quicuio-da-amazonia (8 e 14h) e a torta de coco (11e 17h) de modo alternado, em um unico comedouro. O objetivo da separacao fisica das racoes foi simular o ambiente real de producao animal em que o concentrado e fornecido no comedouro separado do componente pasto. O monitoramento dos consumos e das sobras da graminea e do concentrado caracterizou qual das racoes foi mais aceita (preferencia) pelos animais. Pela manha, a graminea era pesada e fornecida e, posteriormente, as sobras eram recolhidas e pesadas. Em seguida, a torta de coco foi fornecida e, da mesma forma, recolhidas e pesadas as sobras. Pela tarde, fez-se o mesmo procedimento do periodo matutino. Os animais experimentais tiveram acesso a agua e sal mineral a vontade. Na Tabela 1 estao os resultados das analises bromatologicas da torta de coco e do capim quicuioda-amazonia.

Analises estatisticas

As variaveis respostas foram analisadas em delineamento experimental inteiramente casualizado, com quatro tratamentos e quatro repeticoes. Foi efetuada analise de regressao polinomial a fim de verificar os efeitos das dietas sobre o consumo voluntario e digestibilidades aparentes. Os dados foram transformados para escala logaritimica, posteriormente submetidos a analise de variancia, de acordo com o modelo estatistico de regressao:

[Y.sub.ij] = [mu]+Ti+eij,

em que:

Yij = variavel resposta; [mu] = constante geral; Ti = Efeito de tratamento i, i: 1, 2, 3 e 4; eij = erro experimental. Posteriormente, foi verificada a influencia da materia seca; da fibra em detergente neutro e da fibra em detergente acido sobre a digestibilidade aparente e consumo de MS em relacao a %PV e em g [kg.sup.-1] 0,75. Em todas as analises foi adotado o nivel de 0,05% de significancia. Os dados foram analisados no aplicativo Statistical Analysis System (SAS, 2003).

Resultados e discussao

Houve acrescimo e decrescimo nos constituintes quimicos da dieta (Tabela 2). Os valores de proteina bruta variaram de 6,75 a 16,02%, respectivamente. Nota-se que o tratamento com 0% de torta de coco apresentou menos de 7% de proteina bruta, minimo exigido para a manutencao das funcoes ruminais de bovinos (MERTENS, 1994; NRC, 1996). As variacoes no teor dos componentes fibrosos FDN, FDA e Lignina observados na composicao da dieta experimental (Tabela 2), quando da inclusao de torta de coco na dieta, podem resultar em efeitos beneficos para o processo de digestao animal, uma vez que a lignina constitui-se como o principal componente de interferencia negativa sobre a digestibilidade ruminal (JUNG; VOGEL, 1986). Alem disto, a reducao nos componentes da parede celular pode promover aumento da ingestao e densidade energetica da forragem (JUNG; ALLEN, 1995).

Os consumos medios em gramas de materia seca (Tabela 3) em percentagem de PV na ordem de 1,55; 1,84; 1,81 e 1,77, respectivamente, nos tratamentos com 0; 0,4; 0,8 ou 1,2% podem ser considerados baixos, em relacao ao NRC (2007), que citam valores proximos de 5% de PV para ovinos, todavia, este menor consumo pode estar relacionado com o fato que a limitacao do consumo ocorreu pela liberacao de nutrientes no rumen, consequencia da maior digestibilidade do alimento torta de coco, atendendo a demanda energetica do animal e nao pela saturacao da capacidade fisica do rumen em digerir fibras.

Quanto mais digestivel for o alimento, mais rapido o animal podera atender as suas exigencias energeticas com menores niveis de consumo (VAN SOEST; MERTENS, 1994). Na Tabela 2 estao as composicoes das dietas experimentais.

[FIGURE 1 OMITTED]

Um ponto a ser esclarecido e a observacao de que houve maior aceitabilidade (preferencia) dos ovinos pelo concentrado em detrimento ao volumoso, fato que so pode ser observado pela administracao separada das dietas, demonstrando que os fornecimentos com torta de coco, nos diferentes niveis 0,4; 0,8 e 1,2%PV, praticamente, nao apresentavam sobras, o que nao ocorreu com a dieta com Brachiaria humidicola. Ressalta-se, tambem, que mesmo no nivel de inclusao de 0,4% de torta de coco em que foi verificado maior consumo por peso metabolico (Tabela 3), nao houve diferenca significativa entre os consumos em gramas de lignina dia-1 com os demais tratamentos. Portanto, o baixo teor de lignina da torta de coco foi decisivo para esse resultado. Ao comparar-se o teor de lignina relatado por Oliveira et al. (2007) para torta de girassol, de 8,7% e FDA de 25,3%, com os teores de torta de coco demonstrados neste trabalho (Tabela 1), observa-se superioridade do residuo agroindustrial do coco.

Observa-se que houve efeito linear decrescente para os diferentes tratamentos no consumo, em gramas de RMF [dia.sup.-1] (Tabela 3), tal fato pode ser explicado pela maturacao fisiologica do coco, o qual aliado ao aumento da massa da amendoa reduz de modo acentuado a concentracao de agua no interior do fruto (maior percentagem de minerais), o que provoca, por consequencia, aumento na percentagem de MO e diminuicao na de RMF. Portanto, como a torta e um residuo obtido apos o beneficiamento da amendoa para obtencao do oleo, o resultado linear decrescente observado para o consumo de RMF [dia.sup.-1], na inclusao de 0,4 a 1,2%PV na dieta (Tabela 2), pode ser considerado dentro da normalidade, pois a maior concentracao de minerais esta contida no oleo vegetal do coco. O RMF encontrado neste trabalho para torta de coco foi de 4,56% (Tabela 1), valor semelhante ao verificado por Rodrigues Filho et al. (1987) que foi de 4,49%.

A adicao maxima de torta de coco na dieta (Tabela 2) aumentou significativamente o consumo em gramas de proteina bruta [dia.sup.-1] (Tabela 3), o que, possivelmente, contribuiu para melhoria da estrutura quimica da mesma, fracao soluvel, promovendo a "otimizacao" da atividade proteolitica do rumen e a sintese de proteina microbiana pelo animal. Os dados de composicao bromatologica e de consumo em gramas de nutrientes por dia demonstram o potencial proteico-energetico da torta de coco como suplemento alimentar para ovinos.

Foi verificado aumento gradativo no consumo em gramas de EE [dia.sup.-1] (Tabela 3) a medida que se incluiu torta de coco na dieta (Tabela 2), porem, apesar do teor de extrato etereo de 8,8% determinado na pesquisa para torta de coco (Tabela 1), sua participacao na composicao do arracoamento, mesmo no nivel maximo de inclusao, foi de 3,42% de EE da dieta total (Tabela 2), bem abaixo do nivel toxico de oleo insaturado para flora microbiana ruminal, indicado por Maia (2006), em torno de 7% na MS total da dieta. Altos teores de oleos vegetais insaturados no arracoamento animal podem trazer prejuizos ao equilibrio ruminal, reduzindo a atividade de microrganismos celuloliticos, principalmente pela reducao do pH do rumen (AFERRI, 2005).

Houve efeito quadratico para a DAFDN com inclusao de torta de coco na dieta (Figura 2), e pela analise de regressao, estabeleceu-se o nivel "otimo" de inclusao de Qualidade das fracoes fibrosas da torta de coco torta de coco para a variavel FDN em 0,89% PV, com digestibilidade aparente de 59,39%, dado este importante para evitar a subutilizacao ou desperdicio no manejo nutricional (arracoamento) do concentrado. De acordo com os resultados encontrados neste trabalho, a torta de coco possui fibra vegetal de melhor qualidade quando comparada com o volumoso utilizado. Como pode ser constatado, o nivel crescente da digestibilidade do tratamento 0%PV (quicuio-da-amazonia) ao maximo de inclusao de torta de coco 1,2%PV, que apesar de apresentar decrescimo na DAFDN a partir de 0,89%, ainda apresentou-se superior ao tratamento que continha somente a graminea. Essa qualidade superior e importante, pois a fibra alimentar desempenha fisiologicamente regulacao do funcionamento do trato gastrintestinal dos ruminantes, controle da ingestao, distensao ruminal e digestibilidade (VAN SOEST; MERTENS, 1994).

[FIGURE 2 OMITTED]

Os resultados encontrados na caracterizacao bromatologica da torta de coco demonstram um teor de lignina de apenas 3%, juntamente com teor de FDA de 18,59% (Tabela 1), inferiores aos rotineiramente observados em gramineas tropicais, caracterizando o potencial de inclusao dessa fibra em dietas para ruminantes. Assim, observa-se na composicao das dietas experimentais (Tabela 2) a reducao do teor de FDA no nivel maximo de inclusao de torta de coco, o que possivelmente propiciaria um baixo acumulo de residuos fibrosos nao-digestiveis no rumen, principalmente a lignina, e por consequencia, maior taxa de passagem do alimento, sem prejuizos ao consumo pelos ovinos.

O resultado linear crescente encontrado para a DAFDA (Figura 3), oposto ao comportamento quadratico da DAFDN, corrobora para a afirmativa de que o consumo nao fora limitado pelo preenchimento ruminal e sim no atendimento da demanda energetica do animal.

[FIGURE 3 OMITTED]

A maior taxa de DAMS foi encontrada no tratamento com maior inclusao de torta de coco (Figura 4) ligeiramente menor que a de 60% (elevada), relatada por Mertens (1994). Isto indica boa eficiencia no aproveitamento alimentar da fibra de torta de coco, tanto para compostos nitrogenados quanto para componentes fibrosos. Ruminantes que recebem dietas de alta densidade calorica e de nutrientes, como as ricas em concentrados, tem o consumo determinado pela demanda energetica, uma vez que a elevacao na concentracao de produtos metabolicos no rumen ou na corrente sanguinea, apos a refeicao, estimulara receptores quimicamente sensiveis, que por sua vez, atuarao no sistema nervoso central responsavel pela saciedade.

[FIGURE 4 OMITTED]

Conclusao

A torta de coco possui fibra de qualidade nutricional superior a da graminea Brachiaria humidicola, apresentando maior aceitabilidade para o consumo voluntario (preferencia) pelos ovinos. O residuo agroindustrial, torta de coco, constitui alternativa viavel para suplementacao alimentar de ovinos, por possuir boa digestibilidade aparente de materia seca, fibra em detergente neutro, e fibra em detergente acido.

DOI: 10.4025/actascianimsci.v33i2.10406

Agradecimentos

Embrapa Amazonia Oriental e Banco da Amazonia S.A., pelo apoio material, humano e financeiro, por meio do Projeto Basa-Pecuaria (Codigo 02.05.0.019.00.04) e ao Grupo Sococo[R], Estado do Para, pelo fornecimento do subproduto.

Referencias

AFERRI, G. Desempenho e caracteristicas de carcaca de novilhos alimentados com dietas contendo diferentes fontes de lipidios. Revista Brasileira de Zootecnia, v. 34, n. 5, p. 1651-1658, 2005.

AGRIANUAL. Anuario Estatistico da Agricultura Brasileira. Coco-da-bahia. Sao Paulo: FNP Consultoria e Comercio, 2007.

AOAC-Association of Official Analytical Chemistry. Official methods of analysis. 16th ed. Arlington: AOAC International, 1995.

COELHO, M. A. Z.; LEITE, S. G. F.; ROSA, M. F.; FURTADO, A. P. L. Aproveitamento de residuos agroindustriais: producao de enzimas a partir da casca de coco verde. Boletim do Centro de Pesquisa e Processamento de Alimentos, v. 19, n. 1, p. 37- 42, 2001.

IBGE-Instituto Brasileiro de Geografia e Estatistica. Pesquisa da producao pecuaria municipal. Brasilia: IBGE, 2007. (v. 35).

JUNG, H. G.; ALLEN, M. S.; Characteristics of plant cell walls affecting intake and digestibility of forages by ruminants. Journal of Animal Science, v. 73, n. 9, p. 2774-2790, 1995.

JUNG, H. G.; VOGEL, K. P. Influence of lignin on digestibility of forage cell wall material. Journal of Animal Science, v. 62, n. 6, p. 1703-1712, 1986.

MAIA, F. J. Feeding vegetable oil to lactating goats: nutrient digestibility and ruminal and blood metabolism. Revista Brasileira de Zootecnia, v. 35, n. 4, p. 1496-1503, 2006.

MERTENS, D. R. Regulation of forage intake. Soil Science of America, p. 450-493, 1994.

NRC-National Research Council. Nutrient requirements of beef cattle. 7th ed. Washington, D.C., 1996.

NRC-National Research Council. Nutrient requirements of small ruminants: sheep, goats, cervids, and New World camelids. Washington, D.C.: National Academic Press, 2007.

OLIVEIRA, M. D. S.; MOTA, D. A.; BARBOSA, J. C.; STEIN M.; BORGONOVI, F. Composicao bromatologica e digestibilidade ruminal in vitro de concentrados contendo diferentes niveis de torta de girassol. Ciencia Animal Brasileira, v. 8, n. 4, p. 629-638, 2007.

RODRIGUES FILHO, J. A.; CAMARAO, A. P.; BATISTA, H. A. M. Composicao quimica e digestibilidade in vitro da materia seca de residuos agro-industriais no Estado do Para. Belem: Embrapa/CPATU, 1987. (Qualidade das fracoes fibrosas da torta de coco).

ROSA, M. F.; SANTOS, F. J. S.; MONTENEGRO, A. A. T.; CORREIA D.; ARAUJO, F. B. S.; NOROES, E. R. V. Caracterizacao do po da casca de coco verde usado como substrato agricola. Fortaleza: Embrapa Agroindustria Tropical, 2001. (Comunicado Tecnico, 54).

SAS-Statistical Analysis System. SAS user's guide. Version 6.08. San Diego: Statistical Analysis System Institute, 2003.

SILVA, D. J.; QUEIROZ, A. C. Analise de alimentos: metodos quimicos e biologicos. 3. ed. Vicosa: UFV, 2006.

SILVA, J. F. C.; LEAO, M. I. Fundamentos de nutricao dos ruminantes. Piracicaba: Livroceres, 1979.

SILVA, M. C.; SANTOS, M. V. F.; DUBEUX JUNIOR, J. C. B.; LIRA, M. A.; SAMAY DE MELO, W.; OLIVEIRA, T. N; ARAUJO, G. G. L. Avaliacao de metodos para recuperacao de pastagens de braquiaria no Agreste de Pernambuco. 2. Valor Nutritivo da Forragem 1. Revista Brasileira de Zootecnia, v. 33, n. 6, p. 2007-2016, 2004.

VAN SOEST, P. J.; MERTENS, D. R. Nutritional ecology of the ruminant. New York: Cornell University press, 1994.

VAN SOEST, P. J.; ROBERTSON, J. B.; LEWIS, B. A. Methods for dietary fiber, neutral detergent fiber, and nonstarch polysaccharides in relation to animal nutrition. Journal of Dairy Science, v. 74, n. 10, p. 3583-3597, 1991.

Received on June 13, 2010.

Accepted on November 10, 2010.

Lucival de Souza Junior (1) *, Jose de Brito Lourenco Junior (2), Nubia de Fatima Alves dos Santos (3), Geane Dias Goncalves Ferreira (4), Alexandre Rossetto Garcia (5) e Benjamim de Souza Nahum (5)

(1) Centro de Ciencias e Tecnologias Agropecuarias, Universidade Estadual do Norte Fluminense "Darcy Ribeiro", Av. Alberto Lamego, 2000, 28013-602, Campos dos Goytacazes, Rio de Janeiro, Brasil. (2) Centro de Ciencias Naturais e Tecnologia, Universidade do Estado do Para, Belem, Para, Brasil. (3) Universidade Federal Rural da Amazonia, Paragominas, Para, Brasil. (4) Departamento de Zootecnia, Unidade Academica de Garanhuns, Universidade Federal Rural de Pernambuco, Garanhuns, Pernambuco, Brasil. (5) Centro de Pesquisa Agroflorestal da Amazonia Oriental, Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuaria, Belem, Para, Brasil. * Autor para correspondencia. E-mail: lucjragro@yahoo.com.br
Tabela 1. Composicao bromatologica da torta de coco e da
Brachiaria humidicoia, com 35 dias de descanso.

Componente                            Torta de   Brachiaria
                                        coco     humidicoia

Materia seca (%)                       89,19       29,04
Cinzas (% da MS)                        4,56        7,91
Materia organica (% da MS)             95,19       92,09
Extrato etereo (% da MS)                8,80        1,00
Proteina bruta (% da MS)                22,4        6,76
Fibra detergente neutro (% da MS)      46,71       64,37
Fibra detergente acido (% da MS)       18,59       47,21
Lignina (% da MS)                       3,00        9,55
Energia bruta ((kcal [kg.sup.-1])     5.461,06    4.067,57

Tabela 2. Composicao das dietas experimentais.

Variavel                  0%                       0,4%

MS (1)(%)        29, 03 [+ or -] 1, 14      31, 81 [+ or -] 1, 70
RMF (2) (%)       9, 15 [+ or -] 1, 17       7, 42 [+ or -] 1, 09
MO (3) (%)       90, 84 [+ or -] 1, 17      92, 57 [+ or -] 1, 09
PB (4) (%)        6, 75 [+ or -] 0, 85       9, 84 [+ or -] 0, 86
EE (7) (%)          1, 00 [+ or -] 0         1, 98 [+ or -] 0, 03
FDN (6) (%)      64, 36 [+ or -] 1, 95      63, 04 [+ or -] 1, 72
FDA (7) (%)      47, 21 [+ or -] 1, 10      44, 32 [+ or -] 0, 99
Lignina (%)       9, 55 [+ or -] 1, 11         8, 98 [+ or -] 1
Celulose (%)     37, 66 [+ or -] 1, 91       35,33 [+ or -] 1,69
EB (8) (kcal    3.307,93 [+ or -] 236,09   3.853,45 [+ or -] 236,09
[kg.sup.-1])

Variavel                0,8%                    1,2%

MS (1)(%)       33, 50 [+ or -] 1, 06    35, 49 [+ or -] 1, 02
RMF (2) (%)     6, 05 [+ or -] 1, 02      4, 92 [+ or -] 0, 95
MO (3) (%)      93, 94 [+ or -] 1, 02    95, 07 [+ or -] 0, 95
PB (4) (%)      12, 93 [+ or -] 0, 88    16, 02 [+ or -] 0, 93
EE (7) (%)      2, 77 [+ or -] 0, 05      3, 42 [+ or -] 0, 07
FDN (6) (%)     61, 97 [+ or -] 1, 54     61, 10 [+ or -] 139
FDA (7) (%)     41, 99 [+ or -] 0, 91    40, 09 [+ or -] 0, 84
Lignina (%)     8, 43 [+ or -] 0, 91      7, 97 [+ or -] 0, 83
Celulose (%)    33, 56 [+ or -] 1, 52    32, 11 [+ or -] 1, 38
EB (8) (kcal    4.399 [+ or -] 236,01   4.994,50 [+ or -] 236,09
[kg.sup.-1])

(1) Materia Seca; (2) Residuo Mineral fixo; (3) Materia Organica;
(4) Proteina Bruta; (5) Extrato Etereo; (6) Fibra em Detergente
Neutro; (7) Fibra em Detergente Aacido; (8) quilocaloria [kg.sup.-1]
de Energia Bruta.

Tabela 3. Consumos dos nutrientes experimentais.

Variavel                    0%                       0,4%

gMS               598, 75 [+ or -] 115, 75     711, 51 [+ or -] 170
g[MS.sup.0,75]     49, 21 [+ or -] 8, 29       58, 90 [+ or -] 9,67
gMS %PV             1, 55 [+ or -] 0, 26       1, 84 [+ or -] 0,33
gde PB             40, 85 [+ or -] 7, 83      70, 24 [+ or -] 16,53
gde EE              5, 98 [+ or -] 1, 15       14, 14 [[+ or -] 3,35
gFDN                385 [+ or -] 75, 03      448, 70 [+ or -] 106, 72
gFDA               282, 5 [+ or -] 54, 58    315, 43 [+ or -] 75, 18
gMO                 544 [+ or -] 105, 16     658, 83 [+ or -] 156, 53
gLignina           57, 77 [+ or -] 10, 88     63, 98 [+ or -] 15, 30
gCelulose         224, 73 [+ or -] 43, 70    251, 45 [+ or -] 59, 88
gRMF               54, 75 [+ or -] 10, 58     52, 68 [+ or -] 12, 96

Variavel                   0,8%                      1,2%

gMS               730, 41 [+ or -] 106, 52   635, 76 [+ or -] 188, 59
g[MS.sup.0,75]     57, 56 [+ or -] 6, 44      56, 23 [+ or -] 4, 71
gMS %PV             1, 82 [+ or -] 0, 20       1, 77 [+ or -] 0, 14
gde PB             94, 64 [+ or -] 13, 79    101, 94 [+ or -] 30, 30
gde EE             20, 29 [+ or -] 2, 95      21, 79 [+ or -] 6, 47
gFDN              452, 95 [+ or -] 66, 45    388, 28 [+ or -] 115, 12
gFDA              306, 76 [+ or -] 44, 96    254, 67 [+ or -] 75, 50
gMO               686, 27 [+ or -] 99, 94    604, 59 [+ or -] 179, 46
gLignina            61, 59 [+ or -] 8,85      50, 83 [+ or -] 15, 05
gCelulose         245, 16 [+ or -] 38, 10    203, 83 [+ or -] 60, 45
gRMF               44, 14 [+ or -] 6, 58      31, 17 [+ or -] 9, 13
COPYRIGHT 2011 Universidade Estadual de Maringa
No portion of this article can be reproduced without the express written permission from the copyright holder.
Copyright 2011 Gale, Cengage Learning. All rights reserved.

Article Details
Printer friendly Cite/link Email Feedback
Author:de Souza, Lucival, Jr.; Lourenco, Jose de Brito, Jr.; dos Santos, Nubia de Fatima Alves; Ferreira, G
Publication:Acta Scientiarum. Animal Sciences (UEM)
Date:Apr 1, 2011
Words:3901
Previous Article:Evaluation of inulin and probiotic for broiler chickens/Avaliacao de inulina e probiotico para frangos de corte.
Next Article:Number and weight of tillers in signalgrass pasture under continuous stocking/Numero e peso de perfilhos no pasto de capim-braquiaria sob lotacao...
Topics:

Terms of use | Privacy policy | Copyright © 2019 Farlex, Inc. | Feedback | For webmasters